Justiça suspende decreto que flexibilizava uso de máscaras por crianças no RS

 Decisão ocorreu este sábado pela 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital



O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS) determinou, na manhã deste sábado, a suspensão do decreto estadual que desobrigava o uso de máscaras para crianças de 6 a 12 anos. A decisão liminar, assinada pela juíza Silvia Muradas Fiori, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, passa a valer imediatamente.

A norma estava em vigor há uma semana, e tinha como base um parecer do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). Na oportunidade, o Governo citou a “transmissão generalizada, comunitária ou sustentada da doença” e “a capacidade individual da criança nos cuidados com a manipulação da máscara” para justificar a flexibilização.

A juíza que deferiu a liminar contrária ao Palácio Piratini, no entanto, considerou que a Lei nº13.979/2020, válida em todo o território nacional, torna obrigatório o uso da proteção para todas as pessoas maiores de três anos de idade. A conclusão vai ao encontro do recurso impetrado pela Associação Mães e Pais pela Democracia (AMPD).

O decreto assinado pelo governador Eduardo Leite (PSDB), que agora está suspenso, chegou a enfrentar reações no campo Legislativo. As bancadas do PDT, do PSOL e do PT na Assembleia protocolaram, de forma conjunta, um requerimento que visava anular a flexibilização. A solicitação ainda tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Contraponto

Em nota, o governo do Estado afirmou estar ciente da decisão proferida na Ação Pública em relação à suspensão do Decreto Estadual. Conforme o texto, a Procuradoria-Geral do Estado analisa a decisão e a melhor alternativa jurídica a ser adotada.

Na última quarta-feira, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, disse em entrevista ao programa Esfera Pública que “há total tranquilidade em relação à legalidade da medida”.

Rádio Guaíba e Correio do Povo

FMI alerta para aumento na inflação causado pela guerra na Ucrânia

 Fundo Monetário Internacional destacou que a alta dos preços de matérias-primas estão entre os principais efeitos negativos



O FMI (Fundo Monetário Internacional) destacou neste sábado que, além das perdas humanas causadas pelo conflito no Leste Europeu, a alta dos preços de matérias-primas estão entre os principais efeitos negativos da guerra na Ucrânia. Isso tem causado uma pressão inflacionária adicional em diversos países.

"Os choques de preços terão impacto em todo o mundo, especialmente nas famílias pobres para as quais alimentos e combustíveis representam uma proporção maior das despesas", afirma o FMI em comunicado. "Se o conflito aumentar, os danos econômicos seriam ainda mais devastadores."

Ainda segundo o FMI, os bancos centrais dos países precisam ficar atentos às pressões de preços que vem se agravando. O órgão pede que as autoridades monetárias "monitorem cuidadosamente" o repasse do aumento dos preços internacionais para a inflação doméstica para "calibrar as respostas apropriadas". "A política fiscal precisará apoiar as famílias mais vulneráveis, para ajudar a compensar o aumento do custo de vida", sugere o fundo.

A avaliação foi divulgada neste sábado após reunião do Conselho Executivo do órgão, para discutir sobre os impactos econômicos causados pela Guerra na Ucrânia. O encontro foi presidido pela diretora-gerente da entidade, Kristalina Georgieva.

No encontro, os representantes do fundo monetário também debateram as questões envolvendo as sanções impostas ao sistema bancário da Rússia, que foi excluído do sistema de pagamentos global, o Swift, após iniciar os ataques ao país vizinho.

"Embora seja muito cedo para prever o impacto total dessas sanções, já vimos uma queda acentuada nos preços dos ativos, bem como na taxa de câmbio do rublo", diz o órgão. Além das medidas impostas ao governo Putin, o FMI ressaltou que os países que mantiverem "laços econômicos muito próximos" com Ucrânia e Rússia correm o risco de enfrentar problemas de interrupção no fornecimento de matérias primas.

De acordo com a entidade monetária, a Ucrânia já solicitou um financiamento emergencial de US$ 1,4 bilhão através do Instrumento de Financiamento Rápido do FMI. Conforme divulgado, o Conselho Executivo do órgão deve levar a solicitação ucraniana para discussão ainda na próxima semana.

