Veja mais um trecho da delação de Joesley Batista, um dos donos da JBS.
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Veja mais um trecho da delação de Joesley Batista, um dos donos da JBS.
Por: Matheus Schuch/RBS Brasília
Pressionado após denúncias, Wagner Rossi pediu demissão à Dilma Rousseff em agosto de 2011 Foto: José Cruz / Agência Senado
Interessado em federalizar o sistema de inspeção animal no Brasil, o empresário Joesley Batista, um dos proprietários do grupo JBS, procurou o então ministro da Agricultura, Wagner Rossi (pai do deputado Baleia Rossi, líder do PMDB na Câmara). Então vice-presidente, Michel Temer teria pedido que o empresário pagasse um mensalinho de R$ 100 mil a ele e de R$ 20 mil a Milton Hortolan, ex-secretário-executivo no ministério. O repasse foi feito por um ano, segundo aponta a delação premiada de Batista.
Joesley relatou ainda que, na campanha para a prefeitura de São Paulo, em 2012, Temer voltou a solicitar pagamento de R$ 3 milhões para a campanha do então candidato Gabriel Chalita, e o empresário concordou. Os valores teriam sido pagos por meio de Caixa 2, comprovados por meio de notas fiscais e planilhas.
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A partir da eleição municipal de 2012, Joesley diz ter se aproximado de Temer e percebido que o então vice-presidente não operava pagamentos irregulares apenas com Rossi, mas também com Geddel Vieira Lima (ex-deputado e ex-ministro de Temer), Moreira Franco ( atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência) e Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara e deputado cassado e preso).
Pouco antes do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, Temer voltou a procurar Joesley. Segundo o empresário, ele pediu R$ 300 mil para pagar a ¿despesas de marketing político pela internet¿, pois ele estaria sendo atacado no ambiente virtual. O empresário afirma ter entregue o dinheiro em espécie a ¿Elcinho¿, marqueteiro do peemedebista.
Zero Hora
Por: Guilherme Mazui / RBS Brasília e Fábio Schaffner / Brasília
Foto: Beto Barata / Presidência da República/Divulgação
O presidente Michel Temer é investigado no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça. No mesmo inquérito também são suspeitos dos mesmos crimes o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ambos afastados dos cargos por decisão do relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin. No enquadramento penal das ações atribuídas ao trio, Janot diz ter verificado que "Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel, tem buscado impedir que as investigações da Lava-Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio do controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos", escreve no processo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
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De acordo com o chefe do Ministério Público Federal, a estratégia foi revelada por Aécio, durante conversa gravada com o empresário Joesley Batista, controlador do grupo JBS. O senador fala sobre uma tentativa de frear a Lava-Jato e cita o ex-ministro da Justiça e atual ministro STF, Alexandre de Moraes. O objetivo do senador seria interferir na escolha de delegados que conduzem inquéritos, "mas isso não teria sido finalizado entre ele (Aécio), Michel Temer e Alexandre de Moraes", escreve Janot no pedido de inquérito.
"O que vai acontecer agora, vai vir inquérito sobre uma porrada de gente, caralho, eles aqui são tão bunda mole que eles não notaram o cara que vai distribuir os inquéritos para os delegados. Você tem lá, sei lá, tem 2 mil delegados na Polícia Federal. Aí tem que escolher 10 caras. O do Moreira, o que interessa a ele, sei lá, vai pro João. O do Aécio vai pro Zé. O outro filho da puta vai pro, foda-se, vai pro Marculino, nem isso conseguiram terminar, eu, o Alexandre e o Michel", afirma Aécio.
Ao narrar o encontro de Joesley com Temer, na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu, Janot cita o trecho do diálogo no qual o empresário relata ao presidente que bem mantendo uma boa relação com o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-PR), condenado na Lava-Jato e preso em Curitiba, e ao doleiro Lúcio Funaro. "Temer confirma a necessidade dessa boa relação: 'tem que manter isso, viu?'. Joesley fala da propina paga 'todo mês' a Cunha, acerca da qual há anuência do presidente", escreve Janot.
Em outro trecho, o procurador cita uma conversa de Joesley com Aécio, na qual o senador revela que Michel Temer havia lhe pedido a retirada da ação de cassação de mandato que tramita contra o peemedebista no Tribunal Superior Eleitoral.
