Grêmio homenageia Caxias pelo empréstimo do Centenário no período das enchentes do RS em 2024

 Tricolor atuou como mandante em cinco partidas na Serra Gaúcha



Antes da bola rolar pelo Gauchão, neste domingo, o Grêmio, através do presidente Alberto Guerra, entregou uma placa ao presidente do Caxias no ano passado, Mario Werlang, e ao atual, Roberto de Vargas, em agradecimento pelo empréstimo do estádio Centenário durante as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.


Com a Arena impossibilitada de receber jogos, o Tricolor atuou como mandante no Centenário em cinco oportunidades. Foram três vitórias (1 a 0 sobre o Fluminense e 2 a 0 sobre o Vitória, pelo Brasileirão, e 3 a 1 sobre o Operário-PR, pela Copa do Brasil), um empate (2 a 2 com o Palmeiras, pelo Brasileirão) e uma derrota (2 a 0 para o Cruzeiro, pelo Brasileirão).

O Grêmio atuou fora de Porto Alegre durante cinco meses. A volta aconteceu no dia 1° de setembro, na derrota para o Atlético-MG por 3 a 2, pelo Campeonato Brasileiro.

Correio do Povo

Trump anuncia sanções à Colômbia após Petro recusar voos militares com migrantes deportados

 Republicano enumerou, "tarifas de 25%", restrições de viagem e revogação "imediata" de vistos para funcionários do governo colombiano



O presidente americano Donald Trump anunciou neste domingo, 26, por meio de sua rede social, a imposição de tarifas de importação a produtos colombianos após o presidente Gustavo Petro ter se recusado a receber dois aviões com imigrantes deportados dos Estados Unidos. Na sexta, 24, um voo com imigrantes brasileiros chegou a Manaus com relatos de agressões e maus-tratos contra os deportados.

Trump anunciou de imediato a fixação de tarifas de importação de 25% sobre os produtos colombianos, além da suspensão de vistos para Petro, aliados políticos e familiares e sanções bancárias e financeiras contra o país.

“Estas medidas são apenas o começo. Não permitiremos que o governo colombiano viole suas obrigações legais no que diz respeito à aceitação e ao retorno dos criminosos que forçaram a entrada nos Estados Unidos”, afirmou Trump.

Mais cedo, o presidente colombiano havia citado o caso de deportados brasileiros que disseram ter sofrido agressões de agentes da imigração americana para vetar a entrada dos voos de repatriação no país.

“Um imigrante não é um criminoso e deve ser tratado com a dignidade que um ser humano merece”, afirmou Petro. “Não posso obrigar os imigrantes a permanecer num país que não os quer; mas se esse país os devolver, deve ser com dignidade e respeito por eles e pelo nosso país”.

“Fui informado que dois voos de repatriação vindos dos Estados Unidos, com um grande número de criminosos ilegais, não foram autorizados a pousar na Colômbia”, escreveu Trump na sua rede social The Truth. “A negação de Petro a esses voos colocou em risco a segurança nacional e a segurança pública dos Estados Unidos, portanto, instruí minha administração a tomar imediatamente as seguintes medidas retaliatórias urgentes e decisivas”.

Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia, adotou uma postura mais defensiva contra Trump e suas deportações. No X, ele observou que mais de 15,6 mil cidadãos americanos estão vivendo na Colômbia sem os documentos adequados. Petro disse que, embora esteja ciente de que alguns americanos estão vivendo ilegalmente na Colômbia, ele não vai prendê-los e devolvê-los aos EUA acorrentados, dizendo que seu governo é “o oposto dos nazistas”.

Os Estados Unidos são o parceiro comercial e aliado de segurança mais importante da Colômbia. As remessas financeiras para a Colômbia representam cerca de 3,4% da economia do país - mais do que o café, um dos principais produtos de exportação colombianos. A maior parte dessas remessas vem dos Estados Unidos.

A Embaixada dos EUA em Bogotá não respondeu a um pedido de comentário.

Segundo a NBCNews, o México se negou a receber um avião militar dos EUA que transportava deportados na quinta, 23. No mesmo dia, dois Air Force C-17s com 80 deportados cada viajaram até a Guatemala. A terceira aeronave, que tinha o México como destino, não teve pouso autorizado.

