Lucro líquido do BNDES cai 76,6% no primeiro trimestre, para R$ 373 milhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 373 milhões no primeiro trimestre de 2017, resultado 76,6% inferior ao apurado no mesmo período do ano passado (R$ 1,6 bilhão). Segundo o diretor de Controladoria do BNDES, Ricardo Baldin, entre os fatores que levaram a este resultado está o desaquecimento da economia, que “ainda não deu reação suficiente para recuperação”.

A retração também se deve ao maior volume de provisionamento, segundo Baldin. Por causa do cenário de crise, algumas empresas ou grupos econômicos estão com seu patrimônio deteriorando a cada dia, perdendo rating (nota de avaliação de risco) pela capacidade de pagamento, que é avaliada internamente no banco. Isso elevou a provisão do BNDES para risco de crédito de R$ 871 milhões nos três primeiros meses de 2016 para R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre deste ano, sendo R$ 1,8 bilhão de provisão adicional, feita por “conservadorismo”, de acordo com o diretor.

A superintendente de Controladoria do banco, Vania Borgerth, explicou que a diferença observada é “efetivamente contábil”. A provisão, segundo ela, é uma despesa que não envolve saída de caixa. “É uma questão do banco ser conservador, caso esses créditos que tiveram seurating piorado, ou mesmo aqueles que estão inadimplentes venham a se recuperar, o banco ainda pode fazer revisão dessas provisões.”

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Segundo Baldin, o BNDES não deve fazer mais incrementos relevantes ao longo deste ano, porque a provisão hoje está bastante confortável para o índice de inadimplência e para a carteira que o banco tem. O índice de inadimplência acima de 30 dias nas operações do BNDES caiu de 2,81% da carteira em 31 de dezembro do ano passado para 2,13% em 31 de março deste ano. Para mais de 90 dias, o índice de inadimplência recuou de 2,43% para 2,09%.

O diretor de Controladoria do banco também chamou a atenção para o fato de o resultado do primeiro trimestre de 2016 ter sido influenciado por transações feitas em dezembro de 2015, que elevaram em R$ 844 milhões o lucro líquido no período.

Mercado

Já o resultado das participações societárias, que apresentaram ganho líquido de R$ 1,1 bilhão, contra perda líquida de R$ 22 milhões no mesmo período de 2016, influenciaram positivamente o lucro do BNDES no primeiro trimestre de 2017. Segundo o diretor de Controladoria, o resultado é fruto de algumas vendas feitas pelo banco no mercado, com lucro, e também da valorização “bastante significativa” de uma parcela das ações. Os resultados positivos com vendas de ações da Petrobras e da Rumo Logística Operadora Multimodal responderam por 95,2% do resultado com alienações no período de janeiro a março de 2017.

De acordo com Vania Borgerth, o resultado mostra a tendência efetiva de recuperação do mercado de ações no país. “Não só podemos fazer alienações em condições melhores do que as feitas no ano passado, mas nós não precisamos fazer tanta provisão para perda”. A superintendente destacou que que parte do resultado foi decorrente de equivalência patrimonial.

O patrimônio líquido do Sistema BNDES encerrou março de 2017 em R$ 55,6 bilhões, mostrando estabilidade em relação a dezembro de 2016. O patrimônio de referência (que determina a capacidade de financiamento) também ficou praticamente estável, em R$ 135,9 bilhões. A subsidiária BNDES Participações (BNDESPar) registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2017, contra prejuízo de R$ 1,8 bilhão registrado no mesmo trimestre de 2016.

 

Agência Brasil

Papa Francisco declara santos irmãos pastorinhos de Fátima

 

 

Cerimônia foi realizada pelo Papa Francisco.

Excesso de tutela estatal prejudica gestante, diz relator da reforma trabalhista

Brasília - O deputado Rogério Marinho, relator do projeto da reforma trabalhista (PL 6.787/16), apresenta o parecer sobre a proposta (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília - O deputado Rogério Marinho, relator do projeto da reforma trabalhista (PL 6.787/16), apresenta o parecer sobre a propostaAntonio Cruz/ Agência Brasil

O relator da proposta de reforma trabalhista aprovada na Câmara dos Deputados, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), defendeu as alterações no texto no que se refere à possibilidade de mulheres grávidas exercerem atividades insalubres, caso seus “médicos de confiança” não recomendem o afastamento.

