Assembleia Legislativa aprova 15 leis de proteção à mulher; Patrulha Maria da Penha torna-se política de Estado no RS

 


Em um movimento considerado histórico pelos parlamentares, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, nesta terça-feira (10), um conjunto de 15 projetos de lei voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher. As medidas abrangem desde a proteção institucional de políticas de segurança até o apoio a dependentes de vítimas de feminicídio.

🛡️ A Patrulha Maria da Penha como Política de Estado

O destaque do pacote foi o PL 77/2025, que eleva a Patrulha Maria da Penha à categoria de política pública permanente no Rio Grande do Sul.

  • O que muda: O programa torna-se obrigatório, não podendo ser descontinuado por futuras gestões sem nova aprovação legislativa.

  • Orçamento garantido: A medida assegura que a patrulha receba recursos orçamentários específicos, ponto que gerou debates sobre a necessidade de o governo estadual priorizar o financiamento dessas redes de proteção.

🔍 Diversidade de Ações

O pacote aprovado atua em diferentes frentes da sociedade:

  • Educação e Cultura: Inclusão de conteúdos sobre o combate à violência contra a mulher nos currículos escolares e universitários, além da criação de datas temáticas como o "Dia do Combate ao Feminicídio" (25 de novembro).

  • Setor Privado e Saúde: Criação do selo "Tolerância Zero com Assédio" para estabelecimentos e a garantia do direito a acompanhante durante exames sob sedação.

  • Proteção Social: Políticas de assistência integral para órfãos do feminicídio e prioridade em programas sociais.

  • Prevenção: Criação de sistemas de monitoramento preditivo e de programas voltados à reeducação de agressores, como a "Linha Calma".

💬 Debate sobre Responsabilidade

Um dos pontos de maior divergência foi o PL 247/2023, que previa a obrigatoriedade de formação anual para funcionários de empresas que recebem incentivos fiscais. Após emenda do governo, a medida passou a ser facultativa, gerando críticas de parlamentares que defendem a urgência de uma mudança cultural na iniciativa privada.

"Machismo é uma característica que está entranhada na nossa sociedade, e a gente precisa combatê-lo em todos os níveis, com políticas públicas e privadas", pontuou a deputada Luciana Genro (PSol) durante a defesa do texto.

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