PF faz buscas nos gabinetes de Aécio Neves e Zezé Perrella no Senado

Ação mira citados na delação do empresário Joesley Batista, da JBS, entre eles pessoas ligadas ao senador, presidente nacional do PSDB

Fabio Fabrini

 

Aécio Neves. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A Polícia Federal está nas ruas na manhã desta quinta-feira, 18, para cumprir mandados judiciais, autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O Estado apurou que a operação mira citados na delação do empresário Joesley Batista, da JBS, entre eles pessoas ligadas ao senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB.

Andrea Neves, irmã de Aécio, Altair Alves, ligado ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o senador Zezé Perrella (PDT-MG), e um procurador que atua no TSE são alvo da operação. Há mandados de buscas para os gabinetes dos senadores Aécio e Perrella.

 

Há um mandado de prisão contra Andrea Neves.

Agentes estão em um prédio na Rua Samuel Pereira, no bairro Anchieta, em Belo Horizonte. Aécio Neves tem um apartamento no local. A PF também está em um imóvel do tucano em Ipanema, no Rio, e também no Lago Sul, em Brasília.

PF está na casa de Aécio no Lago Sul. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Dono do maior grupo de produção de proteína animal do mundo, Joesley gravou o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele disse à Procuradoria-Geral da República (PGR) que fazia pagamentos para evitar que o ex-deputado falasse o que sabe a investigadores.
A revelação foi feita pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo e confirmada pelo Estado. O empresário também teria gravado Aécio lhe pedindo R$ 2 milhões. O valor teria sido entregue a um primo do senador, em espécie, que teria levado as notas para uma empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

OS ALVOS

AÉCIO NEVES DA CUNHA;
a) Rua Samuel Pereira, Anchieta/Mg
b) Lago Sul, Brasília, Df
c) Fazenda – Área Rural- Município De Claúdio/Mg
d) Av. Epitácio Pessoa Rio De Janeiro
e) Gabinete no Senado Federal situado no Anexo I

ANDREA NEVES DA CUNHA
a) Avenida Bandeirantes, Serra, Belo Horizonte/Mg

FREDERICO PACHECO DE MEDEIROS;
a) Rua Das Hortências, Nova Lima, Belo Horizonte/Mg

b) Avenida Raja Gabáglia, Estoril, Belo Horizonte/Mg
c) Fazenda De Frederico Pacheco De Medeiros Localizada
Na Área Rural- Município De Claúdio/Mg

MENDHERSON SOUZA LIMA
a) Rua Armindo Chaves, Barroca, Belo Horizonte/Mg
b) Avenida Raja Gabáglia, Estoril, Belo Horizonte/Mg

GUSTAVO HENRIQUE PERRELLA AMARAL
COSTA;
a) Rua Professor Silvio Barbosa, Belvedere, Belo
Horizonte/Mg

EULER NOGUEIRA MENDES;
a) Rua Das Bromélias, Nova Lima/Mg

RICARDO CYPRIANO NETO;
a) SHIS QI 27 LAGO SUL, BRASÍLIA-DF

GABY AMINE TOUFIC MADI ;
a) Rua Groelandia, Sion, Belo
Horizonte/Mg

b) Rua Pernambuco, 781, Funcionários, Belo Horizonte/Mg

ENM AUDITORIA E ASSESSORIA;
a) Rua Juiz De Fora, Santo Agostinho, Belo Horizonte/Mg

TAPERA PARTICIPAÇÕES E
EMPREENDIMENTOS AGROPECUÁRIOS
LTDA;
a) Avenida Do Contorno, Santa Tereza,
Belo Horizonte/Mg

WANMIX LTDA;
a) Rua Buenos Aires, Carmo,
Belo Horizonte-MG

JOSE PERRELLA DE OLIVEIRA COSTA
a) Rua Prof Silvio Barbosa Bairro: Belvedere – Belo Horizonte
/MG
b) Escritório. Edifício
The Office – Salas 203 E 207. Estoril, Belo Horizonte, MG
c) Gabinete – Senado Federal Edifício Principal Ala Antônio Carlos Magalhães Gabinete 05

