TCU vê indícios de irregularidades em compras de testes de Covid-19 do DF

 Relatório afirma que existem indícios de favorecimento de fornecedores nas aquisições



O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou indícios de direcionamento de compras e majoração de preços nas aquisições de testes de covid-19 pelo governo do Distrito Federal. Em relatório que analisou a utilização de recursos repassados pela União durante a pandemia do novo coronavírus, o TCU afirmou que existem indícios de favorecimento de fornecedores nas compras.

As conclusões da análise, após acórdão do TCU, foram encaminhadas ao presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Senadores aliados ao Planalto também pretendem pedir cópia dos documentos para serem analisados na CPI da Covid. Um dos focos da comissão são eventuais irregularidades na aplicação de recursos federais por governadores e prefeitos.

A investigação do TCU atendeu a uma solicitação da Comissão Temporária da Covid-19, do Congresso, que requereu ao órgão no ano passado a fiscalização do uso de recursos da União para o enfrentamento da covid-19 no Distrito Federal.

O TCU identificou que, até 2 de março deste ano, o DF havia recebido cerca de R$ 3 bilhões da União. Ao definir o escopo da fiscalização, o tribunal excluiu os recursos direcionados ao auxílio financeiro dos entes federativos e a setores específicos, como o de Turismo. Assim, a investigação recaiu sobre o dinheiro repassado especificamente para o enfrentamento da pandemia no DF, no valor de R$ 376,6 milhões. A fiscalização cobriu 96% deste montante.

Conforme o Relatório de Acompanhamento, relatado pelo ministro substituto do TCU Marcos Bemquerer Costa, técnicos identificaram direcionamento nas compras de testes rápidos e indícios de superfaturamento nas contratações diretas, dispensadas de licitação. Além disso, a investigação apontou ausência de estimativa de preços para a contratação de serviço de gestão integrada de leitos; ausência de documentação para habilitação das empresas contratadas; e bens entregues em desacordo com as especificações exigidas na contratação.

O TCU afirmou que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal alterou de forma constante as quantidades de testes a serem adquiridos, sem se justificar, estabeleceu prazos curtos para as empresas interessadas em vender produtos e desconsiderou propostas mais baratas.

Em um dos casos, conforme o TCU, a empresa PMH - Produtos Médicos Hospitalares Ltda. havia ofertado testes IgG e IgM ao custo unitário de R$ 73, propondo fornecer 150 mil unidades. "Entretanto, essa empresa só foi chamada a fornecer 50 mil unidades, tendo sido contratada, na quarta convocação, a empresa Precisa Medicamentos, para fornecer 150 mil unidades, ao custo unitário de R$ 139,90, e a empresa GBio, para fornecer 5 mil unidades, ao custo de R$ 159 cada."

Procurados, o governo do Distrito Federal e as empresas citadas não se manifestaram até conclusão desta edição.


Agência Estado e Correio do Povo

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China anuncia apoio a quebra de patentes de vacinas contra a Covid-19

 Governo chinês quer debater o tema na Organização Mundial do Comércio



A China anunciou, nesta segunda-feira, que entende e apoia o pleito de países em desenvolvimento para a quebra de patentes das vacinas contra a Covid-19. Em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Zhao Lijian fez a declaração, informação divulgada pela agência oficial Xinhua.

Observando que as vacinas são uma arma poderosa na luta contra a pandemia, Zhao disse que, como o maior país em desenvolvimento e um membro responsável da comunidade internacional, a China fará de tudo para ajudar os pares a vencer a crise sanitária.

A postura é um passo adiante pela retirada dos direitos sobre propriedade intelectual dos imunizantes, depois que, na última semana, o governo chinês se posicionou no sentido de estar aberto a discutir o tema na Organização Mundial do Comércio (OMC). Na ocasião, Pequim defendeu a caracterização dos imunizantes como produto público global.

