Melo propõe construção de terminal metropolitano no terreno da SSP

 O prefeito da Capital já conversou com o governador em exercício sobre o assunto

Taline Oppitz



Apesar dos planos do governo gaúcho, de permutar ou construir a nova sede da Secretaria de Segurança Pública no local do prédio que foi implodido neste domingo, após o incêndio em 14 de julho de 2021, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), tem outra ideia e já conversou com o governador em exercício e secretário de Segurança, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), sobre ela.

“O local é perfeito para a construção do terminal urbano metropolitano. Faremos um esforço enorme junto ao governo do Estado para viabilizar a iniciativa. Temos diversos locais, inclusive com prédios já construídos para permutar. A prefeitura é uma grande imobiliária. Sem isto, não conseguiremos revitalizar o centro da cidade”, afirmou, destacando que com a revitalização do 4º Distrito, onde fica o local, o terreno será muito valorizado. A área tem enrtada pela Voluntários da Pátria.

A mobilidade urbana tem dominado a pauta na gestão do emedebista. No ano anterior, o prefeito aprovou uma série de projetos na Câmara de Porto Alegre visando a sustentabilidade do transporte coletivo.  Atualmente, vem tentando buscar recursos junto ao governo federal para subsidiar a isenção de passageiros com mais de 65 anos, medida que se conquistada poderá acarretar no congelamento da tarifa de ônibus. 

Outra iniciativa que deve ser implementada nos próximos meses na Capital é o fim das linhas de ônibus urbanas e metropolitanas duplicadas em horários entre picos. A proposta partiu do governo do Estado e contou com o apoio da Granpal, presidida por Melo. 

Em tempo: Sebastião Melo está organizando ato para marcar o aniversário de Porto Alegre. A ideia é a de reunir e homenagear, no Paço Municipal, todos os ex-prefeitos da Capital. No dia 26 deste mês, a cidade completa 250 anos.

Coreio do Povo


Com atraso de duas horas, estações da Trensurb são reabertas

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Equipe responsável por implosão presta homenagem aos bombeiros mortos no incêndio

 Dois bombeiros morreram enquanto combatiam as chamas no incêndio em julho de 2021



Como de costume, em qualquer implosão deste porte, uma oração é feita em frente ao local que vai ser demolido. Não foi diferente na manhã deste domingo, diante da antiga sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O engenheiro de minas, Manoel Jorge Diniz Dias, prestou homenagem aos dois bombeiros que morreram ao trabalharem no incêndio – tenente Deroci Almeida e sargento Lúcio Ubirajara – que atingiu a edificação em julho de 2021 e à história da própria instituição que funcionou por duas décadas ali. 

Reconhecido na área como o profissional com maior know-how do país, “Manezinho da Implosão”, como é conhecido no meio, respondeu pelas maiores implosões já realizadas no Brasil. Junto da engenheira civil Ana Paula Marino Faustino, foi o responsável técnico da ação ocorrida em Porto Alegre. “Me sinto um privilegiado por participar. Chegamos aqui sem incidentes de qualquer natureza”, relatou.

Entre seus trabalhos mais importantes estão as implosões do Edifício Palace II, no Rio de Janeiro, em 1998, da penitenciária do Carandiru, em São Paulo, em 2002 (com uma segunda etapa realizada em 2005), do Edifício Berrini, também em São Paulo, em 2008 – considerada uma das operações mais difíceis já executadas no país – e do Estádio da Fonte Nova, em Salvador, em 2010.

Segundo Dias, a figura do “medo” costuma aparecer em implosões, mas o profissional admite que houve preocupações desta vez. “Com muita humildade, fomos alertados por estudos da Ufrgs dos riscos. Esse respeito em relação à estrutura fez com que colocássemos um número inferior ao previsto”, revelou. Inicialmente, eram esperados 200 quilos de explosivos, do tipo Ibegel SSP, com cartuchos de uma polegada de diâmetro por oito polegadas de comprimento (20 cm). A informação sobre a carga total utilizada será divulgada posteriormente.

Os explosivos foram instalados em 1.184 furos horizontais em pilares do prédio com 1,02 metro de profundidade média, com 4,5 mil metros de cordel de detonante. O acionamento se deu a partir de um tubo pirotécnico de 300 metros até o ponto de detonação. 

