Lula tentou impedir CPI da Petrobras em 2009, lembra Álvaro Dias

O senador Álvaro Dias (PV-PR) ironizou em vídeo publicado nas redes sociais a declaração de Lula de que não sabia da corrupção na maior estatal brasileira.

"Imagine se soubesse. Lá em 2009, quando propus a instalação da CPI da Petrobras no Senado, ele tentou impedir. Depois, ele próprio liderou uma verdadeira operação de guerra para abafar a CPI".

Dias detalhou o que aconteceu e concluiu:

"Mais do que saber e ser cúmpiice, Lula foi o artífice exponencial dessa monumental roubalheira da Petrobras agora exposta aos olhos da nação pela Operação Lava Jato."

Assista.

 

http://www.oantagonista.com/posts/lula-tentou-impedir-cpi-da-petrobras-em-2009-lembra-alvaro-dias

Índio quer apito? Não! Índio quer é trabalho!!!

 

Que oportunistas safados, aproveitando-se do sentimento de culpa da elite, montaram um tremendo esquema de exploração indígena no país, isso qualquer pessoa minimamente atenta já percebeu. Os índios, ou muitas vezes “índios”, são apenas mascotes para a sensação de “pureza moral” dessa elite culpada, e massa de manobra para marginais encastelados em ONGs, que dominam cerca de 13% do território nacional com a desculpa de proteger as reservas indígenas.

Os líderes andam de carrões importados, em conluio com os corruptos do governo, enquanto a imensa maioria de índios vive numa espécie de “favela rural”, o mesmo fenômeno dos assentamentos do MST e dos quilombolas. Tudo um esquema enorme de desvio de recursos, com muitos interesses em jogo, e pouca gente com coragem para desafiar a turma poderosa envolvida.

Na narrativa da esquerda, portanto, índio quer apito, ou seja, em nome do romantismo inspirado no “bom selvagem” de Rousseau, essa gente está disposta a condenar inúmeros seres humanos ao eterno atraso, miséria e incultura. Mas quando vamos escutar os próprios índios, a história é diferente. Índio quer, no fundo, aquilo que nós todos queremos: trabalho! Quer o direito de melhorar de vida, de participar do progresso capitalista, de aumentar sua expectativa de vida e a de seus filhos.

A Funai está no epicentro de novas tensões agora, pois seu comando foi alterado com acusações de corrupção. Um militar assumiu a entidade. Há uma disputa entre os que desejam manter o status quo, prejudicial aos próprios índios, e os que querem romper esses grilhões, dando aos indígenas a oportunidade de trabalhar e prosperar. Vejam, por exemplo, a breve fala do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC):

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A indicação recentemente do advogado Ubiratran Maia para um cargo no Ministério da Justiça gerou forte reação, mostrando que a patota organizada não vai aceitar ninguém de fora com um discurso mais aberto:

O deputado ruralista Luís Carlos Heinze (PP-RS) enviou uma carta à presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai) com a indicação do nome do advogado Ubiratan de Souza Maia, para ocupar o cargo de coordenador-geral de licenciamento da autarquia vinculada ao Ministério da Justiça.

A indicação foi enviada diretamente ao presidente da Funai, Antonio Fernandes Toninho Costa, no dia 20 de janeiro. No ofício, ao qual a reportagem teve acesso, Heinze, que em 2013 chegou a declarar que os índios e homossexuais fazem parte de “tudo que não presta”, afirma que Ubiratan tem origem indígena, da etnia wapichana, de Roraima, e que se identifica com “os melhores princípios que devem orientar um cidadão de bem”.

Ubiratan de Souza Maia enfrenta extrema resistência de movimentos sociais e ambientais. Em abril do ano passado, em reunião da CPI da Funai, da qual Heinze foi vice-presidente, Ubiratan defendeu o arrendamento de terras indígenas para agricultores, o que é proibido por lei.

