Mendonça arquiva ação contra Bolsonaro sobre compra de 51 imóveis em dinheiro

 Ministro afirmou não ver provas para abrir uma investigação

Ex-presidente Jair Bolsonaro 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, arquivou um pedido de investigação de Jair Bolsonaro (PL) e seus filhos pela suposta compra de 51 imóveis em dinheiro vivo entre os anos de 1998 e 2022, em transações que teriam movimentado R$ 18,9 milhões. De acordo com o magistrado, não há provas suficientes para abrir uma investigação. A decisão foi publicada no Diário de Justiça nesta segunda-feira.

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) pediu ao STF que determinasse à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de um inquérito. Mendonça negou. O caso foi revelado em setembro do ano passado pelo UOL. Além do ex-presidente, dois de seus filhos - o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) - e suas ex-mulheres, Rogéria e Cristina Bolsonaro, compraram imóveis registrados em nome da família com dinheiro vivo.

As declarações apresentadas à Justiça Eleitoral pelos membros do clã na época das candidaturas não apontam que eles teriam dinheiro em espécie em quantia suficiente para adquirir os imóveis. Até o final de 2022, a família era proprietária de 56 das 107 propriedades que foram negociadas de 1998 para cá. Na decisão publicada nesta segunda, Mendonça afirmou que não viu indícios suficientes de eventual crime para que uma investigação fosse aberta. "As imputações apresentadas pelo peticionante foram extraídas e estão lastreadas em reportagem de veículo de comunicação, sem que tenham sido apresentados indícios ou meios de prova minimamente aceitáveis que corroborem as informações contidas na referida matéria jornalística", disse Mendonça, indicado ao cargo por Bolsonaro.

Para o ministro, a apuração jornalística "é um conjunto de ilações e conjecturas de quem produziu a matéria, o que a posiciona melhor na categoria de mera opinião/insinuação do que descritiva de qualquer ilicitude em termos objetivos". Essa é a única decisão do processo, que foi protocolado no dia 1º de setembro de 2022 e demorou um ano e dois meses para ser encaminhado.

A decisão menciona uma investigação já arquivada sobre esse mesmo assunto, de 2021, que tinha como alvo a compra de um imóvel em dinheiro vivo, feita por Eduardo Bolsonaro. A PGR não tem outras investigações sobre o episódio que veio à tona ano passado. André Mendonça também argumentou que a reportagem que embasa o pedido feito por Lopes estaria contaminada pelo "contexto político-eleitoral" das últimas eleições presidenciais.

O deputado Reginaldo Lopes não respondeu se recorrerá da decisão de Mendonça. Ele pode levar o caso para o plenário do STF, que pode manter ou derrubar o arquivamento do pedido. Bolsonaro tem 8 inquéritos no Supremo, mas nenhuma denúncia criminal

A decisão de Mendonça vai na contramão de um cerco que tem se fechado em torno de Bolsonaro, sobretudo depois de ele deixar a Presidência da República. Neste ano, duas investigações foram abertas: o caso das joias sauditas e o da fraude dos cartões de vacinação.

A Polícia Federal (PF) suspeita que o ex-presidente tenha coordenado e se beneficiado de um esquema internacional de venda de joias e artigos de luxo recebidos como presente durante a sua gestão. Em maio, a PF prendeu Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, durante uma operação que colheu provas para a investigação de supostas fraudes nos cartões de vacinação de Bolsonaro e sua filha mais nova, Laura. Cid também é suspeito de participar do esquema das joias. O ex-ajudante de ordens fez em setembro deste ano um acordo de colaboração premiada que o colocou em liberdade condicional - ele usa tornozeleira eletrônica, não pode ter redes sociais nem se comunicar com outros investigados.

Os termos do acordo estão em sigilo, mas alguns trechos, já revelados, mostram que Cid disse que Bolsonaro chegou a apresentar uma "minuta do golpe" aos comandantes das Forças Armadas, consultando-os sobre a possibilidade de ajudá-lo a tomar o poder depois da derrota nas urnas.