O engenheiro agradeceu às equipes da Defesa Civil, municipal e estadual, pelo apoio aos trabalhos. “Tudo que planejamos, ocorreu. Deixo meu testemunho de satisfação, apesar da tristeza pela causa desta demolição e pelas mortes dos nossos bombeiros. Nossa solidariedade às famílias. Esta era uma imagem que representava um cartão de visitas muito triste aos porto-alegrenses. Nossa equipe se sente orgulhosa por eliminar esta imagem”, comentou Dias, agradecendo ao trabalho das instituições que participaram da implosão.

Em grau de dificuldade, a implosão do antigo prédio SSP ganhou nota 8 em comparação ao 10 dos trabalhos no Palace II, segundo Dias. “É porque lá, as condições eram muitos desfavoráveis em termos de concentração humana, quando 14 mil pessoas precisaram evacuar de 18 prédios ao lado”, lembrou.

Correio do Povo

Prédio da SSP é implodido em Porto Alegre

 Detonação de escombros contou com operação especial que iniciou ainda no sábado


Quase oito meses após o incêndio de grande proporção, uma operação especial com artefatos explosivos implodiu o prédio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), neste domingo, em Porto Alegre.



Por se tratar de uma operação com 200 quilos de explosivos, medidas de prevenção foram adotadas desde a noite de sábado. Dentre elas, a evacuação dos imóveis em um raio de 300 metros, incluindo a Rodoviária da Capital e três estações da Trensurb.

• Acompanhe a operação para implosão do prédio incendiado da SSP, em Porto Alegre

A circulação de pessoas e o retorno dos moradores aos imóveis será liberada a partir das 12h, assim que a perícia avaliar não haver perigos por conta da fumaça, incêndios e outros riscos. Enquanto isso, o Terminal Conceição seguirá servindo como uma rodoviária temporária. Ao todo, estão previstas 54 saídas e 30 chegadas em Porto Alegre nesse intervalo.

Em relação ao Trensurb, as estações São Pedro, Rodoviária e Mercado não abriram na manhã de domingo. Os embarques e desembarques mais próximos do Centro ocorreram na Estação Farrapos. Para atender os cerca de 10 mil usuários que utilizam o trem neste período, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) disponibilizou um ônibus para passageiros da estação Farrapos até a estação Mercado.

A implosão – que teve custo de R$ 3,15 milhões – envolveu 28 instituições públicas e privadas. A empresa responsável pela demolição da edificação comprometida é a mesma que realizou o serviço no antigo presídio do Carandiru e no Palace II.

Próximos passos

O próximo passo para a limpeza do local será a retirada dos entulhos estimados em 20 mil toneladas. Os engenheiros envolvidos na operação acreditam que essa etapa seja realizada no prazo de um mês e que não deva provocar transtornos à população. A estrutura colapsada será agora envolta, do térreo até o quarto andar, com quatro camadas de telas de proteção reforçadas para evitar que eventuais detritos escapem.

Já o terreno, situado na região central da cidade, não tem ainda um destino definido. Conforme o vice-governador e titular da pasta da Segurança Pública do Estado, Ranolfo Vieira Júnior, as opções são a construção de um novo prédio para a SSP no local ou então realizar uma permuta, onde quem assumir a área construirá uma nova sede para a pasta em outro ponto.


Relembre o caso

As chamas no prédio da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul iniciaram na noite de 14 de julho de 2021. No momento, entre 40 e 50 servidores estavam no local trabalhando, mas todos conseguiram deixar o edifício. Eles atuavam no Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI), setor que funciona 24h por dia.

Durante o incêndio de grande proporções, que provocou desabamentos e um grande volume de fumaça, dois bombeiros morreram.


Correio do Povo

Segunda-feira será de instabilidade e tempo abafado em todo o Rio Grande do Sul

 No decorrer da manhã, céu ficará mais aberto na Metade Norte do Estado


O começo de semana será de instabilidade e tempo abafado em todo o Rio Grande do Sul. A madrugada desta segunda-feira tem chuva já em algumas regiões, mas no decorrer da manhã a nebulosidade diminui na maior parte do Estado e o sol aparece com nuvens.

