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Ueslei Marcelino - 29.ago.2016/Reuters
A ex-presidente Dilma Rousseff durante o julgamento do seu impeachment no Senado Federal
SÃO PAULO - "Tiraram uma presidenta honesta". A frase, que se refere ao impeachment de Dilma Rousseff, ainda ecoa nas redes sociais. Mas será que é verdadeira? A resposta, óbvio, depende de como conceituamos o termo "honesta".
Se os vazamentos do depoimento de Marcelo Odebrecht à Justiça Eleitoral são fidedignos e se o empresário ainda não aderiu à moda dos fatos alternativos, a situação de Dilma se complica. Pelo relato de "O Estado de S. Paulo", que me pareceu o mais contundente, Odebrecht disse que 4/5 de um total de R$ 150 milhões que o grupo empresarial destinou à campanha de Dilma e de Temer em 2014 vieram via caixa dois e que a petista tinha a dimensão desses valores.
No aspecto anedótico, não dá mesmo para comparar o caso de Dilma com o de Sérgio Cabral, por exemplo. Não se tem notícia de que a ex-presidente tenha adquirido uma bijuteria com dinheiro sujo, enquanto o ex-governador, a julgar pelo que saiu na imprensa até aqui, usava recursos oriundos de corrupção para manter um estilo de vida nababesco, comprando coleções de joias, ternos italianos, uma privada polonesa (não me perguntem o que ela faz) e, suspeita-se, até um iate de 75 pés.
No Brasil, é frequente traçarmos essa divisão entre políticos que roubam para enriquecer e aqueles que aceitam dinheiro irregular apenas para financiar suas campanhas. Até admito que possa haver uma diferença moral entre os dois tipos, mas me parece problemático considerar desonestos só aqueles que sucumbem às tentações e se convertem na caricatura mesma do político corrupto.
Se vamos qualificar como honestos e éticos políticos que aceitam recursos ilícitos desde que limitados à campanha, chancelamos uma ideia ainda mais perversa, que é a de que dirigentes são livres para escolher quais leis vão respeitar e quais vão descumprir. Fazê-lo significaria negar todo o sistema de freios e contrapesos que caracteriza a democracia.
Folha de S. Paulo
Obra de Mazzaropi pode ser vista no museu que leva o seu nome, em Taubaté (SP) - Divulgação Prefeitura de São José dos CamposDivulgação Prefeitura de São José dos Campos
A obra do artista, cineasta e empresário Amácio Mazzaropi, considerado um dos maiores símbolos da cinematografia brasileira, pode ser conhecida no museu que leva o seu nome, o Instituto Mazzaropi, em Taubaté, no Vale do Paraíba, interior paulista. Ele produziu mais de 24 filmes, além de outros trabalhos no circo, no teatro e na televisão.
Com o objetivo de preservar e divulgar a história e o trabalho do artista, o espaço foi criado na década de 90, nas instalações de um hotel que pertenceu a ele. No local, podem ser encontrados mais de 20 mil itens sobre a vida e a trajetória do comediante, entre os quais estão fotos, documentos, filmes, objetos cênicos, móveis e equipamentos. O local fica a 140 quilômetros da capital paulista.
Para chegar lá, partindo da cidade de São Paulo, os interessados têm a opção de seguir pela Rodovia Presidente Dutra até o quilômetro 109 e, desse ponto, entrar à direita e acompanhar as placas de sinalização. O museu fica aberto de terça a domingo, das 8h30 às 12h30, e os ingressos custam R$ 6 para estudantes e R$ 11 para adultos. Idosos e crianças de até 7 anos têm entrada gratuita.
Personagem
O nome Mazzaropi está ligado à imagem de um homem desengonçado no jeito de andar e de se vestir, com a camisa xadrez sob um paletó que mais parecia ser emprestado de um irmão mais novo (com tamanho menor) e a calça acima das canelas.
Se mudo estava, o semblante já fazia rir. O bigodinho dava um ar sério em meio a uma expressão debochada, com uma pitada de “malandragem inocente”. Quando falava, as palavras eram ditas com um vocabulário típico do “caipira” do interior paulista: tonificação das vogais antecedidas da letra r.
