40% das pessoas que pedem crédito consignado usam dinheiro para pagar dívidas, diz pesquisa

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Dado é de pesquisa da fintech Emprestimofacil, que faz intermédio entre bancos e clientes; crédito consignado tem parcela descontada em folha de pagamento ou aposentadoria.
Quatro em cada dez consumidores (38,1%) que tomam crédito consignado fazem o empréstimo para cobrir ou quitar uma dívida mais alta. O dado é de pesquisa da startup Emprestimofacil.com, plataforma que conecta bancos a pessoas que precisam de recursos, que ouviu 2.516 clientes.

Entre as pessoas na faixa etária entre 40 e 50 anos, quase metade (46%) pega crédito consignado para pagar outros débitos.

O empréstimo consignado é aquele cujas parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento do cliente. Por ter baixo risco de calote, ele tem taxas de juros mais baixas que outras linhas de crédito.

Ainda segundo o estudo, 25,6% das pessoas consultadas usam o consignado para pagar despesas médicas, enquanto 10,3% gastam o dinheiro com reformas.

Só 5,3% investem em um negócio próprio e 3,5% na compra de um bem (como carro ou imóvel).
Outros 1,9% gastam o dinheiro nas férias e 1,6% tomam o crédito para emprestar para amigos ou familiares.

Veja na tabela:

A Emprestimofacil.com atua no mercado financeiro há 11 anos e já intermediou cerca de 5 milhões de consignados a 52 mil clientes por meio do aplicativo uConecte. Para cada operação que a empresa intermedeia, ela recebe uma comissão.

Fonte: G1 - 03/09/2017 e SOS Consumidor



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Prefeitura de São Leopoldo (RS) estuda implantação do aeromóvel

Empresa realiza estudo e pretende apresentá-lo ao Executivo até o fim do ano

Empresa realiza estudo na cidade e pretende apresentar ao Executivo até o fim do ano | Foto: Lucas Quadros / Trensurb / CP memória

Empresa realiza estudo na cidade e pretende apresentar ao Executivo até o fim do ano | Foto: Lucas Quadros / Trensurb / CP memória

A Prefeitura de São Leopoldo assinou recentemente um memorando de interesse para a criação de um aeromóvel no município. O documento oficializa a tratativas iniciadas em maio com a empresa Aeromóvel do Brasil para a implementação, em diferentes trechos da cidade, do modal de transporte público que funciona a partir da propulsão pneumática e se utiliza de via elevada para locomoção.

“Existem questões de mobilidade a serem resolvidas e a ideia é que possamos entregar um estudo com várias ideias de trechos até o final deste ano para a Prefeitura”, diz o diretor executivo da Aeromóvel do Brasil, Marcus Coester.

Entre os possíveis trechos estariam uma linha da Unisinos até a estação de mesmo nome do Trensurb, trecho que hoje é feito de ônibus pelos universitários. “Seria muito bom contar com um aeromóvel neste trecho. Os coletivos são bons, mas precisamos descer da plataforma e atravessar a passarela para pegá-los, o que as vezes nos atrasa”, comenta a auxiliar de serviços gerais Marília Fernanda Garcia, que trabalha na instituição de ensino.

Outro ponto a ser contemplado com a novidade seria o Centro do município, bem como o bairro Scharlau. “A intenção é que a operação do aeromóvel converse com os sistemas já existentes, de trem e transporte coletivo. E na modelagem que estamos buscando e estruturando ele não concorre e nem elimina as empresas de transporte”, assegura Coester.

Já conforme o secretário de Serviços Públicos, Sandro Della Mea Lima, responsável pelo setor de Mobilidade Urbana, a implantação do aeromóvel é uma escolha que prioriza a segurança das pessoas no trânsito. "Além da defesa do meio ambiente com a redução das emissões de carbono, dando prioridade para o transporte público e coletivo junto com o avanço tecnológico com a integração multimodal de transporte", define ele.

