BARBADA !! 2 DORM. C/ DEPENDÊNCIA DE EMPREGADA NA RUA VICENTE DA FONTOURA

 

2 Dorm. c/ Dependência de Empregada

Bairro Petrópolis - Porto Alegre - RS

JANEIRO / 2017

LOCALIZAÇÃO:

  • Rua Vicente da Fontoura nº 2265, apartamento 101.
  • Bairro Petrópolis.
  • Entre as ruas Dona Eugênia e Felipe de Oliveira.
  • Próximo ao supermercado Zaffari Ipiranga.

O EDIFÍCIO:

  • Construção de 1964, em ótimo estado de conservação.
  • Fachada e circulações internas recentemente renovadas.
  • Com jardim frontal.
  • Edifício com 4 pavimentos.

O APARTAMENTO:

  • Térreo, de frente, a direita de quem da rua olha o edifício.
  • Tem hall de entrada, cozinha, área de serviço, banheiro e dormitório de empregada (pode ser 3º dormitório), sala de estar/jantar, banheiro social, dormitório de solteiro, e dormitório de casal.
  • Peças amplas.
  • Piso da sala e dormitórios em parque com sinteko.
  • Excelente estado de conservação.
  • Área privativa de 80,40 m2.
  • Taxa de condomínio é de R$ 274,00. IPTU anual é de R$ 720,00.
  • Sem garagem. Há 4 estacionamentos comerciais próximos que alugam vagas de garagem.

PREÇO:

  • R$ 323.000,00 (trezentos e vinte e três mil reais).

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Diâmetro Construções Ltda.

 

Mais informações:
Luis Borges
e-mail:
luisaugustoborges@gmail.com
Fone: (51) 8039-0049

STF não pediu R$ 9 bi em indenizações a famílias de presos mortos

Sites de notícias falsas aproveitam massacres em Manaus e Boa Vista para apelar à indignação dos internautas

Por João Pedroso de Campos

 

Rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim em Manaus

Policiais patrulham a entrada principal do Complexo Penitenciário Anísio Jobim em Manaus, após rebelião no local - 03/01/2017 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Os massacres nos presídios Anísio Jobim, em Manaus (AM), e Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista (RR), que deixaram 91 detentos mortos na primeira semana de 2017, têm sido um prato cheio para os propagadores de desinformação na internet.

Sempre em busca dos cliques que rendem valiosos dividendos publicitários, sites como o Pelo Amor de Deus.com e o Saúde, Vida e Família lançaram a seguinte manchete: “STF quer a liberação de 9 bilhões de reais para pagar familiares de presos mortos por rivais em Manaus”.

Notícia falsa

Notícia falsa inventa número astronômico e atribui ao Supremo Tribunal Federal (STF) (Reprodução/STF não pediu R$ 9 bi em indenizações a famílias de presos mortos)

Como é praxe no infame ofício de inventar notícias online, os autores da “informação”, tão verdadeira quanto uma nota de três reais, contam uma grande mentira rodeada por verdades.

No primeiro parágrafo, o texto diz que “o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, disse ao Globo que o Estado é responsável pela integridade do preso”.

Em entrevista ao site do jornal O Globo, o ministro afirmou, de fato, que “(as mortes são) resultado da não observância da Constituição Federal, que impõe ao Estado preservar a integridade física e moral do preso”.

Na sequência, o texto relata que “em março de 2016, o STF decidiu que o poder público tem o dever de indenizar a família de detento que morrer dentro do presídio, mesmo que seja suicídio”.

De fato, o plenário do STF decidiu, em março do ano passado, que o Estado é responsável pela morte de detentos em presídios. O relator da matéria, ministro Luiz Fux, entendeu que a responsabilidade estatal sobre os detentos ocorre também em casos de suicídio. No processo, os ministros da Corte foram unânimes em condenar o Estado do Rio Grande do Sul a indenizar a família de um preso que morreu enforcado na Penitenciária Estadual de Jacuí, cidade a 290 quilômetros de Porto Alegre.

Neste sentido, o governo do Amazonas confirmou, por meio de nota, que indenizará as famílias de detentos assassinados em Manaus.

Não há, no entanto, – como o bom senso já sugere – nenhum registro de que o STF solicitou como indenização o estratosférico valor de 9 bilhões de reais, mera invenção dos criativos roteiristas dos sites de notícias falsas para despertar a indignação dos internautas brasileiros.

 

Veja

“A corrupção e a farra fiscal são duas faces da mesma moeda”


 

  • // Por: Márcio Kroehn

 

Gustavo Franco, economista

Gustavo Franco, economista ( foto: Murillo Constantino)

