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Países da União Europeia aprovam barreiras contra aço brasileiro | Clic Noticias

Brasil exporta cerca de 15 milhões de toneladas de aço por ano, dos quais 25% vão para a Europa
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Proposta ainda precisa passar por um período de preparação final por parte da Comissão Europeia | Foto: Jean-Pierre Clatot / AFP
Os países da União Europeia (UE) aprovaram nesta quarta-feira a imposição de novas barreiras contra o aço brasileiro e de outros exportadores. A proposta ainda precisa passar por um período de preparação final por parte da Comissão Europeia. Mas, diante do sinal verde por parte dos governos do bloco, Bruxelas já trabalha com sua entrada em vigor no início de fevereiro. Em Genebra, diversos governos já falam em uma ação conjunta na Organização Mundial do Comércio (OMC), desta vez contra Bruxelas.
A medida, segundo os europeus, é uma resposta ao grande fluxo de produtos siderúrgicos que, segundo os europeus, passou a inundar o mercado local. A investigação foi aberta depois que o governo de Donald Trump decidiu erguer barreiras ao aço mundial, criando distorções e redirecionando para a Europa a produção que teria o mercado americano como destino.
Pela proposta da Comissão Europeia, um total de 26 produtos siderúrgicos seriam taxados. A China sofrerá restrições em 16 produtos diferentes, contra 17 da Turquia e 15 da Índia. No caso do Brasil, sete produtos dos 26 possíveis serão alvos de uma barreira, entre eles chapas, lâminas e certos tubos. O País exporta cerca de 15 milhões de toneladas de aço por ano (US$ 9,5 bilhões), dos quais 25% vão para a Europa.
Em 2017, foram exportados para o bloco 3,9 milhões de toneladas. Uma parte desse volume é de produtos semiacabados, que não foram incluídos na lista de restrição. Por meio de comunicado, um porta-voz da Comissão Europeia confirmou que Bruxelas "recebeu o apoio dos estados-membros hoje (quarta-feira) para seu plano de impor medidas definitivas sobre a importação do aço". Mas o jornal O Estado de S. Paulo apurou que a aprovação das barreiras não ocorreu por unanimidade e que certos governos dentro do bloco questionaram as medidas.
Ainda assim, a comissão conseguiu os votos necessários. "Essas medidas têm como objetivo blindar os produtores de aço da Europa, depois do redirecionamento de comércio ao mercado europeu como resultado das ações unilaterais impostas pelos EUA para restringir as importações de aço para o mercado americano", indicou. "As medidas definitivas têm como meta preservar os fluxos de comércio tradicionais", justificou a UE.
Bruxelas também insistiu que o plano foi desenhado para que apenas os produtos mais afetados fossem alvo de barreiras. "Tentamos conseguir um equilíbrio entre os interesses dos produtores europeus de aço e seus usuários." A UE afirmou que não visou qualquer país em específico na medida. De acordo com o comunicado, "a Comissão agora irá finalizar o procedimento, para que medidas definitivas possam entrar em vigor no começo de fevereiro de 2019".
Cotas para produtos
Para o Brasil, a cota oferecida para laminados, por exemplo, começará com 168 mil toneladas e, em três anos, passaria para 176 mil toneladas. Ucrânia e Coreia terão uma cota maior, com base em sua participação no mercado. No setor de folhas metálicas, a cota ao Brasil é de cerca de 50 mil toneladas, enquanto a China ganhará uma cota de mais de 400 mil toneladas. Perfil de aço ainda terá um teto de 22 mil toneladas para estar no mercado europeu. Tudo o que passar desses volumes receberá uma taxa extra de 25%, o que praticamente inviabilizaria a exportação nacional.
A previsão da UE é de que a medida entre em vigor no início de fevereiro. Mas, até lá, Bruxelas é obrigada a negociar com os países afetados. Na esperança de reverter pelo menos parte das barreiras, o Brasil passou a fazer um intenso lobby com governos europeus nos últimos dias. A meta dos encontros foi o de expor as preocupações do País e tentar convencê-los a poupar as exportações nacionais. Nas próximas duas semanas, o governo indicou que continuará a fazer pressão para derrubar pelo menos certas barreiras ou incrementar as cotas oferecidas.
No último dia 4 de janeiro, a Comissão Europeia notificou a OMC de que investigações iniciadas ainda em março de 2018 revelaram que produtos importados no setor do aço estavam afetando de forma negativa o mercado do bloco e a concorrência. Entre 2013 e 2018, os europeus alegam que os produtos importados passaram de uma fatia de 12% do mercado local para 18%. Em volume, a importação praticamente dobrou. Diplomatas brasileiros confirmaram que estão em negociações com a Comissão para tentar excluir um ou dois produtos.
Resistência na Europa
Nem todos na UE, porém, estão satisfeitos com a medida. Numa carta enviada ainda no início do processo de investigação, no ano passado, indústrias europeias que usam aço afirmaram que a imposição de novas barreiras "não era de interesse da Europa". Entre os signatários da carta estavam empresas como BMW, Daimler, Fiat Chrysler Automobiles, Ford of Europe, Honda Motor Europe, Hyundai Motor Europe, Iveco, Jaguar Land Rover, PSA Group, Renault Group, Toyota Motor Europe, Volkswagen Group e Volvo.
Para eles, não houve aumento exagerado de importação e, além disso, o setor siderúrgico europeu está "em boa saúde financeira". A recuperação da economia europeia, na visão dessas empresas, precisaria ser considerada, já que ela significará que um volume maior de aço será necessário para construção e em fábricas.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

