"Todo mundo sabia", diz produtora sobre Vorcaro financiar filme sobre Bolsonaro

 Dona da GoUp afirmou que empresário iniciou tratativas sobre cinebiografia com Flávio e Eduardo em 2024


*Com informações do portal R7


A dona da produtora GoUp, Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme Dark Horse, afirmou, em entrevista exclusiva ao R7, que Daniel Vorcaro investiu recursos no longa-metragem e que a participação era de conhecimento dos envolvidos no projeto, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.


“O dinheiro do Daniel veio por meio de um fundo chamado Havengate. Eu não faço diligência do fundo; o fundo é que faz em mim. O Daniel era conhecido por patrocinar programas de TV, Fórmula 1, já tinha patrocinado os filmes do Lula e do Temer, e achei normal o interesse no filme — e todo mundo sabia. Ele começou a tratar com Flávio e Eduardo em 2024. E, aparentemente, ninguém sabia ainda dos problemas, apenas o Banco Central”, declarou.


Na semana passada, porém, a GoUp havia negado qualquer envolvimento de Vorcaro com o financiamento do filme: “A GoUp Entertainment esclarece, preliminarmente, que a legislação norte-americana aplicável a operações privadas de captação no setor audiovisual veda a divulgação da identidade de investidores cujos aportes encontrem-se resguardados por acordos de confidencialidade (Non-Disclosure Agreements)”, afirmou a produtora, em nota.

Ainda de acordo com a empresa, “trata-se de prerrogativa contratual e regulatória legítima, assegurada aos financiadores de projetos estruturados sob o regime de investimento privado, e que esta produtora é obrigada a observar”. A nota dizia ainda que, “dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário”.


A produtora também afirmou que o projeto cinematográfico foi estruturado por meio de “articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional”, sem uso de recursos públicos.


“Cumpre destacar, ademais, que conversas, apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresários não configuram, por si só, efetivação de investimento, participação societária ou transferência de recursos — sendo improcedente qualquer ilação em sentido contrário”, acrescentou a empresa.

Por fim, a GoUp declarou que repudia “tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual” e reitera que permanece à disposição das autoridades e da imprensa para prestar esclarecimentos.


Correio do Povo

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