Com mínimas de até -6°C, RS chega à fase mais intensa da onda de frio

 Cidades gaúchas enfrentam os dias mais gelados da semana, com previsão de geada e termômetros abaixo de zero


O Rio Grande do Sul enfrenta a fase mais intensa da onda de frio entre esta segunda-feira (11) e quarta-feira (13), com previsão de madrugadas congelantes, geada e termômetros abaixo de zero em diversas cidades gaúchas.


A massa de ar polar ingressou no estado na sexta-feira (8) e ganhou reforço neste domingo (10), responsável por um Dia das Mães gelado e com temperaturas muito abaixo da média para a época.


O sábado (9) trouxe os primeiros valores negativos do episódio. Confira:


Soledade: -0,4°C


Bagé: 0,7°C


Pinheiro Machado: 0,8°C.


Outros municípios também tiveram madrugada gelada:


André da Rocha: 1,6°C


Espumoso: 1,7°C


Capão Bonito do Sul: 2,0°C


Monte Alegre dos Campos: 2,8°C


Livramento: 2,8°C


Ilópolis: 2,9°C.


No domingo (10), a nebulosidade e o vento impediram marcas negativas, mas as mínimas seguiram baixas em todo o território gaúcho. À tarde, as máximas devem ficar entre 12°C e 15°C na maior parte do estado. Na Serra e nos Aparados, os termômetros não devem passar de 10°C, com marcas ainda mais baixas em alguns pontos.


Neste domingo, por conta da nebulosidade e do vento associado ao reforço de ar polar, a temperatura não caiu abaixo de zero, mas o frio se manteve em todo o território gaúcho. À tarde, as máximas devem ficar entre 12°C e 15°C na maior parte do estado. Na Serra e nos Aparados, não passam de 10°C, com pontos ainda mais baixos.

Pico do frio entre segunda e quarta

As noites e madrugadas mais geladas da onda devem ocorrer entre segunda-feira (11) e quarta-feira (13), favorecidas pelo ar mais seco trazido pelo sistema de ar frio.


Centenas de cidades gaúchas terão mínimas entre 0°C e 5°C nos próximos dias, com marcas negativas previstas em um número elevado de localidades. Nas áreas de maior altitude, como os Campos de Cima da Serra, a temperatura pode cair entre -3°C e -5°C, e há possibilidade de registros ainda mais baixos, entre -5°C e -6°C, em fundos de vale, conhecidos como poços de frio.


Em Porto Alegre e Região Metropolitana, as mínimas mais baixas ocorrem nesta primeira metade da semana. Sem vento e com o tempo muito aberto, as marcas ao amanhecer vão ficar entre

5°C de 8°C na maior parte da área metropolitana, mas em zonas rurais são prováveis marcas tão baixas quanto 2°C a 4°C.


MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Trump pressionará presidente chinês sobre Irã, diz funcionário dos governo dos EUA

 Líder norte-americano visitará a Pequim em meio a busca por fim à guerra


O presidente Donald Trump pressionará seu par chinês, Xi Jinping, a respeito do Irã quando visitar Pequim na próxima semana, disse neste domingo, 10, um alto funcionário do governo, enquanto o presidente norte-americano busca um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio.


"Eu esperaria que o presidente exercesse pressão", disse o funcionário em uma chamada com jornalistas, sob condição de anonimato, acrescentando que Trump já pressionou o líder chinês em ligações anteriores.

O comércio, as tarifas e a inteligência artificial também estarão na agenda da visita, que ocorrerá de quarta a sexta-feira. O funcionário apontou que Trump abordou com Xi, em "múltiplas ocasiões", a questão das receitas que a China gera para o Irã e a Rússia através da venda de petróleo, bem como a venda de bens de dupla utilização (militar e civil). "Espero que essa conversa continue", acrescentou.


É também provável que seja discutido o tema das recentes sanções impostas pelos Estados Unidos à China em relação à guerra no Irã, segundo a fonte. Trump chegará a Pequim na noite de quarta?feira, informou à imprensa a subsecretária de comunicação Anna Kelly, concretizando finalmente uma viagem prevista originalmente para março e adiada pela guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.


Na quinta-feira de manhã serão realizadas, em Pequim, uma cerimônia de boas-vindas e uma reunião bilateral com Xi, seguidas de uma visita ao Templo do Céu, nessa mesma tarde, e de um banquete de Estado à noite, detalhou Kelly. Posteriormente, na sexta-feira, Trump e Xi manterão uma reunião bilateral com chá e um almoço de trabalho antes de o líder americano retornar a Washington. Kelly afirmou que a visita de Trump se centrará em "reequilibrar a relação com a China e dar prioridade à reciprocidade e à equidade para restaurar a independência econômica americana".