Em entrevista à Agência Brasil, o parlamentar disse que, em vez de proteger a gestante e o nascituro, a legislação atual cria mais dificuldades para a mulher ingressar e permanecer no mercado de trabalho. O Artigo 394-A da CLT, foi sancionado há um ano e prevê o afastamento da gestante ou lactante de quaisquer atividades, operações ou locais insalubres.

Agência Brasil – Quais motivos levaram o senhor a propor as mudanças no Artigo 394-A da CLT um ano após ter entrado em vigor, uma vez que o projeto original do Poder Executivo não mexia na atual regra do trabalho de gestantes e lactantes em ambientes insalubres?

Rogério Marinho - A provocação feita por outros deputados por meio de emendas. Ficou claro que essa normativa em vez de proteger a gestante e o nascituro criou mais dificuldades para a mulher ingressar e permanecer no mercado de trabalho. A norma em vigor mostrou-se muito mais prejudicial do que benéfica. É claro que proteger a gestação e o nascituro é um imperativo que não pode ser jamais esquecido pelo legislador, no entanto, nesse caso específico, o excesso de tutela estatal mostrou-se prejudicial à mulher. É importante destacar que o projeto foi amplamente discutido, inclusive com a bancada feminina na Câmara, que nos endereçou documento em apoio à inclusão do artigo e reconhecendo o processo democrático de discussão que propiciou o texto final.

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Agência Brasil – Como garantir a integridade do feto em um ambiente classificado como de baixa periculosidade desde que a trabalhadora esteja devidamente protegida pelo uso de equipamentos de segurança individual, como, por exemplo, locais com elevado nível de ruído?

Marinho - A partir do momento em que se garante a segurança da gestante, está sendo garantida a segurança do nascituro. A utilização de equipamentos de proteção individual é exemplo claro dessa proteção.

Agência Brasil – O texto substitutivo aprovado pela Câmara estabelece que o atestado de saúde recomendando o afastamento da gestante ou lactante deverá ser emitido por “médico de confiança da mulher”. A expressão, abrangente, não deixa claro qual especialista deve emitir a recomendação. O que os parlamentares entendem por médico de confiança em se tratando de um tema tão complexo?

Marinho - A questão da emissão de atestado médico está ligada às normas que regem a atividade médica, especialmente, as normas éticas que são de competência do Conselho Federal de Medicina. Médico de confiança da mulher é aquele em quem a mulher confia, o especialista no qual ela tem segurança em ser atendida.

Agência Brasil – Considerando a dificuldade de acesso a médicos do trabalho – inclusive por micro e pequenos empregadores –, é possível imaginar que grávidas e lactantes recorrerão a seus ginecologistas e obstetras quando julgarem necessário se afastar da atividade laboral. Como esses profissionais poderão ter segurança para afirmar se um determinado ambiente de trabalho é ou não insalubre sem conhecer o local e, em muitos casos, sem conhecer a fundo as normas trabalhistas?

Marinho - O Ministério do Trabalho possui normativas claras a respeito do enquadramento nos graus de insalubridade. O médico conhecerá a realidade e o quadro clínico da mulher e, com base nisso, poderá determinar se ela está apta ou não ao trabalho de acordo com a sua condição.

Agência Brasil – Entidades médicas como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) afirmam que, durante o trâmite do projeto de lei na Câmara, não foram consultadas sobre os eventuais impactos das mudanças propostas para a saúde do trabalhador. Uma consulta ao site da Comissão Especial indica que apenas o presidente do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo foi convidado a participar de uma única audiência da comissão. Faltou à comissão ouvir a classe médica?

Marinho - O que está proposto no projeto segue as mesmas regras e normas já existentes para os casos de necessidade de afastamento por motivos de risco à gravidez, portanto, o projeto não é inovador, apenas explicita a norma em relação à empregada gestante no ambiente insalubre.

