Após desligamentos, Embratur nomeia Carlinhos Brown como primeiro novo embaixador do Turismo

 Lista de desligados tem nomes como Dani Alves, Ratinho e Ronaldinho Gaúcho


A Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) anunciou nesta segunda-feira, 20, Dia Nacional da Consciência Negra, que o cantor e compositor Carlinhos Brown é o novo embaixador do Turismo do Brasil. O nome dele é o primeiro indicado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Como mostrou o Estadão, na última sexta-feira, 17, quinze personalidades nomeadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram desligadas da função. O embaixador do Turismo não é propriamente um cargo, porque não tem remuneração e nem vínculo empregatício. O título honorário, no entanto, coloca os nomeados em campanhas e eventos, representando o Brasil no exterior.

"Hoje, Dia da Consciência Negra, temos a honra de anunciar que Carlinhos Brown é o novo Embaixador do Turismo Brasileiro! Brown é um artista reconhecido internacionalmente e projeta para o mundo o que nosso Brasil tem de melhor", disse a Embratur no anúncio divulgado nas suas redes sociais.

No último sábado, 18, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, disse que a revogação das nomeações anteriores foi uma "medida natural" e que não tem nada de pessoal. Entre os embaixadores que até então estavam nomeados, estavam alguns apoiadores do ex-presidente Bolsonaro.

Dois deles estão na mira de investigações: o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho foi indicado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras da Câmara dos Deputados. Daniel Alves, também jogador de futebol aposentado, está preso preventivamente na Espanha desde o começo do ano enquanto responde a uma acusação por estupro.

Freixo confirmou que a Agência nomeará outros embaixadores para substituir os que foram desligados da função no final da semana passada.

Veja a lista dos ex-embaixadores do Turismo desligados da função na última sexta-feira, 17:

Álvaro Garnero (apresentador de televisão e empresário)

Amado Batista (cantor)

Bruno & Marrone (cantores sertanejos)

Carlos Massa, o Ratinho (apresentador de televisão e empresário)

Daniel Alves, (ex-jogador de futebol)

Frederico Lapenda (produtor de filmes e promoter de filmes)

Pedro Scooby (surfista e participante do Big Brother Brasil 2022)

Renzo Gracie (lutador de jiu-jitsu)

Richard Rasmussen (apresentador de TV e biólogo)

Roberto de Assis, o Assis (ex-jogador de futebol, empresário e irmão de Ronaldinho Gaúcho)

Romero Britto (pintor)

Ronaldinho Gaúcho (ex-jogador de futebol)

Vitor Belfort (lutador de MMA)

Zezé Di Camargo (cantor sertanejo)


Agência Estado e Correio do Povo

Acordo UE e Mercosul é tema de conversa de Lula com Von der Leyen

 Conversa por telefone durou cerca de meia hora


O andamento das negociações do acordo entre o Mercosul e a União Europeia foi o tema da conversa por telefone entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, na tarde desta segunda-feira.

Segundo o Palácio do Planalto, a conversa durou cerca de meia hora e tratou dos pontos finais do acordo entre os dois blocos. “Os dois concordaram em acompanhar de perto o trabalho dos negociadores nos próximos dias e deverão voltar a se encontrar na próxima semana, durante a COP28, em Dubai, Emirados Árabes”, informou a assessoria.

A finalização do acordo também foi tratada recentemente em conversa entre Lula e o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, que ocupa a presidência rotativa do bloco europeu. A presidência do governo brasileiro no Mercosul vai até o dia 7 de dezembro, três dias antes da posse do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, que já defendeu a saída da Argentina do bloco econômico. Milei depois recuou da ideia e passou a defender apenas mudanças no Mercosul, que reúne também Uruguai, Brasil e Paraguai.

Aprovado em 2019, após 20 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE precisa ser ratificado pelos parlamentos de todos os países dos dois blocos para entrar em vigor. A negociação envolve 31 países.