O debate sobre o tema ganhou força depois que o governo dos Estados Unidos endossou a suspensão das normas de propriedade intelectual dos profiláticos. A proposta dividiu a comunidade internacional, com Alemanha argumentando que ela pode ser prejudicial à inovação e ao combate à crises sanitárias futuras. A União Europeia pediu que a Casa Branca volte suas atenções para a abertura de exportações de vacinas.


Agência Estado e Correio do Povo


Partido de Mourão, PRTB nega dar a Bolsonaro o comando da sigla


Impasse entre a Juventus e o empresário adia anúncio da rescisão de Douglas Costa

Moro reafirma legalidade da Lava-Jato e cita sensacionalismo em mensagens

 Ex-ministro prestou depoimento nesta segunda-feira em processo da Operação Spoofing



O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro e a ex-candidata à vice-presidente Manuela D'Ávila (PCdoB) prestaram novos depoimentos nesta segunda-feira, 17, no processo aberto a partir das investigações da Operação Spoofing, que mirou a ação de hackers para a invasão e roubo de mensagens de celulares de autoridades, incluindo procuradores da força-tarefa da Lava Jato. Ambos foram ouvidos por videoconferência pelo juiz Ricardo Leite, da 10.ª Vara Federal de Brasília.

Moro, que quando ainda era juiz federal ficou responsável pelos casos relacionados à Operação Lava Jato, foi um dos alvos do ataque cibernético e teve conversas com procuradores da força-tarefa vazadas. As mensagens foram exploradas no processo movido pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) para declarar o ex-juiz suspeito no processo do triplex do Guarujá, o que ocorreu em abril.

"Tudo o que foi feito na Operação Lava Jato foi feito conforme a interpretação da lei", disse em depoimento na tarde de hoje. "Todas essas mensagens foram utilizadas de uma maneira sensacionalista para buscar interromper investigações contra crimes de corrupção e anular condenações", prosseguiu (assista).

No interrogatório, Moro voltou a negar interferência na investigação do ataque hacker enquanto ocupou o Ministério da Justiça no governo Jair Bolsonaro. O inquérito foi aberto a partir de uma comunicação do então ministro, quando ele percebeu que o celular havia sido invadido.

"Diversas autoridades públicas começaram a informar que também estavam sendo atacadas, como o presidente da Câmara, alguns deputados federais, acho que até ministros do Poder Judiciário. Isso gerou uma questão de Segurança Nacional, demandou um acompanhamento mais próximo do ministro da Justiça, mas sem jamais afetar a autonomia, tanto de investigação como de valoração dos fatos, da parte do delegado responsável pelo caso", afirmou. "A função do ministro é uma função mais estrutural. A Polícia [Federal] me informava por cima como estavam indo essas investigações, sem entrar em detalhes. Não cabia a mim coordenar a operação ou coisa parecida", acrescentou.

O ex-ministro também afirmou novamente que jamais houve qualquer determinação administrativa para que o material colhido com os hackers, quando eles foram presos pela Polícia Federal, fosse destruído.

A ex-deputada, por sua vez, foi ouvida por ter sido procurada por um dos hackers e intermediado o contato dele com o jornalista Glenn Greenwald, do portal The Intercept Brasil, que revelou o material interceptado na série de reportagens conhecida como 'Vaza-Jato'. O depoimento girou novamente em torno do contato feito por Walter Delgatti Netto, o 'Vermelho', apontado como líder do ataque cibernético.

"Acredito que não só eu entenda [que o Walter Delgatti fez um favor ao País], mas a ampla maioria da sociedade brasileira, inclusive setores importantes que representam as instituições do nosso País, como vimos recentemente nos comentários dos ministros do Supremo Tribunal Federal", afirmou.

Em julho do ano passado, tanto Moro quanto Manuela já haviam sido ouvidos como testemunhas no mesmo processo. No entanto, um recurso da Defensoria Pública de União anulou as oitivas, que precisaram ser refeitas.

