“SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME”

O título de abertura desse texto reproduz um pequeno trecho da música “HOMEM COM H” , interpretada magníficamente por Ney Matogrosso, com letra de Antônio Barros. No frigir dos ovos, esse trechinho que tanto sucesso fez e faz traduz com extrema precisão a delicada situação política que se instalou no Brasil, especialmente após as delações dos donos da JBS-FRIBOI, envolvendo o Presidente Michel Temer e o Senador Aécio Neves, dentre outras figuras importantes da política, feitas ao Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, na segunda semana do mês de maio corrente.

Na verdade as irregularidades políticas e governamentais aparecidas após o afastamento da Presidente Dilma Rousseff, por impeachment, a partir do Governo Temer (PMDB), que era “vice” de Dilma (PT), instalado em maio de 2016 (há um ano, portanto), de nenhuma forma pode surpreender, de vez que ambos compunham o MESMO GOVERNO, na “aliança” PT/PMDB, impregnado por intermináveis vícios de ordem moral, notadamente a corrupção em escala gigantesca, em dimensão nunca vista em parte nenhuma do mundo.

O processo de impedimento (impeachment) da Presidente Dilma mobilizou muita gente “boa”. De minha parte nunca me entusiasmei com essa iniciativa, e durante todo os seu desenvolvimento publiquei diversos artigos explicando as razões pelas quais na minha opinião o impeachment poderia afastar Dilma ,porém nunca os seus malfeitos e a crise deixada , progressivamente agravada durante os seus dois mandatos , que se resumiram em mero prosseguimento dos mandatos anteriores de Lula. É evidente que ela teria que ser apeada do poder, mas nunca com a alternativa escolhida. A prova aí está. Estava na “cara” que daria tudo isso que hoje está acontecendo. Nem havia transcorrido um mês do Governo Temer, escrevi “TEMER FOI A EMENDA PIOR QUE O SONETO ?”.

A roubalheira continua. Igual ou talvez pior . O afastamento do perigo “vermelho”, que eventualmente poderia ser o único ponto positivo a favor do Governo Temer, não só deixou de acontecer, como além disso se agravou. Os “vermelhos” estão infiltrados e mandando em todo o Governo, mais que nunca, com apoio escancarado do PSDB ,notadamente no socialismo “fabiano” de FHC, dos mais altos aos mais baixos escalões políticos e administrativos. A melhor prova dessa afirmação está no desempenho do Senador Aloizio Nunes, do PSDB, ex-terrorista , agora à frente do Ministério das Relações Exteriores, com a sua política sobre migrações ,abrindo as fronteiras brasileiras ilimitadamente para agitadores comunistas de toda parte e terroristas diversos, além da vagabundagem internacional, com grave ameaça à segurança e soberania nacionais, e mesmo aos direitos do povo brasileiro, principalmente ao trabalho ,e que a partir da nova lei de migração certamente terá a concorrência de estrangeiros e imigrantes clandestinos na busca de vagas. Saliente-se, ademais , que os imigrantes que desembarcaram no Brasil nos Séculos XVIII e XIX só trouxeram progresso, desenvolvimento, e muita “comida” nas regiões para onde foram, ao passo que a imigração “nas cochas” de hoje não tem aquelas mesmas características, podendo ser considerada “predatória”, se comparada à anterior. Por outro lado, a política de infiltração “vermelha” significou dar vida às estratégias de implantação do socialismo desenhadas pelo italiano Antônio Gramsci. Enquanto os “outros” (os “trouxas”?) trabalham e produzem, os parasitas discípulos gramscistas vão se infiltrando em todas as organizações públicas e privadas, com ênfase especial no magistério, onde acamparam e fincaram fundo as suas raízes , ”contaminando” os jovens.

Em vista dos últimos acontecimentos reveladores da imensa corrupção no Governo Temer, este evidentemente também deverá ser afastado, como antes já aconteceu com o Governo Dilma. Mas de que forma se daria esse afastamento, caso isso ocorresse?