No mesmo dia, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, tuitou: “Ontem, o México aceitou um recorde de 4 voos de deportação em um dia!”. Não está claro se os voos eram militares ou civis e nem os efeitos da recusa para os países

“O México tem um relacionamento muito bom com o governo dos Estados Unidos e cooperamos com respeito à nossa soberania em uma ampla gama de questões, incluindo a migração. Quando se trata de repatriações, sempre receberemos de braços abertos a chegada de mexicanos ao nosso território. O México os abraça”, disse uma nota do ministro das relações exteriores do México. O governo da presidente mexicana Claudia Sheinbaum já afirmou que se opõe à ação “unilateral” de Trump em questões migratórias.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Motociclista que foi arrastado por enxurrada é encontrado morto em Guarulhos

 Caso aconteceu à noite, por volta das 20h15, segundo a prefeitura



Um motociclista de 27 anos foi encontrado morto neste domingo, 26, em Guarulhos, na Grande São Paulo, depois de ter sido arrastado por uma enxurrada e caído em um córrego na Avenida Panambi, no bairro Cidade Industrial Satélite de Cumbica, durante as chuvas do último sábado, 25, que atingiram a cidade.

Segundo informações da Prefeitura de Guarulhos, o caso aconteceu à noite, por volta das 20h15. "Havia alagamento na via e a vítima, sem possibilidade de determinar o limite da avenida, caiu no córrego e foi arrastada pela correnteza", informou a administração.

Os Bombeiros iniciaram as buscas da vítima no período da noite, mas tiveram que interromper as ações por volta de 0h10. As tentativas de localizar o motociclista foram retomadas na manhã deste domingo, como bote de salvamento e apoio da Defesa Civil da cidade.

O corpo foi localizado por volta das 10h. Conforme a Prefeitura, não informações ainda sobre a identidade da vítima e os parentes ainda não tinham sido localizados até a tarde deste domingo.

A ocorrência foi registrada como morte suspeita pelo 4°DP de Guarulhos. A Polícia Civil pediu a perícia no local e vai investigar o caso, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

A morte do motociclista é a 16ª em decorrência das chuvas no Estado de São Paulo desde o início da Operação Chuvas, que acontece entre 1° de dezembro e 31 de março, conforme balanço da Defesa Civil. Durante a mesma operação do ano passado, foram 18 mortes por conta dos temporais.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontam que Guarulhos registrou um acumulado de 53 mm de chuva no último sábado. Foi o terceiro maior volume de precipitação do Estado no dia, atrás apenas da cidade de Ribeirão Preto (81 mm) e Mogi Das Cruzes (54 mm).

No último sábado, 25, o artista plástico Rodolpho Tamanini Netto, de 73 anos, também foi encontrado sem vida dentro da própria casa, na Rua Belmiro Braga, em Pinheiros, bairro da zona oeste de São Paulo. Informações da Secretaria de Segurança Pública indicam que a residência foi invadida por uma enxurrada provocada pelos temporais da última sexta.

A entrada da água, segundo a pasta, teria sido facilitada após um carro, arrastado pela enxurrada, se chocar e quebrar o portão da casa de Tamanini. Um amigo do artista revelou ao Estadão que a vítima tinha acabado de instalar uma porta antienchente porque sofria de forma recorrente com as inundações neste período de fortes temporais.

No sábado, 25, o Governo de São Paulo fez um novo alerta para fortes temporais na capital e na Grande São Paulo por conta da chegada de uma nova frente fria na região. A previsão é de temporais com raios e fortes rajadas de vento. Por conta da possibilidade de um evento climático extremos, foi instalado um gabinete de crise que funcionará a partir da próxima segunda, 27, até terça-feira, 28.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Políbio: O Cronista da Ascensão de Roma

 


Políbio foi um historiador grego de grande importância que viveu entre 203 a.C. e 120 a.C. Seu trabalho mais conhecido é a obra "Histórias", um extenso relato que narra a ascensão de Roma ao poder no mundo mediterrâneo.