A figura, inspirada no personagem Jeca Tatu, do livro Urupês, de Monteiro Lobato, foi uma das inúmeras criações que projetaram o artista para a fama.
Ícone do cinema
A coordenadora do museu, Pamela Botelho, disse que o “artista e empresário é uma fonte de inspiração que precisa ser revista e estudada porque faz parte da história brasileira”. Ela lembra que uma dessas inspirações fez sucesso na teledramaturgia, referindo-se ao personagem “Candinho”, da telenovela “Eta Mundo Bão”, levada ao ar, recentemente.
Pamela lembrou que ainda hoje os filmes de Mazzaropi são campeões de bilheteria. Para ela, ao encarnar a figura do “caipira”, o comediante retratou um acontecimento social: a migração do homem do campo para as zonas urbanas. Como muitos que o assistem viveram essa situação, “se identificam com isso”. Embora a comédia seja uma marca em suas obras, “ele tratava de assuntos sérios, e às vezes sutis, abordando temas políticos e sociais”, afirmou.
A coordenadora do museu lembrou ainda que, ao contrário do que muitos imaginam, Mazzaropi viveu os seus primeiros anos na mais urbana das cidades brasileiras. Ele nasceu no bairro de Santa Cecília, na região central de São Paulo, em 12 de abril de 1912. A facilidade de trabalhar com o linguajar e o modo de vida das pessoas humildes do interior surgiu do convívio com os avós, que moravam em Taubaté.
Ainda adolescente, Mazzaropi trabalhou no circo. Depois, em 1946, atuou na Rádio Tupi, onde permaneceu por oito anos. Em televisão, participou de um programa apresentado por Bibi Ferreira, o Brasil 63, na extinta TV Excelsior, e ainda na extinta Tupi de São Paulo, em 1950, aos 38 anos. Também pela TV Tupi, participou da inauguração do Canal 6, no Rio de Janeiro.
No cinema, a estreia ocorreu em 1952 com o filme Sai da Frente, gravado nos estúdios da Vera Cruz, no ABC paulista. Quatro anos depois, em 1956, atuou no último longa-metragem pela Cinedistri, o Chico Fumaça, criando em seguida a sua própria produtora, a PAM Filmes - Produções Amácio Mazzaropi. A primeira produção foi o Chofer de Praça, de 1958, que marcou o início de seu negócio. Mais 25 obras surgiram depois, até 1980.
Mazzaropi morreu em 1981, aos 69 anos.
Agência Brasil
Depois de Roraima, o Amazonas passou a ser uma opção para venezuelanos que deixaram o país em busca de melhores condições de vida. A Venezuela enfrenta grave crise política e econômica, com escassez de alimentos, e essa situação está levando a população vizinha a procurar refúgio no Brasil. Entre 2014 e 2015, a Polícia Federal em Manaus registrou aumento de 402% nos requerimentos para entrada no país.
Até outubro do ano passado, foram 782 pedidos de refúgio, 115,8% a mais que em 2015, quando foram protocoladas 367 solicitações.
O venezuelano Elias Peres chegou a Manaus no fim de janeiro com a mulher e o filho, de 4 meses. Ele conta que estava desempregado e passando fome. “Aqui, a gente come um pouco melhor. Lá ficava três dias sem comer. A Venezuela não tem nada. O governo não está ajudando em nada”, afirmou.
Um grupo de trabalho, formado por 12 instituições, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, está monitorando a presença dos imigrantes. Levantamento feito em fevereiro identificou 117 venezuelanos na capital amazonense, sendo 95% indígenas, que atravessaram a fronteira no município de Pacaraima, em Roraima. A maioria está vivendo no bairro Educandos, no centro, e na Rodoviária de Manaus em abrigos improvisados. A secretária da pasta, Graça Prola, conta que algumas famílias aceitaram ir para um abrigo público onde recebem comida e assistência de saúde. Outros imigrantes recusaram a ajuda e estão pedindo esmola nas ruas.
“O abrigo ofertado pela Arquidiocese de Manaus, da Pastoral do Imigrante, inicialmente eles recusaram. Depois, duas ou três famílias foram e ainda permanecem lá. A maioria dos imigrantes que veio para cá é formada por mulheres. Não sei se é uma prática cultural, mas é uma prática elas pedirem esmola em lugares movimentados. Isso aconteceu em Boa Vista e ocorre com regularidade em Pacaraima”, disse Graça Prola.