Agência Brasil e Correio do Povo

Bolsonaro (PL) diz que cogita ir à posse de Javier Milei

 


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Trindade: “A eleição do Milei abrem os olhos […] Entendi ser positivo pelo mau humor dos deputados e senadores de esquerda”

Instituto de Cardiologia deve receber R$ 15 milhões, diz Ministério da Saúde

 Pasta afirma que não houve "contigenciamento ou atraso de repasse de recursos federais" ao Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul

Pelo menos R$12,8 milhões devem ser recebido em parcela única até o final do ano, diz ministério 

Ministério da Saúde afirma que vai destinar R$15,3 milhões para custeio dos serviços do Instituto de Cardiologia (Fundação Universitária de Cardiologia do Rio Grande do Sul). O recurso foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 20, e o repasse total já foi garantido para este ano. Segundo a pasta, os recursos serão enviados em três parcelas: duas de R$1,3 milhão, referentes aos meses de novembro e dezembro, e uma parcela única de R$12,8 milhões até o final do ano.

A partir de 2024, o recurso estará garantido em parcelas mensais. Além do Instituto de Cardiologia, a fundação é responsável pela gestão dos hospitais dos municípios de Alvorada, Cachoeirinha e Viamão, e do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. 

A pasta da Saúde esclarece que não houve "contigenciamento ou atraso de repasse de recursos federais" ao Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul, como confirmado pelas secretarias de Saúde do estado e da capital gaúcha por meio de nota, esclarecendo versões que circulam na internet sobre suposta limitação nas verbas destinadas à instituição. 

O órgão reforça a atuação junto ao Governo do Rio Grande do Sul e a Prefeitura de Porto Alegre, com mediação da Procuradoria Geral de Justiça do estado gaúcho, para enfrentar a crise do Instituto de Cardiologia, que apresenta déficit que vem se agravando nos últimos anos, segundo prestação de contas junto a Procuradorias de Fundações do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul. 

Correio do Povo

CPI da Educação: depoentes relatam que ex-servidora da Smed pré-determinava empresas

 Três pessoas foram ouvidas nas últimas oitivas realizadas pelas comissões na Câmara de Porto Alegre


Com os nomes envolvidos em aquisições de materiais feitas pela Secretaria de Educação de Porto Alegre e investigadas pelas Comissões de Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Câmara de Porto Alegre, as CPIs da Educação, as servidoras Patrícia Silva e Anelise Nardino atribuíram às compras a ordens diretas de Michele Bartzen, que coordenava a equipe pedagógica da Smed durante a gestão da ex-secretária Sônia Maria da Rosa. Ela já deixou o cargo.

Patrícia e Anelise foram responsáveis pelos processos de aquisição de quase 400 mil livros da empresa Inca Tecnologia, com o custo de mais de R$ 21 mil, entre julho e agosto de 2022. Segundo as servidoras, todas as etapas foram instruídas por Michele. Patrícia, que trabalha na coordenação da assessoria em educação das Relações Étnico-Raciais e Direitos Humanos, foi demandada a instruir o processo de aquisição uma vez que "era a única servidora que saberia como o fazer". Apesar disso, todas as instruções para adesão, feita por meio de ata de registro – método de aquisição dentro do poder público que dispensa licitação – foram instruídas por Michele, incluindo as empresas que deveriam constar na concorrência. 

O depoimento de Anelise, que é bibliotecária concursada, foi similar ao relatado pela colega. Ela foi instruída a parar o projeto que comandava, que tratava de melhorias em bibliotecas da rede municipal, para comandar um de aquisição de acervo. Na época, conta, ela recebeu um "treinamento" de Patrícia para instrução de processos, mas as ordens sobre fornecedores e a concorrência eram diretas de Michele. 

Tanto as aquisições assinadas por Patrícia, quanto àquelas com nome de Anelise – onde a Inca venceu – as concorrências, que devem comprovar as vantagens da empresa escolhida, sãos as mesmas: Pleno Distribuidora LTDA, Curty Carvalhal Comércio e Serviços EIRELI e IBEP - Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas LTDA. Esta primeira, segundo relatos de vereadores de oposição, não vende materiais de educação e, sim, de saúde. 

Nenhuma das duas servidoras, que ainda estão lotadas na Smed, souberam explicar as razões pelas quais a Inca ou as concorrentes foram escolhidas. Anelise afirmou, ainda, que descobriu a similaridade entre os concorrentes citados nos seus processos e nos de Patrícia por meio da CPI.

