Smart TV Full HD LED 43” Samsung 43T5300A - Wi-Fi HDR 2 HDMI 1 USB

 

Resolução Full HD. Aproveite seus programas em uma resolução 2 vezes maior que as TVs HDs.

Informações do Produto

Smart TV Full HD LED 43” Samsung 43T5300A

A Smart TV Samsung 43T5300A de 43" é a escolha ideal para quem busca uma TV com excelente qualidade de imagem e recursos avançados. Com resolução Full HD (1920x1080), 60Hz de frequência e tecnologia LED, ela oferece imagens nítidas e vibrantes, além de um amplo ângulo de visão para você assistir seus programas favoritos de qualquer lugar da sala. O processador Hyper Real garante imagens mais realistas e naturais, enquanto o HDR 10+ oferece cores mais vivas e contraste mais profundo. O sistema operacional Tizen é fácil de usar e oferece acesso a diversos aplicativos e conteúdos. A conectividade via Wi-Fi Direct permite conectar sua TV à internet sem a necessidade de fios, e o espelhamento do smartphone para TV permite reproduzir o conteúdo do seu celular na tela grande. Ainda, ela oferece PQI (Picture Quality Index): 1000, 2 entradas HDMI e 1 Entrada USB.

Marca

Samsung

Referência

UN43T5300AGXZD

Modelo

43T5300A

Polegadas

43"

Resolução

Full HD (1920x1080)

Tecnologia

LED

Características

Smart, PQI (Picture Quality Index): 1000, HDR 10+, Espelhamento do Smartphone para TV

Frequência

60Hz

Sistema Operacional

Tizen

Conectividade

Wi-Fi Direct

Conexões

2 HDMI, 1 USB, 1 Ethernet (LAN), Saída de Áudio Digital (Óptica) e Entrada de RF (terrestre/entrada de cabo)

Processador

Hyper Real

Controle Remoto

Sim

Modo Game

Sim

Resolução da Tela

1920x1080

Formato da Tela

Widescreen

Recursos de Imagem

Micro Dimming Pro, Modo Filme

Recursos de Áudio

Dolby Digital Plus

Contraste

Mega Contraste

Potência dos Alto-falantes

20W RMS

Distância Recomendada de Visualização

2,1m

Itens Inclusos

Pés

Voltagem

Bivolt

Atenção

A exposição ao ruído na potência acima de 85 decibéis pode causar danos ao sistema auditivo

Cor da Base

Preto

Cor da Borda

Preto

Padrão de Furação

Vesa

Certificado Homologado pela Anatel Número

02526-18-03269

Certificado Homologado pela Inmetro Número

005993/2017

Peso do Produto

8kg

Peso do Produto com Embalagem

11kg

Dimensões do Produto

Largura 97cm, Altura 57cm, Profundidade 7,7cm

Prazo de Garantia

01 ano (3 meses de garantia legal e mais 9 meses de garantia especial concedida pelo fabricante)

Conteúdo da Embalagem

1 Smart TV, 1 Controle Remoto, Baterias, Manual do Usuário e Cabo de energia


#SmartTV #Samsung #Tecnologia #FullHD  


Link para comprar: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/smart-tv-full-hd-led-43-samsung-43t5300a-wi-fi-hdr-2-hdmi-1-usb/p/225608100/et/elit/

A farsa da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Jair Bolsonaro

 

