Fundos de pensão querem mais tempo para cobrir déficit de 2020 e 2021

 por Fernanda Brigatti Nicola Pamplon

Unknown.jpeg

SÃO PAULO e RIO DE JANEIRO

forte oscilação das Bolsas e a disparada da inflação nos dois anos sob pandemia afetaram também o resultado dos fundos de pensão, que viram piorar seus balanços contábeis e, agora, querem do governo um prazo maior para cobrir o déficit nas contas de 2020 e 2021.

A Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) apresentou a proposta à Previc em dezembro e deve voltar a discutir o assunto em reunião do CNPC (Conselho Nacional de Previdência Completar) nesta semana.

 

Luiz Paulo Brasizza, vice-presidente da associação, diz que o prazo maior deve dar às entidades que administram os planos tempo para recuperar os prejuízos. "Precisa ficar bem claro que não se trata de insolvência, mas de um momento do mercado", afirma.

"Tivemos uma situação atípica em 2020 e 2021. Fazer esse plano de ajuste em 2022 pode levar a uma venda desnecessária de ativos e isso não seria bom. Nossa proposta é discutir em 2023 e 2024, quando esperamos que a situação já tenha melhorado."

O adiantamento poderá evitar a necessidade de planos de equacionamento mais agressivos, como aqueles que incluem cobranças extraordinárias em aposentadorias e salários.

Para milhares de aposentados e pensionistas dos maiores planos ligados a estatais, a mera perspectiva de novas cobranças é motivo de tensão.

Atualmente, trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas de Postalis, dos Correios, Petros, da Petrobras, e Funcef, da Caixa, já têm mensalmente descontos em seus benefícios e salários para cobrir rombos passados.

ROMBOS BILIONÁRIOS FORAM CAUSADOS POR INVESTIMENTOS MAL FEITOS

Projetos apoiados pelo governo geraram déficit, resultando, anos depois, em mordida no bolso dos assistidos nas estatais

  • Sete Brasil

    A empresa criada para construir e alugar sondas de perfuração para a exploração do pré-sal, que pediu recuperação judicial em 2016, deixando grandes prejuízos nos maiores fundos do país

  • Cobranças extras em salários e aposentadorias

    Em meados dos anos 2010, quase todas as grandes fundações tiveram que implantar programas de equacionamento, com a cobrança de taxas extras sobre os assistidos para equilibrar as contas

  • Operação policial e investigações

    A gestão dos fundos de pensão durante os governos PT se tornou alvo do Ministério Público Federal, por meio Operação Greenfield, que estimou em R$ 54 bilhões os prejuízos causados aos fundos de pensão de estatais

A situação do Postalis é a mais delicada. Quarto maior do Brasil em número de participantes, o fundo corre o risco de ficar sem dinheiro para aposentadorias em 2026. Hoje, os participantes pagam contribuições extras para cobrir os déficits de 2012 e 2014, que somavam cerca de R$ 6 bilhões.

Em 2015, o Postalis fechou o ano com novo déficit bilionário, que levou o fundo a sofrer intervenção pela Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) em 2017.

Agora, o fundo aguarda a aprovação de uma consolidação de déficits e de um agressivo plano de reestruturação. O saldo dos equacionamentos de 2012 e 2014, pelos quais os participantes já pagaram cerca de R$ 450 milhões anuais, será somado ao déficit desde 2015 e também ao mais recente, de 2020. Tudo fica em torno de R$ 7 bilhões.

Carlos Alberto Zachert, diretor de gestão previdencial do Postalis, espera que o plano entre em execução até o fim do semestre. A proposta passou pela direção dos Correios e agora caminha pela burocracia estatal –está na Secretaria de Coordenação e Governança das Estatais.

Nesse plano, as contribuições extras continuarão praticamente iguais, mas passarão a ser vitalícias –as cobranças feitas atualmente durariam, em média, 16 anos. Aposentados, que hoje pagam 27,30% de seus benefícios, passarão a pagar 26,54%. Para pensionistas, a mordida será de 37,22%. Os funcionários da ativa terão desconto de 17,84% (hoje é de 18,81%). O novo plano também acaba com o pecúlio, reduz pela metade o valor das pensões por morte, e corta 25% no 13º.

