Mais gelo num polo e ainda menos no outro


Este primeiro trimestre de 2015 marca uma repetição da tendência dos últimos anos nos dois extremos do planeta. A cobertura de gelo continua diminuindo na região do Ártico e a crescer na Antártida. A cientista da Nasa Claire Parkison, que há 40 anos estuda a criosfera do planeta, é enfática em descartar que o aumento contínuo do gelo de um polo compense a perda do outro. Segundo a pesquisadora norte-americana, nosso planeta tem perdido, em média, 35.000 quilômetros quadrados de gelo por ano desde 1979, apesar de recordes de cobertura no Polo Sul. Isso porque, segundo ela, a diminuição do gelo hoje no Ártico é muito mais acelerada que o incremento no extremo Sul do globo. O trabalho que realizou foi publicado recentemente no Journal of Climate. Conforme a pesquisa, a perda de gelo anual no globo entre 1979 e 1996 foi, em média, de 21.500 quilômetros quadrados. Já entre 1996 e 2013 saltou para 50.000 quilômetros quadrados, sobretudo em razão do Ártico.


Fonte: Correio do Povo, coluna Tempo e Clima, página 12 de 4 de abril de 2015.

Machado de Assis (1839-1908)


Romancista, oeta, ensaísta, crítico, Joaquim Maria Machado de Assis inclui-se entre os maiores nomes da literatura em língua portuguesa de todos os tempos. Segundo a maioria dos críticos é o maior nome da literatura brasileira: “Sua obra, que abrange quase todos os gêneros literários revela concepção estilística jamais superada na literatura brasileira.” Membro fundador, e o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras (1896), entre suas obras destacam-se: Dom Casmurro (em que deu à vida à sua imortal personagem Capitu), Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Histórias sem Data, Várias Histórias, etc. Nasceu e morreu na cidade do Rio de Janeiro.

Lixo gera energia elétrica

Aterro em Minas do Leão terá 15 MW de capacidade, o suficiente para uma cidade de 200 mil pessoas

A primeira usina de produção de energia elétrica a partir do gás gerado no aterro sanitário de Minas do Leão será apresentada hoje, na presença do governador José Ivo Sartori, a secretários estaduais e prefeitos. A usina é pioneira no Rio Grande do Sul e a primeira no mundo certificada pela Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), administradora do aterro.
Com investimento superior a R$ 30 milhões do Grupo Solví e Copelmi Mineração, a termelétrica terá capacidade de gerar até 15 megawatts (MW), energia suficiente para abastecer uma cidade com 200 mil habitantes.
Atualmente, o aterro sanitário de Minas do Leão recebe resíduos de 130 municípios, incluindo Porto Alegre. De acordo com o diretor-presidente da CRVR, Mauro Renan Pereira Costa, o local recebe diariamente 3,5 mil toneladas de lixo doméstico. “A partir de agora, em vez de queimar o gás gerado no aterro e lança´-lo na natureza, vamos convertê-lo em energia elétrica, reduzindo a emissão de CO² em 170 mil toneladas por ano”, explicou Costa.
O aterro sanitário de Minas do Leão foi um dos primeiros do Brasil a obter crédito de carbono e o primeiro no mundo a incluir uma termelétrica no projeto de crédito de carbono. De acordo com a CRVR, foram aproveitadas as cavas de mineração de carvão para armazenagem dos resíduos. Primeiro, é feita a impermeabilização do solo para evitar a sua contaminação e da água subterrânea. Enquanto o lixo vai sendo depositado, são instalados dutos para a captação do gás metano. O aterro é consolidado com a recuperação ambiental da área e a preservação da topografia original.


Fonte: Correio do Povo, página 5 de 2 de junho de 2015.

Leite materno X leucemia infantil

Leite materno durante pelo menos seis meses pode reduzir o risco de leucemia infantil, aponta a revisão de pesquisas sobre o tema. O estudo foi publicado no Journal of the American Medical Association Pediatrics. Sugere que os bebês amamentados têm 19% menos risco de desenvolver câncer no sangue que os alimentados com leite em pó ou que foram amamentados por um período mais curto.


Fonte: Correio do Povo, página 15 de 2 de junho de 2015.

Lava Jato – 'Brasil é movido a corrupção', diz doleira

Em depoimento à CPI da Petrobras em Curitiba (PR), a doleira Nelma Kodama disse ontem que “o Brasil é movido a corrupção”. Condenada a 18 anos de prisão nas nações da operação Lava Jato, ela está presa desde que foi flagrada tentando embarcar para a Itália com 200 mil euros escondidos na calcinha. “Uma vez que parou a corrupção, parou o Brasil. Faltou água, é a Lava Jato. Subiu a energia, foi a Lava Jato”, disse. “Uma corrupção cobre a outra corrupção (…). Um santo cobrindo outro. Quebrou o vício, o círculo, aí o país entrou em crise, entrou em uma recessão.
Ela foi condenada pelo juiz federal Sérgio Moro por liderar um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado de forma fraudulenta R$ 221 milhões em dois anos e enviado para o exterior outros R$ 5,2 milhões por meio de 91 operações de câmbio irregulares. “Tenho vergonha de dizer que hoje que sou doleira, de ter participado disso tudo. Eu admiro a atuação do juiz federal Sérgio Moro, mesmo sendo condenada a uma pena pesada. Eu o admiro, eu o acho que estão tentado virar, falando que há desemprego, recessão, porque pararam as obras”, afirmou a doleira. “Se for necessário que haja desemprego ou recessão para acabar com a corrupção, vamos lá, somos brasileiros.”
Nelma disse que “viveu maritalmente” com o doleiro Alberto Youssef de 2000 a 2009. Ela ainda fez questão de mostrar que levava os euros apreendidos no bolso da calça, não na calcinha.