Em setembro de 2023, Alexandre de Moraes homologou a colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, que se desdobraria em várias etapas. Desde então, os brasileiros aguardam ansiosos as revelações do oficial, que foi ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro durante os quatro anos de mandato. Segundo o ministro do STF, as confissões comprovariam que o Brasil escapou por pouco de virar cenário do primeiro golpe de Estado do mundo consumado sem uma única arma de fogo e promovido por um ajuntamento de golpistas que incluíam donas de casa, idosos, mães de família, moradores de rua e autistas — todos abastecidos por um vendedor de algodão-doce.
Passados 16 meses, as declarações de Cid sugerem que “O depoimento da testemunha-chave da acusação deixa claro que o golpe não foi tentado, não foi preparado e não foi dado”. Também escancara a postura intimidatória de Moraes e a angústia de um depoente atormentado pelo pesadelo de retornar à prisão (incluindo familiares).
Ainda assim, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, encontrou motivos para denunciar o ex-presidente e mais 33 pessoas por cinco crimes, começando pela tentativa de golpe de Estado. Se condenados, as penas podem chegar a 28 anos de prisão. A denúncia também se baseia num relatório da Polícia Federal em que a palavra “possibilidade” aparece 47 vezes, enquanto “teria” ou “teriam” conseguem 107 menções. Com 25 ocorrências, “hipótese” ou “hipotética” empatam com “supostamente”.
“Especialistas em Direito, juristas renomados pela seriedade na defesa apartidária do Estado Democrático de Direito e do devido processo legal têm apontado uma série enorme de inconsistências e narrativas na denúncia da Procuradoria-Geral da República, o que torna a peça de Paulo Gonet precária e frágil juridicamente, além de politizada”, observa Adalberto Piotto. O documento, enfatiza, busca sustentar a qualquer custo a tese do golpe, transformando críticos em subversivos e manifestantes em golpistas.
Apesar da fragilidade da acusação, Bolsonaro já foi declarado culpado antecencena-se agora um show trial, julgamento público no qual a culpa ou inocência do réu já foi previamente decidida. “Aqueles que denunciam o suposto ‘golpe armado’ sem armas e prometem um julgamento imparcial são os mesmos que confessam ter derrotado o bolsonarismo, que anularam todas as provas da Lava Jato contra os petistas e seus companheiros, que atropelam a Constituição para governar o país e perseguir críticos”.
Tão preocupante quanto esse penoso espetáculo é a conivência quase unânime da imprensa velha, que desempenha o papel de coadjuvante passivo nesse teatro do absurdo.

Post de Plínio Pereira Carvalho

Fonte: https://www.facebook.com/1677131654/posts/10224233980551998/?rdid=5zb0S4eDr7N4VRiN#

UMA BOA LEMBRANÇA

 


Governo Lula suspende Plano Safra

 

Governo Lula suspende Plano Safra


Suspensão do Plano Safra ameaça produção agropecuária e pode encarecer alimentos

Post de Mais Sudeste

Fonte: https://www.facebook.com/100064549908383/posts/1019014603593527/?rdid=ZzcbWqQGm6yjDfto#

Lula assume desgoverno

 

Trump chama Bolsonaros de amigos!

 


Nova onda de calor será longa no RS e deve invadir março

 Previsão da MetSul indica que o pior momento do calor no RS deve ocorrer entre esta segunda e quarta-feira

Porto Alegre está entre as cidades que mais devem sofrer com o calor nesta semana | Foto: Ricardo Giusti


A nova onda de calor que se inicia no Rio Grande do Sul será muito longa, vai ganhar força e deve invadir o mês de março, alerta a MetSul Meteorologia. Esta segunda onda de calor de fevereiro – a primeira durou entre os dias 2 e 12 deste mês – está associada a uma bolha de calor entre a Argentina, Uruguai, Paraguai e o Rio Grande do Sul, afetando ainda parte de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

A previsão da MetSul indica que o pior momento do calor no RS deve ocorrer entre esta segunda e a quarta-feira na maior parte das cidades e ainda no final da semana, em parte do estado, com máximas próximas, ao redor e acima de 40ºC em grande número de municípios.

As regiões que mais devem sofrer com o calor são o Oeste, Noroeste, o Centro, a Campanha, o Sul, os vales, Porto Alegre e a região metropolitana.

Em Porto Alegre, as máximas previstas – e sujeitas a ajustes nos próximos dias – devem ser de 36ºC a 37ºC nesta segunda-feira, 38ºC a 39ºC na terça, 37ºC a 39ºC na quarta, 32ºC a 34ºC na quinta, 35ºC a 37ºC na sexta, e 36ºC a 38ºC no sábado. Na região metropolitana, máximas ainda mais altas devem ocorrer.