O tempo deve ficar mais aberto na Metade Norte, onde o sol aparece por maior número de horas. De acordo com a MetSul, da tarde para a noite, a instabilidade avança pelo Estado a partir do Sul e novas nuvens carregadas se formam sobre o território gaúcho com chuva irregular e temporais. Há risco de chuva forte a intensa em alguns pontos e de tempestades severas localizadas com vendavais. 

Assim como os últimos, o dia será quente e abafado com o calor mais intenso na Metade Norte. Em Porto Alegre, o dia terá sol e chuva. A mínima na Capital será de 23°C, e a máxima chega aos 34°C. 

Mínimas e máximas no RS 

Santa Maria 23°C / 33°C
Bagé 22°C / 30°C
Erechim 21°C / 33°C
Pelotas 23°C / 32°C
Rio Grande 23°C / 31°C
Vacaria 17°C / 30°C


MetSul e Correio do Povo

Governo do RS diz que primeira hipótese é reconstruir a sede da SSP no terreno após implosão

 Futuro do terreno deve ser definido até o final do mês



Minutos após a implosão, o governador em exercício e secretário estadual de Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, já apontava o futuro do terreno onde ficava o prédio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), destruído por um incêndio em julho do ano passado. “A primeira hipótese é a possibilidade de reconstruirmos a SSP neste mesmo local”, afirmou à imprensa na manhã deste domingo. Segundo ele, o destino para a área será definido até o final deste mês. 

A segunda opção aventada por Ranolfo é a venda do terreno. “É uma área pública, que tem um valor considerável. Poderemos transacionar, permutar por uma área em que uma nova Secretaria possa ser construída, assim como temos feito com presídios pelo Estado”, relatou. A terceira alternativa é a permuta por uma área em que tenha uma edificação já construída. Antes de mais nada, no entanto, o governador em exercício destaca que o foco do trabalho é na remoção das cerca de 20 mil toneladas de entulho que repousam no local pós-implosão. “Serão necessários de 30 a 40 dias para retirar todo o material”, explicou.

O prefeito Sebastião Melo acredita que possa ocorrer uma parceria entre Município e Estado para utilização do terreno. “Estamos enviando para a Câmara um projeto para o 4º Distrito que valorar ainda mais esta área. O governo do Estado pode retardar um pouquinho porque vai dar ainda mais preço com as mudanças urbanísticas, caso o Legislativo acolha”, projeta. Melo também manifestou o interesse da prefeitura em negociar um novo terminal metropolitano no espaço.


Correio do Povo


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Veja vídeos do momento da implosão do prédio da SSP



Embaixador brasileiro foge da Ucrânia para trabalhar na Moldávia

 


O embaixador do Brasil na Ucrânia, Norton de Andrade Mello Rapesta, passará a executar seus trabalhos da Moldávia, país no qual também ocupa o cargo de embaixador, e o atendimento aos brasileiros que tentam deixar o país invadido pelo Rússia passará por uma reorganização, informou o Itamaraty em nota nesta sexta (4).

Segundo a pasta, as mudanças temporárias devem-se à “deterioração das condições de segurança na Ucrânia” e têm a intenção de ampliar a atuação do posto nas rotas mais utilizadas pelos brasileiros que deixam o território ucraniano.

“O embaixador do Brasil junto à República da Ucrânia, Norton de Andrade Mello Rapesta, que acumula a função de embaixador na República da Moldávia, passará a gerir a embaixada e a ocupar-se dos trabalhos de análise política a partir de Chisinau, capital daquele país, onde já está em funcionamento posto de atendimento consular a cidadãos brasileiros evacuados do território ucraniano”, disse o Ministério das Relações Exteriores.

“Os cidadãos brasileiros na Ucrânia continuam a contar com apoio de funcionários locais da embaixada em Kiev, bem como das embaixadas do Brasil na Polônia, Romênia, Hungria e Eslováquia, que seguem operando núcleos de apoio a brasileiros que estejam deixando a Ucrânia”, acrescentou.