No comunicado divulgado à imprensa, o FMI informou que seu corpo técnico continuará monitorando os efeitos colaterais da guerra ao redor do globo, e principalmente nos países apoiados diretamente pela entidade monetária e aqueles com vulnerabilidades ou exposições elevadas à crise.

"O Fundo aconselhará nossos países membros sobre como calibrar suas políticas macroeconômicas para gerenciar a variedade de repercussões, inclusive por meio de interrupções no comércio, preços de alimentos e outras commodities e mercados financeiros."

Agência Estado e Correio do Povo

Teresa Cristina alerta para alta de preços sem os fertilizantes russos

 Ministra da Agricultura disse que já procura outras opções de fornecedores caso Rússia e Bielorrússia parem de exportar para o Brasil



A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse neste sábado que se houver um fechamento das exportações de fertilizantes por parte da Rússia e da Bielorrússia, o Brasil poderá ter alta de preços. "Se houver um fechamento mais radical nesses dois países, nós podemos ter preços mais altos. O preço já subiu no Brasil, subiu no mundo", afirmou a ministra, em meio ao clima de incertezas com a invasão da Rússia na Ucrânia.

"É muito importante a gente acompanhar isso bem de perto. Se essa guerra terminar logo, a gente vai ter uma reacomodação desse mercado. É importante a gente ter uma coisa mais robusta também do Canadá, nessas importações para o Brasil. O Brasil é o maior importador de fertilizantes do mundo, então, como grande consumidor que é, tem um grande interesse nesses países," acrescentou. 

A ministra disse que conversou com o embaixador brasileiro na Rússia, Rodrigo Baena Soares. "Já me ligou e disse que (a interrupção nas expotações russas de fertilizantes) é uma recomendação, mas um navio tinha sido embarcado para o Brasil com fertilizantes", revelou.

"Então temos que esperar. Está todo mundo angustiado, todo mundo preocupado. É um problema, mas nós temos um estoque de passagem de fertilizantes e não tivemos nosso fluxo interrompido. Temos preocupações? Temos, porque as sanções que virão podem atrapalhar, e muito, já que aqueles dois países, Rússia e Bielorrússia são grandes fornecedores de potácio e uréia para o Brasil", explicou. "Mas temos que ter muita calma, pois temos outras opções, têm fertilizantes chegando de outros países no Brasil", tranquilizou.

A ministra anunciou na última quarta-feira que vai ao Canadá tratar da importação de potássio, que é utilizado como fertilizante agrícola. Ela manifestou a preocupação com os impactos da invasão da Ucrânia pela Rússia em conversa com jornalistas.

Tereza Cristina também afirmou que o "plano B" seria realizar ações em propriedades rurais para estudar formas de uso mais eficaz de fertilizantes. Ela ainda considerou uma possível alta no preço dos alimentos, mas disse que o ministério está acompanhando para "diminuir os impactos".

R7 e Correio do Povo

Jogo de Toalhas Buddemeyer 100% Algodão - Dual Air Branco 5 Peças

 


O jogo de toalhas Dual Air da Buddemeyer tem como maior diferencial duplo toque felpudo, resultado de um blend especial da marca. Um dos lados com fios baixa torção que proporcionam super maciez e do outro lado com fios e acabamentos de alta performance. Volumosa, extremamente macia e surpreendentemente leve. Por ser aerada, tem altíssima hidrofilidade, mantendo a naturalidade do toque da pluma de algodão. Essa tecnologia está presente no conjunto composto por cinco peças na cor branca, fabricadas com 100% algodão e qualidade excepcional.

Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/jogo-de-toalhas-buddemeyer-100-algodao-dual-air-branco-5-pecas/p/225413200/CM/CTBH/?campaign_email_id=3399&utm_campaign=email_030322_qui&utm_medium=email&utm_source=magazinevoce&utm_content=produto-225413200

Premier de Israel se encontra com Putin por solução para Ucrânia

 Ucranianos pediram mediação israelense por um cessar-fogo



Naftali Bennett, o primeiro ministro de Israel, viajou até Moscou, capital da Rússia, neste sábado. Ele se reuniu com o presidente Vladimir Putin na tentativa de buscar uma solução para o conflito na Ucrânia.