Além desses dois casos, Bolsonaro tem contra ele mais seis inquéritos, que são conduzidos pela PF sob relatoria do ministro do STF Alexandre de Moraes. O mais recente é o dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro, quando radicais invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. Os outros cinco são sobre a condução da pandemia da Covid-19, o vazamento de dados sigilosos de investigações do Supremo, o caso das "milícias digitais", a suposta interferência de Bolsonaro no comando da PF e a disseminação de notícias falsas sobre os magistrados do STF. Nenhum deles teve denúncia criminal.

Agência Estado e Correio do Povo

Jornais argentinos repercutem confusão no jogo com o Brasil: "Escândalo no Maracanã"

 Conduta da Polícia Militar (PM) do Rio foi o principal assunto das publicações

Jornais argentinos repercutem confusão no jogo com o Brasil: 'Escândalo no Maracanã' 

Os principais jornais argentinos definiram como "escândalo" tudo que aconteceu antes do jogo entre Brasil e Argentina, nesta terça-feira, no Maracanã, pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2026. Uma confusão entre torcedores brasileiros, argentinos e policiais nas arquibancada atrasou o início do clássico. A conduta da Polícia Militar (PM) do Rio foi o principal assunto das publicações.

Diário Olé condenou a repressão da polícia contra os argentinos e destacou o comportamento dos jogadores, que foram até o local da confusão para defender os torcedores. "Escândalo: os jogadores defenderam a torcida, saíram e voltaram a campo", escreveu o jornal, que enalteceu Messi. O craque foi o responsável por tirar sua seleção de campo.

 

O Clarín também usou o termo escândalo para definir o que aconteceu no Maracanã: "Violência contra torcedores, tapa de Dibu em policial e reação de Messi", escreveu o jornal, citando o goleiro da seleção argentina Emiliano Martínez, que defendeu um torcedor que estava sendo arrastado por um torcedor.

O periódico citou o ocorrido na final da Copa Libertadores, entre Boca Juniors e Fluminense, também marcado para o Maracanã. Na ocasião, os torcedores das duas equipes brigaram na praia de Copacabana.

O TyC Sports também citou o episódio com Emiliano Martínez: "Dibu Martínez defendeu torcedores em meio à repressão policial", destacou. Messi também foi enaltecido por ter decidido tirar sua seleção de campo, retornando pouco depois. O termo escândalo também foi utilizado nas manchetes.

Agência Estado e Correio do Povo

Israel e Hamas chegam a acordo para libertação de reféns em Gaza

 Governo israelense enfatizou que "prosseguirá a guerra" contra a organização

Bombardeios seguiam nesta quarta-feira 

Israel e Hamas anunciaram na madrugada desta quarta-feira (22) um acordo para a libertação de pelo menos 50 reféns em poder do grupo islamista em troca de presos palestinos e de uma trégua na Faixa de Gaza após semanas de guerra.

"O governo aprovou as linhas gerais do primeiro estágio de um acordo pelo qual pelo menos 50 pessoas sequestradas - mulheres e crianças - serão libertadas nos próximos quatro dias, durante os quais haverá uma pausa nos combates", disse o governo israelense em uma nota enviada à AFP.

Antes da reunião do gabinete de ministros, que começou na noite de terça-feira, o premiê israelense Benjamin Netanyahu havia dito que aceitar o acordo é "uma decisão complicada, mas é uma decisão correta".

Seu gabinete estava sob pressão das famílias das quase 240 pessoas sequestradas pelo grupo islamista em seu ataque de 7 de outubro, que também deixou 1.200 mortos, a maioria civis, segundo as autoridades israelenses.

Desde então, Israel lançou uma ofensiva contra Gaza com o propósito de "aniquilar" o Hamas, que já deixou mais de 14 mil mortos neste território, vítimas dos bombardeios incessantes e das operações terrestres israelenses.

A guerra vai continuar

O Hamas celebrou em um comunicado o acordo de "trégua humanitária" e afirmou que seus dispositivos foram "formulados segundo a visão da resistência". O Catar, mediador das negociações ao lado dos Estados Unidos e do Egito, confirmou o acordo para uma "pausa humanitária", que terá o início "anunciado nas próximas 24 horas e vai durar quatro dias, com a possibilidade de prorrogação".