Os relatos foram colhidos na ação penal que colocou seis pessoas no banco dos réus. Segundo a Procuradoria, o grupo executava crimes cibernéticos em três frentes: fraudes bancárias, invasão de dispositivos informáticos, como celulares, e lavagem de dinheiro. Quase mil pessoas, incluindo jornalistas e autoridades dos Três Poderes, tiveram suas conversas acessadas pelo grupo.

Agência Estado e Correio do Povo

Travesseiro Ortobom de Cabeça Poliéster Nápoles

 


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Anvisa e Butantan se reúnem para discutir testes da Butanvac

 Instituto havia apresentado pedido no final de abril, mas foi declinado pela agência por falta de dados para análise



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan se reuniram nesta segunda-feira, para discutir os novos protocolos dos testes clínicos da vacina contra a Covid-19, a Butanvac, desenvolvida pelo Instituto. A nova versão do documento deve ser apresentada pelo Butantan para atender às exigências da agência.

"Para a autorização de um estudo com seres humanos a Anvisa avalia tanto a proposta da pesquisa em si como os dados da vacina que será testada nas pessoas. No caso das vacinas que ainda não foram testadas em seres humanos, esta é uma parte especialmente importante da análise", afirmou comunicado oficial da agência.

O Butantan havia apresentado o pedido para a realização dos testes no final de abril, que foi declinado pela Anvisa devido à falta de dados para a análise. Segundo a agência, esses aspectos técnicos pendentes compõem a nova versão do protocolo discutido nesta segunda-feira.

Agência Estado e Correio do Povo


CPI da Covid-19: senador quer ouvir empresário Carlos Wizard

Marco Aurélio nega pedido para reconsiderar requisição de explicações a Bolsonaro

 Advocacia Geral da União fez pedido em relação a declarações dadas em março, quando presidente defendeu uso das Forças Armadas na pandemia



O ministro Marco Aurélio Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da Advocacia Geral da União (AGU) para reconsiderar a decisão que requisitou explicações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre declarações dadas em março, quando defendeu o uso das Forças Armadas para a manutenção da liberdade na pandemia. A reposta não era obrigatória.

Na ocasião, em discurso aos apoiadores no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou que 'tiranos tolhem a liberdade das pessoas', em referência a governadores e prefeitos que impuseram restrições à circulação de pessoas para frear o avanço do coronavírus. "Alguns tiranetes ou tiranos tolhem a liberdade de muitos de vocês. Pode ter certeza, o nosso Exército é o verde oliva e é vocês também. Contem com as Forças Armadas pela democracia e pela liberdade", disse. "Estão esticando a corda, faço qualquer coisa pelo meu povo. Esse qualquer coisa é o que está na nossa Constituição, nossa democracia e nosso direito de ir e vir", prosseguiu.

Na origem, o pedido para o tribunal cobrar esclarecimentos do presidente a respeito das falas partiu do deputado federal Elias Vaz Andrade (PSB-GO). Por ordem do ministro, as informações prestadas por Bolsonaro foram compartilhadas com o parlamentar, que informou ao Estadão que vai usá-las em uma notícia-crime contra o presidente. A peça, segundo Andrade, já está sendo preparada.

Ao Supremo, o deputado afirmou que Bolsonaro sugestiona a prática de atos criminosos e acusa as autoridades públicas de forma ambígua. "Além de ameaçar os destinatários da mensagem (do qual se desconhece ao certo) que as ações podem ser estímulos a intervenção do Exército Brasileiro e das forças armadas para manutenção da democracia e liberdade, como se houvesse atos violadores destes direitos fundamentais", escreveu.

Em manifestação enviada ao STF, a Advocacia Geral da União, responsável por representar judicialmente o Planalto, disse que não caberia ao deputado acionar o tribunal. O argumento da pasta é técnico: os advogados dizem que a interpelação judicial depende de ofensa à honra, de modo que o parlamentar precisaria ter sido pessoalmente atingido para entrar com o pedido.

