Eleição na Alemanha: após boca de urna, Merz anuncia vitória e Scholz, derrota

 Segundo a boca de urna, a legendade Merz teve 29% dos votos, seguida pelo partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que ficou com 19,5%

Scholz disse se sentir honrado por ter sido chanceler, e apontou que agora é hora de tratar das coligações | Foto: INA FASSBENDER / AFP / CP


Após os resultados da pesquisa de boca de urna, o candidato Friedrich Merz, da União Democrática Cristã (CDU), partido conservador tradicional, se declarou vencedor das eleições legislativas da Alemanha. Segundo a boca de urna, a legenda teve 29% dos votos, seguida pelo partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), liderado por Alice Weidel, que ficou com 19,5%. É o melhor resultado para a extrema direita alemã desde a Segunda Guerra Mundial. O Partido Social-Democrata (SPD), do atual chanceler Olaf Scholz, ficou em terceiro lugar, com 16%

Tradicionalmente, o candidato do partido que obtém o maior número de votos se torna o novo chanceler, mas essa definição só ocorrerá após as negociações para a formação de uma coalizão, que devem acontecer nas próximas semanas. Após os resultados das eleições, os principais partidos tentarão formar uma aliança estável para governar, já que é difícil que um partido consiga 50% dos votos, o que garantiria o controle do Bundestag.

Todos os grandes partidos do sistema político da Alemanha se recusaram a trabalhar com o AfD, uma estratégia criada desde o fim da 2ª Guerra para impedir o retorno de extremistas ao poder após a derrota do nazismo.

Merz, vencedor pela boca de urna e que se autodenomina um conservador social e liberal econômico, levou os democratas-cristãos mais para a direita, principalmente em relação à imigração, desde que sucedeu a ex-chanceler Angela Merkel como líder do partido em 2021. Merkel criticou abertamente Merz no mês passado por ter contado com o apoio da extrema-direita para aprovar uma moção não vinculante sobre migração no parlamento.

Merz deve ter um caminho difícil para formar um governo na Alemanha, mas prometeu iniciar rapidamente as conversas com o intuito de restaurar a liderança alemã na Europa. "O mundo exterior não está esperando por nós", disse ele aos apoiadores. "E também não está à espera de longas conversas e negociações de coligação. Agora devemos ser capazes de agir rapidamente novamente para que possamos fazer a coisa certa."

O chanceler Olaf Scholz também reconheceu a derrota de seu partido em um discurso na sede da legenda. "É um sentimento amargo", discursou Scholz diante de uma multidão.

Coalizão

É incerto se Merz terá maioria para formar uma coalizão com o partido de Scholz ou se precisará de um terceiro partido para formar governo. O líder conservador disse que "o mais importante é restabelecer um governo viável na Alemanha o mais rápido possível".

"Estou ciente da responsabilidade", disse Merz. "Também estou ciente da escala da tarefa que temos pela frente. Abordo isso com o maior respeito e sei que não será fácil."

A líder do AfD, Alice Weidel, afirmou que a legenda de extrema direita está "aberta a negociações de coligação" com o partido de Merz. Mas o líder do CDU não deseja formar uma coalizão com a AfD.

Trump parabeniza Merz

presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou o resultado da União Democrática Cristã (CDU), o partido conservador tradicional. O republicano apontou que este domingo, 23, é "um grande dia para a Alemanha e para os Estados Unidos".

"Assim como nos Estados Unidos, as pessoas na Alemanha se cansaram da agenda sem bom senso, especialmente em energia e imigração, que permaneceu por tantos anos", disse Trump em uma publicação escrita em maiúsculas em sua plataforma Truth Social. "É um grande dia para a Alemanha", acrescentou.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Gastão de Orléans, Conde d'Eu: O Príncipe Militar que Marcou o Brasil e a Guerra do Paraguai

 

Gastão de Orléans, Conde d'Eu: O Príncipe Militar que Marcou o Brasil e a Guerra do Paraguai

Gastão de Orléans, Conde d'Eu (nome completo: Luís Filipe Maria Fernando Gastão de Orléans), nascido em 28 de abril de 1842, em Neuilly-sur-Seine, França, e falecido em 28 de agosto de 1922, a bordo do navio Massilia, no Atlântico, foi uma figura histórica de destaque tanto na Europa quanto no Brasil. Militar francês de nascimento, ele se tornou uma personalidade relevante na história brasileira por seu casamento com a princesa Isabel, herdeira do trono do Império do Brasil, e por sua atuação como comandante militar durante a Guerra do Paraguai (1864-1870). Vamos explorar detalhadamente sua vida, seu papel como militar e sua importância histórica.

