O técnico do Internacional, Paulo Pezzolano, não poupou críticas à equipe de arbitragem após a derrota por 3 a 0 para o Grêmio, no clássico 450. Em uma coletiva marcada pela indignação, o uruguaio questionou a isenção do VAR e apontou um erro capital que, segundo ele, alterou completamente o destino da partida na Arena.
O lance da discórdia
O principal ponto de revolta foi uma cotovelada de Arthur em Borré, ocorrida aos 12 minutos do primeiro tempo. Naquele momento, o placar ainda estava zerado e o Inter não havia sofrido a expulsão de Bernabei.
"Até hoje eu acreditava no Gauchão. Ninguém pode falar que não era vermelho [para o Arthur]. O jogo seria outro, foi atípico", desabafou o treinador.
Ataque direto ao VAR
Pezzolano elevou o tom ao citar nominalmente o responsável pelo árbitro de vídeo, Daniel Nobre Bins. O técnico insinuou parcialidade, mencionando supostas fotos do profissional relacionadas ao rival:
Acusação de Tendenciosidade: "É um gremista atuando como árbitro de vídeo. Ficou tendencioso."
Desabafo: "Sou uruguaio e estamos acostumados a lutar contra tudo e contra todos. Podemos jogar contra 11; contra 12 não dá."
Missão difícil, mas não impossível
Apesar do placar elástico e da vantagem gremista, o comandante colorado se apega ao passado recente para manter o sonho do título vivo. Ele relembrou o Gre-Nal 449, disputado em janeiro, onde o Inter venceu por 4 a 2.
Para ficar com o troféu, o Colorado precisará repetir o poder ofensivo e vencer por três gols de diferença no Beira-Rio para levar a decisão aos pênaltis, ou quatro para ser campeão direto. "Fizemos quatro gols no outro Gre-Nal. Podemos fazer de novo. Por mim, jogaria agora", concluiu.

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