Os Estados Unidos e a China estudarão a possibilidade de prorrogar a trégua comercial de um ano que os dois líderes acordaram em outubro do ano passado, embora as tensões continuem elevadas devido às tarifas generalizadas impostas por Trump.


AFP e Correio do Povo

Diretor afirma: IA não substitui animais atores em filmes

 Robert Vince, de "Air Bud Returns", explica por que a autenticidade dos bichos é insubstituível no cinema e como a tecnologia não tem conexão humana


Quando o diretor Robert Vince filmava "Air Bud Returns", surpreendeu-se ao ver Roscoe, seu protagonista de quatro patas, demonstrando preocupação em uma cena em que dois humanos começam a chorar. "Ele sente curiosidade sobre o que está acontecendo. Isso é real", comentou Vince à AFP.


Mesmo com mais de uma dúzia de produções estreladas por cães, ele ainda se impressiona com a "autenticidade" que os animais atores garantem nos sets de filmagem. É um elemento "mágico" que, afirma, não poderá ser substituído pela IA.


"Você vê quanta alegria este cachorro e os atores humanos proporcionam?", disse Vince olhando para o golden retriever sentado ao seu lado, que, usando camiseta e tênis de basquete, acabara de atender fãs que passaram horas na fila para tirar fotos com a estrela.


O cineasta de 64 anos sustentou que toda inovação tecnológica inicialmente causa entusiasmo e curiosidade no público. "Depois de um tempo é como: "já vi isso" (...) Não há uma conexão humana". A chave "realmente está na sua conexão emocional com os personagens (...) Há uma autenticidade nesse tipo de filmagem que não desaparece".


Totalmente cachorro

"Air Bud Returns", que deve chegar aos cinemas americanos em 2027, é um novo capítulo da franquia do lendário cachorro jogador de basquete iniciada em 1997.


Para Vince, que conversou com a AFP durante a convenção CinemaCon, em Las Vegas, a recepção do público ao filme foi "avassaladora". "Não posso dizer que estou surpreso", acrescentou. "Sabemos pelas redes sociais que esse filme estava implorando para ser feito".


O cineasta afirmou que a alta demanda se deve ao fato de que "Air Bud Returns" é um "filme familiar por excelência" que marcou uma geração de crianças que agora são pais. "Então há uma razão nostálgica e demográfica para fazê-lo agora".


Vince, que coescreveu, produziu e dirigiu o longa, destaca que, em um momento em que outras produções recorrem à tecnologia para incorporar animais virtualmente, "Air Bud Returns" evitou os efeitos especiais.


Roscoe, que interpreta o simpático Buddy, não apenas atuou, mas realmente jogou basquete: "Ele é totalmente cachorro, o tempo todo". "Temos um público que cresceu com o filme original de Air Bud, no qual não havia CGI (imagens geradas por computador). Então mantivemos essa promessa neste filme também".


Justamente quando Hollywood observa com preocupação o avanço da IA — que atores e roteiristas temem poder eliminar empregos e impactar o trabalho criativo — Vince diz estar confiante de que, no fim das contas, a tecnologia será apenas uma nova ferramenta. Responsável por uma empresa de efeitos visuais, o diretor afirma que as inovações na área servem para "enriquecer a história", e não para substituir humanos ou animais.


Na mesma linha se pronunciaram recentemente os organizadores do Oscar e do Globo de Ouro, que em suas novas regras estabeleceram que a IA é aceitável como ferramenta, desde que não substitua o fator humano no processo criativo.


"Não acredito que (a substituição) esteja acontecendo, e não acontecerá pelo menos por um bom tempo, ou talvez nunca", disse. "Você não extrai nenhuma emoção disso."

AFP e Correio do Povo

Grêmio afunda no R-4, é vaiado e vê torcida do Flamengo cantar “olé, olé”

 O Grêmio pode até comemorar. Escapou de goleada. Foi salvo duas vezes pelo poste e várias vezes por Weverton



O Grêmio perdeu por 1 a 0 para o Flamengo na Arena e entrou na zona de rebaixamento quando o Brasileiro entra na 15ª rodada.

Teremos pressão sob o treinador Luís Castro.