"No caso, o Presidente da República proferiu palavras de cunho político, sem destinatário certo e específico, isto é, sem ofender a honra de qualquer pessoa ou agente político", diz um trecho da manifestação. "O que se observa, assim, é a contrariedade do interpelante com o teor da declaração dada pelo interpelado, sendo visível o esforço da petição inicial em buscar, sem sucesso, a caracterização de uma eventual imputação alegadamente ofensiva, que sequer remotamente se extrai da fala do interpelado."

No entanto, o ministro Marco Aurélio Mello afastou o entendimento sobre suposta ausência de interesse processual do parlamentar. "O preceito confere, a quem se sinta ofendido por determinada afirmação, a faculdade de buscar explicações em Juízo, não estabelecendo requisitos de admissibilidade relacionados ao teor da declaração", diz um trecho do despacho. "Apresentados os esclarecimentos pretendidos, tem-se como atingido o objetivo visado."

Agência Estado e Correio do Povo


Casal é preso por tráfico com 32 quilos de crack em Bento Gonçalves

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Sol predomina em terça-feira de temperatura agradável no RS

 Amanhecer será gelado, mas máximas ficam na casa dos 20°C na maioria das cidades gaúchas


O sol predomina no Rio Grande do Sul ao longo desta terça-feira. Pode haver formação de nuvens esparsas, mas elas se dissipam. O dia começa com neblina e nevoeiro, que devem se dissipar apenas durante a manhã.

De acordo com a MetSul Meteorologia, faz frio na madrugada e ao amanhecer. No entanto, a presença do sol mantém a temperatura agradável, e elas se elevam ao longo do dia. As máximas ficam ao redor dos 20°C na maioria das cidades.

Em Porto Alegre, sol predomina. A mínima na Capital deve ser de 11°C, e a máxima fica nos 20°C.

Mínimas e máximas no RS 

Santa Rosa 5°C / 24°C
Vacaria 4°C / 17°C
Caxias do Sul 8°C / 18°C
Passo Fundo 6°C / 20°C
Santa Maria 9°C / 20°C
São José dos Ausentes 2°C / 16°C


MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Aras envia para CPI da Covid lista de investigações contra governadores

 Levantamento das investigações está em curso no Superior Tribunal de Justiça sobre os gastos dos Estados com a pandemia



O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou à CPI da Covid um levantamento das investigações em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre gastos dos Estados com a pandemia.

As apurações alcançam as gestões do ex-governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), que deixou o cargo após sofrer impeachment, e dos governadores da Bahia, Rui Costa (PT), do Pará, Helder Barbalho (MDB), e do Amazonas, Wilson Lima (PSC). Há ainda procedimentos preliminares envolvendo os governos de Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais, e João Doria (PSDB), em São Paulo.

O ofício, endereçado ao presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), foi elaborado com auxílio da subprocuradora-geral, Lindôra Araújo, braço direito de Aras que vem encabeçando as investigações. Ela lembra que algumas apurações são sigilosas e seu compartilhamento depende de autorização do STJ.

"Cumpre registrar que os inquéritos judiciais tramitam sob a supervisão e relatoria dos ministros integrantes da Colenda Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, em sua maioria sob segredo de justiça, medida destinada a assegurar a efetividade das investigações. Nesses casos, o acesso aos autos da investigação dependem de prévia autorização do Ministro Relator, de modo que não se pode enviar as cópias requeridas sob pena de violação de dever de sigilo", diz no documento.

Apurações listadas:

- Rio de Janeiro: compra de respiradores;

- Amazonas: aquisição de respiradores, instalação do hospital de campanha Nilton Lins e desabastecimento de oxigênio hospitalar;

- Bahia: compra de respiradores;

- Minas Gerais: hospital de campanha no Expominas;

- Pará: compra de bombas de infusão e aquisição de ventiladores pulmonares;

- São Paulo: aquisição de doses da Coronavac e compra de respiradores.

No caso de Minas Gerais e São Paulo, ainda não há inquéritos instalados, mas procedimentos em estágio inicial que podem resultar em investigações formais.