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Governo reajusta aposentadoria em 3,43% e teto chega a R$ 5.839,45 | Clic Noticias

Aumento é menor do que o do salário mínimo, que subiu 4,61%
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Anteriormente, valor do teto estava em R$ 5.645,80 | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP
Os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo terão reajuste de 3,43% no benefício em 2019. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União na manhã desta quarta-feira e assinada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O texto também fixa o valor máximo da aposentadoria (teto) em R$ 5.839,45. Até 2018, era de R$ 5.645,80. As pessoas que recebiam um salário mínimo em 2018, de R$ 954, passam a receber o valor sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, de R$ 998.
As faixas de contribuição ao INSS (Instituto do Seguro Social) dos trabalhadores empregados, domésticos e trabalhadores avulsos também foram atualizadas. O INSS informou que as alíquotas são de 8% para aqueles que ganham até R$ 1.751,81; de 9% para quem ganha entre R$ 1.751,82 e R$ 2.919,72; e de 11% para os que ganham entre R$ 2.919,73 e R$ 5.839,45.
Essas alíquotas, relativas aos salários de janeiro, deverão ser recolhidas apenas em fevereiro, uma vez que, em janeiro, os segurados pagam a contribuição referente ao mês anterior. Valores definidos O piso previdenciário, valor mínimo dos benefícios do INSS (aposentadoria, auxílio-doença, pensão por morte) e das aposentadorias dos aeronautas, será de R$ 998,00. O piso é igual ao novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 998 por mês em 2019.
Para aqueles que recebem a pensão especial devida às vítimas da síndrome da talidomida, o valor sobe para R$ 1.125,17, a partir de 1º de janeiro de 2019. No auxílio-reclusão, benefício pago a dependentes de segurados presos em regime fechado ou semiaberto, o salário de contribuição terá como limite R$ 1.364,43.
O Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social – destinado a idosos e a pessoas com deficiência em situação de extrema pobreza -, a renda mensal vitalícia e as pensões especiais para dependentes das vítimas de hemodiálise da cidade de Caruaru (PE) também sobem para R$ 998,00. Já o benefício pago a seringueiros e a seus dependentes, com base na Lei nº 7.986/89, passa a valer R$ 1.996,00. A cota do salário-família passa a ser de R$ 46,54 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 907,77, e de R$ 32,80 para quem tem remuneração mensal superior a R$ 907,77 e inferior ou igual a R$ 1.364,43. Fator de reajuste dos benefícios concedidos de acordo com as respectivas datas de início, aplicável a partir de janeiro de 2019


