Osram é condenada a indenizar em R$ 20 milhões trabalhadores expostos a mercúrio

Multinacional se comprometeu a abolir a utilização do metal na produção de lâmpadas no Brasil até maio deste ano

A multinacional alemã Osram foi condenada a pagar R$ 20 milhões por danos materiais e morais a 236 trabalhadores expostos a mercúrio metálico usado na fabricação de lâmpadas. O acordo promovido pelo TRT da 2ª Região também prevê que a empresa pague plano de saúde vitalício aos funcionários contaminados, além de R$ 4 milhões, a título de danos morais coletivos, que serão destinados a uma entidade que será escolhida pelo Ministério Público do Trabalho.

A empresa se comprometeu ainda a abolir a utilização do mercúrio metálico na produção de lâmpadas no Brasil até maio deste ano.

A ação civil pública promovida pelo Ministério Público do Trabalho junto da Associação dos Expostos e Intoxicados por Mercúrio Metálico, do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico de Osasco e Região, tramita desde 2012 na 1ª Vara do Trabalho de Osasco-SP.

O processo conciliatório envolveu juízes do trabalho e servidores da 1ª Vara do Trabalho de Osasco e do Núcleo de Conciliação (Cejusc-Sede).

A Osram foi procurada pelo iG, mas não retornou o contato até o momento da publicação desta reportagem.
Fonte: IG Notícias - 17/03/2016 e Endividado

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Posted: 18 Mar 2016 12:00 AM PDT
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Quebrando o tabu: a importância de falar de dinheiro

por Lélio Braga Calhau


Nos casos mais graves, os pródigos estão sujeitos até a interdição

A crise tem nos feito (re)pensar nossa relação com o dinheiro. Conversamos mais sobre isso com amigos, vizinhos e parentes e trocamos experiências (positivas e negativas). Conversar sobre dinheiro ainda é um tabu. Na frente de crianças, alguns até perdem o fôlego para tratar desse assunto. Pode não ser fácil, mas esse tema deve ser abordado dentro das famílias desde cedo. Afinal o dinheiro e suas limitações devem ser compreendidos desde cedo pelas crianças. Não adianta fantasiar que se pode ter tudo, pois, na realidade, não se pode.

Entender essa complexidade é bom para o futuro das crianças e evita o surgimento de uma legião de adultos endividados pelos mais variados motivos. Dentre eles, chamo a atenção para os esbanjadores, perdulários ou pródigos. São pessoas que parecem que vivem numa realidade distante. A coisa está apertada para todos e eles continuam num padrão de consumo além das possibilidades e sem condição nenhuma de ser sustentado no futuro. São pessoas que não se preocupam com o dinheiro e com o futuro em nenhuma intensidade. Deixam isso para outras pessoas ou para “depois”. Isso acaba sendo desastroso.

Nos casos mais graves, os pródigos estão sujeitos até a interdição. Isso ocorre, pois podem acabar com o patrimônio todo de uma vida num ato só. Não pensam nas consequências e acabam tendo que ser interditados, sob pena de se dizimarem financeiramente de uma hora para a outra. Essas pessoas caminham, de uma forma derradeira, para o precipício financeiro. Cedo ou tarde a realidade de que o dinheiro não aceita desaforo vai surgir e cobrar um preço muito caro de quem tenta desafiá-lo.

A experiência tem demonstrado que o respeito ao dinheiro, gostando ou não dele, é uma necessidade de sobrevivência de todas as pessoas. Por mais que seja interessante se apropriar do cheque especial e do cartão de crédito como um "aumento de renda", isto é equivocado e trata-se de uma prática comum que pode levar você a um futuro desse sofrimento. Com o passar dos anos, aumentam sensivelmente, por exemplo, as despesas com saúde de forma quase astronômica e quem não se preparou lá atrás pode passar por momentos de sufoco, tendo que depender de familiares ou terceiros para suas necessidades mais imediatas. Recentemente uma matéria num jornal de ampla circulação no Brasil que os custos dos planos de saúde triplicarão nos próximos quinze anos.

