Hora do Planeta 2016 - W1TV em São Paulo #SuperbizzarroFoundation

Publicado em 20 de mar de 2016
A Hora do Planeta (ou Earth Hour) é um movimento anti-aquecimento global da ONG WWF para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global, realizada desde 2007. Em um período de 60 minutos (correspondente a 1 hora) do último sábado de março de cada ano, governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

No primeiro ano, apenas a cidade de Sydney (Austrália) participou. Já em 2008, o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais. Já em 2009, foram 3922 cidades em 88 países do globo.

Earth Hour 2007
Sydney, Austrália durante a edição de 2007.

A primeira edição do movimento ocorreu em 31 de Março de 2007 , das 19:30 as 20:30 do horário local, e apenas a cidade de Sydney, na Austrália, participou deixando por uma hora as luzes apagadas.

Redução do uso de eletricidade

De acordo com a EnergyAustralia, uma empresa de eletricidade local, o consumo de electricidade durante o evento de 2007 em Sydney foi 2% inferior durante as horas do que poderia ser esperado dado o tempo, condições meteorológicas e passado padrões de consumo de quatro anos. O Herald Sun comparou essa quantidade como "tendo 48,613 carros a menos na estrada por 1 hora"[1] . Vários críticos, sendo o mais notável o colunista Andrew Bolt falou do evento como "um corte pequeno é trivial - igual ao tendo seis automóveis desligados por um ano"[2] . No contexto, os seis carros equivale a existência de seis menos carros na estrada em qualquer ponto determinado de tempo (de dia ou de noite). Em resposta a esta crítica, os organizadores do evento contaram que "se a redução do efeito estufa alcançada no centro da cidade de Sydney durante uma hora for sustentada por um ano, seria equivalente a desligar 48.616 carros por um ano"[3] e eles também observam que o maior objetivo da Earth Hour é criar consciência dos problemas da mudança do clima e "expressar essa ação individual em uma escala maciça pode ajudar a mudar nosso planeta para melhor."[3] e não sobre as reduções no uso da energia durante a hora do evento.

Fonte: Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Hora_do...

Crédito: W1TV

Hora do Planeta lança alerta pela sustentabilidade

Publicado em 20 de mar de 2016
A cidade das luzes desligou no sábado o interruptor, apagando a iluminação na Torre Eiffel para assinalar a "Hora do Planeta", às 20.30 (hora de Portugal).

Na 10.ª edição desta iniciativa que pretende chamar a atenção para o aquecimento global o símbolo de Paris associou-se a outros 350 pontos de referência, como a catedral de Moscovo e a "Torre do Khalifa" em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Em Portugal…
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Isolamento - Eliane Cantanhêde‏


