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Coreia do Norte dispara novo míssil balístico

Lançamento ocorreu no noroeste do país e foi confirmado pelo Comando do Pacífico dos Estados Unidos

Coreia do Norte dispara novo míssil balístico  | Foto: STR / YONHAP / AFP / CP

Coreia do Norte dispara novo míssil balístico | Foto: STR / YONHAP / AFP / CP

 

A Coreia do Norte disparou um míssil balístico neste sábado (domingo pelo horário local), um lançamento efetuado de uma província do norte do país, que constitui o primeiro ensaio militar de Pyongyang desde a chegada ao poder em Seul do novo presidente, Moon Jae-In. O míssil balístico, lançado da estação de Kusong, no noroeste do país, foi disparado às 05h30min do horário local (20h30min GMT) e percorreu cerca de 700 quilômetros, informou o Estado Maior Conjunto de Seul.

"O Sul e os Estados Unidos estão analisando mais detalhes sobre o míssil", disse a entidade em um comunicado sem dar mais detalhes.  O Comando do Pacífico dos Estados Unidos confirmou o lançamento. "O Comando do Pacífico dos Estados Unidos detectou e rastreou um lançamento de míssil da Coreia do Norte" aproximadamente às 20h30min GMT de sábado, disse o organismo em um comunicado, acrescentando que o tipo de míssil ainda está sendo avaliado.

Este é o segundo lançamento de um míssil em cerca de duas semanas, e o primeiro desde que o novo presidente sul-coreano Moon Jae-In chegou ao poder, após as eleições antecipadas celebradas nesta semana. Em fevereiro, Pyongyang, lançou um míssil da mesma posição e o projétil chegou a percorrer cerca de 500 quilômetros.

Após o lançamento, Moon convocou uma reunião de emergência com seu gabinete de segurança. "O presidente lamentou profundamente a provocação imprudente do Norte feita apenas alguns dias após o início da nova administração no Sul", disse o porta-voz após a reunião com assessores de segurança nacional.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, classificou o lançamento do míssil como algo "totalmente inaceitável" e como "uma grave ameaça" para Tóquio. O mísssil se manteve no ar por aproximadamente meia hora, antes de cair no mar do Japão, que fica entre os dois países, informou o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga. Outro teste, que havia sindo lançado em março, também caiu em uma área próxima ao Japão, alarmando Tóquio.

'Ya veremos'

Pyongyang fez dois testes atômicos e dezenas de testes de mísseis desde o início do ano passado, em sua tentativa de desenvolver um sistema nuclear que possa atingir o território americano. Washington advertiu que todas as opções militares estão sobre a mesa, mas recentemente o presidente americano, Donald Trump, suavizou seu discurso e disse que ficaria "honrado" de reunir-se com o líder norte-coreano Kim Jong un.

Em seu discurso de posse, Moon, que ao contrário de seus antecessores é favorável ao diálogo, disse que está disposto a visitar Pyongyang, nas "circunstâncias" adequadas. No sábado, uma alta funcionária da diplomacia da Coreia do Norte afirmou que o regime de Pyongyang aceitaria estabelecer contatos com os Estados Unidos se houver "condições adequadas".

Choe Son-Hui, chefe do departamento de América do Norte do ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, disse à imprensa no aeroporto de Pequim que seu país estabelecerá um "diálogo" com a administração do presidente Donald Trump caso existam "condições adequadas". A responsável fez essas declarações em seu regresso de Oslo, onde encontrou acadêmicos e ex-funcionários do governo americano, entre eles Thomas Pickering, ex-embaixador dos EUA, e Robert Einhorn, ex-conselheiro do Departamento de Estado para a não proliferação e controle de armas, segundo indica a agência sul-coreana Yonhap. Questionada se a Coreia do Norte está disposta a dialogar com o governo do Sul, a diplomata norte-coreana Choe respondeu em Pequim: "Já veremos".

 

AFP e Correio do Povo

OMS prevê rápido controle da epidemia de ebola na RDC

País enfrenta oitava epidemia desde descoberta do vírus

OMS prevê rápido controle da epidemia de ebola na RDC | Foto: Carl de Souza / AFP / CP

OMS prevê rápido controle da epidemia de ebola na RDC | Foto: Carl de Souza / AFP / CP

 

A epidemia de ebola anunciada nessa sexta-feira pelas autoridades de Kinshasa no nordeste da República Democrática do Congo (RDC) deve ser controlada "rapidamente", declarou neste sábado uma alta funcionária da Organização Mundial de Saúde (OMS).