As pessoas que gastam mais do que ganham acabam entrando numa espiral muito negativa para o futuro. Ao invés, de investirem, elas passam a ser reféns de cartão de crédito e cheque especial. Isso, talvez, não cause muito prejuízo no curto prazo, mas para os que fazem isso de uma forma contínua, o tempo chega e cobra um preço incrivelmente alto pelo mau uso do dinheiro. É muito comum caso de pessoas que tinha muito dinheiro há 20, 30 anos e hoje estão na rua da amargura por falta de educação financeira.

Não caia nessa armadilha também. Fique atento e proteja o seu dinheiro hoje e também o seu futuro financeiro de médio e longo prazo. O dinheiro não aceita desaforo. Não duvide disso.

Lélio Braga Calhau é Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ, palestrante e Coordenador do site e do Podcast "Educação Financeira para Todos"
Fonte: Administradores - 17/03/2016 e Endvidado

Há precedentes para que Lula seja ministro sem foro privilegiado, diz OAB


Brasília - Presidente da OAB, Cláudio Pacheco Prates Lamachia, fala em coletiva de imprensa sobre o senador Delcídio do Amaral (Valter Campanato/Agência Brasil)
Cláudio  Lamachia  citou  o caso  do  ex-deputado  federal  Natan Donadon,  que  renunciou ao mandato em 2010
para perder o foro e ser julgado em primeira instância, tirando seu processo do SupremoArquivo/Agência Brasil
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Carlos Lamachia, afirmou hoje que há possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser ministro de Estado e, ao mesmo tempo, não ter foro privilegiado. Lamachia enfatizou que a questão será decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas ressaltou que há precedentes para fundamentá-la.
“Temos até precedentes no Supremo nesse sentido. O Supremo pode entender que houve um desvio de função nessa nomeação e, por consequência, reconhecer que o foro continuaria no primeiro grau. Ele não teria, portanto, foro privilegiado por prerrogativa de função a partir da nomeação”, disse.
O precedente citado por Lamachia é o caso do ex-deputado federal Natan Donadon, que renunciou ao mandato em 2010 para perder o foro e ser julgado em primeira instância, tirando seu processo do STF. Os ministros do Supremo entenderam, porém, que a renúncia foi uma manobra e o processo contra Donadon continuou.
Lamachia tem o mesmo entendimento do ministro do STF Gilmar Mendes. Para Mendes, a nomeação de Lula é uma “interferência muito grave” no trabalho da Justiça. “Já temos jurisprudência de que a renúncia de parlamentares para fugir ao foro [privilegiado] seria considerada inválida. Precisamos fazer essa avaliação. Se o tribunal, em uma questão de ordem, chegar à conclusão de que, para esses fins, a nomeação não é válida, mantém-se o processo [de Lula] no âmbito do primeiro grau”, analisou.
Impeachment
A OAB vai se reunir amanhã (18) de manhã, em caráter extraordinário, para definir sua posição em relação à possibilidade de a presidenta Dilma Rousseff sofrer processo de impeachment. Lamachia classificou de “histórica” a reunião, uma vez que vai avaliar “um fato importantíssimo da vida nacional”.
Caso a OAB se manifeste a favor do impeachment, poderá acrescentar sua posição à petição que já existe no Congresso Nacional ou até mesmo ajuizar uma nova. “[A posição da OAB é importante] pela pressão que eu e os diretores estamos sofrendo, pela forma como a sociedade se reporta à OAB hoje, de várias maneiras. A Ordem tem obrigação de dar sua opinião amanhã sobre o processo de impeachment”, afirmou.
Lamachia traçou um paralelo entre a situação vivida pelo ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PTB-AL), que sofreu impeachment em 1992, e a presidenta Dilma Rousseff. Para o presidente da OAB, a questão, hoje, divide a população, como não aconteceu há 24 anos. “No momento do Collor, não tínhamos paixões ideológicas e hoje temos paixões ideológicas que estão se colocando acima do próprio exame técnico do processo. Na época do Collor, quando tivemos a decisão e a OAB pediu o impeachment, o ex-presidente não tinha a base que a Dilma tem.”
Escutas telefônicas
Lamachia foi cauteloso ao falar sobre a divulgação de uma escuta telefônica de Lula interceptada duas horas após o juiz Sérgio Moro ter determinado a suspensão das interceptações. Essa conversa, entre Lula e a presidenta Dilma, é apontada como indício de que o ex-presidente se beneficiaroa do cargo de ministro para obter o foro privilegiado.
“Sob o aspecto ético, é uma informação que já existe no mundo, e não podemos desconsiderar. E, em uma eventual decisão na linha política, é um tema [a ser] considerado. O juiz Moro disse que essa interceptação é legal. Na visão da Ordem, não discutimos ainda. é uma questão técnica e teremos que examinar.”
Ele condenou, no entanto, escutas realizadas entre advogados e seus clientes. Em uma das conversas interceptadas, Lula está falando com o advogado Luiz Carlos Sigmaringa Seixas. “Se detectarmos interceptação telefônica de advogado com cliente, sendo que o advogado não seja investigado, ela é absolutamente ilegal. Não vamos admitir qualquer situação de desrepeito à advocacia no que diz respeito à interceptação de advogado e cliente", afirmou.
Jaques Wagner
Entre as ligações de Lula interceptadas pela Polícia Federal, existe uma em que o então ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, insulta Lamachia. “Acho que tão querendo criar clima prodia 13 [de março, dia dos protestos contra Dilma e Lula], só falam de renúncia agora. Quando saiu a matéria da IstoÉ, eu falei: amanhã vão fazer alguma p... com o Lula. Na terça-feira, o filha da p... da OAB vai botar aqui dizendo o que o Conselho da OAB acha nesse caso. É uma palhaçada!”, disse Wagner ao ex-presidente.
Lamachia lamentou a conduta de Wagner, a quem classificou de “despreparado para o cargo”. “É uma linguagem que não se coaduna com a linguagem que se espera de um alto mandatário da República. E, ao desferir os ataques e agressões ao presidente da OAB e à instituição, ele se coloca como alguém despreparado para o cargo que está ocupando”.