 

Agência Brasil

Hackers teriam explorado falha no sistema Windows em ciberataque

Empresa de segurança registrou mais de 75 mil ataques em 99 países

Empresa de segurança registrou mais de 75 mil ataques em 99 países | Foto: Damien Meyer / AFP / CP

Empresa de segurança registrou mais de 75 mil ataques em 99 países | Foto: Damien Meyer / AFP / CP

 

Um ataque de hackers em larga escala atingiu nesta sexta-feira vários países e organizações, causando alarme em todo mundo e afetando desde hospitais a empresas de comunicação com um vírus que exige resgate pelos arquivos apagados. Os hackers teriam explorado uma falha no sistema Windows, a mesma exposta em documentos vazados da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA).

Na noite desta sexta-feira, um especialista identificado no Twitter como @MalwareTechBlog explicou que de maneira acidental descobriu que registrando o domínio usado pelo malware ele para de se propagar. "Basicamente funciona graças a um domínio que não é registrado e ao registrá-lo impedimos que o malware se espalhe", disse @MalwareTechBlog.

Os ataques foram cometidos na forma de ransomware, um pequeno programa informático que costuma se esconder em um arquivo de aparência inofensiva. Assim que o equipamento é infectado, o usuário não consegue acessar seus arquivos enquanto não pagar um resgate em bitcoin, uma moeda virtual.

"Hoje assistimos a uma série de ciberataques, contra milhares de organizações e indivíduos em dezenas de países", assinalou em um comunicado a agência britânica de cibersegurança (NCSC), que recomenda a atualização dos programas de segurança. "Recebemos múltiplos relatórios de infecção", confirmou o departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. "Alentamos particulares e organizações a não pagar" o resgate, "já que isto não garante o acesso aos arquivos afetados". "Relevamos mais de 75 mil ataques, em 99 países", disse Jakub Kroustek, da empresa de segurança informática Avast.

Forcepoint Security Labs, outra empresa do setor, apontou uma "campanha maior de difusão de e-mails infetados", com o envio de 5 milhões de e-mails por hora para difundir um malware chamado WCry, WannaCry, WanaCrypt0r, WannaCrypt ou Wana Decrypt0r. De acordo com o Centro Criptológico Nacional (CCN) espanhol, divisão dos serviços de Inteligência encarregada da segurança de tecnologias de informação, esse tipo de ataque "afeta os sistemas Windows, cifrando todos os seus arquivos e os das unidades de rede, às quais estiverem conectados".

No Brasil, os portais de Internet do Tribunal de Justiça e do Ministério Público de São Paulo foram tirados do ar como medida preventiva ao ciberataque. Assessorias de comunicação das duas instâncias informaram à AFP que receberam à tarde a instrução de desligar os servidores preventivamente, sem previsão de reconexão.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também desativou seus servidores diante do ataque e suspendeu o atendimento ao público a partir da tarde. Os sites da Petrobras e do ministério das Relações Exteriores saíram momentaneamente do ar. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência informou que "não há registro ou evidência de que a estrutura de arquivos das instituições da Administração Pública Federal tenha sido afetada".

Nos hospitais britânicos, o ataque forçou o desvio de ambulâncias, a suspensão de consultas de rotina e até a alteração de cirurgias, relatou uma testemunha à AFP. "Certas organizações do NHS informaram à NHS Digital que foram afetadas por um ataque informático", anunciou o Serviço Nacional de Saúde.

O ministério russo do Interior anunciou que seus computadores também foram alvo de um ciberataque. A porta-voz da pasta, Irina Volk, declarou às agências russas de notícias que "se registrou um ciberataque nos computadores do Ministério que suam sistema operacional Windows". O nome do malware é WCry, mas os analistas também estão registrando variações como WannaCry, WanaCrypt0r, WannaCrypt e Wana Decrypt0r.

