Mensagens de Vorcaro revelam planos para Carnaval com Ivanka Trump e desabafo sobre o mercado financeiro: 'É como a máfia'

 


Novas revelações extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal e compartilhado com a CPI do INSS, expõem não apenas o círculo de influência do executivo, mas também suas tensões com o sistema financeiro nacional.

Planos de Carnaval com Ivanka Trump

Mensagens trocadas entre Vorcaro e sua namorada, Martha Graeff, em dezembro de 2024 e início de 2025, detalham a articulação para trazer Ivanka Trump, filha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para as festas de Carnaval no Brasil.

  • Logística e Segurança: O casal discutiu roteiros que incluíam Salvador, Rio de Janeiro e Trancoso. A preocupação central era a proteção de Ivanka, exigindo o envolvimento do Serviço Secreto americano. Vorcaro garantiu que o evento seria restrito a um "ambiente controlado" (uma casa particular), para evitar a exposição pública.

  • Círculo Social: A lista de convidados sugerida por Martha Graeff incluía figuras de destaque internacional, como o jogador Paul Pogba e o empresário Dave Grutman, além do marido de Ivanka, Jared Kushner.


O "Lado Sombrio" do Setor Financeiro

Além das articulações sociais, os arquivos da PF revelam um desabafo de Vorcaro sobre as pressões que enfrentava em abril de 2025, período em que o banco Master estava sob escrutínio do Banco Central e de concorrentes após a oferta de compra pelo BRB.

Em uma conversa datada de 7 de abril, o banqueiro comparou sua atuação à estrutura de uma máfia:

"Esse negócio de banco sempre falei que é igual máfia. Não dá para sair. Ninguém sai. Bem não sai. Só sai mal."

O banqueiro comentou sobre a alta exposição e os riscos enfrentados diante de pressões de outros grandes nomes do mercado financeiro, como André Esteves (BTG) e representantes do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que discutiam com o Banco Central a estabilidade do sistema diante do caso Master.


Contexto das Investigações

As mensagens oferecem um vislumbre da realidade vivida pelo banqueiro no auge da crise de seu banco, oscilando entre o glamour de um círculo social de elite e a pressão sufocante dos reguladores e competidores. A PF trabalha agora para cruzar esses diálogos com as informações da CPI do INSS, visando esclarecer se essas conexões e estratégias de influência tinham implicações além do âmbito privado.

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