Fiesp volta a defender impeachment da presidenta Dilma

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) voltou hoje (17) a pedir o impeachment da presidenta da República, Dilma Rousseff. O presidente da entidade, Paulo Skaf, disse o governo “perdeu o controle”, e passou a trabalhar não mais para a nação, mas “para se sustentar no poder, em prejuízo das pessoas, do emprego, das empresas”. A sede da Fiesp, na avenida Paulista, tem sido o epicentro das manifestações na capital paulista pelo impeachment. 
Questionado sobre quais seriam os crimes cometidos pela presidenta da República que motivam o pedido de impeachment pela entidade, Skaf disse que era pelo “conjunto dos fatos”. “Eu não vou entrar em detalhes porque nós não estamos em um julgamento. Mas pelo conjunto dos fatos, se você somar as circunstâncias que nós estamos, e o conjunto dos fatos ocorridos, e tudo isso que nós assistimos, certamente, por muito menos, por 1% disso, muitos governantes do mundo ou renunciam ou, alguns, até chegam a se suicidar”, disse Skaf.
“Eu não estou propondo isso, só estou dizendo que o que acontece no Brasil hoje, onde nós chegamos em relação a essa desordem completa, a esse descontrole completo não aconteceria em outros países”, acrescentou logo em seguida.
Paulo Skaf criticou ainda a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Chefe da Casa Civil, o que ele chamou de “quase golpe”. “Ontem tivemos quase um golpe, onde talvez a tentativa era se pôr a presidir o país alguém que não foi eleito para isso, ou se transformar o presidencialismo em parlamentarismo, sem consultar a população”, disse.
O presidente da Fiesp, no entanto, não quis comentar se considera ilegais os grampos telefônicos de conversas da presidenta com Lula – argumento usado pelo Palácio do Planalto. “Essa é uma análise para ser feita pela Suprema Corte, não por mim, nem por pessoas sem suficiente dados”, disse.
De acordo com Skaf, a estratégia da Fiesp para fortalecer o processo de impeachment será a de “conscientizar” parlamentares para a aprovação do impedimento da presidenta. “Todos aqui irão se concentrar em conscientizar os parlamentares de que a sociedade quer uma mudança, o impedimento da senhora presidente da República”, disse.
O presidente da Fiesp descartou, por ora, a realização de uma greve geral no país, e disse que não apoiaria ilegalidades como o não pagamento de impostos para apoiar o processo de impeachment. “Nós não vamos apoiar qualquer medida que seja ilegal. Nós estamos criticando a ilegalidade, se estamos criticando a ilegalidade, nós não podemos praticar ilegalidade, no sentido de pregarmos coisas contra a lei e que poderá expor empresas a terem graves problemas”.