Fontes dos dois lados informaram que o acordo contempla a libertação de entre 50 reféns sob poder do Hamas em troca de 150 presos palestinos que estão em Israel. Nos dois lados do conflito, as pessoas mais afetadas são mulheres e crianças, segundo o Hamas. Um dirigente do Hamas disse à AFP que a troca começará na quinta-feira (23) com a libertação de 10 reféns israelenses e 30 prisioneiros palestinos e que "os demais serão libertados antes do final do quarto dia" da trégua.

Um funcionário de alto escalão da Casa Branca afirmou que entre os liberados estarão três americanos, incluindo uma menina de três anos. Também destacou que os Estados Unidos esperam que o Hamas liberte "mais de 50 reféns". O presidente americano, Joe Biden, afirmou que está "extraordinariamente satisfeito" com a notícia da libertação em breve dos reféns, assim que o acordo "for plenamente aplicado".

A porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, afirmou que Moscou celebra o acordo para "uma pausa humanitária" e destacou que é "exatamente o que a Rússia pedia desde o início da escalada do conflito". O primeiro-ministro do Catar, Mohammed ben Abdelrahmane Al-Thani, declarou ter confiança de que a trégua "permitirá um acordo global e duradouro para acabar com a máquina de guerra".

A Comissão Europeia saudou o acordo e pediu que se aproveite a pausa para "intensificar" a ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A China afirmou que recebeu com satisfação a notícia e espera que ajude "a reduzir o conflito e as tensões".

O acordo de trégua não vai significar o fim da guerra na Faixa de Gaza, destacou o governo de Israel em um comunicado. "O governo israelense, o Exército israelense e as forças de segurança vão continuar a guerra para trazer de volta todas as pessoas sequestradas, eliminar o Hamas e garantir que não exista nenhuma ameaça para o Estado de Israel procedente de Gaza", afirmou o Executivo na nota sobre o acordo.

O movimento palestino Hamas também se mostrou desafiador em seu comunicado: "Confirmamos que nossos dedos vão continuar nos gatilhos e que nossos batalhões triunfantes vão permanecer de prontidão."

Verdadeira tragédia

O acordo chega como um respiro para a população de Gaza, que também está submetida a um "cerco total" por parte de Israel, que bloqueia o fornecimento de comida, água, eletricidade e medicamentos. A ONU, que junto com outras organizações internacionais reivindicava há semanas um cessar-fogo por motivos humanitários, calcula que a guerra provocou o deslocamento de quase 1,7 milhão dos 2,4 milhões de habitantes da Faixa de Gaza.

Uma verdadeira "tragédia" sanitária é iminente no território, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O grupo de economias emergentes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) solicitou na terça-feira, durante uma cúpula extraordinária virtual "uma trégua humanitária imediata e duradoura" em Gaza.

"Se conseguirem uma trégua de cinco dias agora, acredito que vai abrir caminho para tréguas mais longas, ou até mesmo um cessar-fogo total", dizia esperançoso Hamza Abdel Razeq, morador de Rafah, no sul da Faixa. "As pessoas realmente estão sofrendo", explicou à AFP.

Este acordo "é ruim para a segurança dos israelenses, é ruim para os reféns, é ruim para os soldados", se opôs o Partido Sionista Religioso, uma legenda de extremadireita com representação no governo de Netanyahu.

Hospital atacado

Na terça-feira, as tropas israelenses continuaram lutando no norte da Faixa de Gaza, a área mais afetada pela guerra, onde bairros foram reduzidos a escombros. O Exército garantiu que seus bombardeios atingiram "cerca de 250" alvos do Hamas no último dia, e acrescentou que dois soldados morreram no norte do território palestino.

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o Crescente Vermelho palestino anunciaram que três médicos, dois deles da MSF, morreram em um bombardeio contra o hospital Al Awda do campo de refugiados de Jabaliya. O Crescente Vermelho denunciou um bombardeio "israelense". Segundo o Ministério da Saúde do Hamas, o Hospital Indonésio - situado nas imediações do campo -, continuava cercado por tanques israelenses nesta terça, e "50 mortos" jaziam no pátio do estabelecimento.

