O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (28 de fevereiro de 2026) que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morreu nos ataques militares coordenados realizados por Estados Unidos e Israel contra o país. A declaração foi feita por volta das 16h30 (horário de Brasília) em publicação na rede social Truth Social.“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto”, escreveu Trump. “Ele não conseguiu escapar de nossa inteligência e de nossos sofisticados sistemas de rastreamento e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer.”Inicialmente, autoridades iranianas negaram a informação. A agência estatal IRNA chegou a afirmar que Khamenei estava em segurança e que o presidente Masoud Pezeshkian também não havia sido atingido. No entanto, por volta das 22h29 (horário de Brasília), a própria mídia estatal iraniana confirmou a morte do aiatolá, segundo atualização do UOL.Os ataques, iniciados nas primeiras horas da manhã de sábado, atingiram diversas cidades iranianas, incluindo Teerã, Tabriz e Isfahan. Imagens de satélite divulgadas pela Airbus mostram destruição significativa no complexo residencial oficial de Khamenei na capital. O saldo preliminar divulgado por fontes independentes e agências internacionais aponta para mais de 200 mortos, entre militares, civis e autoridades do regime.Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmaram que a operação visava destruir o programa nuclear e de mísseis iraniano, eliminar lideranças do regime e criar condições para uma mudança de governo no Irã. Netanyahu classificou o ataque como necessário para “eliminar a ameaça existencial” representada pelo regime teocrático.O Irã respondeu com lançamento de mísseis balísticos contra território israelense, acionando sirenes de alerta em várias cidades. O espaço aéreo iraniano foi fechado, e explosões foram registradas em pelo menos 20 das 31 províncias do país.A morte de Khamenei — que ocupava o cargo de Líder Supremo desde 1989, após a morte de Ruhollah Khomeini — representa o golpe mais grave já sofrido pela Revolução Islâmica em seus 47 anos de existência. Analistas apontam que o vácuo de poder pode acelerar uma crise interna já agravada por protestos reprimidos, inflação acima de 40% e desvalorização recorde do rial.O conflito ameaça escalar para uma guerra regional aberta, com potências como Rússia e China monitorando de perto os desdobramentos.

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