Abecs aprova antecipação de proibição do uso de cartões de crédito em bets

 Entidade argumenta preocupação do setor de cartões de crédito com superendividamento da população


A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) antecipou a proibição do uso de cartões de crédito para o pagamento em apostas e jogos online nas bets. A medida estava prevista pelo governo para janeiro de 2025, mas o setor passará a vetar esse uso desde agora. A medida foi aprovada na terça-feira, 1º, em reunião extraordinária da diretoria da Abecs.

Estadão/Broadcast mostrou que o encontro discutiria o tema, ainda que esta não fosse a pauta principal. "A decisão da Abecs baseia-se na crescente preocupação do setor de cartões em torno da prevenção ao superendividamento da população e do crescimento das apostas online no País, que, entre outras consequências, pode gerar impactos significativos no endividamento e no consumo relacionado ao varejo e ao setor de serviços", diz a Abecs, em nota.

A entidade afirma que o uso de cartão de crédito para pagar as bets se mostrou "inexpressivo". Na terça, o vice-presidente da associação, Ricardo Vieira, afirmou à reportagem que menos de 1% do volume financeiro destinado às casas de apostas online no País é pago via cartões. A Abecs defende que o uso de formas de pagamento atreladas a linhas de crédito, como o Pix financiado, para pagar as bets também seja proibido.

"Como se sabe, o Pix é hoje o maior responsável pelos lances realizados em jogos online, tendo se mostrado um meio de acesso a linhas de crédito, como o cheque especial, e, por consequência, um importante vetor de endividamento."


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Debate na Globo: as estratégias de cada candidato

 

STF admite novo júri após absolvição de réu por clemência

 Situação ocorre quando MP recorre de decisão do júri popular



O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quarta-feira (2) maioria de votos para permitir que tribunais de segunda instância possam determinar novo julgamento pelo Tribunal do Júri. A situação ocorre quando o Ministério Público recorre da decisão do júri popular.

O caso concreto que motivou o julgamento trata de um homem que foi absolvido do crime de tentativa de homicídio contra um acusado de matar seu enteado. O recurso foi apresentado pelo Ministério Público.

O entendimento deve ser aplicado aos casos de absolvição de acusados com base em critérios genéricos aplicados na sentença do júri popular, como clemência, piedade ou compaixão. Para se enquadrar na decisão, o caso deve tratar de absolvição contrária à prova colhida durante a investigação.

Apesar do entendimento formado pelo plenário, a decisão não será aplicada de forma imediata porque a proclamação do resultado do julgamento não foi realizada. O adiamento ocorreu diante de divergências entre os ministros sobre a tese final da deliberação. Não há data para a retomada do julgamento.

De acordo com a legislação penal, o júri popular deve avaliar se houve o crime, quem foi o autor e se o acusado deve ser absolvido. A justificativa para a absolvição pode ser motivada pelos critérios genéricos de clemência, piedade e compaixão.

Prisão imediata

No mês passado, em outra decisão sobre júri popular, o Supremo decidiu validar prisões imediatas de condenados pelo Tribunal do Júri.

Com a decisão, criminosos que forem condenados por homicídio passarão a cumprir a pena imediatamente, sem o direito de recorrer em liberdade.

Para a maioria dos ministros, o princípio constitucional da soberania dos vereditos do júri autoriza a execução imediata da pena.

Agência Brasil e Correio do Povo

Brasil e Estados Unidos iniciam debate para cooperação em energia

 Parceria é fundamental para o país, diz ministro de Minas e Energia


Brasil e Estados Unidos iniciaram nesta quarta-feira, 2, discussões para a cooperação em hubs de energia limpa, por meio de parcerias entre os governos e com participação do setor privado.

Os hubs - centros de compartilhamento - vão operar hidrogênio e os chamados CCUS (Carbon Capture, Utilization and Storage, ou captura, uso e armazenamento de carbono, em tradução livre).