Os dois conversaram no Kremlin sobre a crise entre russos e ucranianos e, segundo o porta-voz israelense, Bennett se ofereceu como mediador. A reunião teve duração de três horas e não foi divulgado nenhum outro detalhe sobre o que os dois líderes falaram.

Ao final da conversa, o líder israelense telefonou para Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia. Os ucranianos já se manifestaram a favor da mediação de Israel para um cessar-fogo.

O presidente ucraniano, por sua vez, anunciou neste sábado que voltou a conversar por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Eles discutiram um maior apoio financeiro à Ucrânia e novas sanções contra a Rússia.

"No quadro de um diálogo permanente, tive uma nova conversa com Joe Biden. A agenda incluiu apoio financeiro à Ucrânia e busca de sanções contra a Rússia", confirmou Zelensky no Twitter.

AFP e Correio do Povo

Terceira rodada de negociações ocorrerá na segunda-feira, diz agência ucraniana

 No primeiro encontro, nada foi definido; no segundo, autorizaram a criação de corredores humanitários para tirar população das cidades atingidas pelos ataques


A agência estatal ucraniana Ukrinform acaba de divulgar que a terceira rodada de negociações entre Ucrânia e Rússia ocorrerá na segunda-feira (7). O local e o horário não foram mencionados.

De acordo com a agência, a informação é do líder do grupo Servo do Povo, David Arakhamia, que tem participado das negociações.

Os dois primeiros encontros ocorreram em Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia. No segundo deles, na quinta-feira (3), ficou definida a criação de corredores humanitários para libertar a população que vem sendo vítima dos ataques da Rússia.

Rússia acusou Ucrânia de impedir evacuação

Neste sábado (5), a Rússia acusou as tropas nacionalistas ucranianas de impedir a evacuação da população civil de Mariupol e Volnovakha, no sudeste da Ucrânia, e garantiu que, das 215 mil pessoas das duas cidades cuja saída teria sido permitida, nenhuma chegou aos corredores humanitários abertos.

Segundo a Tass, agência de notícias oficial do país, o chefe do Centro Nacional para o Controle de Defesa da Rússia, Mikhail Mizintsev, declarou que Moscou respeitou "todas as condições da parte ucraniana, tanto em termos de horas como em termos de rota e segurança".

Ucrânia rebateu

A Ucrânia, por sua vez, acusa a Rússia de ter descumprido o pacto de cessar-fogo, com bombardeios contra a própria Mariupol e arredores, o que teria frustrado os planos de evacuação.

Moscou garantiu que, nas direções de Volnovakha e Mariupol, os corredores humanitários "serão abertos todos os dias", mas que "as tropas nacionais reprimem categoricamente as tentativas dos civis de partir para a Rússia". De acordo com a versão oficial russa, "a situação é a mesma em Kharkiv [no leste da Ucrânia] e em Sumy [no nordeste], assim como em outros lugares".

A rota escolhida para a evacuação da população civil dessas duas cidades neste sábado não incluía nenhuma saída para a Rússia, mas sim um corredor humanitário entre as cidades de Mariupol, Nikolskoye, Rozovka, Pologi, Orekhov e Zaporizhzhia, de acordo com as autoridades ucranianas, que acusaram as forças russas de descumprir o cessar-fogo.




R7 e Correio do Povo

Putin diz que sanções ocidentais são similares a declaração de guerra

 Presidente russo falou que qualquer tentativa de uma zona de exclusão na Ucrânia será vista como um passo para conflito militar



O presidente Vladimir Putin disse neste sábado que as sanções ocidentais contra a Rússia são semelhantes a uma declaração de guerra. Ele também alertou que qualquer tentativa de impor uma zona de exclusão aérea na Ucrânia equivaleria a entrar no conflito.

Putin reiterou que seus objetivos na Ucrânia são defender as comunidades de língua russa através da "desmilitarização e desnazificação" do país para que se tornem neutras. A Ucrânia e os países ocidentais consideraram isso um pretexto infundado para a invasão lançada pela Rússia em 24 de fevereiro e impuseram uma ampla gama de sanções com o objetivo de isolar Moscou.

"Essas sanções que estão sendo impostas são semelhantes a uma declaração de guerra, mas graças a Deus não chegou a isso", disse Putin, falando a um grupo de comissárias de bordo em um centro de treinamento da Aeroflot perto de Moscou.