Michele, durante sua oitiva às CPIs, alegou que todas as decisões de escolha de material e fornecedor eram feitas por uma equipe técnica, mas não indicou nomes. A ex-servidora da Smed fez parte do grupo levado por Sônia para secretaria. Ela foi exonerada e voltou a trabalhar com a secretária na pasta de Educação, em Canoas. 

Secretaria de Educação "já tinha algo errado", afirma ex-coordenador de gestão

Ex-coordenador de gestão de recursos e serviços da Smed, Giovane Vaz afirma que identificou irregularidades em contratos realizados pela pasta ainda durante a gestão da ex-secretária Janaína Audino. O caso se tratava de contratos firmados pela secretaria sempre com as mesmas empreiteiras. À época, o ex-servidor fez uma denúncia, que, segundo ele, foi recebida pela então secretária e os envolvidos foram afastados dos seus cargos.

Segundo avaliação de Giovane, durante seu período na pasta havia urgência para que recursos fossem gastos a fim de impedir a prefeitura, novamente, de não investir o percentual mínimo definido pela Constituição e isso incorresse em prejuízos administrativos para o governo e políticos para o prefeito. 

O servidor reconheceu problemas na pasta, um, de logística, que afirma já ter sido solucionado. Outro era "de processo", como definiu. 

As servidoras, junto do depoimento de Giovane Vaz, foram as últimas oitivas realizadas pelas CPIs. Em duas semanas, em 4 de dezembro, os vereadores precisam votar o relatório elaborado pelo relator, Mauro Pinheiro (PL).


Correio do Povo

Processos entre Câmara e Prefeitura de Porto Alegre serão facilitados por acordo de cooperação

 O Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do Legislativo e do Executivo passam a ser integrados

Outro acordo, que possibilita o Legislativo utilizar um terreno ao fundo de sua sede, foi firmado 

Com a assinatura de um termo de cooperação entre o presidente da Câmara de Porto Alegre, Hamilton Sossmeier (PTB), e o prefeito da Capital, Sebastião Melo (MDB), foi formalizada a integração entre o SEI (Sistema Eletrônico de Informações) do Legislativo e o SEI do Executivo. Na prática, a junção dos dois sistemas facilitará os processos de cooperação entre os poderes.

“Com a integração dos sistemas, garantiremos maior segurança aos dados, agilidade nos processos e economia de recursos”, comenta Sossmeier, acrescentando que a incorporação trará “maior rapidez nas entregas que Porto Alegre precisa e merece”.

Anteriormente, com a separação dos sistemas, só era possível acompanhar algum despacho, pedido de providência ou demais ações se uma das partes fizesse o envio para a outra. A partir de agora, os procedimentos terão o mesmo número registrado, agilizando o trabalho.

Na mesma sessão, outro acordo foi firmado, possibilitando o uso, por parte da Câmara Municipal, de um terreno localizado ao fundo da sua sede, que é um próprio municipal. "Sei que é um desafio melhorar os espaços da Câmara e sou solidário a vocês. Este é um gesto da Prefeitura e a gestão da área agora é com o Legislativo”, disse Melo. Com isso, o parlamento municipal poderá ampliar o seu espaço.

Correio do Povo

Chuvas apagam incêndios recorde no Pantanal

 Inpe informou que região não tem mais focos ativos

Cerca de 6% da vegetação foi atingida 

As chuvas que caíram nos últimos dias na região central do Brasil apagaram os incêndios recorde que castigavam o Pantanal, segundo análises de imagens de satélite divulgadas nesta segunda-feira. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou que a região do Pantanal, que teve quase um milhão de hectares queimados este ano, não tem mais focos ativos.

Os incêndios bateram um recorde histórico para o mês de novembro, com 3.957 acumulados segundo dados disponíveis até domingo, quase nove vezes mais que a média histórica para todo o mês. A região, que abriga grande diversidade de fauna e depende do ecoturismo, foi cenário de incêndios severos por várias semanas devido, sobretudo, à forte seca.