As únicas modalidades de extinguir o mandato de Temer antes do tempo previsto, que em princípio seria no dia 31 de dezembro de 2018,seriam as seguintes:

(1) IMPEACHMENT ; (2) CASSAÇÃO DO SEU MANDATO NO TSE,NA AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE MANDATO ELETIVO MOVIDA PELO PSDB ; (3) NOVAS ELEIÇÕES DIRETAS “JÁ” ,APROVADO EM PEC,no Congresso ; (4) VACÂNCIA DO CARGO DE PRESIDENTE,POR RENÚNCIA,MORTE,INCAPACIDADE ,OU SIMILAR ; (5) DEPOSIÇÃO DE TEMER DE FORMA DIRETA E VIOLENTA PELO POVO; (6) INTERVENÇÃO MILITAR CONSTITUCIONAL REPRESENTATIVA DO PODER INSTITUINTE E SOBERANO DO POVO,NOS TERMOS DO ARTIGO 142 ,COMBINADO COM O PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 1º DA CONSTITUIÇÃO.

Sem dúvida são essas as seis (6) únicas alternativas possíveis. As quatro primeiras seriam medidas POLÍTICAS. As demais (2) configurariam as NÃO-POLITICAS. Mas desde logo deve ficar muito claro que NENHUMA das alternativas POLÍTICAS atenderia a contento as reais necessidades do povo em buscar caminhos que atendessem as suas expectativas de pleno desenvolvimento das suas capacidades e potencialidades e sobretudo que conduzisse o país na direção da normalidade e decência política, abandonada há bom tempo. A saber, cada uma dessas alternativas:

(1)IMPEACHMENT: o eventual processo de impedimento de Temer por crime de responsabilidade teria que ser provocado por qualquer eleitor junto à Câmara Federal e teria que ser aprovado por 2/3 dos deputados, seguindo após ao Senado Federal para decisão final, por maioria. Seria repetição do recente episódio com Dilma Rousseff. Como nesse caso o impedimento atingiu antes a Presidente Dilma, e agora o seu “vice”(Temer) ,no exercício da Presidência, e se daria nos últimos dois anos do período total do mandato (4 anos),nos termos do artigo 80 da CF, seriam chamados a assumir, pela ordem, primeiro o Presidente da Câmara Federal, depois o do Senado, e após o do Supremo Tribunal Federal;

(2)CASSAÇÃO DO MANDATO DE TEMER NO TSE : considerando que a ação de impugnação do mandato de Temer, movida pelo PSDB, junto ao TSE, foi distribuída antes do impeachment de Dilma ,e tinha como objetivo a cassação da “chapa” Dilma/Temer, é evidente que ela prosseguirá igual, mesmo com o prévio afastamento de Dilma, repercutindo também em Temer ,antes “reserva” e agora “titular”. Na petição inicial o PSDB pede que após a cassação da chapa sejam empossados imediatamente Aécio Neves e seu “vice” (... e que Deus me poupe dessa nova desgraça !!!),chapa esta que perdeu a eleição para Dilma/Temer no 2º Turno das eleições presidenciais de 2014. Mas o mais provável nessa ação é que ela também seja absurdamente “fatiada”, como feito antes no impeachment de Dilma, onde o Senado afastou-a da Presidência ,mas preservou os seus direitos políticos, contrariando a Constituição. Vão cassar, a já “cassada” Dilma, e preservar Temer ,o que não poderia nunca acontecer, nos termos da lei;

