A SOCIEDADE DOMADA, por Silvio Munhoz, articulista da Tribuna Diária, membro do MPPS e do MCI.
“Enfrentando reveses esmagadoras em Termópilas, os gregos, sob o governo do espartano Rei Leônidas, responderam às ordens persas de que entregassem suas armas com essas palavras para a posteridade: ‘Molôn labe’ (Venham pegá-las).” – Michael Walsh.
Por incrível que pareça a hipocrisia não termina nunca, chegou novamente a época dos eventos momescos. No início, a decretação da crise viral como pandemia foi retardada esperando passar tal festa – quantos se infectaram por conta disso -, e as primeiras medidas, que cerceavam liberdades, eram para durar duas semanas, somente para baixar a curva e não causar um caos no sistema hospitalar (governos anteriores optaram por construir estádios e centros olímpicos e não hospitais), porém isso foi há quase 02 anos e a hipocrisia viral continua.
Nunca a mensagem da epígrafe foi tão atual, o povo brasileiro não pode desistir, pois hoje caíram todas as máscaras e já sabemos que nunca “foi pela saúde”, tudo gira em torno do poder e a dificuldade que as pessoas possuem em largá-lo após sentirem seu doce e embriagante sumo, regado por premiadas bebidas em lautos banquetes onde os convivas não usam máscaras, mas a criadagem é obrigada a usá-la. O distanciamento entre os convivas é a distância entre a boca e o ouvido, onde será contada a última fofoca ou traçado o próximo e escabroso passo na busca de manutenção do poder.
Nestes dois anos, vimos um verdadeiro desgoverno plantado por partidos nanicos que perderam as eleições e não conseguem, por sua inexpressividade, aprovar suas pautas no lugar legítimo – o Congresso Nacional eleito pelo povo – e passam acionar a “corte suprema” com todo tipo de ação que vise a fazer avançar a pauta “progressista”, impingir medo e subjugar a população. E a corte, como receptáculo desses verdadeiros ‘ovos de serpente’, exorbitou sua função original e constitucional de decidir sobre a legalidade dos atos dos outros poderes e passou a julgar mérito e conveniência e governar e editar leis no lugar dos legitimamente eleitos. Como resumiu em uma frase Monteiro: “Todo poder emana dos ministros do Supremo, e por eles mesmos será exercido”.
Assistimos, nestes 02 anos, alguns dominados pelo medo, outros estupefatos, pessoas serem presas por passearem nas ruas ou praias, com violência; comércios serem fechados; empresas falirem, trabalhadores perderem seus empregos, cidadãos trancados em casa enquanto criminosos eram postos na rua, sob o mesmo argumento – prende o cidadão e solta o criminoso para impedir a propagação do vírus – e tem que acreditar ou fingir acreditar ser isso “siência”.
Buscaram, nesse período, revogar a verdadeira Ciência, pois de todas as formas tentaram proibir a “autonomia médica” e cancelar aqueles que, em comum acordo com seus pacientes, prescreviam fármacos – baratos e já sem patentes, daí se percebe a quem beneficia a proibição –. Para sorte de muitos ainda existem médicos corajosos em nosso Brasil, que muitas vidas salvaram. Em contrapartida tentam impor a todos a inoculação de fármacos experimentais – como reconhecido pelas próprias fabricantes, que ganharam milhões –, mas, como já é sabido, não impedem a pessoa de contrair a doença nem de infectar outros... Pode isso?
Pode sim, e pior, para implementar a medida, querem a todo pano a criação de um tal passaporte vacinal – verdadeira medida discriminatória, um prelúdio que caminha já no mesmo sentido da estrela que marcava os Judeus durante o holocausto, acusados por seus algozes de transmitirem doença a segregados, inicialmente (o resto da história todos conhecemos), para o bem da saúde geral...
