Irã lança mísseis contra países do Golfo em retaliação a ataques de EUA e Israel; explosões em Riade, Dubai, Doha e Manama

 


O Irã lançou uma série de mísseis balísticos contra alvos em países do Golfo Pérsico neste sábado (28 de fevereiro de 2026), em resposta direta aos ataques coordenados realizados por Estados Unidos e Israel contra seu território nas primeiras horas do dia. Moradores e jornalistas da AFP relataram múltiplas explosões em capitais como Riade (Arábia Saudita), Dubai e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Doha (Catar) e Manama (Bahrein).As detonações ocorreram horas após o início da ofensiva americana-israelense, que atingiu instalações nucleares, militares e residências de altas autoridades iranianas, incluindo o complexo do líder supremo Ali Khamenei (cujo paradeiro permanece incerto, com relatos conflitantes sobre sua morte).Principais relatos por país
  • Bahrein — Pelo menos duas explosões foram ouvidas em Manama, próxima à base naval americana.
  • Catar — Várias detonações abalaram Doha, onde fica Al Udeid, a maior base militar dos EUA na região (sede do Centcom). O Ministério da Defesa catariano afirmou ter “repelido vários ataques”.
  • Emirados Árabes Unidos — Explosões e fumaça foram registradas acima da base de Al Dhafra (com presença americana). Um civil morreu após queda de destroços de mísseis. O Ministério da Defesa dos EAU classificou o ataque como “flagrante agressão” e disse que as defesas aéreas interceptaram vários projéteis, reservando-se o direito de responder.
  • Arábia Saudita — Explosões foram ouvidas em Riade. O governo condenou a “brutal agressão iraniana”, segundo a imprensa oficial.
Testemunhas em Dubai relataram estampidos fortes, janelas tremendo e mísseis visíveis cruzando o céu. “Houve uma grande explosão e as janelas tremeram”, disse um morador à AFP sob anonimato. Outro residente libanês em Riade comentou: “Viemos para o Golfo porque era mais seguro que o Líbano. Agora não sei o que fazer nem como pensar”.O Kuwait também informou ter interceptado mísseis direcionados a uma base com militares americanos.Contexto da escalada
Os ataques de EUA e Israel visaram destruir o programa nuclear iraniano e eliminar lideranças do regime teocrático, em meio ao fracasso de negociações para limitar o enriquecimento de urânio. Trump classificou a operação como “fúria épica” e chamou o povo iraniano a derrubar os aiatolás. Netanyahu afirmou que a ação busca “eliminar a ameaça existencial” do Irã.
O fechamento do Estreito de Ormuz — anunciado pela Guarda Revolucionária iraniana — agrava a crise, paralisando cerca de 20–30% do petróleo e gás natural liquefeito comercializados no mundo.O Itamaraty brasileiro emitiu alerta recomendando que cidadãos evitem viagens à região (incluindo Irã, Israel, Catar, Kuwait, EAU, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina e Síria) e orientou brasileiros no local a buscarem abrigo seguro em caso de novos ataques.

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