"A Dilma caiu, a ação continuou, e ele quer que eu retire a ação. Cara, só que se eu retirar, e não estou nem aí, não vou perder nada, o Janot assume, o Ministério Público essa merda".
Joesley Batista, controlador do grupo JBS, se apresentou voluntariamente para narrar as ilegalidades supostamente cometidas por Temer, Aécio e Rocha Loures. Em reunião na sede da Procuradoria Geral da República, em 7 de abril, Joesley teria apresentado provas de sua relação com os investigados, incluindo quatro gravações de conversas com os políticos.
No depoimento, Joesley narra seu histórico de crimes. Relata ter pegado "propina" a servidores públicos, deputados, senadores e presidentes da República. Os repasses a políticos, ligados a corrupção, envolvem doações oficiais de campanha e pagamentos em caixa 2, inclusive com dinheiro em espécie.Pela contabilidade de Joesley, a empresa doou R$ 400 milhões de forma oficial nos últimos anos e outros R$ 100 milhões em caixa 2.
Os crimes relatados ocorreram nos últimos 15 anos, conforme o empresário. Ele narrou aos investigadores que realizou auditoria interna nas empresas e "passou a documentar e fazer mais registros dos possíveis ilícitos, porque sabiam que uma hora seriam chamados para dar explicações".
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Por: Guilherme Mazui / RBS Brasília e Fábio Schaffner / Brasília
Alceu Moreira, Paulo Ferreira, Onyx Lorenzoni e Jerônimo Goërgen aparecem na lista Foto: Luis Macedo, Alexandra Martins e Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / Câmara dos Deputados
Pelo menos quatro políticos gaúchos são citados pela JBS por terem recebido vantagem indevida da empresa. Os deputados Alceu Moreira (PMDB), Onyx Lorenzoni (DEM), Jerônimo Goërgen (PP) e o ex-deputado e ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira são citados por Joesley Batista e Ricardo Saud.
Moreira, Onyx e Goergen teriam recebido o dinheiro no Rio Grande do Sul, entregue pelo presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Carne Bovina, Antônio Jorge Camardelli. A JBS relata um pagamento de R$ 200 mil em espécie a Moreira no dia 27 de agosto de 2014. O mesmo valor, também em dinheiro vivo, foi entregue a Onyx em 12 de setembro de 2014. No mesmo dia, Goërgen aparecem como tendo recebido R$ 100 mil.
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Outros R$ 200 mil foram destinados a Ferreira em 2 de outubro de 2014, por meio de pagamento de nota avulsa emitida pela Gráfica e Editora Comunicação Impressa, Os delatores citam inclusive o número da nota fiscal, 6.883.
Segundo os executivos, os pagamentos foram feitos para financiar, via caixa 2 e doação oficial, as campanhas eleitorais. Em geral, os pedidos chegavam a Saud, que submetia a doação a Joesley, a quem cabia autorizar os repasses. Os pagamentos serviriam para que os políticos ajudassem a empresa e não criassem antipatia aos interesses do grupo.
– Se o senhor me permitir, gostaria de chamar de reservatório da boa vontade –explica Saud aos procuradores.
Paulo Ferreira e Alceu Moreira aparecem ainda numa planilha da JBS, batizada de "Repasse não contabilizado a partidos políticos". Há 14 políticos nesta lista. Entre eles, além dos gaúchos, aparecem os nomes do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSFB-PE), o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), o senador Fernando Bezerra Coelha (PSB-PE) e os ex-ministros Geddel Vieira Lima (PMDB-BA ) e Brizola Neto (PDT-RJ). Na planilha, não menção aos valores repassados a cada político nem as datas em que os pagamentos teriam sido efetuados.
No depoimento à Procradoria-Geral da República, o executivo da JBS, Ricardo Saud, relata que o modelo de pagamento era definido por cada político, podendo ser tanto em doação oficial de campanha ou em caixa 2, por notas fiscais avulsas ou em dinheiro vivo.
Paulo Ferreira é citado outra vez no depoimento do dono da JBS, Joesley Batista. O empresário cita um repasse de R$ 30 milhões ao ex-ministro Antonio Palocci a pretexto de financiamento da campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010. Não há detalhamento da participação de Ferreira nesse pagamento. À época, ele havia deixado o cargo de tesoureiro do PT e estava em campanha para deputado federal, eleição na qual ficou como suplente.