O economista Gustavo Franco era o presidente do Banco Central quando a primeira edição da DINHEIRO foi entregue ao leitor, em setembro de 1997. Um dos formuladores do Plano Real, Franco permaneceu no setor público, entre o Ministério da Fazenda e o BC, de 1993 a 99. Nesse período, foi alvo do humor voraz dos cartunistas. Hoje, essas histórias estão espalhadas em sua casa e em seu escritório, no Rio de Janeiro. “Com tantas outras coisas para se irritar, as charges são um banho de bom humor”, diz ele, que é o responsável pela edição brasileira do livro A graça do dinheiro – as melhores charges da New Yorker sobre economia em 90 anos (Zahar). A partir de 2000, Franco criou a Rio Bravo Investimentos e passou a ser um crítico da política econômica. Nesta entrevista, ele volta no tempo para falar sobre a adoção do câmbio fixo, uma de suas mais criticadas decisões, analisa como a oposição se beneficiou dos avanços institucionais promovidos pelo governo Fernando Henrique Cardoso e lamenta os erros de gestão econômica cometidos a partir de 2009, que levaram o Brasil à pior recessão de sua história. “Tudo fazia crer que o País tinha convergido em torno de algumas ideias básicas de macroeconomia, que tinham acabado as eras da feitiçaria e do invencionismo. Mas resolvemos recuar, infelizmente”, diz ele.
DINHEIRO – O Brasil é um país diferente do de 20 anos atrás?
GUSTAVO FRANCO –
Comecei no Ministério da Fazenda, em maio de 1993, numa época em que a inflação estava em 30% ao mês e não havia a esperança de melhoria concreta no horizonte. O Fernando Henrique Cardoso era o quarto ministro da Fazenda do presidente Itamar Franco e essa é uma lição interessante para começar, pois o nevoeiro era muito espesso, tal como é hoje. A política era uma complicação e a economia, também. Está longe de ser a primeira vez que a gente olha para a conjuntura e não vê a porta de saída. Ali, em 1993, tem um milhão de semelhanças com a situação de agora: era também um vice-presidente iniciando os trabalhos num momento de fraqueza, de incapacidade de formular coisas que satisfizessem os anseios da população e, devagarzinho, um diz depois do outro, um ministro da Fazenda traz a mistura correta de ingredientes e soluções. Ele sai do ministério da Fazenda 320 dias depois para disputar a eleição presidencial e ganhar no primeiro turno. Ou seja, foi possível fazer em menos de um ano uma bela arrumação da casa, que foi interpretada pela população como um novo projeto econômico que, inclusive, resultou vitorioso nas urnas. As possibilidades estão abertas e tudo pode acontecer, inclusive a gente dar certo.
DINHEIRO – Em retrospectiva, quais foram os acertos e os erros do Brasil, nos últimos 20 anos?
FRANCO –
As coisas vêm sempre dentro de um conjunto e acho que acertamos muito mais do que erramos. Erros são o preço que se paga pelos acertos, não daria para ter evitado certas decisões difíceis e polêmicas, como foi a política cambial, e tudo ter acontecido igualzinho. A política cambial substituiu a capacidade de fazer o ajuste fiscal no devido momento, então é muito fácil falar que deveria ter sido diferente para evitar o problema. Mas aí também o Plano Real não teria dado certo do jeito que deu e a vida teria sido muito diferente. Tem de olhar o conjunto das estratégias e não dá para dizer que não foi um sucesso extraordinário. O Brasil venceu a hiperinflação, deixou para trás uma cultura de inflação alta que vinha de várias décadas, fez uma rearrumação institucional, além de reformas que tiveram a sua importância no setor real da economia e no setor social. Isso tudo colocou o País num patamar totalmente diferente de possibilidades de crescimento, com inclusão. Isso foi o que fez o Plano Real.

DINHEIRO – O que foi feito ali permitiu uma continuidade nos anos seguintes?
FRANCO –
Houve um vislumbre bacana de ver a oposição no poder, não atacando, mas adotando como seu o receituário que antigamente criticava como ortodoxo e neoliberal. Entre 1998 e 2009, tivemos 11 anos de austeridade e superávit primário de 3,5% do PIB, em média. Durante esse período, tivemos crescimento, melhoria da distribuição de renda e acumulação de reservas, o que normalmente não acontece ao mesmo tempo. Fomos ajudados pelas commodities e pelos fatores externos, sobretudo na segunda metade da década. Mas tudo fazia crer que o Brasil tinha convergido em torno de algumas ideias básicas de macroeconomia, que tinham acabado as eras da feitiçaria e do invencionismo. Com a crise de 2008, resolvemos recuar, infelizmente.

DINHEIRO – Quais são as causas desse recuo?
FRANCO –
São várias causas. Dilma Rousseff, infelizmente, não estava no mesmo nível das lideranças políticas que o Brasil tradicionalmente teve na presidência. Havia uma sensação de sucesso e autossuficiência provocada, talvez, pelos 10 anos de bom desempenho da economia mais a turbinada pela descoberta do pré-sal, que parecia colocar o Brasil na posição de Venezuela ou de membro da Opep (organização dos exportadores de petróleo). Tudo isso combinado produziu uma guinada, na direção errada, que foi se acentuando e teve a Petrobras como centro, vamos dizer assim, da nova orientação. Era uma matriz Macro e uma nova orientação Micro. A nova matriz Macro produziu, anos depois, a pior depressão da nossa história e a nova matriz Micro terminou em Curitiba.

DINHEIRO – Com o nevoeiro atual na política, é possível avançar no curto prazo?
FRANCO –
Sim. A experiência de 1993 é educativa porque era igual. A política estava uma confusão, tinha uma CPI sobre o orçamento no Congresso, que paralisava os trabalhos parlamentares, e o presidente (Itamar Franco) não tinha liderança. Todos os problemas que hoje estamos enfrentando estavam lá. E deu certo. A fórmula foi segregar a economia e conduzir um programa que se tornasse um foco de legitimidade e interesse da sociedade que, então, passou a acompanhar esses assuntos econômicos que se desenrolaram de maneira mais ou menos independente do que se desenrolava na política. Não se espera que a economia seja feita para ajudar a política, nem que a política necessariamente tenha de ajudar a economia. A política econômica tem que desenvolver o seu trajeto. E aí se torna uma coisa que, dando certo, carrega todo o resto.

DINHEIRO – Mas, hoje parece impossível ver algum ajuste ocorrer em um ano.
FRANCO –
Deixa eu lembrar aqui uns números fiscais daquela época que as pessoas às vezes não se dão conta. Enquanto a inflação era muito alta, as contas fiscais tinham resultado positivo. O governo ganhava junto com a inflação. Depois que a inflação acabou, de 1995 em diante, a gente não teve superávit positivo até o último trimestre de 1998, depois do acordo com o Fundo Monetário Internacional. Muitos historiadores estrangeiros chegam aqui para conversar sobre o Plano Real e perguntam: como vocês conseguiram estabilizar sem fazer um pacote fiscal que exibisse resultados contundentes na partida? É uma pergunta interessante e a resposta tem que ver com o que as autoridades fizeram e que a população compreendeu como solução para grandes problemas fiscais, ainda que não tivesse impacto de caixa imediato.

