Aumentos de preços mudam hábitos de consumo dos brasileiros

por César Moraes



Estudo realizado pelo SPC Brasil mostra impactos na conta de luz e nas compras mensais de supermercados

A complicada situação econômica vivida pelo Brasil nos últimos meses traz reflexos negativos para a sociedade brasileira, afetando, por consequência, o varejo no país e no Rio Grande do Sul. Pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) investigou quais são os maiores impactos desta situação na vida dos consumidores e mostra que os impactos são inegáveis no bolso: 80,4% afirmaram sentir aumento na conta de luz e 69,1% nas compras mensais de supermercado. Estas também são as despesas que tiveram os maiores aumentos, com cerca de 33,4% e 27,4% de aumento médio na conta nos últimos 6 meses, respectivamente, segundo a percepção dos entrevistados.

- São reflexos da equivocada política econômica posta em prática pelos governantes, baseada em aumento de tributos e falta de investimentos para quem produz renda e emprego no Brasil. Acaba, pois, gerando desemprego, retração de consumo e temor da sociedade em não ter recursos financeiros para saldar seus compromissos - aponta o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.

Para o dirigente, os dados que a pesquisa apresenta são muito preocupantes e devem servir de sinal de alerta aos governantes. O estudo mostra que os brasileiros estão tendo que lidar, há vários meses, com inflação elevada, produtos e serviços mais caros e altas taxas de juros. E, mais da metade dos entrevistados aponta como causas principais para não conseguir quitar seus débitos fatores como não conseguir pagar as contas com o salário porque as coisas estão mais caras (17,5%), a diminuição da renda (15,7%) e a perda do emprego (11,0%).

- Hoje, vemos que o cidadão está buscando novos hábitos de consumo que se adaptem a esta nova e maléfica realidade. E, aí, quem sofre é o varejo, pois algumas opções das pessoas freiam gastos com refeições fora de casa e a compra de artigos como roupas, calçados, eletrodomésticos e automóveis, por exemplo - enfatiza Vitor Koch.

De acordo com o presidente da FCDL-RS, o país precisa repensar sua política econômica, criando condições para ter um mercado interno fortalecido, baixando impostos e juros para favorecer a produção, o consumo e o investimento.

- É preciso cortar e otimizar custos do setor público federal, dos estados e municípios para viabilizar a redução de impostos e por decorrência a queda do déficit público, o que leva à redução de juros e inflação. O empresariado e a sociedade clamam por ações que lhes traga de volta a fé no Brasil. É disso que necessitamos para voltar a ser uma nação forte e respeitada - reforça o dirigente.

Sem a adoção de medidas que fortaleçam o comércio, a indústria e o agronegócio, reforçando o poder de compra da população para reaquecer o consumo, avalia Koch, não há outra perspectiva para 2016 que não seja o aumento da recessão econômica que o país vive.

Sobre a FCDL­RS

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul ­ FCDL­RS, fundada em julho de 1972, é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como principal objetivo o desenvolvimento do setor varejista gaúcho, amparando e defendendo os interesses dos seus associados, através de uma agenda estratégica focada em tornar o setor referência mundial até o ano de 2017. Gestora Estadual do SPC, Serviço de Proteção ao Crédito, criado há 57 anos por lojistas, é hoje referência Estadual e Nacional em informação de crédito de consumidores inadimplentes, dados e indicadores de inadimplência e análise de risco nas vendas a prazo no varejo.
Fonte: Consumidor RS - 09/03/2016 e Endividado

Em relação a janeiro de 2015, tombo foi de 10,3%: http://glo.bo/1nzsrEA






Ministro do STJ autoriza indiciamento de Fernando Pimentel


Operação Acrônimo, da Polícia Federal, atribui a governador de Minas corrupção…
POLITICA.ESTADAO.COM.BR|POR ESTADÃO



Brasil tem 58 milhões de pessoas com dívidas atrasadas

por FRANCISCO CARLOS DE ASSIS


Número levantado em pesquisa da SPC Brasil corresponde a 39,21% da população entre 18 e 95 anos

SÃO PAULO - O crescente número de trabalhadores desempregados e o atual patamar da inflação, fator que dificulta o planejamento financeiro das famílias, contribuíram para que 3,4 milhões de devedores fossem incluídos como negativados nos cadastros de serviços de proteção ao crédito entre o início de 2015 e fevereiro último. De acordo com pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), obtida com exclusividade pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o número absoluto de devedores com seus compromissos em atraso bateu a marca de 58 milhões de pessoas em fevereiro, o que representa 39,21% da população entre 18 e 95 anos.