O Brasil, senhoras e senhores contra ou a favor do governo, deu um show de democracia numa semana tão bombástica. No domingo, 1,4 milhão de pessoas pintaram a Paulista de verde e amarelo para gritar “Fora Lula, fora Dilma, fora PT”. Na sexta, 80 mil adotaram o vermelho para rechaçar o impeachment e berrar o oposto: “Fica Lula, fica Dilma, fica PT”. Não houve confronto, pancadaria, medo. Houve, sim, um espetáculo de cidadania, além de uma oportunidade para comparações.
Os “coxinhas” de domingo, com seus pais, filhos, vizinhos e colegas de trabalho, pareciam ir ao parque exigir um País melhor e mais digno. Os “mortadela” de sexta, cansados de guerra em manifestações, mudaram de lado: os mesmos que, corajosamente, iam às ruas para cobrar justiça e combater a corrupção, agora vão para malhar o juiz Sérgio Moro, símbolo exatamente de justiça e de combate à corrupção. E ninguém se esgoelou contra o desemprego!
Foi a eles que o ex-presidente e quase, futuro ou ex-ministro (é para não entender mesmo...) Lula se dirigiu com a camisa e a cara vermelhas, voltando no tempo. Com o mesmo carisma e tom que o transformaram no maior líder de massa da história recente, Lula ignorou o País indo ladeira abaixo com Dilma e a indústria, as lojas, os serviços despencando. Ignorou também o assalto à Petrobrás, a promiscuidade com as empreiteiras, as múltiplas empresas dos filhos nos seus próprios anos. Falou dos ganhos de seis, sete anos atrás, perdidos no espaço.
Se as imagens foram lindas e incandescentes tanto no domingo quanto na sexta, foram diferentes dimensões: 23 quarteirões da Paulista no domingo, com as mais variadas pessoas e nenhuma bandeira de partido, e onze na sexta, com militantes ou convocados pelo PT, PC do B, CUT, MST, UNE. Em décadas anteriores, muitos daqueles de domingo eram liderados por estes, da sexta, contra a ditadura, a favor das Diretas-Já, pelo impeachment de Collor. Hoje, os de vermelho fecham-se em torno deles próprios.
Isso se repetiu pelo País todo e casa com o ambiente de Brasília, onde Dilma e Lula trancam-se em palácio com os aliados incondicionais, largam pelo caminho os conquistados pelo “Lulinha Paz e Amor” e os anos de crédito, consumo e alegria e irritam os demais. O procurador-geral, Rodrigo Janot, frisou que deve o cargo à sua longa carreira. O decano do Supremo, Celso de Mello, considerou um “insulto” Lula chamar o tribunal de “acovardado” nos grampos e Gilmar Mendes virou herói das redes sociais ao suspender a nomeação de Lula para o ministério e jogá-lo de novo no colo de Moro.
A OAB - autora do pedido de impeachment de Collor- decidiu por 26  a 2 apoiar o de Dilma e a CNI prega que “é imprescindível restabelecer a governabilidade”. Só faltou a Receita Federal estranhar a carteirada de Lula para o ministro Nelson Barbosa (que é quem se sai melhor das fitas...) estancar as investigações no Instituto Lula.
Para fechar a semana, o novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, que era do MR-8, passou pelo Santo Daime e virou ministro porque o antecessor foi derrubado pelo STF e José Eduardo Cardozo se negava a meter a mão na PF, declara ao repórter Leandro Colon que “se sentir cheiro de vazamento (das investigações), a equipe da PF será trocada, toda”. Pronto, incendiaram de vez a PF. Ficou faltando alguma instituição?
É nesse ambiente que a Comissão do Impeachment começou a contar prazo na sexta, com quórum até nas segundas e sextas e os partidos aliados ao Planalto anunciando uma defecção por dia. Ah! Paulo Maluf estava na posse de Lula e está na comissão, mas onde estavam os outros aliados de Dilma nas manifestações de sexta-feira, afora o PC do B? Bem longe das ruas, fazendo cálculos de vantagens e desvantagens (para eles, claro) entre Dilma Rousseff e Michel Temer.

CAMPANHA FESTEJE 31 DE MARÇO NOS QUARTÉIS/2016-11‏

 Agradeço, muitíssimo penhorado, ao intimorato e acendrado patriota Coronel Paulo Paiva, filho do legendário general Campos Paiva, herói da FEB e da FAIBRAS (em São Domingos) e ministro-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA); e também irmão do general Rocha Paiva, ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, um mui privilegiado talento e aguda inteligência a serviço de nosso altaneiro, glorioso e invicto Exército de Caxias! Tal agradecimento se deve à transcrição de um artigo meu, "Pontos de Vista e Pontos de Honra", escrito há alguns anos, ao qual ele muito bem ilustrou e introduziu oportunos destaques, que assaz me envaidecem. Aduzo que vários de meus ex-cadetes, atualmente, já atingiram o posto de general de brigada, o que me deixa bastante feliz!
    Muito obrigado, meu amigo Paiva, e que a luta continue com muito denodo, máxime nessa quadra tão difícil que vivenciamos! Não podemos desistir de nossa Pátria Amada!
    BRASIL ACIMA DE TUDO!!
                    REPASSO, COM MUITA UFANIA!! 

 






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CAMPANHA FESTEJE 31 DE MARÇO NOS QUARTÉIS
BOLETIM NR 11

 
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                                                                                                    Manoel Soriano Neto,
                                                                                            Coronel de Infantaria e Estado-Maior
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No sacerdócio que é a vida militar, aprendemos que há pontos de vista e pontos de honra. Nós podemos divergir quanto a pontos de vista, questões menores, assuntos de somenos importância; porém, nunca, jamais, em tempo algum, quanto a pontos de honra, que são verdadeiras “cláusulas pétreas”, questões fechadas, dogmáticas, não-interpretáveis e inegociáveis, das quais os militares não podem discordar, devendo sempre manter uma monolítica unidade de pensamento, com vistas à união, a uma salutar camaradagem e, mais do que isso, à perene coesão castrense.