O hospital Saint Bartholomew de Londres foi uma das primeiras instituições a soar o alarme, em meio a problemas informáticos graves e atrasos em seus quatro estabelecimentos. Funcionárias dos hospitais londrinos foram orientadas a "desligar todos os computadores e, inclusive, o wi-fi dos nossos telefones".

Várias companhias espanholas, entre elas o gigante das telecomunicações Telefónica, também foram alvo do ciberataque. "O ataque afetou pontualmente equipamentos informáticos de trabalhadores de várias companhias. No entanto, não afeta nem a prestação de serviços, nem a operação de redes, nem o usuário desses serviços", informou o ministério espanhol da Energia, que também se encarrega de questões digitais. O ciberataque "não compromete a segurança dos dados, nem se trata de um vazamento de dados", insistiu o ministério.  

Infecção direta

"Ao contrário da maioria dos ataques, este vírus se espalha principalmente por infecção direta de computador para computador, mais que por e-mail", disse Lance Cottrell, responsável do grupo de tecnologia americano Ntrepid. "Pode se propagar sem que você abra um e-mail ou faça um clic de conexão". Vários especialistas em segurança relacionaram a onda de ataques à divulgação da falha de segurança exposta em documentos vazados da NSA.

No início do ano, a Microsoft lançou patches de segurança pela falha, mas muitos sistemas ainda não foram atualizados. "Se a NSA tivesse tratado desta falha (...) quando a descobriu e não quando ele foi roubada, isto poderia ter sido evitado", escreveu no Twitter Edward Snowden, ex-analista da agência de inteligência americana e que em 2013 revelou o grande alcance da vigilância exercida pela instituição.

 

AFP e Correio do Povo

Mutirão de vacinação contra gripe neste sábado quer ampliar taxa de cobertura

Brasília - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa da campanha de vacinação contra a gripe na escola pública do Distrito Federal (Marcelo Camargo /Agência Brasil)

Campanha de vacinação contra a gripe em escola pública do Distrito Federal Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde realiza neste sábado (13) o chamado Dia D de mobilização contra a gripe em postos de vacinação de todo o país. A expectativa é vacinar 54,2 milhões de pessoas até o dia 26 de maio. Foram adquiridas 60 milhões de doses da vacina, que protege contra os três subtipos do vírus recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para este ano (A H1N1; A H3N2 e B).

A campanha terá 36 mil salas de vacinação e a participação de aproximadamente 240 mil pessoas. Além disso, serão utilizados mais de 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais, que possibilitarão a vacinação em populações que vivem em áreas de difícil acesso, como as ribeirinhas e os povos indígenas.

A mobilização é uma parceria do Ministério da Saúde com as secretarias estaduais e municipais de saúde e tem como objetivo reforçar a importância da vacinação do grupo prioritário pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O público-alvo da campanha de 2017 são crianças de 6 meses até 5 anos; idosos com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, portadores de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além de professores.

A meta, neste ano, é vacinar 90% deste público até o fim da campanha. De acordo com Ministério da Saúde, a vacina demora ao menos 15 dias para fazer efeito, por isso a importância da vacinação o quanto antes para evitar o contato com o vírus.

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Imunização

Até o momento, 18,4 milhões de brasileiros procuraram os postos de saúde em todo o país. O número representa 36% do público-alvo. Os estados com a maior cobertura vacinal, até o momento, são Paraná (57,6%), Rio Grande do Sul (56,1%), Santa Catarina (53,2%) e Amapá (48,7%). Já os que registraram menor cobertura foram Pará (16,4%), Roraima (17,6%), Piauí (20%), Mato Grosso (23,2%), Rio de Janeiro (24%) e Amazonas (24%).

Entre a população prioritária, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 9,1 milhões de doses aplicadas, o que representa 43,8% deste público. Os grupos que menos se vacinaram foram os indígenas (18,7%), crianças (26,6%), professores (25,7%) e gestantes (32%).