(3)NOVAS ELEIÇÕES DIRETAS E ANTECIPADAS APROVADAS EM PEC: essa seria a grande cartada do PT, pela qual esse partido tanto se empenha. Pois nada impediria que Lula concorresse e mesmo vencesse as eleições, porque seu “potencial” ,inclusive para enganar, nunca pode ser desprezado. A incrível mobilização desse partido na busca dessa alternativa é impressionante. “Eles” sabem melhor que ninguém que são imbatíveis quando se trata de convencer a massa politicamente ingênua e ignorante de que são eles os “melhores”. Isso porque apesar de todas as provas levantadas até agora contra Lula e sua “quadrilha”, pela Polícia e Ministério Público Federal, relativamente a seus inúmeros crimes, a capacidade desse cidadão de enganar o povo e de se passar por vítima é ilimitada. Considere-se, ademais , a fragilidade da pseudodemocracia brasileira, cuja maior característica geralmente é a escolha ,não do melhor, porém do pior. Sempre foi assim, mas na “Era PT” todos os recordes de “ruindade” foram quebrados. E essa realidade não se aplica exclusivamente à Lula e à sua “tropa” ,mas também à imensa maioria dos seus opositores, que na verdade não são muito melhores que os “outros”. Tudo é resultado de uma democracia doente, melhor, da OCLOCRACIA, que é a democracia corrompida, pervertida, degenerada, deturpada, aproveitada pela escória da sociedade levada a fazer da política uma profissão demoníaca, sustentada pela massa politicamente ignara e inabilitada para praticar a verdadeira democracia. Entregar um título eleitoral a esse tipo de gente é mais perigoso que dar uma arma de fogo a uma criança. E sem dúvida a principal ferramenta para a corrupção dos valores partidários, onde se forma o círculo vicioso dos partidos com seus candidatos, está na própria organização dos partidos políticos ,que vão pescar lá no meio da sociedade justamente os seus piores elementos para lançá-los candidatos. E geralmente os piores dentre os piores são os eleitos nessa democracia deturpada. Se olharmos os candidatos presidenciais eleitos após as “Diretas Já”, começando com Collor de Mello , em 1990,passando por FHC, Lula e Dilma/Temer ,essa incômoda “vocação” ficará comprovada. E se olharmos para a frente, com os anunciados “presidenciáveis” de hoje, a história se repete com extrema fidelidade a esse princípio. Difícil é saber qual o pior “presidenciável”;

(4)VACÂNCIA DO CARGO DE PRESIDENTE: essa hipótese está prevista no parágrafo 1º do art.81 da CF. A vaga do cargo de Presidente se dá por RENÚNCIA,INCAPACIDADE ou MORTE. Se isso acontecesse e Temer tivesse um “vice” é ele quem assumiria. Mas isso não ocorre. Portanto, se Temer renunciasse, morresse ou ficasse incapacitado para o exercício das funções presidenciais , teria que haver por parte do Congresso Nacional eleição indireta para substituí-lo ,pelo período necessário para completar o mandato . Nesse caso a “festa” seria obviamente dos Deputados Federais e Senadores, grande parte dos quais implicados até ao “pescoço” com os casos de corrupção na Operação Lava Jato e outras. Essa regalia constitucional dada a eles seria com certeza um “salvo conduto” que poderia livrá-los de sérias complicações com a Justiça, pelas naturais interferências que o mais poderoso dos Poderes, o Chefe do Poder Executivo, escolhido por esses parlamentares, poderia fazer por eles, e cujos poderes, quase ilimitados, incluem a nomeação de todos os Ministros dos Tribunais Superiores ,por exemplo ,que acabariam julgando os parlamentares corruptos, com absolvição, evidentemente. O que está acontecendo agora mesmo nos Tribunais Superiores já pode dar uma ideia de como seriam esse “novos tempos”, funestos, sem dúvida em termos de justiça;

(5)DEPOSIÇÃO DE TEMER DIRETAMENTE POR MEIO DE MOBILIZAÇÃO VIOLENTA DO POVO: o uso dessa alternativa teria que ser decorrente do “estouro” de uma revolução, estilo “Revolução Francesa”, condicionada, evidentemente à uma vitória final dos revolucionários. Muito sangue seria derramado mediante uso desse expediente violento. Na medida do possível, essa ”solução” deveria ser descartada, mesmo porque a índole do povo brasileiro não é dada à mobilizações dessa ordem, excetuados aqueles grupos de baderneiros e agitadores que fazem muito barulho e que deram presença constante em muitos “protestos” no passado recente, não se sabendo até hoje contra quem ou o quê, nem a mando de quem e de quais os interesses;