Talvez essa seja uma das maiores hipocrisias. Sem o tal passaporte pessoas são impedidas de frequentarem determinados lugares, mesmo possuindo exames que comprovem não estarem infectadas. Agora, apresentado o dito que afirma ter seu portador recebido “x” doses do fármaco experimental – ninguém mais sabe quantas picadas serão exigidas - que não impede seja a pessoa infectada, pode entrar em qualquer lugar, sem que ninguém saiba se está ou não contaminada, como ocorreu em conhecidos eventos esportivos. Alguém pode me explicar a lógica disso?
Vemos, hoje, vários países do mundo abandonando as restrições, a exigência de passaportes ou de inoculação obrigatória dos fármacos e reconhecendo que a doença é agora endêmica. No Brasil nem se fala no tema e segue a sanha dos amantes do medo que conseguem inocular na população com a ameaça da doença.
Chegaram nessa escalada ao cúmulo do absurdo da hipocrisia, pois após 02 anos de mandos e desmandos, chegou a época de mais um carnaval e vimos, literalmente, os blocos na rua em várias localidades no Brasil, com imensas aglomerações, sem usos de máscaras, sem distanciamento, sem álcool gel, sem passaporte vacinal, sem nada... qual a resposta? Veio da boca de um dos “tiranetes” que ameaçou prender trabalhadores, fechou comércio em sua cidade, exigiu comprovante de vacinação e, quando se deparou com os eventos momescos, lascou sem titubear frase que entrara para a história como marco do hipócrita: “já pensou se saio prendendo quem sai de abadá batendo tambor na rua”.
Enquanto isso, mesmo estudos realizados em outro país comprovando que o fármaco experimental possui eficácia em torno de 12% para a atual variante quando aplicado em crianças de 05 a 11 anos, segue no Brasil uma campanha ferrenha para inocular tal fármaco experimental em todas as crianças brasileiras... inclusive, com vozes de “juristas” dizendo que pais devem ser punidos e até mesmo perder a guarda, caso não queiram fazer de seus filhos cobaias, e até quem deseje proibir o acesso à educação aos que não se submeterem. Claro, não poderia faltar, um daqueles desconhecidos partidos recorreu à “corte suprema” para transformar a inoculação em obrigatória, mesmo que o órgão do Governo responsável por essa política pública haja dito que não é. Percebem o ponto, a hipocrisia não acaba nunca.
Muitas vezes quem fala em guerra cultural recebe a pecha de teórico da conspiração, mas, é indispensável chamar atenção que essa hipocrisia escancarada é mais uma manifestação dessa batalha. A gandaia, a luxúria o incentivo à sexualidade que levam à liberalidade e costumam ser frequentes no carnaval não só são permitidas como incentivadas. Para a educação, a cultura, o aprendizado, para dar uma base futura para a geração que começa a trilhar seu caminho, tudo tem de ser dificultado. Necessitam ser submetidos a tratamento experimental mesmo sem consentimento dos responsáveis (prática que fere o Código de Nuremberg), necessitam distanciamento das carteiras e das crianças nos intervalos, obrigados a usar máscaras, seja para as aulas ou para a educação física etc.
Para o carnaval tudo, para a educação nada e ai de quem falar que isso é parte da guerra cultural. Hipocrisia, pura hipocrisia...
“Batizei essa guerra política atual entre esquerda e direita de ‘Guerra Fria Civil’, embora, até pouco tempo atrás, apenas um dos lados entendesse que estava numa guerra civil. [...] As guerras não podem ser vencidas sem uma compreensão clara do que significa a vitória. [...] Apenas um campo, no entanto, tem os elementos adicionais de dever, honra e pátria do seu lado. Apenas um lado defende suas mulheres e crianças. Apenas um lado luta para preservar em vez de destruir, honrar em vez de zombar, melhorar em vez de derrubar: manter a barreira entre civilização e barbárie.” – Michael Walsh.
Que Deus tenha piedade de nós!
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