Ainda de acordo com o Itamaraty, o posto de atendimento na cidade ucraniana de Lviv, assim como a força-tarefa de apoio a brasileiros na Ucrânia, serão coordenados pelo embaixador do Brasil em Sarajevo, Lineu Pupo de Paula, temporariamente deslocado para Lviv.

Recrutamento

A Embaixada da Ucrânia no Brasil emitiu comunicado, na noite de quinta-feira (3), negando que está recrutando brasileiros ou estrangeiros para se juntarem às tropas militares ucranianas, em conflito desde a semana passada com a Rússia.

Até o momento, estima-se que o órgão ucraniano em Brasília tenha recebido mais de 100 pedidos de informação de brasileiros e estrangeiros residindo no Brasil interessados em integrarem a Legião Estrangeira da Ucrânia.

Em nota, a embaixada confirmou que passou a receber um “grande número de mensagens de cidadãos do Brasil e de outros países sobre a possibilidade de ingressar na Legião Estrangeira da Ucrânia”.

“Para evitar mal-entendidos, consideramos importante informar ao público brasileiro que a Embaixada da Ucrânia no Brasil não está fazendo alistamento para a Legião Estrangeira Ucraniana, e não está fazendo campanha para adesão a esta formação militar”, alerta o órgão.

A embaixada não é responsável por fazer o recrutamento de voluntários, mas está respondendo aos pedidos com informações. E não há nenhum tipo de ajuda para custear a viagem até as fronteiras ucranianas.

O que é explicado aos possíveis voluntários é que é necessário ser maior de idade, saber falar ao menos o inglês e ter alguma experiência militar.

A invasão militar russa à Ucrânia começou em 24 de fevereiro. Supostos documentos sigilosos do exército russo divulgados pelo governo ucraniano mostram que o plano orquestrado pelo presidente Vladimir Putin era de executar bombardeios por 15 dias consecutivos no território invadido.

O Ministério da Defesa Ucraniano afirma que o planejamento ordenava a invasão pelo Mar Negro. O carimbo da documentação é datado de 18 de janeiro, suposta data em que foi autorizada pela cúpula do governo russo.

Além disso, a agência de inteligência da Rússia, por intermédio do Serviço Federal de Segurança, teria elaborado planos para execuções públicas de militares ucranianos.

Leia a noita da embaixada ucraniana em Brasília:

“Em conexão com o início da guerra da Federação Russa contra a Ucrânia, a Embaixada da Ucrânia no Brasil passou a receber um grande número de mensagens de cidadãos do Brasil e de outros países sobre a possibilidade de ingressar na Legião Estrangeira da Ucrânia.

Para evitar mal-entendidos, consideramos importante informar ao público brasileiro que a Embaixada da Ucrânia no Brasil não está fazendo alistamento para a Legião Estrangeira Ucraniana, e não está fazendo campanha para adesão a esta formação militar.”

O Sul

Rússia anuncia “cessar-fogo parcial” para permitir corredores humanitários; Ucrânia diz que ataques continuam

 


A Rússia declarou um “cessar-fogo parcial” de 5 horas, e disse que seu Exército pararia ataques “localizados” no sábado (5). Duas regiões seriam beneficiadas inicialmente: Mariupol e Volnovakha, ambas no leste ucraniano.

No entanto, logo em seguida chegou a informação de que a retirada dos habitantes de Mariupol, porto estratégico ucraniano cercado pelas forças russas, foi adiada devido a múltiplas violações russas do cessar-fogo, segundo acusou a prefeitura da cidade.

A retirada de civis, que deveria começar antes do meio-dia (horário local), “foi adiada por razões de segurança” porque as forças russas “continuam bombardeando Mariupol e seus arredores”, afirmou a prefeitura no aplicativo Telegram.

Segundo a RIA, agência russa de notícias, civis poderiam deixar Mariupol e suprimentos e medicamentos poderiam chegar à cidade durante esse período de cinco horas.

A Rússia deixou claro que a redução na ofensiva não vale para todo o território ucraniano.

O prefeito de Mariupol disse que um cessar-fogo permitiria que o trabalho seja feito para restaurar a infraestrutura destruída pelos bombardeios.