A tecnologia usada pelo aeromóvel é baseada na propulsão pneumática. O ar é pressurizado por ventiladores estacionários de alta eficiência energética, por intermédio de um duto localizado dentro da via elevada. O ar empurra ou puxa uma placa de propulsão fixada ao veículo, que se movimenta por truque (plataforma sobre rodas de aço) em trilhos. Desta forma, é considerada uma tecnologia limpa e de emissão de poluentes zero.


Correio do Povo


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G1.GLOBO.COM


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Marta Sfredo: a origem do otimismo sobre o PIB
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Nove encontros foram marcados e três, cancelados porque não havia quórum. Dois vereadores foram excluídos por excesso de faltas.

Tulio Milman: capitalismo selvagem
Músicos de rua brigam em memorial a John Lennon no Central Park.

Rodrigo Lopes: subimos um degrau na escalada de uma possível guerra
Por interesses, capacidade de persuasão e aproximações ideológicas, só Putin e Xi Jinping têm capacidade de frear os arroubos de Kim.

Luiz Zini Pires: Luan marca golaço em nome do Grêmio com a camisa da Seleção
Ao permanecer em Porto Alegre, o atacante fica mais perto de Tite.

Pedro Ernesto: acho que D'Ale termina sua vida de jogador no fim do ano
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RBS Brasília: Janot no centro das atenções
Procurador-geral trabalha contra o tempo para apresentar as denúncias dos inquéritos do chamado quadrilhão. Por Silvana Pires (interina).

Temer pede solução negociada com Coreia do Norte

Presidente afirmou que disparo de míssil reacende temores de uma guerra

Presidente discursou durante a 9ª Cúpula dos Brics | Foto: Kenzaburo FUKUHARA / POOL / AFP / CP

Presidente discursou durante a 9ª Cúpula dos Brics | Foto: Kenzaburo FUKUHARA / POOL / AFP / CP

O teste nuclear realizado pela Coreia do Norte nesse domingo reacende temores que pareciam ter ficado nos livros de história, disse o presidente Michel Temer em discurso durante a 9ª Cúpula dos Brics. Como os líderes da Rússia, Índia, China e África do Sul, o brasileiro defendeu uma solução negociada para o impasse.

A detonação ocorreu poucas horas antes de o presidente chinês, Xi Jinping, receber os líderes do grupo para o encontro em uma ilha no sul da China, no último domingo. Essa foi a segunda vez em que atividades nucleares norte-coreanas coincidiram com eventos diplomáticos importantes para Pequim neste ano.

A China é o principal aliado internacional de Pyongyang e sofre pressão crescente do presidente Donald Trump para conter as ambições bélicas de Kim Jong-un. "Em perspectiva mais abrangente e de mais longo prazo, o desarmamento nuclear é a garantia mais eficaz contra a proliferação", afirmou Temer no encontro que teve participação de três

potências nucleares - China, Rússia e Índia.

O presidente lembrou que o Brasil esteve na origem da negociação do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, assinado em julho por 122 países no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento não teve adesão de nenhuma das nações que possuem armas nucleares, incluindo os parceiros do Brasil no Brics.

"O mundo permanece sob o signo da incerteza", declarou Temer. "Parece haver uma erosão do apego ao direito internacional; uma erosão da crença nos benefícios do livre comércio; uma erosão da convicção quanto ao imperativo de enfrentarmos, juntos, desafios que são compartilhados." Temer elogiou a atuação da Rússia na Síria e defendeu uma saída diplomática para a guerra. Também afirmou que o Brasil é favorável à criação de dois Estados para resolver o conflito Israel-Palestina.

"A Rússia, presidente Putin, tem feito um trabalho extraordinário para composição dos vários conflitos", afirmou Temer em relação à atuação do país na Síria. Moscou é o principal aliado do presidente Bashar Assad e suas forças combatem não apenas o Estado Islâmico, mas grupos rebeldes que se opõem ao regime de Damasco. O brasileiro disse que a ameaça do terrorismo exige uma resposta cada vez mais coordenada entre as nações e propôs a criação de um Fórum de Inteligência dos Brics para troca de informações sobre o assunto.

A situação da Venezuela também foi mencionada no discurso de Temer, que ressaltou a escassez de comida, remédios e itens básicos e o crescimento no fluxo de refugiados para o Brasil e outros países da região. "A situação é de instabilidade e de crise humanitária."