Por que Políbio é importante?

  • Testemunha ocular: Políbio viveu em um período crucial da história, presenciando de perto a expansão romana e a queda de grandes potências como Cartago. Essa experiência única lhe proporcionou uma perspectiva privilegiada sobre os eventos de sua época.
  • Análise política e social: Ao contrário de muitos historiadores antigos, Políbio não se limitava a narrar os fatos. Ele buscava entender as causas profundas dos acontecimentos, analisando as instituições políticas, as estruturas sociais e os fatores psicológicos que moldavam o comportamento humano.
  • Teoria da constituição mista: Políbio desenvolveu uma teoria política inovadora, defendendo a ideia de que a constituição romana, que combinava elementos monárquicos, aristocráticos e democráticos, era a forma de governo mais estável e duradoura. Essa teoria influenciou pensadores políticos posteriores, como Maquiavel e Montesquieu.
  • Método histórico: Políbio introduziu novos métodos de investigação histórica, como a verificação de fontes e a análise crítica dos testemunhos. Seu trabalho contribuiu para o desenvolvimento da historiografia como disciplina.

O que Políbio escreveu?

As "Histórias" de Políbio são uma obra monumental que originalmente compreendia 40 livros. Nela, o historiador narra a história do mundo mediterrâneo desde 264 a.C. até 146 a.C., com foco especial na ascensão de Roma. Políbio analisou as guerras púnicas, a destruição de Cartago e Corinto, e as causas da decadência das antigas potências helenísticas.

Legado de Políbio

Políbio é considerado um dos mais importantes historiadores da antiguidade. Sua obra continua a ser estudada e debatida por historiadores e cientistas políticos até os dias de hoje. Seu legado reside em sua capacidade de analisar os eventos históricos de forma profunda e complexa, oferecendo insights valiosos sobre as dinâmicas do poder e as causas das transformações sociais.

Em resumo:

Políbio foi um historiador grego que deixou um legado duradouro ao analisar a ascensão de Roma e desenvolver uma teoria política inovadora. Seu trabalho continua a ser relevante para a compreensão da história antiga e das relações de poder.

República Democrática do Congo acusa Ruanda de “declarar guerra”

 Chanceler pediu sanções políticas e econômicas contra Ruanda, cujas tropas apoiam o grupo rebelde M23



A chanceler da República Democrática do Congo (RDC), Thérèse Kayikwamba Wagner, denunciou neste domingo, perante o Conselho de Segurança da ONU, a entrada de mais tropas de Ruanda em seu país, uma ação que definiu como "uma declaração de guerra."

"Mais tropas ruandesas cruzaram os portões 12 e 13 do posto fronteiriço que separa Goma [RDC] de Gisenyi [Ruanda], entrando em nosso território em plena luz do dia, em uma violação aberta e deliberada da nossa soberania. É uma agressão frontal, uma declaração de guerra que não se esconde atrás de truques diplomáticos", disse a ministra, durante uma reunião de emergência do Conselho.

Thérèse pediu sanções políticas e econômicas contra Ruanda, cujas tropas apoiam o grupo rebelde M23, majoritariamente tutsi, em sua ofensiva para alcançar a capital da província de Kivu do Norte, Goma, uma região rica em minerais.

“O Conselho de Segurança deve impor sanções seletivas que incluam o congelamento de ativos e a proibição de viajar, não apenas contra os membros identificados da cadeia de comando das Forças Armadas ruandesas, mas também contra os responsáveis políticos por essa agressão”, ressaltou a ministra, que também pediu "um embargo total às exportações de todos os minerais rotulados como ruandeses".

A sessão do Conselho foi antecipada devido à escalada da violência no leste da RDC, que causou a morte de 13 membros de forças de paz. Os Estados Unidos condenaram a ofensiva de Ruanda e do M23, pediram um cessar-fogo e alertaram que Washington vai usar todas as ferramentas disponíveis contra aqueles que estimulam o conflito.