(6)INTERVENÇÃO MILITAR CONSTITUCIONAL,REPRESENTATIVA DO PODER INSTITUINTE E SOBERANO DO POVO,NOS TERMOS DO ART.142,COMBINADO COM O PRÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 1º DA CONSTITUIÇÃO: tudo leva a crer que essa alternativa NÃO-POLÍTICA seria a única capaz de propiciar as MUDANÇAS que o Brasil precisa. Ninguém pode garantir que ela daria certo. Mas seria a única com boas chances de DAR CERTO. Os erros de 64 não poderiam se repetir, especialmente o longo tempo em que permaneceu no poder , mesmo assim não evitando que voltassem com força redobrada e mais nocivos ainda à sociedade exatamente aqueles mesmos que foram motivo daquela intervenção contrarrevolucionária, e seus seguidores mais modernos, evidentemente. Mas entre o movimento de 64 e um eventual novo “movimento” semelhante hoje, que seria um movimento cívico-militar , existe uma brutal diferença que poucos percebem, inclusive no meio militar. 64 não se deu com amparo expresso na Constituição que vigia à época, que era a de 1946. Hoje a Constituição (de 1988) abre essa janela expressamente, dispondo no seu artigo 142 que as Forças Armadas podem intervir por iniciativa própria para “garantia dos poderes constitucional” e para “defesa da pátria”. Ora, só um cego de inteligência não vê que os poderes constitucionais foram tomados pela delinquência política, que aparelhou os Três Poderes da República para perpetuação da corrupção e dos crimes contra a pátria e contra os legítimos poderes constitucionais, usurpados por impostores de toda espécie, de TODOS os partidos políticos, sem qualquer exceção. Seria essa uma medida EXCEPCIONAL, devido ao terrível quadro apresentado pela política brasileira, onde praticamente não escapa ninguém. Mas apesar de excepcional, essa medida teria plena juridicidade ,amparada constitucionalmente. E seria provocada pelo PODER MILITAR, referido na Constituição como “Forças Armadas”, com a legitimidade oriunda da soberania militar interna, representada pela caserna e pela tropa, das Três Forças, independentemente da vontade pró ou contra dos seus respectivos comandantes, nomeados pela cúpula política e com ela comprometidos. Explico toda essa alternativa com mais detalhes aos que se interessarem no artigo “DESTRINCHANDO A INTERVENÇÃO DO ARTIGO 142 DA CONSTITUIÇÃO” (web). Mediante essa alternativa os militares estariam de certo modo compensando a “bobagem” que fizeram quando do anterior “golpe militar”, que não pode ser confundido com aquele episódio lá de 31 de março de 1964, que na verdade foi um CONTRAGOLPE. O verdadeiro e único golpe militar foi aquele da PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, em 1889, onde toda a “esculhambação” política vivenciada hoje pelos brasileiros começou. Foi ali que solidificou-se a maldição que condenou o Brasil a “não dar certo”.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado e Sociólogo

Temer vai pedir ao STF suspensão de inquérito até que gravação seja periciada

Em pronunciamento na tarde deste sábado (20), o presidente da República, Michel Temer, disse que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o inquérito aberto contra ele seja suspenso até que seja verificada a autenticidade da gravação feita pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, de uma conversa com o presidente.

Brasília - O presidente da República, Michel Temer, durante pronunciamento oficial, disse que vai pedir ao STF, a suspensão de inquérito até que gravação seja periciada (José Cruz/Agência Brasil)

O presidente da República, Michel Temer, durante pronunciamento neste sábado (20) no Palácio do PlanaltoJosé Cruz/Agência Brasil

“Essa gravação clandestina foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos. Incluída no inquérito sem a devida averiguação, levou muitas pessoas ao engano, induzido e trouxe grave crise ao Brasil”, disse o presidente.

Uma perícia contratada pelo jornal Folha de S. Paulo concluiu que a gravação da conversa sofreu mais de 50 edições. Temer classificou a gravação como fraudulenta e manipulada e lembrou que o grupo JBS comprou US$ 1 bilhão antes da divulgação da conversa e faturou com a operação financeira.