CNI manifesta preocupação com agravamento da crise política e econômica

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e as federações das indústrias nos estados divulgaram nota hoje (17) na qual manifestam "extrema preocupação" com o "agravamento da crise política e econômica que o Brasil atravessa". De acordo com a nota, os empresários, assim como todos os brasileiros, "estão perplexos diante da grave deterioração do cenário político", que submete o país a uma situação sem precedentes em sua história recente.
Segundo os empresários, o caos em que mergulhou a política nacional gera um quadro de profundas incertezas, que piora as perspectivas da economia, já abalada pela mais séria recessão dos últimos 25 anos.  De acordo com eles, "o país vem sendo duramente prejudicado pela paralisia decisória que o afastou do caminho do crescimento, provocando o aumento do desemprego, a elevação da inflação e o fechamento de empresas".
A nota diz também que a indústria nacional não pode aceitar que disputas e desavenças políticas se sobreponham aos interesses maiores da nação.
“Os efeitos da atual crise ética, política e econômica têm sido catastróficos para empresas e trabalhadores. Ninguém aguenta mais assistir ao espetáculo deprimente em que se transformou a política brasileira. Já passou a hora de, com respeito aos ditames da lei e da Constituição, darmos um basta a esse impasse para que o país possa retomar o rumo”, acrescenta o comunicado da CNI.
A entidade representativa da indústria destaca também que "é imprescindível restabelecer a governabilidade" e fundamental restaurar a moralidade no trato dos assuntos públicos, adotar melhores práticas administrativas e implantar medidas favoráveis à estabilidade social, ao emprego e ao desenvolvimento. "O setor empresarial espera que as instituições brasileiras, principalmente o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), com o apoio e a participação da sociedade, consigam encontrar, com urgência, soluções para tirar o país da crise política e econômica", enfatiza a nota.
Os representantes do setor dizem que "neste momento turbulento da vida nacional, a indústria brasileira exige grandeza, serenidade e espírito público dos homens e das mulheres que ocupam os Poderes da República, para que o Brasil possa superar o cenário adverso, voltar a crescer e ter confiança no futuro".

Dilma critica grampos de conversa com Lula e diz que "golpes começam assim"



Brasília - Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de posse dos novos ministros da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva; da Justiça, Eugênio Aragão; da Secretaria de Aviação Civil, Mauro Lopes e do Chefe de
Presidenta Dilma Rousseff mostra termo de posse de Lula como ministro-chefe da Casa Civil, durante cerimônia no Palácio do PlanaltoRoberto Stuckert Filho/PR