Ele disse que qualquer tentativa de outra potência de impor uma zona de exclusão aérea na Ucrânia seria considerada pela Rússia como um passo para o conflito militar. A Otan rejeitou o pedido de Kiev de implementar uma zona de exclusão aérea, alegando que isso aumentaria a guerra para além da Ucrânia.

Putin disse que não havia recrutas envolvidos na operação militar, que ele disse estar sendo realizada apenas por soldados profissionais. "Não há um recruta e não planejamos que haja", disse Putin. "Nosso exército cumprirá todas as tarefas. Não tenho dúvidas disso. Tudo está indo como planejado."

Putin rejeitou as preocupações de que algum tipo de lei marcial ou situação de emergência possa ser declarada na Rússia. Ele disse que tal medida foi imposta apenas quando houve uma ameaça interna ou externa significativa. "Não planejamos introduzir nenhum tipo de regime especial em território russo --atualmente não há necessidade", disse Putin.

R7 e Correio do Povo

Notebook HP Intel Core i5 8GB 256GB SSD 15,6” - HD Windows 11 256 G8

 


O leve Notebook HP 256 G8 pode ser levado para onde você desejar, pesando apenas 1,7kg! Possui o processador Intel Core i5-1035G1 que traz também uma placa de vídeo integrada UHD Graphics. Com uma tela de 15,6” LCD, tem a resolução HD de 1366x768. Além de seu SSD de 256GB, vem com memória RAM de 8GB DDR4 podendo ser expandida até 16GB, funcionando a uma frequência 2666MHz. O notebook vem com o sistema operacional Windows 11, versão Home de 64 bits e diversos programas que farão com que o sistema funcione corretamente e de forma segura! Garanta já o seu

Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/notebook-hp-intel-core-i5-8gb-256gb-ssd-156-hd-windows-11-256-g8/p/234099900/IN/NOTE/?campaign_email_id=3399&utm_campaign=email_030322_qui&utm_medium=email&utm_source=magazinevoce&utm_content=produto-234099900

Mais de 45 anos depois, Porto Alegre presencia nova implosão

 Operação para derrubada do prédio da SSP provoca alterações da rotina da Capital



Quatro décadas de história virão abaixo em Porto Alegre. Um marco visual da entrada e saída da Capital, que por sete horas foi atingido por chamas no ano passado, será implodido em sete segundos. O prédio da antiga sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP) dará lugar a 20 mil toneladas de escombros, após o acionamento de 200 quilos de explosivos. Pioneiro da área da implosão de prédios no Brasil, o engenheiro paulista Hugo Takahashi, falecido em 1990 em um acidente automobilístico, dizia que esse tipo de ação é uma “tragédia com hora marcada”. No caso do prédio em questão, essa hora está marcada para amanhã, 9h. Será a primeira implosão na Capital depois do antigo prédio das Lojas Renner, em 1976.

Comparada a uma “operação de guerra”, 28 entidades públicas – das esferas federal, estadual e municipal – e privadas estão envolvidas no evento que modifica a rotina da Capital desde o final da tarde de hoje. Com a ação de cada órgão articulada pelo Sistema de Comando de Incidentes (SCI), instalado pelo Estado e sob a coordenação da Defesa Civil, a operação demanda a evacuação total de residências e estabelecimentos em um raio de 300 metros a partir do prédio e o fechamento temporário da Estação Rodoviária e parte das estações do Trensurb, a restrição do espaço aéreo e bloqueios de trânsito em importantes vias da cidade. O custo da implosão do prédio foi estimado pela SSP em R$ 3,15 milhões.

“O trabalho de limpeza de área já começa no sábado. A Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) começa com o controle dos estacionamentos na área de interesse operacional, que é um raio de 300 metros do prédio da SSP. Na manhã de domingo, a partir das 7h, há um contingenciamento de veículos, que não entrarão mais. Às 8h se congela tudo. Não entra pessoas nem veículos, mesmo que sejam moradores”, explica o sub-chefe da Defesa Civil estadual, coronel Marcus Vinicius Gonçalves Oliveira. 