 

Blog do Fausto Macedo

Roberto Freire anuncia saída do governo; Jungmann permanece na Defesa

Brasília Após reunião com o presidente Michel Temer no Quartel-General do Exército, os ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Cultura, Roberto Freire, falam com a imprensa (Antônio Cruz/Agência Brasil)

Os ministros da Cultura, Roberto Freire, e da Defesa, Raul Jungmann, ambos filiados aos PPSAntonio Cruz/ Agência Brasil

O ministro da Cultura, Roberto Freire, decidiu deixar o cargo logo após o presidente Michel Temer anunciar que não renunciará à presidência da República por causa das denúncias de que Temer teria pedido ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, que desse dinheiro ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.

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Segundo O Globo, em delação premiada já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Batista contou aos procuradores da República que a “mesada” tinha o objetivo de comprar o silêncio de Cunha sobre investigações da Operação Lava Jato envolvendo integrantes do governo e políticos da base aliada.

Segundo a assessoria do Ministério da Cultura, a decisão de Freire está alinhada à primeira manifestação pública das bancadas de seu partido, o PPS, na Câmara dos Deputados e no Senado. Em nota divulgada mais cedo, o diretório nacional do PPS cobrou a renúncia do presidente caso as informações antecipadas pelo O Globo sejam confirmadas. O partido, no entanto, não explicitou a intenção de abandonar a base aliada, tanto que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que também é filiado ao PPS, anunciou que permanecerá no cargo.

Na nota que divulgou hoje (18), o PPS diz que “as denúncias até então divulgadas são de tal gravidade, que se for confirmado o teor da delação do empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer precisa renunciar imediatamente para a preservação dos interesses do Brasil, com a manutenção da recuperação da economia, a retomada do crescimento e a geração de empregos”.

O partido entende que se o áudio da suposta conversa que o dono da JBS diz ter gravado com Temer defendendo a necessidade do empresário continuar dando dinheiro a Cunha for comprovada, o presidente “perderá a capacidade de continuar à frente do comando do país” e o “vácuo de governabilidade” precisará ser preenchido o mais rápido possível. No caso de renúncia, o partido não descarta a possibilidade de que se realize uma eleição direta para “devolver para o povo a chance da escolha de quem comandará o país até 2018”.

Agência Brasil

PGR pede a prisão de Aécio, irmã foi presa

 

O ministro Edson Fachin deve levar o pedido ao plenário do STF. O senador já foi afastado do cargo pelo Supremo. Oficiais fizeram busca e apreensão nas residências de Aécio. A prisão da irmã do político, Andrea Neves, foi presa em Belo Horizonte. A ação acontece um dia depois de Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, revelaram gravações em que Aécio pede R$ 2 milhões aos empresários.

 

Twitter

Irmã do senador Aécio Neves é presa pela Polícia Federal

Agentes da PF e do MPF foram ao apartamento de Andrea Neves em Copacabana, mas não a encontraram. Ela foi presa na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Operação também faz buscas em outros endereços ligados a Aécio pelo país.

 

Equipes da PF e do MPF em frente ao prédio de Andrea Neves, irmã de Aécio, em Copacabana (Foto: Leslie Leitão/TV Globo)

Equipes da PF e do MPF em frente ao prédio de Andrea Neves, irmã de Aécio, em Copacabana (Foto: Leslie Leitão/TV Globo)

A irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andréa Neves, foi presa por agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal na manhã desta quinta-feira (18) na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A operação também faz buscas em endereços ligados a Aécio em vários estados. No Rio, um chaveiro foi chamado para os agentes cumprirem o mandado de busca e apreensão no apartamento de Andréa em Copacabana, na Zona Sul.

 

Policiais federais estão em três endereços ligados ao senador Aécio Neves no Rio

Operação no Rio

A operação no Rio começou por volta das 5h, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Também foram feitas buscas nos apartamentos de Aécio e de Altair Alves Pinto, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha, que está preso.

