A Polícia Federal (PF) emitiu nota oficial nesta sexta-feira (6) para rebater acusações sobre a divulgação de informações íntimas do banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito da investigação sobre o Banco Master. A corporação nega ter incluído dados da vida privada do investigado em seus relatórios e anunciou a abertura de um inquérito para identificar a origem do vazamento.
O posicionamento da PF:
Procedimento padrão: A PF sustenta que seguiu rigorosos padrões de segurança e que apenas dados relevantes para a instrução da "Operação Compliance Zero" foram enviados à CPI do INSS.
Decisão do STF: O compartilhamento do material extraído do celular de Vorcaro com a CPI ocorreu por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Sem edição: A corporação enfatizou que não seleciona ou edita conversas apreendidas, para garantir a integridade das provas e o direito ao contraditório.
O pano de fundo: O caso ganhou repercussão após a circulação pública de conversas íntimas entre Vorcaro e sua namorada, Martha Graeff, que também mencionavam encontros do banqueiro com o ministro do STF Alexandre de Moraes e outros parlamentares.
A decisão do STF: O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, acolheu o pedido da defesa de Vorcaro e determinou a apuração do vazamento. Em sua decisão, o magistrado destacou que o foco da investigação deve ser identificar quem falhou no dever de custódia do material sigiloso, resguardando o trabalho da imprensa que teve acesso indireto aos documentos.

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