Após o fracasso da mediação de Angola, o M23 e mais de 3 mil soldados de Ruanda, segundo a ONU, avançaram rapidamente nas últimas semanas, e agora cercam Goma, cidade de 1 milhão de habitantes. Nos últimos anos, o M23 se apoderou de grandes extensões de território no leste da RDC, alegando defender a população tutsi do Congo.

Explosões

Fontes da segurança e da ONU informaram que um drone de Ruanda abriu fogo neste domingo contra posições congolesas a cerca de 6 km de Goma. Segundo fontes da missão da ONU na RDC (Monusco), dois paramilitares ficaram gravemente feridos.

Outros bombardeios atingiram o campo de deslocados de Rusayo, nos arredores de Goma, segundo fontes humanitárias. No centro da cidade, explosões foram ouvidas desde o amanhecer, enquanto helicópteros do Exército congolês sobrevoavam a área.

A maioria das lojas ficou fechada e houve saques em bairros da periferia. O Exército da RDC acusou Ruanda de estar “determinada a tomar a cidade de Goma”.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu hoje que as forças de Ruanda se retirem do território da RDC e cessem seu apoio ao M23, informou seu porta-voz, Stephane Dujarric.

"O secretário lembra às partes em conflito suas obrigações em virtude do direito humanitário internacional. Lembra que os ataques contra a equipe das Nações Unidas pode constituir um crime de guerra", advertiu Dujarric.

Três membros das forças de paz morreram nas últimas 48 horas no leste da RDC. A comunidade internacional reiterou seus apelos aos rebeldes para que detenham seu avanço sobre Goma.

A ONU começou a retirar parte dos seus funcionários da cidade. Estados Unidos, França, Reino Unido e Alemanha pediram que seus cidadãos deixem Goma enquanto o aeroporto e as fronteiras ainda estão abertos.

AFP e Correio do Povo

Polícia uruguaia prende detento resgatado por grupo armado durante emboscada em Quaraí

 Outras três pessoas também foram detidas em operação realizada em conjunto com policiais brasileiros



A polícia de Artigas, no Uruguai, prendeu na noite do último sábado o detento José Diogo Castro de Souza, de 30 anos, que havia sido capturado durante uma emboscada contra agentes da Polícia Penal, em Quaraí, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Outras três pessoas também foram presas e um menor de 17 anos, suspeito de ser o motorista do veículo utilizado na fuga, foi apreendido.

Souza estava detido no Presídio Estadual de Quaraí, quando, por volta das 10h20min da última sexta-feira, durante o deslocamento para uma consulta em uma clínica médica na rua Doutor Ascânio Tubino, eles foram surpreendidos por tripulantes de um automóvel Chevrolet Spin de cor prata, conforme relatos de testemunhas.

O detento preso tem diversos antecedentes criminais, como por homicídio doloso, lesão corporal, posse de entorpecentes, ameaça, tráfico e desacato. Na ocasião do resgate, três suspeitos armados trocaram tiros com os policiais penais, ferindo um deles no braço esquerdo e na coxa e outro na região do quadril. Eles receberam atendimento médico. O veículo foi abandonado no Rio Uruguai e havia suspeita de que eles tivessem fugido para território uruguaio.

No Brasil, a Força Tática da Brigada Militar (BM) de Sant’Ana do Livramento, mais a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) local participavam das buscas. Ainda foram enviados para a região um batalhão do Comando de Polícia de Choque (CPChq) e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). O presídio de Quaraí chegou a passar por revista do Grupo de Ações Especiais da Polícia Penal após o fato.

Correio do Povo

Hamas denuncia proposta de Trump de “limpar” a Faixa de Gaza

 Bassem Naim, membro do gabinete político do Hamas, afirmou que os palestinos "frustrarão" a proposta de Trump



O Hamas e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, denunciaram neste domingo, 26, a proposta do americano Donald Trump de "limpar" a Faixa de Gaza e transferir seus habitantes para o Egito e a Jordânia. O ministro de extrema direita do governo israelense Bezalel Smotrich disse, no entanto, que essa era uma "excelente ideia", e que os palestinos poderiam "estabelecer novas e boas vidas em outros lugares".