Por volta das 6h15, pelo menos cinco carros descaracterizados da Polícia Federal chegaram à chapelaria do Congresso, em Brasília, que é a principal entrada e a mais utilizada pelos parlamentares. No Congresso, as buscas são feitas nos gabinetes de Aécio, do também senador Zeze Perrella (PMDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Afastamento

Também estão sendo feitas buscas em endereços ligados a Aécio em Belo Horizonte e em Brasília, e o STF determinou o afastamento de Aécio e de Rocha Loures dos mandatos.

O procurador da República Ângelo Goulart Villela foi preso e há mandado de prisão contra o advogado Willer Tomaz, que é ligado a Eduardo Cunha. A PF também faz buscas no Tribunal Superior Eleitoral, onde atua o procurador da República preso.

O G1 tentou ligar para uma assessora de Aécio Neves, mas o telefone estava desligado. Também não conseguimos contato com os outros citados na reportagem.

Delação da JBS

A operação teve início após a delação do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, que entregou à Procuradoria-Geral da República uma gravação do senador Aécio Neves pedindo a ele R$ 2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. A informação foi divulgada pelo jornal "O Globo" na quarta-feira (17).

A entrega do dinheiro foi feita a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, que foi diretor da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014.

Em nota, a assessoria de imprensa de Aécio Neves afirmou que o senador "está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos".

"No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários", diz o texto.

Ainda segundo a delação de Joesley, também foi feita uma gravação onde o presidente Michel Temer dá aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato.

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Com dólar em alta, Banco Central anuncia mais intervenções no mercado de câmbio

O Banco Central (BC) informou que fará leilões de swap cambial tradicional amanhã (19), na segunda (22) e na terça-feira (23). A operação equivale à venda de dólares no mercado futuro e ajuda a segurar a alta ou a forçar a queda da moeda norte-americana.

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A quantidade ofertada em cada leilão será de 40 mil contratos e as condições serão informadas antes de cada evento, informou o BC em nota divulgada no site da instituição. Com os leilões, o Banco Central espera conseguir conter a volatilidade do dólar.

A autoridade monetária chegou a realizar quatro intervenções no mercado cambial hoje (18). Mesmo assim, a moeda norte-americana fechou o dia cotada a R$ 3,38, com alta de 7,9%, reagindo à crise política instalada após divulgação de parte do conteúdo da delação dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS.

O BC destacou no comunicado que “permanece atento à condições de mercado e, sempre que julgar necessário, poderá realizar operações adicionais de swap”.

 

Agência Brasil

Temer diz que "jamais solicitou pagamentos para obter silêncio de Cunha"

 

A Presidência da República divulgou nota na noite desta quarta-feira (17) na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha", que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato. 

A nota diz que o presidente "não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar."

De acordo com a Presidência, o encontro com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, foi no começo de março, no Palácio do Jaburu. "Não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República".

O comunicado diz ainda que Temer "defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos e que venham a ser comprovados."

No início da noite, o jornal O Globo publicou reportagem, segundo a qual, em encontro gravado, em aúdio, pelo empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio. Batista, conforme a reportagem, firmou delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e entregou gravações sobre as denúncias. Segundo o jornal, ainda não há cionfirmação de que a delaçãodo empresário tenha sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Temer estave reunido hoje com governadores da Região Nordeste. O encontro terminou às 19h50. O presidente, então, iniciou uma reunião com os ministros Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, após a divulgação da reportagem. Também estiveram presentes assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência. A nota do Planalto foi enviada à imprensa cerca de uma hora e meia após o início da reunião no terceiro andar do Planalto, onde fica o gabinete de Temer.

Por volta das 21h, cerca de 50 manifestantes se reuniram em frente ao Palácio do Planalto com buzinas para protestar contra o presidente. A Polícia Militar reforçou a segurança no local.