O conselho de Mariupol disse que os civis poderiam seguir em direção à cidade de Zaporizhzhia e usar rotas de ônibus especialmente organizadas, bem como seus próprios carros.

Pouco depois, o conselho da cidade de Mariupol disse que a Rússia não está respeitando a trégua ao longo de todo o corredor humanitário.

Segundo a agência Reuters, o governo ucraniano diz que o plano é tirar cerca de 200 mil pessoas de Mariupol e 15 mil de Volnovakha. A Cruz Vermelha está monitorando esse cessar-fogo.

O prefeito de Mariupol afirmou que a cidade, que em um período normal tem 450 mil habitantes, está submetida a um “bloqueio”, sem energia elétrica, alimentos, água, gás e transportes. As forças separatistas pró-Rússia e o exército de Moscou anunciaram que a cidade está cercada.

Depois que o Ministério da Defesa russo declarou o cessar-fogo, a prefeitura da cidade portuária anunciou que a evacuação começaria às 6h (hora de Brasília). “Não é uma decisão fácil. Mariupol não são as casas e ruas. Mariupol somos nós e vocês”, afirmou o prefeito no Telegram.

O controle de Mariupol tem caráter estratégico para a Rússia, porque permitiria garantir uma continuidade territorial entre suas forças procedentes da península da Crimeia e as unidades dos territórios separatistas pró-Moscou da região ucraniana de Donbass.

Correspondentes da agência AFP que visitaram a cidade neste sábado viram cenas de destruição, apesar da insistência do presidente russo Vladimir Putin de que suas forças não atacam áreas residenciais.

Neve para beber

Um funcionário da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) que está refugiado em Mariupol com sua família afirmou que eles coletaram “neve e água da chuva” para utilizar diante da impossibilidade de conseguir água devido às longas filas nos locais de distribuição.

“Queríamos conseguir também o pão ‘social’ (distribuído pelas autoridades locais), mas o horário e os pontos de distribuição não estavam claros. Segundo a população, muitos armazéns foram destruídos pelos mísseis e o que sobrou foi levado pelas pessoas mais necessitadas”, disse.

Kiev

As tropas russas se aproximam ao mesmo tempo da capital Kiev, onde encontram uma intensa resistência, e bombardeiam bairros dos subúrbios ao oeste da capital ucraniana. A cidade de Chernihiv, ao norte, também é alvo de bombardeios constantes, que deixaram muitas vítimas civis nos últimos dias.

O ministro ucraniano da Defesa, Oleksiy Reznikov, afirmou no sábado que a Rússia mudou de tática ao observar a dura resistência que parou seu plano de conquistar rapidamente as grandes cidades e derrubar o governo do presidente Volodymyr Zelensky.

“Sim, o inimigo avançou em algumas direções, mas controla apenas uma pequena área. Nossos defensores estão impedindo e expulsando os ocupantes”, afirmou no Facebook. “Aviação de todo tipo bombardeia cidades e infraestruturas civis”, acrescentou, antes de acusar o exército russo de “covardia” e de ter capacidade apenas de atacar “crianças, mulheres, civis desarmados”.

Desde que o presidente Vladimir Putin ordenou a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro, a Rússia bombardeou várias cidades da Ucrânia e matou centenas de civis. Também atacou a maior central nuclear da Europa, provocando um incêndio que gerou o temor de uma nova catástrofe nuclear como a de Chernobyl em 1986.

As tropas russas conquistaram o controle de duas cidades importantes em 10 dias de invasão: Berdiansk e Kherson, na costa do Mar Negro, sul da Ucrânia.

O Sul

Novas vagas de emprego em Porto Alegre - 06.03.2022

 

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Confira as vagas que temos para você:

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Saiba qual a chance de um desastre nuclear em meio à guerra na Ucrânia

 


Quando a usina nuclear de Chernobyl, no norte da Ucrânia, foi tomada pelas forças russas na semana passada, o Ministério do Exterior ucraniano alertou sobre a possibilidade de “outro desastre ecológico”.

Os níveis normais de radiação na zona de exclusão de Chernobyl – que inclui quatro reatores fechados, um dos quais explodiu em 1986 e espalhou resíduos radioativos por toda a Europa – foram excedidos, de acordo com o regulador nuclear estatal da Ucrânia, supostamente por causa da atividade militar na área.