Doenças crônicas

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

A escolha dos grupos segue recomendação da OMS e são priorizados os mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Balanço

O Brasil já registrou, até o dia 6 de maio, 605 casos de influenza em todo o país com 99 mortes. Do total, 30 foram por gripe A H1N1 e oito evoluíram para morte. Em relação ao vírus influenza A(H3N2), foram registrados 398 casos e 52 mortes. Houve ainda 111 casos e 30 óbitos por influenza B. Os outros 66 casos e 9 óbitos foram por influenza A não subtipada.

Em todo o ano passado, o Ministério da Saúde registrou 12.174 casos de influenza de todos os tipos no país. Deste total, 10.625 foram por influenza A (H1N1), sendo 1.987 óbitos. Em relação ao vírus influenza A (H3N2), foram notificados 49 casos e 10 mortes em 2016.

 

Agência Brasil

Dilma classifica uso de comentários sobre Marisa Letícia contra Lula de "vilania"

Ex-presidente reclamou de manipulação eleitoral de grandes conglomerados midiáticos

Ex-presidente reclamou de manipulação eleitoral de grandes conglomerados midiáticos | Foto: Fabiano do Amaral

Ex-presidente reclamou de manipulação eleitoral de grandes conglomerados midiáticos | Foto: Fabiano do Amaral

 

  • Marco Aurélio Ruas

A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira em Porto Alegre que é uma vilania o que está sendo feito com o ex-presidente Lula, após seu depoimento em Curitiba, com relação a ex-primeira-dama Marisa Letícia. “A dona Marisa sofreu, imensamente, com a sua casa violada, seus filhos sofrendo de toda a sorte, inclusive, os seus netinhos sofrendo bullyng, e ela vendo um cerco sobre a pessoa que era o grande amado dela”, ressaltou Dilma. Ela fez o comentário durante evento organizado pelo PT para discutir as propostas dos senadores Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann, ambos candidatos à presidência nacional da sigla.

A ex-presidente ainda afirmou que o que está sendo feito com Lula é tirar sua condição de cidadania civil, e reclamou de uma manipulação eleitoral que estaria sendo promovida por um conglomerado midiático, além de se referir ao apresentador de televisão Luciano Hulk como “animador de auditório”. “O grande partido hoje do conservacionismo e neoliberalismo é a mídia”, disse.

Dilma também afirmou que quem recebeu o país quebrado foi o ex-presidente Lula, e disse ter saído da presidência com o Brasil sendo credor líquido e com US$ 380 bilhões na reserva. “Não há como o país quebrar”, salientou se referindo a situação econômica do Brasil quando ocorreu o impeachment. A ex-presidente ainda fez uma comparação com a situação econômica do país no mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “O Brasil não tinha soberania sobre sua própria dívida”, apontou a ex-presidente.

Ela ainda opinou sobre as reformas trabalhista e da previdência, promovidas pelo atual governo. Segundo ela, as duas não são reformas. “São mudanças de modelo. Na reforma, você adapta. Na reforma, você não quer mudar de casa”, argumentou.  Entre os senadores que disputam a presidência nacional do partido o tom do discurso foi o mesmo, com críticas ao governo do presidente Michel Temer e apoio à candidatura de Lula para a eleição de 2018. "Ninguém seria eleito com esse plano de governo”, afirmou Lindbergh Farias. “As pessoa lembram da ascensão social que ocorreu no governo Lula e Dilma. Agora é só desemprego e perda de direitos”, alegou. Outro assunto abordado pelo senador foi a Operação Lava Jato. De acordo com Farias, ela sempre atuou com intenção política. “Quero saber a relação do Departamento de Justiça dos EUA com o juiz Sérgio Moro”, contou.

Por sua vez, a senadora Gleici Hoffmann reafirmou que a sigla é oposição sistemática e ferrenha ao atual governo. “Foi um golpe misógino e machista. Nunca aceitaram uma mulher no comando”, disse Gleice. Ela também ressaltou para a retirada de direitos que estaria sendo efetuado pelo governo. “Não podemos deixar que tirem nossos direitos”, ressaltou. A senadora lembrou ainda do período em que Dilma esteve na presidência, e disse estar ansiosa para presenciar uma mudança no atual plano político.