Arrendar as terras para ter uma renda extra? Não pode! Pecado mortal! Permitir a exploração conjunta com empresas do agronegócio, lembrando que estamos falando de 13% do território nacional? Criminosos! A única solução aceita pela esquerda é manter essa vasta área como uma espécie de “zoológico humano”, para que índios sejam mantidos reféns do atraso, massageando o ego da elite culpada e, claro, permitindo a exploração ilegal nas regiões. Alguns ganham muito com isso!

O leitor pode conhecer um pouco mais das ideias de Ubiratran Maia aqui. O título já mostra se tratar de alguém alinhado com o presente, disposto a trazer o povo indígena para o século XXI: “Empreendedorismo e propriedade: solução para o desenvolvimento indígena”. O subtítulo expõe o cerne da questão: Enquanto boa parte dos indígenas deseja trabalhar e progredir, outra parte é manipulada, sobretudo pela FUNAI, órgão governamental cuja atuação se tem caracterizado pelo incentivo à luta de classes, jogando comunidades indígenas contra produtores rurais. – A quem aproveita esse conflito?

Nessa reportagem, vemos como o advogado Ubiratran Maia tem ajudado os índios de sua tribo e outras a conhecer o progresso capitalista, com parcerias com multinacionais que poderão melhorar e muito a qualidade de vida desses povos. Eis um trecho:

Atendendo a pedido do blog, Ubiratran explica em poucas linhas o que deseja para si e para seu povo indígena:

É chegado o tempo do desenvolvimento indígena, o modelo dos Estados Unidos ou o modelo canadense servem como referência para se alcançar o pleno desenvolvimento econômico e social das comunidades indígenas brasileiras. O governo do Presidente Michel Temer deve ser audacioso e não pode se acovardar diante de organismos internacionais que visam tão somente manter os índios num marasmo de miséria e o Brasil numa escala constante de subdesenvolvimento. As parcerias agropecuárias, a mineração em terras indígenas bem trabalhada, o turismo, parcerias em grande empreendimentos hidrelétricos bem como na exploração de petróleo, podem oportunizar arrecadação para o Brasil e uma efetiva melhora na qualidade de vida dos povos indígenas, tal desejo já está manifestado por muitas comunidades e povos indígenas Brasil afora. É necessário o governo Temer viabilizar as políticas necessárias e imprescindíveis para tanto.

Espero que o governo Temer tenha a coragem de comprar essa briga, em nome da justiça e do progresso. Enquanto a esquerda dos ambientalistas, quilombolas, invasores do MST e demais “movimentos sociais” enxerga nos índios apenas mascotes ou peões em seu jogo pérfido de exploração ilegal, há milhares de índios querendo trabalhar, melhorar de vida, ter acesso aos mesmos bens e conforto que temos.

Índio quer apito? Só na ilusão dos românticos ou no discurso cafajeste dos corruptos. Índio quer é trabalho!

Rodrigo Constantino

Dia das Mães: balanço aponta queda de 4% nas vendas no Rio Grande do Sul

Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo esperava igualar as vendas de 2016, que chegaram a R$ 400 milhões

Bibiana Dihl
bibiana.dihl@rdgaucha.com.br

Foto: Felipe Nyland /Agencia RBS

Saiba mais

Balanço preliminar da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV) aponta queda de 4% nas vendas para o Dia das Mães em relação ao ano passado no Rio Grande do Sul. Os dados serão consolidados nesta segunda-feira (15). Em 2016, foram comercializados aproximadamente R$ 400 milhões.

A associação projetava igualar as vendas do ano anterior, já que o Dia das Mães é considerada a segunda melhor data para o movimento no comércio, perdendo apenas para o Natal. O presidente da AGV, Vilson Noer, aponta a chuva e as temperaturas mais amenas como os principais motivos para a queda.

Conforme Noer, a maior parte das compras para o Dia das Mães costuma ser feita na sexta e sábado anteriores à data. No entanto, como grande parte do Estado registrou chuva nestes dias, as lojas de rua receberam menos clientes do que o esperado. Os shoppings, no entanto, tiveram desempenho positivo.

