PIB brasileiro cresce 4,6% em 2021, e Brasil sai da recessão técnica

 


A economia brasileira registrou um avanço de 4,6% em 2021 no Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo País ao longo de um ano) e superou as perdas do primeiro ano de pandemia, informou o IBGE nesta sexta-feira (4).

O resultado representa uma melhora da atividade econômica brasileira, que recuou 3,9% em 2020, quando amargou a pior recessão em 30 anos.

O desempenho do PIB no ano passado veio em linha com as expectativas de mercado, que projetava alta de 4,5% segundo o Banco Central.

No quarto trimestre, a economia avançou 0,5%, após dois trimestres seguidos de queda. Assim, o País saiu da recessão técnica.

No ano, o crescimento da economia foi puxado pelas altas nos serviços (4,7%) e na indústria (4,5%), que juntos representam 90% do PIB do país. Por outro lado, a agropecuária recuou 0,2% no ano passado.

Principais vilões da inflação

Os combustíveis foram os principais vilões da inflação em 2021. O etanol disparou 62,23% no ano passado. Já a gasolina, 47,49%. O gás de botijão subiu 36,99%. São preços que influenciam outros preços na economia.

Com a alta nos preços dos combustíveis, o grupo dos transportes teve alta forte em 2021, pesando no bolso dos mais pobres. A alta acumulada foi de 21,03%. Já entre os gêneros alimentícios, o café foi um dos que mais encareceram em 2021. Os alimentos formam um dos grupos de maior alta de preços na composição do IPCA: subiram 14% no ano passado. As bebidas ficaram, em média, 7,94% mais caras. Até mesmo o churrasco, uma das principais escolhas de lazer do brasileiro nas horas vagas, ficou salgado em 2021. As carnes subiram 8,45% em média no ano passado.

Outro item essencial no orçamento do brasileiro, a energia elétrica disparou em 2021 sob efeito da crise hídrica, que limitou a operação de hidréletricas. No ano, tarifa de eletricidade residencial subiu 21,21% .

A inflação também fez disparar o IGP-M, índice que reajusta contratos de aluguel, que tiveram alta média de 6,96% segundo o IBGE. Além disso, preços de material de construção encareceram imóveis novos e reformas. Resultado: o grupo habitação acumulou alta de 13,05% em 2021.

Construção sobe quase 10%

Após meses de fechamento do comércio e atividades com hotéis e restaurantes em 2020, a economia reabriu no ano passado. Com isso, o setor de serviços, que foi o mais afetado pela Covid, conseguiu se recuperar.

Todos os segmentos cresceram, com destaque para trasnsportes, armazenagem e correios (+ 11,4%). Reflexo da volta das viagens e da mobilidade nos centros urbanos. O comércio avançou 5,5%.

Na indústria, o destaque positivo foi o desempenho da construção que, após cair 6,3% em 2020, subiu 9,7% em 2021. As indústrias de transformação, com maior peso no setor, também cresceram (+ 4,5%), influenciadas pelo aumento na fabricação de máquinas e equipamentos e automóveis.

A indústria extrativa avançou 3,% com alta na extração de minério de ferro.

A única atividade que não cresceu foi eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos, que ficou estável, devido à crise hídrica.

Já a agropecuária, que havia sido a estrela em 2020, recuou 0,2% em 2021, principalmente por fatores climáticos, como estiagem prolongada e geadas. Apesar de salto na produção de soja, as safras de café e milho foram fortemente afetadas pela falta de chuuvas.

Consumo sobe, mas inflação e juros são riscos

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias avançou 3,6% e o do governo subiu 2,0%. No ano anterior, esses componentes haviam recuado 5,4% e 4,5%, respectivamente.

“Houve uma recuperação da ocupação em 2021, mas a inflação alta afetou muito a capacidade de consumo das famílias. Os juros começaram a subir. Tivemos também os programas assistenciais do governo. Ou seja, fatores positivos e negativos impactaram o resultado do consumo das famílias no ano passado”, afirma Receba Palis, gerente de contas nacionais do IBGE.

Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) avançaram 17,2%, favorecidos pela construção e pela produção interna de bens de capital. A taxa de investimento subiu de 16,6% para 19,2% em um ano.

As importações cresceram 12,4% e as exportações avançaram 5,8%. Como a economia cresceu, importou mais que as vendas externas. Esse déficit na balança de bens e serviços acabou freando uum crescimento ainda maior do PIB.

