Apresentadora publicou imagem de biquíni e arrebatou elogios nas redes sociais
Zilu sensualiza em praia paulista(Reprodução/ Facebook/VEJA)
Zilu Godoi novamente vestiu um pequeno biquíni e levou seu corpão para passear no litoral paulista. Com 55 anos, a ex do sertanejo Zezé Di Camargo exibiu sua boa forma, especialmente o derrière malhado, e arrebatou elogios nas redes sociais.
"Não se iluda comigo, não tenho nada demais pra oferecer além de sentimento. Para alguns é nada, para outros é tudo. E para você, serve?", escreveu Zilu. A legenda misteriosa com tom adolescente foi refletida nos comentários dos seguidores. "Que corpo lindo. Parece uma menina de 15 anos. Vai deixar alguém com ciúmes", escreveu uma usuária do Facebook nos comentários. "Que corpitcho hein! Deixa muita novinha no chinelo", elogiou outra.
139Zilu sensualiza em praia paulista (Foto: Reprodução/Facebook/VEJA)
Abertura não oficial do carnaval do Rio reúne centenas de foliões na Praça XVTânia Rêgo/Agência Brasil
A abertura não oficial do carnaval carioca começou mais cedo este ano e reuniu centenas de pessoas hoje (3) na região da Praça XV, no centro. O Frevo Prato Misterioso iniciou a folia pela manhã na Rua do Mercado, marcando seus 70 anos de existência. Ao todo, nove blocos desfilaram com diferentes ritmos, desde marchinhas, maracatus até rock ao ritmo de escola de samba.
Integrante do Bloco do Rock, Orlando Amaro participa do encontro pelo quarto ano consecutivo e afirma que a combinação samba e rock tem agradado. “Tocamos Guns'N Roses, Iron Maiden, Kiss, Rolling Stones, com bateria, marcação, jogando baixo e guitarra em cima e o vocal igual”, disse. “Vale muito a pena esse evento, pois é muito democrático, tem de tudo”, completou.
O estudante Thiago Ciodaro estava fantasiado de Fantasma da Ópera. “Eu prefiro esse carnaval pois não fica tão cheio e dá para curtir mais, apesar de também ter menos infraestrutura”, afirmou Ciodaro, que participa da festa desde sua criação.
O defensor público Paulo Almeida veio de Minas Gerais para a festa de réveillon e aproveitou para pular carnaval. “Morei aqui quatro anos e já sei o esquema, você vem para o Ano-Novo e emenda com o pré-carnaval”, disse. “O bom do carnaval do Rio é que ele começa em janeiro e termina em março e, se não tiver como vir no carnaval precisamente, dá para aproveitar o pré-carnaval ou o pós-carnaval. Ninguém pode reclamar, tem tempo suficiente para vir e curtir”, acrescentou.
O evento é organizado pelo movimento Desliga dos Blocos, que luta contra o excesso de regras e a mercantilização da festa.
Alguns foliões reclamaram da falta banheiro e local para comer. A supervisora de vendas Mônica Rodrigues veio comemorar o aniversário com a família e trouxe comida de casa. “Trouxemos queijo, batata frita, azeitona e a cerveja. O evento está bom, mas não tem banheiro químico nem lugar perto onde lanchar. Só faltou isso para ficar tudo perfeito.”
Governo
propõe nova CPMF e cortes de mais de R$ 26 bi
Imposto
terá alíquota de 0,2%. Medidas também adiam os aumentos de
servidores públicos.
Fonte: Correio do Povo, capa da edição
de 15 de setembro de 2015.
