Áudios revelam quadrilha planejando e cooptando integrantes para roubos a ônibus em Porto Alegre e região metropolitana

Polícia Civil desarticulou grupo suspeito de assaltos em 40 ônibus. O bando chegava a dar choque nas vítimas

Por: Cid Martins


Após desencadear, nesta terça-feira (1º), uma operação para prender quadrilha que dava choques para assaltar passageiros em ônibusintermunicipais em Porto Alegre, a força-tarefa da Polícia Civil divulgou áudios sobre ação dos bandidos.

Ao todo, 15 integrantes foram identificados e 10 foram presos, incluindo os dois líderes e uma mulher que usava aparelho de choque contra as vítimas. Vítimas também eram agredidas com socos e coronhadas. Imagens dos assaltos, sempre à noite e geralmente na Avenida da Legalidade, comprovam o envolvimento dos identificados.

No primeiro áudio divulgado pela polícia, um integrante do grupo recebe retorno de ligação feita após começar a cooptar bandidos para assaltos a ônibus:

No segundo áudio, um dos líderes da quadrilha, Felipe Martins Moraes, já preso, conversa com comparsa sobre sequestro de ônibus em viagens mais longas, como as de sacoleiros para o Paraguai:

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Organização criminosa

A investigação, que teve a primeira parte deflagrada em junho, com a prisão de receptador que montou brique em Canoas, continua. Outros suspeitos estão sendo identificados e vítimas foram chamadas para reconhecimento dos criminosos.


Zero Hora

Endividamento cresce em julho, mas diminui em um ano

por Daniela Amorim

1485887259386.jpgProporção de famílias muito endividadas subiu de 13,8% em junho para 14% em julhoAlex Silva

Número de brasileiros com contas em atraso, por outro lado, caiu na comparação com junho, mas avançou em um ano
RIO - Os brasileiros ficaram mais endividados na passagem de junho para julho, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra que o porcentual de famílias endividadas cresceu de 56,4% para 57,1% no período. Na comparação com julho do ano passado, entretanto, houve queda de 0,6 ponto porcentual.
"Apesar de ter aumentado em julho, o porcentual de famílias com dívidas registrou queda na comparação com o mesmo período do ano anterior, apontando um ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamentos para as famílias, mesmo após o processo de queda das taxas de juros", avaliou Bruno Fernandes, economista da CNC, em nota oficial.
Na direção oposta, houve ligeiro recuo na proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso, que passou de 24,3% em junho para 24,2% em julho. Em relação a julho de 2016, porém, a fatia de consumidores inadimplentes cresceu 1,3 ponto porcentual.

A parcela de famílias que declararam não ter como pagar as dívidas em atraso, permanecendo inadimplentes, caiu de 9,6% em junho para 9,4% em julho, o que ainda representa um aumento de 0,7 ponto porcentual na comparação com julho de 2016.

A proporção de famílias que se disseram muito endividadas subiu de 13,8% em junho para 14% em julho, uma queda de 0,7 ponto porcentual ante julho do ano passado.
Como evitar o superendividamento no cartão de crédito

O tempo médio de atraso no pagamento de dívidas foi de 63,1 dias em julho de 2017, contra 62,4 dias de julho de 2016. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 7,1 meses, sendo que 32,4% das famílias possuíam dívidas por mais de um ano. Entre aquelas endividadas, 21,6% afirmam ter mais da metade da renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.

O cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento (citado por 76,8% das famílias), seguido de carnês (15,4%) e crédito pessoal (11%).

Fonte: Estadão - 31/07/2017 e SOS Consumidor


PGR volta a pedir prisão de Aécio Neves ao Supremo


André Richter - Repórter da Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou hoje (31) no Supremo Tribunal Federal (STF) com novo recurso pedindo a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A PGR pretende anular decisão anterior do ministro Marco Aurélio, que negou outro pedido de prisão e determinou o retorno do parlamentar, no mês passado, às atividades no Senado.

É o terceiro pedido sucessivo feito pela procuradoria para prender o senador. Dois foram rejeitados desde a homologação da delação premiada da JBS. A questão será analisada pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além do relator.

Em caso de nova decisão que rejeite o pedido de prisão, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autor do pedido, pede que seja restabelecido o afastamento de Aécio das atividades no Senado.

No mês passado, Marco Aurélio manteve decisão anterior de negar o pedido de prisão preventiva do senador, mas proibiu Aécio de deixar o país e de fazer contato com outros investigados ou réus no processo.

A defesa do senador Aécio Neves informou que ainda não teve acesso à manifestação da PGR, "mas segue tranquila quanto à manutenção da decisão do ministro Marco Aurélio que, ao revogar as cautelares impostas contra o Senador, promoveu precisa aplicação das regras constitucionais". "A renovação de pedido de prisão contra o senador Aécio representa clara e reprovável tentativa de burla ao texto expresso da Constituição Federal", diz nota assinada pelo advogado Alberto Zacharias Toron.