Após mais de 15 meses de conflito na Faixa de Gaza, um cessar-fogo teve início no último dia 19. Trump comparou a Faixa de Gaza, devastada pela guerra e imersa em uma severa crise humanitária, a um "lugar de destruição", e afirmou ter conversado com o rei Abdullah II da Jordânia e que esperava falar com o presidente egípcio Abdel Fatah al Sissi.

"Estamos falando de 1,5 milhão de pessoas, e simplesmente limparemos tudo isso. Ao longo dos séculos, houve muitos, muitos conflitos naquele local e, não sei, algo precisa acontecer", disse Trump a bordo do avião presidencial. "Gostaria que o Egito levasse as pessoas e gostaria que a Jordânia levasse as pessoas", sugerindo que a medida poderia ser "temporária ou de longo prazo".

Em reação às declarações de Trump, o ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, reiterou a rejeição de seu país à proposta. "Nossa rejeição ao deslocamento dos palestinos é firme e não mudará. A Jordânia é para os jordanianos e a Palestina é para os palestinos", disse o chanceler.

Seu colega do Egito reiterou "o apoio constante" do país à permanência "do povo palestino em sua terra", e criticou "tudo o que afete os seus direitos inalienáveis, colonização, anexação de terras, despovoamento por deslocamento ou promover a transferência dos palestinos de seu território, seja temporária ou permanente".

A Liga Árabe criticou "as tentativas constantes de tirar os palestinos da sua terra". "O deslocamento forçado e a expulsão de pessoas de sua terra só podem ser chamados de limpeza étnica", manifestou o secretariado-geral da organização.

"Crimes de guerra"

De acordo com Bassem Naim, membro do gabinete político do Hamas, os palestinos "frustrarão" a proposta americana. "Assim como eles frustraram todos os planos de deslocamento e terras alternativas por décadas, nosso povo também frustrará tais projetos", afirmou.

A Jihad Islâmica considerou que a proposta de Trump "alimenta crimes de guerra". "Essa proposta é enquadrada como incentivo a crimes de guerra e crimes contra a humanidade, ao forçar o nosso povo a deixar sua terra", onde a maioria dos 2,4 milhões de habitantes foi repetidamente deslocada pela guerra.

Mahmoud Abbas, rival do Hamas, movimento que assumiu o poder na Faixa de Gaza em 2007 e expulsou a Autoridade Palestina, condenou "qualquer projeto" de deslocamento dos habitantes de Gaza. Trump também anunciou que vai autorizar a entrega de bombas de 900 quilos a Israel, uma medida que foi suspensa pelo seu antecessor, Joe Biden.

A medida foi saudada por Netanyahu, que agradeceu a Trump em uma mensagem de vídeo por "manter sua promessa de dar a Israel as ferramentas necessárias para se defender, derrotar nossos inimigos comuns e garantir um futuro de paz e prosperidade".

O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, também saudou esta "nova demonstração das qualidades de liderança" do presidente americano, dizendo que "a região é mais segura quando Israel tem o que precisa para se defender". Trump pressionou as partes em conflito para concluir o acordo de cessar-fogo que entrou em vigor no último domingo, com uma primeira troca de três reféns israelenses, que receberam alta do hospital neste domingo, por 90 prisioneiros palestinos.

Trégua em três fases

O ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro deixou 1.210 mortos do lado israelense, a maioria civis, de acordo com uma contagem baseada em dados oficiais. Um total de 251 pessoas foram sequestradas naquele dia. Destas, 87 seguem mantidas como reféns, das quais 34 foram mortas, de acordo com o Exército.

A ofensiva de represália de Israel na Faixa de Gaza deixou pelo menos 47.306 mortos, a maioria civis, além de 111.483 feridos, de acordo com novo balanço do Ministério da Saúde do Hamas divulgado neste domingo. A primeira fase do acordo de cessar-fogo deve durar seis semanas e permitirá a libertação de um total de 33 reféns contra cerca de 1.900 prisioneiros palestinos.