Origens e Contexto Familiar

Gastão era membro da Casa de Orléans, um ramo da dinastia Bourbon que governou a França durante a Monarquia de Julho (1830-1848) sob o reinado de seu avô, Luís Filipe I, conhecido como o "Rei Cidadão". Após a Revolução de 1848, que depôs Luís Filipe, a família real francesa foi exilada, e Gastão nasceu já fora do poder, vivendo entre a França e a Inglaterra. Educado com esmero, ele recebeu formação militar e demonstrou interesse pela carreira das armas desde jovem, influenciado pela tradição de sua família e pelo ambiente de instabilidade política da Europa no século XIX.

Seu destino mudou drasticamente em 1864, quando, aos 22 anos, casou-se com a princesa Isabel, filha mais velha do imperador Dom Pedro II do Brasil. Esse casamento foi arranjado por razões dinásticas e políticas, visando fortalecer os laços entre o Brasil e as monarquias europeias. Gastão, embora inicialmente relutante, aceitou o enlace, que o colocou no centro da corte brasileira e o transformou em uma figura pública no Império.

Carreira Militar e a Guerra do Paraguai

Apesar de ser um príncipe europeu, Gastão não se limitou a uma vida cerimonial no Brasil. Ele se envolveu ativamente na vida militar do país, especialmente durante a Guerra do Paraguai, também conhecida como Guerra da Tríplice Aliança. Esse conflito, que opôs Brasil, Argentina e Uruguai ao Paraguai entre 1864 e 1870, foi um dos mais sangrentos da história da América Latina.

Em 1869, Gastão assumiu o comando supremo das forças brasileiras na guerra, substituindo o Duque de Caxias, que se afastou por motivos de saúde e discordâncias estratégicas. Sua nomeação foi controversa: ele era jovem, estrangeiro e carecia da experiência prática de Caxias, o que gerou desconfiança entre os militares brasileiros. Contudo, Gastão demonstrou competência e determinação. Sob seu comando, as tropas brasileiras obtiveram vitórias decisivas, como a Batalha de Campo Grande (ou Acosta Ñu), em agosto de 1869, e culminaram na derrota final do líder paraguaio Francisco Solano López, em Cerro Corá, em 1º de março de 1870, marcando o fim da guerra.

Embora a vitória tenha consolidado sua reputação como militar, Gastão enfrentou críticas por sua condução do conflito. A Batalha de Campo Grande, por exemplo, foi marcada por uma brutalidade extrema, com a morte de milhares de combatentes paraguaios, muitos deles jovens recrutas, o que manchou sua imagem entre alguns setores da sociedade. Ainda assim, sua participação foi crucial para o desfecho da guerra, que garantiu a supremacia brasileira na região platina e fortaleceu o Império como potência regional.

Vida no Brasil e Relação com a Monarquia

Após a guerra, Gastão voltou ao Brasil e assumiu um papel mais discreto, vivendo ao lado da princesa Isabel. Como consorte da herdeira do trono, ele se envolveu em questões políticas e sociais, mas sempre com cautela, pois Dom Pedro II mantinha o controle firme do governo. Gastão e Isabel formaram uma parceria sólida: ele a aconselhava em assuntos militares e estratégicos, enquanto ela se dedicava à causa abolicionista, que culminaria na assinatura da Lei Áurea em 1888.

Com a proclamação da República em 15 de novembro de 1889, Gastão, Isabel e toda a família imperial foram exilados. Ele retornou à Europa com a esposa e os filhos, estabelecendo-se na França. Mesmo no exílio, manteve-se ligado ao Brasil por laços afetivos e continuou a ser uma figura simbólica para os monarquistas brasileiros, que viam nele e em Isabel a esperança de uma restauração da monarquia, algo que nunca se concretizou.