Governo não passou incólume, por
Taline Oppitz
A
pesquisa do Correio do Povo/Instituto Methodus nos quatro maiores
colegas eleitorais gaúchos aponta que o governador José Ivo Sartori
não passou incólume à situação enfrentada no Rio Grande do Sul,
com crise nas fianças e seus reflexos em áreas essenciais como a
segurança pública. Também colaboram para o fraco desempenho
identificado no levantamento, medidas impopulares que foram
defendidas pelo Executivo e avalizadas por aliados na Assembleia
Legislativa, como a aprovação da proposta de aumento de alíquotas
do ICMS. Menos de um ano após sua posse no Palácio Piratini, a
gestão Sartori é reprovada por 80,4% dos entrevistados em Porto
alegre. Em Canoas e Pelotas, a rejeição fica na casa dos 73%. Em
Caxias do Sul, município já administrado pelo peemedebista por dois
mandatos, 47,3% não aprovam seu desempenho com o governador. Os
números não ficam melhores em relação à imagem negativa do
governador. Somando as avaliações ruim e péssimo, o índice ficou
em 65,9% em Porto Alegre, 59% em Canoas; 57,8% em Pelotas; e cai para
31,3% em Caxias do Sul. O discurso de crise financeira extrema,
adotado pelo próprio governador e pelos secretários como uma
espécie de mantra, contribuiu no convencimento de lideranças e
parlamentares aliados, que majoritariamente foram para o sacrifício
e aprovaram projetos polêmicos e que enfrentavam fortes resistências
da opinião pública, servidores e corporações, como o de
alterações na previdência estadual. Os índices indicam, no
entanto, que o discurso do governo não foi suficiente, pelo menos
por ora, para convencer e conquistar a compreensão da maioria da
população, atingida pelas deficiências na prestação dos
serviços.
Reprovada
Considerada
o primeiro teste de fidelidade da base no Congresso, após a
redistribuição de poder por meio de mudanças no Ministério, a
votação dos vetos da presidente Dilma Rousseff acabou adiada para
hoje por falta de quórum. A incapacidade de articulação para
garantir o número mínimo de presenças de parlamentares em plenário
ocorreu após apenas quatro dias das alterações feitas para tentar
acalmar e garantir o apoio do PMDB. A pressa do governo em votar e
tentar manter os vetos, as propostas com impacto no orçamento, se
deve à avaliação de que o cenário ficará ainda pior para o
Planalto nos próximos dias, devido à pressão de corporações
sobre parlamentares e aos desdobramentos de processos do Tribunal de
Contas União e no Tribunal Superior Eleitoral.
De novo
Deputados
podem usar a justificativa que quiserem, mas os sucessivos adiamentos
da análise do parecer favorável à extinção da pensão vitalícia
pega a ex-governadores evidencia a resistência em dar fim a
regalias. O parecer favorável de Elton Weber ao fim do benefício
foi apresentado há 47 dias na CCJ. Ontem, mais um adiamento se deu
devido ao pedido de vista de João Fischer, do PP.
Em pleno 2015
Assembleia
aprovou projeto de Luiz Fernando Mainardi e Manuel D'Ávila
garantindo o direito da amamentação em locais públicos e privados.
Infelizmente, em pleno 2015, é preciso legislação para garantir
que um direito e um dos atos mais belos da maternidade sejam
exercícios sem constrangimentos.
Pimenta cobra convocação
Paulo
Pimenta, deputado federal gaúcho do PT, relator da subcomissão que
acompanha a Operação Zelotes na câmara, questionou qual a razão
para que o ministro do Tribunal de Contas da União, João Augusto
Nardes, ainda não tenha sido convocado para prestar esclarecimentos
na CPI do Carf no Senado, presidida pelo senador tucano Ataídes
Oliveira. A cobrança foi feita durante entrevista ao Brasil 247.
Pimenta defendeu também que os presidentes das empresas investigadas
pela Polícia Federal na Operação Zelotes também sejam chamados
pela comissão. Ataídes Oliveira já apresentou requerimentos
visando às convocações de Lula; do filho do ex-presidente, o
empresário Luís Claudio Lula da Silva, e dos ex-ministros Gilberto
Carvalho e Erenice Guerra.
Apartes
A
Secretaria da Cultura realiza audiência pública amanhã para
debater as novas regras para o Sistema Estadual Unificado de Apoio ao
Fomento às Atividades Culturais (Pró-Cultura RS). O debate acontece
a partir das 14h no auditório do Centro Administrativo. “Queremos
uma discussão ampla e transparente. O Rio Grande do Sul é um estado
de múltiplos talentos e da diversidade cultural, e os recursos do
Pró-Cultura devem chegar a todos”, disse o secretário-adjunto
André Kryszczun.