O tema foi discutido entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira e a secretária de Energia dos Estados Unidos, Jennifer Granhoim durante o Fórum de Energia Brasil-EUA, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

O ministro Alexandre Silveira disse que os EUA são parceiros fundamentais para o Brasil. "Com a iniciativa, queremos desenvolver o conceito de hubs de energia limpa, como centros que vão se beneficiar das sinergias entre os empreendimentos, com escala econômica para ampliar a descarbonização industrial. A interação com o governo americano é fundamental para verificarmos as lições aprendidas e desenvolvermos uma regulamentação para CCUS mais assertiva”, avaliou.

Troca de experiências

Silveira destacou a importância da troca de experiências entre os dois países, como a expertise dos EUA na produção de energia nuclear, e o Brasil compartilhando as políticas públicas que garantiram o sucesso e a liderança mundial no setor de biocombustíveis.

A secretária de Energia dos Estados Unidos, Jennifer Granholm “reconheceu e parabenizou a importância da recente aprovação das leis de hidrogênio de baixa emissão e combustível do futuro no Brasil, observando o apoio da implantação de energia limpa e a descarbonização de setores de petróleo, gás natural e industrial”. A secretária americana também anunciou a cooperação do país com o programa Energias da Amazônia, que tem como objetivo descarbonizar os sistemas isolados de energia no Brasil.

No encontro, Silveira e Granholm, assinaram um memorando de entendimento com os Estados Unidos para o Brasil sediar o evento Solar Decathlon para América Latina e Caribe.

Competição

A Solar Decathlon é uma competição universitária, em formato criado pelo Departamento de Energia dos EUA, voltada a preparar a próxima geração de profissionais da construção civil para projetar e construir edifícios de alto desempenho e baixo carbono movidos a energias renováveis. A primeira edição do Solar Decathlon foi realizada em 2002. Com o acordo, o Brasil deve sediar uma futura edição da competição.


Agência Brasil e Correio do Povo

Brasil condena ataques do Irã contra Israel

 Itamaraty reforçou necessidade de cessar-fogo em todo o Oriente Médio

Carcaça de míssil iraniano 

O governo brasileiro se posicionou, nesta quarta-feira, sobre o lançamento de cerca de 200 mísseis balísticos pelo Irã contra o território de Israel, ocorrido no dia anterior. Em nota, o Palácio Itamaraty condenou "a escalada do conflito" e fez "um apelo a todas as partes envolvidas para que exerçam máxima contenção".

A Guarda Revolucionária do Irã informou que lançou os mísseis em direção a Israel e alertou que, se houver retaliação, a resposta de Teerã será "mais esmagadora e ruinosa", segundo a TV estatal iraniana. Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu que o arquirrival Irã irá pagar pela ação militar.

Ainda segundo o Itamaraty, o Brasil reforça a "convicção acerca de necessidade de amplo cessar-fogo em todo o Oriente Médio e conclama a comunidade internacional para que utilize todos os instrumentos diplomáticos à disposição a fim de conter o aprofundamento do conflito". Em outra manifestação, o governo brasileiro condenou o ataque terrorista reivindicado pelo Hamas na cidade israelense de Jafa, que provocou a morte de sete pessoas e ferimentos a outras 16.

De acordo com o Itamaraty, a Embaixada em Tel Aviv continua a monitorar a situação dos brasileiros em Israel, em contato permanente, prestando orientações e assistência consular.

Desde o último dia 23 de setembro, Israel tem realizado bombardeios massivos contra cidades libaneses. Estima-se que, em pouco mais de uma semana, mais de 1 mil pessoas morreram e 1 milhão precisaram abandonar suas casas, segundo agências das Nações Unidas (ONU).

Israel alega que os ataques contra o Líbano visam destruir a infraestrutura e as lideranças do Hezbollah, grupo político e militar que tem realizado ataques contra o norte de Israel em solidariedade aos palestinos na Faixa de Gaza. O grupo promete manter os ataques enquanto continuar a ocupação de Gaza pelas forças israelenses.