 O déficit e a baixa solvência do Postalis não são os únicos nós a serem desatados pela gestão do fundo. Os Correios estão na lista de privatizações do governo federal e, ainda que haja o risco de   o processo não ser concluído no governo Jair Bolsonaro (PL), a estatal não tem novos concursos há anos e promoveu programas para incentivar demissões. Somente em 2021, 7.000 novos benefícios foram concedidos.

Na Funcef, fundação que gere a previdência dos empregados da Caixa, os assistidos pelos planos mais maduros pagam hoje cerca de 20% do benefício em taxas extras para cobrir rombos do período entre 2014 e 2016. Os planos têm ainda cerca de R$ 2 bilhões de déficits não equacionados.

Os resultados de 2020 e 2021, mesmo deficitários, não devem levar a novo equacionamento. Segundo o presidente da fundação, Gilson Santana, o déficit deve ficar abaixo do teto regulatório que determina a cobrança de taxas adicionais para cobrir rombos.

"Nenhum dos nossos cenários indica que a gente vai ter déficit de um tamanho que necessite de equacionamento", diz ele. "O balancete fechado de novembro já é melhor do que o de outubro, que foi preocupante."

A melhora, afirma o executivo, é resultado de uma aposta maior em títulos públicos, que têm rentabilidade atrelada à taxa Selic, aumentada sucessivas vezes pelo Copom para conter a inflação. Santana acredita que, com a taxa básica de juros em alta, os resultados tendem a ser melhores em 2022.

Neste ano, a fundação aprovou mudanças no reajuste de um dos planos maduros, substituindo o índice negociado pelos empregados da ativa pelo INPC. Segundo Santana, a nova regra dá mais previsibilidade na gestão dos investimentos, reduzindo a margem para perdas futuras.

A Funcef retomou processos internos para apurar responsabilidades pelos investimentos mal feitos que contribuíram para os rombos de meados da década, que estavam parados durante a pandemia. Resultados das investigações estão sendo enviados para o Ministério Público Federal para ajudar nas ações sobre o tema.

Na Petros, a cobrança extra para o equacionamento de déficit de 2015 e 2018 varia de 10,56% a 13,59% a depender do tipo de plano e da situação de cada participante ao fim de 2019.

Até dezembro, a carteira de investimentos dos planos mais maduros da fundação teve perdas entre 3% e 3,8%, quando a meta seria um ganho de 14%. A entidade diz que o resultado de um fundo deve ser observado no longo prazo para eliminar questões conjunturais.

"A Petros conta com uma carteira de investimentos sólida e diversificada", o que, segundo a fundação, dá condições de recuperação. A fundação também diz ter registrado, em 2020, o primeiro superávit após nove anos consecutivos de déficit em um de seus planos de benefício definido, "consolidando o trabalho de reestruturação conduzido pela atual gestão."

Das estatais que foram alvo de investigações, a Previ, do Banco do Brasil, é a menos afetada. O fundo é o maior em pessoas e em ativos investidos, controla R$ 232,2 bilhões e tem 544.755 trabalhadores, aposentados e pensionistas.

Em 2015, um de seus planos também registrou déficit, mas não precisou de contribuições extraordinárias.

O balanço de 2021 dos 618 planos das 232 entidades representadas pela Abrapp só será fechado no fim de março, mas deverá ficar negativo. Até outubro, dado mais recente, 327 planos de 128 fundos estavam com déficit.

Juntos, os fundos administram R$ 1,125 trilhão em ativos distribuídos em investimentos diversos. Quem banca essas operações são os 7,9 milhões de participantes. Por ano, cerca de R$ 70 bilhões são pagos em aposentadorias a 800 mil beneficiários.