Na véspera, "terroristas dispararam do interior do Hospital Indonésio em Gaza", declarou o Exército israelense, acrescentando que respondeu dirigindo-se "diretamente" contra a fonte dos disparos. O movimento islamista acusa Israel de executar uma "guerra contra os hospitais" de Gaza - a zona norte do território tem poucos centros médicos operacionais no momento.

As autoridades israelenses argumentam que o Hamas utiliza os hospitais com fins militares e usa os civis como "escudos humanos", o que o movimento palestino nega. Em outra frente de batalha, quatro civis, incluindo dois jornalistas, morreram nesta terça-feira em bombardeios israelenses no sul do Líbano, segundo a imprensa libanesa.

Desde o início da guerra em Gaza, o Exército de Israel e o Hezbollah, aliado do Hamas e apoiado pelo Irã, executam ataques na fronteira. A Casa Branca espera que a trégua em Gaza também conduza a uma "pausa total das hostilidades no norte, na fronteira libanesa".

AFP e Correio do Povo

Idoso fala sobre o governo Lula

 



Fonte: https://www.instagram.com/reel/Cz6mKmRLszj/

Dino não comparece à Comissão de Segurança Pública da Câmara pela 3ª vez

 Para justificar a ausência, ministro reafirmou ser alvo de ameaças proferidas por parlamentares

Pela Lei do Impeachment, há crime de responsabilidade se um ministro convocad não justifica ausência 

Convocado a prestar esclarecimentos à Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, deixou de ir à Casa pela terceira vez nesta terça-feira, 21. Em ofício enviado ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), para justificar a ausência, o ministro reafirmou ser alvo de ameaças proferidas por parlamentares.

Dino sugeriu a realização de uma comissão geral no plenário da Câmara para ouvi-lo. Ele havia feito a mesma solicitação quando faltou à convocação no último dia 24 de outubro. Numa comissão geral, representantes da sociedade civil que tenham a ver com o tema abordado podem ter espaço de fala.

Nas outras sessões em que não compareceu, o ministro alegou "providências administrativas inadiáveis" que surgiram na Secretaria Nacional de Segurança Pública e ter sido ameaçado com arma de fogo, quando foi apelidado de "fujão" por parlamentares.

"A partir das frases dos citados parlamentares, membros da comissão, é verossímil pensar que eles andam armados, o que se configura uma grave ameaça à minha integridade física, se eu comparecesse à audiência. Lembro, a propósito, que os parlamentares não se submetem aos detectores de metais, o que reforça a percepção de risco, inclusive em razão dos reiterados desatinos por parte de alguns", disse Dino no ofício encaminhado à Casa nesta terça.

O presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado Sanderson (PL-RS), disse que houve crime de responsabilidade pelo não comparecimento ao colegiado e, novamente, que tomará medidas cabíveis. O deputado afirmou que vai denunciar o ministro à Procuradoria-Geral da República (PGR). Assim, Dino responderia pela ausência no Supremo Tribunal Federal (STF).

Pela Lei do Impeachment (1.079/50), há crime de responsabilidade quando um ministro de Estado convocado não justifica a ausência. O deputado alega que Flávio Dino enviou o ofício justificando o não comparecimento para a Presidência da Câmara, e não à Comissão.

A presença do ministro na Comissão de Segurança Pública, quando ocorrer, atenderá 23 dos 30 pedidos em andamento na comissão. Os deputados pedem explicações de Dino sobre os seguintes temas:

- Filmagens das câmeras internas nos atos de 8 de janeiro;

- Confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras;

- Recebimento de Luciane Barbosa Faria no ministério;

- Regulamentação de armas;

- Viagem ao Complexo da Maré;

- Invasão de terras;

- Interferência na Polícia Federal;

- Fake news sobre caçadores, atiradores e colecionadores (CACs);

- Corte de verba no Orçamento de 2024 para combate ao crime organizado;

- Ataques aos membros da comissão;

- Controle de conteúdos danosos no YouTube;

- Prisões relativas a dados falsos sobre vacinas;

- Criminalização de games.

Agência Estado e Correio do Povo

Empresas depositam garantias para oferta de concessão da ANP

 Petrobras já manifestou interesse na Bacia de Pelotas


Ao todo, 21 empresas apresentaram declarações de interesse e depositaram garantias para os 33 setores que estarão em oferta no 4º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, prevista para ser realizada no dia 13 de dezembro, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Petrobras já manifestou interesse na Bacia de Pelotas.