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou do Rio de Janeiro nesta quarta com destino a Beirute. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), cerca de 3 mil brasileiros desejam deixar o Líbano.

Este é o número de pessoas que procuraram a Embaixada do Brasil em Beirute com pedido de repatriação. A maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio atualmente está justamente no Líbano. Ao todo, 21 mil brasileiros vivem no país.

Agência Brasil e Correio do Povo

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Israel bombardeia área central e emite nova ordem de evacuação para o sul de Beirute

 Capital do Líbano virou foco principal das forças israelenses, em declarado combate ao Hezbollah



O Exército de Israel emitiu no começo desta quinta-feira (03) uma ordem para que a população deixe várias áreas do densamente povoado sul de Beirute, onde anunciou que vai atingir alvos do Hezbollah. “Vocês estão localizados perto de instalações e interesses do Hezbollah contra os quais o Exército vai agir em um futuro próximo”, afirmou o porta-voz Avichay Adraee, citando as áreas de Haret Hreik, Burj al-Barajneh e Hadath Garb.

O Exército israelense realizou novos ataques à região de Beirute, no Líbano, pouco antes da meia-noite desta quarta-feira, (horário local). Os bombardeios atingiram um prédio perto do centro da capital libanesa, descrito como um centro de primeiros socorros do Hezbollah pela imprensa internacional, marcando a terceira série de ataques israelenses contra o Hezbollah em menos de 24 horas e o segundo ataque da semana próximo ao centro de Beirute.

Três explosões massivas foram ouvidas logo após o exército israelense anunciar que estava conduzindo 'um ataque preciso' na região. Seis pessoas morreram e sete ficaram feridas, de acordo com o Ministério da Saúde do Líbano. O ataque aéreo iniciou um incêndio em um apartamento no prédio no bairro residencial de Bashoura. Ambulâncias correram para o local. O ataque aéreo atingiu não muito longe da sede das Nações Unidas, do gabinete do primeiro-ministro e do parlamento. Não houve nenhum aviso emitido antes do ataque.

A estação de TV Al-Manar do Hezbollah disse que o ataque teve como alvo um centro da unidade de saúde do grupo. Depois de as explosões, o porta-voz em árabe das Forças de Defesa de Israel fez um alerta na rede social X para que moradores de cinco prédios em três bairros do subúrbio de Dahieh, no sul de Beirute, saiam “imediatamente ou fiquem a pelo menos 500 metros de distância desses prédios”. “Você está localizado perto de instalações e interesses do Hezbollah, contra os quais as FDI operarão em um futuro próximo”, disse o comunicado.

Pouco antes das explosões, o Ministério da Saúde do Líbano havia anunciado que 46 pessoas morreram e 85 ficaram feridas devido a 'bombardeios do inimigo israelense' nas últimas 24 horas em várias regiões do país.

AFP e Correio do Povo

Presidente do México oferece 'desculpa pública' por massacre estudantil de 1968

 Claudia Sheinbaum anunciou que apresentará um plano de segurança na semana que vem



Em sua primeira coletiva de imprensa como presidente do México, Claudia Sheinbaum ofereceu, nesta quarta-feira (2), uma 'desculpa pública' por um massacre de estudantes nas mãos do Exército em 1968, e anunciou que apresentará um plano de segurança na semana que vem. 'Dois de outubro não se esquece!', disse Sheinbaum ao se referir ao 'massacre de Tlatelolco', em referência à repressão de um movimento estudantil de 1968 em um bairro central da capital quando os jovens realizavam um comício.

Segundo números oficiais, 30 pessoas morreram na operação. Familiares e ativistas afirmam que morreram cerca de 400. Sheinbaum se diz 'filha de 68', porque sua mãe, então professora de um instituto público, apoiou os estudantes, o que ocasionou sua saída do cargo.