CINCO PERGUNTAS SOBRE OS FUNDOS DE ESTATAIS

Por que tenho um desconto em minha aposentadoria paga por um fundo de pensão?
Porque o plano que paga sua aposentadoria teve déficit em algum momento nos últimos anos. Desde 2015, a regulação dos fundos de previdência complementar fechada prevê que o déficit seja solucionado no ano seguinte.

Por quanto tempo o desconto será feito?
Isso depende de cada plano de equacionamento, nome dado às operações para zerar o déficit. Os participantes dos planos precisam ser informados da duração das cobranças.

Existe algum limite para esses descontos?
Não. Pode chegar a 50% do benefício, por exemplo. Essas contribuições extras, porém, são aprovadas em planos que precisam ser discutidos com os participantes.

O desconto é o único meio de quitar o déficit?
Não. As entidades que administram os planos têm autonomia para tomar outras medidas, como rever investimentos, vender ativos e reduzir benefícios. Nem sempre o plano de equacionamento de déficit resulta em contribuição extraordinária

Consigo barrar ou limitar o abatimento?
Associações de servidores das estatais têm diversas ações judiciais para barrar as contribuições extras. Há ainda processos cobrando responsabilização de gestores envolvidos em gestão temerária ou fraudulenta. Entretanto, não há garantia de vitória.

Fonte: Folha Online - 14/02/2022 e SOS Consumidor

Empresa de ônibus que levou passageiro a destino diverso pagará indenização por danos morais

 Homem perdeu velório e enterro do pai.

A 17ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão do juiz Marco Antonio Barbosa de Freitas, da 16ª Vara Cível Central da Capital, que condenou empresa de ônibus a indenizar passageiro em R$ 11.156 por danos morais e materiais após falhas na prestação de serviço.

De acordo com os autos, o passageiro comprou bilhete entre São Paulo e Rio de Janeiro e confiou na palavra do vendedor, que indicou plataforma de embarque diversa daquela mencionada no tíquete. Ao embargar, o motorista deixou de conferir a passagem, fazendo com que o autor da ação embarcasse para Curitiba. Ao perceber o equívoco, foi impedido de desembarcar e obrigado a seguir no ônibus por mais três horas. O homem viajava com o intuito de acompanhar o velório e o enterro do pai, mas por conta das falhas de serviço não conseguiu chegar a tempo.

 

Para o relator do recurso, desembargador Alexandre David Malfatti, a situação do consumidor no momento do embarque era de vulnerabilidade, uma vez que havia acabado de perder o pai. “Era indispensável que o motorista do coletivo tivesse cumprido sua função básica de conferência adequada do bilhete - destino da viagem. Tivesse isso acontecido, insista-se, o evento danoso não aconteceria, isto é, todo acontecimento narrado na petição inicial teria sido evitado”, afirmou.

Ainda segundo o magistrado, “o autor vivenciou situações de desconforto e frustração para além dos aborrecimentos do cotidiano”. O relator destacou "que é direito do usuário ser atendido com urbanidade pelos prepostos da transportadora", o que não se verificou na postura do motorista, que “não demonstrou empatia com o drama do autor, que acabara de perder seu ente querido e estava se deslocando para local errado. Não se prestou a encontrar uma solução – parada num local permitido ou num posto da polícia rodoviária mais próximo”

O julgamento, de votação unânime, teve a participação dos desembargadores Souza Lopes e Irineu Fava.

    Apelação nº 1115057-45.2020.8.26.0100

Fonte: TJSP - Tribunal de Justiça de São Paulo - 14/02/2022 e SOS Consumidor

Operadora é condenada por cadastrar celular como roubado

 

Unknown.jpeg

A 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do DF aumentou a condenação imposta a Tim S/A por cadastrar, de forma indevida, o IMEI de um celular como roubado/furtado. O aparelho havia sido comprado de forma regular. O colegiado concluiu que a falha na prestação do serviço causou danos à imagem da parte autora. 