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Além dos princípios da Disciplina e da Hierarquia, os consagrados e insubstituíveis cultos às tradições, às místicas, aos mais caros e prístinos valores, à História Militar, em especial, e a outros superlativos aspectos que conformam os fundamentos, a essência, a “alma”, enfim, de uma Força Armada, não podem ser esquecidos, deturpados, manipulados ou relativizados ao sabor dos tempos, ao vaivém da política partidária, nem a viezes ideológicoshumores e caprichos de transitórias autoridades ou governantes.
 
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A propósito, desafortunada e vergonhosamente, dois episódios marcantes de nossa rica e inapagável História Militar não mais são comemorados/relembrados, oficialmente, nas Organizações Militares das Forças Armadas brasileiras, que estão submetidas a um injustificável e vexatório “silêncio obsequioso”. São eles: a triste, covarde e traiçoeira Intentona Comunista de 1935 e a Contrarrevolução de 31 Mar 1964.
 
                                                       
Lembro-me dos meus tempos de instrutor/professor de História Militar na AMAN, na década de 1980, em que os cadetes, ao final do 3° ano, redigiam uma dissertação acerca do Movimento de 1964, condição “sine qua non” para o prosseguimento do estudo da Matéria, no 4° ano. Trabalhos excepcionais foram elaborados, durante cinco anos, por aqueles jovens cadetes, hoje coronéis, os da ativa, prestes a atingir ao generalato.


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A eles, concito, veementemente, a nunca permitir que a imarcescível flama do sentimento patriótico, tão bem glorificada em nossa inesquecível Academia, - quando dos belos tempos da juventude -, venha a se apagar, pois “esquecer também é trair”...  Como proclamou o legendário Almirante Barroso, em Riachuelo, “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever!”
BRASIL ACIMA DE TUDO!
FONTE: BLOG AVERDADESUFOCADA
*O autor comandou o 16º Batalhão de Infantaria Motorizado-Batalhão Ytapyrú
e chefiou a Seção de História Militar e Geografia da AMAN
_SEGUNDA PARTE_

Comandante do Exército Brasileiro chama de 'lamentável' clamor por intervenção militar

Segundo o general, a situação política e social atual não se relaciona com o clima instável que levou aoregime ditatorial militar na década de 60
 
General esteve em Manaus durante a visita do presidente do STFLUCAS JARDIM
Manaus (AM) - O Comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, chamou de lamentável o clamor por intervenção militar que vem de parte dos manifestantes presentes nos atos antigovernistas das últimas semanas.
O general comentou o assunto durante um simpósio jurídico realizado no Comando Militar da Amazônia (CMA), em Manaus, na manhã desta sexta-feira (18).
"Eu acho lamentável que, num país democrático como o Brasil, as pessoas só encontrem nas Forças Armadas uma possibilidade de solução da crise, mas isto não é extensivo nem generalizado e, felizmente, está diminuindo bastante a demanda por intervenção militar", declarou o general.
A autoridade militar ponderou, no entanto, que esse pedido demonstra certas necessidades do país. "[Ele indica] que as Forças Armadas são a referência de valores éticos e morais e de padrão de eficiência [de] que a sociedade se sente tão carente", disse Villas Bôas.
 
Sem paralelo
Segundo o comandante, a situação política e social atual não se relaciona com o clima instável que levou aoregime ditatorial militar na década de 60.

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"Não há paralelo com 1964, primeiro porque hoje nós não temos o fator ideológico. Naquela época, nós vivíamos a situação de Guerra Fria e a sociedade brasileira cometeu o erro de permitir que a linha de fratura da Guerra Fria [a] dividisse. Isso não existe mais(??????????????????????????????). O segundo aspecto é que hoje o Brasil tem instituições sólidas e amadurecidas, com capacidade de encontrar os caminhos para a saída dessa crise", comentou Villa Bôas.
 
Rotina inalterada
Villas Bôas destacou que a rotina dentro da instituição não se alterou. "Os quarteis estão prosseguindo naturalmente nas suas atividades e o Exército está profundamente empenhado em contribuir para a manutenção da estabilidade", explicou. Para ele, a atual crise é de natureza política, econômica e ética. "Os três aspectos se interrelacionam e, em consequência, é uma crise para ser solucionada dentro desses ambientes, principalmente o ambiente político e jurídico", concluiu a autoridade militar.
 
Ministro rebate
O simpósio jurídico organizado pelo CMA também contou com a presença do ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na ocasião, ele defendeu a instituição, que foi recentemente descreditada pelo ex-presidente Lula em uma conversa telefônica com a presidenta Dilma Rousseff, grampeada pela Polícia Federal (PF) e divulgada nesta quarta-feira (16).

