Chuvas na Zona da Mata: número de mortos sobe para 72 em MG; uma pessoa segue desaparecida em Ubá

 


O número de mortes causadas pelas fortes chuvas, deslizamentos de terra e enchentes na Zona da Mata de Minas Gerais subiu para 72 na manhã deste domingo (1º de março de 2026), conforme atualização divulgada pela Polícia Civil em coletiva de imprensa.De acordo com a corporação, 72 corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML): 65 de moradores de Juiz de Fora (a cidade mais afetada) e 7 de Ubá. Em Juiz de Fora, entre as vítimas estão 15 crianças e adolescentes, e três corpos ainda aguardam perícia e identificação para liberação às famílias.As buscas por desaparecidos continuam em Ubá, onde uma pessoa segue desaparecida — as operações serão intensificadas nos próximos dias. Em Juiz de Fora, o último desaparecido, o menino Pietro, de 9 anos, teve o corpo localizado na noite de sábado (28) no bairro Paineiras, permitindo o encerramento das buscas na cidade.Desde a noite de segunda-feira (23 de fevereiro), quando as chuvas intensas começaram a castigar a região, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais localizou 61 corpos em Juiz de Fora e 7 em Ubá. As equipes enfrentaram condições extremas, com terrenos íngremes, instáveis e cheios de lama e escombros.As ações de resposta envolvem esforços conjuntos das Defesas Civis municipal, estadual e federal, com foco agora na vistoria de imóveis em áreas de risco e na solicitação de colaboração da população para evitar novas tragédias.A Polícia Militar reforçará o policiamento em imóveis atingidos ou em risco, além de proteger famílias em abrigos. A Polícia Civil atua em três frentes principais: liberação de corpos identificados para velório, mutirões para emissão de documentos (como RG e certidões) para a população afetada e combate a golpes — especialmente em doações via Pix para contas desconhecidas. As autoridades pedem que doações sejam feitas apenas por canais oficiais das prefeituras.A tragédia, uma das piores da história recente da Zona da Mata, foi agravada por volumes pluviométricos históricos em fevereiro (em Juiz de Fora, mais de 750 mm no mês, quase quatro vezes a média), saturando o solo e provocando deslizamentos em massa.

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