Importância Histórica

A importância histórica de Gastão de Orléans, Conde d'Eu, reside em vários aspectos:

Papel na Guerra do Paraguai: Sua liderança no conflito, embora criticada, foi essencial para a vitória da Tríplice Aliança. O desfecho da guerra moldou as fronteiras e as dinâmicas políticas da América do Sul, consolidando o Brasil como uma potência militar e territorial.

Ligação entre Europa e América: Como um príncipe europeu integrado à monarquia brasileira, Gastão simbolizou a tentativa de Dom Pedro II de alinhar o Brasil às tradições e ao prestígio das cortes europeias, numa época em que o país buscava legitimar-se internacionalmente.

Apoio à Princesa Isabel: Embora menos destacado que a esposa, Gastão foi um parceiro fundamental nos momentos-chave do reinado de Isabel, como durante suas regências e na luta pela abolição da escravatura. Sua influência, ainda que nos bastidores, ajudou a dar suporte às decisões progressistas de Isabel.

Legado Monárquico: No exílio, Gastão permaneceu como uma figura de referência para os nostalgistas da monarquia brasileira, embora tenha vivido seus últimos anos de forma reservada, evitando envolvimentos políticos diretos.

Considerações Finais

Gastão de Orléans foi mais do que um "príncipe consorte" ornamental. Militar por vocação, ele deixou sua marca em um dos conflitos mais definidores da história sul-americana e desempenhou um papel de apoio crucial na corte brasileira. Sua vida reflete as tensões entre o Velho e o Novo Mundo, entre a tradição monárquica e as forças emergentes da modernidade republicana. Morreu em 1922, aos 80 anos, durante uma viagem para celebrar o centenário da independência do Brasil, um evento que ele não chegou a presenciar. Sua trajetória, cheia de contrastes, permanece como um capítulo fascinante da história transatlântica do século XIX.

Multidão acompanha funeral de Nasrallah, líder do Hezbollah no Líbano

 Cerimônia também recebeu personalidades de dezenas de países

Evento realizado em um estádio, em Beirute, foi seguido por uma multidão também do lado de fora, a grande maioria vestida de preto | Foto: IBRAHIM AMRO / AFP


Milhares de libaneses acompanharam, neste domingo (23), em Beirute, o velório do principal líder do grupo Hezbollah por três décadas, o então secretário-geral Hassan Nasrallah, assassinado por Israel em ataque aéreo em setembro de 2024.

Considerado uma das principais figuras do chamado Eixo da Resistência, que representa forças políticas e militares antagônicas à influência dos Estados Unidos (EUA) e de Israel no Oriente Médio, Nasrallah ficou conhecido por fortalecer militar e politicamente o Hezbollah, grupo considerado terrorista por potências ocidentais.

O evento realizado em um estádio, em Beirute, foi seguido por uma multidão também do lado de fora, a grande maioria vestida de preto. A cerimônia também velou o corpo de Hashem Safieddine – provável sucessor de Nasrallah, morto em outro ataque aéreo antes de poder assumir o posto.

Fontes das forças de segurança do Líbano consultadas pela agência de notícias Reuters afirmam que a cerimônia teria somado, ao todo, cerca de 1 milhão de pessoas. O evento também recebeu personalidades de dezenas de país que teriam ido à Beirute acompanhar a cerimônia. Telas gigantes foram colocadas nas ruas para a população acompanhar o velório e o aeroporto de Beirute chegou a ser fechado, por segurança.

Um vídeo do atual secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, foi transmitido na cerimônia. Nele, o líder do grupo promete seguir o caminho traçado por Nasrallah.

Horas antes do início do funeral, Israel informou que lançou uma série de ataques aéreos no sul do Líbano e que enviou aviões para sobrevoar Beirute.

O ministro de Defesa israelense, Israel Katz, disse que os voos dos aviões foram para mandar um recado. “Estão transmitindo uma mensagem clara: quem ameaça destruir Israel e atacar Israel, será o fim dele. Vocês se especializaram em funerais, e nós nos especializamos em vitórias”, provocou a autoridade de Tel Aviv.