"Espero que possamos controlar muito rapidamente essa epidemia", declarou Matshidiso Moeti, diretora da OMS para África, a jornalistas ao fim de uma reunião com o ministro da Saúde do Congo, Oly Ilunga, na capital Kinshasa. Essa é a oitava epidemia de ebola enfrentada pelo país desde a descoberta do vírus em seu território, em 1976. "Foram tomadas medidas com o governador (da província de Baixo Uelé) para mobilizar o sistema de saúde, mobilizar as equipes" e lutar contra a enfermidade no local, acrescentou. "Estamos dispostos a mobilizar nossos especialistas para a atendam a RDC".

A epidemia foi declarada em um área da província de Baixo Uelé. Segundo fontes humanitárias, trata-se de uma área de difícil acesso, o que complicaria a propagação dessa febre hemorrágica altamente contagiosa, embora o fornecimento de materiais, medicamentos e equipes também não pareça fácil. Na sexta-feira, foram detectados nove casos suspeitos e três das pessoas afetadas morreram, segundo a OMS.

 

AFP e Correio do Povo

Dezessete múmias são descobertas no centro do Egito

Autoridades multiplicaram anúncios sobre novos vestígios arqueológicos

Autoridades egípcias buscam relançar a atividade turística no país dos faraós | Foto: Khaled Desouki / AFP / CP

Autoridades egípcias buscam relançar a atividade turística no país dos faraós | Foto: Khaled Desouki / AFP / CP

 

Uma equipe de arqueólogos egípcios descobriu 17 múmias em catacumbas na província de Menia, um achado "sem precedentes" para esta região do centro do país, no coração de um sítio arqueológico desértico. As autoridades egípcias, que buscam relançar a atividade turística no país dos faraós, multiplicaram nos últimos meses os anúncios sobre as descobertas de novos vestígios arqueológicos.

"Descobrimos catacumbas onde havia algumas múmias", disse em uma coletiva de imprensa Salah al Juli, chefe da equipe de arqueólogos que fez a descoberta na região desértica de Tuna el Yebel, situada na governadoria de Menia, 200 quilômetros ao sul do Cairo.

Este "esconderijo de múmias" que não pertencem à realeza, um labirinto de corredores subterrâneos, abrigava "17 múmias e alguns sarcófagos" escavados em pedra ou argila, segundo um comunicado do ministério das Antiguidades, distribuído durante a coletiva de imprensa. Os arqueólogos também encontraram "caixões de animais" e "dois papiros escritos em demótico", uma forma de escrita hieroglífica simplificada utilizada durante as últimas dinastias faraônicas no Egito e até o início da era romana.

As múmias descobertas poderiam datar do período tardio (712-332 aC.), segundo o comunicado, mas a porta-voz do ministério, Nevine al Aref, afirmou que também poderiam remontar à era da dinastia ptolomaica (até 330-30 a.C.), última dinastia antes que o Egito passasse ao domínio romano. No lugar, ânforas e outras panelas de barro estavam expostas em um pequeno armário exumado nas escavações, constatou um jornalista da AFP.  

Sem precedentes

"É uma descoberta importante, sem precedentes", disse por sua vez à AFP Mohamed Hamza, chefe das escavações, dirigidas pela Universidade do Cairo. "Esta é a primeira necrópole (...) encontrada no centro do Egito com tantas múmias", disse Juli. "Isso pode indicar a presença de uma necrópole muito maior", disse. "É uma descoberta que remonta ao período greco-romano", indicou Hamza, ressaltando que o sítio arqueológico de Tuna el Yebel abriga restos que datam desta época, "entre o século III a.C e III d.C".

Além disso, o ministério anunciou em seu comunicado a descoberta em um sítio vizinho "de templos funerários romanos esculpidos em barro, nos quais foram encontradas moedas, (...) e outros objetos domésticos". O Egito autorizou recentemente vários projetos arqueológicos na esperança de fazer novas descobertas, num momento em que o setor turístico, pilar da economia egípcia, não consegue decolar, depois de vários atentados no ano passado.

 

AFP e Correio do Povo

Municípios apertam os cintos por conta da crise

Medidas de austeridade são adotadas em Porto Alegre e por cidades do interior do Rio Grande do Sul

Municípios apertam os cintos por conta da crise  | Foto: Jackson Zanini / CP Memória

Municípios apertam os cintos por conta da crise | Foto: Jackson Zanini / CP Memória

 

  • Felipe Dorneles e Mauren Xavier

A maior parcela da receita dos municípios vem do Estado e do governo federal. Desde o ano passado, porém, a queda na arrecadação fez com que os valores repassados fossem reduzidos. Associado a isso, a crise econômica, marcada pela recessão, provocou ainda a diminuição da receita própria das cidades. O cenário atual gera uma força-tarefa nas prefeituras para diminuir custos. O desafio é fazer isso sem afetar a prestação de serviço para a população.

