⚖️ Júri condena a 26 anos de prisão mulher acusada de matar fotógrafo em 2015

 


Após um longo processo que incluiu a anulação de uma sentença anterior, a Justiça de Canoas concluiu nesta terça-feira (10) o novo julgamento de uma mulher acusada de envolvimento na morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, em 2015. O Conselho de Sentença considerou a ré culpada, fixando a pena em 26 anos e 8 meses de reclusão em regime inicial fechado.

🏛️ O Veredito e a Situação da Ré

A sessão, presidida pelo juiz Bruno Barcellos de Almeida, determinou a execução provisória da pena e renovou o decreto de prisão preventiva. A ré, de 31 anos, não compareceu ao plenário e foi julgada à revelia; ela segue sendo considerada foragida pela Justiça.

  • Qualificadoras: Os jurados reconheceram as três teses do Ministério Público: motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

🔍 O Caso: Reconstituição e Investigação

O fotógrafo José Gustavo, então com 22 anos, foi encontrado morto na Prainha do Paquetá, em Canoas, com 19 marcas de disparos de arma de fogo. As investigações da Polícia Civil, detalhadas em plenário pelo delegado Marco Antônio Guns, apontaram que a ré teria atraído a vítima para um encontro.

  • Provas: A acusação baseou-se em cruzamento de dados de telefonia (ERBs), imagens de câmeras de segurança e depoimentos que ligaram a ré ao local e ao coautor do crime.

  • Coautoria: O homem apontado como autor dos disparos, Juliano Biron da Silva, com quem a ré mantinha um relacionamento, já havia sido condenado a 18 anos de prisão em 2020.

🔄 Histórico Processual

Este foi o segundo julgamento da acusada. Em dezembro de 2023, ela havia sido absolvida pelo Tribunal do Júri. No entanto, o Ministério Público recorreu, e o Tribunal de Justiça anulou a decisão em 2025, por entender que a absolvição era manifestamente contrária às provas dos autos, o que culminou na realização deste novo júri nesta semana.

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