Inquérito

A abertura do inquérito, por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça, foi autorizada pelo ministro do STF Edson Fachin na quinta-feira (18), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em pronunciamento anterior, ainda na quinta-feira (18), Temer disse que nunca autorizou ninguém a usar seu nome indevidamente e que demonstraria no STF não ter nenhum envolvimento com os fatos.

Segundo o Ministério Público Federal, em encontro com Joesley Batista, Temer deu aval para que ele continuasse a pagar uma espécie de mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha e o doleiro Lúcio Funaro, ambos presos, para que continuassem em silêncio. O áudio da conversa, gravada por Joesley, foi disponibilizado na última quinta-feira (18). Após a divulgação, o presidente Michel Temer e assessores avaliaram que o conteúdo da conversa não incrimina o presidente.

PGR

Ao enviar o pedido de abertura de investigação sobre o presidente ao STF, a PGR informou ao ministro Edson Fachin que o áudio foi analisado de forma preliminar "sob a perspectiva exclusiva da percepção humana". De acordo com o processo, "não houve auxílio de equipamentos especializados na avaliação dos aúdios.

Na decisão em que autorizou a investigação contra Temer, Fachin não analisou a legalidade da gravação sob o ponto de vista de possíveis edições. O ministro entendeu que Joesley Batista poderia gravar sua conversa com terceiros.

O presidente acusou Joesley Batista de especular contra a moeda nacional, já que ele comprou US$ 1 bilhão antes da divulgação da gravação, porque sabia que isso causaria um “caos” no câmbio. Além disso, ele vendeu ações de sua empresa antes da queda do valor na Bolsa de Valores.

“O autor do grampo está livre e solto, passeando pelas ruas de Nova York. E o Brasil que já tinha saído da mais grave crise econômica de sua história, vive agora, sou obrigado a reconhecer dias de incerteza. Ele não passou nenhum dia na cadeia, não foi preso, não foi julgado, não foi punido, e pelo jeito não será”

Temer disse que a acusação de corrupção passiva não se sustenta, porque o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não decidiu em favor da JBS, assim como pedidos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Petrobras não foram atendidos. “Essa é a prova cabal de que meu governo não estava aberto a ele”, disse Temer.

Contradições

O presidente também disse que há muitas contradições no depoimento de Joesley Batista, como a informação de que Temer teria dado aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba. “Não existe isso na gravação, mesmo tendo sido ela adulterada. E não existe porque nunca comprei o silêncio de ninguém. Não obstruí a Justiça e não fiz nada contra a ação do Judiciário”

Ele enfatizou ainda que não acreditou na narrativa do empresário de que ele teria comprado juízes e um procurador. “Ele é um conhecido falastrão exagerado. Aliás, depois, em depoimento, disse que havia inventado essa história, que não era verdadeira. Ou seja, foi uma fanfarronice”

O presidente justificou que, na conversa com o empresário, simplesmente ouviu suas dificuldades, sem fazer nada para que ele obtivesse benesses do governo. “Não há crime em ouvir reclamações e me livrar do interlocutor indicando outra pessoa para ouvir as suas lamúrias”. Ele explicou que ouviu Joesley Batista à noite assim como ouve muitos empresários, políticos e até a imprensa em horários alternativos.

Ao encerrar sua fala, em que destacou o impacto da divulgação dos áudios da delação de Joesley na economia e na política do país, Temer reforçou que permanece no cargo. "O Brasil não sairá dos trilhos, eu continuarei à frente do governo", disse.

 

Agência Brasil

 

 

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Virada Cultural começa neste sábado com mais de 900 atrações

OAB aprova relatório que recomenda o pedido de impeachment de Michel Temer

 

Foram mais de sete horas de reunião.

Kimmy Granger, atriz de filmes adultos

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Joesley tem cópia de gravação original e vai soltar nota após pronunciamento de Temer

Andreza Matais

 

Foto: Ayrton Vignola/Estadão

O empresário Joesley Batista tem cópia da íntegra da gravação que fez da conversa que teve com o presidente Michel Temer. Ele vai divulgar uma nota após o pronunciamento de Temer que está previsto para este domingo.