DINHEIRO – Quais são eles?
FRANCO –
Programas como a privatização, a arrumação dos bancos estaduais e dos federais, todas essas ações foram, como a gente dizia na época, de baixo da linha, resolvendo problemas patrimoniais, grandes dívidas e grandes esqueletos do governo. As pessoas entenderam como providências essenciais para o ajuste fiscal. Claro que em algum momento a empresa tinha de voltar para o azul, mas não foi nos primeiros dois ou três anos. Agora, é preciso fazer as pessoas acreditaram que se está fazendo as coisas importantes consistentemente, com um plano e uma visão de longo prazo. Ali, a gente conseguiu, felizmente, conquistar os corações da população através de princípios simples. Espero que, agora, a economia possa seguir essa mesma receita, convencer a população a viver um dia de cada vez, a fazer as coisas certinhas, numa sequencia racional, ter um plano de longo prazo, saber onde se quer chegar e não ficar limitado ao fato de ter um mandato de um ano, que daqui a pouco vai acabar. Não tem nada disso. Quem está responsável pela economia tem de ser ambicioso e sempre ter uma visão para onde o Brasil vai nas próximas décadas. É preciso conquistar a confiança das pessoas com o seu plano de vôo.

DINHEIRO – A Operação Lava Jato não quebra esse elo de confiança?
FRANCO –
O pessoal da área econômica precisaria aproveitar a experiência da Lava Jato para associar-se a ela. A Lava Jato não atrapalha a economia. O combate à corrupção tem a mesma natureza do combate ao déficit público. Tudo é respeito ao dinheiro público. É preciso convencer as pessoas que estamos do mesmo lado, entendeu? A corrupção e a farra fiscal são duas faces da mesma moeda. Arrumar as contas fiscais e arrumar a corrupção muitas vezes tem a ver com as mesmas medidas. Essa conexão está falhando. As pessoas não estão entendendo que é parte da mesma coisa e que talvez as medidas fiscais, como a PEC do teto dos gastos, se encaixam com as medidas de combate à corrupção propostas pelo Ministério Público. Agora, a oposição se empenha em fazer parecer que a pauta do ajuste fiscal é negativa, de extinção de direitos, de ideologia. Não é nada ideológico. O Brasil tem de fechar as contas. Se não fecha as contas e é um governo irresponsável, de algum jeito vai ter corrupção, vai ter roubo, enfim, botar a casa em ordem inclui as contas fecharem e não ter gente metendo a mão naquilo que não lhe pertence.

DINHEIRO – A cultura de décadas de inflação ficou para trás?
FRANCO –
Em primeiro lugar, a inflação de hoje não tem comparação com a que tivemos antes de 1994. Inflação de 10% era a de um feriadão, naquele tempo. Hoje, uma inflação de 10% por um ano é considerado um número absurdo. O que é muito bom! Portanto, sim, estamos numa cultura completamente diferente. O Brasil, como qualquer país que viveu uma experiência inflacionária complexa e sofrida, jamais vai esquecer a inflação e a indexação, que é uma espécie de seguro contra os males que a inflação provoca nas pessoas. A indexação está na mente das pessoas. Elas não têm o que os economistas chamam de ilusão monetária, que é confundir os valores nominais com os reais. Isso não existe. A indexação é parte do nosso DNA. Na verdade, é parte da racionalidade econômica de qualquer país que enfrentou inflação elevada. Isso, em si, não provoca inflação tampouco alavanca.

DINHEIRO – Mas indexação não causa inflação?
FRANCO –
Ficou da época da inflação elevada uma mística, um mito, que a indexação é a causa da inflação. O que está errado, mas vem de uma época em que as pessoas não queriam olhar as verdadeiras causas da inflação e inventavam essa história de que a inflação é causada pela correção monetária. Graças a essa bobagem nós fizemos aí cinco congelamentos de preços e outras tantas heterodoxias doidas que não deram certo em nenhum momento e que serviram para comprovar que não é assim. Inflação é causada por outro tipo de coisa. As pessoas sempre vão se comportar de maneira defensiva e racional com relação à inflação, sobretudo aquelas que têm que ter relações econômicas de longo prazo, como os concessionários de serviços públicos. A indexação é simplesmente o fato de que elas lêem jornal e sabem os efeitos que a inflação têm sobre o poder de compra do dinheiro que recebem. E funciona muito bem para os dois lados. Não vejo, no nosso caso, nada que seja danoso no comportamento das pessoas com relação à inflação. Ao contrário, elas estão conscientes, sabem se defender da inflação. Aonde o aprendizado não foi completo foi dos políticos. No mundo fiscal, permanecem concepções absolutamente equivocadas entre contas fiscais e inflação. Nós, infelizmente, refizemos todos os erros antigos, no terreno fiscal. Uma evidência de como as coisas mudaram, ao fazer tudo errado no terreno fiscal, é que ao invés de a inflação voltar, o que observamos foi a maior recessão da história do Brasil. Em si, esta recessão, deste tamanho, desafia as explicações. A minha explicação é que as defesas institucionais que hoje existem para a inflação disparar funcionaram. Agora, o custo da imprevidência e da irresponsabilidade fiscal se transformou em recessão e não em inflação.
DINHEIRO – Por isso a dificuldade maior em realizar o ajuste fiscal?
FRANCO –
Fica mais difícil, porque a cada dia que passa a dívida pública aumenta com a taxa de juros, que está elevada. O endividamento público hoje é muito maior do que foi em 2009, quando chegamos a ter uma dívida líquida de 30% do PIB. Agora, está cima de 50%. Toda essa dívida acumulada custa juros e vai demorar para conseguirmos um superávit primário. Não tem milagre. Assim como uma empresa endividada tem de ter geração de caixa, o setor público brasileiro precisa ter geração de caixa positiva. Hoje, é negativa e só aumenta. Está ruim e, do jeito que está, é insustentável. É preciso recobrar a sanidade das contas públicas.