A exploração dessa área voltou a despertar atenção em função do sucesso de licitações em áreas análogas de outros países, como o litoral do Uruguai e a Namíbia, do outro lado do Oceano Atlântico. Dos 33 setores em oferta para esse regime, 12 estão em Pelotas.

Ao todo, 87 empresas se inscreveram para a licitação e estão aptas a apresentar ofertas, segundo a ANP, mas somente poderão participar consorciadas com uma das 21 empresas que depositaram as garantias.

Inicialmente, será licitada a área com acumulações marginais de Japiim, localizada na bacia do Amazonas, prosseguindo com os blocos exploratórios marítimos localizados nos 17 setores que receberam declarações de interesse nas bacias de Pelotas, Potiguar e Santos, nessa ordem.

Em seguida, serão licitados os blocos exploratórios terrestres localizados nos 16 setores que receberam declarações de interesse nas bacias de Potiguar, Paraná, Espírito Santo, Tucano, Amazonas, Recôncavo e Sergipe-Alagoas, nessa ordem.

Partilha

Também no dia 13 de dezembro será realizado o 2º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, com áreas no pré-sal, cujo prazo para demonstração de interesse e depósito de garantias já se encerrou Seis empresas estão aptas a fazer ofertas: BP, Chevron, QatarEnergy, Petronas, Shell e TotalEnergies. A Petrobras, apesar de ter direito de preferência, não se inscreveu para participar do leilão.

Serão ofertados cinco blocos, sendo quatro na bacia de Santos (Cruzeiro do Sul, Esmeralda, Jade e Tupinambá) e um na bacia de Campos (Turmalina).


Agência Estado e Correio do Povo

Coreia do Norte informa que lançou com sucesso satélite de vigilância

 Regime coreano informou que vai colocar mais sondas em órbita para monitoramentos de defesa

Lançamento foi acompanhado por Kim Jong-Un 

A Coreia do Norte informou, nesta terça-feira, que conseguiu colocar em órbita um satélite militar de vigilância, um desafio às resoluções da ONU que proíbem o país de usar tecnologias de mísseis balísticos, duramente condenado por Estados Unidos e Japão. O foguete, lançado na noite de terça-feira, seguiu a trajetória prevista e "conseguiu colocar em órbita o satélite Malligyong-1", reportou a agência oficial norte-coreana KCNA.

Antes, o Exército sul-coreano anunciou ter "detectado, às 13h43min (horário local) um suposto satélite de vigilância militar". A KCNA indicou após a missão que a Coreia do Norte planeja lançar outros satélites "no curto prazo" para reforçar suas capacidades de vigilância sobre a Coreia do Sul.

"O lançamento de um satélite de reconhecimento é um direito legítimo da RPDC [República Popular Democrática da Coreia] para fortalecer suas capacidades de autodefesa", ressaltou.

A Coreia do Sul reagiu ao lançamento declarando que vai retomar as operações de vigilância ao longo da fronteira com a Coreia do Norte, suspensas em 2018 no âmbito de um acordo para reduzir as tensões militares, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O Estado-Maior do Exército sul-coreano disse que não pode confirmar no momento se o satélite foi colocado em órbita.

Este lançamento "constitui uma provocação que viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU", acrescentou em nota. Tanto o Japão quanto os Estados Unidos condenaram o lançamento. "Mesmo que chamem isto de um satélite, o lançamento de um objeto que usa a tecnologia dos mísseis balísticos é claramente uma violação das resoluções das Nações Unidas", reforçou o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida.

O lançamento "eleva as tensões e corre o risco de desestabilizar a situação de segurança na região e fora dela", afirmou, por meio de nota, a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional americano, Adrienne Watson.

A Coreia do Norte informou o Japão anteriormente de sua intenção de lançar um satélite a partir da quarta-feira, segundo Tóquio, em uma terceira tentativa após dois fracassos em maio e agosto. Em agosto, Pyongyang designou três áreas marítimas suscetíveis de serem afetadas pelo lançamento previsto na ocasião: duas no Mar Amarelo, a oeste da península coreana, e uma terceira em águas situadas a leste das Filipinas.