Conforme antecipou a Coluna, Temer irá questionar a gravação que teria interferências, segundo perícias realizadas pela defesa de Temer. O presidente vai questionar se houve edição nas conversas que Joesley entregou para a Procuradoria-Geral da República como prova de sua delação premiada.

 

Estadão

J&F recusa acordo de leniência de R$ 11 bilhões com MPF

Nova rodada de negociações pode ser aberta com outras bases e em termos piores para grupo

JBS recusou acordo de leniência de R$ 11 bilhões com MPF  | Foto: Danilo Verpa / Folhapress / CP

JBS recusou acordo de leniência de R$ 11 bilhões com MPF | Foto: Danilo Verpa / Folhapress / CP

 

O grupo J&F não aceitou os termos do acordo de leniência proposto pelo Ministério Público Federal (MPF), que havia condicionado o negócio ao pagamento de uma multa de R$ 11,17 bilhões, que corresponde a quase 6% do faturamento do grupo, em dez anos. A proposta venceu ontem às 23h59 e, segundo o MPF, não houve acordo.

Agora pode ser aberta uma nova rodada de negociações em outras bases e em termos piores do que a proposta expirada. Se não fechar acordo, as investigações seguem normalmente e, em caso de ações judiciais, a empresa arcará com as consequências.

Segundo informou o MPF, os representantes da J&F haviam oferecido pagar somente R$ 1 bilhão, que equivaleria a 0,51% do faturamento. Às 21h dessa sexta-feira, a empresa fez uma nova proposta, de R$ 1,4 bilhão. Os procuradores recusaram de pronto. Fontes próximas à empresa entendem que a ideia seria fechar pela metade do valor proposto pelo MPF.

O acordo de leniência corre em paralelo com o de delação. Se os termos propostos pelo MPF tivessem sido aceitos, seria a maior multa da história mundial paga por uma empresa por atos de corrupção a apenas um governo. O maior acordo foi o do grupo Odebrecht, que incluiu a Braskem, fechado no ano passado. A Odebrecht se comprometeu a pagar cerca de R$ 8 bilhões, em 23 anos, somente para o governo brasileiro. Outros R$ 3,5 bilhões foram destinados a acordos com autoridades americanas e suíças, além de 185 milhões de dólares fechados com a República

Dominicana.

O grupo J&F também terá de negociar uma multa a ser paga para o Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA, segundo advogados especializados no assunto. A empresa já está em tratativas com o DoJ. Pela lei anticorrupção americana, pessoas ou empresas que têm qualquer tipo de negócio nos EUA estão sujeitas à lei. A JBS tem forte atuação no país, que representa cerca de metade do faturamento no processamento de carnes.

Em carta aberta enviada na sexta à imprensa pelo presidente da J&F Investimentos, Joesley Batista, o empresário assumiu os erros, mas fez questão de afirmar que os negócios fora do Brasil seguiram preceitos éticos. Segundo alguns advogados, é uma forma de tentar evitar qualquer tipo de investigação em outros países onde atua. A JBS tem unidades espalhadas pelo mundo.

A estratégia do grupo J&F foi feita tomando como base a experiência vivida pela Odebrecht. Segundo fontes próximas à empresa, seria um exemplo a não ser seguido. Porém, mais do que o acordo de leniência da Odebrecht, os executivos do grupo J&F estudaram as delações dos 77 executivos da empresa. Joesley não queria parar na prisão como Marcelo Odebrecht.

A estratégia foi traçada por Joesley e pelo vice-presidente Jurídico, Francisco de Assis. Eles conseguiram, assim, a imunidade dos delatores, continuar atuando nas empresas e o pagamento de uma multa de R$ 250 milhões.

Nas primeiras investigações que vieram a público, no entanto, o grupo J&F parecia inicialmente seguir o que fez a Odebrecht: negar. Com a operação Greenfield, a empresa chegou a fazer uma investigação interna na Eldorado Celulose, conduzida pelo próprio Joesley. Os resultados apresentados pela Veirano Advogados diziam que não se poderia afirmar que havia irregularidades, nem mesmo nos contratos que a Eldorado tinha com Lúcio Funaro, acusado de cobrar propina para liberar empréstimo no FI-FGTS.