Mas, além da usina nuclear de Chernobyl, há preocupação de que alguns dos 15 reatores nucleares ativos da Ucrânia possam ser atingidos no fogo cruzado entre tropas russas e locais.

Na sexta, os russos tomaram Zaporizhzhia, a maior usina nuclear da Europa, e, apesar de haver um incêndio num edifício de treinamento próximo, os reatores não foram atingidos.

“É uma situação única na história da energia nuclear – na verdade, na história – em que uma nação que opera 15 reatores nucleares está no meio de uma guerra de grande escala”, afirma Shaun Burnie, especialista em energia nuclear do Greenpeace na Ásia Oriental, em entrevista à DW. Essas usinas fornecem cerca de metade da eletricidade da Ucrânia, embora neste momento apenas nove dos 15 reatores estejam operando, diz Burnie.

“A ideia de proteger [as instalações nucleares] no caso de uma guerra em larga escala nunca fez parte do planejamento de uma nação, pelo menos em termos de energia nuclear comercial”, afirma.

Embora alguns reatores da era da Guerra Fria tenham sido construídos na então União Soviética no subsolo para evitar ameaças militares, as “enormes instalações” na Ucrânia foram todas construídas sobre o solo, explica Burnie.

“Uma usina nuclear é uma das instalações industriais mais complexas e sensíveis, que exigem um conjunto muito complexo de recursos em estado de prontidão – e o tempo todo – para mantê-las seguras. E isso não pode ser garantido numa guerra”, escreveram Burnie e seu colega Jan Vande Putte, também do Greenpeace na Ásia Oriental, em um comunicado divulgado na quarta-feira (2) sobre a vulnerabilidade das usinas nucleares durante o conflito militar.

Riscos

Os reatores em operação são especialmente vulneráveis ​​caso ocorra um desligamento da rede elétrica durante a guerra. Se bombardeios pesados na região impedirem o fornecimento de energia para uma usina, o resfriamento do reator e do combustível armazenado em locais com paredes relativamente frágeis podem ser desativados.

Na pior das hipóteses, isso poderia levar a um colapso semelhante ao de Fukushima e a “liberações enormes de radioatividade”, disse Burnie.

Essas preocupações estão sendo acentuadas pelo aumento da atividade militar ao sul da usina de Zaporizhzhia – uma das duas maiores da Europa, que tem seis reatores e armazena combustível nuclear irradiado. O conflito armado na região de Zaporizhzhia “aumenta o espectro de grandes riscos”, afirma o comunicado.

O local já é vulnerável, dizem os autores, pois alguns reatores antigos foram construídos e projetados há meio século, na década de 1970. Roger Spautz, ativista nuclear do Greenpeace da França e Luxemburgo, diz que a vida útil original de 40 anos desses reatores já foi expandida – como também é o caso da França.

“O maior risco é um míssil atingir os locais onde são armazenados os combustíveis ou eles não poderem ser resfriados devido ao sistema de energia desativado”, comenta Spautz. “Você precisa de eletricidade funcionando 24 horas por dia”, diz ele, acrescentando que os geradores de backup a diesel podem não conseguir funcionar por várias semanas, algo que seria necessário em tempos de guerra.

“Forças perigosas”

“As usinas nucleares são definidas como ‘instalações que contêm forças perigosas’ no direito internacional humanitário e nunca devem ser atacadas”, diz Doug Weir, diretor de pesquisa e política do Observatório de Conflitos e Meio Ambiente, sediado no Reino Unido, referindo-se à Convenção de Genebra.

Burnie acredita que a Rússia, que tem mais que o dobro de reatores do que a Ucrânia, entende as consequências de um ataque direto a essas instalações – incluindo a contaminação nuclear da própria Rússia se os ventos soprarem na direção leste.

“Não esperamos ver um ataque deliberado a locais como Zaporizhzhia, mas os tipos de armas pesadas que a Rússia está usando não são particularmente precisos”, frisa Weir. “A batalha nas proximidades de tais locais deve ser evitada a todo custo.”

O Sul