 

Correio do Povo

Ataque hacker global afeta órgãos de governo e da Justiça no Brasil

Um ataque hacker cometido nesta sexta-feira (12) contra infra-estruturas de informática em mais de 70 nações afetou empresas privadas e instituições governamentais em diversas partes do mundo. "O ciberataque, usando um vírus do tipo ransomware, atingiu países como Espanha, Reino Unido, Turquia, Ucrânia, Rússia e também o Brasil, onde o problema foi detectado em vários estados.

No Rio de Janeiro, o ataque atingiu intensamente os sistemas das agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cujos postos tiveram de fechar mais cedo e os serviços de atendimento ao público de concessão de benefícios e agendamento de perícias médicas foi totalmente suspenso.

O INSS esclareceu, por meio de nota, que os atendimentos nas agências marcados para esta sexta-feira serão reagendados, sendo que a data de entrada dos requerimentos já agendados dos cidadãos no sistema da Previdência será resguardada.

Atualmente, grande parte dos serviços prestados pela Previdência Social pode ser agendado por meio da central de atendimento telefônico 135 e também pela internet, na página da Previdência. Por meio desse serviço, o cidadão pode consultar o calendário mensal de pagamento de benefícios, requerer o auxílio-doença, consultar as perícias médicas já agendadas, entre outros serviços.

A Central 135 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. A ligação é gratuita para todo o país quando realizada de telefone público ou fixo e tem custo de chamada local quando feita de celular.

Petrobras

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Ainda no Rio, a Petrobras informou que ao tomar conhecimento de um vírus global adotou medidas preventivas para garantir a integridade da rede de computadores e dados.

São Paulo

Em São Paulo, o Tribunal de Justiça do estado (TJSP) informou, por meio de nota, que alguns de seus computadores foram infectados e, por cautela, determinou que todas os demais equipamentos de informática fossem desligados. O órgão suspendeu por tempo indeterminado os prazos processuais. O expediente nos fóruns ocorreu de maneira normal, com prestação de informações necessárias aos advogados. Até a publicação da reportagem, no final da tarde, o site do TJSP estava funcionando.

“Foram detectadas máquinas infectadas e, segundo o protocolo de segurança de Informação do Judiciário Paulista, o TJ-SP determinou por cautela o desligamento de todas as máquinas no estado, de modo a evitar a propagação”, diz comunicado do tribunal.

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), por sua vez, não confirmou que seus sistemas sofreram um ataque cibernético, mas os servidores e os computadores da instituição foram desligados de forma preventiva, de acordo com  assessoria de imprensa. O site do MP-SP não estava acessível no final da tarde.

Software malicioso

Segundo uma nota da empresa russa Kaspersky, que produz softwares de segurança cibernética, o ataque indiscriminado ocorreu através de um sistema de propagação que utiliza uma vulnerabilidade detectada nos sistemas operacionais da Microsoft.

A empresa divulgou um comunicado no qual diz que identificou o rootkit (tipo de software malicioso, programado para se ocultar no sistema sem ser encontrado pelo usuário ou por antivírus) utilizado para efetuar o ciberataque. O rootkit é: (MEM:Trojan.Win.64.EquationDrug.gen).

* Com informações da agência EFE

 

Agência Brasil

Dilma sugeriu que casal transferisse conta da Suíça para Cingapura, diz delatora

"Preocupação" da ex-presidente com a conta era o fato de ser o "elo de ligação" dos pagamentos da Odebrecht aos marqueteiros

"Preocupação" da ex-presidente com a conta era o fato de ser o "elo de ligação" dos pagamentos da Odebrecht aos marqueteiros | Foto: Paulo Lisboa / Folhapress / CP Memória

 

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sugeriu à empresária Mônica Moura que ela transferisse uma conta mantida na Suíça para a Cingapura porque seria mais seguro, disse a delatora em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF). De acordo com Mônica, a conta era o "elo de ligação" dos pagamentos feitos pela Odebrecht a ela e ao seu marido, o marqueteiro João Santana.