Segundo a secretária, a maioria dos imigrantes está com a documentação pessoal e de permanência no Brasil em situação irregular. Eles informaram, no entanto, que não pretendem ficar no país por muito tempo.
“Pelo que falam, ele estão em busca de capital, de dinheiro para voltar para a cidade deles e comprar mantimentos porque lá estão sem alimentos e com fome. Alguns disseram que pretendem voltar no fim de março. Pela legislação que regulamenta a migração, eles podem e devem procurar a Polícia Federal para solicitar asilo, refúgio e ou visto de permanência. Só que essas solicitações devem ser espontâneas, não podem ser referenciadas”, afirmou.
Graça Prola informou ainda que foi feita uma solicitação à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para que haja maior fiscalização nas cidades de Pacaraima e Boa vista, em Roraima, no sentido de impedir que imigrantes sem documentação embarquem em ônibus para outras cidades e estados.
*Com a colaboração da TV Cultura no Amazonas
Agência Brasil
Em uma operação com autoridades uruguaias, a Polícia Federal prendeu nessa sexta-feira (3) os empresários Vinicius Claret Vieira Barreto – também conhecido como “Juca Bala”– e Cláudio Fernando Barbosa. Eles foram apontados como doleiros do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro montado pelo ex-governador Sérgio Cabral, que está preso no Rio de Janeiro. Os mandados de prisão foram assinados pelo juiz Marcelo Bretas, da 7º Vara Federal Criminal, no âmbito da Operação Calicute, a pedido da força tarefa da Operação Lava Jato.
Morando em Punta del Este, Claret foi citado pelos irmãos Renato e Marcelo Chebar como responsável por trocar por dólares uma parte do dinheiro de propina recebido pelo ex-governador, a partir de 2007. O contato era feito pela internet.
As revelações foram feitas pelos irmãos Chebar, que fizeram acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e contaram detalhes do esquema que identificou mais R$ 300 milhões ilegais no exterior.
Agora detidos, a expectativa é de que Vinicius Claret e Cláudio Barbosa revelem outra parte do esquema. Ambos devem ser extraditados ao Brasil nos próximos dias.
Em janeiro, o procurador responsável pela Lava Jato no Rio, Leonardo Freitas, afirmou que o esquema de Cabral era “um oceano ainda não completamente mapeado” e que todos os contratos firmados na gestão do peemedebista deveriam ser investigados.
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Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil
Desde o último dia 17, 328 blocos carnavalescos desfilaram em São Paulo, como o Minhoqueens, no Largo do Arouche, região centralRovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil
Os foliões da capital paulista podem aproveitar os 43 blocos carnavalescos que desfilam hoje (4) nas regiões de Pinheiros, Vila Mariana e Sé. Entre os destaques da diversão está o Bloco do Rindo à Toa, que terá concentração às 14h na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros.
Amanhã (5), mais 31 blocos desfilam pela cidade, incluindo o mais esperado – Pipoca da Rainha – que traz a cantora Daniela Mercury, às 16h, na Rua da Consolação, cruzamento com a Avenida Paulista. A folia só termina no próximo sábado (11), com a reunião dos blocos Ritaleena, Esfarrapados, Nóis Trupica Mais Não Cai, entre outros, na Praça do Patriarca, a partir do meio-dia.
Desde o último dia 17, desfilaram 328 blocos carnavalescos em São Paulo, fortalecendo o carnaval de rua no município. Segundo a prefeitura, o número de turistas em meio aos foliões do carnaval de rua paulistano subiu de 3% em 2016 para quase 10% neste ano. No Sambódromo, o percentual de turistas passou de 7% para 20% do público total.