Além disso, as temperaturas mais amenas fizeram com que os consumidores não buscassem calçados e roupas mais quentes, o que costuma ser comercializado na data. Com isso, o setor de cosméticos e de perfumaria cresceu. O ticket médio esperado era de R$ 100, mas ficou em torno de R$ 90.

A AGV espera recuperar o saldo negativo ainda no mês de maio, caso as temperaturas caiam. Se isso não acontecer, a expectativa é melhorar o desempenho nas vendas no Dia dos Namorados. 

Gaúcha

 

Emmanuel Macron toma posse no Palácio do Eliseu na França

 

 

Com 39 anos, Macron é o mais jovem líder do país, desde Napoleão..

Lula se esforçou em pagar dívidas de Haddad, diz Mônica Moura

Empresária afirmou que a campanha do petista custou ao todo R$ 50 milhões

Lula se esforçou em pagar dívidas de Haddad, diz Mônica Moura | Foto: Nelson Almeida / AFP / CP

Lula se esforçou em pagar dívidas de Haddad, diz Mônica Moura | Foto: Nelson Almeida / AFP / CP

 

A empresária Mônica Moura disse ao Ministério Público Federal, em depoimento que integra sua delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, que ouviu do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou "pessoalmente" em resolver o pagamento via caixa 2 das dívidas da campanha do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo em 2012.

Mônica afirmou que a campanha do petista custou ao todo R$ 50 milhões, dos quais R$ 30 milhões foram pagos de forma oficial pelo PT e R$ 20 milhões por meio de caixa 2. Segundo ela, a parte não contabilizada deveria ter sido paga pelo PT (R$ 5 milhões) e pela Odebrecht (R$ 15 milhões). A empresária disse que a empreiteira pagou sua parte, mas o PT não. A dívida do partido, então, teria sido paga pelo empresário Eike Batista, a pedido do ex-presidente Lula.

"A Odebrecht honrou os compromissos. (...) Ficou mais uma vez pelo PT, que não pagou a parte combinada em dinheiro. Dessa vez, acho que o PT não pagou parte combinada em dinheiro nenhuma. Ficou protelando, protelando, protelando, protelando e não pagou. Recebi, então, na verdade, todo o dinheiro por dentro e todo dinheiro da Odebrecht. E a dívida rolou para 2013", declarou a empresária no depoimento.

Segundo ela, em 2013, Vaccari a chamou e disse que Lula "tinha mandado resolver o problema da dívida". "Então o Vaccari me chama um dia lá no Instituto Lula e diz: o presidente Lula está empenhado em pagar essa dívida. Não se preocupem, porque ele já conseguiu resolver. E que um empresário amigo deles ia pagar essa dívida", conta. O empresário seria Eike e o pagamento teria sido feito por meio de uma transferência de uma empresa dele no Panamá para uma conta do casal na Suíça.

João-Sem-Braço Mônica contou que, antes de a dívida ser paga, chegou a cobrar Haddad diversas vezes pelo dinheiro, mas o ex-prefeito sempre se esquivava. Segundo ela, Fernando, como costumava chamá-lo, sabia que se tratava de caixa 2. "O Haddad não participava muito. Da negociação, nunca participou. Durante a campanha, como houve muito atraso, a gente falava com ele. Aí eu falava abertamente com ele, que está atrasando. Ficava claro que era dinheiro por fora".

"Ele mandava procurar o Vaccari. Tanto é que depois que acabou a campanha, ele já prefeito, e com essa dívida, não eu, mas Vaccari me dizia: pô, eu converso com o Haddad, e ele faz de conta que não tem a ver com isso. Ele (Vaccari) dizia: pô, ele agora é prefeito, era fácil de ele conseguir alguma empresa que pagasse isso para vocês, mas ele tira o corpo fora como se não fosse com ele. Então, o Haddad meio que fazia, sabe, o João-Sem-Braço", contou a empresária.