DINHEIRO – Qual é o desafio do Brasil?
FRANCO –
Agora, é voltar a 2009, em matéria de contas públicas, dívida e tudo mais. Não está tão distante assim, não é para resolver 400 anos de atraso; é só para voltar a 2009. O que quer que a gente tenha feito de lá para cá, dá para desfazer. Não teve uma reforma constitucional em 2009. Não é impossível, mas o tipo de deterioração decisória e organizacional de dentro do governo é muito grande. Reconstruir isso leva um certo tempo. Colocar pessoas certas no lugar certo, desaparelhar, desideologizar, começar uma condução racional e não de forma partidária ou política, sobretudo nas áreas de impacto econômico, isso tudo leva um certo tempo para fazer. Mas não tem nada impossível.

DINHEIRO – O presidente Temer deveria gastar a impopularidade para conseguir aprovar as reformas que o País precisa?
FRANCO –
Existem vários níveis de reforma e de providência. No nível constitucional, a discussão previdenciária será bacana e profunda. Ela precisa existir e começa bem. Isso ocupa boa parte das agendas parlamentares e políticas, mas não é só isso. A política econômica vai bem além da emenda do teto dos gastos e da reforma da Previdência. É preciso ter uma visão macro para onde a gente quer ir e tratar muitas outras coisas, que são medidas provisórias e não requerem nem passagem pelo Congresso. Toda a agenda de melhoria do ambiente de negócios, a maior parte dela, não tem nada de constitucional, então é relativamente fácil de fazer. A dificuldade geral reside em ser interdisciplinar, pois precisa juntar diferentes níveis de governo ou diferentes esferas de governo, que não se falam direito. São coisas como o tempo para abrir uma empresa ou o tempo que as pessoas levam para cumprir suas obrigações tributárias. Muito pode ser feito sem reforma da Constituição, desde que haja um programa amplo de providência, que tenha os grupos e o envolvimento da sociedade civil e do setor privado em discutir a modernização.

DINHEIRO – Mas as forças contrárias parecem ser mais fortes que o avanço, não?
FRANCO –
Todo mundo é a favor da modernização. Mobilizar as pessoas nesse tipo de empreendimento é um dever da liderança econômica. Isso, idealmente, precisa ser feito fora da esfera política, inclusive para não contaminar. Isso precisa acontecer o mais rápido possível para que as pessoas comecem a enxergar que o assunto da política econômica não é só contas fiscais, é o crescimento. Vamos começar a pensar nisso, remover obstáculos e modernizar a economia. Tem um desafio de produtividade imenso que o Brasil precisa enfrentar. Tudo isso precisa ser colocado. Quanto mais as pessoas sentirem firmeza no longo prazo, mais o curto prazo parece transitório, ainda que desconfortável.

DINHEIRO – Que País o sr. gostaria de encontrar em 20 anos?
FRANCO –
Falando de contas fiscais, eu gostaria de ver, daqui a 20 anos, um Brasil igual ao Chile, quando se trata de endividamento público. A dívida líquida do setor público no Chile, hoje, é igual a zero. A nossa é alguma coisa superior a 50% do PIB. Se conseguirmos chegar, em 20 anos, aonde o Chile está, vamos economizar no pagamento de juros. Imagina o que pode ser a taxa de juros daqui a 20 anos e como será fácil empreender, se alavancar. Como será fácil a vida econômica da empresa ou da pessoa física num país onde o custo do dinheiro é muito pequenininho, portanto o futuro está ao alcance da sua mão se ao menos você tiver o espírito empreendedor para dele se apropriar. Esse é o Brasil que eu gostaria de ver em 20 anos, olhando exclusivamente nesse ângulo dos termos de troca entre presente e futuro. Esse é o nosso grande desafio daqui para lá e temos tudo para vencer.

IstoÉ Dinheiro

Pensamento sobre Leonardo Boff–10.1.2017

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Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206620706556469&set=gm.1177546005632481&type=3&theater

Ué, o Problema não era a Gestão Privada do Presídio? Ou: olha a Terceirização! É Mentira!!


– Vamos pintar esta parede de azul.

– Acho melhor pintar de vermelho.

– Não, azul vai ficar bem melhor.

– Tá bom, dá aqui que eu mesmo faço.

– Peraí, mas você está pintando tudo errado, tá ficando uma porcaria assim!

– Tá vendo, eu disse que vermelho era muito melhor…

Parece brincadeira, mas é o que resta fazer quando brincam com a inteligência alheia. Mal as cabeças de líderes do PCC no presídio de Manaus haviam rolado (literalmente), e já havia oportunistas (inclusive o próprio Ministro da Justiça) bradando que a unidade prisional era administrada por uma empresa privada – o que justificaria, quem sabe, a “reestatização” destas unidades prisionais e a decorrente abdicação deste “modelo perverso”, que põe a vida dos pobres encarcerados abaixo da incessante busca dos empresários gananciosos pelo lucro. Na eterna disputa entre estatizantes e privatizadores, ponto para os amantes do Estado.

Ponto negativo, só se for. Da mesma forma que ocorre na anedota supracitada, a melhor forma de mostrar que fazer do seu jeito “não funciona” é colocá-lo em prática da pior forma possível, e depois alegar que “não dá certo assim, eu não disse?”. Nada como um dia após o outro (ou um morticínio após o outro, no caso) para provar que pintar paredes de cadeias de vermelho-sangue não é prerrogativa de empresas terceirizadas.