O economista e coordenador do Núcleo de Contas Regionais da Fundação de Economia e Estatística (FEE), Roberto Rocha, explica que as dificuldades enfrentadas pelos municípios em equilibrar as contas são resultado de um cenário que vem se agravando desde 2013. Segundo ele, as medidas de controle econômico têm sido dificultadas porque, além da redução das receitas próprias, os municípios têm uma grande dependência de recursos estaduais e federais. Rocha diz que é difícil falar dos municípios de forma generalizada, uma vez que cada um tem suas características e especificidades. Porém, o cenário que levou à crise é o mesmo.

Desde 2013, problemas em âmbito federal interferiram diretamente na economia das cidades. Um deles é a desoneração dos municípios devido à diminuição da base de cálculo dos impostos, que gera redução na arrecadação federal. Quando o governo diminui o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), por exemplo, ele arrecada menos e, consequentemente, o repasse será menor. “É um grande impacto”, avalia. No Rio Grande do Sul, a crise econômica também é conhecida e, na prática, fez com que diminuísse a circulação de produtos, provocando a queda na arrecadação do ICMS, por exemplo.

Localmente, a renda menor ocasionou a redução no consumo de serviços, interferindo nas receitas municipais. “Neste momento é que entram as especificidades e a dinâmica econômica de cada município. Como cada um terá mais ou menos dificuldades para enfrentar a crise”, destaca o economista. Uma das dificuldades dos gestores é a de conviver com a queda de receitas não previstas quando já há um comprometimento de despesas, além daqueles que aumentam automaticamente, como o crescimento vegetativo da folha de pagamento. “Os municípios não possuem recursos de financiamento. A única saída é controlar as despesas”, afirma.

Potencial de arrecadação

Na prática, geralmente as ações adotadas são a redução dos serviços, as contrapartidas ou os cargos de confiança (CCs). “Porém, é preciso criar um potencial de arrecadação, não só pensar em reduzir despesas”, avalia Rocha. E a primeira dica é colocar em dia o que ficou para trás. Para ele, os municípios precisam pagar suas dívidas. Depois disso, ajustar o fluxo de caixa e investir em novos projetos. “Os municípios que já tinham gastos excessivos, realmente estão em posição mais difícil. Onde há problemas estruturais, as manobras de controle serão mais difíceis”, prevê. Alguns não possuem planejamento sobre como enfrentar a crise.

O presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Luciano Pinto, conta que no ano passado houve uma preocupação com o fechamento das contas por parte dos municípios. Este cenário motivou a realização de uma pesquisa com as prefeituras para que a Federação pudesse observar a situação de cada cidade e quais as iniciativas que cada uma delas estava tomando, ainda mais com o início das novas administrações.

O levantamento da Famurs teve uma amostra de 213 prefeituras, que representa menos da metade do total dos municípios gaúchos (497). Destas, 73,71% afirmam ter adotado alguma medida de economia. Outras 16,9% não responderam e 9,39% disseram que não foi necessário o corte de gastos. O levantamento foi realizado entre 20 de janeiro e 14 de fevereiro de 2017. Luciano Pinto projeta que as dificuldades para este ano são maiores. “É preciso haver uma pressão por parte dos prefeitos sobre os secretários, para o controle e que não gastem todo o orçamento. É preciso haver uma sobra”, destaca. Ele entende ainda ser necessário levar a sério a crise.

Um dado interessante da pesquisa foi a revelação das ações tomadas pelos municípios para enfrentar as dificuldades financeiras. O corte de cargos em comissão ocorreu em 78,34% das prefeituras e funções gratificadas, em 65,61%. Prefeituras ainda reduziram o número de horas extras (63,69%), fundiram ou diminuíram o número de secretarias (57,96%), cortaram diárias (49,04%), adotaram o turno único (38,85%) e congelaram despesas (38,22%). O estudo mostrou ainda que a maioria dos prefeitos assumiu o mandato com as contas em dia. Do total, 46,01% afirmam ter recebido as finanças com superávit e 32,86% encontraram o município com orçamento equilibrado. Em 16,90% das cidades, o gestor se deparou com um quadro de déficit nas contas. Outros 4,23% não responderam.

Ações de prevenção à crise

Para auxiliar as prefeituras, a Famurs está realizando ações de prevenção à crise com um projeto de interiorização. Reuniões são feitas com as associações dos municípios, levando informações aos prefeitos. Ele revela que há previsão de queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de R$ 350 milhões. “Será mais um grande impacto para os municípios gaúchos para este ano”, afirma o presidente da Famurs.

Luciano era prefeito de Arroio do Sal e encerrou sua gestão no ano passado. Segundo ele, a prefeitura foi entregue com um saldo positivo de R$ 1,5 milhão. Quando assumiu, há oito anos, havia um déficit de R$ 3 milhões. Para contornar a situação, no período ocorreram diversas ações relacionadas aos gastos. “É muito controle e muito planejamento. Os prefeitos precisam trabalhar com 13 meses pagando conta. Precisam se planejar e lembrar de 13º salário, pagamentos de férias, etc.”, diz.

O procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC) do Rio Grande do Sul, Geraldo Da Camino, diz que não basta os municípios criarem ações para reduzir custos. “É preciso incrementar as receitas próprias”, destaca. A orientação é que sejam promovidas iniciativas como a revisão da planta para uma cobrança efetiva de IPTU e controle e fiscalização também para a cobrança de tributos, como o ISSQN, por exemplo.

Ele explica que anualmente ocorre a prestação de contas dos municípios, e a análise ocorre caso a caso. Neste momento, é avaliado pelo MPC se houve cortes em áreas essenciais para a população, por exemplo. Por isso, os prefeitos precisam estar atentos aos percentuais mínimos de investimentos em áreas como saúde, 15% do PIB, e educação, 25%. Caso algum município não atinja os percentuais de investimentos em áreas básicas, ele precisa provar que não havia condições, de acordo com sua situação financeira. Por isso o procurador-geral orienta que os prefeitos busquem incremento na arrecadação. Desta forma, podem minimizar esforços em realizar cortes.

Da Camino destaca que problemas como o baixo montante de receita própria em relação aos repasses estadual e federal e o respeito aos percentuais mínimos de investimentos em áreas básicas não são problemas generalizados no Estado. “São situações pontuais em alguns municípios gaúchos que são analisados pelo MPC anualmente na prestação de contas”, aponta o procurador-geral.

As dificuldades atingem grandes e pequenos municípios. Em muitos deles, também há dúvidas, normalmente levantadas pelos funcionários municipais, quanto à eficácia de algumas ações. As prefeituras, por sua vez, justificam que as medidas de austeridade são indispensáveis. 

 

Prefeitura da Capital relata dificuldades

A conjunção de fatores como recessão econômica, queda na arrecadação e aumento nos gastos resultou em uma bomba sobre as finanças públicas de Porto Alegre. A capital gaúcha, de acordo com a atual gestão, enfrenta a pior recessão da história. Dentro dessa situação delicada e na tentativa de garantir a manutenção dos serviços, uma série de medidas e estratégias está em debate. Mesmo assim, o panorama não é satisfatório. De um lado, a população enfrenta dificuldades com a limitação e, em alguns casos, a precarização dos serviços. De outro, os servidores encaram a angústia do fantasma do parcelamento dos salários, indicado pela administração municipal como inevitável, repetindo um procedimento do governo do Estado. A previsão é que a repartição dos vencimentos ocorra a partir de junho.

“A cidade tem que continuar funcionando. Recebemos a prefeitura com atraso de pagamento de servidores muito grande e dívidas que superaram os R$ 500 milhões no ano passado. Assim, tomamos algumas medidas e estamos prevendo outras no sentido de ampliar a arrecadação e reduzir as despesas”, afirma o secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busato. Uma delas foi a suspensão do pagamento de fornecedores do ano passado. A estratégia é a de pagar apenas os serviços realizados em 2017. Foi identificado, por exemplo, que empresas de coleta de lixo estavam com mais de cinco meses de atraso de 2016. “Neste caso, a proposta foi que elas mantivessem os serviços e nos parcelássemos os valores já vencidos”, explica. A ideia, de acordo com Busatto, é garantir a manutenção de atividades que afetam diretamente a vida da população, como capina, tapa-buraco e creches.

Conforme ele, algumas ações também estão voltadas a longo prazo ou tratam de mudanças estruturais. Neste ponto ganha destaque a proposta de ampliação da alíquota previdenciária por parte dos servidores. “O Rio Grande do Sul já tem uma questão previdenciária muito complicada e Porto Alegre está indo para o mesmo caminho. É preciso mudar”, apontou o secretário. Para ele, a mesma visão de projeção futura está ligada à medida que trata de condicionar o reajuste dos salários dos servidores à disponibilidade financeira. Dados da Secretaria da Fazenda mostram que em 2014, a despesa com pessoal correspondia a 46,23% da receita corrente líquida, passando, em dois anos, para 49,22%, em 2016, sendo que 51,3% é considerado o limite prudencial. “Para 2017, a despesa de pessoal deve crescer 12% e a receita, na contramão, cair 7%”, sentenciou ele, destacando que nos primeiros cinco meses deste ano já foram adotadas ações no sentido de conter os gastos, como o corte de despesas e a suspensão de novas contratações.