Congresso

As sessões da Câmara dos Deputados e do Senado foram suspensas depois da divulgação da reportagem. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão que analisava medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta da Casa, sem concluir a votação da MP 755/16, que trata dos repasses de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) a estados e municípios. Maia disse que “não havia mais clima para a continuidade dos trabalhos”. Ele saiu apressadamente, falando ao telefone, e admitiu que as denúncias são graves. 

Após a divulgação da reportagem, o líder do PSOL, Glauber Braga (RJ), foi à tribuna. “Acaba de sair uma revelação, a notícia de uma gravação onde [o presidente] Michel Temer dá orientações para manter Eduardo Cunha calado na unidade prisional em que se encontra”, disse Braga, e deputados da oposição passaram a gritar palavras de ordem pedindo a saída de Temer.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) informou que protocolou um pedido de impeachment de Temer. “As denúncias mostram um comportamento incompatível com a função de presidente, com o decoro do cargo. [...] Não há outra saída para o presidente [da Câmara] Rodrigo Maia a não ser receber esse pedido.”

Depois o deputado JHC (PSB-AL) protocolou um segundo pedido de impeachment contra o presidente. No documento, o deputado diz que a denúncia contra Temer revela "sua total ausência de condições mínimas para liderar o país rumo à saída da maior crise econômica de sua história".

Os deputados disseram que vão obstruir as votações enquanto o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não colocar para deliberação do colegiado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado Miro Teixeira (REDE-RJ), que prevê eleições diretas para a Presidência da República, caso o presidente Michel Temer seja cassado ou renuncie ao mandato.

Segundo o líder da minoria, José Guimarães (PT-CE), os partidos de oposição vão trabalhar em três direções: a renúncia, "que deixaria o país mais tranquilo, com a convocação de novas eleições", o impeachment e a realização de novas eleições.

De acordo com a reportagem, outra gravação da delação de Batista diz que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teria pedido R$ 2 milhões ao empresário. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG). 

O líder do DEM, Efraim Filho (PB), disse que as denúncias são graves e que precisam ser analisadas de forma serena. “É preciso buscar, de forma rápida, respostas para a sociedade brasileira”, disse. "A investigação dos fatos irá dizer se houve qualquer infração à Constituição. Em se configurando qualquer infração à Constituição, o rito tem que ser seguido como foi com a presidente Dilma, de impedimento.”

Outro lado

Em nota, a assessoria de Aécio Neves disse que o senador "está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários".

O senador Zezé Perrella publicou uma mensagem em seu Twitter por volta das 22h50 de hoje em que diz que nunca conversou com Wesley Batista, não conhece ninguém do grupo Friboi (uma das marcas da JBS) e que nunca recebeu, “oficial ou extraoficial”, nenhuma doação da empresa. “Estou absolutamente tranquilo”, disse o senador, que acrescentou que espera que todos os citados na matéria de O Globo tenham a oportunidade de esclarecer sua participação. “O sigilo das minhas empresas citadas, dos meus filhos estão absolutamente à disposição da Justiça, onde ficará comprovado que eu não tenho nada a ver com essa história”, disse Perrella.

A assessoria do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou que o deputado está em Nova York, onde proferiu palestra sobre a política brasileira a um grupo de investidores internacionais. Rocha Loures tem retorno programado para amanhã. Em seu retorno, o deputado deverá se inteirar e esclarecer os fatos divulgados. De acordo com o jornal O Globo, o deputado foi indicado por Temer como interlocutor para solucionar um problema da JBS. Posteriormente, Rocha Loures teria sido filmado recebendo R$ 500 mil.

Íntegra da nota da Presidência da República

"O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.
O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.
O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados."

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

 

Agência Brasil

 

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O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso disse hoje (18), por meio das redes sociais, que os políticos citados na delação dos executivos do frigorífico JBS precisam dar explicações à população sobre as denúncias a eles, e, se a resposta não for convincente, eles devem “facilitar a solução”. Em postagem no Facebook, Fernando Henrique sugeriu que essa facilitação da solução poderia vir com a renúncia.