A média de detentos assassinados no Brasil é superior a quatrocentos por ano. Ora, como apenas 52 das mais de mil unidades prisionais brasileiras estão sob gestão privada, fica claro que a administração pública desempenha o papel principal nesta carnificina de condenados pela Justiça em nosso país. Tome-se como exemplo o massacre ocorrido em Roraima que levou para a terra dos pés juntos 33 presidiários, na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (Pamc), ou as típicas cenas de Brazilian Horror History que se passam, vez por outra, em Pedrinhas no Maranhão, e tantos outros – a tal ponto que a PGR cogita até mesmo pedir intervenção federal em quatro estados onde a situação é mais periclitante. É natural, pois, que o falido sistema prisional brazuca tenha apelado para a iniciativa privada.

Mas se for para privatizar, privatiza direito, poxa. Primeiramente, estamos falando de um contrato administrativo com superfaturamento saltando aos olhos, pois o custo mensal de um preso no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, gerido pela empresa Umanizzare, representa nada menos do que o triplo do que costuma gastar o estado de São Paulo com o mesmo intuito. Onde estava o Tribunal de Contas do Amazonas que “não viu” isso?

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E é claro que, tão certo quanto “onde há fumaça há fogo”, onde há superfaturamento, há agentes do Estado se dando bem, em conjunto com o “capitalista” de compadrio, seja na forma de “doações eleitorais” suspeitas, seja na forma de um agrado para Juízes e Magistrados aliviarem a pena dos companheiros meliantes. Esta prática contumaz, aliás, constitui o mais significativo argumento para que as transações comerciais efetuadas pelos governos, nas três esferas e poderes, sejam limitadas a um mínimo necessário, mormente em atividades onde o sistema de concorrência do livre mercado seja, a princípio, impraticável – certamente, a meu ver, estamos diante de uma delas, muito embora não seja esta uma opinião unânime (especialmente entre os liberais).

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Diante deste quadro de evidente favorecimento mútuo entre a empresa contratada e o estado contratante (com o dinheiro do pagador de impostos no meio, bancando tudo), fica difícil imaginar que as cláusulas estipuladas entre as partes pudessem exigir que o prestador de serviços viria a ser penalizado financeiramente em caso de episódios como a carnificina em Manaus, fugas (somente nesta oportunidade, mais de 150 criminosos escaparam), fraqueamento de armas ou celulares no interior da instituição, ou de condições precárias de vivência.

Pior: ainda que houvesse essa previsão no papel, certamente ela não seria reivindicada, por meio de multas ou até mesmo rescisão contratual. Desta forma, que incentivo tinha esta empresa para melhorar os serviços prestados, sabedora de que, tendo em vista seus laços com os gestores públicos, dificilmente seria desbancada da concessão? Que riscos ela corria de experimentar prejuízo ou ver seu negócio ir à bancarrota? E dada a facilidade com que o açougue improvisado foi armado no presídio, fica fácil deduzir que o local era a verdadeira casa da mão Joana. Mas não custa conferir o cenário encontrado por lá – e que se repete na quase totalidade das casas de detenção do país:

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Mas digamos que, hipoteticamente, estivéssemos diante de um caso legítimo de delegação de serviços públicos: a empresa em questão possuía a responsabilidade contratual e a competência legal para evitar que esse alarido todo ocorresse?  Ora, os serviços acordados entre as parte resumiam-se, tão somente, a limpeza e conservação predial; manutenção dos equipamentos e estrutura; manter em perfeito funcionamento o sistema de segurança eletrônica, incluindo o sistema de câmeras de vídeo; e só! Trata-se, pois, de um contrato de “cogestão”, no qual o Estado constrói a unidade e a dirige, confiando a terceiros apenas atividades-meio, como as listadas supra.

Quer dizer, se havia superlotação nas celas, que culpa pode ser atribuída ao contratado neste quesito? Se a edificação não foi concebida para que presos de maior e menor periculosidade ou de facções rivais ficassem apartados, que culpa tinha o contratado? Se a empresa não tem como obrigar os meliantes a laborar para bancar indenizações às vítimas de seus crimes, uma vez que nossa carga magna proíbe trabalhos forçados, qual sua parcela de culpa no fato de que eles passam o dia inteiro planejando suas próximas delinquências? Se nossa legislação penal é tão branda que motiva tanta gente a cometer delitos – e a entrar e sair da cadeia como se uma porta giratória estivesse instalada na entrada –, o que resta ao terceirizado fazer senão ver o circo pegar fogo diante do quadro de impunidade generalizada sob a qual não possui ingerência alguma?

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E ainda que o Estado, porventura, tivesse a intenção de transferir por completo a administração carcerária a agentes privados, ficaria apenas na vontade: a previsão legal, no que se refere à delegação do poder de polícia a particulares, é proibitiva. A lei 11.079/2004, em seu art. 4º, III, ao enumerar as diretrizes gerais das Parcerias Público-privadas (PPP’s), é de clareza solar ao proibir a delegação do poder de polícia à pessoa jurídica de Direito Privado:

Art. 4º Na contratação de parceria público-privada serão observadas as seguintes diretrizes:

III – indelegabilidade das funções de regulação, jurisdicional, do exercício do poder de polícia e de outras atividades exclusivas do Estado;

Ou seja, não adianta culpar a privatização pelas capas de revista ensanguentadas desta semana, sob o risco de clamarmos, sob os mesmos argumentos, que também empreiteiras sejam estatizadas, correto? E também distribuidoras de merenda escolar. E fabricantes de material hospitalar. Neste ritmo, o comunismo estará logo aqui na esquina. O quiproquó reside nas normas convidativas ao banditismo e na mentalidade tolerante que não permite alterá-las.

Não tem jeito: não há solução de curto prazo fácil ou barata. É preciso, sim, em um primeiro momento, coçar o bolso (como anunciou Michel Temer cinco dias antes da chacina em Manaus) e criar novas vagas em presídios, até mesmo porque o Brasil, que ocupa apenas a 32º no ranking de país que mais prendem, soluciona somente 8% dos homicídios cometidos. Ou seja, tem muito criminoso à solta ainda por aí que precisa ser encarcerado, até para desestimular a prática de delitos.