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Difícil pensar que a quantidade de pessoas com gene da corrupção varie muito entre países. Somos todos Sapiens. Mas, ainda assim, a corrupção varia enormemente de um lugar para outro.
E não precisa comparar o Brasil com países nórdicos não, mesmo países semelhantes em diversas dimensões podem apresentar níveis de corrupção muito distintos. Argentina e Uruguai são um belo par: mesma origem, mesma geografia, mesma língua, renda por habitante similar e... Níveis de corrupção superdiferentes. No ranking da Transparência Internacional, o Uruguai aparece em 21º lugar e a Argentina em 100º!
Há um componente forte de crenças adversas que se reforçam em sociedades muito corruptas. No jargão, o equilíbrio com alta corrupção é um equilíbrio de Nash. Vejamos o porquê.
Pense em pais que se preocupam muito com a educação dos filhos vivendo num país corrupto, onde para frequentar boas escolas a condição necessária é molhar bem a mão do diretor. Nessas circunstâncias, pessoas que condenam moralmente atos corruptos vão praticá-los, porque não agir de modo corrupto prejudica demais a vida dos seus filhos. Se todo mundo dá propina, a escolha ótima para você é dar propina também, mesmo que isso incomode sua consciência.
O mesmo vale para um político que pratica caixa dois. Imagine que o cara esteja pensando em agir honestamente. Sabe o que acontece? Ele perde com quase 100% de certeza, porque se todos os outros fazem campanhas regadas a dinheiro, fica difícil competir. E uma empresa, digamos uma construtora num país corrupto? Se ela sabe que seus concorrentes pagam propina para ganhar uma obra, só tem duas opções: fechar ou pagar propina também.
Agir de modo corrupto num mundo corrupto é quase uma necessidade. Mais ainda, com todo mundo agindo assim, a chance de ser pego é pequena. E quem delata pode se dar muito mal...
Agora vamos sacudir esse equilíbrio com um juiz faixa-preta que manda prender um monte de salafrários, e uma Polícia Federal fazendo devassas sem dó. O custo de agir de modo ilícito cresce muito. Se muita gente passa a ter medo concreto de praticar caixa dois, minhas crenças se alteram: eu, candidato, passo a pensar que o outro não faz mais caixa dois, por medo.
Desse modo, se eu não praticar caixa dois não serei prejudicado nas eleições. E o outro candidato entende que eu penso desse modo, e assim ele também abandona o caixa dois!
O mesmo para uma empresa de construção. Depois da prisão de Marcelo Odebrecht, quem vai ter coragem de se envolver em propinodutos? Creio que ninguém. Mas sendo assim, não preciso me preocupar em oferecer propina (dado o novo comportamento esperado para os outros), e sim em ter um preço competitivo. E a moçada antecipa que eu penso dessa forma e, consequentemente, age do mesmo modo.
Vai ter gente tentando corromper e gente querendo ser corrompida ainda? Vai, claro, mas aí pegá-los será muito mais fácil, porque os muitos que agora não participam da safadeza têm interesse total em que esses sejam presos.
Enfim, uma chacoalhada forte e crível no sistema pode catapultar a sociedade para outro equilíbrio, no qual a corrupção é pouca e esporádica.
É isso que vai acontecer com o Brasil? Difícil saber, mas agora temos uma chance.
Fonte: Folha Online - 18/05/2017 e SOS Consumidor
O número de brasileiros em busca de emprego há mais de dois anos voltou a subir em 2017. Após dois trimestres seguidos de queda, o número de pessoas nessa situação chegou a 2,9 milhões, ou 20,4% dos 14,2 milhões de desempregados do país.
Em termos absolutos, o número é o mais alto da série história da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), com início em 2012. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta (18).
Há um ano, esse porcentual era de 18,2% e, no último trimestre de 2016, de 19,9%.
O número de pessoas procurando uma vaga há mais de um ano mas há menos de dois anos também atingiu o valor mais alto da série, com um contingente de 2,5 milhões de pessoas.
A maior parte dos desempregados está em busca de trabalho há pelo menos um mês e menos de um ano. No primeiro trimestre de 2017, eram 6,9 milhões de pessoas nessa situação.