O coronel reforça que o horário previsto para a normalização das atividades impactadas é o meio-dia. No entanto, ele estima que a partir das 10h, uma hora após a implosão, a cidade já inicie o retorno a sua normalidade.

Conforme o vice-governador e titular da Secretaria de Segurança Pública do Estado, Ranolfo Vieira Júnior, há duas possibilidades para o terreno após implosão. Uma é a construção de um novo prédio para a SSP e outra a permuta do local, ficando quem assumi-lo responsável pela construção de nova sede em outro ponto da cidade. A definição deve ocorrer ainda em março.

Confira os impactos da operação:

• SÁBADO

As ações referentes à implosão já começam a ser executadas hoje. É possível destacar o isolamento do perímetro pela EPTC, evitando o estacionamento de veículos, a montagem da estrutura que servirá de base de operações e o reforço das orientações para pessoas em situação de rua.

Isolamento

Hoje, a partir das 18h, a EPTC inicia o isolamento das vagas de estacionamento no perímetro, que engloba as ruas Garibaldi, Santo Antônio, Ernesto Alves, Comendador Coruja e Pelotas, entre a avenida Farrapos e a rua Voluntários da Pátria. A partir deste momento, não será mais permitido estacionar em via pública no raio de 300 metros do prédio, considerada Área de Segurança Pública.

Montagem do da base operacional

A estrutura do Posto de Verificação Veicular (PVV), entre a Rua Comendador Álvaro Guaspari e o início da Rua Santo Antônio, local que funcionará como área para posicionamento de viaturas das forças de segurança e base das equipes de trabalho, também começa a ser montada no final da tarde.

Orientações da Fasc

Durante a semana, a Fundação de Assistência Social e Cidadania de Porto Alegre (Fasc) realizou abordagens à população em situação de rua da região, informando sobre a necessidade de evacuação temporária no perímetro. Hoje essa ação foi intensificada.

• DOMINGO

Sirenes soarão no Centro de Porto Alegre. Cinco sinais sonoras serão acionadas em alerta de segurança para anunciar o fim do prazo de cada uma das etapas. A primeira marca a desocupação dos imóveis e a última delas sinaliza a contagem regressiva para a implosão. 

Sinalização sonora

8h – desocupação dos imóveis;
8h30min – bloqueio total das vias para circulação de trânsito e pessoas;
8h50min – inspeção final da área evacuada;
8h55min – toque de atenção;
8h59min – contagem regressiva para implosão.

Evacuação de domicílios

Ao longo da última semana, a Defesa Civil do Estado distribuiu um impresso com informações de evacuação dos imóveis dentro do raio de 300 metros do prédio da SSP. Amanhã, a partir das 7h, em conjunto com a Brigada Militar (BM), será dado início ao trabalho de desocupação total dos imóveis. Todos os moradores e trabalhadores de estabelecimentos serão orientados a deixarem os locais e se dirigirem para além dos limites da Área de Segurança Pública. Ninguém poderá permanecer, sob nenhuma hipótese, podendo retornar somente após a liberação das autoridades. Foram levantados 55 imóveis existentes no perímetro.

Aos residentes na área, foi solicitado, além da evacuação, que fechem o registro do gás (botijão); cerifiquem-se que todas as portas e janelas estão fechadas a fim de evitar eventual poeira; desliguem a chave geral de energia; mantenham os veículos em garagens cobertas; e levem consigo seus animais de estimação. “São pouquíssimos imóveis residenciais. As pessoas estão bem conscientes e acreditamos que será muito tranquilo”, afirma o sub-chefe da Defesa Civil do Estado.

Bloqueios de trânsito

A interrupção de circulação de pessoas e veículos no perímetro da operação demandará uma série de desvios de trânsito, incluindo entradas de Porto Alegre, nas proximidades das pontes sobre o Guaíba. A EPTC e Polícia Rodoviária Federal (PRF) darão início aos bloqueios às 8h. A Avenida Farrapos estará livre para circulação, com passagem bloqueada apenas para ingresso nas ruas que levam ao perímetro que será evacuado.