A China é o grande financiador externo de Caracas e concedeu linhas de crédito de US$ 62,2 bilhões ao país entre 2005 e 2016, quase metade dos créditos concedidos a toda a América Latina no período. Na última sexta-feira, o governo chinês afirmou que continuará a investir na Venezuela, a despeito da instabilidade na qual o país está mergulhado.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


Aprenda como divulgar em grupos do facebook (#Clique Tráfego Grátis)


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RIO: LEI DO IPTU EM VOTAÇÃO! FATOS E CONSEQUÊNCIAS!

1. Nesta terça-feira (05), a lei que aumenta o IPTU entra em votação final. Sobre ela pesam dois equívocos na tramitação. O primeiro é político. Na primeira votação, criou-se entre os Vereadores a ideia que quem votasse a favor, em seguida, seria contemplado com as benesses do prefeito - cargos, intervenções e reduções no IPTU de seus bairros. E quem votasse contra seria penalizado, perdendo espaços.

2. A votação foi oral -sem usar o painel eletrônico- de forma a constranger os Vereadores. Tática parecida com a que a oposição usa em Brasília nas votações em relação aos presidentes. O prefeito venceu nesse primeiro turno. Mas aquém do que imaginava: 32 X 18. Ou seja: se 7 Vereadores mudarem seu voto no segundo turno, a votação fica empatada e o governo sem a maioria absoluta que precisa.

3. Na medida em que os Vereadores foram analisando, recebendo pressões locais e apresentando suas emendas ao projeto de lei, as expectativas quanto às concessões foram sendo frustradas. Na contabilidade dos Vereadores, neste último fim de semana, o prefeito poderia contar com 25 Vereadores, insuficiente para a aprovação que exige 26 votos.

4. No Diário Oficial da última sexta-feira veio o troco do prefeito. Várias demissões dos que ocupavam cargos por sugestão ou indicação de Vereadores que não votaram no primeiro turno ou não garantiram o voto neste segundo turno criaram um clima de revolta. Afinal, em função da cobertura da imprensa na votação da denúncia contra o presidente Temer, a tática de afetar os deputados que perderam cargos porque não votaram com o presidente foi amplamente exposta. Com isso, o paralelismo é inevitável.

5. E mais ainda. Como são 102 emendas, o prefeito deveria entender que ao perder o voto de um Vereador numa emenda sua, poderia conquistá-lo na votação da lei e em tantas outras emendas. No domingo, a avaliação dos votos já era pior que aqueles 25. Com isso, mais concessões e recuos em demissões poderão ser feitas. E a tendência dos Vereadores é votar a favor das emendas de seus pares. Ou tentar reduzir a votação das emendas em plenário com a rejeição nas comissões. Mas nem sempre pode conseguir isto.

6. Apresentar um aumento do IPTU numa conjuntura de crise e desemprego como esta, especialmente no Rio, é criar um ambiente reativo muito maior. É essa lei do IPTU que pretende corrigir concessões feitas aos Vereadores em 2009, distorcendo o IPTU em vários bairros, terminou tendo que corrigir essas distorções numa proporção menor do que deveria. E mais grave, sobrecarregou os moradores que já haviam sido sobrecarregados em 2009 pelas compensações às concessões dadas.

7. E se o problema é caixa da prefeitura, como alega o prefeito, embora os números da execução orçamentária no Diário Oficial não demonstrem isso, o efeito financeiro será bem menor que o efeito contábil. Por um lado, a própria lei parcela o acréscimo do IPTU em 2 anos. Por outro, a experiência dos moradores os levará a reduzir os pagamentos à vista, que representam quase 50% do IPTU.

8. E mais grave: aumentará a inadimplência, levando a que os moradores esperem o momento futuro da execução da dívida ativa para pagarem e, assim mesmo, de forma parcelada. Isso dois anos depois.

9. Errou o prefeito do ponto de vista político. Errou do ponto de vista econômico. E vai errar do ponto de vista financeiro dentro de seu mandato. E ao ampliar as concessões que terá que fazer para não sofrer várias derrotas nas emendas, ainda mostrará fragilidade, afetando sua relação com os Vereadores e tornando sua maioria precária em cada nova votação.