SUBUTILIZAÇÃO
Desempregados, subocupados (pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana mas gostariam de trabalhar mais) e quem faz parte da força de trabalho potencial mas não está empregado somaram 26,5 milhões de pessoas no primeiro trimestre.
Esse grupo forma a chamada subutilização da força de trabalho. Considerando toda a mão de obra disponível, a subutilização chegou a uma taxa de 24,1% no início do ano.
Há um ano, esse número era de 19,3%.
Fonte: Folha Online - 18/05/2017 e SOS Consumidor
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Artigo escrito por Cesar Maia em 07/11/2009.
1. LUKACS, EM "Cinco Dias em Londres" (Zahar), analisando a designação de Churchill para primeiro-ministro, em maio de 1940, e a queda de Chamberlain (e sua política de apaziguamento com a Alemanha), avalia a dinâmica da percepção dos ingleses. A impopularidade de Churchill vai até a ocupação de Praga, em março de 1939. Os fatos legitimaram sua radicalidade.
2. Lukacs fala de um binômio -opinião pública/ sentimento popular-, válido até os dias de hoje. "Opinião pública" seria um processo de convergência entre as pessoas a partir da informação sistematizada, difundida pela imprensa e por líderes de opinião. "Sentimento popular" seria a reação das pessoas aos fatos, produzindo uma sensação mais ou menos difusa. Essa reação pode ser uma onda que vai chegando à emoção das pessoas.
3. Como tomar decisões que requerem apoio de massa num quadro de transição desses? A decisão, em si, poderá ser mobilizadora? Churchill vai ao Parlamento e às rádios e propõe um jogo da verdade: "Sangue, suor e lágrimas". Mas como acompanhar o processo e saber com que velocidade vai cristalizando consciência na população?
4. As pesquisas de opinião, da forma como as conhecemos, eram um instrumento embrionário (EUA, Universidade Colúmbia, início dos anos 30). Mas não eram suficientes, porque captariam, no início, uma reação ainda superficial. Lukacs usa os arquivos da Universidade de Sussex (GB) sobre "mass observation" (MO). Em 1937, dois ingleses (Madge e Harrison) criam um sistema de observações diretas nas ruas. "Em 1938, estenderam suas atividades aos campos da política e da guerra", diz Lukacs.
5. Não são pesquisas de opinião, mas "relatos de primeira mão por observadores de senso comum". "Não há um ponto de vista que se possa rotular como opinião pública, ela varia muito e não está ainda formada; a única coisa que resta é a crença de que a Inglaterra no fim acabará triunfando", anota um observador.
6. Não é simples separar, numa pesquisa de opinião, "opinião pública" de "sentimento popular". A TV estimula o "sentimento popular", que, depois, aparece em pesquisas como "opinião pública". O que muitas vezes não é ainda -ou nunca. A TV, na lógica da audiência, é muito mais indutora de sentimentos ou sua aceleradora do que formadora de opinião. Os líderes de opinião, intelectuais e políticos, ainda são formadores de opinião, mas não como antes.
7. O processo, hoje, se dá horizontalmente, por fluxos de "opinamento", onde os líderes de opinião estão no meio da massa, e não "por cima" dela. Mas não são menos importantes. Os fluxos em que intervêm podem ser filtros formadores de opinião, o que exige suor. Não falam mais desde um "altar".
Ex-Blog do Cesar Maia
No anexo 13, obtido com exclusividade por O Antagonista, Joesley Batista conta que foi procurado pelo deputado João Bacelar - a mando de Guido Mantega - para tentar evitar o impeachment de Dilma Rousseff.
Bacelar apareceu na casa de Joesley, às 22h30, do sábado anterior ao da votação do impeachment, com a missão de convencer o empresário a "comprar alguns deputados para votar em favor da presidente Dilma".
"Que Bacelar apresentou então uma lista de não menos do que 30 deputados dispostos a votar em favor de Dilma, em troca do pagamento de propina solicitada de até 5 milhões de reais para cada qual."
Joesley acabou concordando em comprar 5 deputados federais ao custo de R$ 3 milhões cada. Dos R$ 15 milhões, o dono da JBS diz que já pagou R$ 3,5 milhões, sendo que os últimos R$ 500 mil foram pagos na sua casa, em março de 2017.
O Antagonista