Nesta etapa inicial, planeja-se negociar as modalidades da segunda fase, que deve permitir a libertação dos últimos reféns, antes da última, que prevê iniciar o processo de reconstrução de Gaza e o retorno dos corpos dos reféns que morreram em cativeiro. No sábado, um desentendimento de última hora não permitiu que centenas de milhares de residentes começassem a retornar ao norte de Gaza, conforme planejado. Israel justificou sua recusa em deixá-los passar acusando o Hamas de violar o acordo ao não libertar Arbel Yahud, uma civil israelense.

O Hamas afirma que ela está viva e que a acusação de Israel é um "pretexto" para o não cumprimento do acordo. Duas fontes palestinas disseram à AFP que Yahud será libertada em questão de dias, possivelmente na sexta-feira.

AFP e Correio do Povo

Patrice Lumumba - Ex-primeiro-ministro da República Democrática do Congo

 


Patrice Lumumba foi um dos líderes mais emblemáticos e carismáticos da independência da República Democrática do Congo (RDC), sendo o primeiro primeiro-ministro do país após sua independência da Bélgica, em 1960. Nascido em 2 de julho de 1925, em Onalua, Lumumba cresceu em um contexto de colonização e desigualdade racial. Sua ascensão política foi marcada por uma profunda luta contra o colonialismo belga e a busca pela emancipação do povo congolês.

A Independência e a Luta contra o Colonialismo

Lumumba foi uma figura central na mobilização pela independência do Congo, que estava sob o domínio belga desde o final do século XIX. Durante a década de 1950, o movimento nacionalista congolês ganhou força, e Lumumba se destacou como líder do movimento "Mouvement National Congolais" (MNC), um dos principais partidos que lutavam pela autonomia do país.

Em 1960, o Congo finalmente conquistou sua independência, e Lumumba foi nomeado o primeiro primeiro-ministro. A cerimônia de independência foi marcada por uma tensão palpável, pois os belgas, que haviam explorado e oprimido a população congolesa durante décadas, ainda exerciam uma forte influência no país. A famosa fala do Rei Baudouin da Bélgica, que caracterizou a independência como um "presente" da Bélgica, foi vista como um insulto pelos líderes congoleses, incluindo Lumumba.

Conflitos Internos e Intervenções Externas

Lumumba encontrou um país fragilizado e dividido. A recém-independente RDC enfrentava uma série de desafios, incluindo tensões regionais, uma economia em colapso, e a interferência de potências estrangeiras, como os Estados Unidos e a União Soviética, em meio à Guerra Fria. Lumumba tentou estabilizar o país e implementar reformas progressistas, mas sua postura nacionalista e anti-imperialista foi vista com desconfiança pelos Estados Unidos e pela Bélgica.

O maior desafio imediato de Lumumba foi a crise do Katanga, uma região rica em recursos naturais, que tentou se separar do resto do Congo com o apoio das potências ocidentais. Lumumba buscou ajuda da União Soviética para lidar com a secessão e a instabilidade interna, o que foi um passo que alarmou os Estados Unidos, temerosos de que o Congo se tornasse um aliado do bloco socialista. O governo dos Estados Unidos e a Bélgica estavam, assim, comprometidos em derrubá-lo.

O Assassinato e a Legado

Após um golpe de estado orquestrado por oficiais militares apoiados pelo Ocidente, Lumumba foi deposto em setembro de 1960. Ele foi preso e, em 17 de janeiro de 1961, foi brutalmente assassinado, com a colaboração das autoridades belgas e apoio dos Estados Unidos. Seu assassinato permanece uma das tragédias mais simbólicas do pós-colonialismo africano e um reflexo das dinâmicas de poder durante a Guerra Fria.

O legado de Lumumba é multifacetado. Para muitos no Congo e em outras partes da África, ele é visto como um mártir que lutou pela liberdade e pela justiça em um continente que estava se libertando do colonialismo. Sua visão de um Congo independente, soberano e socialista, livre da exploração das potências ocidentais, ainda é uma referência para movimentos anti-imperialistas até hoje. Seu assassinato, com envolvimento das potências imperialistas, é considerado uma das grandes tragédias do século XX e um exemplo das forças que tentaram impedir o avanço da independência africana.