PREZADOS COMPANHEIROS "DA LUTA"
COM TODAS AS HONRAS E SINAIS DE RESPEITO, MAS ESTE PENSAMENTO "A ESSA ALTURA DOS ACONTECIMENTOS" NÃO SE COADUNA COM A LIDERANÇA QUE TODOS ESPERAMOS/IMAGINAMOS. MAS AINDA NÃO PERDI A FÉ. NO DIA "31 DE MARÇO", SEM NENHUM ATENTADO À DISCIPLINA, MAS SIMPLESMENTE EM COMEMORAÇÃO AO FATO HISTÓRICO QUE SÓ HONRA O EXÉRCITO, TODOS, ATIVA E RESERVA, AUTORIZADOS PELO NOSSO COMANDANTE, VAMOS MARCHAR JUNTOS EM NOSSAS UNIDADES EM HOMENAGEM AOS "VELHOS SOLDADOS QUE LIVRARAM O BRASIL DO COMUNISMO EM "1964".
BRASIL ACIMA DE TUDO!
PRRPAIVA, CEL INF E EM


 
MEMENTO NR 11
ATENÇÃO!

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Já providenciou a nossa BANDEIRA?
Já separou no armário a sua camisa?
NÃO ESQUECER DO FOGUETÓRIO A PARTIR DAS 20: 00 HORAS NO DIA "31"
Isto é o mínimo que podemos fazer! PORTANTO FAÇA!
 
“PREZADO CIDADÃO CIVIL E MILITAR,
SOLICITA-SE A MAIS AMPLA DIFUSÃO,
PARTICULARMENTE NO SEGMENTO CIVIL DA SOCIEDADE”
 Fonte das Ilustrações

