📉 FUP critica limitações do mercado de combustíveis após novo reajuste no diesel
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifestou preocupação com o reajuste de R$ 0,38 por litro no preço do diesel, anunciado nesta sexta-feira (13) pela Petrobras. Para a entidade, o aumento evidencia "graves limitações na estrutura do mercado de abastecimento brasileiro", sendo reflexo direto de políticas de privatização realizadas em anos anteriores, como a venda de refinarias e da BR Distribuidora.
🔄 Defesa de uma Petrobras Integrada
A FUP defende que a Petrobras retome uma estrutura mais integrada, atuando fortemente em todas as etapas da cadeia — do refino à comercialização. Segundo a federação, esse modelo é essencial para:
Segurança energética: Garantir o abastecimento nacional com menos dependência de importações.
Estabilidade de preços: Reduzir a vulnerabilidade do mercado interno às oscilações bruscas da cotação internacional.
🌍 O Impacto da Crise no Oriente Médio
O reajuste, que entra em vigor neste sábado (14), ocorre em um cenário de pressão global extrema. O bloqueio do Estreito de Ormuz — por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás — como resposta do Irã à ofensiva dos EUA e de Israel, gerou uma escalada de preços.
Escalada de Preços: O barril do petróleo tipo Brent saltou de US$ 70 para a casa dos US$ 100 em apenas duas semanas, uma alta de 40%.
Previsões de mercado: O cenário é de tamanha instabilidade que o próprio Irã chegou a sinalizar a possibilidade de o barril alcançar os US$ 200.
📊 Novos Valores nas Distribuidoras
Mesmo com medidas mitigadoras anunciadas pelo governo federal na última quinta-feira para conter a inflação dos combustíveis, o impacto internacional tornou o reajuste inevitável. Com o aumento:
O preço médio do Diesel A (vendido nas refinarias) subirá para R$ 3,65 por litro.
O valor médio da participação da Petrobras no Diesel B (que chega ao consumidor final após a mistura com biocombustíveis) será de R$ 3,10 por litro.

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