Como esperado, ambas as propostas receberam rejeição por parte dos servidores. Segundo o diretor geral do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Jonas Reis, é preciso desmitificar parte do discurso da atual administração pública sobre a crise, uma vez que a Câmara de Vereadores aprova a elevação do teto dos vencimentos dos secretários, mas quer congelar os salários dos servidores, que ganham o mínimo. Ele cita ainda o caso do projeto que prevê o aumento da alíquota previdenciária. “Há um discurso de que o Previmpa está em crise. É o contrário. É um fundo que vem crescendo, não há por que alterar isso”, afirma.

Outro equívoco apontado pelo sindicalista é em relação ao discurso da baixa arrecadação. Segundo ele, há um comportamento das finanças ao longo do ano, em que a arrecadação cresce e a despesa cai. Outro ponto destacado é o congelamento dos salários, que é uma ação considerada inconstitucional. “Essas medidas estão penalizando o cidadão, com mais impostos, e os servidores, sem a reposição”, critica. Dentro do processo de mobilização, ele antecipa encontros ao longo da próxima semana e articulações junto aos vereadores para evitar a aprovação do pacote.

Na área da arrecadação existe uma medida polêmica que deverá ser concluída nos próximos meses que se trata da revisão do IPTU, que, segundo Busato, está há 25 anos sem atualização. Em outras palavras representa aumento de impostos. “O IPTU deve ser revisado periodicamente, porque a cidade é viva e a valorização dos imóveis muda. Isso acaba gerando desigualdades, uma vez que há bairros novos e nobres e com pagamentos de IPTU inferior”, explica Busato, alertando que o desafio será trabalhar como essa correção se dará. 

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19:01

 

Crise atinge a serra

Em Caxias do Sul, o prefeito Daniel Guerra tem a missão de zerar um déficit de quase R$ 33 milhões. E ele revela que a estimativa para os próximos 12 meses é que o déficit chegaria a R$ 126 milhões. “É uma situação muito delicada. Estamos trabalhando para reduzir estes números”, destaca. Nos 100 primeiros dias de gestão, ele cortou em 50% os cargos de confiança, gerando uma economia de R$ 10 milhões ao ano.

Ainda em relação a essa medida, Guerra encaminhou projeto de lei para a Câmara cortando a chamada verba de representação, que destinava, além do salário, um subsídio de mais 50% do valor para os cargos de comissão. São menos R$ 8 milhões por ano. “Estas foram duas ações imediatas que tomamos ao assumir a prefeitura, que já tem um impacto positivo sobre as contas”, avalia.

Guerra afirma que, além de reduzir os custos da prefeitura, tenta executar manobras para que resultem em benefícios para a população. Uma negociação com a empresa responsável pelo transporte coletivo resultou na redução de um valor de R$ 4,25 para R$ 3,40 na passagem de ônibus. “Fizemos um estudo técnico, econômico e financeiro para chegar neste valor. É um valor justo para a empresa e para a população”, conta. Além disso, o aumento na taxa da conta de abastecimento de água, que seria de 8%, ficou em 6% a partir de negociação com a companhia.

 

Correio do Povo

 

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                            Festa da Colônia apresenta produção rural de Gramado até domingo

                              Filme "Tão Longe é Aqui" foi feito por Eliza Capai a partir das memórias colhidas em uma viagem pela África - Crédito: Cinema Universitário Ufrgs / Divulgação / CP

                              Cinema

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                                  Música

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                                  Chikungunya passa de 13 mil casos no Ceará e coloca cidades em alerta

                                  De nome esquisito e capacidade de, literalmente, derrubar uma pessoa, a febre chikungunya tem feito dezenas de doentes no Ceará a cada semana. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e do vírus Zika, e chega a ser mais debilitante que a duas enfermidades. O avanço da doença acionou o alerta no estado.

                                  “Começou com uma febre muito alta, de repente, e com as dores nas juntas: pontas dos dedos, ombros, joelhos, pés. É uma dor insuportável, a ponto de eu não conseguir me levantar e me mover nos primeiros dias. Eu não sentia fome nem sede e fiquei muito inchada. Havia alguns casos no meu bairro e eu já sabia como a doença evoluía”, conta a jornalista Talita Sales, 31, que teve a doença há um mês.

                                  No último boletim epidemiológico das arboviroses (dengue, Zika e chikungunya), a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) contabilizou 13,3 mil casos de chikungunya confirmados até a 19ª semana de 2017 e uma taxa de incidência de 465 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2016, a Sesa classificou o cenário da doença como epidêmico: 31,4 mil casos foram confirmados em 139 dos 184 municípios cearenses.