Veja a programação dos blocos neste sábado:
Butantã
12h – Bloco S/A
14h – Cobras Da Oito
15h – Bloco Ninguém Dorme
Casa Verde
11h – Bloco Carnavalesco Aí Se Me Perdeu
Lapa
12h – Bloco Ressaca do Belo Gole
13h – Bloco do Bagaça
13h – Bloco Nu Vuco Vuco
14h – Não to bem, Não to bem
19h – A Crema do Carnaval
Mooca
14h – Acadêmicos da Anhembi Morumbi
Penha
19h – BC de Rua Banda das Cachorras
Pinheiros
12h – Se Joga!
13h – Chacoalha na Laje
13h – Fervo da Vila
13h – Quem Viveu Bebeu
14h – Só como amigos
14h – Banda Carnavalesca Macaco Cansado
14h – Bloco do Apego
14h – Bloco do Rindo à Toa
14h – Bloco Kaya na Gandaia
15h – Blocão
15h – Projeto Kazunji
15h – Bloco a Copo
15h – Bloco Os Madalena
Sapopemba
14h – Perifolia
Vila Maria
12h – Bloco do Reggae
Vila Mariana
13h – Rabusuju
14h – Bloco Nu Nu Mundo
14h – Me aBrasa
14h – Bloco Descubra
Sé
14h – Brega Bloco
14h – Heteronormadiva
14h – Meu Santo é Pop
15h – Unidxs do Grande Mel
15h – Bloco Rolando a Rocha Toda
15h – Siriricando
16h – Astrecão
16h – Catuaba
17h – Confete Maravilha
Agência Brasil
O Brasil vai apoiar e criar alternativas para a agricultura familiar da Colômbia. Segundo o Ministério da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, a medida visa a colaborar com o acordo de paz entre o governo do país vizinho e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Entre os pontos estabelecidos no acordo está a fortalecimento das unidades de produção familiares na região contemplada pelo pacto.
O objetivo brasileiro é conhecer o contexto rural da Colômbia e identificar as necessidades, além de apresentar ao país o que o governo do Brasil está fazendo em termos de políticas para a agricultura familiar. A pasta trabalha com base em políticas como regularização fundiária, cadastro de terras, cadastro de agricultura familiar, comercialização, assistência técnica e extensão rural (Ater) e políticas de gênero e para jovens.
Para consolidar o projeto de cooperação, a expectativa é que até o mês de maio a missão da Colômbia seja recebida no Brasil para a troca de experiência. Em seguida, uma comitiva brasileira deve visitar a região da Colômbia incluída no acordo.
No final de fevereiro, representantes do ministério, do Itamaraty, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e da Embaixada da Colômbia discutiram o assunto, por meio de videoconferência, com o Ministério da Agricultura colombiano. A reunião deu prosseguimento às negociações para estabelecer a cooperação entre o país e a Colômbia, em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Acordo de Paz
Assinado em 1º de dezembro do ano passado, o acordo de paz pôs fim a meio século de enfrentamentos entre o governo colombiano e a maior guerrilha do país. Os rebeldes das Farc têm até maio para entregar todas as suas armas às Nações Unidas.
Ao longo de 52 anos de violência, mais de 200 mil colombianos morreram e 6 milhões deixaram suas regiões e até mesmo o país. O presidente Juan Manoel Santos ganhou o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para negociar o desarmamento do grupo guerrilheiro mais antigo da América Latina. Foi um processo que durou quatro anos e quase terminou em fracasso. O primeiro pacto, assinado por Santos e pelo líder das Farc, Rodrigo Londono (conhecido como Timochenko), foi rejeitado em um plebiscito em outubro. Novas negociações resultaram numa segunda versão, menos tolerante com os rebeldes – como pediam os que votaram contra na consulta popular.
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Odebrecht pagava “pedágio” às Farc: a “elite” a serviço do comunismo
Fonte: VEJA
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, ainda está internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Segundo boletim médico divulgado neste sábado (4), ele segue em melhora progressiva e não há previsão de alta.
No dia 27 de fevereiro, Padilha se submeteu a uma cirurgia para corrigir um problema de obstrução urinária, provocada por uma hiperplasia prostática benigna, condição caracterizada pelo aumento da próstata. O ministro está de atestado médico desde o dia 20 deste mês, quando foi internado no Hospital do Exército para receber os primeiros cuidados médicos. Após receber alta, no dia 22, viajou para Porto Alegre, onde fez o procedimento cirúrgico.