Fonte: Correio do Povo, página 3 de 7
de outubro de 2015.
Governo Federal: piora nas contas
não dá trégua
Brasília
– A
piora das contas do governo federal não dá trégua e aumenta as
dificuldades para a equipe econômica. As contas do governo central
(Tesouro Nacional, INSS e Banco Central) registraram no ano, até
agosto, o pior resultado da história. A forte queda na arrecadação
e o acerto de contas que foram pedaladas (atrasadas) pela equipe
econômica anterior levaram a um déficit primário de janeiro a
agosto de R$ 14,013 bilhões. Esse valor equivale a 0,37% do Produto
Interno Bruto (PIB).
A deterioração fiscal até agosto
torna mais distante o cumprimento da meta fiscal das contas do setor
público de superávit primário de 0,15% do PIB.
O governo central terá que entregar
um superávit de R$ 5,8 bilhões (0,10% do PIB). A meta foi reduzida
e, mesmo assim, o governo encontra obstáculos para alcançá-la
diante da recessão econômica e da crise de confiança no governo.
Fonte: Correio do Povo, página 6 de 4
de outubro de 2015.
Gleisi: juiz envia caso ao Supremo
Material
apreendido pela Polícia Federal com o advogado da senadora Gleisi
Hoffmann (PT-PR) indica pagamentos suspeitos ao motorista dela. O
dinheiro teria origem na empresa Consist, suspeita de desviar verbas
de empréstimos consignados intermediados pelo Ministério do
Planejamento. Como Gleisi tem direito a foro privilegiado, o juiz
federal Sérgio Moro enviou o caso ao Supremo. Há indícios de que o
motorista recebeu dinheiro desviado do Planejamento. Parte dos
valores pode ter iso para o ex-ministro do Planejamento Paulo
Bernardo, marido de Gleisi.
Fonte: Correio do Povo, página 3 de
26 de agosto de 2015.
Pacote de viagem anunciado em reportagem sobre dicas de turismo, contendo o preço mínimo de um cruzeiro, não pode vincular juridicamente a empresa de turismo, uma vez que os preços de cruzeiros marítimos variam conforme roteiro, classe turística e serviços disponibilizados.
Com esse entendimento, a 30ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo negou pedido de uma mulher que pretendia receber indenização por danos morais porque uma empresa de turismo deixou de vender pacote de viagem pelo preço divulgado em reportagem de jornal.
De acordo com o processo, a mulher leu em uma notícia que a empresa tinha pacote em cruzeiro de Réveillon por R$ 2.308 por pessoa. A autora alegou ter planejado comemorar o noivado a bordo, mas, quando entrou em contato com a agência, foi informada de que o valor era R$ 15 mil. Na ação, ela argumentou que a expectativa da viagem não realizada em razão de propaganda enganosa teria causado sério abalo moral.
Ao analisar o caso, o desembargador Marcos Ramos, relator do recurso, disse que a reportagem do caderno de turismo de um jornal de grande circulação sugeria aos leitores diversos pacotes de viagem de Réveillon, entre eles o mencionado pela autora.
“É de conhecimento público que os pacotes oferecidos pelas agências e operadoras de turismo podem variar de preço, e muito, dependendo do roteiro, tipo de acomodação, classe turística e serviços diferenciados, do que decorre que o anúncio publicitário, de costume feito pelo preço mínimo, não pode automaticamente vincular a empresa, de maneira indistinta”, afirmou.
O relator ainda mencionou que a autora “sequer definiu no que teria consistido o abalo moral, não sendo suficiente à configuração desse prejuízo mera alegação de que iria comemorar seu noivado na viagem”. A autora deve pagar custas, despesas processuais e honorários advocatícios. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP.