Lumumba, portanto, representa um símbolo de resistência contra a opressão colonial e uma figura histórica central no processo de descolonização da África. A sua história continua a inspirar líderes e movimentos que buscam justiça social e liberdade no continente africano e além.

Prefeitura de Porto Alegre divulga balanço da operação das linhas de ônibus 100% elétricas

 A iniciativa faz parte do Programa Mais Transporte e tem como objetivo qualificar o serviço prestado aos usuários



A Prefeitura de Porto Alegre divulgou, neste domingo, o balanço dos primeiros cinco meses de operação das três linhas 100% elétricas que operam na cidade: E178 - Praia de Belas; E378 - Integradora e E703 - Vila Farrapos. Os 12 ônibus do projeto de eletrificação da frota do transporte coletivo transportaram, de 19 de agosto de 2024 a 19 de janeiro de 2025, 490.179 passageiros em 30.801 viagens realizadas, em que percorreram 274.589 quilômetros.

A estimativa é que tenha sido evitada a emissão de 365,30 toneladas de gases poluentes nocivos à saúde ou ao meio ambiente, resultantes da queima de 136.306 litros de diesel, com uma economia de combustível de R$ 406.120.

A iniciativa faz parte do Programa Mais Transporte e tem como objetivo qualificar o serviço prestado aos usuários. O secretário de Mobilidade Urbana, Adão de Castro Júnior, destaca a importância da descarbonização do transporte público. "Além de resultar em uma operação cerca de 65% mais barata que o diesel, tornando-a mais sustentável e eficiente, o maior beneficiado é o passageiro. Os ônibus elétricos são silenciosos, oferecem Wi-Fi gratuito, permitem carregar o celular a bordo e proporcionam uma experiência diferenciada, o que torna o transporte público mais confiável e atraente", afirma Castro Júnior.

Neste período de cinco meses, as três unidades de recarga rápida carregaram os 12 veículos com 340.623 kWh (quilowatt/hora), em que tiveram, em média, um consumo de energia de 1,26 kWh por quilômetro rodado.

Resumo dos itinerários:

- Linha E178 - Praia de Belas: operou 39 viagens diárias, com quatro ônibus modelo Caio Eletra eMillenium, em trajeto circular entre os terminais Mercado - Borges de Medeiros (Centro Histórico) e Princesa Isabel (Azenha), passando pelos bairros Menino Deus, Praia de Belas e Gasômetro. A linha E178 percorre diariamente um trajeto de 178,6 quilômetros por veículo em um itinerário de 9,24 quilômetros no sentido bairro-Centro e 8,57 quilômetros no sentido Centro-bairro. Durante o período foram realizadas 10.093 viagens que transportaram 229.273 passageiros, em 87.772 quilômetros percorridos.

Linha E378 - Integradora: realizou 47 viagens diárias, com quatro ônibus modelo Marcopolo Attivi Integral, em trajeto entre os terminais Mercado - Borges de Medeiros (Centro Histórico) e Princesa Isabel (Azenha), em uma interligação entre os hospitais Ernesto Dornelles, Instituto do Coração, Clínicas, Pronto-Socorro (HPS), Complexo Hospitalar da Santa Casa e o Centro Logístico de Medicamentos Especiais (Celme). A linha E378 percorre diariamente um trajeto de 143,3 quilômetros por veículo em um itinerário de 6,58 quilômetros no sentido bairro-Centro e 5,39 quilômetros no sentido Centro-bairro. Durante o período foram realizadas 12.166 viagens que transportaram 59.873 passageiros, em 82.802 quilômetros percorridos.

- Linha E703 - Vila Farrapos: operou 32 viagens diárias, com quatro ônibus modelo Marcopolo Attivi Integral, em trajeto entre os terminais Mercado - Borges de Medeiros (Centro Histórico) e o da avenida José Pedro Boéssio, junto à estação Anchieta da Trensurb, passando pelos bairros Farrapos e Humaitá, na região da Arena. A linha E703 percorre diariamente um trajeto de 205,9 quilômetros por veículo em um itinerário de 12,58 quilômetros no sentido bairro-Centro e 12,32 quilômetros no sentido Centro-bairro. Durante o período, foram realizadas 8.542 viagens que transportaram 201.033 passageiros, em 104.015 quilômetros percorridos.