Em setembro, o ministro, que tem 71 anos, foi internado por problemas de pressão. O próximo boletim médico será divulgado pelo Hospital Moinhos de Vento na segunda-feira (6).
Agência Brasil
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Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil
Um grupo de estudantes fez hoje (4) a arrecadação de doações para os desabrigados do incêndio do último dia 1º na Favela de Paraisópolis, zona sul da capital paulista. As doações foram recolhidas no vão livre do Museu de Arte Moderna (Masp), na Avenida Paulista.
Entre as doações estavam chuveiros, roupas, alimentos não perecíveis e colchões. Milena Nascimento da Silva tem 18 anos, é estudante de ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP) e foi uma das organizadoras. Moradora da Favela Alba, ela conta que já vivenciou o drama dos incêndios em comunidades.
“Eu nasci na favela, eu sei o que é. Incêndio sempre acontece, principalmente [em favelas] próximo a bairros nobres, Paraisópolis é perto do Morumbi, super valorizado. A gente não pode largar as nossas origens, a gente tem que estar com eles”, disse Milena.
A campanha de doações foi impulsionada pelas redes sociais e contou com a participação de estudantes secundaristas e moradores da Avenida Paulista. Jarbas Oliveiras Bispo, professor e advogado, fez questão de doar três sacolas de roupas. “Eu sou ser humano, sou solidário com a dor do outro. Senão, como fica? Se a gente vê os outros e não se solidariza, não precisa mais ser humano”, disse.
Isabela Albuquerque Lemos, artista plástica, soube da arrecadação pelo facebook. “A gente tem o suficiente para a gente e, às vezes, até para doar. Em vez de jogar fora, por que não dar a outras pessoas que possam reaproveitar isso? Você vê uma família que perdeu tudo, é de doer o coração”, afirmou.
O incêndio em Paraisópolis destruiu pelo menos 50 casas. Segundo a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, 334 desabrigados foram alojados em casas de parentes e amigos. Apenas 20 pessoas solicitaram abrigo em locais disponibilizados pela prefeitura.
De acordo com a prefeitura, as famílias atingidas pelo incêndio receberam kits de higiene, colchões e cestas básicas como atendimento emergencial. A administração municipal vai também checar os cadastros para identificar quem tem direito a benefícios como o auxílio-aluguel.
Atualmente, cerca de 100 mil famílias vivem em Paraisópolis, considerada a segunda maior comunidade de São Paulo, atrás de Heliópolis.
Agência Brasil
Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil
O Centro de Referência para Doenças Raras do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), na zona sul do Rio de Janeiro, foi habilitado pelo Ministério da Saúde a fazer tratamentos de alto custo na lista de cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Em termos práticos, a medida prevê o financiamento para um conjunto de procedimentos realizados, o qual retornará para o IFF para ser investido tanto em capacitação profissional, quanto em equipamentos e insumos”, destacou a analista de gestão Stella Carletti. “O repasse da verba é feito a partir dos indicativos lançados pela equipe no sistema de informação, o que torna de suma importância o devido preenchimento dos campos do instrumento de registro. Uma ferramenta específica de cobrança será destinada para o faturamento dessa produção.” Além do IFF, duas instituições foram habilitadas: uma no Distrito Federal e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
A medida entrou em vigor três anos após a publicação da portaria que definiu a Política de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras. O coordenador da Genética Médica do IFF, Juan Llerena, comemorou a conquista. “Começar o ano com a habilitação do Centro de Doenças Raras traz boas perspectivas no que diz respeito à democratização ao acesso a procedimentos diagnósticos complexos e, consequentemente, um ordenamento referente ao acesso a tratamentos considerados de alto custo ao Estado, o que representa um grande desafio para a saúde pública”, disse o coordenador.
Entre as principais vantagens da habilitação, o geneticista ressalta a melhor organização do fluxo da linha de cuidado do tratamento dos portadores das doenças raras. “A portaria inclui uma gama variada de procedimentos, em sua maioria de alta complexidade. Os pacientes chegam via Central de Regulação de Vagas para os ambulatórios de especialidades e, havendo necessidade de apoio – seja na realização de serviços de diagnóstico, seja no tratamento –, são encaminhados para o Centro de Doenças Raras”.