Antes da decisão de Marco Aurélio, Aécio Neves estava afastado da atividade parlamentar por uma decisão do antigo relator do caso, ministro Edson Fachin. Aécio foi citado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, e um de seus depoimentos de delação premiada. Joesley contou aos procuradores que Aécio lhe pediu R$ 2 milhões para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato.


Agência Brasil


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MPF recorre de sentença de Moro e pede pena maior para Lula


Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil

A força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF) apresentou hoje (31) recurso contra a sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá, litoral de São Paulo. No documento de 136 páginas, os procuradores pedem aumento da pena e também do valor de reparação de danos que devem ser pagos pelo ex-presidente.

O MPF não concordou com decisão do juiz federal Sérgio Moro em relação ao armazenamento do acervo presidencial. Lula foi absolvido, juntamente com o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e com o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, das acusações de lavagem de dinheiro.

“A assunção das despesas do ex-presidente Lula pelo Grupo OAS, representado pelo executivo Léo Pinheiro, estava maculada, desde o início, por interesses espúrios e foi praticada com clara intenção criminosa, notadamente a corrupção passiva do ex-presidente Lula e a sua atuação, em diversas frentes, em favor do grupo empresarial”, diz a apelação.

A força-tarefa também discordou do número de atos criminosos considerados por Moro para medir as penas de Lula, Léo Pinheiro e do ex-executivo da OAS Agenor Medeiros. Os procuradores manifestaram “inconformismo” e esperam aumentar, em segunda instância, o tempo de prisão que eles devem cumprir.

O MPF apresentou argumentos para pedir a condenação dos réus que foram absolvidos por Moro. Além de Okamotto, encaixam-se nesta condição os ex-executivos da OAS Paulo Gordilho, Fábio Yonamine e Roberto Moreira.

Na sentença de Moro, Lula foi condenado a pagar R$ 16 milhões em reparação de danos à Petrobras. Essa decisão também foi questionada pela força-tarefa, que pede o aumento do valor para R$ 87,6 milhões.

Ex-presidente também recorre

Nesta segunda-feira, os advogados de Lula também enviaram ofício para interpor apelação da sentença de Moro. O documento de duas páginas não apresenta os argumentos que contestam a decisão em primeira instância. “[A defesa] declara, nesta oportunidade, que deseja apresentar suas razões recursais diretamente em segunda instância, com base no Artigo 600, § 4º, do Código de Processo Penal. Desta forma, requer a remessa dos autos ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com posterior intimação para apresentação das razões”, diz o ofício.


Agência Brasil


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BC bloqueia R$ 3,4 mi de Bendine, preso na Lava Jato

Julia Affonso, Fausto Macedo e Luiz Vassallo

FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDOO ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine

  • O ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine

O Banco Central, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, bloqueou R$ 3.417.270,55 do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine. O confisco foi informado ao magistrado nesta segunda-feira, 31.

Bendine foi preso na quinta-feira, 27, na Operação Cobra, 42ª fase da Lava Jato. O ex-presidente da Petrobrasé suspeito de ter recebido R$ 3 milhões em propina da Odebrecht. Nesta segunda, Bendine será ouvido pela Polícia Federal.

Moro decretou o bloqueio de R$ 3 milhões de Bendine, de outros dois investigados na Cobra, os publicitários André Gustavo e Antônio Carlos Vieira Junior e da empresa de ambos, a MP Marketing e Planejamento Institucional e Sistema de Informação LTDA. O confisco superou em R$ 417.270,55 o valor determinado pelo magistrado.

No Banco do Brasil foram confiscados exatamente R$ 3 milhões de uma conta de Bendine. Em outra conta, no Bradesco, foram bloqueados 417.253,09. Na Caixa Econômica Federal foram encontrados R$ 17,46.

A MP Marketing teve R$ 36,41 confiscados.

O BC bloqueou R$ 18.386,81 de Antonio Carlos Vieira Junior - R$ 17.467,58 de uma conta no Banco do Brasil e R$ 919,23 de outra no Safra.

André Gustavo Vieira Junior teve R$ 637.285,53 confiscados - R$ 631.210,15 de uma conta no Banco Original e R$ de outra no Banco BRB.

Estadão Conteúdo e UOL Notícias

Índice de Confiança Empresarial sobe 0,6 ponto em julho

indústria

A indústria foi o setor mais otimistaArquivo/Agência Brasil

O Índice de Confiança Empresarial (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 0,6 ponto entre junho e julho deste ano e alcançou 84,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Apesar da alta, o indicador não se recuperou da perda de 2 pontos registrada na passagem de maio para junho.

Os empresários estão mais confiantes no momento presente e isso é demonstrado pela alta de 0,7 ponto do Índice da Situação Atual, que chegou a 80,3 pontos. Já a avaliação sobre o futuro, medida pelo Índice de Expectativas, manteve-se estável em 91,7 pontos, o mesmo nível do mês anterior.