Agência Brasil e Correio do Povo

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VERÃO
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GRÊMIO
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      SÃO PAULO
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      RIO
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      CANOAS
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      INTERNACIONAL
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      Por que a dengue e a febre amarela são ameaças neste verão | Clic Noticias




      No programa, o infectologista Artur Timerman explica porque doenças transmitidas por mosquitos sempre voltam com tudo no calor Todos os anos, no verão, o número de casos de dengue, zika e chikungunya começa a subir. Uma conjunção de fatores explica essas epidemias – e por que elas se agravam todos os anos. Para começar, a dengue é nefasta por causa da incrível capacidade de adaptação ao ambiente urbano de seu vetor. O clima tropical, quente e úmido, é ideal para a proliferação do mosquito. Soma-se a isso a organização caótica das grandes cidades brasileiras. São cobertas por asfalto, prédios e poucos parques com espaço verde, que ajudariam no escoamento da água das chuvas. Recentemente, a febre amarela também se tornou uma ameaça para a população. Apesar do desespero inicial, nem toda população está vacinada e, portanto, protegida. No programa Veja Saúde, a jornalista Natalia Cuminale entrevista o infectologista, Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses. Ele explica por que isso acontece e o que a população pode fazer para mudar essa trajetória. Timerman também explora a relação do brasileiro com a vacinação. Semanalmente, o programa VEJA Saúde recebe médicos e especialistas das mais variadas áreas para falar sobre qualidade de vida e cuidados com o corpo e a mente. O programa também tem a versão curta, em pílulas, sobre vários temas.

      Governo reajusta aposentadoria em 3,43% e teto chega a R$ 5.839,45 | Clic Noticias

      Aumento é menor do que o do salário mínimo, que subiu 4,61%
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      Anteriormente, valor do teto estava em R$ 5.645,80 | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP
      Os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo terão reajuste de 3,43% no benefício em 2019. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União na manhã desta quarta-feira e assinada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O texto também fixa o valor máximo da aposentadoria (teto) em R$ 5.839,45. Até 2018, era de R$ 5.645,80. As pessoas que recebiam um salário mínimo em 2018, de R$ 954, passam a receber o valor sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, de R$ 998.
      As faixas de contribuição ao INSS (Instituto do Seguro Social) dos trabalhadores empregados, domésticos e trabalhadores avulsos também foram atualizadas. O INSS informou que as alíquotas são de 8% para aqueles que ganham até R$ 1.751,81; de 9% para quem ganha entre R$ 1.751,82 e R$ 2.919,72; e de 11% para os que ganham entre R$ 2.919,73 e R$ 5.839,45.
      Essas alíquotas, relativas aos salários de janeiro, deverão ser recolhidas apenas em fevereiro, uma vez que, em janeiro, os segurados pagam a contribuição referente ao mês anterior. Valores definidos O piso previdenciário, valor mínimo dos benefícios do INSS (aposentadoria, auxílio-doença, pensão por morte) e das aposentadorias dos aeronautas, será de R$ 998,00. O piso é igual ao novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 998 por mês em 2019.
      Para aqueles que recebem a pensão especial devida às vítimas da síndrome da talidomida, o valor sobe para R$ 1.125,17, a partir de 1º de janeiro de 2019. No auxílio-reclusão, benefício pago a dependentes de segurados presos em regime fechado ou semiaberto, o salário de contribuição terá como limite R$ 1.364,43.
      O Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social – destinado a idosos e a pessoas com deficiência em situação de extrema pobreza -, a renda mensal vitalícia e as pensões especiais para dependentes das vítimas de hemodiálise da cidade de Caruaru (PE) também sobem para R$ 998,00. Já o benefício pago a seringueiros e a seus dependentes, com base na Lei nº 7.986/89, passa a valer R$ 1.996,00. A cota do salário-família passa a ser de R$ 46,54 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 907,77, e de R$ 32,80 para quem tem remuneração mensal superior a R$ 907,77 e inferior ou igual a R$ 1.364,43. Fator de reajuste dos benefícios concedidos de acordo com as respectivas datas de início, aplicável a partir de janeiro de 2019.