Serão 14 pontos de barreiras:
1. Rua Ramiro Barcelos com Rua Voluntários da Pátria
2. Rua Ramiro Barcelos com Avenida Farrapos
3. Avenida Farrapos com Rua Pelotas
4. Avenida Farrapos com Rua Comendador Coruja
5. Avenida Farrapos com Rua Ernesto Alves
6. Avenida Farrapos com Rua Santo Antônio
7. Avenida Farrapos com Rua Garibaldi
8. Avenida Farrapos com Rua Barros Cassal
9. Avenida Farrapos com Rua Voluntários da Pátria
10. Largo Vespasiano Júlio Veppo (acesso à rodoviária)
11. Avenida Castelo Branco (acesso ao lado da Estação Rodoviária do Tresurb)
12. Avenida Júlio de Castilhos (acesso ao elevado que leva para a Avenida Castelo Branco)
13. Avenida Castelo Branco (acesso pela Ramiro Barcelos)
14. Avenida Castelo Branco – PRF (desvio desde o km 94 da BR-290 e bloqueio na alça de acesso pela ponte antiga do Guaíba).

Rotas alternativas

Para desviar do perímetro da operação, que terá circulação totalmente interrompida, os motoristas terão opções de trajeto.

1. Pela avenida Júlio de Castilhos para rua da Conceição e Farrapos, seguindo em direção à zona norte.
2. Pela avenida Júlio de Castilhos para rua da Conceição e entrar no túnel em direção aos bairros.
3. Pela avenida Júlio de Castilhos para a Mauá em retorno ao Centro.
4. Para quem sai do Túnel da Conceição pela direita, para a avenida Farrapos, em direção à zona norte.
5. Para quem sai do Túnel da Conceição para a avenida Mauá em direção ao Centro.
6. Pela avenida Farrapos, passando por baixo do elevado da Conceição, rumo à avenida Mauá, para seguir ao Centro.
7. No km 94 da BR-290, desvio para a nova ponte do Guaíba, direção Eldorado do Sul, ou para a rua João Moreira Maciel. Depois, curva à esquerda em direção ao bairro Navegantes, com orientação da EPTC para sequência no trajeto, ou, para quem seguir reto, subida para o vão móvel também em direção à Eldorado do Sul.
8. Para quem vem da antiga ponte do Guaíba, acessos normais para seguir pela avenida Sertório ou em direção à BR-116, BR-448 e freeway, com bloqueio apenas para a avenida Castelo Branco.

Rodoviária fechada

A Estação Rodoviária de Porto Alegre também terá de ser totalmente desocupada durante a manhã deste domingo. As últimas saídas e chegadas de ônibus à Capital ocorrem às 7h. Depois disso, terá início a evacuação total do Largo Vespasiano Júlio Veppo. As viagens programadas para o período entre 7h e 12h o Terminal Conceição, embaixo do viaduto do túnel, entre as avenidas Farrapos e Alberto Bins, vai se tornar uma rodoviária temporária, estabelecida pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), que controla a circulação de ônibus intermunicipais, interestaduais e internacionais, e a EPTC. Ao todo, estão previstas 54 saídas e 30 chegadas em Porto Alegre nesse intervalo.

Estações da Trensurb

O funcionamento do Trensurb estará suspenso em três estações amanhã pela manhã. Quem chega ou sai de Porto Alegre de trem, terá como estação terminal a Farrapos. As estações São Pedro, Rodoviária e Mercado não vão operar. Para atender aos cerca de 10 mil usuários que utilizam o trem nas manhãs de domingo, a EPTC vai disponibilizar ônibus para passageiros da estação Farrapos até a estação Mercado.

Fiscalização reforçada no rio

A navegação pelo rio Jacuí, que deságua no Guaíba e fica às margens do perímetro da operação de implosão, não será interrompida. No entanto, haverá fiscalização reforçada por parte da Capitania Fluvial de Porto Alegre para impedir a aproximação de embarcações da área de risco.

Espaço aéreo estará segregado

O espaço aéreo sobre terreno da operação ficará segregado desde as 6h do domingo, até a liberação pelas autoridades. A Força Aérea Brasileira (FAB) limitará um raio de 2 quilômetros na horizontal e 300 metros (mil pés) na vertical, a partir do prédio da antiga sede da SSP. Serão permitidos voos apenas de aeronaves e drones das forças de segurança pública e da empresa contratada para o serviço de implosão, sendo totalmente proibidos quaisquer outros voos de aeronaves e drones.