                                  Mosquito da dengue, Aedes aegypti

                                  Mosquito Aedes aegypti transmite também a febre chikungunyaArquivo/Agência Brasil

                                  Características

                                  Embora guarde semelhanças com a dengue e a zika, a chikungunya tem características que podem explicar a rápida disseminação do vírus, segundo a coordenadora de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, Daniele Queiroz. Quando a pessoa é picada pelo Aedes aegypti, os sintomas começam de forma mais precoce (sobretudo febre alta e dores nas articulações) e o vírus permanece no doente por cerca de 10 dias. Se ela for picada várias vezes nesse período, os mosquitos disseminam a doença com mais rapidez.

                                  O vírus da chikungunya se multiplica no mosquito em apenas 2 dias (o vírus da dengue leva de 8 a 12 dias para passar por esse processo; só após esse período é que o mosquito começa a transmiti-lo). Estima-se ainda que, de cada 10 pessoas picadas pelo Aedes aegypti, pelo menos 7 desenvolvam a chikungunya. “Isso dá a característica de epidemia explosiva”, explica a coordenadora.

                                  Daniele Queiroz também aponta como possível explicação para o avanço da doença no estado o fato de boa parte dos municípios sofrerem com a falta d'água nos períodos de seca. “Se não chove, há o armazenamento de água de forma indevida que pode caracterizar foco do mosquito. Se chove, para garantir o abastecimento da família, também pode haver esse armazenamento indevido, além do acúmulo em recipientes e locais expostos à chuva.”

                                  Ela também aponta a mudança de comando nas prefeituras este ano, quando as ações de combate ao Aedes aegypti acabaram sendo paralisadas durante a transição dos ex-prefeitos para os eleitos no ano passado. O período entre novembro e dezembro é quando começam as surgir as arboviroses.

                                  “Metade das cidades já está com índice de incidência de chikungunya acima de 100 casos para 100 mil habitantes, o que já é considerado estado de alerta”, explica Daniele.

                                  Das 184 cidades cearenses, 130 receberam cartas de alerta este ano. Entre as atividades desenvolvidas pela Sesa de combate estão: colocação de telas em caixas d'água e outros recipientes que armazenem água; o uso do fumacê, veículo que pulveriza um tipo de substância que mata os mosquitos adultos; e visitas compulsórias a residências e terrenos fechados ou abandonados (ocorrem quando o proprietário do imóvel não responde às notificações dos agentes de endemias).

                                  “Se a comunidade não se ver como parte importante do processo, nunca vamos conseguir controlar o mosquito. Grande parte dos focos estão nas residências e nos locais de trabalho”, ressalta.

                                  Brasília - Agentes distribuem panfletos e conscientizam moradores de Brazlândia no Dia de Mobilização Nacional contra o Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e do vírus Zika (Marcelo

                                  O mosquito Aedes aegypti se reproduz em locais com água paradaMarcelo Camargo/Agência Brasil

                                  Na última semana, a Prefeitura de Fortaleza lançou campanha educativa para intensificar o engajamento da população. Foram liberados ainda R$ 500 mil para o desenvolvimento de pesquisas sobre a chikungunya por um grupo de especialistas locais.

                                  “Este ano, temos a intenção de informar mais ainda as pessoas. A chikungunya é uma doença nova que tem assustado, principalmente por conta das dores”, diz a secretária da Saúde de Fortaleza, Joana Maciel,

                                  A capital cearense responde por 8.073 casos de chikungunya confirmados no estado. Dentro do país, conforme dados do Ministério da Saúde, Fortaleza aparece em primeiro lugar no ranking de incidência entre cinco cidades com mais de 1 milhão de habitantes. O acumulado de janeiro a abril soma 560 casos por 100 mil habitantes.

                                  A campanha prevê incentivar escolas e empresas a formarem brigadas de combate aos focos do Aedes aegypti.“É preciso atentar para os criadouros e para o ciclo de vida do mosquito, que é de sete dias [entre a colocação dos ovos em uma superfície de água e o desenvolvimento do mosquito adulto]. Por isso, é importante que as pessoas procurem nas suas casas focos a cada sete dias.”

                                  Sintomas podem durar meses

                                  Um mês depois de ter a febre chikungunya, a jornalista Talita Sales ainda convive com dores. “Todos os dias, ao acordar, eu sinto muita dor nas mãos, a ponto de não conseguir fechar o botão da blusa, e meus pés ainda estão muito inchados.”

                                  Já a empresária Maria José Carvalho, 60 anos, teve a doença há um ano e ainda sente dores nas articulações. “Na época, fiz um tratamento intenso. Melhorei, comecei a andar e a pegar as coisas com as mãos, que estavam rígidas. Após um ano da doença, continuo em tratamento com um reumatologista e tem dias que ainda sinto dores nas articulações.”

                                  Alguns casos podem gerar sintomas crônicos, sobretudo dores. Nestas situações, se após três meses ainda houver dor, é recomendado buscar novamente um médico para verificar a necessidade de tratamento.