Na segunda metade da semana, o aumento de nuvens e a ocorrência de pancadas de chuva devem fazer com que as máximas fiquem menores em diversas cidades. Contudo, ainda deve seguir calor no território gaúcho, com tardes quentes e bastante abafadas, o que vai favorecer as pancadas com temporais isolados.

O episódio atual da onda de calor acima da média, o segundo deste mês de fevereiro, tende a ser longo. É o que indica a grande maioria dos modelos de previsão do tempo que tem projeções para 10 a 15 dias analisados pela MetSul.

Modelos usados internacionalmente, como o norte-americano GFS da NOAA ou o ECWMF do Centro Meteorológico Europeu, apontam que o calor intenso deve persistir na primeira semana de março, ou seja, o Carnaval no Sul do Brasil será em meio ao calor intenso.

É altamente provável que a primeira semana de março no RS tenha várias tardes de calor excessivo, com cidades registrando máximas perto, ao redor e até mesmo acima de 40ºC. Porto Alegre e região metropolitana estão entre os locais com perspectiva de temperatura muito alta e bastante acima das médias históricas.

Embora a tendência seja de temperaturas muito acima da média por um longo período, em alguns dias as pancadas de chuva e até mesmo temporais podem fazer com que as máximas não sejam tão altas em algumas cidades, mas trata-se de um alívio local e temporário.

Correio do Povo

Níveis dos rios da Região Metropolitana voltam a reduzir

 Marcas reduziram nos rios Gravataí e dos Sinos, mas captações ainda estão liberadas para situações fora do abastecimento humano

Estiagem provoca baixo nível no leito do Rio Gravataí | Foto: Ricardo Giusti


Os níveis dos principais rios da Região Metropolitana apresentaram novamente forte redução ontem, de acordo com o monitoramento diário da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). No entanto, as marcas ainda estão dentro da chamada cota de atenção, em que as captações de água estão liberadas para situações fora do abastecimento humano, como irrigação de plantios. No Rio Gravataí, foi o sétimo dia seguido nesta condição. Já no rio dos Sinos, o 11º dia consecutivo. A onda de calor atuante na Região Metropolitana e no restante do Rio Grande do Sul, no entanto, pode agravar a situação dos cursos d’água.

No Gravataí, as marcas chagaram a 2,03 metros na Estação de Tratamento de Água (ETA) Alvorada, menos quatro centímetros em relação ao sábado, enquanto na ETA Gravataí, no Passo dos Negros, a aferição foi de 1,51 metro, mesma marca do dia anterior. A medição do Balneário Passo das Canoas não havia sido divulgada até o fechamento desta edição. As pistias, plantas aquáticas que indicam presença de matéria orgânica na água, diminuíram no Gravataí nos últimos dias, porém seguem presentes. Os mesmos vegetais foram vistos no início do mês na barragem da Lomba do Sabão, entre Porto Alegre e Viamão.

Enquanto isso, no Rio dos Sinos, o boletim de estiagem da Sema apontava 1,97 metro na cota da Corsan no município de Campo Bom, menos 23 centímetros sobre o sábado, 1,80 metro no Semae, em São Leopoldo, 20 centímetros inferior à marca do dia anterior, e 2,98 metros, na Comusa, em Novo Hamburgo, com queda de 24 centímetros sobre as 24 horas anteriores.

Conforme o boletim de estiagem da Defesa Civil Estadual, aumentou para 173 o número de municípios gaúchos atingidos pela estiagem no Rio Grande do Sul, com a inclusão de Sertão, Sananduva, Nova Alvorada e Victor Graeff na última sexta-feira, sendo estas as cidades mais recentes incluídas no levantamento. Assim, pela primeira vez nesta temporada de seca, o contingente de gaúchos afetados pela falta de chuvas no território gaúcho passou de 1,2 milhão.