Apesar
de recuos temporários, que levaram à retirada do regime de urgência
para evitar derrotas, e de tentativas frustradas de acordo de
líderes, que acabaram postergando a votação de cinco projetos pelo
plenário da Assembleia, integrantes do Executivo avaliam que até
agora é positivo o desfecho em torno das propostas que integram as
cinco fases do ajuste fiscal. O governo recuou em relação aos três
projetos d extinção das fundações de Produção e Pesquisa em
Saúde, Zoobotânica e Esporte e Lazer, ao de criação de uma
seguradora para o Banrisul e o de redução do enquadramento das
Requisições de Pequeno Valor. Este último não obteve acordo,
inclusive por resistências de partidos aliados como o PP, e passará
a trancar a pauta em plenário no dia 7. No total já foram aprovados
16 projetos, entre eles, os polêmicos de aumento de alíquotas do
ICMS e de alterações na previdência estadual. Ainda há 30
matérias relativas ao ajuste em tramitação no Legislativo, sem
contabilizar sua sexta fase. Ela terá como foco alterações em
empresas estatais e a previsão é de que o envio das propostas ao
Legislativo possa ocorrer ainda neste mês. Os projetos devem
envolver extinções, fusões a alterações de atribuições, apesar
de nos últimos meses os desempenhos das empresas terem apresentado
melhora devido à reação em função do temor dos planos do
Executivo.
Retificativa
Deve
ser enviada hoje à Assembleia Legislativa mensagem retificativa do
Executivo ao projeto do Orçamento Geral do Estado para 2016, que já
tramita na Casa. A mudança será necessária devido à aprovação
do projeto de aumento das alíquotas de ICMS. A elevação do
tributo, segundo estimativa da Secretaria da Fazenda, terá impacto
de cerca d R$ 2 bilhões por ano, que terão de ser incluídos no
orçamento em receitas ordinárias.
Novo
prazo
Com
mensagem retificativa ao orçamento, começará a ser contado
novamente o prazo à apresentação de emendas na Comissão de
Finanças. Segundo o presidente da comissão, Luís Augusto Lara, o
novo prazo se estenderá até o dia 27 deste mês. Lara destacou que
entre os dias 13 e 26 serão realizadas audiências públicas em
municípios de nove regiões do Estado para debater o projeto e
discutir emendas.
Incremento
não se confirma
O
governo do Estado não cumpriu a promessa de reajustar para R$ 150
milhões o recurso anual destinado ao transporte escolar. Em proposta
apresentado pelo diretor da Secretaria de Educação, Itamar Chagas,
ao presidente estadual da União dos Dirigentes Municipais de
Educação, André Lemes, em reunião dia 13 de agosto, o Piratini
garantia incremento de 50% nos repasses aos municípios. O valor
previsto no roçamento do Estado, no entanto, é de R$ 117 milhões.
Sem o reforço, as prefeituras terão que continuar bancando 50% dos
custos do serviço de transporte dos alunos da rede estadual.
Defesa
e racha no PDT
Termina
na próxima quinta-feira o prazo para que o advogado Ricardo Giuliani
apresente à Comissão de Constituição e Justiça e a defesa do
deputado Diógenes Basegio, que enfrenta processo de cassação na
Assembleia. Giuliani deve entrar o documento um dia antes, na
quarta-feira. Após a apresentação da defesa, o relator Elton Weber
dará seu parecer. No caso de prosseguimento, o processo segue para
análise do plenário. Nos bastidores, há racha entre colegas de
bancada de Basegio. Apesar da falta de disposição de alguns em
poupá-lo, outros trabalhistas estariam articulando na tentativa de
emplacar pena alternativa, que seria a suspensão do mandato.
Apartes
O
Tribunal de Contas realiza hoje e amanhã audiência pública sobre
política de segurança pública, para discutir os desafios do setor
no Rio Grande do Sul, que são muitos. A primeira palestra, às 10h,
será de Luiz Eduardo Soares. Ele falará sobre “arquitetura
institucional da segurança pública e modelo de polícia no Brasil”.
Luiz Eduardo Soares é especialista em segurança pública e foi um
dos autores do livro “elite da Tropa”, que inspirou o filme
“Tropa de Elite”. O resultado de debates irá nortear inspeções
do TCE que serão realizadas na área.