                                  Crianças, idosos e portadores de doenças preexistentes são considerados mais vulneráveis ao vírus. Nestes casos, a recomendação é de que a pessoa, independentemente da intensidade das dores, procure um posto de saúde ou outro local de atendimento médico.

                                  “Se o paciente é hipertenso, ele vai ter picos hipertensivos. Se é diabético, vai registrar alteração de glicemia repentina. A chikungunya descompensa qualquer condição de base e altera o perfil de adoecimento e morte”, explica a coordenadora Daniele Queiroz.

                                  Segundo a coordenadora, a literatura médica diz que, embora incapacitante, a doença, em geral, não leva à mortes. No entanto, em 2016, segundo o Ministério da Saúde, o Ceará registrou 26 óbitos. Neste ano, cinco pessoas morreram em janeiro por complicações da doença.

                                  No Ceará, foram registrados sintomas atípicos, como alterações de memória e a perda de força nos membros inferiores.

                                   

                                  Agência Brasil

                                  RGE Sul demite mais de 100 trabalhadores no RS

                                  A RGE Sul está dispensando funcionários nesta sexta-feira em várias cidades do Rio Grande do Sul. Somente para o Sindicato dos Eletricitários, a empresa informou que serão 115 dispensas de trabalhadores da categoria.

                                  Segundo a presidente interina do Senergisul, Ana Maria Spadari, o argumento foi reestruturação da empresa. A RGE Sul é a antiga da AES Sul, que teve o nome alterado quando a empresa foi comprada em 2016 pela CPFL Energia, que também é dona da RGE.

                                  - Nós vamos pedir a suspensão das demissões na Justiça. É demissão em massa e isso exige negociação prévia com o sindicato dos trabalhadores, o que não ocorreu. – afirma Ana Maria.

                                  Pelas homologações que a presidente já analisou, são principalmente trabalhadores jovens.

                                  - A maioria tem até 30 anos, pelo que já observamos.

                                  Conforme o site da empresa, a RGE Sul atende 1,3 milhão de clientes no Rio Grande do Sul.

                                  Posicionamento enviado pela empresa a partir do nosso contato:

                                  “O Grupo CPFL esclarece que desde do mês de novembro de 2016 um plano de transição tem sido implementado, com foco no respeito às pessoas, no aproveitamento dos profissionais e no compartilhamento das melhores práticas.
                                  A empresa adotou algumas alternativas para evitar um número maior de desligamentos como congelamento das novas contratações e o máximo de aproveitamento dos cargos em todas as áreas da empresa, desde então, não tem medido esforços para mitigar ao máximo os impactos dessas ações nos colaboradores.
                                  No entanto, em processos de aquisição e fusão é natural que haja potencial de sinergia entre áreas. No dia de hoje, foram desligados aproximadamente 100 colaboradores dos mais de 2.400 que compõem o quadro da RGE Sul.
                                  Agradecemos aos colaboradores pelas contribuições, comprometimento e empenho dedicados à RGE Sul ao longo de suas trajetórias profissionais na companhia.”

                                  Blog Acerto de Contas

                                  Enem 2017 já tem mais de 3 milhões de inscritos

                                  O número de inscritos para participar das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já ultrapassou os 3 milhões. Até as 18 horas de hoje (13), já haviam se inscrito 3.059.538 de candidatos, segundo informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os interessados em participar do exame podem se inscrever pela internet, no site do Enem, até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 19 de maio. A expectativa é que cerca de 7 milhões se inscrevam para as provas deste ano.

                                  Saiba Mais

                                  As inscrições começaram na última segunda-feira (8). As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro. Para concluir a inscrição, o candidato deve pagar a taxa do exame que, este ano, é R$ 82. O prazo para que isso seja feito vai até o dia 24 deste mês.

                                  Pelas regras do edital, estão isentos da taxa os estudantes de escolas públicas que concluirão o ensino médio este ano, os participantes de baixa renda que integram o CadÚnico e os que se enquadram na Lei 12.799/2013 que, entre outros critérios, isenta de pagamento aqueles com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.405,50.

                                  O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

                                  Caso haja algum problema na hora da inscrição, os candidatos podem ligar para o Inep pelo telefone 0800 616161. O atendimento é das 8h às 20h, no horário de Brasília.

                                   

                                  Agência Brasil

                                   

                                  Presentes do Dia das Mães têm até 78% de impostos embutidos, aponta pesquisa

                                  Os brasileiros gostam de dar presentes no Dia das Mães, considerada pelos lojistas a segunda melhor data do comércio, perdendo apenas para o Natal. O que poucos param para pensar no momento de optar por um buquê de flores, um perfume, uma bolsa ou um tablet é na carga tributária embutida nesses produtos.