O resultado foi contestado pelo conselheiro da Funcef, fundo de pensão da Caixa Econômica Federal, na empresa, Max Pantoja, que entregou as suspeitas ao MPF. Joesley chegou a, publicamente, colocar suspeitas sobre a atitude de Pantoja. Agora, na delação, o próprio Joesley relata que os contratos com Funaro pagos pela Eldorado eram referentes a notas frias.

 

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Janot quer delegado da PF exclusivo e de sua confiança no inquérito Temer

Procurador-geral da República alegou sensibilidade do caso

Janot alegou sensibilidade do caso | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Janot alegou sensibilidade do caso | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apenas o delegado Josélio Azevedo de Sousa tenha acesso ao inquérito aberto para investigar o presidente Michel Temer, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Janot alegou sensibilidade do caso para pedir um delegado exclusivo para a investigação.

O que levou Janot a requerer um policial de sua confiança para investigar Temer é o risco de vazamento de informações e de eventual influência política no inquérito. Na petição a Fachin, o procurador destacou que Aécio, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio do controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos.

Josélio é um especialista em investigações sobre desvios de recursos públicos. Entre seus pares, ele é respeitado pelo rigor com que conduz inquéritos sobre corrupção.

 

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Perito aponta cortes em áudio de Joesley Batista com Temer

Os 14 trechos em que o perito encontrou possíveis edições estão entre o 14º minuto e o 34º minuto do áudio

Perito aponta cortes em áudio de Joesley Batista com Temer | Foto: Adriana SPACA / BRAZIL PHOTO PRESS / AFP

Perito aponta cortes em áudio de Joesley Batista com Temer | Foto: Adriana SPACA / BRAZIL PHOTO PRESS / AFP

 

O perito extrajudicial e judicial Marcelo Carneiro de Souza afirmou nessa sexta ter identificado "fragmentações" em 14 momentos na gravação, isto é, pequenos cortes de edição no áudio da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, dono da JBS. O especialista, que disse ter feito um exame preliminar, não encontrou cortes entre o sexto e o 12º minutos, o intervalo de tempo em que se falou sobre o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB).

"Para se chegar a uma conclusão definitiva, é necessário analisar o material onde a mídia foi armazenada, nesse caso, o gravador. Verificar se esse material foi devidamente acondicionado ou se, por exemplo, ficou largado em algum local que poderia danificá-lo. Precisaria fazer uma transcrição fiel. E, para ter certeza da identidade dos dois locutores, o ideal ainda seria fazer um exame de confronto de voz", disse Souza.

Os 14 trechos em que o perito encontrou possíveis edições estão entre o 14º minuto e o 34º minuto do áudio. "Na despedida dos dois, inclusive, há um corte grotesco, que um amador poderia perceber", disse o perito, referindo-se ao intervalo entre 31m52s e 31m53s. Ao todo, o áudio tem 38 minutos.

O perito e professor da Unicamp Ricardo Molina, que disse não ter ouvido a gravação inteira, não apontou indícios de que tenha ocorrido edição. Ele, porém, criticou outros pontos, como a mudança no nome do arquivo original do áudio. "Não é saudável trocar o nome do arquivo justamente para saber de qual gravador saiu", disse Molina.

Legalidade O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, apontou no despacho de abertura do inquérito que tem Temer entre os investigados que não há ilegalidade nos áudios gravados por Joesley.

"Convém registrar, ainda e por pertinência, que a Corte Suprema, no âmbito de Repercussão Geral, deliberou que é lícita a prova consistente em gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem conhecimento do outro. Desse modo, não há ilegalidade na consideração das quatro gravações em áudio efetuadas pelo possível colaborador Joesley Mendonça Batista", escreveu Fachin.

O Ministério Público Federal produziu quatro laudos de "verificação de gravação do arquivo de áudio". A análise é inicial e ainda devem ser realizadas outras perícias após a instauração da investigação contra Temer.