O professor de relações internacionais, cientista político e jornalista Bruno Lima Rocha avalia que a cerimônia ocorre em um momento tenso, com a Cisjordânia sobre ataque de Israel e um frágil cessar-fogo na Faixa de Gaza.

“É uma cerimônia gigantesca, tem engarrafamento nas estradas com gente indo para Beirute, tem um estádio de futebol inteiro lotado. As TVs da região estão dando cobertura ao vivo de cinco a sete horas seguidas”, destacou, lembrando que, graças ao Hezbollah, Israel não conseguiu avançar mais que alguns quilômetros ao sul do Líbano.

Entenda

O atual conflito entre Israel e Hezbollah começou logo após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. O grupo xiita libanês passou a promover ataques no Norte de Israel em solidariedade à Gaza, que passou a viver sob intensos bombardeios israelenses.

Em setembro de 2024, Israel decidiu lançar massivo bombardeio contra o Líbano com o objetivo de destruir o Hezbollah. Em novembro, um cessar-fogo foi firmado entre Tel-Aviv e o grupo libanês.

O grupo Hezbollah surge então como uma guerrilha – apoiada pelo Irã – que luta contra a ocupação militar de Israel no Líbano, iniciada em 1978. Em 25 de maio de 2000, a resistência libanesa expulsa Israel do país árabe.

Houve ainda outras três campanhas militares de Israel contra o Líbano, em 2006, 2009 e 2011. A maior foi em 2006, durou cerca de 30 dias e matou mais de dez mil civis.

AFP e Correio do Povo

Avião da Gol colide com pássaro após decolar do aeroporto de Brasília

 Voo tinha como destino o aeroporto de Congonhas em São Paulo


Um avião da companhia aérea GOL colidiu na manhã deste domingo (23) com um pássaro e teve de retornar ao Aeroporto Internacional de Brasília - Presidente Juscelino Kubitschek. O voo G3 1445 (BSB-CGH) tinha como destino o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

A colisão ocorreu 30 minutos depois da decolagem e não houve nenhum tipo de impacto para os passageiros, segundo a Inframerica, empresa que administra o aeroporto de Brasília.

De acordo com a GOL, a decolagem ocorreu às 09h10 e retornou depois que a tripulação identificou a colisão com pássaro. O pouso foi feito com "total segurança" às 09h53 e a aeronave foi encaminhada para os procedimentos de inspeção.

A companhia aérea garante que os passageiros receberam as tratativas de acordo com a resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e tiveram a possibilidade de reacomodação em outra aeronave, que decolou às 11h55 deste domingo, ou nos próximos voos disponíveis da GOL.

A empresa Aérea diz que "todas as ações referentes a esse voo foram tomadas com foco na segurança". A Inframerica, em nota, informou também que a "aeronave pousou em total segurança" e que "não houve nenhum impacto na operação do aeroporto."

Segunda colisão

Essa é a segunda colisão de um avião com pássaro em menos de uma semana. A primeira foi com uma aeronave da Latam, na última quinta-feira (20), que fazia o voo A3367 (Rio de Janeiro/Galeão-São Paulo/Guarulhos). O avião decolou às 10h35, mas retornou ao aeroporto da capital fluminense após um bird strike (colisão com pássaro). A parte da frente da aeronave ficou destruída, nenhum passageiros ficou ferido.

Agência Brasil e Correio do Povo

Pentágono, FBI e outras agências dos EUA pedem que seus funcionários não respondam a pedido de Musk

 Resistência indica um possível atrito entre figuras-chave da administração Trump e o bilionário e assessor externo

Neste domingo, o Departamento de Defesa publicou uma nota pedindo ao seu pessoal para "pausar qualquer resposta" ao e-mail do OPM com o assunto "O que você fez na semana passada?" | Foto: Andrew Harnik / Getty Images / AFP / CP


O Pentágono e outras agências federais americanas, incluindo aquelas agora dirigidas por leais colaboradores do presidente Donald Trump, rejeitaram o pedido de Elon Musk para que seus funcionários expliquem as tarefas realizadas em seu trabalho sob pena de perderem o emprego.

Essa resistência indica um possível atrito entre figuras-chave da administração Trump e o bilionário e assessor externo, que lidera uma campanha para reduzir a força de trabalho de milhões de pessoas no governo, o que causou confusão em diversas agências.