Empresa de lanternagem e funilaria, a autora conta que comprou, em março de 2020, um celular em uma das lojas da operadora. Um ano depois, o aparelho foi apreendido em uma abordagem policial porque possuía restrição de “impedido por perda, roubo ou furto” junto à Anatel. A autora relata que, na ocasião, um dos funcionários foi levado à delegacia por ser considerado suspeito. Afirma que o celular só foi devolvido três meses depois e que, mesmo após diversas tentativas, não houve baixa na restrição

Em sua defesa, a Tim afirma que não realizou qualquer tipo de bloqueio

Em primeira instância, o juiz do 2ª Juizado Especial Cível e Criminal de Samambaia determinou que a ré promovesse a baixa na restrição inserida para o celular da parte autora e a condenou ao pagamento de R$ 2 mil a título de danos morais. O magistrado destacou que, além dos transtornos e aborrecimentos, “a apreensão do aparelho pela polícia impossibilitou o contato com seus clientes, ofendendo, por conseguinte, a sua honra objetiva tendo em vista que houve a indisponibilidade de serviços considerados essenciais para o desenvolvimento das atividades diárias da empresa autora, acarretando danos à sua imagem no mercado, e por culpa exclusiva da ré”. 

Ao analisar o pedido de majoração do dano moral, a Turma destacou que, “no caso, é evidente que a falha na prestação dos serviços da empresa ré/recorrida, consubstanciada no cadastramento indevido do IMEI do aparelho celular no site da ANATEL como roubado/furtado”. O colegiado lembrou que, por conta da falha, um funcionário da autora foi conduzido, sem justa causa, à delegacia e o aparelho ficou apreendido por três meses. 

Assim, a Turma concluiu que o fato “causou danos à honra, ao nome e à imagem da demandada, bem como vexame e constrangimentos, a subsidiar a compensação por dano moral”, e que deveria ser acolhido o pedido da parte autora para “para majorar o valor da indenização, em observância aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade”. Dessa forma, o colegiado reformou a sentença para condenar a Tim ao pagamento de R$ 5 mil pelos danos morais.

A decisão foi unânime. 

Fonte: TJDF - Tribunal de Justiça do Distrito Federal - 14/02/2022 e SOS Consumidor


Conjunto de Utensílios Inox Brinox - Preparo Top Pratic 13 Peças

 A cozinha é o espaço mais frequentado em uma casa, seja pelos especialistas na arte de cozinhar ou aqueles que apenas se deliciam com as receitas. Por isso, além de contar com um ambiente que represente a personalidade dos moradores da casa, é importante que o espaço contenha os utensílios corretos para colocar a mão na massa. O conjunto de utensílios Preparo Top Pratic da Brinox é o que faltava para deixar a sua cozinha completa. São 13 peças fabricadas em inox de uma beleza inigualável que vão te ajudar na preparação de saborosas receitas.


Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/conjunto-de-utensilios-inox-brinox-preparo-top-pratic-13-pecas/p/143396700/UD/TAUD/?campaign_email_id=3386&utm_campaign=email_140222_seg&utm_medium=email&utm_source=magazinevoce&utm_content=produto-143396700

AS ESTATAIS SÃO ESTRATÉGICAS? PARA OS SINDICATOS, PARECE QUE SIM! - 15.02.22

 Por Paulo Uebel  - Gazeta do Povo


 


É muito comum no mundo político a expressão de que as estatais são estratégicas. A pergunta é: para quem? Para o pagador de impostos, que arca com seus prejuízos mas não recebe seus serviços e lucros, com certeza, elas não são. Já para os sindicatos que representam os funcionários públicos…


 


Na crise, o setor privado apertou os cintos. Enquanto isso, os sindicatos dos servidores públicos e dos funcionários das estatais fazem reivindicações, os primeiros pedindo reajuste de, pelo menos, 19,99%, os segundos protestando contra as privatizações e exigindo mais benefícios.