“Os atingidos por elas [denúncias]  têm o dever de se explicar e oferecer à opinião pública suas versões. Se as alegações da defesa não forem convincentes, e não basta argumentar, são necessárias evidências, os implicados terão o dever moral de facilitar a solução, ainda que com gestos de renúncia. O país tem pressa. Não para salvar alguém ou estancar investigações”, disse o ex-presidente.

Em seu perfil, o ex-presidente pediu também que seja dada publicidade às gravações. “A solução para a grave crise atual deve dar-se no absoluto respeito à Constituição. É preciso saber com maior exatidão os fatos que afetaram tão profundamente nosso sistema político e causaram tanta indignação e decepção. É preciso dar publicidade às gravações e ao fundamento das acusações.”

Entenda o caso

Na tarde de hoje, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu abrir inquérito para investigar o presidente Michel Temer. A medida foi tomada a partir das delações premiadas dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS, controlador do frigorífico Friboi.

O conteúdo dos depoimentos envolvendo Temer foi antecipado ontem (17) pelo jornal O Globo. Segundo a reportagem, em encontro gravado em áudio pelo empresário Joesley Batista, Temer sugeriu que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Cunha está preso em Curitiba. A delação dos empresários também implica o senador afastado Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, mesmo partido de FHC.

Segundo o jornal, as gravações em posse da Justiça revelam que o parlamentar pediu propina de R$ 2 milhões a Joesley Batista. Aécio teria indicado um primo, Frederico Pacheco de Medeiros, para receber o dinheiro. Hoje, Fachin determinou o afastamento de Aécio do Senado e o primo e a irmã de Aécio, Andrea Neves, foram presos preventivamente.

A Presidência da República divulgou nota na noite de ontem (17) na qual diz que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha", que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato. Hoje, o Palácio do Planalto pediu ao STF acesso à íntegra das gravações.

Já a assessoria de Aécio Neves informou ontem, pelas redes sociais, que ele está “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”. “No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários”, diz a nota, divulgada ontem.

A defesa do senador confirmou hoje (18) o pedido de empréstimo de R$ 2 milhões para custear gastos com advogados nas investigações da Operação Lava Jato, mas disse que foi um pedido a "um amigo que pode ajudar", sem relação com o cargo que ocupa.

 

Agência Brasil

Vice-líder do governo diz que pedidos de impeachment serão "todos rejeitados"

Brasília - O deputado Darcísio Perondi, relator da Comissão Especial que analisa o novo regime fiscal (PEC 241/16), durante reunião para discutir e votar parecer (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Deputado Darcísio Perondi, vice-líder do governo na

Câmara    Marcelo Camargo/Arquico/Agência Brasil

O vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), disse hoje (18) que os pedido de abertura de impeachment do presidente Michel Temer “serão todos rejeitados” pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).  Junto com um grupo de 25 deputados, Perondi passou a manhã em reuniões no Palácio do Planalto e falou à imprensa logo depois que Temer afirmou, em pronunciamento nacional, que não renunciará ao cargo.

“Quem propôs [o impeachment] enterrou o país e agora quer, de novo, propor o impeachment para voltar toda aquela política que destruiu empregos, lojas, sonhos, que piorou o Brasil. É o mesmo pessoal”, disse o deputado. 

Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer. A medida foi tomada a partir de depoimentos de delação premiada dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS. Segundo reportagem do jornal O Globo, que antecipou o conteúdo dos depoimentos, em encontro gravado em áudio por Joesley, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Após a denúncia, parlamentares da oposição já protocolaram pedidos de impeachment de Temer.

Perondi disse não acreditar que as denúncias possam prejudicar as votações das reformas trabalhista e da Previdência, que tramitam no Congresso. “A esperança vai permanecer no coração do Congresso, e vamos votar, sim. Ainda mais com um comandante do nível do Michel. Não tem outro que tenha mais diálogo no Brasil do que o Michel. O Getúlio Vargas foi ditador. Quem dialoga e quem teve esse sucesso? Não teve outro presidente com este sucesso de diálogo com o Congresso”, disse o vice-líder.