Fonte: Correio do Povo, página 3 de 13 de maio de 2015.

L.I.M.P.E., por Jorge Celso Gobbi*

É necessário cada vez mais pessoas conheçam o significado dessa sigla e de que modo isso influencia na vida de cada um. Ela está relacionada à administração pública e aos respectivos agentes públicos. Afinal, são os contribuintes (pessoas físicas e jurídicas) que sustentam essa estrutura através do pagamento dos impostos e dos valores cobrados pelos serviços públicos. O conhecimento desse significado permite à sociedade exigir o devido retorno a que tem direito, em termos de saúde, educação, segurança e infraestrutura.
O significado de L.I.M.P.E. está na Constituição federal de 1988, artigo 37: “A administração pública direta ou indireta de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”. A administração pública é movida pelo agente público, que a lei nº8.429, de 2/6/92 (Lei da Improbidade Administrativa), define como “aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função” nos poderes definidos nesse artigo da CF.
Quem , por opção, se torna agente público tem o dever de cumprir os princípios do L.I.M.P.E. no desempenho de suas funções. Não cumprindo fica sujeito ao disposto nessa lei. A dissonância entre esse dispositivo da Constituição federal e condutas de agentes públicos, inclusive nas relações com setores privados, gera raízes maléficas na administração pública, entre elas a corrupção, que não pode ser “protegida”por qualquer manto de impunidade. Tentativas de interessados em buscar esse tipo de proteção têm de encontrar-se no poder Judiciário a firme disposição na aplicabilidade desse dispositivo constitucional e dessa lei. É isso que, no fundo, os cidadãos de bem, honestos, trabalhadores, pagadores de impostos, cumpridores dos seus deveres estão a desejar através das manifestações nas ruas e redes sociais. Grande parte da sociedade está exigindo isso sem conhecer, talvez, o significado literal da sigla L.I.M.P.E.
Neste momento, todavia, o importante é que essa parcela significativa da população já se deu conta de que nosetor público, onde necessário, a palavra de ordem primeira deve ser aquela que resulta ao serem suprimidos os pontos entre as letras dessa sigla.

*Administrador

Fonte: Correio do Povo, edição de 25 de maio de 2015, página 2.


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Impostômetro rio-grandense

Ficou adiada desta segunda-feira, 25, para o dia 16 de julho, Dia do Comerciante, a implementação do Impostômetro em Porto Alegre. Trata-se de uma versão gaúcha do equipamento já implantado na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com Gustavo Schifino, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL), a alteração da data se deveu a ajustes operacionais no projeto.
O impostômetro já existente em São Paulo tem sido fundamental para que a sociedade acompanhe em tempo real o montante de tributos pagos aos governos e o que poderia ser feito com esse dinheiro em caso de investimentos reais nas atividades fins do poder público. Alguns dados são muito interessantes e servem para amparar uma reflexão de todos aqueles que se preocupam com o atendimento efetivo das demandas da população. Um deles, por exemplo, mostra que os mais de R$ 812 bilhões arrecadados em 2015 dariam para construir e equipar cerca de 59 milhões de salas de aula em todo o país. Assusta também, no ano em curso, o número de dias que o brasileiro trabalhará só para pagar tributos. Serão 151. Em 2014, foram 140.
Os governos em suas diversas esferas, federal, estadual e municipal, carreiam aos seus cofres recursos dos contribuintes para dar retorno em serviços. Contudo, tal contrapartida nem sempre ocorre na mesma proporção. Por isso, é importante que os gaúchos também possam acompanhar de perto quanto estão pagando para que possam apresentar suas demandas aos governantes.


Fonte:Correio do Povo, editorial da edição de 25 de maio de 2015, página 2.  

Guerras mataram 150 mil pessoas

Washington – As guerras no Afeganistão e no Paquistão deixaram quase 150 mil soldados e civis mortos desde 2001, segundo um novo estudo de uma universidade americana. Outros 162 mil ficaram feridos desde o início da ofensiva liderada pelos Estados Unidos para depor o governo talibã no Afeganistão depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, destaca o levantamento.


Fonte: Correio do Povo, página 10 de 3 de junho de 2015.

Guerra civil na Síria tem entre suas causas as mudanças climáticas

 Um estudo extremamente controverso que acaba de ser publicado sustenta que a guerra civil da Síria tem entre suas causas as mudanças climáticas, o que vários experts descrevem como uma tese absurda. O conflito iniciado há exatamente quatro anos, em março de 2011, já deixou mais de 200 mil mortos e é responsável pela maior onda de refugiados no mundo desde a Segunda Guerra Mundial. O professor Peter Gleick, que assina o polêmico estudo intitulado “Water, Drought Climate Change and Conflict in Syria” (“Água, Seca, Mudanças Climáticas e o Conflito na Síria”), sustenta que uma seca na região reduziu a oferta de água à população, deteriorando a economia local e, assim, favorecendo o ambiente de tensão que, somado a outros fatores, levou à sangrenta guerra civil que arrasou parte do país e proporcionou o surgimento do Estado Islâmico (EI).


Fonte: Correio do Povo, coluna Tempo e Clima, página 19 de 26 de março de 2015.