Dos 154 municípios a decretarem situação de emergência até o momento no Rio Grande do Sul, a Defesa Civil Estadual informou que 47 deles tiveram homologação estadual dos decretos, enquanto 32 têm reconhecimento federal de sua situação. Apenas o Rio Bernardo José, na altura da PCH São Bernardo Montante, na bacia do Apuaê-Inhandava, segue com nível crítico relacionado a estiagem no RS, também segundo o levantamento da Sema.

O rio em questão fica na divisa entre os municípios de Barracão e Esmeralda. Outros três estão em alerta de estiagem: Rio Colorado, em Colorado, na altura da CGH Colorado Montante, Rio Ivaí, na ponte Rincão do Ivaí, próximo a Tupanciretã, e o Arroio Carijinho, próximo a UHE Dona Francisca, na região de Sobradinho. Quatro outros estão em estado de atenção: Arroio Forromeco, em São Vendelino, Rio Uruguai, no município de Itaqui, Rio Douradinho, próximo da UHE Foz do Chapecó e do município de Itatiba do Sul, e ainda o rio São Domingos, na altura da PCH Caçador, na cidade de Paraí. Outros 65 pontos monitorados estão em níveis seguros de água, segundo a Sema.

Correio do Povo

Documentos e itens apreendidos são perdidos após incêndios no Deic

 Materiais foram destruídos, mas, segundo o departamento, as investigações não foram prejudicadas. Os episódios, porém, acenderam o alerta de entidades de classe, que questionam as condições de trabalho dos servidores

Prédio que pegou fogo em três ocasiões no final de janeiro | Foto: Pedro Piegas

Apreensões e documentos da Polícia Civil foram destruídos por três incêndios em sequência que atingiram o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), no final de janeiro, em Porto Alegre. De acordo com a alta cúpula da instituição, mesmo com a perda dos materiais, as investigações e ofensivas do órgão não foram prejudicadas. Os episódios acenderam o alerta de entidades de classe, que questionam as condições de trabalho oferecidas aos servidores e cobram mais rigor na fiscalização em prédios da segurança pública.

O primeiro incidente foi registrado no final da manhã de 24 de janeiro, no prédio F da antiga sede da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que fica na avenida Joaquim Porto Villanova, no bairro Jardim Carvalho. A estrutura reservava dois andares para abrigar os policiais do Deic, que teve a antiga sede destruída pelas chuvas e enchentes em maio do ano passado.

Naquela sexta-feira, por volta das 11h, teve início um incêndio no terceiro piso. A fumaça tomou conta do prédio e os agentes que estavam ali foram obrigados a abandonar o trabalho às pressas. Foi preciso convocar duas equipes de bombeiros, sendo os pelotões Passo D'Areia e Açorianos, para controlar as chamas. A operação somou dois caminhões Auto Bomba Tanque (ATB) e seis militares. Ninguém ficou ferido.

No mesmo edifício, foram registrados outros dois princípios de incêndio, também no terceiro andar do local. As ocorrências aconteceram ao longo do final de semana que sucedeu o primeiro incidente. Um caso foi no sábado e outro, domingo. Novamente se instaurou um corre-corre entre os agentes que estavam de serviço. Mais uma vez, não houve feridos.

As chamas, em todos os três casos, teriam começado em um cômodo que servia de depósito para o departamento. O fogo consumiu por completo alguns dos materiais apreendidos em operações, além de documentos e inquéritos. Os itens que não foram carbonizados perderam a utilidade uma vez que ficaram totalmente encharcados durante a ação dos bombeiros para controlar as chamas.

Caixas de plástico com armas ficaram queimadas nas chamas que atingiram o 3° andar da nova sede do DEIC | Foto: Marcelo Sousa / Ugeirm / CP

Segundo a diretora do Deic, delegada Vanessa Pitrez, o ocorrido não chegou a prejudicar os trabalhos no departamento. Ela reconhece que houve apreensões perdidas no fogo, mas diz que esses eram materiais fruto de apurações já concluídas. Em relação aos inquéritos, o argumento é que todos os conteúdos já estavam digitalizados, por isso, nenhum processo investigativo teria sido afetado.