      Agência Braisl e Correio do Povo

      Bolsonaro e Macri falam em renovar Mercosul e atacam Maduro | Clic Noticias

      Presidentes do Brasil e da Argentina tiveram primeiro encontro oficial na manhã desta quarta-feira
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      Bolsonaro e Macri falam em renovar Mercosul e atacam Maduro | Foto: Alan Santos / Presidência da República
      Os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e da Argentina, Mauricio Macri, anunciaram após uma reunião em Brasília, nesta quarta-feira que vão trabalhar para um aperfeiçoamento do Mercosul, incluindo esforços para o esperado acordo do bloco com a União Europeia. Além disso, os chefes de Estado atacaram o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A Argentina é hoje o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, com transações comerciais de US$ 25 bilhões e um saldo positivo brasileiro em torno de 4 bilhões de dólares.


      "Concordamos quanto à importância de, com os demais parceiros – Paraguai e Uruguai – aperfeiçoar o bloco e propor nova agenda de trabalho. Sempre com sentido de urgência. O Mercosul precisa valorizar sua tradição original: abertura comercial, redução de barreiras e redução de burocracias", declarou Bolsonaro. A afirmação vai contra o que disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, logo após a vitória nas eleições de outubro. A uma jornalista Argentina, o economista afirmou que o Mercosul não seria uma prioridade do governo.
      Bolsonaro também afirmou que, na frente externa, é preciso concluir negociações mais promissoras e iniciar novas negociações, "com criatividade e flexibilidade para recuperar o tempo perdido". Ele não citou nenhuma negociação em especial, embora o Mercosul esteja conversando com a União Europeia para um acordo de livre comércio. Macri, que discursou em seguida, reforçou a intenção de "modernizar" o Mercosul e citou o acordo com a União Europeia.
      "É fundamental agilizar e terminar negociações externas que temos em andamento. Com a União Europeia, avançou como nunca antes, exigiu muito esforço. Com a chegada de Bolsonaro, temos chance de renovar o compromisso político e dar vantagens aos dois blocos", disse.
      Em discurso após a reunião, Macri condenou a ditadura do venezuelano Nicolás Maduro. "Estamos preocupados com a ditadura de Nicolás Maduro. Não aceitamos essa zombaria à democracia e essa tentativa de vitimização, quando na verdade eles são os algozes. A comunidade internacional já percebeu que Maduro se perpetua no poder com eleições fictícias. É uma situação desesperadora. A Assembleia Nacional é a única instituição legítima da Venezuela, eleita democraticamente pelo povo venezuelano", afirmou.
      Antes da fala de Macri, Bolsonaro disse que a preocupação de Brasil e Argentina com a situação da Venezuela é um exemplo de cooperação entre os dois países. "Só reforça que seguiremos avançando no rumo certo em defesa da democracia, da liberdade, da segurança e do desenvolvimento."
      Mercosul
      Macri reforçou a intenção de "modernizar" o Mercosul e citou o acordo com a União Europeia. "É fundamental agilizar e terminar negociações externas que temos em andamento. Com a União Europeia, avançou como nunca antes, exigiu muito esforço. Com a chegada de Bolsonaro, temos chance de renovar o compromisso político e dar vantagens aos dois blocos", disse.
      Tratado de extradição
      Ainda na manhã desta quarta, o ministro da Justiça, Sergio Moro, falou sobre a revisão do tratado de extradição entre Brasil e Argentina, que deve ser assinada por Macri e Bolsonaro. Segundo Moro, a ideia é que o documento de extradição, em caso da prisão de uma pessoa no país vizinho, seja adiantado sem passar pelos canais diplomáticos para depois ser formalizado. Atualmente, o tratado vigente é da década de 1960. "Reforçar os laços"

      Agência Estado, Correio do Povo e R7

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      ANÁLISE: Cesare Battisti, uma fraude ambulante | Clic Noticias