 


Por mais que existam excelentes profissionais no setor público e nas estatais, o bom profissionalismo não justifica as distorções de mercado que os privilégios do setor público provocam. No caso das estatais, o salário mais alto pode chegar a incríveis R$ 145,1 mil por mês, pago pela Petrobras. O salário mais “baixo” do ranking abaixo é dos Correios, de R$ 50.080,00 mensais. Confira na tabela:


 


Salários mais altos dos funcionários das estatais


 


Estatal  Remuneração


Petrobras           R$ 145.184,00


Eletrobras           R$ 93.068,00


CDRJ      R$ 78.688,00


BNDES  R$ 76.790,00


Caixa     R$ 58.833,00


Codesa R$ 58.255,00


Banco do Brasil R$ 50.570,00


Correios              R$ 50.080,00


Fonte: Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais (2021).


 


Quando o assunto é remuneração média mais alta entre as estatais, a Petrobras também é a campeã: os funcionários ganham, em média, R$ 25.164,00. A empresa tem uma série de benefícios para os empregados, como o adicional de férias de 100% da remuneração – cabe notar que, pela lei, esse valor seria de 33,3%. As horas extras valem 75% a mais do que a hora normal, enquanto pela CLT o trabalhador privado recebe 50% a mais na sua hora extra.


 


E não para por aí. A imensa lista de benefícios inclui: adicional por tempo de serviço em anuênios, calculado sobre o salário básico, chega a 45% aos 30 anos de serviço; adicional de permanência no estado do Amazonas; adicional de regime especial de campo de 20% do salário básico mais adicional de periculosidade; Benefício de Assistência à Saúde de autogestão por operadora, plano de saúde e reembolso… e muito mais!


 


Quando analisamos os motivos para manter estatais, é muito mais fácil encontrar benefícios para os sindicatos e funcionários do que para os brasileiros. Não há nenhum problema em um funcionário ser bem remunerado ou ganhar benefícios, mas quando se trata de uma empresa estatal, outros elementos devem ser levados em conta, como o interesse público, e não os interesses das corporações e sindicatos que dominam as estatais.


 


O que fica claro é que o lobby e a belicosidade dos sindicatos de funcionários das estatais contra as privatizações não tem a ver com supostos prejuízos ao país, e, sim, com o risco de perderem os inúmeros benefícios que, certamente, não existiriam se tivessem controle privado. Os sindicatos ligados à Eletrobras, por exemplo, bradam aos quatro ventos o slogan: “Se privatizar, você vai pagar a conta”. A Eletrobras tem o segundo salário mais alto entre as estatais, de R$ 93.068,00 por mês. Ou seja, você já está pagando a conta dessa ineficiência.


 


Mas por que existem muito mais benefícios nas estatais do que nas empresas privadas? Por um lado, as empresas estatais podem criar benefícios e dar aumentos de salários com uma simples canetada, sem necessidade de lei. Isso vale, inclusive, para as empresas estatais dependentes, bastando um acordo coletivo.


 


Na administração pública direta e indireta deveria ser proibida a criação de benefícios sem base em uma lei, especialmente para as entidades que dependem do orçamento público. Por outro lado, a Justiça, muitas vezes, alega que os funcionários públicos possuem estabilidade, pois prestaram concurso público, embora a Constituição Federal e a lei não garantam essa estabilidade para as estatais. Assim, você tem a fórmula perfeita para gerar os incentivos perversos para que as estatais sejam capturadas para atender interesses de um pequeno grupo em detrimento da grande maioria da população.


 


Outra questão importante é que as empresas privadas podem pagar salários igualmente majestosos e sem necessidade de lei. A diferença é que os pagadores de impostos não ajudam a fechar as contas e não precisam capitalizar essas empresas (colocar mais dinheiro) quando são mal geridas. O risco é exclusivo dos proprietários.


 


Em 2022, o Congresso Nacional tem a oportunidade de privatizar duas empresas que, historicamente, foram grandes celeiros de privilégios e, até mesmo, de casos de corrupção: Eletrobras e Correios. O governo federal já fez a sua parte e enviou os projetos de lei.


