Hotéis na Argentina e Uruguai se recusam a receber Roger Waters

 

Músico britânico é criticado por posição pró-palestinos

Dois hotéis de prestígio em Montevidéu, no Uruguai, se recusaram a receber o músico britânico Roger Waters, ex-integrante da banda lendária Pink Floyd, por suas críticas a Israel.

A decisão foi tomada após o cantor negar a responsabilidade do grupo fundamentalista islâmico Hamas pelos ataques de 7 de outubro, que deixaram mais de 1,4 mil mortos no território israelense.

Um show de Waters está previsto para ser realizado na capital uruguaia nesta sexta-feira (17), mas sua chegada ao país provocou duras reações em decorrência de suas posições políticas.

Segundo o jornalista Pablo Londinsky, da Rádio Azul, os hotéis Hyatt Centric e Regency recusaram as reservas feitas pela produção do concerto. Um terceiro hotel teria sido contatado para recepcionar o músico, apesar de ter recebido um pedido para também rejeitar a hospedagem.

Caso não consiga uma reserva, Waters poderá, portanto, ser obrigado a viajar diretamente para a Argentina, após seu show no Estádio Centenário. Entretanto, sua presença também já foi recusada em hotéis de Buenos Aires, como o Faena e o Alvear.

Recentemente, o fundador da banda Pink Floyd pediu para o governo israelense parar o "genocídio" contra o povo palestino. .




Terra

Táxis voadores chegam ao mercado em 2025

 Voos devem custar entre 4 e 5 dólares por quilômetro

Táxis voadores podem carregar quatro pessoas 

O táxi voador demorou a se tornar realidade, mas estará "no mercado em 2025": primeiro, nos Estados Unidos, e depois, nos Emirados Árabes Unidos e na Índia - anunciou o diretor de Segurança da Archer Aviation, Billy Nolen, nesta quarta-feira (15).

"O que considerávamos como ficção científica se tornou, hoje, uma realidade", disse ele à AFP no Salão Aeronático de Dubai. "Está acontecendo, é real, e vocês vão ver isso no mercado em 2025", acrescentou.

A Administração Federal de Aviação dos EUA deve aprovar em 2025 o Midnight, da Archer Aviation, um avião elétrico para quatro passageiros com decolagem e pouso verticais. Isto levará a uma certificação "quase simultânea" nos Emirados, segundo Nikhil Goel, diretor comercial da Archer, que tem, entre seus principais investidores, o Mubadala, um fundo soberano dos Emirados. Os voos nos Emirados devem começar em 2026. "Esperamos que a demanda seja forte", acrescentou Goel.

Ao mesmo tempo, começarão os voos em Nova Délhi, Mumbai e Bangalore, disse o diretor comercial, que descreveu a Índia como "um mercado muito, muito importante". No momento, estão sendo realizados voos de teste do Midnight na na Califórnia. A empresa concorrente Joby fez seus primeiros voos experimentais em Nova York.

Os voos custariam, inicialmente, entre 4 e 5 dólares por passageiro por quilômetro, antes de serem reduzidos para metade em dois ou três anos, detalhou Goel, insistindo em sua aparência "sustentável e amiga do meio ambiente" e silenciosa.

AFP e Correio do Povo

Venezuela e Paraguai restabelecem relações diplomáticas após quatro anos de ruptura

 Chancelaria paraguaia avaliou que pode "contribuir para o processo de diálogo democrático"



Venezuela e Paraguai concordaram em restabelecer as relações diplomáticas e consulares, após uma pausa de quatro anos, quando o governo do então presidente Mario Abdo Benítez questionou a reeleição de Nicolás Maduro. "Depois de conversas entre os presidentes Nicolás Maduro e Santiago Peña, ambos os mandatários decidiram restabelecer as relações diplomáticas e consulares entre ambas as nações", salientou nota divulgada pelos respectivos Ministérios das Relações Exteriores, nesta quarta-feira.

A acreditação dos embaixadores dos dois países ocorrerá "nos próximos dias". A retomada das relações era uma ideia que ambos os presidentes vinham considerando desde a eleição de Peña, em abril. Maduro chegou a telefonar para Peña para parabenizá-lo pela eleição, e ambos concordaram com um retorno "no curto prazo".

Em entrevista em agosto, o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez, disse que o Paraguai abriria uma embaixada em Caracas, em um prazo adequado. "O Paraguai tem as condições de contribuir para o processo de diálogo democrático na Venezuela. Esse é o objetivo que vamos perseguir lá", afirmou Ramírez à época.