"As zonas de perigo mencionadas pela Coreia do Norte desta vez correspondem às anunciadas durante o seu projeto de lançamento de satélite em agosto", comentou um dirigente sul-coreano citado pela Yonhap. Há semanas, Seul adverte que Pyongyang estava nas "últimas etapas" dos preparativos para um novo lançamento de um satélite espião.

A aproximação recente entre a Coreia do Norte e a Rússia preocupa os Estados Unidos e seus aliados sul-coreano e japonês. Segundo Seul, Pyongyang fornece armas à Rússia em troca de tecnologias espaciais russas. No começo de novembro, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, denunciou os vínculos militares "crescentes e perigosos" entre Coreia do Norte e Rússia.

A Coreia do Norte realizou este ano um número recorde de testes com mísseis, apesar das sanções internacionais e das advertências de Estados Unidos, Coreia do Sul e seus aliados. O país qualificou, ainda, como "irreversível" seu status de potência nuclear.

AFP e Correio do Povo

Senado aprova rito especial para votar PEC que limita poder do STF nesta quarta-feira

 Rito recebeu 48 votos a favor e 20 contrários

Senado aprova rito especial para votar PEC que limita poder do STF nesta quarta-feira 

O Senado aprovou nesta terça-feira, por 48 votos a 20, um rito especial para votar na quarta-feira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os poderes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O texto estabelece que os magistrados ficarão impedidos de suspender por meio de decisões individuais a vigência de leis ou atos dos presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados. A medida também vale para leis e atos administrativos analisados pelos tribunais estaduais.

O senado estava preparado para encerrar hoje a votação, mas o relator da proposta, Espiridião Amin (PP-SC), alegou que ainda não tinha finalizado o parecer. Pacheco, então, propôs que a votação fosse encerrada amanhã. A proposta foi endossada pela oposição.

O plenário da Casa tinha quórum de 70 senadores, o que poderia facilitar eventuais movimentos do governo para barrar a medida. São necessários 49 votos em dois turnos para fazer o texto avançar. A votação nesta terça-feira serviu de teste e indicou que o grupo que defende a aprovação precisa de mais senadores no plenário no momento em que forem votar a versão final da proposta.

O líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), liberou a bancada na votação, num movimento para evitar novos desgastes do Palácio do Planalto com o Congresso. Nenhum senador petista votou pela proposta de adiamento apresentada, mas diversos senadores de partidos da base governista, como PSD e MDB, votaram favoravelmente. Wagner foi o único integrante do PT a se abster. Caso aprovada, a PEC ainda precisa ir à votação na Câmara.

A proposta impõe a obrigatoriedade de pelo menos seis dos 11 ministros votarem juntos para suspender as leis ou atos dos outros presidentes. Atualmente qualquer membro do STF pode assinar despacho para invalidar medidas de outros Poderes. Essas decisões, no entanto, precisam ser analisadas em plenário pelos demais ministros para serem validadas. A boa prática na Corte recomenda que o autor da liminar encaminhe imediatamente a decisão para ser julgada pelos colegas, o que nem sempre acontecia.

Em uma alteração feita no Regimento Interno do STF em dezembro de 2022, a Corte definiu que as decisões liminares dos ministros precisam ser confirmadas pelos demais ministros te em plenário virtual. A PEC do Congresso determina que a decisões individuais sejam tomadas apenas pelo presidente do STF durante o período de recesso em "caso de grave urgência ou perigo de dano irreparável". Ainda assim, os outros membros do tribunal precisarão analisar a decisão do presidente em até 30 dias após a volta aos trabalhos.

A PEC ainda estabelece novo prazo de validade de 180 dias para os pedidos de vista (suspensão de julgamento). A medida amplia em 90 dias o tempo de paralisação das votações. O texto da proposta manda um recado de descontentamento do Congresso com os ministros do STF após diversos embates por causa de temas relacionados à pauta de costumes e ao setor produtivo.

A proposta de autoria do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) foi apresentada em 2021, mas ganhou tração no Congresso neste ano após uma sucessão de crises entre os parlamentares e ministros do STF. Os atritos entre os dois Poderes envolvem temas como a descriminalização da maconha e do aborto, que foram levados a julgamento no plenário da Suprema Corte.