A direção investiu mais de R$ 100 milhões para reforçar uma equipe que nem dá sinais de que vai deslanchar.

Teve muita vaia no final.

Enquanto isto o torcedor do Flamengo gritou "olé, olé".

O Grêmio pode até comemorar.

Escapou de goleada.

Foi salvo duas vezes pelo poste e várias vezes por Weverton.

Em alguns momentos o domínio do Flamengo foi constrangedor.

A situação só não é mais desesperadora porque o Grêmio tem 17 pontos.

Do 16º ao 12º os times têm 18 pontos.

Gols: Carrascal, 23'/2ºT (1-0)

Grêmio: Weverton, Pavón (Braithwaite), Gustavo Martins, Balbuena, Viery e Pedro Gabriel (Caio Paulista); Leonel Pérez (Tiaguinho), Noriega e Gabriel Mec; Amuzu (Enamorado) e Carlos Vinícius. Técnico: Luís Castro.

Flamengo: Rossi, Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas (Emerson Royal); Evertton Araújo, Jorginho e Carrascal (De La Cruz); Plata (Luiz Araújo), Samuel Lino e Pedro (Bruno Henrique). Técnico: Leonardo Jardim

NÚMEROS

6 Finalizações 20

3 Finalizações no gol 5

0 Finalizações na trave 2

2 Finalizações para fora 10

1 Chutes defendidos 5

2 Finalizações de dentro da área 14

4 Finalizações de fora da área 6

CLASSIFICAÇÃO

1. Palmeiras 34

2. Flamengo 30

3. Fluminense 27

4. São Paulo 24

5. Athletico-PR 23

6. Bahia 22

7. RB Bragantino 20

8. Vasco 20

9. Coritiba 20 5

10. Vitória 19

11. Cruzeiro 19

12. Botafogo 18

13. Atlético-MG 18

14. Inter 18

15. Santos 18

16. Corinthians 18

17. Grêmio 17

18. Mirassol 13

19. Remo 12

20. Chapecoense 9

Correio do Povo

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Irã libera sob fiança Narges Mohammadi, Nobel da Paz, para receber tratamento médico

 Narges estava hospitalizada já dez dias e foi transferida a um hospital em Teerã “para ser tratada pela sua própria equipe médica”


As autoridades iranianas libertaram sob fiança a laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2023, Narges Mohammadi, que foi transferida para Teerã para receber tratamento médico, anunciou neste domingo, 10, sua fundação.


Após dez dias de hospitalização em Zanjan, no norte do Irã, onde cumpria pena, Mohammadi "se beneficiou de uma suspensão da sua condenação em troca de uma fiança considerável”, indicou a fundação num comunicado. Narges Mohammadi foi transferida de ambulância para um hospital em Teerã “para ser tratada pela sua própria equipe médica”, acrescentou.


AFP e Correio do Povo

PM retira estudantes que invadiram reitoria da USP; alunos relatam uso de gás e cassetetes

 Área segue sob ocupação policial na manhã deste domingo e estudantes detidos já foram liberados



A Polícia Militar retirou neste domingo, 10, os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) que ocupavam o prédio da reitoria desde que o invadiram no último dia 7, em uma greve iniciada ainda em abril. De acordo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), quatro universitários foram detidos.


Segundo registros dos estudantes no local, a atuação policial teria acontecido por volta das 4h15 e deixado pessoas feridas após a utilização de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Ainda, mais de 30 policiais teriam usado escudos e cassetetes contra os universitários na madrugada do domingo para desocupar o prédio, além da formação de um "corredor polonês", prática em que os detidos precisam passar entre duas fileiras de policiais, que os atingem com cassetetes.


Procurada, a corporação afirmou que em breve deve enviar uma nota sobre a ação. A reportagem tentou entrar em contato também com a Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo, mas ainda não obteve resposta.


Quatro estudantes foram detidos e levados para o 7º DP, segundo universitários que estavam no local. Ainda não há a informação de quem seriam os alunos e quais os cursos. Até o momento, 104 cursos aderiram à greve.

Em comunicado, o DCE afirmou que a ação "violentamente expulsou os estudantes que lutavam por melhores condições. Com escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, a polícia deixou dezenas de estudantes feridos".


A entidade responsabilizou o reitor Aluísio Segurado e seu chefe de gabinete, Edmilson Dias de Freitas, pela operação. "Aluísio, Edmilson e o conjunto da Reitoria escolheram ignorar as reivindicações por melhores políticas de permanência de dezenas de milhares de estudantes e reprimir alunos e alunas que sustentam cotidianamente o ensino, a pesquisa e a extensão dentro da universidade, tudo isso em pleno Dia das Mães", diz a nota.