A implosão

Serão utilizados 200 quilos de explosivos Ibegel SSP, com cartuchos de uma polegada de diâmetro por oito polegadas de comprimento (20 cm). Os explosivos foram instalados a partir do final da semana, tendo sido transportados por uma empresa de segurança especializada. Exército, Departamento de Inteligência da Segurança Pública da SSP (Disp) e Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE) da Polícia Civil monitoraram toda a movimentação para garantir a proteção do material.

Os explosivos serão instalados em 1.184 furos horizontais, feitos em pilares do prédio, com 1,02 metro de profundidade média, usando 4,5 mil metros de cordel de detonante. O acionamento será realizado a partir de um tubo pirotécnico de 300 metros até o ponto de detonação. A estrutura colapsada foi envolta do térreo até a altura do quarto andar com quatro camadas de telas de proteção reforçadas, no chamado envelopamento, para evitar que eventuais detritos escapem. “No caso específico da implosão são telas feitas por encomenda, mais resistentes que nas obras”, explica o engenheiro responsável Manoel Jorge Diniz Dias. 

A queda total da estrutura colapsada levará sete segundos, gerando cerca de 20 mil toneladas de entulho. Seis sismógrafos de engenharia estarão posicionados em pontos estratégicos do terreno para medir o nível de vibração da implosão e deslocamento de ar (barulho). A estimativa é que a vibração seja inferior na implosão que na rotina de trânsito da região em dias normais. O limite por normas regulamentares é de 15 milímetros de velocidade de partícula por segundo, sendo que a empresa responsável acredita em uma vibração abaixo dessa medida. “Não temos nenhuma preocupação com esse tipo de ocorrência”, garante Dias.

Limpeza e emergências

Jatos d’água serão usados para limpeza de pistas no terreno, onde poderá ocorrer o acúmulo de poeira da implosão, sendo operados pelo Corpo de Bombeiros Militar com caminhão autobomba tanque (ABT). Outro ABT estará próximo do acesso à Avenida Castelo Branco, para auxiliar em eventual necessidade de limpeza da via. Ambulâncias dos bombeiros de do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ficarão no Posto de Verificação Veicular (PVV) e, caso haja necessidade, o atendimento de eventuais emergências terá como referência o Hospital de Pronto de Socorro (HPS). Conforme os responsáveis pela demolição, a retirada das 20 mil toneladas de entulho deve levar cerca de um mês.

Empresa responsável pela implosão

A FBI Demolidora, empresa com sede em Cotia, em São Paulo, será responsável pela execução técnica do trabalho de implosão do prédio da antiga sede da SSP. O engenheiro de minas Manoel Jorge Diniz Dias e a engenheira civil Ana Paula Marino Faustino são os responsáveis técnicos. Dias é reconhecido como o profissional com maior conhecimento na área do país. Ele esteve à frente das maiores implosões já realizadas no Brasil e tem o apelido de “Manezinho da Implosão”. 

Tendo o engenheiro Takahashi como mentor, em seu currículo estão as implosões do Edifício Palace II, no Rio de Janeiro, em 1998, da penitenciária do Carandiru, em São Paulo, em 2002 – com uma segunda etapa realizada em 2005, do Edifício Berrini, também em São Paulo, em 2008 e do antigo Estádio da Fonte Nova, em Salvador, em 2010. A empresa iniciou os trabalhos de preparação do terreno e do prédio há mais de um mês, em 1º de fevereiro.

“O incêndio acabou deixando como herança essa imagem (do prédio destruído). Esperamos que nosso trabalho possa minimizar a dor, especialmente dos familiares dos bombeiros mortos no incêndio”, disse o engenheiro. Ele apontou similaridades da implosão com a do Palace II, porém o prédio da SSP estaria abaixo no grau de dificuldade entre 5 e 10. Enquanto no prédio no Rio de Janeiro apresentaria uma complexidade nível 10, o da edificação gaúcha estaria em 8. 

O incêndio

Na noite do dia 14 de julho de 2021, aproximadamente às 21h40min, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) foi acionado para fazer o combate ao incêndio no prédio da SSP. As chamas tiveram início nas dependências onde funcionavam setores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), no quarto andar, na Ala Norte do edifício. Atuaram no combate ao fogo, em uma operação que durou sete horas, 68 militares em 21 viaturas de combate e duas autoescadas mecânicas. 

