Falta de chuvas e calor afetam lavouras de milho no RS; colheita avança e produtividade das áreas já colhidas é satisfatória

 


A colheita do milho no Rio Grande do Sul atingiu 50% da área plantada até a semana passada e avança rapidamente graças ao tempo seco e quente, que reduz a umidade dos grãos de forma acelerada, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta terça-feira (17 de fevereiro de 2026).Das lavouras restantes, 21% estão em maturação, 16% em enchimento de grãos, 6% em floração e 7% em desenvolvimento vegetativo.De acordo com a Emater, as produtividades nas áreas já colhidas têm sido satisfatórias, com médias próximas às inicialmente projetadas, embora haja grande variabilidade dependendo das condições de solo, clima e manejo adotado pelo produtor.A instituição destaca, no entanto, que a redução das chuvas nos últimos dias, somada às altas temperaturas nas fases críticas (pendoamento, polinização e enchimento de grãos), tem prejudicado o potencial produtivo. Perdas mais expressivas são observadas em lavouras instaladas em solos com menor capacidade de retenção de água.A baixa umidade do solo também tem limitado o plantio da segunda safra e de cultivos em sucessão, causando dificuldades na emergência e no desenvolvimento inicial das plantas.Sanidade
Há aumento da incidência de cigarrinha-do-milho em diversas regiões, exigindo monitoramento constante. Registros pontuais de lagarta-do-cartucho e outras pragas também foram observados.
Preço da saca em queda
O valor médio da saca de milho caiu 2,24% na comparação semanal, passando de R$ 60,70 para R$ 59,34, segundo o levantamento de preços da Emater.
A estimativa atual de área plantada é de 785.030 hectares, com produtividade inicial projetada em 7.370 kg/ha. A nova projeção oficial será divulgada no início de março.O tempo seco e quente favorece o avanço da colheita, mas reforça a preocupação com o impacto climático no restante das lavouras ainda em campo.

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