Reações internacionais ao ataque de EUA e Israel contra o Irã: entre apoio, condenação e apelos à moderação

 


O ataque aéreo coordenado realizado por Estados Unidos e Israel contra o Irã na madrugada deste sábado (28 de fevereiro de 2026) gerou uma onda imediata de posicionamentos no cenário global. As manifestações variam de apoio explícito à ação militar a fortes condenações, com predominância de apelos à contenção para evitar uma escalada regional ou global.Brasil
O governo brasileiro condenou os ataques e manifestou “grave preocupação” com a escalada. Em nota oficial, o Itamaraty apelou a todas as partes para respeitarem o Direito Internacional, exercerem máxima contenção, evitarem novas hostilidades e protegerem civis e infraestrutura civil.
Irã
O Ministério das Relações Exteriores iraniano prometeu que o país “responderá com firmeza” aos ataques. O chanceler Abbas Araghchi defendeu uma “desescalada” e afirmou que os mísseis iranianos em retaliação visam exclusivamente bases militares americanas no Golfo, e não os países anfitriões.
Rússia
O Kremlin classificou a operação como uma “aventura perigosa” que ameaça o Oriente Médio com uma “catástrofe”. O Ministério das Relações Exteriores russo acusou os EUA de buscarem “destruir” o governo iraniano.
China
Pequim pediu o “cessar imediato das ações militares” e o retorno ao diálogo para preservar a paz e a estabilidade na região. O Ministério das Relações Exteriores chinês enfatizou que a soberania, segurança e integridade territorial do Irã devem ser respeitadas.
ONU
O alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, alertou que os ataques provocam “morte, destruição e sofrimento humano”. O mediador omanense Badr Albusaidi, que facilitava negociações entre Washington e Teerã, expressou estar “consternado” com a interrupção do processo diplomático e pediu que os EUA não se deixem arrastar mais para o conflito.
Hamas
O movimento palestino condenou “com a máxima firmeza a agressão americana-sionista” e classificou o ataque como “um golpe direto contra toda a região, sua segurança, estabilidade e soberania”.
Líbano
O primeiro-ministro Nawaf Salam reiterou que o Líbano não aceitará ser “arrastado” para o conflito, em meio a temores de envolvimento do Hezbollah pró-iraniano. “Não aceitaremos que ninguém arraste o país para aventuras que ameacem sua segurança e sua unidade”, declarou.
União Europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, pediram “a máxima moderação” a todas as partes e a garantia da “segurança nuclear”.
França
O presidente Emmanuel Macron advertiu que a escalada em torno do Irã é “perigosa para todos” e “deve cessar”, cobrando uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.
Reino Unido
O governo britânico instou todas as partes a evitar que a situação “degenere em um conflito regional mais amplo”.
Espanha
O presidente do governo Pedro Sánchez repudiou a “ação militar unilateral de EUA e Israel”, que representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil, mas também criticou as ações do regime iraniano.
Suécia e Noruega
A ministra das Relações Exteriores sueca Maria Malmer Stenergard pediu “moderação” e retorno imediato às negociações diplomáticas. O chanceler norueguês questionou a legalidade do ataque israelense, afirmando que um “ataque preventivo” pressupõe ameaça iminente, o que não estaria configurado.
Países Baixos e Austrália
Os Países Baixos conclamaram moderação e evitaram nova escalada, destacando a importância da estabilidade regional. O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese manifestou apoio à ação americana, reconhecendo o programa nuclear iraniano como ameaça à paz mundial.
União Africana
A UA apelou à “moderação, urgente desescalada e diálogo contínuo”, alertando que nova escalada pode agravar a instabilidade global, com graves consequências para mercados de energia, segurança alimentar e resiliência econômica, especialmente na África.
A ONU convocou reunião urgente do Conselho de Segurança para as 18h (horário de Brasília) para discutir a crise. O conflito já provoca fechamento de espaços aéreos, interrupção de rotas marítimas (incluindo o Estreito de Ormuz) e temor de impactos globais na economia e na segurança energética.

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