A inflação vai bem, o povo vai mal

por Vinicius Torres Freire

Não há alta geral de preços ou carestia da comida; faltam emprego e salário

O preço da carne de boi dominou o carnaval de escárnio e memes das redes sociais das últimas semanas. Tomou o lugar do dólar como motivo de piada e tema da análise econômica popular, por assim dizer.

O preço do boi gordo teve aumentos exorbitantes desde novembro; o do porco subia assim desde abril.

Esses saltos mexeram apenas um pouquinho com a média da inflação recente, embora ainda assim a carestia da carne reduza o bem-estar e implique restrição do consumo de um alimento simbólico, sinal de vida remediada.

A inflação geral (IPCA) foi de 3,3% nos últimos 12 meses. O preço da comida que a gente leva para casa, “alimentação no domicílio”, no dizer do IBGE, aumentou 3,5%. A inflação vai bem, mas o povo vai mal.

A inflação do bife não é, portanto, símbolo de uma inflação da comida. Não foi o caso da inflação do tomate, que era assunto pop e sinal expressivo de grande irritação com o custo dos alimentos pouco
antes do Junho de 2013.

Naquela época, abril de 2013, o IPCA da “alimentação no domicílio” aumentava ao ritmo de 16% ao ano (ante um IPCA geral de 6,5% ano). Até abril de 2016, houve outro repique do IPCA da comida, também de 16% ao ano (o IPCA geral subia 9,3% ao ano).

Note-se de passagem que, desde o começo da recessão, o preço da eletricidade subiu quase o triplo do preço das carnes; o preço do gás, quase o dobro.

De qualquer modo, o preço do boi gordo aumentou 45% em um ano. Jamais esteve tão alto desde pelo menos julho de 1997 (início da série do Cepea, da Escola de Agronomia da USP, ajustada pela inflação), alto além do normal, muito além da média histórica. Esteve anormalmente baixo entre o segundo trimestre de 2017 e o segundo trimestre deste 2019. Coisa parecida, em escala menor, aconteceu com o preço do porco.

Foi mais ou menos o que disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina: “A arroba [do boi] não vai baixar mais ao patamar em que estava”. Causou indignação, mas parece certa. Como o padrão das declarações do governo de Jair Bolsonaro vai do disparate ignaro à desumanidade atroz, a ministra apanhou por conta.

Claro que a fama dos seus colegas fazendeiros que querem dar cabo da floresta e dos índios não ajuda, para dizer o mínimo sarcástico.

Problemas no mercado mundial e nas mumunhas do comércio exterior levaram o preço da carne à estratosfera, o que não dá para comentar aqui e agora nestas colunas. Mas convém reafirmar que a inflação vai bem, mas o povo vai mal.

Desde fins de 2014, o salário médio subiu pouco menos do que a inflação: caiu, em termos reais. Caiu ainda mais para o povo miúdo, pois a desigualdade de rendimentos aumentou na crise.

Nesses anos, quase todos os empregos novos (o saldo) são por “conta própria” e “sem carteira”, duros, inseguros e míseros. São seis anos de desemprego, medo de desemprego, subemprego, indignidade salarial, de volta da fome, de piora e diminuição de serviços de saúde pública e desesperança na ideia de melhoria de vida, que dirá de ascensão social.

E daí? Inflação de comida costuma talhar a popularidade de governantes. Mas não há inflação de comida, apesar do bife de ouro. Não há inflação alguma, aliás. O Banco Central pode talhar os juros de novo nesta quarta-feira (11), por favor.

Há, porém, sinais de irritação (o escárnio com o bife e o dólar) e angústia estafada com emprego e salário ruins, crise que não vai passar tão cedo, apenas anos depois de o PIB começar a andar.