"Ela (Dilma) sempre falava dessa preocupação, porque a Lava Jato avançava, avançava. Ela queria que a gente mudasse, mexesse na conta, chegou a sugerir 'Por que vocês não transferem essa conta de lá pra outro lugar?'", relatou Mônica aos procuradores. "Ela sugeriu que a gente mandasse pra Cingapura ou algo assim, que ela ouviu falar que era um lugar muito seguro", disse a empresária.

De acordo com a delatora, a "preocupação" de Dilma com essa conta se devia ao fato de esse ser o "elo de ligação" dos pagamentos da Odebrecht ao casal de marqueteiros. "E João fazia, 'De jeito nenhum, eu não vou mexer em nada, eu não tenho culpa'. Aquelas coisas do João, ele não aceitava", disse Mônica.

Em uma conversa anterior, Mônica relatou que Dilma já estava muito preocupada com a questão porque sabia que já haviam descoberto uma conta do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também mantida na Suíça.

Defesa

Em nota enviada à imprensa, a assessoria de Dilma Rousseff reiterou que João Santana e Mônica Moura "prestaram falso testemunho e faltaram com a verdade em seus depoimentos, provavelmente pressionados pelas ameaças dos investigadores". "Apesar de tudo, a presidente eleita acredita na Justiça e sabe que a verdade virá à tona e será restabelecida", diz a nota.

 

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Ex-ministro Antonio Palocci decide negociar delação premiada com a Lava Jato

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci decidiu negociar um acordo de delação premiada com a Justiça. A informação foi confirmada pelo advogado José Roberto Batocchio. Em nota, ele diz que está deixando a defesa de Palocci, que foi seu cliente por mais de 10 anos, nos dois processos referentes à Operação Lava Jato que correm na 13ª Vara Federal de Curitiba, onde atua o juiz Sérgio Moro, responsável pelo julgamento das ações.

Ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci

O ex-ministro da Fazenda decidiu negociar acordo de colaboração com a Justiça   Arquivo/Agência Brasil

Em diversas manifestações públicas, Batocchio declarou-se contrário, “por princípio”, às delações premiadas, sobretudo de pessoas que estão presas. Palocci está preso preventivamente em Curitiba desde setembro do ano passado.

Na nota, Batocchio diz que seu afastamento deu-se “em razão de o ex-ministro haver iniciado tratativas para celebração do pacto de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato, espécie de estratégia de defesa que os advogados da referida banca não aceitam em nenhuma das causas sob seus cuidados profissionais”.

O advogado atuou na defesa de Palocci em diversos casos, incluindo o que levou à renúncia de Palocci do cargo de ministro da Fazenda, sob a acusação de ter violado o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. O ex-ministro terminou absolvido no processo.

A decisão de Palocci de iniciar tratativas para um acordo de delação premiada ocorre após a divulgação, ontem (11), do conteúdo dos depoimentos do casal de publicitários João Santana e Mônica Moura, que afirmaram que o então ministro era o responsável pelo pagamento de recursos não declarados durante as campanhas do PT à Presidência.

Em mensagem recente ao Supremo Tribunal Federal (STF), no habeas corpus em que Palocci pede para ser solto, o juiz Sérgio Moro ressaltou haver indícios de que o ex-ministro movimentou cerca de R$ 150 milhões em um conta do PT junto ao chamado departamento de propina da empreiteira Odebrecht. O pedido de liberdade deve ser julgado pelo plenário da Corte.

Em depoimento perante Moro em abril, Palocci negou ter atuado como intermediário de caixa 2para o PT e se disse disposto a colaborar com a Lava Jato, indicando que poderia negociar uma delação. “Acredito que posso dar um caminho que talvez vá dar um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil”, disse na ocasião.