Expectativas para 2022

Para este ano, os especialistas avaliam que a atividade econômica perderá fôlego. Isso porque a inflação elevada e o aumento da taxa básica de juros, a Selic, pesam contra o consumo das famílias, um dos principais motores do PIB pela ótica da demanda.

A invasão da Ucrânia pela Rússia também afeta a economia brasileira, e deve ter consequências diretas e indiretas para diferentes setores, em especial os ligados ao agronegócio.

Há bancos e consultorias que estimam recessão (em torno de -0,5%) para 2022 diante da desafiadora conjuntura macroeconômica. Por outro lado, há economistas que projetam ligeiro avanço, em torno de 0,2%, do PIB este ano.

O Boletim Focus, que reúne as expectativas de mercado, projeta uma alta de 0,3%. A previsão é menor que a estimada pelo Banco Central, de 1%.

O Sul

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Cessar-fogo fracassa pelo 2º dia: Ucrânia e Rússia trocam acusações sobre ataques que impediram retirada de civis

 



Cessar-fogo fracassa pelo 2º dia: Ucrânia e Rússia trocam acusações sobre ataques que impediram retirada de civis
Os dois países tinham um acordo para a evacuação de mais de 200 mil refugiados em Mariupol, zona portuária com forte presença dos separatistas pró-Rússia de Donetsk. Porém, a montagem de um corredor humanitário falhou pelo segundo dia consecutivo, adiando novamente a retirada das pessoas neste domingo. O governo local diz que os russos fizeram novos bombardeios, enquanto Moscou acusa "bandidos e neonazistas ucranianos” de impedirem a passagem da população.

Fonte: https://twitter.com/i/events/1483255084750282753

Com guerra na Ucrânia, trigo atinge no Brasil maior preço desde 2014

 


A disparada do preço do trigo no mercado internacional – que atingiu esta semana seu nível mais alto em quase 14 anos em meio às sanções impostas à Rússia – começará a refletir nos preços do atacado no mercado doméstico nas próximas semanas e deverá ser repassado ao consumidor, apontam analistas econômicos.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), do Esalq/USP, mostram que o preço médio do trigo no Paraná tem oscilado nos últimos cinco dias entre US$ 334 e US$ 336 por tonelada – patamar que não era alcançado desde o dia primeiro de julho de 2014, quando chegou a US$ 336,88.

Lucilio Alves, professor da Esalq/USP e pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), explica que os preços do trigo no País são dados pela paridade de importação, já que o Brasil importa cerca da metade do trigo que consome.

Ele lembra que a redução dos estoques nos últimos dois anos, junto com o aumento dos preços em dólar do trigo e do aumento da taxa de câmbio, ampliou a paridade e abriu espaço para altas no preço do trigo comprados pelos moinhos.

De acordo com Alves, a invasão da Ucrânia pela Rússia – cujos países respondem por quase um terço das exportações de trigo no mundo – devem trazer novos reflexos sobre os valores de negociação no Brasil e em países vizinhos ao longo das próximas semanas.

“Com a saída de países importantes, o preço internacional se eleva. Nos últimos dias o dólar também subiu. O vendedor vai pedir um valor ligeiramente maior. Demora alguns dias até os negócios começarem a acontecer a novos parâmetros e então impactar o mercado interno, mas o contexto de altas influencia [os preços].”

André Braz, coordenador do Índice de Preços do Consumidor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), explica que os preços de commodities agrícolas como milho, soja e trigo, já vinham em trajetória de aceleração nos últimos meses, em função do aumento da cotação internacional e dos efeitos domésticos sobre as safras por conta da seca no Sul.

Neste momento, com a eclosão do conflito geopolítico, a perspectiva é de que a alta dos preços nesses grãos apareça no Índice Geral de Preços (IGP-10) a ser divulgado em meados de março, dado que a pesquisa terá captado o momento inicial da crise no fim de fevereiro.

Braz, que já elevou sua estimativa de inflação de 5,8% para 6,2% em 2022 por conta de um esperado aumento nos preços dos combustíveis, sinaliza que os efeitos resultantes dos embargos sustentarão as cotações de commodities em patamar alto, contaminando a inflação e pressionando o bolso do consumidor.