Segundo a ONG Instituto Centro de Vida (ICV) ao menos 6% do Pantanal, ao sul da Amazônia Legal, foram alcançados pelas chamas. O pior registro para um mês de novembro completo era de 2022, quando foram detectados 2.328 focos.

A maior parte da área queimada este mês foi a que corresponde ao estado de Mato Grosso. Segundo especialistas, os incêndios recorrentes no Pantanal são causados principalmente pela ação humana, especialmente o uso de queimadas controladas para regenerar ou aumentar os terrenos agrícolas. Mas a situação se agravou neste fim de ano pela seca que castiga várias regiões do país, inclusive a Amazônia, maior floresta tropical do planeta.

O Pantanal se estende por uma superfície de mais de 170.000 km2 nos territórios de Brasil, Bolívia e Paraguai. Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), vivem no bioma 656 espécies de aves, 159 de mamíferos, 325 de peixes, 98 de répteis, 53 de anfíbios e mais de 3.500 espécies de plantas.

AFP e Correio do Povo

Quais os elementos que deram a vitória a Javier Milei?

 


#OsPingosNosIs | Quais os elementos que deram a vitória a Javier Milei?
Trindade: “A própria proposta de Milei de virar as costas para a região e encarar a Europa e Estados Unidos já é um sinal positivo”

Dólar encerra sessão cotado a R$ 4,85 e Ibovespa fecha no maior patamar em dois anos

 Moeda norte-americana finalizou segunda-feira no menor nível desde o início de agosto

Moeda norte-americana finalizou segunda-feira no menor nível desde o início de agosto 

O dólar à vista apresentou queda superior a 1% na sessão desta segunda-feira, mais do que devolvendo os ganhos da última sexta-feira, e fechou no menor nível desde o início de agosto. O dia foi marcado pelo enfraquecimento da moeda americana frente a divisas fortes e emergentes, em meio ao avanço de commodities diante da expectativa de estímulos ao setor imobiliário na China. Operadores relataram entrada de fluxo para a bolsa doméstica e internalização de recursos por parte de exportadores.

Com a agenda doméstica esvaziada, investidores trabalharam de olho na perspectiva de avanço da agenda econômica no Congresso, com possível votação do relatório do projeto de lei que taxa fundos offshore na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, amanhã, e do parecer final da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na Comissão Mista de Orçamento (CMO), na quarta-feira, 22.

Lá fora, as atenções se voltam para a divulgação, amanhã, da ata do encontro de política monetária do Federal Reserve em 1º de novembro. Após leituras benignas de inflação nos EUA na semana passada, ganhou força a ideia de que o BC americano já encerrou seu ciclo de alta de juros. Especula-se agora com eventual início de processo de corte ainda no primeiro semestre. A semana é mais curta para o mercado dos EUA com o feriado do Dia de Ação de Graças, na quinta-feira, 23.

Em queda desde a abertura, o dólar rompeu o piso de R$ 4,85 à tarde em meio à máximas do Ibovespa e das Bolsas em Nova York, após a virada das taxas dos Treasuries mais longos para o campo negativo. Leilão do Tesouro dos EUA de papéis de 20 anos teve demanda acima da média, o que significa redução de prêmios, algo favorável a ativos emergentes. Com mínima a R$ 4,8480, a moeda fechou em baixa de 1,10%, cotada a R$ 4,8517 - menor valor de fechamento desde 2 de agosto (R$ 4,8055). A liquidez foi muito reduzida, em razão do feriado do Dia da Consciência Negra no Estado de São Paulo.

Segundo o analista de câmbio Elson Gusmão, da corretora Ourominas, não houve alterações no quadro doméstico que justificassem a apreciação do real hoje. "O mercado operou muito de olho no cenário externo. Amanhã tem a ata do Fed, e o mercado já especula uma queda de juros nos EUA para maio de 2024", diz Gusmão, ressaltando que, com a liquidez reduzida, "qualquer movimentação acaba fazendo preço." "Com a queda de hoje, podemos ver amanhã uma demanda grande de empresas por dólar para fazer remessas de lucros e dividendos. Esse patamar de R$ 4,85 é muito atrativo".

