Um oficial militar israelense afirmou neste sábado (28 de fevereiro de 2026) que vários altos funcionários iranianos foram eliminados durante os ataques coordenados realizados por Israel e Estados Unidos contra o Irã na madrugada do dia. Segundo o comunicado, três locais onde estariam ocorrendo reuniões de liderança do que o oficial classificou como “regime terrorista iraniano” foram atingidos simultaneamente.A autoridade israelense destacou que as ofensivas resultaram na morte de figuras consideradas essenciais para a condução da campanha militar e para o funcionamento do governo do Irã. O ataque teria como objetivo não apenas destruir instalações nucleares e de mísseis, mas também decapitar a cúpula do regime teocrático.Por outro lado, o Irã nega categoricamente as informações. Em entrevista à emissora americana NBC, o chanceler iraniano Abbas Araghchi assegurou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e “todos os oficiais de alto escalão” estão vivos. “O aiatolá Khamenei está vivo, que eu saiba”, declarou o ministro.Araghchi também afirmou que o Irã está interessado em uma “desescalada” do conflito e enfatizou que os mísseis lançados em represália pelo Irã tiveram como alvos bases militares americanas no Golfo, e não os países que as sediam.A operação conjunta — chamada de “Fúria Épica” pelos EUA e “Rugido do Leão” por Israel — provocou explosões em diversas cidades iranianas, incluindo Teerã, e gerou retaliação com mísseis balísticos contra território israelense. O saldo de vítimas ainda não foi confirmado oficialmente, mas a mídia iraniana fala em mais de 200 mortos.O conflito ameaça se transformar em uma guerra regional aberta, com impactos potenciais no fornecimento global de petróleo, após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz. O Itamaraty brasileiro emitiu alerta recomendando que cidadãos evitem viagens à região e orientou brasileiros no local a buscarem abrigo seguro.

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