“Com certeza [as estimativas de inflação vão subir], porque as sanções vão durar mais tempo que a própria guerra. E a duração desses efeitos é o que vai prejudicar as cadeias produtivas e forçar o aumento dos preços. É bem provável que esse efeito perdure por muitos meses.”

Projeção da inflação

O J.P. Morgan anunciou na quinta-feira que revisou novamente sua projeção para o IPCA de 2022, considerando que os preços mais elevados das commodities devem manter a inflação alta:

“Na semana passada, quando o conflito na Ucrânia começou, ajustamos nossas projeções do IPCA para 5,6%. Hoje, reavaliamos esse cenário considerando toda a extensão dos eventos recentes – o impacto direto nos canais de comércio entre Brasil, Rússia e Ucrânia são escassos, portanto, os preços das commodities e possíveis interrupções na cadeia de suprimentos global são os principais fatores a serem considerados. Em resumo, estamos revisando para cima a inflação de 2022 para 6%, e a previsão do IPCA de 2023 de 3,25% para 3,5%”.

O banco americano destaca que os preços das commodities já estavam em tendência altista quando o conflito na Ucrânia começou, e, apesar da recente valorização do real, os preços mais altos das commodities devem continuar afetando a inflação no Brasil nos próximos trimestres.

“O setor agrícola brasileiro pode enfrentar preços de insumos mais altos, e quem sabe até restringir a produção, já que o país é o maior importador de fertilizantes da Rússia (…)”, disse o banco.

“A incerteza permanece bastante elevada e a duração e a extensão da crise ainda não é clara, portanto, movimentos adicionais nos preços do petróleo podem ter impactos significativos e rápidos sobre a inflação do Brasil”, complementou o banco, em relatório. As informações são do jornal O Globo.

O Sul

Dinheiro “esquecido” em bancos: pedidos de resgate começam nesta segunda-feira

 


Os brasileiros com algum dinheiro “esquecido” nos bancos vão poder conferir o valor dos recursos e pedir o resgate a partir desta segunda-feira (07). São R$ 4 bilhões que serão pagos a 28 milhões de clientes – 26 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de empresas, segundo o BC (Banco Central).

Entre os dias 7 e 14 de março, as consultas e pedidos de resgate serão liberados apenas para as pessoas nascidas antes de 1968 e para as empresas criadas antes deste mesmo ano. Para os demais, os recursos serão liberados nas semanas seguintes.

Até a última sexta-feira (25), 116.808.865 clientes, pessoas físicas e empresas, tinham feito consultas no sistema para saber se têm algum dinheiro esquecido. Desse total, segundo o BC, 25,9 milhões de contas de pessoas físicas e 253 mil contas de pessoas jurídicas tinham algum alguma quantia a receber. Outros 90,6 milhões não tinham saldo.

Calendário

As consultas de valores e pedidos de resgate devem ser feitos seguindo o calendário abaixo, que considera a data de nascimento do cliente ou de criação da empresa.

Quem já fez a consulta inicial para saber se tem ou não recursos recebeu uma data específica para retornar ao site do valoresareceber.bcb.gov.br. Quem ainda não fez a primeira consulta deve fazê-lo o mais breve possível – não é preciso esperar o dia 7.

É só acessar o site do valoresareceber.bcb.gov.br e fazer a consulta usando o número do CPF e a data de nascimento. Para fazer a consulta dos valores, é preciso ter acesso à conta gov.br, nível prata ou ouro.

Segundo o BC, a consulta inicial poderá ser feita a qualquer momento. Caso o cliente não acesse novamente na data e período informado, terá que voltar no sábado da repescagem, de acordo com o calendário. A repescagem vai funcionar durante todo o dia, das 4h às 24h. Quem perder seu sábado de repescagem, poderá consultar ou solicitar o resgate do saldo existente a partir de 28/03/2022.