Termômetro do comportamento do dólar em relação a seis divisas fortes, o índice DXY operou em queda firme, com mínima aos 103,379 pontos. Entre divisas emergentes e de países exportadores de commodities, destaque para o peso colombiano, o real e o peso mexicano. Ontem à noite, o Banco do Povo da China (PBoC, o Banco Central chinês) deixou suas principais taxas de juros inalteradas pelo terceiro mês consecutivo. Há expectativa, contudo, de auxílio financeiro a grandes incorporadoras, amenizando a crise no setor imobiliário. O peso argentino experimentou uma leve apreciação no dia seguinte à eleição de Javier Milei à presidência da Argentina.

Juros

Os juros futuros começaram a semana em alta, realizando lucros após três sessões seguidas de queda. O ajuste chegou a perder força no meio da tarde, após o bem-sucedido leilão de títulos de 20 anos do Tesouro norte-americano, com demanda firme e taxas abaixo da média, ter aliviado a curva dos Treasuries. As taxas locais então foram para a estabilidade, mas depois voltaram a subir. O ambiente de negócios foi fraco, com agenda local esvaziada pelo feriado da Consciência Negra em várias cidades do País e exterior sem destaques.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 fechou em 10,480%, de 10,420% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2026 tinha taxa de 10,20%, de 10,11% no último ajuste. A do DI para janeiro de 2027 encerrou a 10,33% (de 10,25%) e a do DI para janeiro de 2029, em 10,74% (máxima), de 10,66%.

O recuo de mais de 30 pontos-base nas principais taxas na semana passada dava espaço para ajustes, na ausência de um condutor forte para os negócios nesta segunda-feira. Assim, as taxas subiram pela manhã, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro americano não tinham direção firme. O fôlego de alta esmaeceu no meio da tarde, após o leilão de US$ 16 bilhões em T-Bonds de 20 anos pelo Tesouro norte-americano. A taxa bid-to-cover, um indicativo da demanda, ficou em 2,58 vezes, acima da média recente, de 2,52 vezes. Nos Treasuries, as taxas longas passaram a recuar, mas a queda também perdeu fôlego no fim da tarde.

"Os investidores estão demandando menos prêmio na taxa de juros americana. Menos prêmios nos EUA reduz atratividade das taxas lá, leva à queda do dólar e do DI longo", afirmou o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, lembrando que o comportamento do câmbio de emergentes é um bom termômetro sobre o apetite dos investidores. O dólar à vista fechou hoje em baixa de 1,10%, aos R$ 4,8517. No fim da tarde, o alívio se esvaiu e as taxas retomaram a trajetória altista.

Nos próximos dias, o calendário econômico local é escasso, mas a agenda em Brasília é importante para as aspirações fiscais do governo. Amanhã, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado pode apreciar o relatório do projeto de lei (PL) que taxa fundos offshore e fundos exclusivos. E a Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional pode votar nesta semana o relatório final da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024, no qual o governo optou por não enviar sugestão de emendas para alterar a meta de déficit primário zero em 2024.

A Pesquisa Focus, divulgada antes da abertura, foi monitorada, sem influenciar o comportamento da curva. Até porque as projeções de IPCA para 2024, 2025 e 2026 pouco se alteraram. Para 2024 e 2025, anos que estão no horizonte da política monetária, as medianas ficaram em 3,92% (3,91% na semana passada) e 3,50% (inalterada). Para 2026, também permaneceu em 3,50%.

Ibovespa

O Ibovespa estendeu a série positiva pelo quarto dia ao encerrar a sessão em alta de 0,95%, aos 125.957,06 pontos, elevando os ganhos do mês a 11,32%, ainda a caminho de seu melhor desempenho em três anos - em novembro de 2020, a última vez em que acumulou ganho de dois dígitos, avançou 15,90%. Hoje, a referência da B3 oscilou entre mínima na abertura, a 124.773,21, e máxima de 126.162,01 pontos, com giro a R$ 23,3 bilhões na sessão. No ano, o Ibovespa avança agora 14,78%.