10. É aguardar. Quem viver, verá!


Ex-Blog do Cesar Maia

Auxílio-moradia já custou R$ 219 milhões no Rio Grande do Sul

Benefício dado a juízes, desembargadores e integrantes de MP e TCE é baseado em liminar que completa três anos sem julgamento

Por: Fábio Schaffner


Auxílio-moradia já custou R$ 219 milhões no Rio Grande do Sul Camila Domingues/Especial

Foto: Camila Domingues / Especial

Amparado em uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que completa três anos neste mês, o Rio Grande do Sul já desembolsou R$ 219 milhões no pagamento de auxílio-moradia a membros do Judiciário, do Ministério Público (MP) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O montante equivale a 22 meses dos gastos com transporte escolar na rede pública de ensino ou à metade do custo mensal das forças de segurança, incluindo os salários da Brigada Militar e da Polícia Civil.

No total, 1.438 servidores recebem mensalmente R$ 4.377,73, sobre os quais não incide Imposto de Renda. Como não se trata de ressarcimento, não é exigida a apresentação de recibo de um eventual aluguel pago. Mesmo quem tem casa própria no município onde trabalha tem direito ao bônus. O maior volume de beneficiários está no Judiciário: 750 magistrados recebem o auxílio, que já custou R$ 116 milhões. No MP, 671 ganharam R$ 100 milhões. No TCE, há 17 beneficiários, sendo quatro do Ministério Público de Contas. Em três anos, já foram gastos R$ 2,4 milhões.

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O benefício é pago desde outubro de 2014, logo após o ministro Luiz Fux conceder liminar em ação proposta por um grupo de juízes federais. Eles cobravam o direito ao auxílio-moradia, previsto na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), em cidades onde não há residência oficial à disposição dos magistrados. Dez dias depois, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) fizeram o mesmo pedido. Fux então ampliou a abrangência da decisão, alcançando todos os juízes do país.

Segundo a ONG Contas Abertas, em todo o país já teriam sido gastos R$ 4,5 bilhões desde a liminar. O valor leva em consideração um contingente de 17 mil magistrados e cerca de 13 mil procuradores aptos a receber a vantagem. Pelas regras, só não tem direito o servidor que for casado com outra pessoa que já receba o benefício.

"E nem se diga que o referido benefício revela um exagero ou algo imoral ou incompatível. Cada categoria de trabalhador possui direitos, deveres e verbas que lhe são próprias", escreveu Fux no despacho. Embora a decisão que sustenta a legalidade dos pagamentos seja provisória, não há a menor previsão para a análise do mérito da ação da AMB e da Anamatra. Para o economista Gil Castelo Branco, diretor da Contas Abertas, é absurdo que uma decisão que gere tamanha despesa fique três anos sem ser julgada:

— É algo inadmissível. Já enviamos carta à presidente do STF, Cármen Lúcia, pedindo que paute o julgamento, mas até agora nada.

A ação está parada no gabinete de Fux. Procurado por ZH, o STF informou que, só após o ministro liberar seu relatório, a presidente da Corte poderá designar uma data para o julgamento. Quando isso acontecer, os ministros terão de decidir sobre a legalidade do benefício e, caso entendam pela impropriedade dos pagamentos, também deverão avaliar eventual ressarcimento aos cofres públicos dos valores desembolsados durante a vigência da liminar.

Presidente do conselho de comunicação do TJ, o desembargador Túlio Martins afirma que a Corte não tem nenhum estudo caso seja obrigada a cobrar dos magistrados os R$ 116 milhões pagos nos últimos três anos:

— Em tese, se trata de auxílio que é para ser gasto no mês, como o vale-alimentação. Neste caso, a Justiça tem entendido que não cabe devolver. Mas seja qual for a decisão, vamos cumpri-la.

Além dos R$ 116 milhões do auxílio-moradia, o TJ já gastou mais de meio bilhão de reais com outro benefício semelhante. Desde 2010, a Corte paga a Parcela Autônoma de Equivalência (PAE), uma compensação dada aos juízes em razão da equiparação salarial da categoria com os deputados federais.

