A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou neste sábado (28 de fevereiro de 2026) o fechamento do Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo — após os ataques coordenados realizados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.
De acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim, a Guarda Revolucionária enviou mensagens de rádio de alta frequência a várias embarcações alertando sobre o perigo na região devido à “agressão militar dos Estados Unidos e de Israel” e à resposta iraniana. “O estreito não é seguro neste momento”, diz o comunicado. A agência concluiu que, “com o fechamento da passagem de barcos e petroleiros, o estreito permanece de fato fechado”.A informação foi confirmada à AFP pelo tenente-coronel Sócrates Ravanos, da missão naval da União Europeia no Mar Vermelho (Operação Aspides), que relatou ter recebido as mesmas mensagens de rádio da Guarda Revolucionária, afirmando que “nenhum barco tem permissão para passar pelo Estreito de Ormuz”.O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é responsável por cerca de 20% a 30% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) comercializados no mundo. Qualquer interrupção prolongada na passagem pode provocar forte alta nos preços globais de energia e impactos na economia mundial.O fechamento ocorre horas após os ataques de EUA e Israel, que atingiram instalações nucleares, militares e residências de altas autoridades iranianas, incluindo o complexo do líder supremo Ali Khamenei (cujo paradeiro permanece incerto). O Irã respondeu com lançamento de mísseis balísticos contra território israelense.O Itamaraty brasileiro emitiu alerta recomendando que cidadãos evitem viagens à região, incluindo Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina e Síria, e orientou brasileiros no local a buscarem abrigo seguro em caso de novos ataques.
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