Ataques de EUA e Israel ao Irã deixam Oriente Médio em alerta máximo; Teerã responde com mísseis contra bases americanas no Golfo

 


Estados Unidos e Israel iniciaram na madrugada deste sábado (28 de fevereiro de 2026) uma ofensiva militar conjunta contra o Irã, com o objetivo declarado de destruir o programa nuclear iraniano, eliminar capacidades de mísseis e enfraquecer — ou até derrubar — o regime dos aiatolás. O presidente americano Donald Trump chamou a operação de “Fúria Épica” e afirmou que a ação visa “eliminar ameaças iminentes” ao povo americano e à região.Em discurso televisionado desde Palm Beach (Flórida), Trump disse aos iranianos: “A hora da sua liberdade está ao alcance da mão. Quando tivermos terminado, tomem o poder. Vai depender de vocês fazê-lo”. Ele ofereceu “imunidade total” a militares da Guarda Revolucionária, Forças Armadas e polícia que depuserem as armas, sob pena de “morte certa” caso resistam.O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu classificou a ação — batizada de “Rugido do Leão” — como necessária para “eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista do Irã”. O Exército israelense confirmou ter atingido “centenas de alvos militares” e várias reuniões de lideranças em Teerã.Alvos de alto escalão e saldo de vítimas
Autoridades israelenses afirmaram que o líder supremo Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian estavam entre os alvos. Imagens de satélite mostram destruição significativa no complexo residencial oficial de Khamenei na capital. O chanceler iraniano Abbas Araghchi negou à NBC que Khamenei ou outros altos dirigentes tenham morrido: “Que eu saiba, o aiatolá Khamenei está vivo e todos os oficiais de alto escalão estão vivos”. Ele defendeu uma “desescalada” e disse que os mísseis iranianos visam bases americanas no Golfo, não os países anfitriões.
Um ataque aéreo contra uma escola primária para meninas em Minab (província de Hormozgan) matou 85 pessoas, segundo o Ministério Público iraniano. A Guarda Revolucionária anunciou uma “primeira onda de ataques maciços” contra Israel e bases americanas na região.Retaliação iraniana atinge o Golfo
Horas após o início dos bombardeios, o Irã lançou mísseis balísticos contra alvos no Golfo Pérsico. Explosões foram registradas em Riade (Arábia Saudita), Dubai e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Doha (Catar) e Manama (Bahrein). Bases americanas em Al Udeid (Catar), Al Dhafra (EAU) e outras instalações foram alvos. Os Emirados confirmaram um civil morto por queda de destroços e disseram ter interceptado vários mísseis, reservando-se o direito de responder. O Catar informou ter repelido ataques. O Kuwait interceptou projéteis direcionados a uma base americana.
O Irã também fechou o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20–30% do petróleo mundial —, alegando que a passagem “não é segura” devido à “agressão militar” e à sua própria resposta.Reações internacionais e risco de escalada
  • Rússia denunciou uma “aventura perigosa” que ameaça “catástrofe” na região.
  • China pediu “cessar imediato das ações militares”.
  • União Europeia (Ursula von der Leyen) solicitou “máxima moderação”.
  • Catar e Arábia Saudita pediram retorno às negociações.
  • Brasil condenou os ataques e expressou “grande preocupação”, defendendo que “a negociação é o único caminho viável para a paz”.
A ONU convocou reunião urgente do Conselho de Segurança para as 18h (horário de Brasília). O conflito já deixa mais de 200 mortos segundo a mídia iraniana e ameaça paralisar o comércio global de energia, com potencial para se transformar em guerra regional aberta.

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