O Paraguai rompeu relações com a Venezuela em janeiro de 2019, ao rejeitar a reeleição do presidente Nicolás Maduro, em um momento em que a maioria dos países latino-americanos, assim como Estados Unidos e União Europeia, dizia não reconhecer a validade das eleições em que ele foi reeleito. A embaixada do Paraguai foi fechada em Caracas em decorrência da medida.

Além de considerar a reeleição de Maduro resultado de um processo "ilegítimo", Abdo Benítez deu seu apoio e reconhecimento ao oposicionista Juan Guaidó. Em uma estratégia para tentar derrubar Maduro, este último se autoproclamou "presidente interino" com o apoio do Parlamento, então dominado pela oposição.

Quatro anos depois, e após o fracasso da estratégia da oposição, a figura de "presidente interino" assumida por Guaidó desapareceu por acordo do mesmo grupo de oposição que o apoiou. Com essa formalização, o Paraguai se soma à lista de países que retomaram suas relações com a Venezuela, após a chegada de novos governos, incluindo Colômbia, em agosto de 2022, e Brasil, em maio deste ano.

Na América Latina, apenas Guatemala, El Salvador e Equador mantém suas relações rompidas com a Venezuela. Os Estados Unidos continuam não reconhecendo o mandato de Maduro, embora ambos os governos tenham feito uma aproximação, por interesses ligados ao petróleo. "Ambas as partes se comprometeram a reiniciar as relações bilaterais com total respeito pelos princípios fundamentais da igualdade de direitos, da autodeterminação dos povos, da não ingerência nos assuntos internos de outros Estados e da solidariedade", acrescenta o texto.

Na "nova etapa de renovado relançamento", Maduro e Peña convergem em seu "interesse em promover a boa convivência" entre os dois países para permitir "consolidar as boas relações entre os Estados e preservar a amizade natural e a solidariedade entre os nossos povos".

AFP e Correio do Povo

Presidente Lula sanciona lei para reduzir filas do INSS

 Norma também trata de atendimento a populações indígenas



Os pedidos de aposentadorias e benefícios terão análise mais rápida na Previdência Social. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 14.724/2023, que cria o Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social (PEFPS), que pretende reduzir o tempo de espera no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União na noite desta terça-feira (14), a lei resulta de medida provisória editada em julho e aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro e pelo Senado no último dia 1º.

Para reduzir as filas, o programa prevê a retomada do bônus de produtividade aos funcionários que trabalharem além da jornada regular, tanto na análise de requerimentos de benefícios como na realização de perícias médicas. O programa também autoriza, em caráter excepcional, a aceitação de atestados médicos e odontológicos ainda não avaliados para conceder licenças médicas ou para acompanhamento de tratamento da família sem perícia oficial.

Terão prioridade no recebimento dos bônus os funcionários e médicos peritos que trabalharem em processos administrativos com mais de 45 dias ou com prazo final expirado.

Os servidores administrativos do INSS receberão bônus de R$ 68 por tarefa; e os médicos peritos, de R$ 75 por perícia. O adicional de produtividade foi pago em 2019, com a mesma finalidade de diminuir as filas nos pedidos de aposentadorias, pensões e auxílios.

Outras medidas

Além da redução das filas do INSS, a lei traz medidas relativas ao atendimento à população indígena e à reestruturação de cargos no Poder Executivo Federal. A lei transforma cargos efetivos vagos em outros cargos efetivos e em comissão ou funções de confiança, para atender à demanda de órgãos e entidades do governo.

A lei também simplifica a gestão de cargos e funções para ampliar o prazo das contratações temporárias para a assistência à saúde de povos indígenas e, por fim, estabelece regras específicas de pessoal para exercício em territórios indígenas.

Funai

A nova lei também altera a Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, que trata de contratações na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Os concursos públicos para a autarquia agora deverão reservar de 10% a 30% das vagas para a população indígena.

Os servidores públicos em exercício na Funai e na Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde poderão trabalhar em regime de revezamento de longa duração, conforme o interesse da administração. Pela legislação, o trabalho nessa modalidade permite que o servidor permaneça em regime de dedicação ao serviço por até 45 dias consecutivos, assegurado um período de repouso remunerado que pode variar da metade ao número total de dias trabalhados.

A lei determina ainda que somente pessoas aprovadas em concursos públicos poderão exercer atividades diretas nos territórios indígenas. Os processos seletivos poderão prever pontuação diferenciada aos candidatos que comprovem experiência em atividades com populações indígenas.