'Há 56 anos (...) foi perpetrada uma das maiores atrocidades que já ocorreu no México na segunda metade do século XX, foi ordenada pelo então presidente (Gustavo) Díaz Ordaz', disse a mandatária esquerdista, de 62 anos, e que, na terça-feira, jurou o cargo, nas 'matinais', as coletivas de imprensa ao amanhecer no Palácio Nacional que impulsionou seu antecessor e aliado, Andrés Manuel López Obrador. 'Que seja, portanto, um pedido público de desculpas', disse a presidente, que também ordenou a publicação de um decreto descrevendo o massacre como um 'crime contra a humanidade'.

'Nunca mais' as forças do Estado serão 'usadas para atacar ou reprimir o povo do México'. Como todo dia 2 de outubro, uma manifestação acontece na Cidade do México nesta quarta-feira para lembrar os estudantes mortos. Por outro lado, a presidente disse que na próxima terça-feira apresentará seu plano de segurança para responder à espiral de violência ligada ao crime organizado. De acordo com os números oficiais, foram registrados mais de 450.000 homicídios no país desde 2006.

A esquerdista afirmou que continuará com a política de López Obrador para combater as causas da violência. O apoio aos estudos dos jovens será mantido para evitar que eles sejam recrutados pelos cartéis de drogas. Ela também anunciou que pretende fortalecer a Guarda Nacional.

AFP e Correio do Povo

Pôr do sol com eclipse anular atrai o público para a Orla do Guaíba em Porto Alegre

 Eclipse anelar do sol pode ser parcialmente observado da Capital nesta quarta-feira e atrai a curiosidade de fotógrafos e curiosos

Eclipse anular do sol foi registrado nesta quarta-feira em Porto Alegre 

A expectativa de observar e registar em imagens, mesmo que parcialmente, o eclipse anular junto ao pôr do sol atrai o público à Orla do Guaíba no final da tarde desta quarta-feira, em Porto Alegre. Com filtros improvisados, alguns se arriscavam para tentar olhar o satélite natural da Terra bloquear cerca de 30% da estrela, durante o fenômeno que teve início por volta das 16h30min e término às 18h40min.

O céu com a presença de diversas nuvens dificultou ainda mais a visibilidade do fenômeno. Embora o sol tenha dado as caras durante a tarde, acabou, durante boa parte do eclipse, ofuscado pelas nuvens. Ainda assim, atraiu a curiosidade de diversas pessoas que se sentavam para tentar acompanhar, ou paravam durante os exercícios físicos para olhar na direção do sol.

Entre aqueles que se dirigiram à Orla para tentar visualizar, estava fotógrafa e educadora Ana Flávia Martins Sampaio, de 25 anos, que estava acompanhada do marido. “No ano passado viemos para acompanhar o outro eclipse, então esse é a segunda vez que viemos. Nos anteriores, tínhamos acompanhado apenas pelas redes sociais”, relata.

Segundo Ana Flávia, por não ter uma câmera ou filtro especial para o registro, foi necessário encontrar uma maneira de superar o desafio de fotografar o eclipse. “Compramos uma placa de solta para conseguir tirar as fotos. Dá para ver que é uma ‘gambiarra’, mas deu certo e é o que importa”, brinca.

A chefe de cozinha Patrícia Engells, de 47 anos, está de volta à Capital para visitar a família e aproveitou para ver o fenômeno ao lado do irmão. “Moro na Austrália e há sete anos não vinha para Porto Alegre. Este é um momento especial e acontece, justamente, no pôr do sol. É um evento único e queremos aproveitar, além de tirar umas fotinhos”, conta.

Já o irmão e fotógrafo Jan Engells, de 49 anos, recorreu a um filtro especial para poder garantir a captura das imagens. “Estou usando um filtro degradê, que é a segunda vez que uso. A outra vez foi, justamente, na última visita dela (Patricia). Eu havia comprado ele para um projeto e agora uso para fotografar o eclipse. Está dando certo”, conclui.



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