Para a analista Elaine Sobral e para o técnico Eder Gabriel, ambos do Ministério Público da União, o diálogo contido no arquivo PR1 14032017.wav, que contêm a gravação da conversa entre Temer e Joesley, "encontra-se audível, apresentando sequência lógica". A PF afirmou que a gravação foi feita por iniciativa de Joesley, sem orientação de agentes da corporação. As ações controladas, que tiveram a participação de investigadores, ocorreram posteriormente.

 

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Lula defende eleições diretas e afirma que vai se candidatar

Ex-presidente discursou em evento do PT em São Bernardo neste sábado

Lula defendeu eleições diretas e disse que irá se candidatar | Foto: Reprodução / Vídeo  Ricardo Stuckert / CP

Lula defendeu eleições diretas e disse que irá se candidatar | Foto: Reprodução / Vídeo Ricardo Stuckert / CP

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a realização de eleições diretas e repetiu que vai se candidatar à Presidência da República, em evento na manhã desta sábado, para posse da direção do diretório municipal de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. "Nós queremos eleições diretas, se perdermos democraticamente, valeu o jogo." Ele reforçou que o presidente Michel Temer tem de sair do poder, mas que a sucessão não pode ser definida por eleições indiretas.

"Queremos que Temer saia logo, mas não queremos eleições indiretas. Não dá para achar que podem indicar por nós o presidente da República." Ao mencionar as acusações que sofre, Lula disse que essas "provocações" o incentivam a concorrer ao cargo de presidente. "Isso me dá mais vontade de disputar a eleição. Se eu puder contribuir junto com vocês para recolocar o Brasil na rota de crescimento, para recuperar o orgulho nacional, a autoestima do povo, estarei nas trincheiras com o povo. Tem muita briga para a gente fazer", afirmou no evento.

Consumo

Lula defendeu o estímulo ao consumo como caminho para o Brasil voltar a crescer e também para a geração de empregos. Sem consumo, de acordo com ele, não é possível retomar os investimentos no País. "Não é possível País crescer, gerar emprego e o povo melhorar de vida se não tiver um pouco de dinheiro no bolso para gastar", afirmou Lula, durante seu discurso.

O petista lembrou ainda a política de crédito, com destaque para o consignado (com desconto em folha), adotada em sua gestão e continuada nos anos seguintes pela ex-presidente Dilma Rousseff. De acordo com ele, a concessão de R$ 1 bilhão para empresários pode até gerar empregos mas, primeiro, vira conta corrente e depois empreendimento. No entanto, o mesmo R$ 1 bilhão distribuído a milhões de pessoas pode, conforme Lula, "em dez minutos" voltar ao mercado.

O ex-presidente disse também que as empresas estão migrando a sua produção e, com isso, pessoas estão perdendo o emprego. "O governo precisa se preocupar com essa gente. Não governamos para o mercado, governamos para o povo", afirmou Lula.

Ele criticou as escolhas do governo atual no âmbito do processo de ajuste fiscal e disse que a gestão do presidente Michel Temer está acabando com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com o Programa Universidade para Todos (Prouni) e, desta forma, prejudicando a população mais pobre, com o aumento do desemprego.

Privatização

A estratégia de privatização adotada no governo atual não vai resolver o problema da economia, de acordo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Ao invés de encontrarem formas de o País crescer, estão cortando. Não é assim que se resolve o problema da economia", disse ele.

O petista afirmou que o governo, em vez de procurar alternativas para tirar o País da crise, está empurrando a conta para as pessoas e o trabalhador rural, referindo-se à reforma da Previdência. "Não podemos mais querer isso. A sociedade avançou e estão fazendo retrocesso. Estamos tomados por um complexo de vira-lata que está entregando a nossa economia", ressaltou Lula.

Ele também criticou a mudança nas leis do pré-sal. De acordo com Lula, o governo atual fez com que as "multinacionais passassem a ser donas do petróleo". Disse ainda que os bancos públicos e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não deveriam ter parado de emprestar para que o País continuasse a se desenvolver.

 

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

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