Agência Brasil e Correio do Povo

Sindicatos comemoram mudança de regra para comércio em feriados; oposição critica

 Medida anula decisão que permitia que trabalhadores de uma série de atividades do comércio trabalhassem aos feriados sem a necessidade de previsão de Convenção Coletiva de Trabalho

O Ministério do Trabalho revogou uma portaria editada em novembro de 2021, que permitia que trabalhadores de uma série de atividades do comércio trabalhassem aos feriados sem a necessidade de previsão de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Com a nova regra, publicada na terça-feira, 14, no Diário Oficial da União (DOU), apenas as feiras livres podem abrir aos feriados sem essa prerrogativa.

A medida foi comemorada pelos sindicatos e objeto de críticas da oposição ao governo.

Em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC) afirmou que a iniciativa foi resultado de articulação das entidades sindicais junto ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, quanto a necessidade de "reparar um erro histórico que começou no governo de Michel Temer, quando foi desrespeitada a legislação que garantia o direito dos trabalhadores do comércio de negociar as condições de trabalho em feriados".

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), Julimar Roberto, declarou que a portaria "fortalece bastante as convenções coletivas, que são o instrumento mais adequado para garantir os direitos e os benefícios dos trabalhadores do comércio", também em nota.

Já o senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou, via rede social, que a medida "aumenta os custos de 5,7 milhões de empresas do setor do comércio com uma canetada" e que tomará as medidas cabíveis ao que chamou de "atentado ao Brasil".

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), chamou a medida de lamentável e afirmou que proporá uma legislação para tratar do que chamou de "ataque" contra a economia. Marinho foi um dos articuladores das regras no governo Bolsonaro, no qual atuou como secretário de Previdência e Trabalho.


Agência Estado e Correio do Povo

EXTREMA IMPRENSA - Jornalista da Globonews acusa Bolsonaro de beber leite em live

 



Fonte: https://www.youtube.com/shorts/lL1IadZUfCg?si=I3jExHR9D8Bfw7ck

Pochmann indica possível mudança em divulgações do IBGE

 Para presidente da instituição, atual modelo adotado é "comunicação do passado"


O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marcio Pochmann, indicou uma possível mudança nas divulgações de estatísticas do instituto ao classificar o modelo adotado como "comunicação do passado". A declaração foi dada em palestra a funcionários no dia 24 numa cerimônia transmitida e gravada no YouTube, embora não esteja listada.

"O IBGE produzia as informações e os dados, fazia uma entrevista coletiva e transferia a responsabilidade para o grande público através dos meios de comunicação tradicional", disse. Hoje, os resultados de pesquisas e estudos do IBGE - que fornece números oficiais, como de inflação e PIB - são informados, simultaneamente, a diversos órgãos de imprensa, em entrevistas coletivas concedidas pelos técnicos.

A cerimônia marcou a posse de Daniel Castro como coordenador-geral do Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI), cargo com nível de diretoria. Até então, Castro era coordenador de comunicação social, área que era ligada à presidência do órgão. Agora, o setor de comunicação social passa para baixo do CDDI, departamento responsável pelas publicações, eventos, comercialização, marketing e portal do IBGE.

Castro, por sua vez, disse na cerimônia que hoje o grande desafio do IBGE "é chegar na dona Maria diretamente". E complementou: "Porque a tecnologia hoje possibilita que a gente chegue na dona Maria, no seu João. Que eles possam ter acesso diretamente às informações do IBGE. Isso não é desconsiderar todos os veículos que existem, todas as formas de comunicação. Nada é substituído."

Não é a primeira vez que Castro trabalha com Pochmann. Durante a gestão do economista à frente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), de 2007 a 2012, Castro foi assessor-chefe de Comunicação e diretor da revista Desafios do Desenvolvimento, de 2009 a 2012, conforme currículo disponível no site do IBGE. Depois, de 2013 a 2015, foi coordenador nacional de Comunicação da Fundação Perseu Abramo.

A fundação foi instituída pelo PT em 1996 e dirigida por Pochmann de 2012 a 2020. Pochmann, depois da FPA, dirigiu o Instituto Lula (2020-2023).

O presidente do IBGE disse ainda que a estrutura "verticalizada, hierárquica, e muitas vezes autoritária, ficou para trás". "Precisamos urgentemente construir um IBGE contemporâneo, de uma administração transparente, que dialoga, que assume responsabilidades conjuntas e que tenha um rumo, uma direção.