 


Mais uma vez, vamos ter a chance de ver se vencerá o interesse público, com os recursos da venda dessas empresas sendo finalmente aplicados em saúde, educação e segurança, por exemplo. Ou se os grupos de interesses e sindicatos que sempre dominaram essas empresas seguirão dando as cartas e mantendo seus inúmeros privilégios.


 


Nota: desde 2021, a Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercado, por meio da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, publica o Relatório de Benefícios das Empresas Estatais Federais - REBEF, uma excelente iniciativa para dar transparência para a sociedade sobre a lista e o custo infindável de privilégios.


Pontocritico.com

PETROBRAS - TURMA DO STF FORMA MAIORIA PARA ANULAR CASO TRABALHISTA BILIONÁRIO CONTRA A ESTATAL

 Ontem, 14, a ministra Cármen Lúcia, STF, deu o terceiro voto para confirmar decisão anterior que havia anulado a maior condenação trabalhista já imposta à Petrobras formando dessa forma uma maioria na Primeira Turma da corte em julgamento virtual do caso.


Quando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou o caso, em junho de 2018, o impacto estimado para a estatal era de R$ 17,2 bilhões, sendo R$ 15,2 bilhões para corrigir os salários de forma retroativa. A decisão valia para cerca de 51 mil funcionários ativos e inativos da Petrobras, no que foi considerada a maior ação trabalhista da história da estatal. A empresa, no entanto, atualizou a conta e incluiu entre suas provisões de 2021 o valor de cerca de R$ 47 bilhões.


 


Rosa Weber pode pedir vista do julgamento ou mesmo um destaque, para que ele ocorra no plenário da turma de forma presencial.


O julgamento virtual encerra-se na próxima sexta-feira.


Pontocritico.com

EDUARDO CUNHA: MEU MALVADO FAVORITO - Gilberto Simões Pires

 EDUARDO CUNHA

O economista, ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Federal, Eduardo Cunha, que nos corredores do Palácio do Planalto (onde sempre foi visto como um dos maiores conhecedores do Regimento Interno da Câmara), idem nos mais diversos cantos do nosso empobrecido Brasil, ficou conhecido como -MEU MALVADO FAVORITO-. A notoriedade de Cunha começou em 2007, no primeiro ano do segundo mandato de Lula, e ganhou força em 2013, durante o segundo governo Dilma. Reconhecido pela sua inteligência e capacidade estratégica, Cunha é um daqueles políticos que quando resolve abrir o -bico- uma enorme plateia se forma, imediatamente, para ouvir o que tem a dizer. 


DILMA POR SI SÓ ERA UMA PANDEMIA

Pois, ontem, 14, o jornal digital Poder 360 disponibilizou um texto -UMA RESPOSTA A LULA- com informações relevantes proferidas por Cunha sobre as ELEIÇÕES 2022. Diz o seguinte, o MALVADO FAVORITO: - Como sabemos, o GOVERNO DILMA REGISTROU UMA DAS MAIORES RECESSÕES DA HISTÓRIA DO BRASIL, sendo lembrado como um desastre. No 2º mandato, a inflação disparou, atingindo 10,67% em 2015 - sem pandemia. Quando ela deixou o governo, também sem pandemia, a taxa de desemprego superava 10%. Como venho dizendo, DILMA POR SI SÓ ERA UMA PANDEMIA. Imaginem ela com a pandemia que estamos enfrentando por 2 anos...