No fechamento, o índice da B3 mostrava o maior nível desde 28 de julho de 2021, então aos 126.285,59 pontos. A ação de maior peso individual no Ibovespa, Vale (ON +2,45%), foi o ponto alto da sessão, em que Petrobras, mesmo com o sinal positivo do petróleo, perdeu força em direção ao fechamento (ON -0,33%, PN +0,08%), o que impediu o índice de fechar na linha dos 126 mil pontos, como parecia destinado em boa parte da tarde. O encerramento foi de ganhos moderados para as ações de grandes bancos, com Itaú (PN +0,99%) à frente - exceção para Bradesco ON (-0,07%).

Além do avanço do minério e do petróleo, o dia foi de agenda relativamente esvaziada, com poucos catalisadores para os negócios. Na ponta ganhadora do Ibovespa, CSN (+9,49%), Raízen (+5,60%) e RaiaDrogasil (+4,57%). No lado oposto, Gerdau Metalúrgica (-4,62%), Gerdau (PN -4,33%) e Cemig (-2,84%).

A semana, mais curta nos Estados Unidos pelo feriado de Ação de Graças na quinta-feira, tem como destaque, amanhã, a divulgação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve - e chega no momento em que os mercados globais continuam a auscultar, atentamente, qualquer modulação na percepção do Fed sobre a economia americana e o nível em que os juros de referência já se encontram.

Recentemente, em meio aos sinais de arrefecimento da inflação e do nível de atividade nos Estados Unidos, o mercado começa a precificar a possibilidade de que o ciclo de alta na taxa de juros do Fed já tenha alcançado seu ponto máximo, e que o movimento de cortes venha a começar antes do que se imaginava, possivelmente ainda no primeiro semestre do ano que vem.

"Não parece que as minutas trarão mais informação para o mercado. Se olharmos o histórico das últimas divulgações, de fato o documento não tem feito muito preço, na maioria", aponta a Guide investimentos em nota, na qual destaca também a vitória do libertário Javier Milei na eleição presidencial argentina, ontem.

"Milei foi contrário a manter relações comerciais com o Brasil, porém apoiou que o setor privado comercialize com quem assim desejar. Por enquanto, a relação comercial Brasil-Argentina deve seguir como 'business as usual'. Mais importante será acompanhar o desempenho da economia argentina nos próximos anos, e seu efeito para a nossa balança comercial", diz a Guide.

Pela manhã, na agenda doméstica, o Boletim Focus trouxe nova queda nas expectativas de inflação para o ano, com algumas casas já projetando 4,2% para o fechamento do período, observa Piter Carvalho, economista-chefe da Valor Investimentos.

"O cenário tem ficado bem positivo quanto à queda da inflação, principalmente com o que se vê de arrefecimento no núcleo dos preços. Queda do setor de serviços, tudo isso tem ajudado. Não fosse o cenário externo, o Banco Central poderia até cogitar a aceleração da queda de juros", ressalva o economista, acrescentando que a contração na última leitura do IBC-Br, de setembro, divulgada na semana passada, contribui também para redução nas projeções de alta do PIB para o ano, que pode ficar abaixo de 3%.

Agência Estado e Correio do Povo

Lula não comparecerá à posse de Milei

 Planalto não detalhou motivações, mas assessor do petista citou que Lula 'foi ofendido pessoalmente' pelo ultraliberal

Planalto não detalhou motivações, mas assessor do petista citou que Lula 'foi ofendido pessoalmente' pelo ultraliberal 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comparecerá à posse, no dia 10 de dezembro, do ultraliberal Javier Milei, vencedor das eleições presidenciais da Argentina, disse nesta segunda-feira (20) uma fonte do governo à AFP. 

O assessor de Lula, Celso Amorim, disse anteriormente ao jornal O Globo que Lula não compareceria à cerimônia da posse de Milei porque "foi ofendido pessoalmente". Consultada pela AFP, a fonte do palácio do Planalto confirmou a ausência do presidente, sem detalhar as suas motivações.

Já o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse irá na posse de Milei. Bolsonaro disse que foi convidado durante uma ligação feita do eleito. Os dois são ideologicamente próximos e um fez campanha para o outro em 2022 e 2023.

AFP e Correio do Povo