Ao dar posse ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil, a presidenta Dilma Rousseff criticou hoje (17) as interceptações de conversas telefônicas entre os dois, divulgadas ontem (16), e disse que pedirá a apuração dos fatos. “Convulsionar a sociedade brasileira em cima de inverdades, de métodos escusos, de práticas criticáveis viola princípios e garantias constitucionais, viola direitos dos cidadãos e abre precedentes gravíssimos: os golpes começam assim.”
Dilma repudiou as versões divulgadas das escutas telefônicas com conversas entre ela e Lula. “Estaremos avaliando as condições deste grampo que envolve a Presidência da República. Queremos saber quem autorizou e por que o autorizou, e por que foi divulgado porque não continha nada que possa levantar qualquer suspeita sobre seu caráter republicano. Investigações baseadas em grampos ilegais não favorecem a democracia. Quando isso acontece, fica nítida a tentativa de ultrapassar o limite do Estado Democrático de Direito, de cruzar a fronteira que é tão cara para nós que a construímos: a fronteira com o estado de exceção. Estamos diante de um fato grave: uma agressão não à minha pessoa, mas uma agressão à cidadania, à democracia e à nossa Constituição.”
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, divulgou ontem à tarde o teor desta e de outras conversas do ex-presidente, que teve suas ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal. Às 13h32, Dilma ligou para Lula a fim de avisá-lo de que um funcionário do Planalto estava levando até ele o documento com o termo de posse, para ser utilizado "em caso de necessidade".
Conforme as interceptações, a presidenta diz ao novo ministro da Casa Civil: "Eu tô mandando o "bessias" junto com o papel pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse, tá?!".
O Palácio do Planalto negou que a assinatura do termo de posse do ex-presidente Lula como ministro-chefe da Casa Civil tenha sido antecipada para garantir a ele foro privilegiado de modo imediato.
De acordo com a Secom, Lula poderia não comparecer à cerimônia de posse marcada para esta quinta-feira. Por este motivo, explicou, o termo de posse foi enviado para que Lula assinasse e fosse devolvido à Casa Civil. O Planalto, no comunicado, esclarece então que a expressão "pra gente ter ele", utilizada por Dilma, se refere à necessidade que havia de o governo ter o documento caso Lula não comparecesse à posse. Informa ainda que o trecho "só usa em caso de necessidade" faz referência à possibilidade de "o governo usar" o termo de posse.
Segundo a Secom, a divulgação do telefonema foi feita "ilegalmente" por decisão da Justiça Federal do Paraná.
“Em que pese o teor absolutamente republicano do diálogo que tive com o ex-presidente Lula, ele foi publicizado com uma interpretação desvirtuada. Mudaram tempos de verbo, mudaram 'a gente' para 'ele', ocultaram que o que fomos buscar no aeroporto era a assinatura do presidente Lula, mas não tem a minha assinatura. Portanto, isto não é posse. A posse ocorreria aqui”, afirmou Dilma durante o discurso da cerimônia de posse de Lula.
Vazamentos
Dilma voltou a criticar o vazamento seletivo de informações. “Não há justiça quando delações são tornadas públicas de forma seletiva para execração de alguns investigados e quando depoimentos são transformados em fatos espetaculares. Não há justiça para os cidadãos quando as garantias constitucionais da própria Presidência da República são violadas. Se se fere prerrogativas da Presidência da República, o que farão com as prerrogativas dos cidadãos?”, questionou.
Oposição
A presidenta também criticou a oposição, que, segundo ela, desde a eleição em 2014, tenta paralisar o governo. "[A oposição] tenta me impedir de governar ou me tirar o mandato de forma golpista”. “Nós temos de superar os ódios e a atuação daqueles que não estão do lado da verdade e não terão força política para provocar o caos e a convulsão social. A gritaria dos golpistas não vai me tirar do rumo e não vai colocar o nosso povo de joelhos”.
Após a cerimônia, o juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da Seção Judiciária Federal do Distrito Federal, atendeu a uma ação popular e suspendeu, em caráter liminar, ou seja, temporário, a posse do ex-presidente Lula no cargo de ministro-chefe da Casa Civil ou em “qualquer outro que lhe outorgue prerrogativa de foro”. A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão.





Agência Brasil

Cardozo diz que decisão de divulgar interceptação foi "precipitada e anômala"

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, considerou hoje (17) “precipitada” e “anômala” a decisão do juiz federal Sérgio Moro de divulgar o conteúdo da interceptação telefônica em que há um diálogo entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente e agora ministro da Casa Civil Luiz Inácio Lula da Silva.
Brasília - Ex-ministro da Justiça e atual ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, é o entrevistado do programa Espaço Público, da TV Brasil (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Para José Eduardo Cardozo, o juiz teria decidido uma divulgação que não está amparada em leiFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Cardozo reconheceu a legalidade da interceptação, mas questionou a competência do juiz de primeira instância para divulgá-la. “O que nos pareceu é que o juiz teria decidido uma divulgação que não está amparada pela lei. É fato que não era a presidenta que estava submetida a uma interceptação. Porém, quando a presidenta fala, nos parece claro que isso deveria estar submetido a sigilo, podendo apenas ser quebrado pelo Supremo Tribunal Federal”, argumentou Cardozo.
“Achamos que houve uma precipitação e, obviamente descumprimento legal a nosso ver, no sentido de que, se fosse divulgar uma interceptação dessa natureza, teria de haver uma decisão do Supremo”, acrescentou Cardozo.
O ministro da AGU disse que discutirá com o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, as medidas a serem tomadas pelo governo em relação ao caso. Para Cardozo, se o governo fosse questionado sobre o teor do diálogo entre Dilma e Lula o tema seria esclarecido.
“Faltou cautela. Era uma explicação relativamente simples, porque a tese de que seria uma forma de dar um alvará de soltura para o ex-presidente Lula é absolutamente descabida”. O ministro lembrou que a imprensa vinha noticiando a possibilidade de Lula ser ministro há vários dias e que, se houvesse razões para prendê-lo, isso poderia ter sido feito antes.
“Não tem plausibilidade nenhuma essa tese [da nomeação para fugir da prisão], porque ele já estava nomeado. Chega a ser absurda a situação de que, diante de um policial, [Lula] falaria que não pode ser preso e o policial responderia, está bem. É completamente fora de propósito”, concluiu Eduardo Cardozo.