Ainda, o mais breve possível, é necessário reformar o código penal e a lei de execuções penais, para que os infratores sintam algum receio de serem capturados pelo polícia – ser preso, nos dias atuais, é só mais um dia de “trabalho” normal na vida do vagabundo médio. Não deixar nossas fronteiras a deus-dará, de modo que FARC e FDN negociem armamento pesado e entorpecentes à luz do dia, é medida que também ajuda.

É claro que muitos vão defender a rota oposta, ou seja, afrouxar as leis penais para “esvaziar as cadeias” e evitar que episódios como esse se repitam, especialmente relativizando todo o caos que a legalização do comércio e do consumo de drogas, dentre outras excrecências aventadas, pode trazer à sociedade. Se apenas os presos que escaparam quando da “insurreição” em Manaus – que de rebelião não tinha nada, pois se tratou, pura e simplesmente, de execução de grupo rival – cometeram doze assassinatos nas primeiras horas em liberdade, imagine o que aconteceria se, do dia para a noite, eles se vissem livres de suas condenações. Melhor nem pensar.

Pior ainda é ter que debater com os defensores da bandeira da reintegração dos marginais à sociedade. Esquecem os desavisados que, de forma muito objetiva e direta, a prisão serve para 1) livrar as pessoas ordeiras do convívio com o criminoso, impedindo que ele siga fazendo novas vítimas; 2) gerar um efeito pedagógico sobre os demais cidadãos, provocando-lhes o temor de terem o mesmo destino; 3) aí sim, como uma terceira preocupação, permitir que estes indivíduos, tão logo seja possível crer que reúnem as condições de retornar ao convívio social, relaxar suas penas – e, para isso, são necessários programas educativos e não permitir que o encarcerado fique misturado com bandidos de pior estirpe, sob o risco de formar as famigeradas “pós-graduações” do crime.

Mesmo porque, como decorrência do estado de direito, os condenados pela Justiça devem cumprir tão somente a pena a qual lhes cabe pelo texto legal. Se a restrição de liberdade é a penalidade que lhes foi aplicada, não cabe ao Executivo submetê-los a todo o tipo de bizarrice durante seu tempo de reclusão – tipo assim, rolar de cima de um telhado em dias de rebelião.

Chama a atenção que prisões-modelo (APAC – Associação de Proteção e Assistência aos Condenados), como o de Santa Luzia, região da Grande Belo Horizonte, não registram mortes de internos nem são alvos de rebeliões. E não é difícil entender o porquê: os detentos encaminhados para estas instituições já estão em processo de reabilitação avançado ou cometeram crimes de menos potencial lesivo. Ao que cabe, pois, perguntar: faz algum sentido tentar reabilitar estupradores de crianças e assassinos em série para que venham, quem sabe, morar na sua vizinhança? Ah, a falta que fazem a prisão perpétua e a pena capital. Não concorda? Calma que o maníaco do parque aceitou Alá no coração e tá vindo dirigir a van da sua filha para o colégio, querido. E olha o preconceito, hein?

Longe de mim emular o comportamento de uma considerável fatia dos brasileiros e celebrar estas mortes ocorridas nos presídios – e até pedir bis. A uma porque tais ocorrências demonstram o largo poder destes líderes de facções, como Marcola e Gelson Carnaúba, os quais possuem, a seu comando, exércitos sanguinários e obedientes. Um assobio deles e nossas ruas podem virar Ruanda. A duas porque a sensação de impunidade no Brasil é um fábrica de facínorasque opera 24/7, e não há morticínio que dê jeito de reduzir a criminalidade como um todo – no máximo proporciona um respiro. Por fim, tais eventos acabam comovendo (pasmem) ainda mais os defensores dos direitos humanos dos delinquentes, motivando decisões como a que mandou para casa 161 prisioneiros de Roraima, a fim de “prevenir novas chacinas”. Agora o PCC e a FDN já sabem: chacinas abrem as portas das cadeias. Uma degola equivale a um alvará de soltura. Parabéns, meritríssimo (correta a grafia)!

itchy

                 Combatendo a criminalidade no Brasil por meio de matanças em presídios…

Traz alguma esperança residual, em meio a este turbilhão da crise penitenciária, o post publicado por uma Juíza Gaúcha. Ainda dá pra sonhar com dias melhores – para nós, e dias bem piores para a bandidagem. Não adianta o Estado brasileiro querer terceirizar sua responsabilidade em manter a ordem e gerar segurança – ou até adianta, se fizer direito…

juiza

 

Por um Brasil sem Populismo!

Valor movimentado na Lava Jato soma R$ 8 trilhões


Supera o PIB do Brasil, que ficou em R$ 5,9 trilhões em 2015

BÁRBARA LOBATO

 

Movimentação na sede da Policia Federal em Brasilia durante a 18ª fase da Operação Lava Jato, batizada de "Custo Brasil" (Foto: Renato Costa/Folhapress)Movimentação na sede da Polícia Federal, em Brasília, durante a 18ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco II (Foto: Renato Costa/Folhapress)

Um levantamento de peritos da Polícia Federal mostra que todas as operações financeiras averiguadas nas investigações da Lava Jato somam R$ 8 trilhões. O PIB do Brasil em 2015 alcançou R$ 5,9 trilhões.

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PRIMEIROS DIAS DOS PREFEITOS DO RIO E S.PAULO: EX-BLOG ENTREVISTA CESAR MAIA!