Entre os quatro setores empresariais pesquisados, houve altas na indústria (1,3 ponto), serviços (1 ponto) e construção (0,4 ponto). O comércio foi o único segmento que teve queda na confiança entre junho e julho: -2,3 pontos.

Segundo a FGV, foi relativamente pequena a perda de confiança decorrente da crise política iniciada com a divulgação das conversas entre o empresário Joesley Batista e o presidente da República, Michel Temer, em maio, e suas consequências nos últimos meses.

“As expectativas empresariais tornaram-se menos otimistas, comprovando a sensibilidade aos níveis de incerteza econômica, mas os indicadores que retratam o grau de satisfação das empresas com a situação corrente dos negócios mantiveram a tendência de alta gradual, em linha com a lenta retomada da economia em 2017”, diz nota da FGV.


Agência Brasil


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Planalto cobra presença da base para votar denúncia contra Temer

Confiante de que tem votos para barrar na Câmara a acusação contra Michel Temer por corrupção passiva, governo tenta garantir quórum e convoca deputados das siglas aliadas

Igor Gadelha, Isadora Peron e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo


BRASÍLIA - O governo iniciou uma investida para garantir a presença de deputados da base aliada que se declaram indecisos e até mesmo favoráveis à denúncia contra o presidente Michel Temer na sessão da Câmara que vai analisar a acusação formal por corrupção passiva. O Planalto quer garantir que a votação seja concluída nesta quarta-feira, 2, no plenário. O objetivo é não depender da oposição, que reúne cerca de 100 deputados e pode adotar a tática de não registrar presença e obstruir a sessão para impedir que a votação ocorra.

Michel TemerO presidente Michel Temer Foto: Evaristo Sá/AFP

O Planalto age para liquidar a votação o mais rápido possível, principalmente para não deixar Temer exposto ao surgimento de fatos – como possíveis novas delações – que possam mudar o placar, hoje considerado favorável ao presidente.

Integrantes da chamada “tropa de choque” de Temer na Câmara passaram a ligar para os deputados da base indecisos e favoráveis à denúncia para pedir que compareçam à sessão desta quarta-feira, independentemente de como votarão. Nas conversas, apostam no argumento de que esses parlamentares não podem fazer o “jogo” do PT. Parte da legenda petista defende não dar quórum para impedir a votação.


A sessão plenária em que a aceitação ou não da denúncia será analisada está marcada para começar às 9 horas. A votação de fato, contudo, só poderá iniciar quando pelo menos 342 deputados registrarem presença – mesmo número mínimo de votos exigidos para que a denúncia seja aceita pela Câmara. O governo acredita que tem condições de garantir essas presenças apenas com a base aliada. Pelos cálculos de governistas, os partidos da base reúnem juntos 380 deputados.

“A bancada do PMDB estará presente para votar”, afirmou o líder do partido na Câmara, Baleia Rossi (SP), um dos deputados mais próximos de Temer. Segundo ele, o presidente pediu durante reunião neste domingo, 30, que líderes da base aliada mobilizem suas bancadas para “votar a qualquer momento”.

Doze ministros do governo que são deputados licenciados devem reassumir os mandatos na Câmara para ajudar a barrar a denúncia.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reafirmou nesta quarta-feira ter certeza de que haverá presença mínima para a votação. “Vai ter quórum”, disse aoEstadão/Broadcast.

Estratégia comum. Líderes de partidos da oposição vão se reunir nesta terça-feira, 1.º, para tentar traçar uma estratégia conjunta de atuação. O grupo está dividido sobre registrar presença ou não e ajudar o governo a ter o quórum mínimo. A estratégia de obstruir a sessão é defendida por parlamentares da Rede e do PSOL. Segundo eles, postergar a decisão pode aumentar o desgaste de Temer.

Além de grupos do PT, parte do PC do B e do PDT, no entanto, tem defendido que é melhor realizar a votação nesta quarta-feira para expor os deputados da base à pressão popular. Além da acusação formal por corrupção passiva já em tramitação na Câmara, a Procuradoria-Geral da República ainda estuda apresentar até setembro pelo menos mais uma denúncia contra Temer por obstrução de Justiça e organização criminosa.

O líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), rebateu as críticas de que o partido, mirando nas eleições de 2018, estaria preferindo que Temer se salvasse da denúncia para continuar fragilizado até o próximo ano. “Não existe essa conversa de deixar o presidente da República sangrar”, disse.

Já o deputado Sílvio Costa (PT do B-PE) fez um apelo para que os colegas da oposição não marquem presença na sessão. “Se a gente não votar, talvez Temer tenha alguma dignidade e renuncie.” / COLABORARAM VERA ROSA e TÂNIA MONTEIRO


Estadão


Receitas extras podem compensar redução de tributos sobre etanol, diz Meirelles


Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

A redução da alíquota do etanol, decidida na última sexta-feira (28), pode ser compensada com receitas extraordinárias de precatórios e de privatizações, disse hoje (31) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ele negou que a equipe econômica estude novos aumentos de tributos, mas disse que decisões do tipo podem ser tomadas caso novas frustrações de receita se confirmem.