“A Polícia Civil tem por padrão digitalizar o conteúdo de todos os inquéritos, ou seja, apenas os papeis foram perdidos, mas não o teor das investigações. Além disso, os documentos que estavam no depósito são referentes a apurações que já foram concluídas. Isso também serve para os materiais guardados ali, como no caso de celulares, que tinham as informações já extraídas. Quando um inquérito está em curso, as apreensões não são enviadas para o depósito, elas ficam em posse da nossa Divisão de Inteligência ou dos policiais que compõem a equipe de uma determinada investigação”, afirma a diretora do Deic.

Conforme Vanessa Pitrez, apesar do susto, não foi preciso cancelar diligências e nem reagendar ofensivas. “Apesar do ocorrido, continuamos o nosso trabalho de forma ininterrupta, como sempre fazemos. Todas as diligências que estavam agendadas foram feitas conforme o previsto”, enfatiza Vanessa Pitrez.

O chefe de Polícia, delegado Fernando Sodré, disse que nenhum dos princípios de incêndio que ocorreram no local foram ocasionados por problemas na rede elétrica. “O primeiro incêndio começou em celulares apreendidos e que estavam guardados em um depósito. Alguns tinham as telas quebradas, porque é normal que os suspeitos pisem nos aparelhos no momento em que são presos. Isso é uma tentativa deles para evitar a coleta de provas. Ocorre que a bateria dos equipamentos é feita de lítio e, como estava muito calor dentro do prédio, acreditamos que a substância superaqueceu e os telefones entraram em combustão. Algo parecido aconteceu nos dias seguintes, quando a temperatura elevada no local inflamou materiais que sobraram do rescaldo", explicou o chefe de Polícia.

As causas

Sodré reconhece que a falta de refrigeração no prédio pode ter contribuído para os incêndios. No entanto, ele ressalta que os casos ocorreram uma semana antes do início de reformas para melhorias na estrutura. O delegado especifica que, a partir do auxílio da iniciativa privada, foi autorizada a destinação de R$ 183 mil para obras nos pisos, R$ 220 mil para a construção de divisórias e outros R$ 106 mil para o conserto do sistema de ar-condicionado.

Prédio que estava abrigando o Departamento Estadual de Investigações Criminais depois das enchentes de maio do ano passado | Foto: Pedro Piegas


O chefe de Polícia também admite que o edifício que abrigava o Deic tinha fragilidades, mas rebate a tese de que os policiais corriam risco ao trabalhar ali. Ele destaca que o departamento foi realocado para o lugar de forma abrupta e em circunstâncias adversas devido às enchentes, e que, à época, não havia outro local disponível para receber o efetivo do órgão. "As pessoas precisam entender que as atividades da Polícia Civil não podem parar em nenhum momento. Nenhum órgão parou de trabalhar, nem mesmo o Deic, que teve a antiga sede completamente alagada. Parte dos eletrônicos foram salvos, mas houve perda quase total de cadeiras, mesas e do restante da mobília. Foi preciso fazer uma mudança emergencial, sem o tempo necessário para avaliações aprofundadas, e o antigo prédio da CEEE era o único lugar possível naquele momento. Contudo, eu gostaria de deixar bem claro que, mesmo sem estar em uma sede com as condições ideais, o Deic jamais parou de operar", ressaltou Sodré.

O delegado confirma que os incêndios afetaram parte da rede elétrica do prédio F, em especial um quadro de luz. Por causa disso, parte do Deic foi transferido ao prédio A do mesmo terreno, onde também funciona a Chefia da Polícia Civil. Já os funcionários que atuam na área digital do departamento, foram autorizados a trabalhar de suas casas.