Ministro da Justiça diz que trocará equipe da PF em caso de vazamento

LEANDRO COLON
DE BRASÍLIA
19/03/2016  02h00
O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, 56, manda um recado à Polícia Federal: vai trocar a equipe inteira de uma investigação em caso de vazamento de informações.
"Cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda. Não preciso ter prova. A Polícia Federal está sob nossa supervisão", afirmou o ministro, em entrevista à Folha nesta sexta (18), em seu gabinete no ministério, um dia depois de tomar posse no governo.
Ele nega ter a intenção de influenciar na Operação Lava Jato, da qual a PF é parte central. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre criticou o antecessor de Aragão, o hoje advogado-geral da União José Eduardo Cardozo, por não "controlar a Polícia Federal".
O ministro classificou de "extorsão" o método com que as delações premiadas são negociadas na Lava Jato, e minimizou as declarações do ex-presidente Lula, em uma escuta telefônica, afirmando que ele deveria ter "pulso firme" no ministério.
Diego Padgurschi/Folhapress
***EXCLUSIVO*** BRASILIA, DF, BRASIL - 18-03-2016: Entrevista exclusiva com o novo Ministro da Justica Eugenio Aragao no gabinete do ministro. (Diego Padgurschi /Folhapress - PODER) ***EXCLUSIVO***
O novo ministro da Justiça Eugênio Aragão, 56, em seu gabinete
Folha - Fala-se muito de sua ligação com petistas e que foi escolhido para influenciar na Lava Jato. O sr. vai atuar para barrar a investigação?
Eugênio Aragão - Não, de jeito nenhum. Não tenho essa prerrogativa, essa competência.
Mas poderia mexer na equipe da Polícia Federal....
Eles têm de me dar motivos. Não posso simplesmente dizer "não gosto desse daí" porque está sendo muito eficiente. Eles têm de ultrapassar a linha vermelha, terem comportamento que não seja profissional. Venho do Ministério Público e sei quão caro é a independência funcional. Não que eles (polícia) tenham independência funcional, a polícia é um órgão hierárquico, muito diferente do Ministério Público. Mas não posso mexer com a atividade fim da polícia. Seu planejamento só me interessa na medida que tenho que me preparar para seu impacto político.
A presidente Dilma fez algum pedido especial ao senhor?
Não. Ela me conhece e sabe quais são minhas posições. Só pediu apoio dentro do ministério. Um dos problemas estratégicos é a questão do vazamento de informações, que alguns dizem que são seletivos. Não podemos tolerar seletividade. Há uma politização do procedimento judicial, seja por parte do juiz, seja por parte dos agentes públicos em torno.
O sr. identificou abusos na Lava Jato em relação à PF?
É difícil divisar no Paraná [onde ocorre a investigação] quem é quem. O próprio uso da delação premiada tem pressupostos. No Direito alemão, a colaboração tem de ser voluntária. Se houver dúvida sobre essa voluntariedade, não vale. Na medida em que decretamos prisão preventiva ou temporária em relação a suspeitos para que venham a delatar, essa voluntariedade pode ser colocada em dúvida. Porque estamos em situação muito próxima de extorsão. Não quero nem falar em tortura. Mas no mínimo é extorsão de declaração. Se a gente tolera que o grandalhão vai para cadeia enquanto não resolve abrir a boca, então o pequeno pode ir para o pau de arara.
E o vazamento de delação, preocupa?
Aí nós temos uma atitude criminosa, porque quem vaza a delação está querendo criar algum tipo de ambiente.
Mas esse vazamento pode vir da própria polícia...
Estou falando de polícia, Ministério Público, do juiz, e eventualmente do advogado. Mas o advogado tem uma vantagem: não é agente público. Mas os agentes públicos têm código disciplinar. O Estado não pode agir como malandro. A minha grande preocupação é com a qualidade ética desses agentes. Se vaza, é coisa clandestina. Se vaza, esse agente está querendo atribuir um efeito a esses atos públicos, que são essas delações.
Mas poderia o ministério punir algum agente que vazou?
A primeira atitude que tomo é: cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda. Cheirou. Eu não preciso ter prova. A PF está sob nossa supervisão. Se eu tiver um cheiro de vazamento, eu troco a equipe. Agora, quero também que, se a equipe disser "não fomos nós", que me traga claros elementos de quem vazou porque aí vou ter de conversar com quem de direito. Não é razoável, com o país num momento de quase conflagração, que os agentes aproveitem esse momento delicado para colocar gasolina na fogueira.
A sociedade não tem direito de saber o que ocorreu? Não há interesse público?
Há um conflito entre o interesse público pela informação e a presunção de inocência. Quando se trata de colocar lado a lado esses dois valores, prefiro a presunção de inocência.
O diretor-geral da PF, Leandro Daiello, fica ou será trocado?
Não conversamos sobre isso ainda. Eu preciso, e isso ele vai me fazer, de um levantamento da situação lá. Quero evidentemente na PF pessoas que tenham alguma liderança interna. Essas instituições que têm competências autárquicas, e são independentes na sua atuação, precisam ser dirigidas por lideranças.
Mas a permanência dele então não é algo garantido?
A permanência de ninguém neste ministério, a não ser do doutor Marivaldo Pereira (secretário-executivo), está garantida. E, claro, não se pode mexer na estrutura aqui ligada à Olimpíada.
O presidente Lula disse numa gravação que o sr. deveria ter "pulso firme", ser "homem". Não parece que o sr. está vindo como pau mandado do Lula?
Não, isso é uma conversa privada dele. As pessoas entre quatro paredes falam o que querem. Fico até me perguntando qual o interesse público numa fofoca dessa. Isso para mim se chama fofoca. Não me afeta.
Qual sua ligação com o PT?
Advoguei com o Sigmaringa Seixas [ex-deputado] nos idos de 1983, 84. É uma ligação de família e amizade, de muito tempo. Tenho amizade,com o José Genoino [ex-presidente do PT, condenado no mensalão, hoje com pena extinta]. É uma pessoa de bem e correta, que por várias razões da vida entrou nesse processo do mensalão, mas segue de absoluta retidão. Tenho amizade com gente de outros partidos. Considero-me amigo do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), promotor de Justiça.
Noticiou-se recentemente que o sr. é adepto do Santo Daime...
Eu fui. Uma vez que você é, você é. Mas eu não uso mais. Fui praticante, sócio da União do Vegetal, que é uma instituição séria, que há dois anos recebeu homenagem, pelos seus 50 anos, da Câmara dos Deputados.
Fiz parte da diretoria deste centro, que na sua liturgia faz uso da ayahuasca (chá), mas seu uso passou pelo ministério, foi autorizado. Nós na União do Vegetal não usamos outro tipo de bebida, as pessoas não usam álcool.
Não estou frequentando há mais de dez anos, por falta de tempo, e porque me casei, minha mulher é católica, não quer saber disso. Hoje pratico o catolicismo. 

Pensamento do dia sobre a corrupção petista - 21.3.2016


Imagem do dia sobre a corrupção petista - 21.3.2016