O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) apresentou, nesta quinta-feira (05/03), um balanço devastador da capacidade naval iraniana após quase uma semana de intensos bombardeios. Segundo o almirante Brad Cooper, responsável pelas forças americanas no Oriente Médio, a operação batizada de "Fúria Épica" já resultou no afundamento de mais de 30 embarcações da República Islâmica.
O Declínio da Ofensiva de Teerã
O almirante destacou que os ataques de retaliação disparados pelo Irã perderam drasticamente o fôlego. De acordo com os dados apresentados, a capacidade ofensiva de Teerã sofreu um golpe severo:
Mísseis balísticos: Redução de 90% nas ofensivas desde o primeiro dia do conflito.
Drones: Diminuição de 83% nos lançamentos de aeronaves não tripuladas.
"Ultrapassamos os 30 navios afundados e, nas últimas horas, atingimos um navio porta-drones iraniano de porte comparável aos porta-aviões da Segunda Guerra Mundial. A embarcação permanece em chamas neste momento", declarou Cooper em coletiva de imprensa.
Objetivos da "Fúria Épica"
A estratégia de Washington, coordenada com forças israelenses desde o início da campanha em 28 de fevereiro, é clara: o desmantelamento sistemático da infraestrutura de projeção de poder do regime iraniano. Os dois pilares centrais da operação são:
Neutralização da Marinha: Eliminação de embarcações de ataque e suporte logístico para impedir ações no Golfo e no Estreito de Ormuz.
Degradação de Mísseis: Destruição de rampas de lançamento, estoques de mísseis balísticos e bases de controle de drones.
Cenário de Guerra
A ofensiva começou no último sábado, após uma escalada regional que arrastou o Líbano e o Iraque para a linha de frente. Enquanto os EUA reportam avanços militares decisivos na degradação da marinha e do arsenal balístico iraniano, a região permanece em estado de tensão máxima, com o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz ainda severamente afetado e reflexos econômicos globais.
Apesar da significativa redução no volume de ataques do Irã, as forças aliadas mantêm o estado de alerta, tratando o conflito como uma das campanhas militares de maior escala conduzidas pelos Estados Unidos na região nas últimas décadas.

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