Fonte: Correio do Povo, página 3 de 5
de outubro de 2015.
Governo anuncia novos depósitos
O
governo gaúcho anunciou ontem vai efetuar o depósito de até R$ 1
mil para cada uma das cerca de 213 mil matrículas de servidores O
valor já estará visível nos extratos bancários dos servidores ao
longo do final de semana e disponível para saque quando abrirem as
agências do Banrisul na segunda-feira, segundo o Palácio Piratini.
Outros R$ 400 deverão ser pagos na terça-feira. Com os R$ 1.400, o
Executivo estima integralizar o pagamento dos salários de cerca de
67% dos servidores públicos ligados ao Executivo.
Fonte: Correio do Povo, página 3 de
12 de setembro de 2015.
Governo
prevê rombo recorde
Déficit do Orçamento em 2015 deverá
chegar a R$ 51,8 bi ou 0,9% do Produto Interno Bruto
Brasília – A meta do
déficit primário para as contas do governo será alterada para R$
51,8 bilhões ou 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior rombo
fiscal da história. Os ministério do Planejamento e da Fazenda
divulgaram ontem a minuta do ofício que será encaminhada ao
Congresso para aprovação. A meta considera receitas de R$ 11,05
bilhões para o leilão de hidrelétricas. Caso essa receita seja
frustrada, o déficit primário para as contas do governo federal
poderá ser maior ainda: R$ 62,87 bilhões (1,04% do PIB).
Considerando os dados r municípios,
englobando todo o setor público consolidado, o déficit será pouco
menor: de R$ 48,9 bilhões (0,85% do PIB). O governo também
confirmou que a previsão de rombo para as contas públicas neste ano
não incorpora as chamadas “pedaladas fiscais” - os atrasos de
pagamentos do governo a bancos públicos, de modo que o déficit
tende a ser maior maior ainda neste ano. Os valores das pedaladas não
foram informados.
Com a confirmação de que as contas
públicas ficarão no vermelho em 2015, serão dois anos consecutivos
de resultados negativos – algo inédito.. Em 2014, o setor público
(governo, estados, municípios e estatais) registrou um déficit
primário de R$ 32,53 bilhões (0,63% do PIB). Esta não foi a
primeira vez que o governo baixou a meta fiscal no ano. Em julho, ela
já havia sido reduzida para R$ 8,7 bilhões, ante previsão anterior
de superávit primário de R$ 66,3 bilhões.
Fonte: Correio do Povo, página 9 de
28 de outubro de 2015.
A embriaguez do motorista não exclui, por si só, a responsabilidade da seguradora prevista em contrato quando o veículo é dirigido por terceiro. Assim entendeu o 3º Grupo Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul ao rejeitar argumentos de uma companhia de seguros que se recusava a indenizar um consumidor que perdeu o carro por causa de um acidente quando o filho dirigia o veículo.
A empresa alegava que o condutor apresentou no momento sinais visíveis de embriaguez, de acordo com o boletim de ocorrência. O segurado cobrou a indenização na Justiça, mas o juízo de primeiro grau reconheceu a exclusão da cobertura diante dos indícios de consumo de álcool. A sentença aponta que tanto o contrato como o artigo 768 do Código Civil preveem a perda do direito à cobertura se o segurado agir de modo a agravar intencionalmente o risco contratado.
Já o relator do recurso na 6ª Câmara Cível, desembargador Ney Wiedemann Neto, afirmou que o simples vestígio de ingestão de álcool, sem teste de bafômetro, é insuficiente para afastar o dever de indenizar. Ainda segundo ele, a própria Superintendência dos Seguros Privados (Susep) proíbe a exclusão de cobertura na hipótese de sinistros decorrentes de atos praticados pelo segurado em estado de insanidade mental, de alcoolismo ou sob efeito de substâncias tóxicas.
Além disso, Wiedemann Neto considerou que a isenção do dever de indenizar só vale quando existe culpa grave do próprio segurado.