De acordo com o chefe de Polícia, o Deic está em vias de arranjar uma outra sede, e, para isso, uma análise de prédios já está em andamento. Contudo, não foram informados quais seriam os locais para onde o órgão poderá ser transferido no futuro. Há ainda um plano do Executivo Estadual, sem data prevista, que prevê a construção de uma estrutura específica para abrigar o departamento em definitivo. "A Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) achou por bem interditar o prédio após o incêndio. Já estamos procurando outros locais para abrigar o Deic. Nossa expectativa é resolver a situação o mais rápido possível. O plano é construir uma estrutura para o departamento, mas não há previsão para isso, seria daqui há anos", antecipou Fernando Sodré.

Os riscos

As entidades de classe concordam que os incêndios não prejudicaram as investigações no Deic. Os representantes dos servidores, entretanto, alegam temer as condições de trabalho oferecidas aos profissionais da segurança, assim como as condições dos prédios onde eles estão lotados.

No caso do Deic, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil (Ugeirm), alega que, nas semanas antes do incêndio, já alertava sobre o calor excessivo no local. A situação seria agravada pela falta de ar-condicionado na estrutura. Os relatos do Ugeirm dão conta que, no interior do prédio, a sensação térmica ultrapassava 40 graus. Houve casos em que os servidores precisaram cumprir o expediente na área externa, na tentativa de fugir de um ambiente quente e abafado. Outros, chegaram a passar mal devido ao calor. "Desde que o departamento foi deslocado de forma provisória, em maio de 2024, os policiais trabalhavam em condições insalubres. Havia uma promessa de instalação de aparelhos de ar-condicionado, que não foi cumprida. Isso levou os servidores a trabalhar sob um calor extremo, inclusive, há casos de policiais que passaram mal. É inadmissível que, em um verão com recordes de calor, os servidores tenham sido obrigados a trabalhar sem ar-condicionado. Isso gera risco à saúde dos profissionais", afirma o vice-presidente do Ugeirm, Fábio Nunes Castro.

Na visão de Castro, o incidente comprova que a segurança e a saúde dos agentes do Deic estava em risco no local. Ele relembra o incêndio que atingiu a antiga sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), em 2021, quando dois bombeiros morreram e teme que algo similar possa acontecer outra vez caso não sejam adotadas medidas de segurança nos prédios da Polícia Civil. "É bom lembrar que a sede da CEEE estava desativada e foi uma solução emergencial após a enchente. Para que fosse ocupado, seria necessário que se realizasse uma avaliação criteriosa do lugar, o que parece não ter ocorrido. Dessa vez não tivemos nenhuma perda humana, mas fato é que estamos chegando cada vez mais perto de uma grande tragédia", ponderou Castro.

O vice-presidente do Ugeirm chama atenção para o fato de que, em dois anos, o Deic bloqueou mais de R$ 250 milhões oriundos de corrupção, entre valores de bens apreendidos e o congelamento de contas bancárias de suspeitos. A sugestão dele é que parte do montante seja destinado para a reforma de delegacias e departamentos. Castro também garante que o Ugeirm cobrará vistorias dos prédios da Polícia Civil no Estado.

"A ironia da situação é que o Deic conseguiu recuperar mais de R$ 250 milhões aos cofres públicos através de operações. No entanto, os seus policiais não têm nem mesmo um ar-condicionado a disposição e são submetidos aos riscos de um incêndio pelas péssimas condições do prédio onde trabalham. Vamos exigir a fiscalização de todas as delegacias gaúchas. O nosso Estado foi palco do maior incêndio da história recente do país, é preocupante que 12 anos depois ainda tenhamos vidas sendo colocadas em risco pela falta de condições de prédios públicos”, destacou o vice-presidente da Ugeirm.

A Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep) também prestou solidariedade aos colegas que atuam no Deic. A entidade destacou que o episódio reforça a necessidade das autoridades em prestar mais atenção para a categoria no que diz respeito às estruturas e equipamentos de trabalho.

O ex-chefe de Polícia e presidente da Asdep, delegado Guilherme Wondracek, corrobora que, mesmo antes do fogo, as condições de serviço oferecidas aos policiais do Deic não eram adequadas. “O prédio não tinha ar-condicionado e os policiais trabalhavam em condições sufocantes, de extremo calor. Nada indica que o prédio tenha Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI), tanto que houve três incêndios seguidos”, pontuou o delegado Wondracek.