De acordo com o ministro, o reconhecimento de R$ 2,1 bilhões de precatórios antigos da União (títulos para pagar decisões judiciais das quais não cabem mais recursos) e a antecipação da outorga do Aeroporto do Galeão garantirão os recursos necessários para cobrir a redução de R$ 500 milhões provocada pela reversão parcial do aumento da alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) do etanol.

Brasília O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, recebe o ministro das Finanças do Reino Unido, Philip Hammond, no ministério da Fazenda (José Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, recebe o ministro das Finanças do Reino Unido, Philip HammondJosé Cruz/Agência Brasil

Saiba Mais

Segundo Meirelles, a privatização da Lotex, estimada em R$ 1 bilhão, e a antecipação das privatizações da Caixa Seguridade e da venda das ações do Tesouro no IRB-Brasil, companhia de resseguros, também fornecerão receitas para compensar a redução da tributação sobre o etanol. A medida diminuiu de R$ 10,4 bilhões para R$ 9,9 bilhões a previsão de receitas extras para o governo até o fim do ano.

“Não temos, no momento, planos para compensar a perda de R$ 500 milhões, na medida em que o aumento [de tributos sobre os combustíveis] tem uma dimensão que, somada com as outras arrecadações em andamento, de receitas extraordinárias, poderá alcançar o valor total previsto. Pode ser que arrecadação de outras medidas gerem valores que compensem esse número e nos permita avançar na agenda de receitas extraordinárias para o final do ano”, declarou Meirelles após reunião com o ministro das Finanças do Reino Unido, Philip Hammond.

Meirelles negou que o governo estude novos aumentos de tributos no momento, mas admitiu que pode reajustar impostos ou contribuições caso haja novas frustrações de receitas. Ele citou as mudanças no relatório do projeto de lei que cria o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) como uma das medidas que podem resultar em perda de arrecadação.

“Não temos planos no momento para novos aumentos de impostos. Como tenho dito desde agosto do ano passado, caso fosse necessário faríamos. Isto não é uma solução preferencial e será usado apenas em situações absolutamente necessárias. Vamos aguardar como evolui o projeto de reoneração da folha de pagamentos em andamento no Congresso e aonde chegaremos no projeto do Refis [programa especial de renegociação de dívidas de contribuintes]. Em relação ao Refis, a previsão é a aprovação do projeto tal qual enviado”, declarou o ministro.

Meirelles reafirmou o compromisso do governo de cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões este ano. No entanto, afirmou que o assunto está sendo analisado no momento. “Vamos aguardar a evolução da arrecadação. Temos de fazer o que for melhor para a transparência e o aumento ainda maior da confiança na economia brasleira, na solidez fiscal do Brasil”, disse.


Agência Brasil


Sérgio Moro decreta prisão de Aldemir Bendine por tempo indeterminado


André Richter - Repórter da Agencia Brasil

O juiz federal Sérgio Moro decidiu hoje (31) que o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, ficará preso por tempo indeterminado na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Atendendo pedido da força-tarefa de procuradores da Operação Lava Jato, Moro converteu a prisão temporária de Bendine em prisão preventiva.

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros, e o juiz federal Sérgio Moro debatem Projeto da Lei de Abuso de Autoridade (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Para Sérgio Moro, Bendine apresenta "múltiplus risco à ordem pública"Arquiivo/Antonio Cruz/Agência Brasil

Na semana passada, Bendine teve prisão temporária decretada por cinco dias na 42ª fase da Lava Jato, denominada Operação Cobra.  O ex-presidente é acusado de receber ao menos R$ 3 milhões de propina em espécie da Odebrecht para não prejudicar a empresa em futuras contratações.

De acordo com as investigações, ele teria solicitado outros R$ 17 milhões de propina à empreiteira quando ainda era presidente do Banco do Brasil, em  troca da atuação para rolar uma dívida da Odebrecht Agroindustrial. Os valores teriam sido intermediado por outros dois investigados, que também tiveram o período de prisão convertido.

Na decisão, Moro entendeu que Bendine deve continuar preso porque apresenta "múltiplos riscos à ordem pública, à instrução e à aplicação da lei penal".

Histórico

Bendine presidiu o Banco do Brasil entre abril de 2009 e fevereiro de 2015, quando substituiu Graça Foster na presidência da Petrobras.

A investigação contra Bendine teve como base as delações premiadas de Marcelo Odebrecht, ex-presidente-executivo do grupo Odebrecht, e de Fernando Reis, executivo da companhia.

Por entender que Bendine não tinha poder para influenciar na rolagem do empréstimo, a empresa decidiu não pagar os R$ 17 milhões, mas acabou aceitando repassar, posteriormente, R$ 3 milhões para garantir seus interesses na Petrobras, disseram os procuradores.

Os indícios mostram que os pagamentos foram feitos em três repasses de R$ 1 milhão, todos em 2015, por meio de contratos fictícios de consultoria junto a uma empresa laranja, informou o MPF.