Dois bombeiros militares morreram na operação: o oficial de serviço de dia de Porto Alegre, tenente Deroci de Almeida da Costa, e o sargento Lúcio Ubirajara de Freitas Munhós, servidor do Comando-Geral, que se voluntariou para auxiliar os colegas. Uma sindicância descartou falhas administrativas, embora não tenha sido conclusiva quanto ao que provocou o início das chamas. O prejuízo patrimonial foi estimado em quase R$ 55 milhões.

Implosão em 1976

A implosão de amanhã será a primeira em Porto Alegre após 1976. Naquele ano, em 30 de maio, o prédio das Lojas Renner, na esquina da avenida Otávio Rocha com a rua Doutor Flores, no Centro, levou seis segundos para vir abaixo, sendo posteriormente reconstruído. A implosão foi acompanhada pelo jornal Folha da Manhã, do grupo Caldas Júnior, que registrou cerca de 200 pessoas, apesar da chuva fina e do frio, presenciando a operação, também realizada em um domingo. A edificação fora, em 27 de abril, cenário de uma tragédia. Um incêndio matou 41 pessoas, deixando outras 60 feridas. 

Correio do Povo

Moradores de bairro de Porto Alegre são alertados sobre evacuação para implosão do prédio da SSP

 A mobilização na região terá início ainda no sábado, a partir das 18h, quando a EPTC fará o isolamento das vagas de estacionamento no perímetro



Durante toda a semana a Defesa Civil do RS distribuiu alertas para a população do bairro Floresta, sobre a evacuação no dia da implosão, no próximo domingo, da antiga sede da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP). Além de toda a divulgação nos canais oficiais do governo e pela imprensa, agentes do Estado farão a entrega presencial de um comunicado impresso com informações sobre a obrigatoriedade de evacuação da área e os cuidados necessários ao deixar os locais.

Segundo o sub-chefe da Defesa Civil estadual, coronel Marcus Vinicius Gonçalves Oliveira, existem poucas residências na área, o que facilitará a evacuação do bairro. “Na verdade essa é uma área mais de serviços e comercial. Então nós vamos encontrar centros de reciclagem, lavagens de veículos, são pouquíssimos imóveis residenciais e todos que nós visitamos não tivemos nenhum tipo de problema. As pessoas estão bem conscientes e acreditamos que vai ser bem tranquila a evacuação. De qualquer forma é uma questão de segurança pública. Essas pessoas vão ser informadas e convidadas a se retirar (em caso de resistência para evacuar a área de risco)”, detalhou.

Conforme a Defesa Civil estadual alguns cuidados são fundamentais ao sair de casa, bem como fechar o registro do gás, conferir se todas as portas e janelas estão fechadas, desligar a chave geral de energia, não deixar veículos estacionados nas ruas bloqueadas, somente dentro de garagens e levar seus animais de estimação durante a evacuação.

A mobilização na região terá início ainda no sábado, a partir das 18h, quando a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) fará o isolamento das vagas de estacionamento no perímetro, que engloba as ruas Garibaldi, Santo Antônio, Ernesto Alves, Comendador Coruja e Pelotas, entre a Avenida Farrapos e a Rua Voluntários da Pátria. A partir deste momento, não será mais permitido estacionar em via pública no raio de 300 metros do prédio, considerada Área de Segurança Pública.

“Vai haver esse controle para que as pessoas não estacionem nessas ruas, que vão estar isoladas, e depois, no dia 6, às 7h da manhã já há um contingenciamento de veículos, ou seja, os veículos não entrarão mais, a não ser aqueles que são moradores. Pelas 8h se congela tudo, não entram pessoas, veículos, e nós vamos desocupando os imóveis”, explicou o sub-chefe da Defesa Civil.

Ainda na véspera da implosão, a Fundação de Assistência Social e Cidadania de Porto Alegre (Fasc) fará abordagens à população de rua da região, para informar sobre a necessidade de remoção temporária no perímetro durante a manhã do dia seguinte.

Rádio Guaíba e Correio do Povo