O Sul

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União Soviética e terceira guerra mundial

 Jurandir Soares

O presidente da Rússia Vladimir Putin teve a coragem de dizer que aquilo que o seu país está fazendo na Ucrânia não é uma guerra, mas, uma operação especial. Senão vejamos: invadir um país soberano, bombardear suas instalações militares e governamentais, assim como prédios residenciais, matando pessoas e provocando o maior êxodo de europeus dos últimos anos, não se constitui numa guerra? Só na visão desse autocrata sanguinário que não é. Na mesma ocasião em que fez essa declaração, Putin também disse que seu objetivo é tornar a Ucrânia desmilitarizada e impedir seu ingresso na Otan. Metas que poderiam ter sido alcançadas pelas múltiplas negociações que foram desenvolvidas, com as idas a Moscou do presidente francês Emmanuel Macron e do chanceler alemão Olaf Scholz, além de outros negociadores. E ainda com os esforços desenvolvidos por Macron no domingo, 20 de fevereiro, quando ligou para Putin, para Scholtz, para o britânico Boris Johnson e para o americano Joe Biden. Chegou a acertar um novo encontro de Putin e Biden. No entanto, o que se viu foi no dia imediato Putin declarar independentes duas repúblicas ucranianas e dois dias depois invadir a Ucrânia.


Putin quer resgatar para Moscou a força dos tempos da União Soviética. Já fez isto com a Georgia, em condições muito semelhantes ao que ocorre na Ucrânia, porém com muito menor repercussão. Também sacou fora duas províncias da Georgia, Ossétia do Sul e Abhkázia. Quanto à Moldova, foi sacada a província da Transnistria. Dificilmente a Ucrânia deixará de ser dominada por ele, com a colocação ali de um governo fantoche. A questão fundamental é se ele irá parar por aí, com a sua retomada de uma União das Repúblicas Socialistas Soviéticas sob o domínio de Moscou, ou irá tentar ir mais adiante, rumo ao Ocidente. Daí a situação se agrava. E muito. 


Com relação à Ucrânia, os países da Europa Ocidental e Estados Unidos não irão intervir militarmente. Vão se limitar ao envio de armamentos, conforme está sendo feito. Porém, se Putin tentar retomar algum país que fazia parte da União Soviética e hoje passou para a Otan, como as repúblicas bálticas Estônia, Letônia e Lituânia, por exemplo, aí a situação é muito diferente. Seria um ataque a um país membro da Otan e a organização, com base no artigo 5º de seu estatuto, seria obrigada a sair em defesa do mesmo. Teríamos então uma guerra de Estados Unidos e seus parceiros europeus contra a Rússia, o que poderia ter proporções catastróficas. Vale lembrar que Putin não só já acenou com uso de armas nucleares, como tem realizado exercícios de lançamento das mesmas, tanto de submarinos quanto de mísseis terrestres. O que seria então a chamada Terceira Guerra Mundial.
O que dá esperança de que isto não venha a acontecer é o fato de que a Rússia estaria só, pois não se vê perspectiva de outro país com representação que esteja disposto a lutar a seu lado. Nem mesmo a China, que, aliás, tem saído de sua neutralidade e tem condenado a atual ação da Rússia. Mas, enfim, Putin está demonstrando que dele tudo se pode esperar. 

Correio do Povo

Ucrânia adia evacuação de Mariupol por violação russa do cessar-fogo

 Retirada dos habitantes deveria ter começado antes do meio-dia (horário local)



As autoridades ucranianas adiaram a retirada planejada para este sábado dos habitantes do porto estratégico de Mariupol, cercado pelas forças russas, que acusaram de violar um cessar-fogo temporário que deve permitir que os civis escapem de uma das principais zonas de combate do conflito.

O prefeito de Mariupol, Vadim Boichenko, afirmou que a cidade, que em um período normal tem 450 mil habitantes, está submetida a um "bloqueio", sem energia elétrica, alimentos, água, gás e transportes. As forças separatistas pró-Rússia e o exército de Moscou anunciaram que a localidade está cercada.

Depois que o ministério russo da Defesa declarou um cessar-fogo para a "abertura de corredores humanitários", a prefeitura do porto estratégico do Mar de Azov anunciou que a evacuação começaria antes do meio-dia (horário local, 6H00 de Brasília).

Mas a operação "foi adiada por razões de segurança" porque as forças russas "continuam bombardeando Mariupol e seus arredores", afirmou poucas horas depois a prefeitura no Telegram.

"Negociações estão em curso com a Rússia para estabelecer um (cessar-fogo) e garantir a instalação de um corredor humanitário", acrescentou o governo local.

O controle de Mariupol tem caráter estratégico para a Rússia, porque permitiria garantir uma continuidade territorial entre suas forças procedentes da península de Crimeia e as unidades dos territórios separatistas pró-Moscou da região ucraniana de Donbass, ao leste.