Gratuidade - Na operação das linhas 100% elétricas, em projeto-piloto, usuários do Cartão TRI têm gratuidade na segunda passagem, se embarcarem em uma linha diferente no prazo de 30 minutos após desembarcar do ônibus elétrico. O benefício é concedido automaticamente, sem desconto do saldo do cartão, mas apenas para usuários do TRI.

Correio do Povo

Lukashenko é reeleito presidente de Belarus com quase 90% dos votos

 Esta foi a primeira votação presidencial desde 2020, quando Lukashenko reprimiu os grandes protestos contra ele



Alexander Lukashenko foi reeleito neste domingo, 26, para um sétimo mandato como presidente de Belarus com 87,6% dos votos, de acordo com uma pesquisa oficial de boca de urna, em uma eleição sem oposição ao autocrata, que governa com mão de ferro desde 1994.

Durante o mandato que agora chega ao fim, o líder de 70 anos sufocou completamente qualquer tipo de dissidência após os protestos de 2020. A oposição no exílio qualificou o pleito deste domingo como uma "farsa".

Esta foi a primeira votação presidencial desde 2020, quando Lukashenko reprimiu os grandes protestos contra ele após uma eleição que os opositores e os países ocidentais consideraram fraudulenta.

Em fevereiro de 2022, ele permitiu que Moscou utilizasse o território bielorrusso para lançar a invasão à Ucrânia.

"Temos uma democracia brutal em Belarus. Não pressionamos ninguém e não silenciamos ninguém", disse Lukashenko à imprensa após votar.

Os principais adversários políticos do governante estão atualmente presos ou no exílio.

A líder da oposição exilada na Polônia, Svetlana Tikhanovskaya, considerou a eleição uma "farsa" e descreveu Lukashenko como um "criminoso que tomou o poder".

O presidente, que é suspeito por alguns de querer passar o poder para um de seus três filhos, negou o boato. Seu filho mais novo, Nikolai, "nem em seu pior pesadelo sonharia" em se tornar presidente e "nenhum dos meus filhos poderia", declarou à imprensa.

Os candidatos na votação deste domingo foram escolhidos para darum ar de democracia às eleições , e poucos conhecem os postulantes.

A União Europeia, os críticos de Lukashenko e grupos defensores dos direitos humanos consideram o pleito uma farsa.

"Talvez nem tudo seja perfeito"

Em Minsk, Nadejda Gujalovskaia, uma aposentada de 74 anos que se descreve como "patriota", disse que estava votando "pela primeira vez em 20 anos". Como muitos eleitores, na ausência de outras alternativas, ela votou em Lukashenko.

"Talvez nem tudo seja perfeito, que não sejamos uma democracia", afirma, trazendo à tona um assunto tabu em um contexto muito repressivo contra vozes críticas.

Na sexta-feira, em um discurso para seus apoiadores, Lukashenko comparou os protestos de 2020 "como uma vacina" que impede que algo assim aconteça novamente.

"Todos os nossos opositores e inimigos devem entender: não tenham esperança, nunca haverá uma repetição do que tivemos em 2020", afirmou em um estádio na capital Minsk.

Naqueles protestos, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas para denunciar as eleições fraudulentas.

Com o apoio de seu aliado russo Vladimir Putin, Lukashenko conseguiu se manter no poder por meio de detenções, violência e duras penas de prisão contra opositores, jornalistas, trabalhadores ou simplesmente manifestantes.

De acordo com a ONU, mais de 300.000 bielorrussos, de uma população de nove milhões de habitantes, fugiram por motivações políticas, principalmente para a Polônia.

Diante desta repressão, os países ocidentais impuseram uma série de sanções a Belarus, levando Lukashenko a acelerar sua aproximação com o Kremlin e a abandonar sua estratégia de se equilibrar entre Moscou e o Ocidente.

A União Europeia reafirmou que "continuará impondo medidas restritivas e seletivas contra o regime" após a "farsa" da eleição presidencial, disse neste domingo a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.

AFP e Correio do Povo