Para ele, com a habilitação, o número de atendimentos deve aumentar consideravelmente e reduzir as ações judiciais. Juan Llerena lembrou que o acesso ao tratamento de alto custo é, na maioria dos casos, garantido na justiça.
À frente da Associação Anjos da Guarda, que desde 2011 presta suporte social e assistencial a pacientes e parentes no IFF, Gabriele Gomes é mãe e irmã de portador de doença rara. Ela espera que, a partir de agora, a Política de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras se cumpra efetivamente, dando o suporte necessário aos pacientes e auxiliando no tratamento. “Com a habilitação dos Centros de Referência e seu pleno funcionamento, poderemos proporcionar ao paciente todas as especialidades necessárias para o seu tratamento em um único local, promovendo um acompanhamento mais objetivo e eficaz”, destacou. “O tratamento envolve muitas dificuldades, desde o fechamento do diagnóstico em si, até o acesso aos especialistas, que se encontram, em geral, nos grandes centros urbanos, e a grande quantidade de exames periódicos”, completou Gabriele.
Amanhã (5), parentes, amigos e pessoas com doenças raras farão uma caminhada no Parque do Flamengo, zona sul, às 9h, na terceira edição da Caminhada do Dia Mundial das Doenças Raras no Rio de Janeiro. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a importância de divulgar a causa e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas. Ao todo, 13 entidades cariocas estão envolvidas na ação. O Dia Mundial das Doenças Raras é lembrado em 29 de fevereiro, nos anos bissextos, sendo que, nos outros anos, a data é transferida para 28 de fevereiro.
Agência Brasil
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) vai assumir a liderança do governo no Senado, em substituição a Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), nomeado pelo presidente Michel Temer para o Ministério das Relações Exteriores. Atualmente, Jucá exerce a liderança do governo no Congresso, além da presidência nacional do PMDB.
As conversas para que o senador assuma a liderança do governo no Senado foram intensificadas na sexta-feira (3) à noite, em jantar de Temer com líderes no Congresso. No entanto, de acordo com assessores de Jucá, o acerto final para a ocupação do novo cargo foi fechado hoje entre o presidente e o senador.
Considerado um dos maiores articuladores políticos do Congresso, Romero Jucá já exerceu a liderança do governo no Senado nos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. No início do governo Temer, Jucá ocupou o Ministério do Planejamento.
O novo líder do governo terá, entre outras missões, que trabalhar junto à base aliada e à oposição para a aprovação das reformas da Previdência e trabalhista, que se encontram em tramitação na Câmara. O governo trabalha para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que modifica o sistema previdenciário, seja aprovada em dois turnos pela Câmara e pelo Senado ainda no primeiro semestre deste ano.
Com a ida de Jucá para a liderança do governo no Senado, o cargo de líder do governo no Congresso fica vago e para ele poderá ser nomeado o deputado André Moura (PSC-SE). O cargo de líder do governo na Câmara, ocupado por Moura, ficará com o deputado Agnaldo Ribeiro (PP-PB).
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Da Agência Brasil
Uma rede de sensores com microfones e câmeras será instalada sob a copa das árvores para coletar informações sobre o comportamento das espécies no interior da floresta amazônica, de forma contínua. A tecnologia reduzirá a presença humana e os custos das expedições de campo e vai identificar as espécies por imagem e som e transmissão remota de dados. As informações serão transmitidas por satélite em tempo real para os pesquisadores.
Composto por três fases, o projeto Providence é coordenado pelo Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), o The Sense of Silence Foundation e o Laboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC).
Dez sensores serão instalados, neste mês, em diferentes pontos da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, na interior da Amazônia. Na primeira fase do projeto, iniciada em outubro de 2016 e com duração de 18 meses, os pesquisadores vão avaliar se a rede de sensores terá capacidade de captar sons e imagens de animais a partir de amostras. Para isso, foram escolhidas dez espécies, entre elas a onça-pintada, o macaco-guariba e o boto-cor-de-rosa. A escolha desses animais foi feita por causa dos sons característicos, da abundância na região e do carisma. O projeto tem U$S 1,4 milhão em recursos da Fundação Gordon and Betty Moore.