Viagem

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a prisão temporária de Bendine se justifica porque ele tinha uma viagem somente de ida programada para Portugal com a família nos dias em que a operação seria deflagrada. Além disso, o e x-presidente tem  cidadania italiana, fato que poderia subsidiar sua fuga para o exterior e escapar das investigações.

Mesmo com os esclarecimentos prestados pelos advogados de defesa, que apresentaram comprovantes da compra de passagens de volta e reservas em hotéis, Moro entendeu que as medidas não são suficientes para justificar a saída do país sem avisar à Justiça.

"Chama a atenção que Aldemir Bendine, também ciente das investigações, não tenha feito o mesmo e comunicado ao seu defensor a viagem ao exterior, o que levaria este a comunicar ao juízo. Aparentemente, quis manter a viagem fora do conhecimento das autoridades públicas", disse Moro.


Agência Brasil


Cabral diz em depoimento que relação com Eike foi muito positiva para o Rio


Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, disse, ao ser interrogado hoje (31) pelo juiz  Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que sua relação com Eike Batista era formal, com o único objetivo de estimular o investimento no Rio de Janeiro e que essa relação institucional foi “muito positiva para o Rio”. Ele garantiu que todos os recursos que recebeu de Eike foram para investir no estado do Rio de Janeiro e apoiar suas campanhas.

De acordo com o Ministério Público, Cabral recebeu do empresário Eike Batista US$ 16,5 milhões em propina, além de R$ 1,5 milhão por meio do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo. Ele também negou que tenha havido pagamento de propina para que o Rio fosse sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Nesta segunda-feira, Bretas voltou a interrogar, além do ex-governador, a esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, o empresário Eike Batista e o ex-vice-presidente do Flamengo, Flávio Godinho. O interrogatório foi referente à ação penal resultante da Operação Eficiência, desdobramento da Operação Calicute, deflagrada pela Polícia Federal em janeiro deste ano. Eles são acusados de crimes de lavagem de dinheiro com ocultação no exterior de aproximadamente US$ 100 milhões.

O ex-governador voltou a afirmar que recebeu dinheiro de Caixa 2 para financiar suas campanhas e garantiu que “quase a totalidade” dos recursos ilícitos que recebeu foi investido na política. Cabral admitiu que o Eike financiou entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões em sua campanha em 2010, mas que o dinheiro foi pago no Brasil, embora fosse de Caixa 2.

Doleiros

Saiba Mais

Cabral informou ainda que pedirá uma acareação com os irmãos Renato e Marcelo Chebar, doleiros que fizeram delação premiada e afirmam que Cabral tinha US$ 100 milhões em conta no exterior. Ele questionou o procurador Eduardo El Hage sobre o rápido acordo de delação premiada que o Ministério Público Federal fez com os doleiros sem que houvesse provas de que o dinheiro no exterior era dele. "Como o MPF imputa a mim US$ 100 milhões sem nenhum documento que comprove isso?", disse.

O ex-governador também contestou o fato de joalherias colocarem em sua conta joias sem nota fiscal que ele não comprou.

El Hage respondeu que há provas materiais que comprovam a denúncia e que a celeridade do acordo ocorreu “talvez porque US$ 100 milhões seja o maior valor já devolvido na Lava Jato”, respondeu.

Sérgio Cabral é réu em outras 11 denúncias e já foi condenado a 14 anos e 2 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro, na Operação Lava Jato.

Demais interrogados

Eike Batista, embora tenha dito querer colaborar 100% com a Justiça, disse no interrogatório que, por orientação dos advogados, não responderia a todas as perguntas. Ele negou ser amigo pessoal de Cabral por ter emprestado avião na época ao ex-governador. Eike respondeu que tinha costume de emprestar seus três aviões a conhecidos e que, além disso, ficava “difícil negar um pedido do governador”. Godinho se manteve em silêncio e não respondeu nenhuma pergunta.

Adriana Ancelmo negou ter recebido vantagens indevidas por meio de acordos ilícitos por parte do governo de Sérgio Cabral. A ex-primeira-dama afirmou que nunca esteve com nenhum representante de nenhuma das empresas de Eike Batista e que o valor de R$1 milhão pagos ao seu escritório de advocacia pelo empresário foi fruto de honorários negociados exclusivamente por seu ex-sócio, Sergio Coelho.

Segundo ex-primeira-dama, Coelho, que deixou a sociedade em novembro de 2013, era responsável pelas ações estratégicas e por isso ela não sabe dizer que serviço o escritório prestou à EBX, uma das empresas de Eike. Adriana garantiu ainda que Sérgio Cabral nunca orientou ou sugeriu a empresários que procurassem o escritório para contratar serviços.


Agência Brasil

Conta de luz pode variar conforme horário; consumidor deve analisar adesão

Andreia Verdélio

Da Agência Brasil


A partir de 1º de janeiro de 2018, os consumidores poderão solicitar a adesão à tarifa branca de energia elétrica, que é a adoção de preço diferente para a energia de acordo com o horário de consumo.