Cilada

Darcísio Perondi disse ainda que Joesley Batista “é um moleque” que tinha apenas um matadouro há alguns anos e que atualmente é dono “da maior multinacional de carnes do mundo”, graças a financiamentos facilitados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante os governos de Lula e Dilma.  Segundo Perondi, o encontro entre Temer e Joesley, no qual teria sido feita a gravação, só ocorreu após muita insistência do empresário, que armou “uma cilada” para o presidente.
“Ele [Joesley] tentou por 60 dias ser recebido [pelo presidente]. Basta olhar as agendas de telefone do Palácio. Amigos comuns pediam que ele o atendesse, mas Michel não queria. Esse empresário, muito esperto, descobriu o telefone particular do Michel, que é homem gentil e o atendeu e o chamou. Aí, ele mostrou sua falta de caráter, orientada não sei por quem. Com certeza, foi uma cilada”, disse o vice-líder do governo.

De acordo com o deputado, que esteve com o presidente Temer durante boa parte do dia, o clima no Palácio do Planalto é de “absoluta indignação e sofrimento, pensando no povo brasileiro, que acreditou e ainda vai continuar acreditando neste governo reformista”.

 

Agência Brasil

Caos aumenta na Venezuela e França pede mediação internacional

Da Agência Reuters

Defensores da oposição participam de manifestação a luz de velas contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela

Opositores participam de manifestação a luz de velas contra Maduro, em CaracasFoto: Reuters/Marco Bello

Milícias saquearam lojas e entraram em confronto com as forças de segurança durante a noite de ontem (17) na tumultuada região oeste da Venezuela, onde três soldados foram acusados nesta quinta-feira (18) de matar um homem que estava comprando fraldas para seu filho, segundo testemunhas. As informações são da Reuters.

As seis semanas seguidas de protestos contra o governo já resultaram em ao menos 44 mortes, e deixaram centenas de feridos e presos na pior turbulência do mandato de quatro anos do presidente Nicolás Maduro de 54 anos, sucessor do falecido líder populista Hugo Chávez.

Manifestantes estão exigindo eleições para derrubar o governo socialista que acusam de destruir a economia e de transformar a Venezuela em uma ditadura. Maduro diz que seus adversários estão tentando realizar um golpe violento.

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França pede mediação internacional

Com o agravamento da crise na Venezuela, a França pediu hoje que seja estabelecida uma mediação regional ou internacional entre o governo do país e grupos de oposição para pôr fim a crescente violência na nação produtora de petróleo.

"Para a França, assim como para seus parceiros europeus, a prioridade é o fim imediato da violência por meio do apoio de uma mediação confiável regional ou internacional que tenha a confiança de ambos os lados --governo e oposição-- para ajudar a restaurar o diálogo e a estabilidade", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Romain Nadal, à imprensa.

A embaixadora dos Estados Unidos para as Nações Unidas, Nikki Haley, advertiu ontem (17) que se a situação não for resolvida pode se agravar e levar a uma grande crise internacional como na Síria.

Capriles bloqueado

Em outro desdobramento da crise venezuelana, um dos principais oponentes de Maduro, o governador Henrique Capriles, disse hoje (18) que seu passaporte foi anulado quando ele estava no aeroporto de Caracas prestes a embarcar para as Nações Unidas, em Nova York, em uma viagem para denunciar as violações dos direitos humanos no país.

"Meu passaporte é válido até 2020, o que eles querem é evitar que a gente vá para as Nações Unidas", disse Capriles em um vídeo postado no Twitter. "Não vou poder viajar", acrescentou.

 

Agência Brasil

PF cumpre mandados de busca e apreensão no apartamento de Aécio Neves no Rio

 

São cumpridos mandados de busca e apreensão: https://glo.bo/2qUX2ma
Também há ação em Brasília.