DESCULPAS PREDILETAS DO PT

Nesse momento entra em cena uma das desculpas prediletas do PT, querendo me culpar pelo fracasso do governo da Dilma supostamente atuando no Legislativo com essa finalidade. Lula, em entrevista em uma rádio do Rio de Janeiro, em 1º de fevereiro, soltou a seguinte pérola: “A Dilma é uma mulher extraordinária. Uma mulher de muita competência. Ela não conseguiu fazer um 2º mandato na qualidade que a gente esperava porque o PMDB elegeu Eduardo Cunha presidente da Câmara para não permitir que Dilma fizesse as coisas que tinha de fazer”. Ele disse isso depois de, em outra entrevista, negar que fosse colocar Dilma para fazer parte em um eventual novo governo do PT, dizendo que ela errou na política. Nessa outra ocasião, disse: “Ela não tem a paciência que a política exige que a gente tenha para conversar e atender as pessoas mesmo quando você não gosta do que elas estão falando”. Lula não vai conseguir transformar incompetência e despreparo para governar em “falta de paciência”. Afinal, foi a “falta de paciência” que levou à recessão econômica e ao aumento do desemprego? Óbvio que não.


TENTANDO SE VACINAR

Já no último dia 10, na comemoração do aniversário do PT, Lula resolveu novamente se manifestar sobre Dilma, tentando se vacinar contra as críticas ao governo dela. Disse: “Poucas vezes nesse país teve uma mulher com a qualidade moral, ética e competência técnica da Dilma”. Depois, mais uma pérola: “Queria te falar, Dilma, que admito que alguém do PT possa fazer crítica a você. Mas nós do PT não podemos admitir que nenhum inimigo nosso, conservador ou alguém que represente a elite atrasada.


DILMA DEU UM GOLPE EM LULA

Lula foi o único responsável por Dilma ter sido presidente da República, pois foi ele quem a escolheu e a bancou ao país. Qual a história política de Dilma para ter sido presidente? Tratava-se de uma burocrata, sem a tal competência técnica alardeada por Lula, que nunca tinha disputado uma única eleição, nem de vereadora. Ela foi ungida por Lula, que preferia eleger uma desconhecida para não lhe fazer sombra. Só não contava que ela iria se apegar ao poder e se recusaria a abrir mão da reeleição –sendo candidata no lugar dele, Lula­– e acabaria provocando o desastre que provocou. Na prática, Dilma deu um golpe em Lula. Mas isso não tira a responsabilidade dele sobre as consequências do fracasso do governo dela.


Para ler o texto completo (recomendo), eis aí o link https://www.poder360.com.br/opiniao/uma-resposta-a-lula/



Pontocritico.com

STF forma maioria para anular ação bilionária contra a Petrobras

 Decisão pode suspender maior condenação trabalhista da história da Petrobras

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para suspender o que seria a maior condenação trabalhista da história da Petrobras. O voto da ministra Cármen Lúcia, nesta segunda-feira (14), foi ao encontro do entendimento dos ministros Alexandre de Moraes, relator do processo, e Dias Toffoli.

O caso envolve uma sentença do TST (Tribunal Superior do Trabalho) de 2018, que analisava o cálculo da chamada RMNR (Remuneração Mínima por Nível e Regime), acertada em acordo coletivo de 2007. Os trabalhadores entendiam que adicionais legais, como os de periculosidade, noturno, confinamento, entre outros, não podiam ser comprimidos na RMNR.

Na época, o pleno do TST considerou o cálculo da Petrobras irregular, argumentando que entendeu que esses extras deveriam ser pagos à parte. O valor estimado para corrigir os salários de 51 mil funcionários foi calculado, inicialmente, em R$ 17 bilhões. Estimativas mais recentes mostraram que a correção poderia chegar a R$ 47 bilhões.

No STF, Moraes avaliou que a Remuneração Mínima por Nível e Regime não retirou adicionais. Ele ainda destacou que o Judiciário só poderia intervir se houvesse “flagrante inconstitucionalidade”, mas não se vislumbrou “qualquer inconstitucionalidade nos termos do acordo coletivo livremente firmado entre as empresas recorrentes e os sindicatos dos petroleiros”.

“Não houve supressão ou redução de qualquer direito trabalhista, pois, como admite o próprio TST, a instituição do RMNR não retirou os adicionais daqueles trabalham em situações mais gravosas; apenas essas parcelas são computadas na base de cálculo da complementação da RMNR, por tratar-se de verbas remuneratórias que têm o intuito de individualizar os trabalhadores submetidos a uma determinada condição”

O ministro Luís Roberto Barroso se declarou suspeito e não participou do julgamento. Com o voto de Cármen Lúcia, resta apenas a manifestação de Rosa Weber.


R7 e Correio do Povo

Presidente da Ucrânia declara um "dia da unidade" diante de temor de uma invasão russa

 O "dia da unidade" será na próxima quarta-feira

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, decretou nesta segunda-feira um "dia de unidade" na próxima quarta-feira, que segundo a imprensa seria a possível data de um ataque russo.

"Nos disseram que 16 de fevereiro seria o dia do ataque. Vamos transformá-lo em um dia de unidade", disse o chefe de Estado em um discurso à nação, no qual pediu aos ucranianos para hastearem a bandeira nacional neste dia e mostrarem as cores azul e amarela do país.

Zelenski também acusou a Rússia de "travar uma guerra" contra a Ucrânia "em todas as frentes" e de "tentar semear pânico entre ucranianos e investidores".

"O nosso Estado está mais forte do que nunca" e "estamos preparando respostas dignas a todas as possíveis ações agressivas", garantiu o chefe de Estado.

Apesar de a Rússia acusar Kiev de preparar uma ofensiva contra os separatistas pró-Rússia que apoiam no leste da Ucrânia, Zelenski garantiu que seu país "aspira à paz e quer resolver todas as questões apenas por meios diplomáticos".


AFP e Correio do Povo

Em 12 horas, 20,5 milhões fazem consulta por dinheiro esquecido

 Nova plataforma sobre valores a receber começou a funcionar nesta segunda; saques serão liberados a partir de 7 de março

O BC (Banco Central) informou que foram feitas 20,561 milhões de consultas de CPFs e CNPJs nas primeiras 12 horas do serviço SVR (Sistema Valores a Receber). A nova plataforma, que foi aberta no fim da noite do domingo, permite que pessoas e empresas consultem dinheiro esquecido em contas de instituições financeiras. O número de consultas foi registrado até as 12h de hoje.

O Sistema Valores a Receber já pode ser acessado pelo site valoresareceber.bcb.gov.br. Basta informar o CPF ou o CNPJ e a data de nascimento da pessoa ou a de abertura da empresa. A nova plataforma também registrou instabilidade e chegou a sair do ar no início da tarde desta segunda-feira, mas voltou a funcionar minutos depois.

O novo endereço foi criado após o aumento da demanda de acesso ter provocado pane no portal do Banco Central, em 24 de janeiro deste ano, quando foi lançado o SRV, que possibilita que a população confira se tem dinheiro em contas encerradas com saldo disponível ou devido a tarifas cobradas indevidamente em operações de crédito, por exemplo.

A consulta aos valores esquecidos será feita em duas fases. O BC calcula que há R$ 3,9 bilhões em valores esquecidos nas instituições financeiras nessa primeira etapa, de 28 milhões de CPF e CNPJ. No total, são R$ 8 bilhões.

Caso tenha valores a receber, o usuário será informado sobre a data e o período para consultar e solicitar o resgate do saldo existente. Para dar andamento no processo, será necessário estar cadastrado na plataforma Gov.br, do governo federal.

A divisão de agendamentos se dará de acordo com o ano de nascimento - para pessoas físicas - ou de criação da empresa - para pessoas jurídicas.

Para datas de nascimento ou criação de empresas antes de 1968, o período de agendamento de consulta e resgate será entre 7 e 11 de março, com repescagem no dia 12

Para quem nasceu ou criou a empresa entre 1968 e 1983, o intervalo é de 14 a 18 de março, com repescagem no dia 19

Para pessoas nascidas ou empresas criadas após 1983, o agendamento ficará entre 21 e 25 de março, com repescagem no dia 26

Usuários que perderem a data do agendamento original e a repescagem poderão consultar ou solicitar o resgate do saldo existente a partir de 28 de março.


R7 e Correio do Povo