Modelo de produção

Na mesma ocasião, Pochmann observou que o modelo de produção de estatísticas do IBGE foi desenhado a partir de critérios aprovados em países do Ocidente. "Hoje, com o deslocamento do centro dinâmico do mundo para o Oriente, já não está perceptível as melhores soluções apenas no Ocidente. O Oriente também traz informações."

Ele contou que teve um diálogo com o órgão chinês de estatística. "Tivemos oportunidade, num diálogo com a direção do Instituto Nacional de Estatística da China, que está entrando em curso um censo econômico que visa justamente identificar, capturar o valor agregado das atividades digitais", disse.

Segundo fontes, servidores que falaram sob condição de anonimato, as declarações não estavam em debate até que a ex-diretora de pesquisas Martha Mayer publicasse artigo crítico destacando que a China suspendeu a publicação de dados sobre desemprego entre os jovens, segmento em que os índices costumam ser mais altos. O artigo de Mayer foi publicado no jornal O Globo no último dia 12.

Procurado, o IBGE não comentou o assunto até o fechamento desta reportagem.


Agência Estado e Correio do Povo

Eduardo Leite anuncia projetos para reconstrução do Vale do Taquari

 No anúncio, o governador do RS também falou sobre um estudo para aprimorar o transporte metropolitano na região de Porto Alegre

Assinatura de projetos para reconstrução do Vale do Taquari contou com a participação do vice-governador Gabriel Souza e secretários de governo 

O governador Eduardo Leite assinou, na manhã desta quarta-feira, projetos para a desapropriação de área em Muçum e de delegação de competência para que o Governo, através da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Semhab), firme uma parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RS) para a construção de casas temporárias em Roca Sales. Ambas as cidades estão entre as mais devastadas na enchente histórica registrada no mês de setembro.

De acordo com o governador, o primeiro projeto contempla desapropriação de áreas localizadas em Muçum onde serão construídas 209 novas moradias na cidade, sendo 65 casas e 144 apartamentos, com recursos oriundos do governo federal. Já o segundo projeto prevê uma parceria para a construção de 20 casas de passagem para atender as famílias atingidas até que as casas definitivas fiquem prontas. 

“Não podemos permitir que essas pessoas que perderam tudo sejam também vítimas de desassistência do poder público. Desde o primeiro momento, estamos mobilizados para garantir que a reconstrução ocorra o mais rápido possível”, destacou o governador.

Além destes dois projetos para a reconstrução do Vale do Taquari, Leite assinou o contrato para o projeto a análise da atual situação do transporte coletivo na Região Metropolitana de Porto Alegre. O estudo, que será realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicará melhorias a serem realizadas no traçado das linhas, na qualidade e na organização dos serviços. Com duração prevista para 18 meses, o projeto entregará um “redesenho da rede metropolitana”, além da integração com o transporte metroviário e o transporte urbano de cada cidade. 

O projeto servirá também para a primeira licitação do transporte coletivo na região, que abrangerá 34 municípios. De acordo com o governador, atualmente, as empresas responsáveis por essas linhas de ônibus operam com contratos considerados precários. “Desde o início do primeiro mandato, temos trabalhado muito pela integração e melhoria do transporte na Região Metropolitana. Agora, em articulação com os prefeitos, teremos condições de estruturar o transporte conjuntamente e à luz da nova realidade urbana da região”, ressaltou o governador.

Para o secretário de Parcerias e Concessões, Pedro Capeluppi, o projeto de consultoria “deve priorizar a modicidade tarifária, a melhora no conforto dos usuários e a adoção de práticas sustentáveis, contemplando premissas que considerem, também, a diminuição de emissões de gases de efeito estufa”.

Correio do Povo

Biden e Xi apertam as mãos antes de sua primeira reunião em um ano

 Em encontro, líderes buscam acalmar as tensões entre Estados Unidos e China

Depois de um ano do último encontro cara a cara, um sorridente Biden cumprimentou Jinping 

Os presidentes Joe Biden e Xi Jinping se cumprimentaram com um aperto de mãos nesta quarta-feira (15), na Califórnia, para iniciar a tão esperada reunião, com a qual buscarão acalmar as tensões entre Estados Unidos e China. Depois de um ano do último encontro cara a cara, um sorridente Biden cumprimentou Xi, depois que o líder chinês desceu de uma limusine preta no opulento Filoli Garden, na Califórnia, a menos de 50 km de San Francisco.