Com a tarifa branca, a energia consumida fora do horário de pico será mais barata, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Entretanto, é importante que cada consumidor conheça o seu perfil de consumo na hora de optar entre a tarifa branca e a convencional.

O analista de mercado da entidade de defesa do consumidor Proteste, Rafael Bomfim, alerta que a tarifa branca pode ser muito boa ou muito ruim, dependendo do perfil de consumo. Para ele, quem optar por essa tarifa tem que ser capaz de aproveitar os horários fora de ponta.

"Conheça bastante as regras e verifique a possibilidade de se adaptar aos melhores horários da tarifa", disse. "Se é um consumidor que tem a rotina rígida, não é aconselhável".

Faixas de preço

Com as novas regras, nos dias úteis o preço da energia poderá ser dividido em três horários: ponta, intermediário e fora de ponta. As faixas variam de acordo com a distribuidora. O horário de ponta, com a energia mais cara, terá duração de três horas, na parte da noite. A taxa intermediária será uma hora antes e uma depois do horário de ponta. Nos feriados nacionais e nos fins de semana, o valor é sempre fora de ponta.

Aderir à tarifa branca será opcional e estará disponível para as novas ligações e com unidades que consomem mais de 500 quilowatts-hora (kWh) por mês. Em um prazo de 12 meses, será oferecido para unidades com média anual de consumo superior a 250 kWh por mês e, em até 24 meses, para as demais unidades consumidoras.

Atualmente, existe apenas a tarifa convencional, que tem valor único cobrado pela energia consumida e é igual em todos os dias, em todas as horas. A tarifa diferenciada não valerá para os grandes consumidores, como as indústrias, nem para quem é incluído na tarifa social de energia.

Adesão precisa ser formalizada

Para aderir à tarifa branca, os consumidores precisam formalizar sua opção na distribuidora, e quem não optar por essa modalidade continuará sendo cobrado pelo sistema atual.

"Nós alertamos para o consumidor não migrar por impulso para a tarifa branca, para não ter surpresa ruim na conta", disse Bomfim, explicando que será possível retornar para a cobrança convencional, caso o consumidor não se adapte.

Também será preciso instalar um novo tipo de medidor de energia. A troca deverá ser feita em até 30 dias e os custos do medidor e do serviço serão de responsabilidade da distribuidora.

No site da Aneel, estão disponíveis exemplos de situações em que é mais vantajoso migrar para a tarifa branca.

Capacidade do sistema

A tarifa branca cria condições que incentivam alguns consumidores a deslocar o consumo dos períodos de ponta para aqueles em que a rede de distribuição de energia elétrica tem capacidade ociosa.

O consultor de energia do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Clauber Leite, explica que o sistema de energia é projetado para atender à máxima demanda, mas que, na maior parte do dia, fica ocioso. "A tarifa branca é uma política adequada, ela é boa porque acaba barateando e dando mais eficiência ao sistema como um todo", disse.

Para Leite, em longo prazo, a medida pode ajudar a adiar os investimentos. "Anualmente, o número de consumidores cresce. Então, para atender à demanda está sendo prevista uma carga máxima do sistema. Se consegue deslocar esse pico, o investimento pode ser postergado e isso pode gerar benefícios na tarifa", explicou.

*Colaborou Sabrina Craide


UOL Economia

Com aumento de impostos, gasolina tem alta recorde no país, diz ANP

Zanone Fraissat - 2.fev.2015/Folhapress

Preço da gasolina teve maior alta semanal desde 2004

Preço da gasolina teve maior alta semanal desde 2004

NICOLA PAMPLONA
DO RIO


Com o repasse do aumento de impostos sobre os combustíveis, a gasolina teve na semana passada a maior alta desde que a ANP (Agência Nacional do Petróleo) passou a fazer o levantamento semanal de preços, em 2004.

Segundo a ANP, a gasolina subiu, em média no país, 8,22%. O maior aumento verificado pela pesquisa semanal da agência havia sido de 7,85%, na semana encerrada em 17 de setembro de 2005.

Naquela ocasião, os postos repassavam reajuste de 10% promovido pela Petrobras no valor de venda do combustível em suas refinarias. Agora, o vilão foi o aumento das alíquotas de PIS/Cofins anunciado pelo governo no dia 20 para reforçar o caixa.

VALOR DA GASOLINA - Variação no preço médio de revenda, em %

O litro da gasolina terminou a semana vendido a R$ 3,749 nos postos brasileiros. O aumento com relação à semana anterior foi de R$ 0,285, ainda abaixo da alíquota extra de R$ 0,41 estabelecida pelo governo.

O presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de São Paulo), José Alberto Paiva Gouveia, acredita, porém, que não haverá novo aumento significativo nesta semana.

"O mercado está muito competitivo e alguns revendedores podem ter optado por segurar um pouco o repasse."