Em entrevista a jornalistas na sexta-feira, 8, Segurado já não havia descartado acionar a Justiça para retomar o prédio. Ele lembrou que, em 2023, durante uma greve estudantil que também resultou na ocupação de um prédio da antiga reitoria, foi necessário recorrer a "soluções jurídicas" para recuperar o espaço. A Reitoria divulgou nota lamentando a invasão e classificando o ato como uma "escalada de violência com danos ao patrimônio público".

Greve

Os estudantes aprovaram a paralisação em 14 de abril. Liderado pelo DCE, o movimento começou inicialmente em apoio a uma mobilização de servidores, que cruzaram os braços no mês passado em protesto contra uma gratificação anunciada pela universidade exclusivamente para professores.


Após pressão, os servidores conseguiram avanços salariais e encerraram a paralisação. Os estudantes, porém, decidiram manter a greve e passaram a concentrar esforços em suas próprias reivindicações.


A principal demanda é o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), que atualmente oferece benefícios entre R$ 335 para estudantes residentes em moradia estudantil e R$ 885 para auxílio integral. A USP propôs um reajuste baseado no índice IPC-FIPE, que elevaria o auxílio integral para R$ 912 mensais e o parcial para R$ 340. A proposta foi considerada insuficiente pelos estudantes, que defendem um reajuste para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.


"Faz mais de um ano que os estudantes já estabeleceram que uma de suas pautas principais em relação às bolsas estudantis está ligada ao aumento para um salário mínimo", afirmou Dany Oliveira, estudante de Artes Cênicas.


A reitoria abriu três rodadas de negociação com os estudantes, mas, diante da rejeição da proposta, decidiu encerrar unilateralmente as conversas. Entre outros pontos, os estudantes criticam questões estruturais da universidade, como a gestão do restaurante universitário, a moradia estudantil e a situação do Hospital Universitário (HU), que, segundo manifestantes, perdeu cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Conferência Anual do BC será realizada de 13 a 15 de maio em Brasília

 Serão debatidos temas como macroeconomia, sustentabilidade, estabilidade financeira, economia bancária, inovação financeira, regulação macroprudencial, economia internacional e finanças


A Conferência Anual do Banco Central será realizada nos dias 13 a 15 de maio. O evento ocorrerá na sede do BC, em Brasília. A abertura da conferência será feita pelo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, na próxima quarta-feira, 13, às 9h. Na sequência, haverá uma palestra magna do economista Christopher Erceg, subdiretor do Fundo Monetário Internacional (FMI).


Ao longo dos três dias de conferência, o encontro reunirá acadêmicos, especialistas do setor privado, pesquisadores e representantes de bancos centrais e instituições multilaterais. Serão debatidos temas como macroeconomia, sustentabilidade, estabilidade financeira, economia bancária, inovação financeira, regulação macroprudencial, economia internacional e finanças.


A programação também prevê na quinta-feira, 14, palestra magna do economista Gabriel Chodorow-Reich, professor da Universidade de Harvard. A abertura da conferência e as palestras magnas serão transmitidas pelo Canal do BC no YouTube. A programação completa do evento pode ser acessada no site da autoridade monetária.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Trump diz que proposta do Irã para acabar com a guerra é “totalmente inaceitável”

 Proposta do Irã para pôr fim à guerra foi informada pela agência estatal iraniana


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste domingo, 10, a resposta do Irã à proposta de paz dos Estados Unidos para pôr fim à guerra, dizendo que é “totalmente inaceitável". "Acabo de ler a resposta dos chamados "representantes" do Irã. Não gosto. Totalmente Inaceitável", escreveu Trump em sua rede Truth Social.


A declaração marca um endurecimento do discurso da Casa Branca após dias de expectativa sobre a posição iraniana diante da proposta dos EUA, encaminhada com mediação do Paquistão.


Segundo o The Wall Street Journal, Teerã rejeitou pontos centrais defendidos por Washington, especialmente ligados ao programa nuclear e ao desenvolvimento de mísseis balísticos.