Correspondentes da AFP que visitaram a cidade neste sábado viram cenas de destruição, apesar da insistência do presidente russo Vladimir Putin de que suas forças não atacam áreas residenciais. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) descreveu a situação em Mariupol como "desoladora".

Um funcionário da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) que está refugiado na cidade com sua família afirmou que eles coletaram "neve e água da chuva" para utilizar diante da impossibilidade de conseguir água devido às longas filas nos locais de distribuição.

"Queríamos conseguir também o pão 'social' (distribuído pelas autoridades locais), mas o horário e os pontos de distribuição não estavam claros. Segundo a população, muitos armazéns foram destruídos pelos mísseis e o que sobrou foi levado pelas pessoas mais necessitadas", disse.

"Covardia"

As tropas russas se aproximam ao mesmo tempo da capital Kiev, onde encontram uma intensa resistência, e bombardeiam bairros dos subúrbios ao oeste da capital ucraniana. A cidade de Chernihiv, ao norte, também é alvo de bombardeios constantes, que deixaram muitas vítimas civis nos últimos dias.

Em Kharkiv (leste), cenário dos bombardeios mais intensos no início da guerra, as tropas ucranianas executaram um contra-ataque, segundo o governo de Kiev.

O ministro ucraniano da Defesa, Oleksiy Reznikov, afirmou neste sábado que a Rússia mudou de tática ao observar a grande dura resistência que fretou seu aparente plano de conquistar rapidamente as grandes cidades e derrubar o governo do presidente Volodymyr Zelensky.

"Sim, o inimigo avançou em algumas direções, mas controla apenas uma pequena área. Nossos defensores estão impedindo e expulsando os ocupantes", afirmou no Facebook.

"Aviação de todo tipo bombardeia cidades e infraestruturas civis", acrescentou, antes de acusar o exército russo de "covardia" e de ter capacidade apenas de atacar "crianças, mulheres, civis desarmados".

Desde que o presidente Vladimir Putin ordenou a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro, a Rússia bombardeou várias cidades da Ucrânia e matou centenas de civis. Também atacou a maior central nuclear da Europa, provocando um incêndio que gerou o temor de uma nova catástrofe nuclear como a de Chernobyl em 1986.

As tropas russas conquistaram o controle de duas cidades importantes em 10 dias de invasão: Berdiansk e Kherson, na costa do mar Negro, sul da Ucrânia.

Uma terceira rodada de negociações está prevista para o fim de semana, segundo as duas partes. A primeira não apresentou resultados concretos e a segunda estabeleceu a criação de corredores humanitários para que os civis possam sair das zonas de combates.

Maisa de 1,37 milhão de refugiados fugiram da Ucrânia, segundo a ONU. O Conselho de Segurança terá uma reunião de emergência na segunda-feira sobre a crise humanitária na Ucrânia, informaram fontes diplomáticas.

"Consequências horríveis"

A guerra mantém o mundo em suspense e afeta as Bolsas de valores, assim como os preços das commodities e da energia. Estados Unidos, União Europeia e países aliados aplicaram duras sanções econômicas contra a Rússia.

Muitas empresas anunciaram a saída do mercado russo. Neste sábado foi a vez da líder mundial do setor têxtil, o grupo espanhol Inditex, proprietário da marca Zara, que suspendeu "temporariamente" as atividades nas 502 lojas que possui na Rússia.

Um dos grandes temores é que o conflito atinja um nível nuclear. O presidente Zelensky afirmou que o ataque na madrugada de quinta-feira para sexta-feira contra a central de Zaporizhzhia "poderia acabar com a História. A história da Ucrânia. A história da Europa".

"Os comandantes dos tanques russos sabiam contra o que estavam disparando", disse Zelensky, que discursará neste sábado para o Senado dos Estados Unidos por Zoom a pedido de Kiev, informou uma fonte do Legislativo de Washington.

Alguns congressistas americanos pediram ao presidente Joe Biden que adote uma postura mais severa contra a Rússia, incluindo a suspensão das importações de petróleo.

Washington e Moscou estabeleceram uma linha direta entre suas Forças Armadas para reduzir o risco de um "mal-entendido". Ao mesmo tempo, a Otan descartou a aplicação de uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia pelo temor de provocar outro conflito com a Rússia.