No depoimento, Mônica afirmou que o pagamento das dívidas só foi solucionado após João Santana conversar com Lula. "O João dizia para ele que a situação estava dramática, que estava se acumulando dívidas, que estava se criando quase uma central de dívidas com a gente. Tanto é que não achei estranho quando Vaccari me disse que o presidente Lula se empenhou pessoalmente em resolver esse problema e que um empresário amigo dele ia resolver a dívida", disse.

Mente A defesa do ex-presidente Lula afirmou que ele é inocente. "A Lava Jato investe numa fábrica de delatores para falarem o nome de Lula em troca de vantajosos benefícios. Mas a palavra de delator não tem valor de prova, segundo a lei, ao contrário da palavra de testemunhas", afirmou o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente nos processos da Lava Jato.

Haddad, por sua vez, afirmou que a empresária mente no depoimento. Ele disse que nunca cobrou nenhum recurso além do contratado na campanha de 2012. Segundo ele, os R$ 30 milhões pagos de forma oficial englobavam o primeiro e segundo turno da campanha. "Nunca falou ou propôs qualquer arrecadação via caixa 2 ou qualquer adicional ao que fora combinado". Ele também disse que "jamais foi informado" sobre eventual colaboração da Odebrecht ou de Eike.

Veja a íntegra da nota de Haddad: "Mônica Moura mente. Nunca cobrou nenhum recurso além do que foi contratado na campanha de 2012, cujo valor de R$ 30 milhões, englobava primeiro e eventual segundo turno. Nunca falou ou propôs qualquer arrecadação via caixa 2, ou qualquer adicional ao que fora combinado. Quanto à eventual colaboração da Odebrecht ou do empresário Eike Batista, isso jamais foi informado.

Prova cabal é que a administração, em março de 2013, cancelou obra do túnel da avenida Roberto Marinho, cujo projeto original era de 300 metros e que, na gestão Kassab, havia se transformado em três quilômetros. Obra que, aliás, beneficiava não só a Odebrecht, como praticamente todas as empreiteiras envolvidas na Lava Jato. Além disso, a Odebrecht, especificamente, teve negada sua pretensão de recompra de títulos emitidos pela Prefeitura, no valor de R$ 420 milhões, por conta de apoio a construção da Arena Corinthians com o objetivo da cidade de São Paulo abrigar a abertura da Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Mônica Moura jamais apresentou qualquer documento que justificasse a necessidade de suplementação dos recursos destinados a campanha eleitoral. Como também, em nenhum momento foi autorizada pelo candidato ou pelo tesoureiro da campanha a captar recursos via Caixa 2".

 

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Chefes de Estado estão em Pequim para cúpula sobre infraestrutura

A chamada "ponte dourada na estrada da seda", estrutura montada do lado de fora do centro de convenções onde será realizado o Fórum do Cinturão e da Rota para a Cooperação Internacional (Xinhua/Direitos Reservados)

A chamada "ponte dourada na estrada da seda", estrutura montada do lado de fora do centro de convenções onde será realizado o fórum Xinhua/Direitos Reservados

Chefes de Estado e de Governo já estão em Pequim para participar do Fórum do Cinturão e da Rota para a Cooperação Internacional (Belt and Road Forum for International Cooperation, em inglês) que visa a aumentar o investimento em projetos de infraestrutura em países da Ásia, da Europa e da África.

O evento, que tem início amanhã (14) e deve contar com a presença de quase 30 líderes mundiais, é o mais importante desde que a iniciativa Um Cinturão, Uma Rota (One Belt, One Road) foi lançada em 2013 pelo presidente chinês, Xi Jinping.

Os líderes começaram a chegar à capital chinesa na quinta-feira (11) para participar do fórum e fazer visitas de Estado. Os primeiros-ministros da Espanha, Mariano Rajoy, e da Grécia, Alexis Tsipras, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, são alguns dos chefes de Estado e de Governo que já estão em Pequim. Os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, e do Chile, Michelle Bachelet, são os únicos líderes da América Latina que vão participar do evento.