O que chama mais a atenção na pesquisa é o aumento dos atrasos nas contas e serviços públicos essenciais, como energia elétrica e água. A abertura das dívidas não pagas de água e luz revela que as pendências com contas básicas registraram o crescimento mais elevado em duas das quatro regiões estudadas. A variação foi de 18,81% no Nordeste e de 35,85% no Centro-Oeste em fevereiro deste ano comparativamente ao mesmo mês em 2015.

"O aperto financeiro já impactou a capacidade de pagamento até mesmo das contas básicas do dia a dia", disse Marcela Kawauti, economista-chefe da SPC Brasil. Na região Norte, o setor que apresentou maior variação anual foi o de comunicação, com 9,82% de aumento nos atrasos no pagamento das contas.

Os dados nacionais poderiam estar mostrando variação ainda maior não fosse a Lei 16.569/2015, que dificulta as empresas de negativarem os clientes inadimplentes. O governador paulista Geraldo Alckmin, presente na cerimônia que inaugurou a volta das sessões plenárias da Associação Comercial (ACSP) na segunda-feira passada, lamentou mais uma vez a decisão da Assembleia Legislativa de São Paulo de ter quebrado o seu veto à Lei. Mas no âmbito nacional, de acordo com o SPC Brasil e CNDL, a inadimplência continua crescendo.

No Nordeste, foram negativadas 15,4 milhões de pessoas, o equivalente a 39,38% da população adulta. No Sul são 7,9 milhões de inadimplentes, 35,86% dos adultos. O menor número de inadimplentes foi registrado no Centro-Oeste: 4,8 milhões. Esse número, contudo, representa 42,52% da população, patamar que supera apenas a região Norte, onde 45,74% dos adultos estão inadimplentes e negativados.

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a inadimplência deve continuar crescendo nos próximos meses em razão da piora da economia e do aumento do número de desempregados. "Apesar de os bancos e comerciantes estarem restringindo a concessão de crédito, fator que limita em parte a capacidade de endividamento do consumidor, a aceleração da inflação tem prejudicado o planejamento financeiro dos brasileiros já que há perda constante do poder de compra", diz Marcela Kawauti, da SPC Brasil.

Ela acrescenta que a escalada nas taxas de juros também encarece as compras realizadas a prazo e os financiamentos, dificultando ainda mais o pagamento em dia dos compromissos financeiros.
Fonte: Estadão - 09/03/2016 e Endividado








A diferença entre líder e jararaca


Foto de Mussum Forévis.

Vendas no varejo caem 1,5% em janeiro em comparação com dezembro







Em relação a janeiro de 2015, tombo foi de 10,3%: http://glo.bo/1nzsrEA


Na ocasião, o PSDB de Minas Gerais entrou no foco porque tinha adotado esquema semelhante para financiar campanhas eleitoraishttp://bit.ly/24SrUiU



"Não tenho nenhuma razão para duvidar da integridade de Lula. Ele seria muito burro se, com uma trajetória de vida tão exposta, tentasse esconder algo indevido."
"Vejo como um abuso de autoridade. O juiz Sérgio Moro tem o dever de respeitar os ex-presidentes da República, inclusive Lula. O Ministério Público e a Polícia Federal poderiam ter interrogado Lula em sua casa, não havia necessidade daquela pirotecnia de carro de polícia, homens armados etc. A ditadura militar tratou melhor o ex-presidente Juscelino Kubitschek, ao inquiri-lo, do que Lula foi tratado em plena democracia."
Para Frei Betto, um dos fundadores do PT, ao autorizar a condução coercitiva do ex-presidente, Moro prestou um serviço ao partido, que estava com baixa…
BRASIL.ELPAIS.COM|POR EDICIONES EL PAÍS