Em voto divergente, a desembargadora Elisa Carpim Corrêa negou direito ao seguro por considerar que o veículo em alta velocidade, com os tripulantes exaltados e o condutor sem as travas necessárias e reflexos foram os fatores determinantes do acidente.
Como o entendimento na 6ª Câmara Cível não foi unânime, a seguradora tentou mudar a decisão por meio de embargos infringentes, mas a tese vencedora acabou mantida pelo 3º Grupo Cível.
Prova contundente A relatora dos embargos no 3o. Grupo Cível do TJ-RS, juíza convocada Maria Cláudia Mércio Cachapuz, disse que a exclusão do dever de indenizar só poderia ocorrer se houvesse ‘‘prova contundente’’ tanto do estado de embriaguez do condutor como do conhecimento do segurado sobre a proibição de entregar veículo a quem tenha ingerido bebida alcoólica.
Ela apontou que o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Recurso Especial 1097758/MG, já decidiu que a embriaguez de terceiro condutor, mesmo sendo fator determinante para a ocorrência do sinistro, não pode ser imputada à conduta do segurado.
‘‘Por não constar dos autos prova da conduta direta do segurado no sentido de agravar o risco, não se mostra possível a exclusão da cobertura por parte da seguradora embargante embasada em tal premissa. Quanto mais, tratando-se de situação em que ausente se apresenta prova mais robusta no sentido de que tenha sido a embriaguez a causa preponderante para a ocorrência do sinistro. Situação que culmina no obrigatório desprovimento do recurso sob análise’’, afirmou a relatora.
Clique aqui para ler a sentença. Clique aqui para ler o acórdão. Fonte: Conjur - Consultor Jurídico - 03/01/2016 e Endividado
Piratini pede ao STF que seja revisto
o contrato da dívida com a União
O governo do Estado ingressou no
Supremo Tribunal Federal com ação cível originária pedindo a
revisão do contrato da dívida do RS com a União. “A verdade é
que a relação contratual mudou muito desde a assinatura do acordo”,
justificou o governador José Ivo Sartori, ontem pela manhã. Ele
considerou a revisão do contrato como “fundamental” para a
sustentabilidade financeira do Estado. Sartori disse que a ação
contou com o apoio do Tribunal de Justiça, TCE e OAB-RS.
O detalhamento da ação coube ao
procurador-geral do Estado, Euzébio Ruschel. No documento
encaminhado ao STF, a PGE usa como a base a relação federativa e o
reequilíbrio econômico-financeiro para pedir a revisão de
cláusulas, que na avalação do governo são consideradas
“abusivas”. Para dar sustentação, a procuradoria utilizou
relatório da Fundação de Economia e Estatística. Entre outras
coisas, o relatório aponta que o indexador usado na correção do
saldo devedor (IGP-DI) é inapropriado por sofrer o risco cambial.
Assim, o indicativo mais apropriado seria o IPCA.
A análise da ação ficará com o
ministro Marco Aurélio Mello, que já negou medida cautelar pedindo
que a União não bloqueasse as contas do Estado em função de
atrasos nos pagamentos das prestações da dívida.
Sartori revelou ontem que o governo
pretende recorrer até a próxima segunda-feira da decisão do
ministro. “Até agora nossas atenções estavam voltadas para essa
ação. Com o envio, nos focaremos em recorrer da liminar”, afirmou
o procurador.
OAB-RS critica redução das RPVs
A
direção da OAB/RS se reuniu ontem com o deputado Pedro Ruas (PSol)
para articular ações contra a aprovação do PL 336/15 que reduz o
valor das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) de 40 para sete
salários mínimos. “As RPVs serão transformadas em precatórios.
Ou seja, a dívida do Estado de R$ 9 bilhões vai aumentar”,
afirmou o secretário-geral da OAB-RS, Ricardo Breier.
“Um bilhão faz diferença na
vida de qualquer um, mas o Estado é muito pouco”.
Giovani Feltes
Secretário da Fazenda
Depósitos aprovados na madrugada
Após
a aprovação do aumento das alíquotas do ICMS na madrugada de
quarta-feira na Assembleia, os deputados também aprovaram os
projetos que ampliam o limite de uso dos depósitos judiciais de 85%
para 95%, e o que trata da redução de 50% dos juros dos saques,
encaminhado pelo Judiciário. A ampliação dos saques possibilitará
o pagamento integral dos salários de setembro dos servidores.