A ideia da iniciativa chinesa é promover uma rede de infraestrutura, comércio e cooperação econômica ao longo dos mais de 60 países que compõem o que Pequim pretende estabelecer como uma Nova Rota da Seda, revivendo no século 21 as rotas milenares que conectavam o Ocidente e o Oriente.

O governo tem enfatizado que a iniciativa não foi proposta para beneficiar apenas a China. Nos documentos e declarações, as autoridades têm ressaltado que o objetivo é promover desenvolvimento mútuo e compartilhado com os países que quiserem participar dessa nova articulação internacional.

Saiba Mais

“A iniciativa Um Cinturão, Uma Rota é aberta e inclusiva. Damos as boas-vindas para que todas as partes [do mundo] participem”, disse ontem (12), em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, após ser perguntado sobre a participação da delegação norte-americana no fórum.

Nova Rota da Seda

A iniciativa é composta pelo Cinturão Econômico da Rota da Seda, que busca ligar a China por meio de ferrovias e rodovias aos países da Ásia, da Europa e da África, e pela Rota da Seda Marítima do Século 21, cujo foco são os investimentos em modernização de portos nas regiões abrangidas pela proposta chinesa.

Para apoiar as obras de transporte, energia e telecomunicações, foi estabelecido em 2014 o Fundo da Rota da Seda, com US$ 40 bilhões de recursos. Além do fundo, em 2015, a China criou o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura que, segundo o governo, já aprovou financiamento para projetos no valor de US$ 1,7 bilhão.

Fórum

As discussões da reunião de alto nível deverão se concentrar nas áreas de obras em infraestrutura, investimento industrial, cooperação econômica, comercial, financeira e marítima, recursos energéticos, intercâmbio cultural e meio ambiente. A expectativa do governo chinês é que sejam firmados cerca de 50 acordo de cooperação.

Além de líderes mundiais, são esperados o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

O embaixador do Brasil na China, Marcos Caramuru, e o secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Hussein Ali Kalout, vão representar o Brasil no fórum internacional.

 

Agência Brasil

Cláudia Cruz pede absolvição ao juiz Sérgio Moro

Advogados alegaram que recursos irregulares não entraram na conta da jornalista

Cláudia Cruz pede absolvição ao juiz Sérgio Moro | Foto: Evaristo Sa / AFP / CP Memória

Cláudia Cruz pede absolvição ao juiz Sérgio Moro | Foto: Evaristo Sa / AFP / CP Memória

 

Ré em ação penal por crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro supostamente oriundo do esquema de propinas atribuído a seu marido, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ), a jornalista Claúdia Cruz alega, por meio de seus defensores, que o próprio magistrado reconheceu que sua conta na Suíça "não recebeu qualquer valor proveniente dos supostos atos de corrupção na África".

Em alegações finais, fase derradeira do processo, os advogados de Cláudia destacam que "esses recursos permaneceram nos trusts de Eduardo Cunha". "Portanto, os valores gastos nos cartões de crédito não têm qualquer relação com a suposta corrupção".O documento é subscrito pelos advogados Pierpaolo Bottini, Cláudia Vara San Juan Araújo, Stephanie Guimarães e Igor Tamasauskas.

Em abril, também em alegações finais, a força-tarefa do Ministério Público Federal pediu condenação de Claúdia a pena de prisão 'em regime fechado'. Os procuradores sustentam que a conta da mulher do ex-presidente da Câmara recebeu mais de US$ 1 milhão 'provenientes de crimes praticados pelo marido'. O dinheiro teve origem, destacam os investigadores, na propina que o peemedebista teria recebido em negócio da Petrobrás na compra de campo de petróleo de Benin, na África, em 2011.

A defesa de Cláudia rechaça essa versão e usa como argumento principal trecho da sentença que o próprio juiz Moro impôs a Eduardo Cunha - 15 anos de prisão na Lava Jato.