Em São Paulo, a alta da gasolina foi maior do que a média nacional, de 8,62% (ou R$ 0,279 por litro), para R$ 3,513.

De acordo com a pesquisa da ANP, os preços do etanol hidratado e do óleo diesel também tiveram alta expressiva, de 8,86% e 5,05%, respectivamente.

No caso do etanol, foi a segunda maior da série histórica da pesquisa de preços da agência, menor apenas do que os 8,98% verificados na semana encerrada em 10 de outubro de 2015.

Para o diesel, foi a quarta maior alta semanal. A maior delas, de 10,24%, foi registrada na semana de 17 de setembro de 2015, também em decorrência de reajuste promovido pela Petrobras.

Na média nacional, o etanol foi vendido na semana passada a R$ 2,592 por litro, R$ 0,211 acima da anterior. Já o diesel custou R$ 3,056 por litro, alta de R$ 0,147.

Nesses casos, o aumento de impostos anunciado foi de R$ 0,32 e R$ 0,21, respectivamente. Na semana passada, o governo recuou e baixou a alíquota extra do etanol para R$ 0,24, para se adequar a legislação que impõe limites à tributação sobre o combustível.

PETROBRAS

Nesta segunda, a Petrobras anunciou reajuste nos preços da gasolina e do diesel, em 0,8% e 1,7%, respectivamente, a partir desta terça (1º). É o quinto aumento consecutivo no preço da gasolina desde 26 de julho. O combustível acumulou uma alta de 7,1% no período.


Folha de S. Paulo


Segundo os militares, suspensão faz parte do planejamento:https://glo.bo/2f4wNFa #GloboNews

Tropas federais suspendem patrulhamento em alguns bairros do RJ

Segundo os militares, suspensão faz parte do pl anejamento. Agora eles preparam a segunda fase da operação, que terá apoio da Guarda Municipal.

G1.GLOBO.COM

Licença de armas de fogo cresce 185% em um ano no Brasil

  • Por Jovem Pan

EFEEFEDe acordo com dados do Exército Brasileiro, de 2005 para hoje, o número de pessoas com autorização válida subiu quase 400%

O número de licenças de armas de fogo subiu 185% em 2016. Foram pouco mais de 7,2 mil pedidos de acesso à armas de pessoas físicas em 2015 e quase 21 mil autorizações emitidas no ano passado.

De acordo com dados do Exército Brasileiro, de 2005 para hoje, o número de pessoas com autorização válida subiu quase 400%. E a tendência é de alta também em 2017.

Cerca de 90% do total atual são os chamados CACs, sigla usada para denominar caçadores, atiradores e colecionadores registrados. Ao contrário das demais pessoas físicas que se reportam à Polícia Federal (PF) para pedir autorização de posse ou porte de arma, essa categoria é regulada pelo Exército.

A corrida à certificação como CAC pode ser explicada por diferentes fatores. Um deles é que essa modalidade de registro virou uma alternativa ao controle da Polícia Federal e uma forma de se armar em meio à escalada da violência.

A consolidação de entidades e clubes de tiro desportivo pelo País e a popularização da modalidade que deu a primeira medalha ao Brasil nas Olimpíadas do Rio também contribuem.

Entre outros critérios para obter a certificação, válida por três anos, estão atestado psicológico, comprovante de aptidão técnica e vinculação a um clube de tiro.

Os requisitos não diferem muito dos exigidos pela PF, mas o acesso ao documento é mais restrito.

Segundo o Exército, ainda “não houve um estudo para levantar as causas do incremento na solicitação de certificado de registro para a categoria caçadores, atiradores e colecionadores.

*Informações da repórter Carolina Ercolin


Jovem Pan


Marchezan quer privatizar serviços de água e esgoto em Porto Alegre


Prefeito alega falta de dinheiro para universalização dos serviços

Por: Eduardo Matos


Marchezan quer privatizar serviços de água e esgoto em Porto Alegre Dmae/Divulgação

Foto: Dmae / Divulgação

O prefeito Nelson Marchezan (PSDB) enviou à Câmara de Vereadores de Porto Alegre Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município que permitirá a privatização dos serviços de água e esgoto da cidade, que hoje estão sob a responsabilidade do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae). Na justificativa, o tucano afirma que a prefeitura não possui capacidade de investimento para conseguir universalizar os serviços de "tratamento e distribuição de água, bem como coleta e tratamento de esgoto". Marchezan também cita que, apesar de décadas de investimentos em saneamento, o Guaíba ainda não possui mínimas condições de balneabilidade.

No texto, o prefeito afirma ainda que para conseguir cumprir o Plano Municipal de Saneamento Básico de Porto Alegre são necessários R$ 1,7 bilhão para investimento em coleta e tratamento de esgoto, além de R$ 926 milhões para tratamento e distribuição de água.

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"A União Federal vem apoiando as iniciativas municipais para o desenvolvimento das suas infraestruturas urbanas, conforme a Lei Federal 13.334, de 13 de setembro de 2016, incentivando a participação de investimentos privados nestas áreas", destaca o projeto.