Salário de setembro deve ser pagos
em dia
O
secretário da Fazenda, Giovani Feltes, afirmou ontem que caso seja
rápida a tramitação do projeto que trata sobre os depósitos
judiciais, aprovado na madrugada de ontem, os salários dos
servidores públicos estaduais de setembro serão pagos em dia. Ele
afirmou, no entanto, que o Executivo terá que adotar outras
providências para a quitação dos vencimentos dos próximos três
meses, incluindo o 13º salário dos servidores.
Para o 13º, segundo ele, a
estratégia é apostar no empréstimo junto ao Banrisul, em uma
medida similar a feita durante o governo de Germano Rigotto.
O déficit mensal, segundo Feltes, é
hoje de R$ 400 milhões. Sobre 2016, disse que haverá certa
tranquilidade para pagamento dos salários, com o acréscimo das
alíquotas do ICMS e a arrecadação do IPVA. A estimativa é de
aumento de R$ 2 bilhões na receita com o ICMS. O déficit para 2016
cresceu para R$ 6,2 bilhões, afirmou Feltes.
ICMS é tema na Federasul
O
procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da
Camino, e o vice-presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia,
externaram ontem na Federasul sua posição comum a respeito do
aumento do ICMS, aprovado na Assembleia. Da Camino avaliou que antes
de propor aumento o governo poderia ter esgotado as medida possíveis
para aumentar a receita. Entre elas, uma atuação mais firme no
combate à sonegação e ao crime organizado, além da cobrança de
créditos.
Lamachia listou a venda de imóveis
do Estado e ação forte sobre os sonegadores. Ele também destacou a
judicialização da dívida com a União como necessária. As
considerações de DA Camino e Lamachia aconteceram ontem, durante a
tradicional reunião-almoço Tá na Mesa da Federasul.
Fonte: Correio do Povo, página 3 de
24 de setembro de 2015.
Governo
aumentará alíquotas
A
crise está levando o governo a estudar a elevação das alíquotas
de tributos que não precisam de aprovação do Congresso, como Cide,
IOF e IPI.
Fonte: Correio do Povo, capa da edição
de 8 de setembro de 2015.
Governo estuda volta do imposto do
cheque
Arrecadação da CPMF seria
compartilhada com estados e municípios
Brasília – Pressionado
pela queda na arrecadação e pela necessidade de fechar o projeto de
orçamento de 2016 com superávit, o governo federal estuda a volta
da CPMF, extinta em 2007. Ciente de que o tributo enfrenta grande
resistência no Congresso, a equipe econômica estuda uma forma de
torná-lo palatável. Uma alternativa em discussão é a partilha com
estados e municípios.
Os técnicos avaliam que a volta da
contribuição seria uma fonte importante de receitas num momento de
dificuldades e ainda ajudaria no trabalho de controle e fiscalização
da Receita Federal. “CPMF” é um tributo muito eficiente, tanto
do ponto de vista arrecadatório, quanto do ponto de vista de
fiscalização”, destacou um técnico do governo. As discussões em
torno do projeto de lei orçamentário de 2016, que será encaminhado
ao Congresso na próxima segunda-feira, acentuaram as divergências
no governo.
De um lado, o Ministério da Fazenda
defende que a proposta venha com um corte significativo nas despesas,
tanto as discricionárias quanto os gastos obrigatórios, embora
estes dependam de lei para serem cortados. Caso isso não ocorra, a
equipe do ministro Joaquim Levy avalia que será preciso fazer um
forte aumento de impostos. Do outro lado, os demais ministros
reclamam da falta de recursos em 2015 e temem que cortes mais
profundos em 2016 aprofundem a crise na economia.
No próximo ano, a meta de superávit
primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) é
de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços
produzidos no país), bem maior que a de 0,15% de 2015, que
dificilmente será cumprida. A equipe econômica calcula em R$ 60
bilhões o rombo das contas públicas em relação à meta fiscal de
2016.
