Caso não esteja visualizando, acesse esse link.
| |||||||||||||
As principais notícias do dia. Política, economia, notícias internacionais, agronegócio e empreendedorismo.
| |||||||||||||
|
Refazer
contratos assinados com a União
A
proposta é encabeçada pela Federação Brasileira de Fiscais
Estaduais (Febrafite). A sugestão é que a atualização
monetária pelo IPCA seja o único encargo financeiro sobre os
valores emprestados ficando vedada a cobrança de juros. A
alteração seria aplicada retroativamente à data de assinatura
dos contratos, devendo o governo federal refazer os cálculos,
inclusive dos contratos já quitados, e apresentar, em 120 dias,
os valores dos novos saldos devedores, das novas mensalidades, dos
prazos restantes para a quitação total da dívida e dos
eventuais saldos dos credores. A proposta ainda estabelece em 5% o
limite máximo do comprometimento da Receita Líquida Real para o
atendimento das obrigações decorrentes dos contratos refeitos.
|
Regular
a lei que altera o indexador
Caminho
defendido pelo Sindifisco-RS. Os servidores da administração
tributária pedem imediata regulamentação da Lei Complementar
148/2014 e avaliam que, se a Procuradoria Geral do Estado
ingressar com ação discutindo o risco institucional gerado pelo
desequilíbrio do contrato, vai sensibilizar o Judiciário. “Se
durante 15 anos paguei um indexador exagerado, pode ser debatido
um reequilíbrio. A discussão judicial faz debate ser exacerbado,
e precisamos disso”, afirma o presidente do sindicato, Celso
Malhani. Ele lembra que o pagamento dos serviços da dívida é
uma questão contratual, enquanto o pagamento de salários em dia
é constitucional. “Em algum momento o Judiciário deverá se
manifestar sobre o que tem primazia.”
|
|
Suspender
o pagamento e auditar
A
iniciativa está sendo encaminhada na Assembleia pelo deputado
Pedro Ruas (Psol). Ele obteve as 21 assinaturas necessárias para
a criação de uma Frente Parlamentar Pela suspensão do Pagamento
da Dívida com a União, que será instalada na segunda-feira. A
proposta é de que o RS suspenda o pagamento dos serviços da
dívida por seis meses e, durante este tempo, promova a auditagem
dos números. A Frente contará com o trabalho que técnicos do
Tribunal de Contas do Estado. Ruas defende o questionamento
judicial, que, em sua avaliação, deveria ser feito em duas
frentes: uma ação questionando a própria existência da dívida
e outra pleiteando que os repasses não sejam bloqueados. “Como
pode a União usar spread? Como é possível eu ter um
débito de R$ 10 milhões, pagar R$ 22 milhões e, após 15 anos,
ainda dever R$ 47 milhões?”, questiona.
|
Questionar
judicialmente os bloqueios e solicitar diminuição no percentual
da receita
É
a alternativa apontada pela Ajuris, pelo Ministério Público e
por parte da magistratura no Estado. Na última quarta-feira, em
almoço na Federasul, o procurador-geral de Justiça do Estado,
Marcelo Dornelles, defendeu publicamente que o Executivo ingresse
com uma ação judicial junto ao Supremo Tribunal Federal
argumentando que a garantia dos salários dos servidores se
sobrepõe a outros débitos, como o pagamento dos serviços da
dívida. 'A ação é neste sentido, de pagar primeiro o que tem
caráter alimentar”, emenda o presidente da Ajuris, Eugênio
Terra. A entidade defende ainda que o governador se mobilize para
uma negociação que diminua o percentual de comprometimento da
Receita Corrente Líquida com os serviços da dívida. No caso do
RS, o percentual hoje é de 13%.
|