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      Campanha de desinformação a beneficiar o pluriassassino chega ao fim com o seu ingresso em território italiano para cumprir condenações reexaminadas e confirmadas por mais de 60 juízes


      Wálter Maierovitch*, O Estado de S.Paulo

      A campanha de desinformação a beneficiar o pluriassassino Cesare Battisti chega ao fim com o seu ingresso em território italiano para cumprir condenações reexaminadas e confirmadas por mais de 60 juízes. Mais ainda, foram condenações declaradas válidas pela Corte de Direitos Humanos da União Europeia, com sede na francesa cidade de Estrasburgo.
      Essa Corte europeia decidiu – aplicando a sua pacífica jurisprudência – não ser Battisti autor ou partícipe de crime político, pois não se pode matar ninguém por motivação ideológica. Após os assassinatos, a organização terrorista de Battisti (PAC-Proletariados Armados para o Comunismo), a fim de difundir o medo, distribuía volantes chamando as vítimas fatais de “porcos a serviço do capitalismo”. No caso e sem nunca ter tido anterior contato com as vítimas (eram escolhidas por propaganda em jornais dos seus estabelecimentos), foram surpreendidos e executados um açougueiro de pequeno município, um motorista policial de transporte de presos, um agente penitenciário e um joalheiro de periferia (neste caso, Battisti foi condenado por participação e não por coautoria).
      Para a Corte de Estrasburgo não houve nulidade processual. Não ocorreu violação ao princípio da ampla defesa e Battisti – que optou por ser revel ao fugir – constituiu defensores. A propósito e mundo afora, dentre os protetores de Battisti ninguém ousou comparar e afirmar ter Earl Ray cometido crime político ao matar Martin Luther King, com quem nunca teve anterior contato pessoal.
      Pelo que se percebe, nem o vice-presidente boliviano, Garcia Lineira, ex-guerrilheiro Tupac Katari, apontado como um dos líderes dos socialistas sulamericanos, parece ter entrado na aventura de tentar influenciar o presidente Evo Morales a não expulsar Battisti. Vale lembrar no campo da geoeconomia e da geopolítica a preocupação de Morales com a dependência da Bolívia ao Brasil: Morales esteve na posse de Bolsonaro.
      Por outro lado, pá de cal restou posta à mentirosa afirmação de ter Battisti sido condenado com base em prova única, ou seja, a delação premiada de Pietro Mutti.
      Mutti era um dos fundadores da organização eversiva Proletários Armados para o Comunismo (PAC), da qual Battisti comandava  o grupo de extermínio. A prova testemunhal confirmatória das acusações é farta contra Battisti. Alguns exemplos. O ideólogo do PAC, Arrigo Cavalina, que cumpriu 12 anos de prisão fechada, disse que, antes dos crimes de sangue praticados, Battisti era um ladrão comum (“e ladrões são proletários”) que conheceu no cárcere e ingressou na organização terrorista. Outro expoente do PAC, Luigi Bergamin, declarou ter matado com Battisti o açougueiro, mas “não tinha a mesma fúria sanguinária de Battisti”. A atual professora de história da Universidade de Verona, Maria Cecília Barbetta, ex-integrante do PAC e que namorou Battisti, contou ter ele lhe revelado em detalhes de como era a sensação quando se matava uma pessoa e via-se o sangue jorrar, com referência especial ao assassinato  do agente penitenciário Antonio Santoro. Sante Fantone, contou os relatos que Battisti lhe fez quando perpetrou dois assassinatos.
      Quando preso na Itália em junho de 1979, Battisti estava escondido no apartamento de Silvana Marelli. Na sua posse foram apreendidas cinco pistolas automáticas municiadas, um fuzil carregado e uma bomba caseira.
      Não se deve olvidar, ainda, o testemunho do médico Diego Fava, pelo PAC sorteado para morrer. Ele contou ter Battisti lhe apontado e disparado um pistola que travou. Em razão disso, Roberto Salvi fez os disparos a feri-lo gravemente. Salvi confessou os disparos e de ter disparado após a falha da pistola de Battisti.
      Em breve, será revelado o nome dos integrantes da rede transnacional de proteção a Battisti, como noticiou ao HuffPost Itália o chefe da direção antiterrorista da Itália, Lamberto Gianini.
      Trata-se de rede originalmente tecida na França com o fim da chamada doutrina Miterrand, uma ordem verbal de não extraditar os que se declarassem desassociados da luta armada. Quando a Justiça francesa decidiu pela extradição, Battisti fugiu e sustentou-se na  rede de apoio. Chegou ao Brasil.
      Preso, Battisti vai poder questionar, na Justiça italiana, a quantidade da pena, pois a extradição determinada pelo nosso STF – que deu causa à expulsão – fixou o máximo de 30 anos e a Itália aceitou. Battisti poderá tentar o benefício premial de redução sancionatória pela desassociação à luta armada ou, ainda, postular os benefícios recém introduzidos no Código Penitenciário. Na Justiça brasileira, os seus pedidos e os habeas corpus impetrados em seu favor serão declarados prejudicados por perda de objeto. Não conta mais a jurisdição brasileira.
      No mundo civilizado, onde não se admite matar por ideologia e nem se chegar ao poder senão pelo voto, muitos, nessa campanha de desinformação pró-Battisti, saíram desmoralizados e, outros, apenas se chamuscaram. Por exemplo, o ex-ministro Tarso Genro desmoralizou-se por haver sustentado Battisti no governo Lula e sem se dar ao trabalho de conhecer a história italiana e o teor dos processos sobre Battisti. Genro inventou – e nenhum livro de história conta – ter Battisti lutado contra um governo fascista. Atenção: o presidente da Itália era o socialista Sandro Pertini, houve o “Compromisso histórico”, onde eurocomunistas, por Enrico Bellinguer, e políticos de centro esquerda, por Aldo Moro (sequestrado e morto pelas Brigadas Vermelhas), tinham se comprometido com a manutenção da democracia, sem admissão de influências externas, quer  norte-americana, quer soviética.
      Dentre tantos, sai chamuscado o ex-presidente Lula. Depois de o Supremo haver concedido a extradição de Battisti e outorgado ao presidente da República, inusitadamente, a última palavra sobre a extradição, Lula entendeu em manter Battisti no Brasil, no último dia do seu mandato. O ministro Luís Roberto Barroso, como advogado de Battisti, quis mudar a história dos autos dos processos italianos e própria historia da Itália (confira-se vídeo no YouTube). No Supremo, Barroso coloca-se em panos de combatente da impunidade.
      * JURISTA E PROFESSOR DE DIREITO PENAL