A reportagem contatou o Corpo de Bombeiros Militar sobre o PPCI no prédio onde estava o Deic, mas a assessoria de comunicação social da instituição disse que não tinha informações sobre isso no momento. A SPGG e a SSP também foram questionadas sobre o tema, mas, até o momento desta publicação, não confirmaram se o prédio F da antiga CEEE tem ou não o PPCI válido.

A história

O Deic é um dos principais órgãos de investigação especializada da Polícia Civil. São 13 delegacias e aproximadamente 215 servidores. O foco é promover ações de combate à corrupção, lavagem de dinheiro, roubo de veículos, captura de foragidos, crimes virtuais, sequestro, roubo a bancos, entre outros delitos que envolvam o crime organizado.

Nascido em 1997, o Deic tem raízes na antiga DI (Divisão de Investigações), que era vinculada ao Departamento de Polícia Metropolitana. A criação do órgão foi estabelecida pela Lei 10.997, que define a organização básica da Polícia Civil. Conforme a legislação, o Deic tem por finalidade coordenar, fiscalizar e executar as atividades de Polícia Judiciária e de investigações em todo o território do Rio Grande do Sul, além da apuração sobre infrações penais cometidas por organizações ou associações criminosas.

Durante mais de duas décadas, a sede do órgão na Capital esteve situada na rua Professor Cristiano Fischer, no bairro Petrópolis, na zona Leste. O prédio não comportava todas as unidades do departamento. Ali, ficavam cinco delegacias, sendo as outras distribuídas em espaços diversos. O custo mensal dos aluguéis era de aproximadamente R$ 80 mil.

O Deic mudou de sede pela primeira vez em outubro de 2018. O efetivo foi para uma estrutura de grandes dimensões, localizada na Avenida das Indústrias, no bairro São João, na zona Norte. Antes disso, o local havia servia para abrigar uma fábrica de componentes da indústria automotiva, que decretou falência após 50 anos em atividade.

O imóvel mede aproximadamente 7,5 mil metros quadrados. O Deic concentrou todas as delegacias ali durante quase cinco anos. O espaço também contava com um rígido esquema de segurança, em virtude do volume de apreensões feitas nas operações policiais. O custo do aluguel era maior do que o da sede anterior, cerca de R$ 100 mil mensais.

Mesmo com mais gastos, o lugar parecia ideal para abrigar as necessidades do departamento, não apenas por uma questão de espaço, mas também em termos logísticos. O departamento tem atribuição estadual, então a proximidade com a Freeway e a BR 116 facilitava o acesso dos policiais para deflagrar ofensivas em regiões como Serra, Litoral e Sul gaúcho.

Foi de forma abrupta que o Deic precisou deixar a sede na Avenida das Indústrias. A saída ocorreu no ano passado, em 3 de maio, quando o local ficou completamente submerso por chuvas e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

A base do departamento no bairro São João ficou dois metros debaixo d'água. Na época, os agentes tiveram que retirar viaturas, equipamentos eletrônicos, materiais confiscados, armas e celulares. O dilúvio também atingiu documentos e inquéritos físicos, que só não tiveram os conteúdos perdidos porque a maior parte já estava digitalizada. O mobiliário, contudo, foi perdido por completo. Os policiais só conseguiram retornar ao local no dia 5 daquele mês, em um barco.

A solução emergencial após a catástrofe foi instalar o Deic de forma provisória na antiga sede da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), localizada na avenida Joaquim Porto Villanova, no bairro Jardim Carvalho. O prédio pertence ao governo Estadual, ou seja, não é mais preciso pagar aluguel.

Foi ali que o órgão permaneceu por quase um ano, no segundo e terceiro andares do prédio F. No início deste mês, após os incêndios, o Deic foi realizado para o prédio A, também no terreno.

Correio do Povo

Jornal do Boris - 24/2/2025 - Notícias do dia com Boris Casoy