 

 

Agência Brasil

 

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Monica Moura entrega imagem de e-mail que teria sido criado para conversas com Dilma

Endereço "2606iolanda@gmail.com" teria sido escolhido pela própria ex-presidente

Endereço

Endereço "2606iolanda@gmail.com" teria sido escolhido pela própria ex-presidente | Foto: Paulo Lisboa / Brazil Photo Press / Folhapress / CP Memória

 

A empresária Monica Moura, delatora da Operação Lava Jato, entregou ao Ministério Público Federal um registro com as imagens do e-mail que diz ter usado para trocar mensagens com a ex-presidente Dilma Rousseff. As fotografias estão em uma Ata Notarial lavrada em 13 de julho de 2016 no 1º Tabelionato Giovannetti em Curitiba. Monica afirmou em delação premiada que criou "no computador da presidente" uma conta de e-mail com nome e dados fictícios, com senha compartilhada entre as duas e o ex-assessor de Dilma, Giles Azevedo.

Monica é casada com o publicitário João Santana. O casal de marqueteiros fez as campanhas presidenciais de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014). Eles foram presos na Operação Lava Jato e fecharam acordo de delação premiada para se livrar da cadeia. Segundo a delatora, ela e a então presidente combinaram que, se houvesse notícia sobre avanço da Lava Jato em relação ao casal, o aviso seria feito através desse e-mail. As mensagens escritas pela presidente ficariam na caixa de rascunhos do e-mail, para não circularem, e Mônica acessaria a conta de onde estivesse.

A solicitação do registro das imagens foi feita, segundo o documento, por Felipe Pedrotti Cadori. Na Ata Notarial, o funcionário do Tabelionato afirma que "às 15 horas e 14 minutos, acessei o sítio 'http://www.gmail.com', e, após o solicitante efetuar login com usuário e senha, acessei referido e-mail, registrando a rotina sugerida na forma a seguir, do que dou fé".

Do documento constam três imagens. Em uma delas, há um rascunho de e-mail "2606iolanda@gmail.com" com uma mensagem de 22 de fev: "Vamos visitar nosso amigo querido amanha. Espero não ter nenhum espetáculo nos esperando. Acho que pode nos ajudar nisso, né?". Monica Moura declarou em papel assinado de próprio punho e entregue à Procuradoria-Geral da República que a senha de acesso ao e-mail 2606iolanda era iolanda47'.

Questionada pelos procuradores sobre o motivo do nome Iolanda ser escolhido para batizar a conta de e-mail, Mônica afirmou: “Ela (Dilma) que criou. A gente ficou pensando, tem de botar o nome de alguém e ela falou no nome da mulher do presidente Costa e Silva. Ela que inventou o nome Iolanda e a gente criou esse e-mail”.

De acordo com a delatora, a comunicação com Dilma era feita de forma “cifrada” para tratar dos avanços da Operação Lava Jato, já que a petista teria ressaltado que a comunicação não poderia ser por telefone.

As mensagens entre as duas teria sido trocada na área de rascunho dos e-mails, sem que os textos fossem efetivamente enviados. De acordo com Mônica, as mensagens eram “metafóricas”.

Em seu depoimento, a delatora contou detalhes da comunicação com a Dilma. Quando a então presidente tivesse alguma coisa pra falar ao casal de marqueteiros, acionaria o assessor Anderson Dornelles ou o seu ex-chefe de gabinete Giles Azevedo, que enviariam um recado “bem besta” à empresária pelo aplicativo WhatsApp.

“Algo bem assim, tipo ‘Está passando um filme muito legal, você tem de ver’, ‘Descobri um vinho maravilhoso, vocês precisam provar’. Quando eu recebia um recadinho assim, eu abria esse e-mail. Eu apagava tudo, eu tinha o maior cuidado”, contou a delatora.

“E criamos uma senha na época era “eu não sei o que 47”, que 47 é o ano em que ela (Dilma) nasceu”, afirmou a empresária. Dilma nasceu em 14 de dezembro de 1947.

Defesa

Em nota enviada à imprensa na quinta-feira após o STF liberar o sigilo da delação do casal, a assessoria de Dilma Rousseff disse que João Santana e Mônica Moura “prestaram falso testemunho e faltaram com a verdade em seus depoimentos, provavelmente pressionados pelas ameaças dos investigadores”. “Apesar de tudo, a presidente eleita acredita na Justiça e sabe que a verdade virá à tona e será restabelecida”, afirma a nota.

 

Estadão Conteúdo e Correio do Povo