Na sentença contra o peemedebista, Moro destacou, na página 98, que os valores depositados na conta de Cláudia Cruz 'não foram provenientes de vantagem indevida decorrente do contrato de aquisição pela Petrobrás dos direitos de exploração do Bloco 4 em Benin'.

Os criminalistas Pierpaolo Bottini, Cláudia Vara San Juan Araújo, Stephanie Guimarães e Igor Tamasauskas são os defensores de Cláudia. Eles alegam que o dinheiro gasto com cartões de crédito de Cláudia tem origem diversa, 'de outros recursos de Eduardo Cunha, sobre os quais não pesam quaisquer suspeitas'.

"Inviável a condenação nos termos da imputação em questão, uma vez que não se atribuí à defendente (Cláudia) nada além de receber valores de trusts dos quais seu marido é beneficiário, não havendo qualquer elemento que indique a ilicitude destes recursos", sustentam os advogados em uma peça de 169 páginas.

Nas alegações, os advogados requereram preliminarmente a Moro que desconsidere e tire dos autos os termos de delação premiada de Hamylton Padilha e Nestor Cerveró (ex-diretor de Internacional da Petrobrás) 'em razão da indisponibilidade dos registros audiovisuais das oitivas em questão'.

Os defensores pedem, ainda, que o juiz determine a tradução dos documentos que dão base à acusação - contratos entre CBH e República de Benin, extratos e documentos bancários, íntegra das investigações empreendidas na Suíça, sendo reabertos os prazos para requerimento de diligências.

A defesa de Cláudia pede também que 'seja reconhecida a ilicitude da prova oriunda da Suíça, em virtude das máculas que recaem sobre a cooperação jurídica internacional, sendo determinado o seu desentranhamento dos autos'. "Seja a defendente absolvida nos termos do artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal, em razão de não constituírem infração penal os fatos imputados pela acusação". Alternativamente, eles sugerem a Moro que caso não absolva Cláudia, que aplique a ela penas mínimas.

 

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Ex de Marta Suplicy recebia R$ 20 mil sem trabalhar, diz casal de marqueteiros

Em depoimento, João Santana explicou que recursos foram pagos quando senadora era do PT

Ex de Marta Suplicy recebia R$ 20 mil sem trabalhar, diz casal de marqueteiros | Foto: André Ávila / CP Memória

Ex de Marta Suplicy recebia R$ 20 mil sem trabalhar, diz casal de marqueteiros | Foto: André Ávila / CP Memória

 

O marqueteiro João Santana disse em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) que o ex-marido da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) Luís Favre recebia sem trabalhar um salário mensal de R$ 20 mil na Polis. Segundo Santana, o emprego foi dado após um pedido de Marta porque Favre não podia nem mesmo "comprar uma bicicleta".

"A gente aceitava para agradar. Não tinha nenhuma utilidade. Ela (Marta) disse que eu não me preocupasse com o custo, que seria compensado com verba extra-oficial", afirmou o marqueteiro em sua delação premiada. A contratação ocorreu em 2008 e foi acertada logo nos primeiros encontros entre Marta e Santana para tratar da campanha à reeleição de Marta para a prefeitura de São Paulo. Na época ela estava no PT.

De acordo com Santana, Favre não prestou nenhum tipo de serviço para a Polis e permaneceu na empresa mesmo depois de encerrada a campanha. O delator afirma que, questionada sobre isso, Marta teria dito: "Não se preocupe. Pelo currículo internacional dele, pode dizer que ele dá consultoria para suas empresas no Exterior".

Tanto Santana como sua mulher, a empresária Mônica Moura, afirmam que Marta sabia que os recursos para pagar o salário de seu marido na época vinham de caixa 2. "A gente tinha estabelecido o preço da campanha, mas que aí ela incorporaria esse custo como uma forma de compensação. Era uma maneira de regularizar a vida contábil dele", disse Santana. Nas palavras de Mônica, era "direito branqueado", necessário para Favre, estrangeiro, sem renda naquela época. "O pagamento do Luis Favre, entrou no bolo das despesas de campanha. Ele não prestou serviço. Ele é um estrategista, participava de algumas reuniões. Fizemos um contrato simulado a pedido da senadora", afirmou o marqueteiro.