Os pedidos de informação dirigidos ao Ministério Público Federal fazem parte da estratégia de senadores governistas para tentar respaldar ações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na gestão pandemia e desviar a responsabilidade por possíveis omissões no enfrentamento da crise sanitária.

No documento, Aras afirma que o compartilhamento de documentos e informações entre autoridades em esforços apuratórios são 'muito úteis para o progresso de suas respectivas linhas investigativas'. "Nesse esforço de colaboração mútua, consigno que as autoridades do Ministério Público Federal aguardam que as conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito possam muito agregar aos esforços que elas têm empreendido na elucidação dos fatos", afirma o procurador-geral.

O que diz o governo de São Paulo

"Causa espanto que a PGR gaste recursos públicos e dedique seu tempo a apurar ações de quem agiu para combater a pandemia e não do governo federal, que se omitiu e negligenciou a maior crise sanitária dos últimos 100 anos. Não se tem notícia, por exemplo, de que o órgão esteja apurando por que o Ministério da Saúde esnobou 130 milhões de doses no ano passado.

O governo do estado não fugiu à sua responsabilidade e segue a legislação vigente durante a pandemia para, com a celeridade necessária para salvar vidas, adquirir as 100 milhões de doses da vacina do Butantan que possibilitaram o início da vacinação no país em 17 de janeiro e os 4 mil respiradores para que a rede pública tenha capacidade de atender os casos graves da doença.

Todas as ações e compras de combate à pandemia foram realizadas de acordo com a Lei Federal da Covid e decretos estaduais e nacional de calamidade pública. E todas as informações são prestadas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado."

O que diz o governo de Minas Gerais:

"O Governo de Minas informa que não houve contratação de organização social por parte do Estado para a gestão do Hospital de Campanha. O Estado esclarece ainda que disponibiliza todos os documentos relativos a contratações e gastos relacionados ao combate à Covid-19 aos órgãos de controle, o que permite a análise dos mesmos pelo Ministério Público Estadual.

Em relação ao Protege Minas, o programa possibilitou que municípios mineiros e hospitais filantrópicos com dificuldades na aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pudessem obter os equipamentos a preço de custo. Por meio de recursos próprios do Estado de Minas Gerais, foi constituído um estoque de EPIs, com materiais como máscaras descartáveis, luvas de procedimento, toucas e aventais, que foram fornecidos aos beneficiários.

Todas as compras realizadas observaram os menores preços praticados no mercado no momento das aquisições e que todos os processos são públicos e abertos aos órgãos de controle. O Governo de Minas esclarece que não recebeu pedido de informação por parte da Procuradoria-Geral da República e desconhece investigação com verificação de sobrepreços no Protege Minas. A Controladoria-Geral do Estado (CGE) realizou auditoria em processos de compras que compuseram o Protege Minas e não foram apontados indícios de irregularidades."

O que diz o governo do Amazonas:

"O Governo do Amazonas informa que tem contribuído para o esclarecimento dos fatos relacionados aos procedimentos em curso, o que também será feito no âmbito da CPI do Senado. O governador Wilson Lima reafirma que, desde o início da pandemia de Covid-19, a determinação é que os gestores estaduais empreguem todos os esforços para salvar vidas, obedecendo a legalidade e com toda a transparência necessária. O governador afirma, ainda, que nunca se provou, nem nunca se provará qualquer benefício, direito ou indireto, recebido por ele em função dos seus atos como chefe do Executivo, e destaca que confia que a Justiça vai comprovar a lisura da sua gestão."

Os demais governos:

A reportagem entrou em contato com as demais gestões e ainda aguardava resposta até a publicação desta matéria. Até a publicação desta matéria, a reportagem buscou contato com o ex-governador do Rio, mas sem sucesso. O espaço está aberto a manifestações.

Agência Estado e Correio do Povo


Homem é morto a tiros em Santa Cruz do Sul