O prefeito Marchezan justifica que "existe uma necessidade de investimento para obras dos serviços de esgoto e água". Diz ainda que a prefeitura não tem "disponibilidade financeira para melhorar a qualidade de vida das pessoas agora. Então, essa alteração legislativa é para que a gente possa buscar concessões, permissões, locações de ativos, parcerias público-privadas, subcontratos".


Zero Hora

Bolsonaro escolhe o PEN para se lançar à Presidência em 2018

Marcus Leoni - 8.jun.2017/Folhapress

NATAL, RN, BRASIL, 08.06.17 10h A Folha acompanhou o deputado do Partido Social Cristao Jair Bolsonaro de Brasília a Natal. O deputado foi a capital do Rio Grande do Norte a convite da Uniao Nordestina de Produtores de Cana. (Foto: Marcus Leoni / Folhapress, PODER)

O deputado federal Jair Bolsonaro em viagem ao Rio Grande do Norte

ANGELA BOLDRINI
DE BRASÍLIA


O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) escolheu o PEN (Partido Ecológico Nacional) para lançar sua candidatura à Presidência em 2018.

De acordo com Adilson Barroso, presidente nacional da sigla, o acerto depende apenas da assinatura final, que só poderá ser feita durante a janela partidária —ou seja, o período de 30 dias em que os parlamentares podem trocar de legenda sem perder o mandato.

"Está 99,9% fechado, estamos só esperando a assinatura do 'casamento partidário', por isso o 0,1%", afirmou Barroso à Folha. A assessoria do deputado também confirmou que a troca está acertada, mas ainda não concluída.

A janela partidária deve ocorrer em março de 2018, mas pode ser antecipada pela reforma política.

Segundo o presidente nacional do PEN, o partido conversa com o grupo de Bolsonaro há cerca de seis meses para acertar a troca de partido. "A gente chegou à conclusão que ele é o candidato que mais queremos", afirmou.

Na última pesquisa Datafolha, em junho, o pré-candidato apareceu com 16% de intenção de voto.

A saída de Bolsonaro do PSC já era dada com certa desde o começo de 2017, embora o parlamentar ainda não tivesse acertado com nenhum partido. O deputado se diz decepcionado com a aliança do PSC com o governador do Maranhão, Flávio Dino, do PC do B, em 2016.

TROCA DE NOME

Com a ida de Bolsonaro par a sigla, o PEN também acertou uma troca de nome. Barroso afirma que a mudança já estava sendo discutida. "Há quem ache que a ideologia do PEN por ter 'ecológico' no nome defende só isso, e não é verdade", afirmou.

O partido —que precisa de autorização do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para se renomear— ainda não decidiu qual deve ser seu novo nome.

Em uma enquete na página de Facebook do partido, por enquanto vence o nome "Patriota". Em segundo lugar, a opção "Prona", nome do antigo partido de Enéas Carneiro (1938-2007), que se fundiu ao PL em 2006 para se tornar o PR.



Folha de S. Paulo


Com foto 360°, conheça o Teatro Unisinos, inaugurado em Porto Alegre e com capacidade para 510 pessoas. Foto: Félix Zucco/Agência RBS

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Meirelles põe combustível no fogo da própria fervura

Ao mudar discurso e admitir que meta fiscal pode ser revista, ministro desgasta posição de fiador da política econômica de um governo acuado

Por: Marta Sfredo


Depois de justificar o tarifaço sobre combustíveis com a necessidade de limitar o déficit primário da União a R$ 139 bilhões, atual meta do Planalto, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, revê o discurso. Até esta segunda-feira (31), mantinha o pé na porta da revisão, que representaria desgaste para sua posição de fiador da política econômica de um governo cada vez mais acuado. Mas, em uma frase, acabou atiçando o fogo de sua própria fervura:

– Em relação à questão da meta fiscal, estamos analisando o assunto. No momento, a meta anunciada será seguida.

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Conforme a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o aumento médio da gasolina foi de 8,2%, o maior desde 2004, quando o órgão começou a pesquisar preços. Não precisa muita conta para estimar o efeito de uma alta desse tamanho.

Se em qualquer circunstância o impacto seria grande, fica maior quando o país ainda sofre as dores da transição entre uma recessão profunda e duradoura e alguns sinais de reação. E se, depois de "analisar", houver conclusão de que não será possível manter a meta de restringir o rombo, o que vai acontecer? Haverá devolução dos valores pagos a mais por gasolina, diesel e etanol – ao menos nos primeiros dias – para evitar a mudança?

Até agora, Meirelles estava sob fervura com objetivo de dissolver obstáculos entre a demanda por "bondades" do presidente Michel Temer para se manter no cargo. O ministro definiu a meta e assentou sobre esse número sua credibilidade. Era o que mais resistia a qualquer hipótese de alteração, exatamente por esse motivo. No capítulo mais recente, ao atiçar o fogo, corre o risco de ver sua imagem dissolvida.


Zero Hora


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