Os dados coletados pelos sensores servirão para preencher lacunas no monitoramento da fauna da região amazônica. De acordo com o ministério, as informações levantadas são utilizadas em estratégias de conservação de espécies e criação e gestão de unidades de conservação. A expectativa é de que o projeto, ao final, tenha mil aparelhos espalhados pela floresta.
Agência Brasil
Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil
O carnaval oficial acabou na Quarta-Feira de Cinzas (1º), mas não para os foliões do Rio de Janeiro. Até amanhã (5), pelo menos 30 blocos oficiais desfilam na cidade, da zona norte à zona oeste. Os destaques são o Monobloco, no centro, neste domingo, e Mulheres de Chico, hoje (4), no Leme.
Neste sábado, a festa começou cedo, levando milhares de pessoas no Bloco das Poderosas, com a cantora Anitta à frente. Desde as 9h, ela arrastou com seus sucessos uma multidão, incluindo famosos. Os foliões encheram a Rua Primeiro de Março, no centro.
Ao longo do dia, ainda estão previstos o tradicional bloco Mulheres de Chico, que homenageia o cantor Chico Burque e desfila no Leme, a partir das 16h, próximo ao Costão; o Bafafá, às 17h, em Ipanema, e Tambores de Olokun, no Aterro do Flamengo, às 16h, somente na zona sul. Aí Sim sai na Tijuca, a partir das 14h, e a Banda Devassa, da Penha, também na zona norte, às16h. Com foliões e fantasias irreverentes, o Ciganas Feiticeiras de Olaria está previsto para as 15h.
Na Lapa, na região central da cidade, a agitação desta tarde é com o bloco Berço do Samba, com concentração às 17h, próximo aos Arcos da Lapa, e o Furukuteu, na Rua Riachuelo.
Para o domingo, são pelo menos mais 14 opções. A mais aguardada é o desfile do Monobloco, que em 2016 arrastou mais de 350 mil pessoas no centro e deve chegar a 500 mil foliões no desfile deste ano. O trio com os ritmistas sai às 9h da Rua Primeiro de Março.
Quem preferir evitar blocos lotados, ainda pode conferir amanhã o Herdeiros da Vila, a partir das 18h, em Vila Isabel, na zona norte; a Galinha do Meio-Dia, em Ipanema; o Boka de Espuma, em Botafogo; o Tô no Recreio, no Recreio, zona oeste.
A programação de domingo inclui ainda desfiles pelas ladeiras de Santa Teresa, com o Bonde da Folia, às 13h. Em Copacabana, a folia é com o Broxadão, às 11h, e na Ilha do Governador, zona norte, com Quem Vai Vai, Quem não Vai Não Cagueta, às 14h.
Agência Brasil
Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil
Tráfego na BR-163, no Pará, funciona no sistema Pare e Siga - Divulgação ExércitoDivulgação/Exército
Depois de passar boa parte deste sábado (4) interrompido, o tráfego na BR-163, no sudoeste do Pará, está liberado, funcionando no sistema Pare e Siga. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), hoje o tráfego de carretas fluiu no sentido sul, em direção a Mato Grosso. As carretas que trafegam no sentido norte, com destino a Miritituba, serão liberadas durante a noite.
Ao longo do dia, o tráfego chegou a ser interrompido na rodovia nos dois sentidos, para a realização de serviços nos pontos que necessitaram de intervenção após a passagem das carretas carregadas. Depois das chuvas que atingiram a região e dos reparos, os caminhões foram liberados no sentido sul.
O tráfego nesse trecho vai continuar no sistema Pare e Siga, sob a coordenação da Polícia Rodoviária Federal e do Exército.
A BR-163, conhecida como Rodovia Cuiabá-Santarém, é a principal ligação entre a maior região produtora de grãos do país, em Mato Grosso, e os portos da Região Norte, principalmente em Miritituba e Santarém, no Pará.
Há duas semanas, por causa das chuvas intensas na região e do aumento do tráfego de caminhões carregados, vários pontos de atoleiros se formaram em um trecho de 47 quilômetros (km), localizado entre as comunidades de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol. A fila de caminhões chegou a ocupar mais de 50 km.
Agência Brasil