Fonte: Correio do Povo, página 6 de
27 de agosto de 2015.
Dividir a casa deixou de ser coisa de estudante. Hoje, proliferam-se nas grandes cidades as chamadas repúblicas tardias, formadas por pessoas mais velhas –de vinte e poucos anos até cinquentões.
Para dividir um teto, não precisa ser amigo nem ter o mesmo sangue. A maioria dos parceiros se conhece por meio de sites especializados (como o Moove In ) e grupos de redes sociais que fazem a ponte entre os interessados.
A publicitária Juliana Tonelli, 40, administra o "Dividir Apartamento SP", grupo no Facebook com mais de 49 mil membros. Ela sente um aumento recente no número de pessoas mais velhas procurando e oferecendo quartos na rede social.
Ela mesma é adepta da república tardia. Depois de dois anos alugando quartos da sua casa para estranhos em São Paulo, passou três meses nos Estados Unidos, voltou para a capital no ano passado e divide agora uma casa com outra pessoa na Granja Viana, em Cotia, Grande SP.
A publicitária Juliana Tonelli, 40, que divide uma casa na Granja Viana, em Cotia, Grande SP A maioria dos que decidem viver em casas coletivas é motivada pela possibilidade de dividir as contas, da luz à internet, e pelo alto valor dos aluguéis, proporcionalmente mais caros para imóveis de um quarto –o preço médio do aluguel de unidades de um dormitório em São Paulo é R$ 2.900, quase o mesmo para apartamentos de dois quartos (R$ 3.076), segundo o portal VivaReal.
Nos grupos de redes sociais, a demanda costuma ser maior do que a oferta.
O designer Pedro Nekoi, 23, anunciou no Facebook que procura alguém para alugar um quarto no apartamento que ele divide com uma amiga na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo.
Mesmo com várias exigências (o candidato deve ter interesses em comum com ele e a amiga e ser gay ou mulher), dois dias depois cinco interessados já tinham entrado em contato.
Para selecionar o companheiro ideal, ele combina um dia para a pessoa conhecer o apartamento e aproveita para conversar. A partir de perguntas sobre a rotina e os hábitos do candidato "já dá para sacar se o santo bate ou não", conta.
TENDÊNCIA
É difícil precisar a quantidade de pessoas que dividem apartamentos no Brasil –o mercado não é regulamentado e contratos de aluguel não incluem essa categoria. Dados do Censo de 2010 do IBGE apontam que 0,7% dos domicílios são compostos por duas ou mais pessoas sem parentesco (em 2000, eram 0,3%).
Para o arquiteto Guto Requena, as repúblicas tardias são tendência, e isso acontece não só pela economia –tanto de recursos quanto de dinheiro–, mas também porque compartilhar está na moda. "É uma mudança de comportamento. As pessoas estão valorizando mais as trocas culturais", diz.
Para o publicitário Felipe Pissardo, diretor da agência de pesquisa em comportamento e consumo Box 1824, há uma mudança de valores.
"A ideia de estar fixo em um lugar não é mais atrativa. Hoje, os jovens desejam mais ter mobilidade do que ter um bem", afirma. Esse é o caso de Juliana Tonelli.
Mas Augusto Cesar Calçado, 52, analista de sistemas, tem outro motivo para dividir a casa: "Poderia morar sozinho, mas é ruim não ter ninguém com quem conversar, dar e receber conselhos".
Ele mora com outras quatro pessoas, entre 24 e 49 anos, e não se incomoda com a diferença de idade. Pelo contrário: "Contribui para fortalecer os laços entre nós. É como se fosse uma família".
Geraldo Barbosa, 49, que mora com Calçado, concorda: "Tentamos jantar juntos todas as noites e às vezes assistir a um filme na sala. O único problema é encontrar um filme que agrade a todos".
Para não dar briga, segundo eles, cada um respeita o espaço do outro e há regras em relação à limpeza e à divisão da comida. Fonte: Folha Online - 03/01/2016 e Endividado