Zelensky criticou duramente a decisão e afirmou que, assim, a Aliança Atlântica "deu luz verde a mais bombardeios das cidades ucranianas".

Neste sábado, Putin advertiu que a Rússia consideraria cobeligerante qualquer país que tentar impor uma zona de exclusão aérea na Ucrânia. "Qualquer movimento nessa direção será considerado como participação no conflito armado por parte do terceiro país", disse.

Bloqueio do Facebook

Putin, que não parece afetado pelo isolamento econômico, esportivo e cultural da Rússia, também afirmou que não prevê impor a lei marcial, em uma resposta aos boatos insistentes neste sentido. "A lei marcial é aplicada (...) em caso de agressão especialmente nas regiões em que acontecem combates. Não temos uma situação deste tipo, e espero que não aconteça", declarou.

Segundo o Kremlin, Putin disse ai colega bielorrusso Alexander Lukashenko que "as tarefas fixadas para as operações (na Ucrânia) prosseguem de acordo com os planos e serão cumpridas em sua totalidade".

Na política interna, as autoridades russas reforçaram as restrições à liberdade de imprensa e ao acesso a informações independentes.

BBC, Bloomberg, os canais públicos alemães ARD e ZDF e a italiana RAI anunciaram a suspensão de sua presença na Rússia depois que Moscou aprovou uma lei que prevê multas e penas de até 15 anos de prisão para quem publicar "notícias falsas" sobre o exército.

A CNN afirmou que suspenderia as transmissões na Rússia, enquanto o jornal independente russo Novaya Gazeta anunciou que deve remover o conteúdo sobre a Ucrânia após a aprovação da nova lei.

Vários sites de notícias estavam parcialmente inacessíveis na Rússia, enquanto o Twitter era alvo de restrições e o Facebook estava bloqueado. 

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, defendeu neste sábado a a "força" necessária da lei, argumentando que a Rússia enfrenta uma "guerra de informação".

O isolamento da Rússia aumentará em 8 de março. A companhia Aeroflot anunciou neste sábado que a partir desta data não terá mais voos internacionais.



AFP e Correio do Povo

Ex-embaixatriz da Ucrânia rebate Arthur do Val: ‘Cretino’

 Fabiana Tronenko pediu que o deputado respeitasse o sofrimento das mulheres ucranianas, porque são honradas


A ex-embaixatriz da Ucrânia no Brasil, Fabiana Tronenko, divulgou um vídeo na sexta-feira 4 para rebater as declarações sexistas do deputado estadual Arthur do Val (Podemos). “Ele é um ridículo, um cretino”, afirmou. “Peço que você tenha mais respeito com as mulheres ucranianas, porque elas não são fáceis. São mulheres decentes, pessoas honradas. Tenha respeito, vagabundo!”

Tronenko ainda criticou a pré-candidatura de Arthur do Val ao Palácio dos Bandeirantes. “Deus me livre ter um governador como você, porque você é uma vergonha”, ressaltou. Nas redes sociais, a ex-embaixatriz publicou uma mensagem em que pede a cassação do mandato do parlamentar.




Ontem, a Representação Central Ucraniana-Brasileira já havia pedido ao presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), deputado Carlão Pignatari (PSDB), a cassação do mandato de Arthur do Val. A instituição reúne organizações civis e religiosas que representam cerca de 600 mil brasileiros descendentes de ucranianos.

O deputado Arthur do Val revelou-se uma pessoa de índole perigosa para o exercício de funções públicas, em que sempre há que se tratar com mulheres em situação de vulnerabilidade”, justificou a entidade. Os representantes da comunidade ucraniana pedem ainda que Pignatari solicite às autoridades policiais internacionais uma investigação sobre eventual abuso sexual de mulheres vulneráveis atingidas pela guerra.

O deputado foi à Ucrânia nos últimos dias para acompanhar de perto o conflito no Leste Europeu. Mas mudou o foco da viagem, segundo áudios vazados nas redes sociais. Em meio à tentativa russa de controlar Kiev, o pré-candidato ao governo paulista encontrou tempo para descrever suas impressões sobre as mulheres ucranianas. “Detalhe, hein, mano: elas olham”, afirmou o parlamentar, em mensagem enviada para um grupo de amigos no WhatsApp. “E vou te dizer: são fáceis, porque são pobres.”

Leia na íntegra as declarações de Arthur do Val

Revista Oeste

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