      Estadão

      Rio Grande do Sul deve receber mais chuva nesta quinta | Clic Noticias

      Frente fria se aproxima acompanhada de muitas nuvens
      Porto Alegre terá chuva nesta quinta | Foto: Joel Vargas / PMPA / CP
      Porto Alegre terá chuva nesta quinta | Foto: Joel Vargas / PMPA / CP
      O Rio Grande do Sul deve receber mais chuva acompanhada de uma frente fria que se aproxima nesta quinta-feira. De acordo com a MetSul Meteorologia, temporais podem ocorrer desde cedo na Metade Oeste e faixa Central do Estado.
      Previsão é que a chuva forte pode ocorrer de forma isolada com raios, rajadas de vento e granizo. A metade Norte e Leste podem ser afetadas pelo tempo instável.
      A cobertura de nuvens e a chuva diminuem o calor no território gaúcho, mas a sensação de abafamento segue em grande parte das regiões.
      Em Porto Alegre, a quinta será predominada pela chuva. Na Capital, as marcas devem ficar entre 22°C e 29°C.
      Mínima e Máxima
      Rio Grande 21°C | 24°C
      Pelotas 21°C | 25°C
      Alegrete 23°C | 26°C
      Capão da Canoa 24°C | 27°C
      Erechim 21°C | 28°C
      Santa Cruz 22°C | 31°C
      Cruz Alta 24°C | 32°C
      São Miguel 24°C | 35°C


      MetSul Meteorologia e Correio do Povo

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