Jogador de futebol será indenizado por desvios praticados por gerente de banco


O atacante Rodrigo Grahl teve reconhecido o direito de ser indenizado pela Caixa Econômica Federal, em decorrência de fraudes cometidas por um gerente do banco. A decisão é dos ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na época em que jogava no exterior, o atleta abriu uma conta na Caixa Econômica Federal para depositar parte de seus salários. Grahl estabeleceu uma relação de confiança com o gerente da instituição, que ficou responsável pelos seus investimentos.

Ao retornar para o Brasil e tentar realizar uma compra, o jogador foi surpreendido pela falta de crédito. Após descobrir que o gerente desviava valores de sua conta, ingressou com ação para ter os valores devolvidos pela Caixa. Segundo o autor da ação, todos os valores repassados foram desviados.

Além dos recursos, Grahl pediu também indenização por danos morais. A sentença de primeira instância reconheceu o direito do atleta, mas o acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região reformou a sentença, aceitando a justificativa do banco de que o gerente agiu por conta própria, e não em nome da instituição, o que afastaria a responsabilidade da empresa.

Responsabilidade objetiva

Para o ministro Paulo de Tarso Sanseverino, relator do recurso, não há como afastar a responsabilidade do banco nesse caso.

“Tendo o gerente se utilizado das facilidades da função para desviar valores da conta do cliente, deve a Caixa Econômica Federal, como empregadora, responder pelos danos causados. Cabível, portanto, o restabelecimento da sentença”, argumentou.

O único ponto da sentença inicial não reestabelecido pelos ministros foi a obrigação de indenizar os valores desviados que não foram movimentados em conta, já que não há como provar a responsabilidade do banco nessas ações, feitas fora do expediente. Segundo os autos do processo, o gerente estabeleceu uma relação de amizade com o jogador e sua família, e além da gerenciar a conta no banco, fazia outros investimentos de diferentes modalidades.

A Caixa também terá que indenizar o atleta por danos morais, tendo em vista os transtornos causados. “Os valores desviados foram vultosos, quase meio milhão de reais, de modo que esse fato, por si só, se mostra apto a abalar psicologicamente o correntista (ora recorrente), gerando obrigação de indenizar”, concluiu o ministro.
Fonte: STJ - Superior Tribunal de Justiça - 09/03/2016 e Endividado



Sucesso nas Finanças: Taxas de juros devem ser pesquisadas

Quando se trata de pegar um empréstimo é fundamental rever o planejamento, pois a parcela deverá caber em seu orçamento

Rio - As instituições financeiras,quando liberam crédito por meio de financiamentos ou empréstimos, dão apoio às diversas atividades econômicas e, assim, contribuem para o desenvolvimento do país por meio do consumo de bens e serviços.

Notadamente, percebe-se que os bancos adotam práticas com objetivo de desburocratizar o acesso ao crédito para as pessoas físicas. Há campanha midiática que incentiva o consumidor a buscar empréstimo para quitar suas dívidas ou financiamento para a compra de um carro ou imóvel. Uma opção para quem precisa regularizar a situação financeira que se encontra no negativo é o crédito pessoal. Porém, é necessário considerar se os juros pagos no crédito pessoal estão abaixo das taxas cobradas nas dívidas que são quitadas.

PERGUNTA E RESPOSTA

“Tenho dívidas para pagar e estou pensando em pegar um empréstimo pessoal. Pelo que pesquisei, parece ser uma boa opção. Quais os cuidados que devo ter ao buscar esse tipo de crédito?”, Lenita, por mail


Há no mercado financeiro várias instituições ofertando crédito, com diferentes taxas de juros. O primeiro passo é fazer uma pesquisa e verificar as condições de pagamento e as taxas que estão sendo aplicadas. O Banco Central do Brasil publica na internet um ranking com as taxas de juros praticadas por 63 instituições financeiras para o crédito pessoal. No último boletim disponibilizado, há taxas de 1,5% a 20,43% ao mês, que correspondem a 19,56% a 803,95% ao ano.