Como de 1994 a 1998 os parlamentares receberam auxílio-moradia, e o benefício não foi pago aos magistrados, os juízes ganharam na Justiça o direito de receber a diferença retroativamente. Até agora, já foram quitados R$ 535 milhões, cifra superior à capacidade anual de investimento do Estado, que em 2016 foi de R$ 483,5 milhões. Ainda faltam ser pagos R$ 22,8 milhões.


Zero Hora

Concurso para tabelião no RS é contestado na Justiça desde 2013

Certame aberto pelo TJ é alvo de recursos sobre prova de títulos

Por: José Luís Costa


Um em cada três cartórios extrajudiciais no Rio Grande do Sul está nas mãos de interinos, embora a Constituição exija reposição do titular em no máximo seis meses. A anomalia se deve ao fato de que há quatro anos concurso aberto pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ) para prover 162 vagas de tabeliães e registradores está sub judice.

O imbróglio é fruto de processos que chegaram até o Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) questionando a prova de títulos — uma das fases do concurso na qual são atribuídos pontos pela qualificação profissional, como especialização, mestrado e doutorado. A situação não é exclusiva dos gaúchos. Seleções em outros cinco Estados são alvo de ações semelhantes em Brasília. Em Pernambuco, a autenticidade de títulos é investigada pela Polícia Civil.

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Candidatos melhores colocados teriam apresentado certificados de cursos de pós-graduação lato sensu em Direito sem valor legal. As queixas partem de concorrentes que se sentem prejudicados.

A primeira contestação foi sobre a quantidade de títulos de ensino a distância (EaD). Alguns candidatos apresentaram dezenas de certificados de pós-graduação. Para o concurso do TJ gaúcho, um concorrente listou 12 cursos concluídos em 18 meses. Em geral, um aluno consegue estudar para até duas pós em um ano, mas a reclamação não prosperou. O concurso em questão é de 2013, assim como os de outros Estados, e no edital não havia limite de apresentação de títulos (veja abaixo).

Faculdade não estava credenciada, diz MEC

O segundo questionamento diz respeito às faculdades e universidades que forneceram os documentos. Ao menos seis instituições não teriam licença do Ministério da Educação (MEC) para ofertar os cursos, segundo o advogado mineiro Ricardo Bravo.

Tabelião em Corumbá (MS) e concorrente no concurso do TJ gaúcho, Bravo está entre os que contestam o certame em Brasília. Ele analisou certificados e garante que uma das instituições de ensino fornecedora de títulos supostamente inválidos é a Faculdades Integradas de Jacarepaguá (FIJ), no Rio de Janeiro.

Segundo Bravo, a FIJ seria responsável por 30% dos certificados apresentados por candidatos bem colocados no concurso. O advogado sustenta que a faculdade não poderia oferecer especializações em Direito a distância, por não ter credenciamento do MEC para isso:

— Ela só pode ministrar pós-graduação na área de seu conhecimento acadêmico, e o Direito não faz parte.

No cadastro do MEC, disponível na internet, consta que a FIJ tem oito cursos de graduação, entre os quais Administração, Educação Física e Enfermagem. No site, também aparecem opções de pós-graduação. São três tipos de cursos em Acupuntura.

ZH questionou o MEC sobre a FIJ. A resposta, por meio da assessoria de comunicação, é de que a faculdade nunca teve credenciamento para oferta de curso de pós-graduação lato sensu a distância em Direito. O ministério ainda confirmou que, entre agosto de 2013 e fevereiro de 2017, a FIJ foi impedida de matricular novos alunos de pós-graduação por ter iniciado a oferta desse tipo de curso fora de sua área de conhecimento.

O TJ avaliou os certificados e os considerou válidos. O CNJ deverá dar a palavra final sobre a reanálise.

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CONTRAPONTO
O que diz a FIJ

Zero Hora telefonou duas vezes para a faculdade e enviou três e-mails, incluindo um diretamente para a ouvidoria da FIJ, mas não obteve retorno.


Zero Hora