 

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Ciberataque já está "controlado", segundo empresa russa Kaspersky

Da Agência EFE

O ciberataque que afetou desde sexta-feira mais de 100 países já foi controlado, assegurou neste sábado (13) à Agência EFE Vicente Díaz, analista da empresa russa de segurança cibernética Kaspersky.

"Está controlado. O código malicioso que foi utilizado para o ciberataque já foi neutralizado. Na sexta-feira, ele pegou de surpresa muita gente. Mas assim que as empresas entenderam o que estava acontecendo, todo o mundo correu para encontrar uma solução", apontou Díaz.

Ciberataque atingiu sistemas de mais de 100 países (David Chang/EFE/EPA)

Ciberataque atingiu sistemas de mais de 100 países David Chang/EFE/EPA

O especialista acredita que o fato de o ciberataque "quase planetário" ter sido "capa" em todos os meios de informação, fez com que a comunidade internacional levasse muito a sério o ataque e suas consequências.

"Foi revelador para muita gente. Em sete ou oito anos não havia ocorrido outro igual", apontou.

Mas Díaz adverte que se as empresas não corrigiram a "vulnerabilidade subjacente" utilizada pelo código malicioso, o ciberataque pode se repetir em qualquer momento.

O especialista se disse "surpreso pela virulência, o sucesso desmesurado, a magnitude mundial e a capacidade destrutiva do código utilizado".

Em sua opinião, os autores do ataque buscavam dinheiro, mas "foi em vão", e acredita que em nenhum momento esperavam que "tivesse tal virulência", já que com 5% do ocorrido ontem, já teria sido "um sucesso".

"Mas não acredito que fosse um ataque dirigido, sim massivo. Se o objetivo fosse causar caos, então haveria uma mensagem e não um resgate", apontou.

O especialista em segurança informática acredita que o "efeito de pânico" fez que muitos contribuíssem ao sucesso do ataque e a "incapacitar o sistema" ao optar por desconectar os computadores e mandar os trabalhadores para suas casas. 

Sem precedentes

Saiba Mais

O Serviço Europeu de Polícia (Europol) qualificou de "sem precedentes" o ataque e oferecerá apoio a uma investigação internacional.

"O recente ataque tem um nível sem precedentes e requer uma investigação internacional complexa para identificar os culpados", afirmou a Europol neste sábado em um comunicado, no qual anunciou que participará das investigações através do Centro Europeu de Cibercrime (EC3).

A Europol acrescentou que está "trabalhando em estreita colaboração com as unidades de investigação de crimes cibernéticos dos países afetados e os principais parceiros da indústria para mitigar a ameaça e ajudar as vítimas".

O Serviço Europeu de Polícia lembrou que a equipe do EC3 está composta por "investigadores cibernéticos internacionais especializados" e foi "especialmente desenhada para ajudar nessas investigações".

O ataque se propagou através do vírus WanaCrypt0r, um tipo de 'ransomware' que limita ou impede aos usuários o acesso ao computador e seus arquivos e solicita um resgate para eles possam ser acessados de novo.

O resgate é geralmente pago em uma moeda digital, frequentemente o 'bitcoin', o que dificulta seguir o rastro do pagamento e identificar os 'hackers'.

Efeitos

No Brasil, o ataque cibernético atingiu entidades e órgãos de governo em várias cidades. No Rio de Janeiro, o atendimento nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi suspenso ontem (12).

A Justiça da França abriu uma investigação pelos ciberataques a sistemas de computadores no país, e que afetaram em particular a Renault, que decidiu suspender as atividades em algumas unidades de montagem de veículos. Fontes da Justiça francesa disseram neste sábado à Agência EFE que a Procuradoria de Paris formalizou ontem o início dessa investigação por crimes de invasão em sistemas de tratamento automatizado de dados, impor obstáculos ao seu funcionamento, extorsão e tentativa de extorsão.