1. Ex-Blog- Como avalia estes primeiros dias dos prefeitos Crivella do Rio e Dória de S. Paulo? CM-  Faria duas observações.  A primeira é um cacoete de quase todos os governantes eleitos.  Do pós-eleição até a posse se vive um ciclo de felicidade e euforia. Uma vez empossado, nos primeiros dias, o prefeito repete atos, promessas, gestos e imagens que fazia após a eleição.
2. Ex-Blog- E a segunda? CM- Tenho experiência própria com isso. Na época ficou conhecida como factoides. A intensa cobertura da imprensa nos 3 primeiros meses do novo prefeito, estimula-os a exceder em cenários e imagens que fazem a festa dos fotógrafos e cinegrafistas. As capas dos jornais destacam. Os noticiários locais na TV expõem. O prefeito e sua equipe de comunicação vibram.
3. Ex-Blog- E qual o problema? CM- São 3. Um de curto prazo que é a vulgarização da imagem do prefeito. Outro, que parece que não trabalha em seu gabinete pois não sai da rua. E, finalmente, outro mais de médio prazo: cria expectativas além do que pode realizar e, como consequência, vem um desgaste em sua popularidade.
4. Ex-Blog- Com sua experiência e problemas que enfrentou em 1993, o que acha que é o comportamento mais adequado? CM- Jacques Seguelá o publicitário e assessor de imagem do presidente francês François Mitterrand, orientou-o a oscilar entre aparecer e mergulhar. Usava o sol como referência e lembrava que uma exposição demasiada ao sol produz queimaduras de segundo e terceiro graus, ou seja, pode afetar e muito a popularidade.
5. Ex-Blog- Então é uma questão de imagem? CM- Mais que isso. O que nos ensinam os livros e a experiência é que durante a campanha os candidatos assumem compromissos para um período de governo de 4 anos, mas comunicam como se fossem fazer tudo aquilo rapidamente. E daí vem um desgaste, como se o prefeito já eleito tivesse mentido.
6. Ex-Blog- E como o prefeito deve enfrentar isso? CM- O ideal seria um comportamento inverso ao que se faz naturalmente.  Rebaixar as expectativas de curto prazo, maximizando a comunicação dos problemas herdados e das medidas iniciais que deve adotar em função disso e que são fundamentais para a execução de seu programa.
7. Ex-Blog- E se o prefeito eleito for sucessor de outro de seu partido ou for reeleito? CM- No primeiro caso terá que mostrar que sendo outro governo, terá que realizar o programa progressivamente ou que a conjuntura mudou, se isso tiver ocorrido. O segundo caso depende se ele foi reeleito mantendo reservas ou não. Em caso negativo terá que usar a conjuntura como justificativa para ajustar sua curva fiscal e então realizar seu programa.

 

Ex-Blog do Cesar Maia

 

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Estratégias de link building – Guia para criar novos backlinks

 

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Spread bancário resiste a cair, apesar da queda dos juros básicos

A queda nos juros básicos da economia está demorando a chegar aos tomadores finais de empréstimos e financiamentos. Embora o Banco Central (BC) tenha reduzido a taxa Selic duas vezes desde outubro, os juros cobrados pelos bancos não caem na mesma velocidade. A explicação está no spread bancário, que acumulou alta em outubro e em novembro, mesmo com a Selic em queda.

O spread bancário é a diferença entre as taxas que as instituições financeiras pagam para captar recursos e as que cobram do cliente final. O indicador, divulgado todos os meses pelo BC, caiu 0,4 ponto percentual em novembro. No entanto, com o crescimento de 1 ponto percentual registrado em outubro, o spread acumula alta de 0,6 ponto percentual no último trimestre de 2016. A conta abrange apenas as operações de crédito livre, feitas com recursos próprios dos bancos, excluindo o crédito direcionado, concedido com subsídios do governo.

A diferença pode ser observada quando se compara a evolução das taxas usadas na captação e os juros cobrados na concessão de crédito. A taxa média de captação estava em 12,1% ao ano em novembro, segundo os dados mais recentes do BC. Essa é a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro emprestado dos correntistas por meio de aplicações como poupança, CDB e fundos de investimento.

Mesmo com a taxa Selic sendo reduzida em 0,5 ponto percentual – de 14,25% para 13,75% ao ano – desde outubro, a taxa média de captação acumula queda de apenas 0,1 ponto percentual em outubro e em novembro, de 12,2% para 12,1% ao ano.

Os juros médios pagos pelos tomadores de empréstimos e financiamento, no entanto, não tiveram a mesma trajetória e subiram, mesmo com a queda da Selic. A taxa média de aplicação, como o BC chama os juros dos clientes finais, acumula alta de 0,5 ponto percentual em outubro e em novembro, passando de 53,4% para 53,9% ao ano no período. O spread – diferença entre as duas taxas – subiu de 41,2% para 41,8% ao ano (0,6 ponto percentual) na mesma comparação.

Contas públicas

Diretor do Banco Central nos anos 80 e no início dos anos 2000, Carlos Eduardo de Freitas diz não estar surpreso com a resistência de o spread bancário cair. Para ele, a queda do indicador depende fundamentalmente da capacidade de recuperação da economia e da redução do desequilíbrio nas contas públicas.

“O spread bancário está muito mais relacionado às condições da economia do que aos movimentos da taxa Selic. Enquanto as contas públicas estiverem desequilibradas, o spread não vai cair. Ao longo da minha carreira, só vi o spread bancário cair na década de 2000, justamente quando o país fazia superávits primários [economia para pagar os juros da dívida pública] elevados”, diz.

Abuso

O professor de Finanças Fabio Gallo, da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo, considera um padrão histórico do setor financeiro manter spreads bancários altos e lucrar em tempos de crise. Segundo ele, o comportamento ocorre em todo o planeta, mas é agravado pela concentração no setor financeiro brasileiro, com poucos bancos concorrendo entre si.

“Os bancos alegam que a inadimplência, a tributação e o compulsório [parcela que são obrigados a deixar depositada no Banco Central] são altos no Brasil. Isso é verdade, mas não explica inteiramente o spread bancário. A inadimplência está começando a cair. O fato é que os bancos nunca conseguiram justificar plenamente spreads tão altos no Brasil. Em todo o mundo, os bancos ganham em tempos de crise. No Brasil, também”, afirma.