Algumas instituições oferecem carência de alguns meses para começar a pagar. Porém, sempre peça para o gerente simular o pagamento com e sem carência. Tenha em mente que as taxas fixas são sempre melhores, pois trazem mais segurança e facilitam o planejamento financeiro. Os juros variáveis sofrem muito a influência do mercado financeiro e da inflação, fazendo com que a parcela chegue a patamares elevados. Novamente, você terá que pedir ao gerente uma simulação.

Caso esteja em busca de um crédito pessoal para quitar dívidas com cartão de crédito ou cheque especial, você precisa levar em conta se os juros do empréstimo ficaram abaixo dos cobrados pela administradora do cartão ou do cheque especial, caso contrário não valerá apena.

Sempre falo da importância do planejamento financeiro para a saúde de nossas contas . Quando se trata de pegar um empréstimo é fundamental rever esse planejamento, pois a parcela deverá caber em seu orçamento. Lembre-se que você fará uma dívida de longo prazo para quitar outras dívidas.

Negocie as antigas, já que irá quitá-las à vista — desta forma fará o dinheiro do empréstimo render. E, por último, mas não por fim, como diz o provérbio, “O que é combinado não custa caro.” Ou seja, sente com seu gerente e tenha uma longa e aberta conversa com ele.
Fonte: O Dia Online - 09/03/2016 e Endividado

Atrasos na liberação de produtos pela Anvisa afetam indústria farmacêutica

por VENCESLAU BORLINA FILHO


Produtos médico-hospitalares, medicamentos, vacinas e matéria-prima para a indústria farmacêutica se acumulam há 58 dias no terminal de cargas do aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas, no interior paulista.

São mercadorias importadas que dependem da liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas que, devido à falta de funcionários, seguem paradas no aeroporto, gerando prejuízo para as empresas.

Entre os medicamentos estão insulinas adquiridas pelo próprio governo federal, além de remédios para câncer e reprodução humana, anticorpos para vacinas, tubos para exames clínicos (inclusive dengue) e sondas.

Alguns desses produtos estão no terminal desde dezembro. Segundo empresas, o atraso, no início do ano, chegou a 70 dias.

Atualmente, são sete funcionários para avaliar 4.500 licenças de importação. Segundo importadores, a equipe da Anvisa no local já chegou a ter dez funcionários. Mas o ideal, ainda de acordo com as empresas, seriam 20.

O problema começou há um ano, quando alguns servidores se aposentaram. Os importadores afirmam que os problemas se repetem, com menor gravidade, nos aeroportos de Cumbica, em São Paulo, e do Galeão, no Rio.

A Anvisa diz que, para minimizar os atrasos, tenta agilizar a liberação dos produtos com a realização de forças-tarefas –funcionários de outros lugares são deslocados temporariamente para lá.

Já foram organizadas duas forças-tarefas, uma em 2015 e outra no começo deste ano.

A direção do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em Campinas e a própria concessionária de Viracopos, a Aeroportos Brasil, já avisaram que vão à Justiça para obrigar a Anvisa a agilizar a liberação.

Para a Abimed (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Saúde) e o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos de São Paulo), o prazo razoável para liberação das mercadorias seria de até sete dias.

PREJUÍZOS

Julio Gândara, diretor da multinacional 3M do Brasil, afirma que o faturamento da empresa foi afetado por causa dos atrasos. A empresa, cuja fábrica fica próxima ao aeroporto, em Sumaré (SP), teve que aumentar os estoques e praticamente dobrou os custos com armazenagem.

A Bioclin, uma das gigantes em diagnósticos in vitro do país, afirmou que prefere pagar mais caro e usar o aeroporto de Confins (MG) para evitar problemas com a liberação da mercadoria.

O aeroporto internacional de Viracopos é o segundo maior em importação de cargas. Os produtos que precisam de vistoria da Anvisa –perecíveis e ligados à área da saúde (humana e animal)– representam cerca de 10% do total importado pelo aeroporto.