Pesquisa da Fazenda prevê um rombo de R$ 79,5 bi para contas neste ano

por SOFIA FERNANDE


A última pesquisa Prisma Fiscal, feita todo mês pelo Ministério da Fazenda com economistas e analistas do mercado, aponta para uma expectativa menor de receitas e para uma alta nas despesas, o que pode levar a um rombo nas contas públicas de até R$ 79,5 bilhões.

Na pesquisa anterior, os analistas ouvidos esperavam um deficit (quando as despesas não financeiras do governo superam as receitas) de R$ 70,7 bilhões.

A edição mais recente do Prisma, divulgada nesta quinta-feira (17) com dados coletados em fevereiro, expõe ainda a expectativa de mais um rombo expressivo nas contas públicas em 2017, indicando a pouca fé do mercado de que o governo conseguirá encampar medidas efetivas de ajuste fiscal e de reequilíbrio da economia.

Para o próximo ano, a pesquisa fala de um deficit de R$ 71,3 bilhões. Na pesquisa anterior, a estimativa era de um deficit de R$ 42,1 bilhões.

Mesmo com o agravamento da crise política, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, espera enviar até a próxima segunda (21) ao Congresso o projeto de lei que autorizará um abatimento da meta de superavit primário do governo, o que abrirá espaço para um rombo de até R$ 60,2 bilhões, menor do que o previsto pelo mercado.

Com a queda da atividade econômica deprimindo as receitas do governo e a indefinição de muitas medidas com grande impacto fiscal, a equipe econômica terá de achar meios para fechar essa conta.

Na segunda, o governo também quer enviar para apreciação de deputados e senadores as medidas que limitam gastos e que definem a renegociação da dívida dos Estados com a União.
Fonte: Folha Online - 17/03/2016 e Endividado

Sérgio Moro libera novos áudios de ligações do ex-presidente Lula

O juiz federal Sérgio Moro, da primeira instância da Justiça Federal em Curitiba, liberou hoje (17) novos áudios interceptados pela Polícia Federal (PF) nos aparelhos telefônicos usados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante as investigações da Operação Aletheia, que investiga o ex-presidente e familiares.
Em dos áudios divulgados no processo que envolve Lula na Justiça Federal em Curitiba, o ex-presidente, identificado como LILS, conversa com um de seus funcionários sobre a ida dele ao sítio frequentado por sua família em Atibaia (SP). A gravação foi interceptada no dia 20 de fevereiro, às 20h6.
Íntegra
Segundo relatório da área de inteligência da PF, Lula perguntava a um interlocutor chamado Azevedo.
LILS x AZEVEDO – LILS (Lula) pergunta se a chave do SITIO está com MARCOS. AZEVEDO diz que está. LILS diz para AZEVEDO entrar em contato com eles porque eles vão chegar muito tarde. LILS quer pegar a chave amanhã de manhã porque LILS vai para o SITIO amanhã de manhã bem cedo. AZEVEDO diz que vai tentar falar com a DONA CARLA. LILS diz que mais tarde vai ligar para AZEVEDO pois vai pedir umas “ESFIHAS”. AZEVEDO diz que aguarda a ligação.
Além de Lula, também há outras escutas sobre os filhos do ex-presidente, a assessora particular dele, Clara Ant, e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.
Posse
Ontem (16), Moro anexou ao processo um grampo telefônico no qual Lula conversa com a presidenta Dilma Rousseff. Após a medida, a defesa do ex-presidente e a presidenta reagiram contra a divulgação, que consideraram ilegal.
Lula foi empossado na manhã desta quinta-feira como ministro da Casa Civil. No entanto, uma liminar da Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu os efeitos da posse.  O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, informou que recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região contra a decisão e declarou que o juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, responsável pela decisão, tem se “engajado” contra o governo Dilma.