 

Agência Brasil

 

 

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Soltem os assassinos

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- Muito além do PCC


Vem mais PowerPoint por aí

Está marcada para o dia 17, uma reunião de Alexandre de Moraes com secretários estaduais de Administração Penitenciária. A pauta é a crise do sistema carcerário e possíveis soluções. Vem mais PowerPoint por aí. 

- Vai ficar no PowerPoint


Ajuda federal

Alexandre de Moraes autorizou ajuda federal ao Amazonas, Rondônia e Mato Grosso, com o objetivo de fortalecer a segurança... [leia mais


Lula no jato de Eike

Assim como Sérgio Cabral, Lula também usou os jatos de Eike Batista. Em 2013, a Veja publicou uma reportagem que até hoje ainda não foi... [veja mais


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O fim da ilusão nordestina (1)

O Estadão noticia que "uma perversa combinação entre crise econômica e problemas climáticos tem castigado o Nordeste do Brasil". A reportagem... [leia mais

- O fim da ilusão nordestina (2)
- O fim da ilusão nordestina (3)
- O Brasil é um trem descarilhado

POBREZA NÃO É SINÔNIMO DE MARGINALIDADE, MAS É O ALIMENTO DE “INTELECTUAIS” CANALHAS

blog

Quem faz ligação direta entre pobreza e criminalidade normalmente vive bem longe da pobreza, no conforto da civilização, observando os pobres como seres abstratos, idealizados ou, ainda pior, seus mascotes. São os “intelectuais” que costumam viver da miséria alheia, e falam o tempo todo daquilo que não conhecem de fato: do pobre. Por isso tendem, de forma extremamente ofensiva para com os mais pobres, a fazer essa ligação direta entre “desigualdade” e marginalidade.

Cheguei a levantar, para provocar essa turma, a seguinte questão como dúvida do dia: se a violência é causada pela desigualdade, como afirmam os “especialistas” da BoboNews, então quer dizer que uma ala dos criminosos que mata outra ala dentro do presídio o faz porque possui menos bens e riquezas?

Será que essa gente que culpa a pobreza pela criminalidade sabe que Marcola, chefão de uma poderosa facção criminosa, estudou filósofos e tudo? Que Playboy, já morto pela polícia enquanto fugia, vinha de classe média com escolaridade? Vários bandidos são de classe média ou mesmo alta, a começar pelos que ocupam cargos no poder político. Enquanto isso, inúmeros pobres levam a vida com dignidade e respeito às leis.

Pois bem: um texto um tanto pessoal de autoria de Michele Prado tem circulado bastante pelas redes sociais, e merecidamente. Ela coloca o dedo na ferida, defende os pobres com dignidade, ou seja, a maioria, e ataca justamente esses “intelectuais” canalhas que exploram a miséria como seu ganha-pão ou sua massagem no ego. Simplesmente imperdível, e deveria ser leitura obrigatória em toda aula de “humanas” nas nossas universidades. Vejam:

Tenho 38 anos.

Aos 4 anos meu pai se separou de minha mãe, foi se amanziguar com a melhor amiga dela, e enquanto passávamos férias na Bahia, colocou nossas coisas num morro no Rio de Janeiro, em Brás de Pina, na rua Oricá.
Mais de 200 degraus de escadas para chegar ate lá.

Mainha, então com duas filhas pequenas, voltou ao seu ofício de artesã. Vendeu a aliança pra nos comprar comida, colocou duas barracas de ferro ( que eram desmontadas e remontadas diariamente) nas respectivas praças: Bonsucesso e Praça XV, e passou a nos sustentar com o fruto de seu ofício.

Minha irmã estudava em escola pública e eu, por conta de uma vizinha, ganhei uma bolsa de estudos, que garanti passando sempre direto até o final de meus estudos do ensino fundamental. Depois ganhei outra num colégio católico, ainda no Rj, e quando voltamos para a Bahia ganhei mais uma num colégio também católico, Colégio Paulo VI, que mantive sem perder de ano até o final do ensino secundário. Ainda me lembro do Frei que sempre me incentivava a estudar cada vez mais, Frei Serafim ( já morto).

Quando criança não me lembro as vezes em que vi minha mãe sair de casa cedo pra pegar uma imensa fila em algum mercado e estocar alimentar básicos, antes que fossem reajustados de novo por uma inflação galopante e horrenda.

Aprendi a comer todas as vísceras e partes consideradas menos nobres : pé de galinha, tripa frita, pescoço, moela, bofe etc.
Cansei de ver minha mãe contando o pouco dinheiro e não dormir durante a noite preocupada com as contas. Uma dia contava as cédulas e no dia seguinte nenhuma delas valia mais nada, fora as vezes em que a moeda era substituída e brincávamos de ricos com as que já não eram mais tostão algum.

Na vizinhança, a realidade não era diferente.
Todos, em suas vidas, enfrentavam a pobreza e quase todos conseguiam passar por ela mantendo um mínimo de dignidade.

Tenho 38 anos e nunca roubei ninguém.
Nunca assassinei.
Nunca nem furei fila.

Digo isto, que é particular e íntimo, porque NÃO ADMITO que um bando de vagabundos chamados de intelectuais, que fazem a imprensa e ocupam as cátedras hoje, digam que EU ou minha irmã, ou outros como nós, somos culpados pela barbárie que os SEUS DISCURSOS ajudaram a criar. E também pra deixar claro que POBREZA não é, nem nunca será, a CULPADA pela criminilidade.

Eu nunca irei aceitar a esquizofrenia desses pensadores, até porque TENHO CERTEZA de que quem ama a MISÉRIA são justamente eles, pois só assim conseguem capitalizar em cima da desgraça alheia.

E, enquanto eu puder, vou desmascarar cada um desses cretinos e seus discursos delirantes e irresponsáveis.

P.s > NENHUM DOS MEUS VIZINHOS, NEM AMIGOS DA ESCOLA, VIRARAM MARGINAIS.

 

Blog do Rodrigo Constantino