Segundo Carlos Alberto Alcântara, assessor de relações institucionais da Aeroportos Brasil em Viracopos, os prejuízos à concessionária vão desde os gastos extras para armazenar as mercadorias até a perda de clientes.

outro lado

A Anvisa não respondeu sobre a falta de funcionários. Ela informou que novas forças-tarefas serão feitas até 8 de abril em Viracopos e que trabalha na transferência definitiva de seis servidores para o aeroporto "nos próximos meses".
Fonte: Folha Online - 08/03/2016 e Endvidado

Inflação na China cresceu 2,3% em fevereiro

Da Agência Lusa
O Índice de Preços ao Consumidor da China (IPC), um dos principais indicadores da inflação, subiu para 2,3% em fevereiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, anunciou hoje (10) o Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE). É o maior aumento em quase dois anos e supera a projeção de 1,8% da agência financeira Bloomberg.
Uma inflação moderada pode beneficiar o consumo, estimulando os consumidores a comprar na expectativa que os preços subirão, enquanto uma queda encoraja os clientes e empresas a adiar as encomendas.
O preço dos alimentos disparou durante o período do Ano Novo Lunar, a grande festa que reúne as famílias chinesas, com os preços da carne de porco e dos vegetais subindo 25,4% e 30,6%, respectivamente.
No mesmo período, o Índice de Preços ao Produtor caiu 4,9%, uma ligeira recuperação diante da queda de 5,3% registrada em janeiro.
É o 48º mês consecutivo em que o principal indicador da inflação registra queda, refletindo o impacto do excesso de produção que afeta grande parte do setor secundário chinês.
A subida nos preços dos alimentos é justificada pelas sucessivas ondas de frio que atingiram grande parte da China em fevereiro, informa o analista do GNE, Yu Qiumei, em comunicado.
"Tempestades de vento, queda da temperatura, chuva e nevascas, em meados de fevereiro, afetaram a produção e o transporte de vegetais frescos", lembrou Yu, acrescentando que os preços dos vegetais aumentaram 29,9% em relação a janeiro, a maior alta desde março de 2008.
Os preços no setor dos transportes e nos locais turísticos registraram aumento acentuado, resultado do aumento da procura durante o Ano Novo Chinês. A escassez de pessoal em alguns setores, durante esse período, contribuiu também para o aumento dos preços, disse o analista.
Os preços do conserto de automóveis e dos cabeleireiros, por exemplo, subiram 6,9% e 5,7%, respectivamente, em relação a janeiro.
O aumento da inflação é sinal positivo para a economia chinesa, que cresceu no ano passado ao ritmo mais lento dos últimos 25 anos (6,9%).
Pequim está iniciando uma transição no modelo econômico do país, visando a dar maior ênfase ao consumo, em detrimento de investimentos em grande obras públicas ou exportações.


A necessidade de encontrar uma rápida saída constitucional para a crise é evidente. A sociedade civil pressiona. As manifestações do próximo dia 13 vão elevar a temperatura política. Quanto mais tempo permanecer o impasse, pior para o Brasil. Se, economicamente, 2016 já está perdido, corremos o sério risco de perdermos 2017 e 2018.
É inegável que Lula e o PT já estão de mudança para o museu da história brasileira. Mais precisamente para a ala dos horrores — que é vasta. Será necessário reservar um espaço considerável. Afinal, nunca na nossa história um projeto político foi tão nefasto como o do lulismo.


Novos detalhes sobre a delação vêm à tona; assessoria do tucano negou informações


Promotor Cassio Conserino entrou com processo no Forum da Barra Funda.
G1.GLOBO.COM

Capitalização anual de juros no contrato bancário não é possível sem pactuação prévia


Entendimento é da 2ª seção da Corte Superior.

A 2ª seção do STJ, por maioria de votos, decidiu que não é possível a cobrança da capitalização anual de juros sem a expressa pactuação das partes. O colegiado seguiu o voto do relator, ministro Buzzi.

Ao negar provimento a agravo regimental em AREsp, Buzzi assentou que é a capitalização anual não pode ser cobrada sem que tenham as partes contratantes, de forma prévia, assim acordado.

“Tendo que aos contratos bancários é aplicável o Código de Defesa do Consumidor, a incidência da capitalização anual de juros não é automática, devendo ser expressamente pactuada, ante que o princípio da boa-fé, eis que o consumidor não pode ser cobrado por algo não acordado.”

O caso teve o julgamento concluído com o voto-vista do ministro Antonio Carlos Ferreira, para quem, em nosso país, é incontroverso que os contratos bancários podem ou não estipular a capitalização anual, mas a capitalização não é de aplicação automática e depende sempre de expressa manifestação da vontade. "A plena ciência do consumidor quanto às obrigações assumidas é essencial."

No resultado final, ficaram vencidos Gallotti, Cueva, Noronha e Raul.

Processo relacionado: AgRg no AREsp 429.029 – PR
Fonte: migalhas.com.br - 09/03/2016 e Endividado

Banco é condenado a indenizar cliente por aplicar seu dinheiro sem autorização prévia

por Américo Wisbeck, Ângelo Medeiros, Daniela Pacheco Costa, Maria Fernanda Martins e Sandra de Araujo


A 1ª Câmara Civil do TJ confirmou condenação imposta a uma instituição financeira que desviou R$ 50 mil da conta de um cliente para, a seu bel-prazer, fazer aplicação no mercado financeiro sem autorização.

A movimentação clandestina, consequentemente, fez com que o saldo da conta do cliente ficasse negativado. Com isso, além de perder rendimentos, o cliente ainda teve de suportar a incidência de juros sobre a utilização do chamado "cheque nobre".

O banco, sem comprovar anuência para tal movimentação, foi condenado a pagar danos materiais no valor de R$ 21 mil reais em benefício do cliente, uma empresa do ramo têxtil localizada no Vale do Itajaí. O desembargador Domingos Paludo, relator do acórdão, manteve a sentença também na parte em que negou supostos danos morais suportados pelo cliente.

Por se tratar de pessoa jurídica, explicou, a empresa deveria comprovar abalo de sua imagem perante o mercado em virtude da transação espúria, o que tão somente argumentou. A decisão foi unânime (Apelação Cível n. 2015.053987-5).
Fonte: TJSC - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - 09/03/2016 e Endividado

Investigação faz parte da Operação Acrônimo, que apura lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais: glo.bo/1nyboTj

Santa Casa de SJC deve indenizar ex-funcionária por lista de demitidos em quadro


Nome de quatro funcionários estavam em lista de demitidos por "baixa produtividade"; indenização será de mais de R$ 4 mil

A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São José dos Campos (SP) deverá pagar indenização por danos morais a uma ex-funcionária após fixar seu nome em quadro de avisos, contido em uma lista de funcionários demitidos por baixa produtividade. A decisão foi da Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que rejeitou o pedido de recurso da Irmandade de pagamento de indenização menor do que o fixado pela instância anterior, de R$ 4 mil.

Para o ministro Márcio Eurico Vitral Amaro, relator do processo na Oitava Turma, não se discute, no caso, sobre o poder do empregador de dispensar o empregado que não cumpre as metas impostas. Porém, o ministro entende que “esse poder não pode ser exercido de forma a proporcionar discriminação, humilhação, constrangimento e até mesmo intimidação dos demais empregados". Por unanimidade, a Turma não aceitou recurso.

Construtora deve pagar indenização por pedir atestado de antecedentes criminais
Anteriormente, o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) havia fixado a indenização por danos morais em R$ 4 mil, valor que deverá ser atualizado monetariamente desde a sentença, proferida em 2010. Segundo a TRT, houve exposição pública e vexatória da trabalhadora. 

O nome da vendedora estava acompanhado de outros três na lista exposta no quadro de aviso do departamento comercial em março de 2009. A mulher, que foi contratada em agosto de 2008, deu início à ação trabalhista por ter sido submetida ao constrangimento de ter seu nome fixado no quadro, além de ter de passar pela notícia desagradável de ter sido dispensada.

O iG não obteve resposta da assessoria de imprensa da Santa Casa de São José dos Campos até a publicação desta matéria.
Fonte: IG Notícias - 09/03/2016 e Endividado