A maior parte dos centros do sistema de saúde da Inglaterra afetados na sexta-feira recuperou a normalidade, afirmou neste sábado a ministra britânica de Interior, Amber Rudd.

Após presidir em Londres um comitê de emergências para avaliar os efeitos do incidente, Rudd indicou que 48 das 248 localidades do Serviço Nacional de Saúde (NHS England), desde onde são coordenados hospitais e outros serviços médicos como ambulâncias, foram afetadas pelo ataque.

Todos esses centros operativos, salvo seis, recuperaram a atividade habitual 24 horas depois que alguns de seus computadores ficaram bloqueados, segundo a titular de Interior.

Tanto Rudd como a primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa May, disseram que o incidente não comprometeu a privacidade dos dados médicos que são armazenados pelo sistema público de saúde em seus computadores.

 

Agência Brasil

Vacinação em Porto Alegre vai até 26 de maio

Mutirão neste sábado teve como objetivo elevar número de imunizados na Capital

Vacinação em Porto Alegre vai até 26 de maio  | Foto: Mauro Schaefer

Vacinação em Porto Alegre vai até 26 de maio | Foto: Mauro Schaefer

 

Quem não compareceu no sábado nos postos municipais de saúde de Porto Alegre, dentro do Dia D de Mobilização Nacional de Vacinação contra Influenza, tem prazo até o dia 26 deste mês para receber a dose contra as gripes A e B. Por enquanto, a campanha abrange somente os grupos prioritários da imunização, como crianças entre seis meses e menos de cinco anos, trabalhadores da área da saúde, gestantes, mulheres com até 45 dias pós-parto, indígenas, idosos, doentes crônicos, e pessoas com comorbidades mediante atestado médico. O mutirão teve como objetivo elevar o número de imunizados na Capital.

Até a sexta-feira passada somente 283.211 pessoas haviam sido imunizadas na cidade, sendo que 273,537 pertenciam aos grupos prioritários, o que corresponde a apenas 47,11% da meta prevista. Até o momento, o maior grupo de imunização corresponde aos idosos: são 136.628 registros de doses, ou 64,14% do total estipulado. Já 22.831 crianças foram vacinadas, que apresenta o menor percentual, com irrisórios 29,71%. O Ministério da Saúde estimou que cerca de 610 mil pessoas precisam receber a vacina na cidade, sendo aguardado um mínimo pelo menos 90% de cada grupo prioritário. Outros grupos vacinados, que não contam na meta do Ministério da Saúde, são professores; funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

Todas as 141 unidades básicas da Secretaria Municipal da Saúde ficaram abertas no sábado entre 8h e 17h. No Centro de Saúde Modelo, na rua Jerônimo de Ornellas, no bairro Santana, a responsável pelo setor de vacinação, enfermeira Mariana Canter Brunetto, lamentava que as pessoas procuram a imunização somente nos últimos dias da campanha. “Não houve nenhum aumento em relação aos dias de semana. Ela deixam para a última hora”, avaliou, acrescentando que a procura pela dose aumenta quando surgem muitos casos de morte decorrentes da gripe. Na Capital, dois óbitos por influenza já foram registrados. “As pessoas sabem a importância da vacinação”, assegurou. No entanto, muitas acreditam erroneamente que não é necessário receber a vacina todos os anos. “Tem que diz que fez há dois e não precisa mais”, recordou, enfatizando que é preciso ser imunizado anualmente pois ocorrem mudanças nas cepas do vírus da doença.

A enfermeira Mariana Canter Brunetto observou também que a vacina leva um período de 15 dias para fazer efeito protetor no organismo humano. A incidência maior ou menor da gripe dependerá de fatores, como por exemplo o climático e velocidade da circulação do vírus.

 

Correio do Povo