No sábado, 22, funcionários federais receberam um e-mail do Escritório de Gestão de Pessoal dos Estados Unidos (OPM), ao qual a AFP teve acesso, dando como prazo até as 23h59 de segunda-feira para responder com as tarefas de seu trabalho realizadas na semana anterior.

Funcionários públicos federais disseram à AFP que foram aconselhados a não responder imediatamente.

Neste domingo, o Departamento de Defesa publicou uma nota pedindo ao seu pessoal para "pausar qualquer resposta" ao e-mail do OPM com o assunto "O que você fez na semana passada?".

“O Departamento de Defesa é responsável por revisar o desempenho de seu pessoal e realizará qualquer revisão de acordo com seus próprios procedimentos”, afirmou essa entidade em uma publicação no X.

Segundo a imprensa local, funcionários designados pelo governo Trump no FBI (polícia federal), no Departamento de Estado e no escritório nacional de inteligência também instruíram seus integrantes a não responder por enquanto.

Kash Patel, novo diretor do FBI, enviou uma mensagem a seus funcionários no sábado dizendo: “o FBI, por meio do escritório do diretor, está encarregado de todos os processos de revisão”, escreveu o The New York Times.

Os sindicatos também responderam rapidamente. A Federação Americana de Funcionários Governamentais (AFGE), o maior sindicato do serviço público americano, prometeu contestar qualquer demissão ilegal.

Musk, o homem mais rico do mundo e o maior doador de Trump, foi incumbido de cortes de gastos e de combater desperdícios no governo federal à frente do chamado Departamento de Eficiência Governamental (Doge).

Doge é uma entidade independente dirigida por Musk que foi rejeitada em várias frentes e recebeu sentenças judiciais divergentes.

AFP e Correio do Povo

Aumenta o DESESPERO do Regime Lulista!

 

Rede social de Trump e Rumble pedem liminar contra Moraes para impedir cumprimento de ordens

 Na sexta-feira, 21, Moraes havia determinado a suspensão do Rumble no Brasil até que a plataforma cumprisse as ordens judiciais dadas e o pagamento de multas

Elas também disseram que Moraes ameaçou processar criminalmente o CEO do Rumble, Chris Pavlovski | Foto: Antonio Augusto / STF / CP


A rede social criada por Donald Trump, Truth Social, e a plataforma de vídeos Rumble entraram com um pedido de liminar em um tribunal dos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A informação é da agência de notícias Reuters.

O pedido busca impedir ordens emitidas pelo ministro, sob o argumento de que elas "violam a soberania americana, a Constituição e as leis dos Estados Unidos". Elas também disseram que Moraes ameaçou processar criminalmente o CEO do Rumble, Chris Pavlovski.

Na sexta-feira, 21, Moraes havia determinado a suspensão do Rumble no Brasil por tempo indeterminado, até que a plataforma cumprisse as ordens judiciais dadas e o pagamento de multas. Isso porque antes ele ordenara que a empresa indicasse representantes legais no País.

O STF já definiu que plataformas estrangeiras precisam constituir representantes no Brasil para receber intimações e responder pelas empresas.

Entenda a polêmica

Em um despacho, o ministro afirmou que a plataforma incorreu em "reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos das ordens judiciais, além da tentativa de não se submeter ao ordenamento jurídico e Poder Judiciário brasileiros".

"Chris Pavlovski confunde liberdade de expressão com uma inexistente liberdade de agressão, confunde deliberadamente censura com proibição constitucional ao discurso de ódio e de incitação a atos antidemocráticos", escreveu Moraes.

Além de exigir a indicação de um representante legal, o ministro também havia determinado o bloqueio do canal do blogueiro Allan dos Santos e a interrupção de repasses de monetização ao influenciador. Também ordenou que novos perfis do influenciador fossem barrados. Outras redes sociais, como YouTube, Facebook, Twitter e Instagram, foram notificadas para bloquear as contas de Allan dos Santos e cumpriram as decisões de Moraes.

O STF não conseguiu intimar o Rumble porque a empresa não tem um responsável no Brasil. Os advogados localizados informaram que não são representantes legais da plataforma e que não têm poderes para receber citações ou intimações. No dia 17 de fevereiro, eles renunciaram ao mandato que tinham para atuar em causas da rede social.