                                  Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), que calculou o percentual em impostos estaduais, federais e municipais sobre os itens mais procurados para presentear as mães, a carga pode chegar a 78,43%. Trata-se do percentual em impostos incidente sobre um perfume importado, de acordo com a pesquisa. O perfume nacional, com 69,13%, não fica atrás. Em terceiro lugar entre os mais tributados vem a maquiagem importada, com carga de 69%.

                                  Comércio

                                  Carga tributária de presentes mais procurados para as mães pode chegar a 78%Tânia Rego/Agência Brasil

                                  A maquiagem nacional e as joias também ficam mais caras por causa dos impostos, respectivamente 51% e 50,44%. O mesmo vale para a água-de-colônia, com carga tributária de 50,38%, e para um aparelho MP3 ou Ipod, com 49,45% do valor correspondente a impostos.

                                  Quem levar uma calça jeans pagará 38,53% em impostos e no caso de uma camisa, 34,67%. Nem as tradicionais flores escapam do peso dos tributos, com carga tributária de 17,71% sobre o buquê. Levar a mãe a um restaurante também implica em gastar em impostos: 32,31%, de acordo com o levantamento (confira a lista completa da pesquisa abaixo).

                                  O presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, afirma que esses itens têm a tributação alta por serem bens de consumo, considerados supérfluos. “O nosso sistema é voltado para ter a maioria dos tributos sobre o consumo. Não temos muitos países que arrecadam dessa forma. Nos Estados Unidos, Europa, a tributação é concentrada na renda e no patrimônio”, afirma.

                                  Segundo Olenike, a intenção ao concentrar a tributação sobre o consumo, à época da elaboração da Constituição de 1988, era criar facilidade para União e estados arrecadarem recursos. “Entendia-se que, com a tributação sobre a renda, os lucros não seriam tão altos já que o Brasil não é um país tão rico. A ideia era tributar os produtos e atividades que são menos essenciais. Mas os governos realmente a deturparam. Hoje, 70% da arrecadação brasileira vem do consumo”, informa.

                                  Reforma tributária

                                  O pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) José Matias-Pereira, especialista em administração e finanças públicas, avalia que o modelo de tributação sobre o consumo revelou-se equivocado e penaliza os mais pobres. “A tributação indireta que recai sobre alimentos, roupas, é extremamente injusta com as pessoas que ganham menos. As pessoas pobres acabam pagando mais. A sociedade precisa começar a se envolver e exigir que o governo faça uma reforma tributária”, disse.

                                  Ele cita como exemplo de alternativa ao sistema atual a tributação sobre heranças. “Nos Estados Unidos, quando uma pessoa morre, a metade da herança o governo recolhe. Quando alguém morre está financiando a educação, a tecnologia. No Brasil, quando a gente fala em impostos sobre herança e grandes capitais, as nossas formas de tributação são muito suaves”, destaca.

                                  Matias-Pereira afirma ainda que, embora o Brasil tenha uma carga tributária próxima à de países desenvolvidos, o retorno para a população não acontece. “O Estado brasileiro é extremamente competente para tributar e incompetente para devolver esses tributos a seus contribuintes. Temos um país que arrecada 33%, 34% do PIB [Produto Interno Bruto, soma das riquezas de um país] em impostos. Está no nível dos países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne países desenvolvidos], mas o retorno para nós é semelhante à situação de países de terceiro mundo”, analisa. 

                                  No final do ano passado, o governo disse que umas prioridades deste ano será a reforma tributária, para tornar a legislação mais simplificada.

                                  Veja a carga tributária dos itens mais procurados para o Dia das Mães:

                                  Água de colônia (nacional): 50,38%
                                  Almoço em restaurante: 32,31%
                                  Aparelho MP3 ou iPOD: 49,45%
                                  Bolsa de Couro: 41,52%
                                  Bota: 36,17%
                                  Buquê de flores: 17,71%
                                  Calça de tecido: 34,67%
                                  Calça jeans: 38,53%
                                  Camisa: 34,67%
                                  Computador acima de R$ 3 mil: 33,62%
                                  Computador até R$ 3 mil: 24,30%
                                  iPad/tablet: 39,12%
                                  Joias: 50,44%
                                  Livros: 15,52%
                                  Maquiagem nacional: 51,04%
                                  Maquiagem importada: 69,04%
                                  Pacote viagem: 29,56%
                                  Perfume importado: 78,43%
                                  Perfume nacional: 69,13%
                                  Porta retrato: 43,47%
                                  Relógio: 53,14%
                                  Roupas: 34,67%
                                  Secador de cabelos: 47,88%
                                  Serviço de TV por assinatura: 46,12%
                                  Teatro e cinema: 30,25%
                                  Telefone celular: 33,08%
                                  Televisor: 44,94%

                                  *Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT)

                                   

                                  Agência Brasil