O auge da crise se deu após os magistrados invalidarem a tese de marco temporal das terras indígenas, o que provocou semanas de paralisação do Congresso em retaliação.

Morte de preso do 8 de janeiro é usada pela oposição para aprovar PEC

A morte de um dos presos no Congresso por envolvimento nos atos golpistas do 8 de Janeiro, Cleriston Pereira da Cunha, de 46 anos, foi utilizada pelos parlamentares de oposição como argumento favorável à oposição PEC. "Ele faleceu ontem por uma decisão monocrática", disse o senador Magno Malta (PL-MG) em alusão ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Cleriston estava detido na Papuda desde o dia 9 de janeiro acusado de invadir o Congresso Nacional. Ele foi preso em flagrante após a invasão e foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR), mas o plenário da Corte não chegou a condená-lo definitivamente. O preso tinha uma parecer favorável da PGR para deixar a Papuda protocolado em setembro, mas o despacho não foi feito pelo STF até o seu falecimento.

Agência Estado e Correio do Povo

Há 35 anos, em 22 de novembro de 1988, o Pink Floyd lançava o álbum Delicate Sound Of Thunder, gravado ao vivo durante a turnê promocional de A Momentary Lapse Of Reason (1987)

 Disponibilizado em vinil, CD e cassete, todos duplos, o trabalho foi registrado em cinco shows em agosto de 1988 no Nassau Coliseum, em Long Island, Nova York, nos quais a banda apresentou várias canções de seu então mais recente álbum, além de clássicos do repertório do Pink Floyd na década de 1970 -- algumas faixas variam conforme o formato do material.

Delicate Sound Of Thunder foi o único disco do grupo a ser lançado oficialmente na União Soviética e, em novembro de 1988, se tornou o primeiro álbum de rock a ser tocado no espaço quando astronautas soviéticos o levaram a bordo da nave Soyuz TM-7 -- David Gilmour e Nick Mason participaram do lançamento da missão.
O álbum alcançou o #11 nas paradas do Reino Unido e Estados Unidos. Vendeu cerca de 8 milhões de cópias em todo o mundo.


Fonte: https://www.facebook.com/100063713283107/posts/836226531844449/?mibextid=rS40aB7S9Ucbxw6v

Grupo Wagner prepara reforço de defesa antiaérea de 'Hezbollah ou Irã', diz Casa Branca

 Manifestação foi dada pelo porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby

Manifestação foi dada pelo porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby 

A Casa Branca afirmou, nesta terça-feira (21), que o grupo mercenário russo Wagner se prepara para reforçar as defesas aéreas do movimento libanês pró-iraniano Hezbollah ou do regime de Teerã, dois adversários dos Estados Unidos.

"O Wagner, sob a direção do governo russo, se prepara para fornecer uma capacidade de defesa aérea ao Hezbollah ou ao Irã", disse à imprensa o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby.

Citando funcionários americanos não identificados, o Wall Street Journal reportou, no começo deste mês, que o Grupo Wagner estava se preparando para fornecer o Pantsir-S1, sistema russo de armas de artilharia e mísseis antiaéreos autopropulsados conhecidos como SA-22.

Financiado pelo Kremlin, o Grupo Wagner voltou à carga, após um motim fracassado em junho, que representou uma ameaça ao governo do presidente russo Vladimir Putin, no poder há duas décadas.

Kirby disse que os Estados Unidos estão preparados para sancionar "indivíduos ou entidades russas que possam fazer estas transferências desestabilizadoras".

Ele acrescentou que o Irã "avalia proporcionar à Rússia mísseis balísticos agora para seu uso contra a Ucrânia em troca deste apoio".

Washington fez uma advertência contra a relação militar entre Moscou e Teerã, que Kirby descreveu como "obviamente prejudicial para a Ucrânia, certamente prejudicial para os vizinhos do Irã, francamente prejudicial para a comunidade internacional".

O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, fez uma visita oficial ao Irã em setembro, descrita como um "passo importante" para a cooperação militar entre os aliados.

Os dois países são alvo de sanções comerciais internacionais e estreitaram laços em diversos setores.

AFP e Correio do Povo