Biden, relatou que houve um "progresso real" na reunião com Jinping. "Valorizo a conversa que tive com o presidente Xi", disse Biden na rede X, antigo Twitter. "E hoje alcançamos um progresso real", complementou.

A conversa ocorreu à margem da cúpula anual do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em uma tentativa de reduzir as tensões em temas como Taiwan, sanções e comércio. Uma aproximação entre Pequim e Washington também poderia beneficiar conflitos armados - como o entre Israel e o Hamas -, nos quais cada país apoia uma das partes opostas. 

Às vésperas do encontro, Biden fez questão de destacar que os Estados Unidos não estão tentando "se separar da China", mas sim "mudar a relação para melhor". Ele disse querer "voltar a um ritmo normal de correspondência, podendo pegar o telefone e conversar em caso de crise". O governo chinês, por sua vez, informou que a discussão gira em torno de "paz mundial e desenvolvimento", acrescentando que o país não tem "medo da concorrência". 

Os dois líderes se encontraram pessoalmente pela última vez em Bali, em novembro de 2022, e as relações esfriaram depois que os Estados Unidos derrubaram um suposto balão espião de origem chinesa em fevereiro.  O incidente ocorreu em meio a uma longa luta pelo domínio global entre ambos os países.

Nos últimos meses, Pequim e Washington se envolveram em contatos de diplomacia de alto nível, o que levou ao anúncio, menos de uma semana antes da cúpula, da visita de Xi. 

AFP e Correio do Povo

Governo brasileiro apoia resolução que prevê pausa humanitária em Gaza

 Proposta aprovada na ONU teve 12 votos a favor e três abstenções



O Ministério da Relações Exteriores informou, nesta quarta-feira (15), que o governo brasileiro recebeu “com satisfação” a notícia da aprovação, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), da primeira resolução relativa à atual crise humanitária na Faixa de Gaza, resultante do conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas. O texto foi apoiado pelo Brasil, que até dezembro ocupa um assento para membros não permanentes no órgão.

“A resolução, com foco na proteção de crianças, proposta por Malta e apoiada pelo Brasil e pelos demais membros não permanentes, foi aprovada com 12 votos a favor. Estados Unidos, Reino Unido e Rússia optaram pela abstenção”, diz a pasta, em comunicado, explicando que o texto aprovado exige que as partes cumpram suas obrigações em matéria de direito internacional e do direito internacional humanitário, em especial no que se refere a civis e crianças.

Segundo o Itamaraty, a resolução pede a implementação de “pausas e corredores humanitários urgentes e prolongados em toda a Faixa de Gaza por um número suficiente de dias”, para que ajuda humanitária de emergência possa ser prestada à população civil por agências especializadas da ONU, pela Cruz Vermelha Internacional e por outras agências humanitárias imparciais. 

O texto pede também a “libertação imediata e incondicional de todos os reféns” mantidos pelo Hamas e por outros grupos, rejeita o deslocamento forçado de populações civis e demanda a normalização do fluxo de bens e serviços essenciais para Gaza, com prioridade para água, eletricidade, combustíveis, alimentos e suprimentos médicos. 

No mês passado, o Conselho de Segurança rejeitou a proposta apresentada pelo governo brasileiro que pedia pausas humanitárias aos ataques entre Israel e o Hamas para permitir o acesso de ajuda à Faixa de Gaza.

O resultado da votação foi 12 votos a favor, duas abstenções, sendo uma da Rússia, e um voto contrário, por parte dos Estados Unidos. Por se tratar de um membro permanente, o voto norte-americano resultou na rejeição da proposta brasileira. 

O Conselho de Segurança da ONU é o responsável por zelar pela paz internacional. São cinco os membros permanentes: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Fazem parte do conselho rotativo Albânia, Brasil, Equador, Gabão, Gana, Japão, Malta, Moçambique, Suíça e Emirados Árabes.   

Para que uma resolução seja aprovada, é preciso o apoio de nove do total de 15 membros, sendo que nenhum dos membros permanentes pode vetar o texto.

O conflito

No dia 7 de outubro, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel, com incursão de combatentes armados por terra, matando civis e militares e fazendo centenas de reféns israelenses e estrangeiros. Em resposta, Israel bombardeou várias infraestruturas do Hamas, em Gaza, e impôs cerco total ao território, com o corte do abastecimento de água, combustível e energia elétrica.  

Os ataques já deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados nos dois territórios. A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos.

Agência Brasil e Correio do Povo