A agência iraniana Tasnim informou que a proposta do Irã prevê a suspensão das sanções dos EUA sobre as vendas de petróleo iraniano por 30 dias e o texto proposto pelo Irã destaca a necessidade de encerrar o bloqueio naval após a assinatura de um acordo preliminar.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

PM desocupa Reitoria da USP com uso de gás, bombas e cassetetes

 Dezenas de universitários ficaram feridos e quatro foram detidos por dano ao patrimônio


Com uso de gás e cassetetes, a Polícia Militar retirou neste domingo, 10, alunos que ocupavam a Reitoria da Universidade de São Paulo (USP) desde quinta-feira. De acordo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), dezenas de universitários ficaram feridos e quatro foram detidos por dano ao patrimônio — e liberados posteriormente.


Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) negou o registro de feridos. Policiais seguiam no local no domingo durante o dia, e os manifestantes planejavam se reunir para decidir as próximas ações. Em nota, a USP lamentou o episódio e informou que a ação da PM não foi informada previamente.


Como foi


Segundo registros de estudantes nas redes sociais, a ação policial aconteceu por volta das 4h15. "Com escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, a polícia deixou dezenas de estudantes feridos", disse o DCE, que apontou ainda a formação de um "corredor polonês" pelos PMs para espancar alunos.


A SSP confirmou a ação de cerca de 50 policiais, mas rejeitou uso de violência incompatível com a situação. "A Polícia Militar ressalta que eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas."


Os cartazes e barracas permaneciam no local, sob vigilância policial, pois podem passar por perícia. A SSP indicou que uma vistoria inicial do espaço "constatou os danos ao patrimônio público, entre eles a derrubada do portão de acesso, portas de vidro quebradas, carteiras escolares danificadas, mesas avariadas e danos à catraca de entrada".


"No local, também foram apreendidos entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes, como facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes", acrescentou. Quatro estudantes dos cursos de Biologia, Filosofia e Artes Cênicas foram detidos e levados para o 7.º DP, mas já foram liberados.


Cinco alunos foram encaminhados ao hospital após a ação — um deles teve o ombro deslocado e outra estudante teve o braço quebrado, além de um aluno que teve escoriações leves, de acordo com o DCE. Outros dois universitários passavam por exames em hospitais.


O Diretório também disse que os estudantes se renderam e disseram aos PMs que iriam sair do saguão da Reitoria, mas a polícia avançou mesmo assim. "A ação, de responsabilidade do reitor Aluísio Segurado e de seu chefe de gabinete Edmilson Dias de Freitas, deve ser profundamente repudiada por toda a comunidade universitária. Escolheram ignorar as reivindicações e reprimir alunos e alunas que sustentam cotidianamente o ensino, a pesquisa e a extensão dentro da universidade, tudo isso em pleno Dia das Mães", diz um segundo pronunciamento do DCE.


Até o momento, 104 cursos aderiram à greve. Liderado pelo DCE, o movimento começou inicialmente em apoio a uma mobilização de servidores, que pediam extensão de uma gratificação dada aos professores. A Reitoria aceitou a pauta dos servidores e ocorreu o fim da paralisação, mas os estudantes decidiram manter a greve e passaram a concentrar esforços nas próprias reivindicações.


A principal demanda é o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), que atualmente oferece benefícios entre R$ 335 para estudantes residentes em moradia estudantil e R$ 885 para auxílio integral.


A USP propôs um reajuste baseado no índice IPC-FIPE. Dessa forma, o auxílio integral passaria para R$ 912 mensais, enquanto o auxílio parcial para estudantes com moradia subiria para R$ 340.


A proposta, no entanto, é considerada insuficiente pelos estudantes, que defendem um reajuste para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.


A Reitoria abriu três rodadas de negociação com os estudantes, mas, diante da rejeição da proposta apresentada, decidiu encerrar unilateralmente as conversas, causando insatisfação entre os grevistas.


"A Reitoria segue aberta a um novo ciclo de diálogo com a finalidade de consolidar o que já foi encaminhado nas reuniões com a representação estudantil", disse a USP no domingo.


A invasão, como forma de negociar, já havia sido alvo de repúdio de diversos grupos, incluindo a diretoria do Direito e 67 professores da Medicina. No domingo, o Departamento de Direito do Trabalho e da Seguridade Social da USP divulgou nota em que repudiou a ação policial, chamando-a de "atentado ao estado de direito", e indagou as razões da intervenção sem ordem judicial.


Outros institutos, como a Faculdade de Saúde Pública, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), o Instituto de Psicologia e a Associação de Docentes, também manifestaram apoio aos estudantes e repúdio à ação policial.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo