PM ironiza pedido de segurança na Redenção: "Que chamem o Batman"

PM ironiza pedido de segurança na Redenção: "Que chamem o Batman"

ZHORA.CO

 

Feira de livros infantis retorna ao Jardim Botânico do Rio neste fim de semana

 

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

Quem for ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro neste final de semana poderá aproveitar o passeio para prestigiar a segunda edição da Primaverinha dos Livros. São 30 estandes, com 50 editoras que levarão, além de 3 mil títulos infantojuvenis com até 50% de desconto, muita diversão para a criançada. As atrações incluem lançamento de livros, contação de história, peças de teatro, oficina de desenho, pintura, música e quadrinhos. O evento é gratuito e ocorre hoje (6) e amanhã (7), no Espaço Tom Jobim.

A feira é promovido pela Liga Brasileira de Editoras (Libre) e tem origem na Primavera dos Livros, uma grande feira literária independente no Rio de Janeiro, que este ano vai para a 15ª edição. De acordo com a diretora da Libre Camila Perlingeiro, a ideia de fazer o evento para o público infantojuvenil surgiu por causa da alta procura pelo espaço infantil do evento dedicado ao público adulto.

“Tinha um espaço infantil super concorrido e a gente viu uma demanda de fazer algo específico para as crianças. Era uma demanda também das nossas editoras, que buscavam uma visibilidade maior para seus catálogos infantis. Temos estande coletivo, para as editoras que têm um catálogo grande e no meio tem um ou dois infantis; têm editoras grandes especializadas em livro infantil; e há outras que têm catálogo grande de livro adulto e já tem peso no infantil”.

Na primeira edição da Primaverinha, em agosto do ano passado, a feira recebeu mais de 6 mil visitantes. Camila ressalta que o livro não deve ser visto apenas para fins educacionais e também não é um concorrente do entretenimento eletrônico.

“A gente vinha com vontade de levantar uma bandeira, da leitura em família, promover o vínculo afetivo das famílias através da leitura, oferecer literatura como entretenimento para as crianças. É aquela coisa: existe tablet, televisão, mas a gente não está concorrendo. É tudo entretenimento, um livro é tão importante quanto um joguinho no computador, tão divertido quanto assistir a um desenho na televisão”, defendeu Camila.

A diretora destaca que a feira também é uma boa oportunidade para conhecer escritores contemporâneos, que têm pouco espaço nas escolas em geral. “O grande problema que nós temos – editoras independentes que publicam sobretudo literatura contemporânea – é fazer com que a escola perceba que tem coisa nova acontecendo, obviamente sem desmerecer os clássicos, todos eles precisam ser lidos, mas a gente também precisa avançar, a gente precisa saber que tem mais coisa por aí, que tem coisa acontecendo agora, que foi publicado agora, que está falando de temas atuais”.

 

Agência Brasil

 

 

Papa elogia diálogo na Bósnia e cobra continuidade da paz

 

Da Agência Lusa

O papa Francisco elogiou hoje (6), em Sarajevo, os progressos vividos na Bósnia-Herzegovina nos últimos anos, mas cobrou a continuidade do diálogo para a paz.

“Tenho o prazer de ver os progressos realizados, que devemos agradecer ao senhor e a tantas pessoas de boa vontade. No entanto, é importante não se contentar com o que já foi alcançado, mas procurar adotar novas medidas para fortalecer a confiança e criar oportunidades para que se aumente a compreensão e o respeito mútuo”, disse ao discursar durante a cerimônia de boas-vindas no palácio presidencial, na capital da Bósnia-Herzegovina.

Francisco fez um apelo à comunidade internacional, “em particular à União Europeia”, para que contribua para que “o processo de paz começado seja cada vez mais sólido e irreversível”.

O papa recordou a visita de João Paulo II em 1997 a Sarajevo, que ainda tentava se recuperar da guerra (1992-1995), e disse que está satisfeito por chegar à capital bósnia “como peregrino da paz e do diálogo”.

“Para mim é um motivo de alegria estar nesta cidade, que sofreu tanto por causa dos sangrentos conflitos do século passado e voltou a ser um lugar de diálogo e convivência pacífica”, enfatizou.

O papa disse que a Bósnia-Herzegovina “tem um significado especial para a Europa e para o mundo inteiro”, pois nestes territórios “existem comunidades que há séculos professam religiões diferentes e pertencem a etnias e culturas distintas, cada uma com as suas características peculiares e orgulhosa das suas tradições específicas”.

Francisco pediu às autoridades políticas do país que protejam “os direitos fundamentais da pessoa, entre os quais se destaca a liberdade religiosa” para assegurar “a efetiva igualdade de cada cidadão diante da lei, independentemente da sua origem étnica, religiosa e geográfica”.

O presidente da Bósnia-Herzegovina, o sérvio Mladen Ivanic, disse confiar que “o tempo da falta de entendimento, da intolerância e divisões ficou para trás”. Para ele, a população aprendeu a lição do passado recente e está diante de “um novo tempo de entendimento, reconciliação e cooperação”.

Ivanic estava acompanhado de outros membros que formam a composição presidencial do país, que é rotativa: o muçulmano Bakir Iztbegovic e o croata Dragan Covic.

“Desejamos edificar a Bósnia-Herzegovina como uma sociedade à medida do homem e de todas as religiões. O cumprimento deste objetivo não é fácil e representa um grande desafio, tanto para os líderes políticos e religiosos como para cada cidadão”, disse Ivanic.

Acrescentou que a “Bósnia-Herzegovina tem sido um símbolo do verdadeiro entendimento das diferenças étnicas e religiosas, mas também das profundas divisões, conflitos e sofrimentos”.

Depois da reunião com as autoridades bósnias, o papa seguiu para o Estádio Olímpico de Sarajevo para rezar uma missa para cerca de 65 mil fiéis.

 

Agência Brasil

 

Imigrantes percorrem caminho de incertezas em busca de realizar seus...

ZHORA.CO

 

Cantareira interrompe a sequência de altas e fica estável

 

Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

Depois de registrar altas consecutivas por seis dias seguidos, o nível do Sistema Cantareira ficou estável hoje (6) em 20,2%, segundo a medição da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), sem levar em consideração o uso da reserva técnica (água que fica abaixo das comportas). Essa marca indica que o nível precisaria subir mais nove pontos percentuais para a reposição da água retirada dessa reserva e assim atingir a superfície do volume útil (água que fica acima das comportas).

Pelo cálculo da Sabesp que inclui o bombeamento da reserva técnica, o Cantareira opera com 15,6% de sua capacidade total, o que significa uma oferta disponível de 198,3 bilhões de litros para o abastecimento de 5,4 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo.

O Cantareira continua sendo o manancial que tem a pior condição hídrica entre os seis sistemas administrados pela Sabesp. Nos cinco restantes, ocorreram perdas de ontem (5) para hoje em todos eles e o que apresenta a escassez mais preocupante é o Alto Tietê, cujo nível caiu de 21,9% para 21,8%.

Esse manancial atende 4,5 milhões de pessoas em cidades a leste da Grande São Paulo como Arujá, Itaquaquecetuba, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano, além de parte de Guarulhos (bairros dos Pimentas e Bonsucesso) e algumas localidades da zona leste da capital paulista e do município de Mauá, que pertence ao ABC paulista.

No Sistema Guarapiranga, o nível baixou de 79,4% para 79,1%; no Alto Cotia, de 67,1% para 66,9%; no Rio Grande, de 92,4% para 92,2% e no Rio Claro, de 55,9% para 55,7%.

 

Agência Brasil

 

Sobe para 396 o número de mortos em naufrágio na China

 

Da Agência Lusa

Sobe para 396 número de mortos em naufrágio na China

O naufrágio do navio Estrela Oriental já é considerado o maior acidente marítimo na China das últimas décadasImagem/EPA/Agência Lusa

As autoridades chinesas informaram hoje (6) que o número de mortos no naufrágio de um navio no Rio Yangtzé, na última segunda-feira (1º), subiu para 396. Quarenta e seis pessoas continuam desaparecidas.

De acordo com o governo chinês,  há apenas 14 sobreviventes entre as 456 pessoas que estavam a bordo da embarcação.

O número de mortos subiu rapidamente depois que as equipes que trabalham no local do naufrágio, no maior rio do país, conseguiram virar o navio, depois de várias manobras, de acordo com a agência chinesa de notícias Xinhua.

Das 456 pessoas que viajavam no Estrela Oriental, a maioria aposentados que faziam turismo, apenas 14 sobreviveram. Entre os sobreviventes, estão o capitão e o chefe das máquinas, que conseguiram sair do barco antes do naufrágio, que já é considerado o maior acidente marítimo na China em décadas.

Os parentes dos mortos e desaparecidos reclamam da falta de informações das autoridades e pedem para ver os corpos das vítimas. “Queremos ver os corpos dos nossos familiares, alguns creem que o governo os quer ocultar. Temos o direito a enterrá-los”, disse Xia Yunchen, irmão de um dos tripulantes do Estrela do Oriente.

 

Agência Brasil

Gilmar Mendes vai votar ainda em junho o financiamento de campanhas

Veja a entrevista: http://glo.bo/1GaLxam ‪#‎GloboNewsPlay‬

Gilmar Mendes vai votar ainda em junho o financiamento de campanhas

O ministro comentou a Lava-Jato, a reforma política e a maioridade penal. Veja a entrevista exclusiva de Mario Sergio Conti com o ministro do STF.

G1.GLOBO.COM

 

José Graziano é reeleito diretor-geral da FAO

 

Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil* Edição: Denise Griesinger

Durante conferência da FAO em Roma, o brasileiro José Graziano foi reconduzido ao cargo de diretor-geral da entidade

Na abertura da conferência discursaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta do Chile, Michelle Bachellet, e o presidente de Itália, Sergio MattarellaAngelo Carconi/EPA/Agência Lusa

O brasileiro José Graziano foi reeleito hoje (6) diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês). Candidato único, Graziano foi reconduzido ao cargo com votos de 177 dos 182 países reunidos na 39ª Conferência da FAO, na sede da entidade, em Roma.

Saiba Mais

Graziano está no comando da FAO desde 2012 e ficará por mais quatro anos no posto máximo da entidade, até julho de 2019. Ex-ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome entre 2003 e 2004, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Graziano foi responsável pelo Programa Fome Zero, uma das marcas da gestão de Lula.

Após a votação deste sábado, o diretor-geral da FAO fez um breve discurso em que reafirmou o compromisso da entidade em trabalhar para erradicar a fome e a desnutrição no mundo.

Segundo informações da FAO, desde que assumiu o comando da organização, Graziano reforçou capacidades institucionais da entidade, ampliou a colaboração com parceiros externos e conseguiu mais apoio para cooperação Sul-Sul, entre países em desenvolvimento.

A Conferência Bienal da FAO começou hoje e vai até o dia 13 de junho, em Roma. Lula participou do primeiro dia do evento e, durante seu discurso, defendeu as políticas sociais brasileiras e disse que o país está prestes a superar a fome e a miséria.

“Pela primeira vez, há uma geração de brasileiros que cresce sem conhecer o drama da fome. A fome não é um fenômeno natural, mas sim um fenômeno social que é resultado de um desequilíbrio nas estruturas econômicas dos países”, disse o ex-presidente brasileiro. Também discursaram hoje na FAO o presidente de Itália, Sergio Mattarella, e a presidenta do Chile, Michelle Bachellet.

 

Agência Brasil

 

 

Escândalo na Fifa leva David Cameron a defender ofensiva contra a corrupção

 

Da Agência Lusa Edição: Denise Griesinger

O primeiro-ministro britânico David Cameron vai lançar, durante a Cúpula do G7, que começa amanhã (7) na Alemanha, um apelo para uma ofensiva global contra o “câncer da corrupção”, após o escândalo que atingiu a Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Em comunicado divulgado hoje (6), Cameron afirmou que o grupo dos sete países mais industrializados do mundo deve usar o escândalo da Fifa como inspiração para combater a corrupção globalmente.

“Na última quinzena, fomos confrontados com duras verdades sobre a Fifa. O organismo que governa o futebol tem enfrentado terríveis acusações que sugerem que está completamente impregnado pela corrupção”, avaliou o primeiro-ministro britânico.

“Tal como sucede com a Fifa, nós sabemos que o problema está lá, mas há uma espécie de tabu internacional quando se trata de apontar o dedo e de levantar preocupações”, destacou.

Cameron defendeu a uma mudança de procedimentos nas cúpulas internacionais: “Os líderes se reúnem para falar de ajuda, crescimento econômico e sobre como garantir a segurança do nosso povo. Mas simplesmente não falamos o suficiente sobre corrupção. Isto tem de mudar. Temos de mostrar um pouco da mesma coragem que expôs a Fifa e quebrar o tabu de falar sobre corrupção”.

Ele comparou a corrupção a um câncer. "Não ameaça apenas a nossa prosperidade, também mina a nossa segurança”, comparou.

A Cúpula do G7, que tem como anfitriã a chanceler alemã Angela Merkel, vai reunir, além da alemã e do britânico, os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, da França, François Hollande, e os primeiros-ministros da Itália, Matteo Renzi, do Canadá, Stephen Harper, e do Japão, Shinzo Abe.

Hoje, na véspera da reunião, milhares de manifestantes participaram de protestos contra o G7. O grupo se concentrou em frente à estação ferroviária de Garmisch-Partenkirchen, no sul da Alemanha, com cartazes contra o tratado de livre comércio entre os Estados Unidos e a União  Europeia e críticas à falta de ação dos países do G7 no combate às mudanças climáticas.

As autoridades alemãs estimam que até 8 mil manifestantes se reúnam nos próximos dias para protestar contra o G7. O esquema policial para a cúpula inclui mais de 22 mil agentes, barreiras de controle nas estradas e fechamento do espaço aéreo em um raio de 100 quilômetros ao redor do Castelo de Elmau, que vai sediar o encontro de chefes de Estado.

 

Agência Brasil

 

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Rio terá primeiro Festival de Choro na Gamboa

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio

Com apoio do Ministério da Cultura, a primeira edição do Festival de Choro na Gamboa será realizada entre os dias 18 e 20 deste mês, no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. Serão três dias de apresentações gratuitas, com três atrações por noite.

O curador do festival, violonista Yamandu Costa, disse à Agência Brasil que a meta é inserir o evento no calendário oficial da cidade. “Quando a gente fala desse tipo de projeto, a intenção é essa. O Rio de Janeiro passa por um momento especial. Os holofotes do mundo estão muito virados para nós e é muito importante que, cada vez mais, tenhamos eventos que abranjam esse universo da música tradicional”.

Acrescentou que a “nossa ideia é que dê muito certo isso, que se democratize mais essa música e as pessoas tenham mais oportunidade de se identificar com essa cultura que é tão peculiar nossa, brasileira”.

Yamandu Costa abrirá o festival, ao lado de Penezzi, no dia 18, às 19h, seguindo-se apresentação do grupo Choro Rasgado e Rogério Caetano Trio. “No final, a gente faz uma grande roda de choro para contemplar o primeiro dia de festival”. Na sexta-feira, os convidados são Alexandre Ribeiro e Maurício Castilho e Sexteto.

Castilho é filho do músico Álvaro Carrilho e sobrinho do flautista Altamiro Carrilho. No sábado (20), se apresentam Regional Nacional e Nina Wirtti, Zé e Silvério e o grupo Gafieira do Bebê.

Para o curador, a iniciativa procura misturar músicos renomados com novas figuras do choro nacional. A lista de atrações inclui o trombonista brasileiro Zé da Velha, conhecido como um dos maiores solistas de choro do Brasil e Silvério Pontes, que integrou o naipe de metais das bandas de Luiz Melodia, Tim Maia, Ed Motta, Cidade Negra e Elza Soares.

“E tem novidades”, destacou Yamandu Costa. Entre elas, Alessandro Bebê Kramer, ou simplesmente Bebê Kramer, gaúcho que desembarcou na Lapa com seu acordeão acompanhando músicos que chegaram para viver a efervescência do bairro boêmio na virada dos anos 1990 para 2000. Do encontro com o maestro Paulo Moura, Bebê acabou desenvolvendo a ideia de explorar mais o instrumento no contexto da gafieira. Assim, nasceu o grupo Gafieira do Bebê.

Yamandu Costa salientou que, como o festival será feito em um espaço aberto, diferente do clima mais formal de uma sala de concertos, há condições para que seja feita uma dinâmica mais forte, mais adequada a esse tipo de local. “O MAR é um patrimônio novo do Rio e tem tudo a ver com a alma carioca, com o choro. A gente espera que todas essas peças se encaixem e a cidade ganhe um evento de altíssimo nível que tanto merece”.

 

Agência Brasil

 

 

Médica alerta para importância da triagem neonatal

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar

A triagem neonatal, mais conhecida como Teste do Pezinho, é considerada fundamental pela médica geneticista Renata Zlot, da Associação Carioca de Assistência à Mucoviscidose – Fibrose Cística (Acam-RJ) -, porque os exames “vão detectar se a criança pode ter uma doença ou não”.

O Dia Nacional da Triagem Neonatal é comemorado neste sábado (6). O teste é gratuito e pode ser feito em qualquer posto de saúde ou unidade da rede pública.

Segundo a médica, o teste em si não é um diagnóstico. “É um exame de triagem e, se vier positivo, o paciente é encaminhado para serviços especializados, onde será confirmado se ele tem ou não a doença”. Daí a importância do exame ser feito da forma adequada, entre o terceiro e o quinto dia de vida da criança, “porque algumas dessas doenças são muito graves e têm tratamento”.

O procedimento é feito por meio da coleta de gotinhas de sangue no calcanhar do bebê e detecta doenças congênitas, sendo a maioria de causas genéticas, que são potencialmente graves e podem causar lesões irreversíveis na criança, entre as quais atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.

“O tratamento tem que ser iniciado cedo para não dar repercussões”. Renata Zlot disse, ainda, que o hipotireoidismo congênito e a fenilcetonúria, por exemplo, que deram início à triagem neonatal, provocam um retardo mental importante.

Observou que, se a medicação começar a ser dada no primeiro ou segundo mês de vida, “a criança vai ser normal, sem nenhum retardo. Vai ser uma pessoa produtiva, que vai crescer, ter filhos, um adulto normal”. Acrescentou, porém, que isso só é possível se a doença for detectada precocemente e tiver o tratamento adequado.

A médica geneticista argumentou que, se os pais deixam para fazer a triagem aos cinco meses de vida do filho, pode ser tarde demais e o paciente acabará tendo as repercussões da doença. Reiterou que o ideal é fazer o teste do pezinho entre o terceiro e o quinto dia de vida útil, porque “quanto mais cedo a gente descobre, é melhor”. Nessa faixa etária, a criança já está amamentando no peito, condição para a detecção de algumas doenças, como a fibrose cística, ainda não muito conhecida por todos os pediatras.

A fibrose cística é uma doença genética em que está alterada uma proteína que regula o canal de cloro. “O canal de cloro não funcionando, ou funcionando pouco, acaba que a secreção fica muito espessa. O paciente tem tosse crônica, infecções de repetição (sinusite, pneumonia), não consegue absorver bem os alimentos. Por isso, são pacientes que têm muita diarreia, são desnutridos, têm baixa estatura. É uma doença muito grave, que pode levar ao óbito ainda criança”.

Renata salientou que, fazendo um diagnóstico cedo, antes dos sintomas, podem ser feitas as medicações necessárias e o paciente vai viver muito melhor. As doenças que são triadas atualmente no Rio de Janeiro são falciforme e hemoglobinopatias, fenilcetonúria, hiperplasia adrenal congênita, hipotireoidismo congênito e fibrose cística (mucoviscidose) e deficiência de biotinidase.

O programa de triagem neonatal do Brasil segue diretrizes internacionais.

 

Agência Brasil

 

Doentes têm direitos que desconhecem, diz especialista

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio

Pessoas com câncer têm direitos que muitas vezes desconhecem, disse à Agência Brasil, no Rio de Janeiro, a advogada Danielle Bitetti. Especializada em direitos do consumidor e na área da saúde, ela observa que os pacientes têm direito, por exemplo, a medicamentos de alto custo que podem ser utilizados no tratamento da doença. O acesso muitas vezes é negado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e por planos de saúde.

Em muitos casos, beneficiários de assistência médica privada encontram dificuldade de acesso aos medicamentos importados ou de uso oral ou domiciliar. “Nas duas situações, as condutas dos planos e também do Sistema Único de Saúde são consideradas abusivas e podem ser contestadas na Justiça”, afirma Danielle.

Ela explica que as pessoas podem buscar a Justiça porque têm direito ao tratamento solicitado pelo médico, e não ao que o plano de saúde ou o sistema público escolherem.

Essa conduta é considerada abusiva pelos órgãos de defesa do consumiror, opina a advogada. Ela lembra que o paciente com câncer tem prioridade também no rápido atendimento na Justiça.

 

Agência Brasil

Barack Obama chega à Alemanha para Cúpula do G-7, se reúne com Angela Merkel e diz que grupo deve priorizar sanções contra a Rússia

Comandante da Brigada diz para a população chamar o Batman

Rui Barbosa (1849-1923)

Nascido em Salvador, Bahia, seu nome completo era Rui Barbosa de Oliveira. Jurisconsulto, jornalista, escritor (é um dos maiores clássicos da língua portuguesa), parlamentar de raríssimos dotes oratórios, estadista (foi senador em 1890, candidato à presidência da República em 1910), notabilizou-se como o primeiro ministro da Fazenda da República do Brasil, percuciente revisor do Projeto do Código Civil Brasileiro (sua revisão suscitou vivas controvérsias, sobretudo com o professor Ernesto Carneiro Ribeiro, para a elucidação do qual escreveu sua famosa Réplica), e chefe da delegação brasileira à Segunda Conferência de Paz, em Haia (1907), onde granjeou fama universal (foi cognominado Águia de Haia). Membro e presidente da Academia Brasileira de Letras, morreu em Petrópolis. O dia de seu nascimento (5 de novembro)é consagrado como Dia da Cultura Nacional

Projeções reforçam cenário preocupante

O leitor diário da coluna já sabe. Há El Niño e que cada vez mais está a ganhar força. E leu também na última semana que o padrão hoje no Pacífico é muito semelhante ao de 1997, ano que marcou o começo do Suer El Niño de 1997/1998, o mais forte do século XX. Um El Niño forte traria o risco de muita chuva nos próximos meses, como a MetSul tem alertado reiteradamente nesta coluna. Projeções de modelos com atualização mensal e tendências para até seis meses, que entraram nos últimos dias, reforçaram ainda mais o cenário preocupante para o que resta de 2015. Os modelos são consistentes em indicar chuva muito acima da média, em alguns casos com anomalias extremas, para o inverno e a primavera. A chuva já aumenta em junho e a maioria dos modelos projeta um segundo semestre com vários meses de chuva muito acima do normal. O risco de cheias de rios e enchentes é altíssimo, o que exige preparação estatal desde já. O que pode vir pela frente não é ordinário e, se as projeções estiverem certas, terá alto custo.

Modelos

Um grande número de modelos climáticos indica que o El Niño, ainda fraco no Pacífico, ficará moderado a forte nos próximos meses. Alguns chegam a projetar condições de um Suer El Niño de tão intenso.

1997

Outubro foi o mês crítico em 1997. A chuva naquele mês somou nas estações do Inmet 688 mm em Cruz Alta, 550 em Passo Fundo, 476 mm em Santa Maria, 473 em Iraí e 266 mm em Porto Alegre.


Fonte: Correio do Povo, coluna Tempo e Clima, página 12 de 17 de maio de 2015.

Produtos: aquisição responsável

 Uma pesquisa recente mostrou que as pessoas sabem da importância de adquirir um produto certificado, dentro das nomas legais. Contudo, uma grande parcela ainda compra no comércio informal devido ao preço, ainda que isso implique colocar em risco a segurança do usuário, notadamente no caso de crianças que recebem brinquedos suscetíveis de causar danos à saúde. Essa postura leva prejuízo à coletividade numa série de itens, inclusive com consequências na prestação de serviços por parte do poder público.
Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto MDA para o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) envolveu 3.387 entrevistados. Do total, 86,9% disseram ter confiança no selo do órgão e 61,4% mostraram preferir produtos com tal indicativo. Todavia, o mesmo levantamento indicou que 32,1% já adquiriram um produto no mercado informal nos últimos 12 meses, com destaque para brinquedos que responderam por 37,1% dessas aquisições.
Esses números mostram que é preciso esclarecer a população sobre o duvidoso custo-benefício desse ato de compra. Não apenas pelo bem ilegal como ainda pelo fato de que esse tipo de atividade, não raras vezes, capitaliza o crime organizado. Além disso, essa movimentação financeira não gera tributos para os cofres públicos, numa evasão de verbas que poderia se traduzir em mais serviços em áreas essenciais, como saúde, educação, segurança e saneamento. Nesse caso, os benefícios são para poucos e os prejuízos do conjunto da sociedade.


Fonte: Correio do Povo, editorial da edição de 29 de maio de 2015, página 2.

Perspectiva positiva para o Rio Grande, por Marcelo Bertoluci*

 A crise que assola a saúde financeira do Rio Grande do Sul vem atingindo fortemente os gaúchos. Entretanto é o momento de gerar a oportunidade de pensarmos e agirmos de foma diferente, havendo a necessidade de uma agenda positiva.
Uma das alternativas concretas é a revisão da dívida do Estado do RS com a União federal, por meio da Ação Civil Originária (ACO) 2.059, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Ajuizada a forma pioneira pela OAB/RS, em novembro de 2012, a matéria traz a perspectiva de uma solução efetiva para um problema histórico e injusto. É concebível que 13% da receita estadual seja destinada à União, enquanto as verbas para saúde, educação, segurança e precatórios ficam muito aquém, em flagrante violação ao Pacto Federativo.
A ação judicial da OAB/RS é mais abrangente do que a lei aprovada recente pelo Congresso Nacional. Entre os itens, a ação pretende alterar a forma de pagamento da dívida, com exclusão do critério que prevê o cálculo das prestações mensais com base na Tabela Prince, adotando-se método em que, primeiro, amortize-se o saldo devedor mediante redução do valor relativo à prestação paga: busca substituir o IGP-DI pelo IPCA; visa a proibir a cobrança de juros sobre juros para que seja refeito cálculo da dívida para fins de apuração dos valores que seriam efetivamente devidos; e propõe definir o pagamento mensal pelo Estado para que não ultrapasse 10% da receita líquida.
Neste mês, fomos ao STF defender a necessidade do julgamento da ação. A mobilização da OAB/RS vem de muito tempo, tanto que a matéria foi apresentada em 2012 ao então governador do Estado, Tarso Genro. Em abril deste ano, fomos ao Palácio Piratini entregar cópia da ação judicial ao atual chefe do Executivo José Ivo Sartori.
A última gestão estadual não se manifestou em relação à nossa ação, mas o atual governo, se assim entender, pode fazer parte dessa iniciativa que busca auxiliar a sanar a sanar as duras contas do RS. Mais uma vez, demonstramos de forma concreta que a OAB/RS brada em nome da cidadania.


*Presidente da OAB/RS


Fonte: Correio do Povo, págins 2 de 29 de maio de 2015.

Personagens de Guerra Brasílica

Embora articulada e em parte conduzida por membros da alta burguesia luso-brasileira, a guerra contra os holandeses passou à história como o confronto que lançou as bases do nacionalismo brasileiro porque o exército que enfrentou o invasor era “ o amálgama das três raças”. De fato, além dos pelotões chefiados por Fernandes Vieira e Vidal de Negreiros, a vitória brasileira só se tornou possível graças ao batalhão de índios comandado pelo potiguar Felipe Camarão e ao batalhão de negros chefiado por Henrique Dias. Os holandeses também tiveram aliados nativos: os índios potis, paraupabas e janduís mais o mulato trânsfuga Domingos Calabar. A seguir, a biografia sucinta de algumas figuras da Guerra do Açúcar:
Matias de Albuquerque: O principal opositor dos holandeses não participou das lutas decisivas – estava injustamente preso em Lisboa. Depois, foi anistiado.
João Fernandes Vieira: Negociante no Recife, foi preso em 1635. Logo se aliou aos holandeses e adquiriu “a maior fortuna da terra”. Em dívida com a WIC, liderou a revolta após a saída de Nassau.
André Vidal Negreiros: Rico senhor de engenho, virou chefe das guerrilhas. Tomou Recife em 1654 e foi governador de Pernambuco e de Angola até 1666.
Felipe Camarão: Potiguar, nascido em 1591, Antônio Poti (“camarão”, em tupi) se converteu ao cristianismo, tornou-se um dos mais fiéis aliados dos portugueses e o indígena mais respeitado do Brasil. Chefe de um batalhão com apenas 170 índios, obteve grandes vitórias. Em 1633, o rei Felipe III lhe deu brasão de armas e pensão de 40 mil-réis. Antônio Poti virou Dom Felipe Camarão. Em 1635 ganhou comenda da Ordem de Cristo. Combatia ao lado da mulher, Clara. Depois da primeira batalha dos Guararapes, Camarão adoeceu e morreu em 24/8/1648.
Henrique Dias: Filho de negros libertos, se apresentou a Matias de Albuquerque à frente de um batalhão de negros “de quatro nações: Minas, Ardas, Angolas e Crioulos”. Ferido na batalha de Camandituba, teve amputada metade do braço. Tornou-se governador dos Crioulos, Negros e Mulatos.
Domingos Calabar: Guerrilheiro mulato, lutou ao lado de Matias de Albuquerque, mas passou aos holandeses em abril de 1632. Deu muito trabalho aos brasileiros. Capturado em julho de 1634, foi torturado, enforcado e esquartejado. Destino similar aos dos caciques janduí, poti e paraupaba.


A maior contribuição nacional à história militar mundial foi dada nos quase 30 anos durante os quais os exércitos luso brasileiros combateram o invasor holandês: nas colinas e alagadiços, nas matas e nos areais de Pernambuco, o Brasil pode ter inventado a guerra de guerrilhas. Conhecedores profundos do terreno bem adaptados à natureza tropical, portugueses como Matias de Albuquerque, índios como Felipe Camarão e negros como Henrique Dias idealizaram uma tática de luta, que segundo o historiador Golsalves de Mello, foi “uma antecipação do estilo brasileiro de jogar futebol”. Para Gilberto Freyre, a guerra brasílica era “um conjunto de qualidades de surpresa, de manha, de astúcia, de ligeireza e ao mesmo tempo de brilho e de espontaneidade individual … alguma coisa de dança e de capoeira”. Os adversários, mesmo derrotados, souberam reconhecer a excelência das táticas nativas. Testemunha ocupar da segunda batalha dos Guararapes, o holandês Michiel van Goch escreveu que as tropas brasileiras eram “ligeiras e ágeis por natureza, de modo que cruzam matos e brejos, sobem morros aqui tão numerosos e descem-nos tudo com rapidez e agilidade notáveis”.


Fonte: História do Brasil (1996), página 63.

Pacífico esquentará durante este outono

O Pacífico Equatorial tem águas mais quentes do Centro (região Niño 3.4) para o Oeste no oceano hoje, tal como destacou a coluna na semana passada, enquanto na área mais a Leste (Niño 1.2) predominam águas mais frias desde o começo do ano, o que explica a irregularidade na chuva observada desde fevereiro. Quase todos os modelos climáticos analisados pela MetSul Meteorologia indicam que no decorrer deste outono haveria um aquecimento das águas do Pacífico em toda a faixa equatorial com a caracterização de um El Niño clássico. Este aquecimento seria notado principalmente na segunda metade da estação. Por isso, a chuva aqui no Rio Grande do Sul ainda apresentará irregularidade agora neste período inicial de outono, entretanto, deve aumentar e com risco de excessos à medida que se aproximar o inverno respondendo ao aquecimento que deve ocorrer nas regiões Central e Leste do oceano Pacífico Equatorial. A maioria das projeções indica que a atmosfera responderá ao aquecimento com repercussão na chuva aqui no Rio Grande do Sul.


Fonte: Correio do Povo, coluna Tempo e Clima, página 16 de 24 de março de 2015.