O Rumble move uma ação contra Moraes na Justiça dos Estados Unidos, em conjunto com Trump Media, ligada ao presidente americano. As companhias alegam que o ministro do STF violou a soberania norte-americana ao ordenar a suspensão do perfil de Allan dos Santos. O blogueiro teve prisão preventiva decretada em 2021 e está foragido desde então.

O Rumble voltou a funcionar no Brasil em fevereiro deste ano. A plataforma, que estabelece uma política menos restrita de moderação de conteúdo, foi desativada no País em dezembro de 2023 por discordar das exigências da Justiça brasileira. Ela é conhecida por abrigar personalidades e usuários de extrema direita.

Estadão Conteúdo e Correio do Pvo

Casa Civil diz que não há crise no Plano Safra

 Avaliação do ministro-chefe, Rui Costa, ocorre depois de o governo anunciar crédito extrordinário para assegurar, provisoriamente, continuidade de linhas de crédito rural

Para o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, governo enfrenta "dificuldades" para dar continuidade ao Plano Safra em razão da não aprovação do Orçamento da União | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP


Para o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, não existe crise relacionada à suspensão das linhas de crédito subsidiadas do Plano Safra 2024/2025. O cancelamento de novos financiamentos foi determinado pelo Tesouro Nacional na quinta-feira, 20, e provisoriamente equacionado com o anúncio de recursos extraordinários de R$ 4 bilhões, na sexta-feira, 21, depois de protestos generalizados do agronegócio nacional.

A declaração do ministro ocorreu neste domingo, 23, de acordo com a Agência Estado. Costa reconheceu, no entanto, que há “dificuldades” em razão da não aprovação do orçamento da União. O titular da Casa Civil disse que será encontrada uma solução para dar continuidade às liberações.

“Não acho que tem crise, não. Temos uma dificuldade formal em relação à não aprovação do orçamento. Mas vai ser encontrada uma solução técnico-jurídica que garanta a continuidade (do Plano Safra)”, disse Costa, durante comemorações do aniversário de 45 anos do PT, no Rio de Janeiro.

Na sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu “solução imediata para o problema” que afeta, principalmente, pequenos e médios produtores rurais, dependentes de financiamentos com juros controlados para dar andamento às culturas de inverno.

Na prática, a decisão do Tesouro Nacional interrompe a execução do Plano Safra 2024/2025 faltando cerca de quatro meses para conclusão do programa. O Tesouro alega que a alta das taxas de juro no país impede a equalização das linhas de crédito enquanto o orçamento não receber o aval do Congresso.

Os R$ 4 bilhões foram assegurados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, depois de consultar o Tribunal de Contas da União em busca de uma saída para a crise negada por Costa. Conforme Haddad, o Palácio do Planalto deverá editar uma medida provisória nesta segunda-feira, 24, para disponibilizar os recursos que atendem parcialmente a demanda dos agropecuaristas.

Correio do Povo

RS terá calor intenso nesta segunda-feira, com marcas acima de 35ºC

 Regiões Oeste, Centro, Noroeste, Vales e Grande Porto Alegre serão as mais quentes

Temperatura em Porto Alegre pode atingir 37ºC nesta segunda | Foto: Ricardo Giusti


A segunda-feira será de muito calor no Rio Grande do Sul, dando início a uma sequência longa de dias com temperaturas muito altas. Segundo a MetSul Meteorologia, uma massa de ar quente cobre o estado e ganha força com elevação da temperatura em relação ao fim de semana.

Com isso, um grande número de municípios gaúchos deve romper à tarde a marca dos 35ºC nos termômetros. As regiões Oeste, Centro, Noroeste, Vales e Grande Porto Alegre serão as mais quentes nesta segunda. Na Capital, a mínima é de 22ºC, e a máxima deve chegar aos 37ºC.

O sol predomina durante o dia no RS, apesar da presença de nuvens esparsas que se formam pelo aquecimento. Não chove em quase todas as cidades, e qualquer instabilidade será isoladíssima.

Confira as mínimas e máximas em cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina



MetSul Meteorologia e Correio do Povo