Fonte: Folha Online - 08/12/2019 e SOS Consumidor


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Preço da carne recua 9% na primeira semana de dezembro, diz Agricultura

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Ministra descarta ação do governo e diz que preços estão se ajustando ao mercado

Depois de subir 8% em novembro e contribuir para colocar a inflação no maior patamar em quatro anos, os preços da carne bovina recuaram na primeira semana de dezembro, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Em nota, o ministério informou que, nos principais estados produtores, a queda foi de cerca de 9% no período.

Em Mato Grosso, a arroba do boi passou de R$ 216 na segunda-feira (2) para R$ 197 nesta quinta-feira (5). Na Bahia, caiu de R$ 225 para R$ 207. Em Mato Grosso do Sul, de R$ 220 para R$ 200.

“Os resultados mostram a tendência iniciada na última semana de novembro”, disse o ministério.

“O preço daqui para frente deve se estabilizar”, disse a ministra Tereza Cristina (Agricultura), segundo nota divulgada pela Pasta.

De acordo com o governo, a alta recente decorreu de diversos fatores, como a seca que prejudicou o crescimento do pasto e afetou a engorda de bovinos, a falta de investimentos por causa dos preços estáveis nos últimos anos, e, principalmente, o aumento da demanda da China.

A ministra disse que o preço da proteína está se ajustando pela oferta e procura de mercado e que não cabe ao governo interferir.

Fonte: Folha Online - 06/12/2019 e SOS Consumidor


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Na ação, o procurador citou uma entrevista de Gilmar Mendes à Rádio Gaúcha, na qual o ministro do STF acusou a Lava Jato de ser uma organização criminosa, formada por “gente muito baixa, muito desqualificada”.

Ele citou também o julgamento de agravo regimental 4435, em que Gilmar Mendes chamou os integrantes da força-tarefa de “cretinos”, “gentalhada”, “desqualificada”, “despreparada”, “covardes”, “gângster”, “organização criminosa”, “voluptuosos”, “voluntaristas”, “espúrios”, “patifaria” e “vendilhões do templo”.

Assim como o julgamento do habeas corpus 166373, em que Gilmar Mendes chamou os procuradores de “falsos heróis” que combateriam o crime “cometendo crime”, numa “organização criminosa de Curitiba”, a mando de “gângster”.

Só 59 mil reais?


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Lula diz que decisão do TRF-4 foi “ato de vingança” contra o Supremo

O PT divulgou nas redes sociais um vídeo do ex-presidiário Lula no qual ele ataca, claro, a decisão do TRF-4 de aumentar sua pena no processo do sítio de Atibaia para 17 anos, um mês e dez dias de prisão.

“Eu estou em liberdade e estou percebendo a sacanagem que estão fazendo comigo”, diz Lula. “Vocês viram o que aconteceu no TRF-4. Uma atitude totalmente contrária a qualquer bom senso.”

Segundo o petista, os desembargadores do tribunal de Porto Alegre “votaram quase como um ato de vingança à Suprema Corte”.

“Eu sei que os que me acusam é que assaltaram este país”, disse o condenado.

Quanto será que custa o chapéu Panamá dele?


O Antagonista



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REGIME NA EUROPA SOFRE COM FALTA DE LIDERANÇAS POLÍTICAS!

(David Brooks  - O Estado de S. Paulo, 08) Na faculdade eu me considerava um socialista. Lia revistas como a The Nation e matérias antigas da The New Masses. Sonhava em ser o próximo Clifford Odets, dramaturgo de esquerda que sempre tentou despertar a consciência da classe proletária. Se você for ao YouTube e buscar “David Brooks Milton Friedman”, vai me ver, um jovem socialista de 22 anos, debatendo com o grande economista.
A melhor versão do socialismo foi definida por Michael Walter: “O que afeta a todos tem de ser resolvido por todos”. Os grandes empreendimentos econômicos devem ser propriedade de todos. As decisões devem ter base naquilo que beneficia a todos, não ter como objetivo a maximização do lucro.
Não é o que “socialistas democratas” como Bernie Sanders falam, mas sei qual a razão de algumas das suas preocupações socialistas serem populares. Por que temos de conviver com essas pobreza e desigualdade? Por que não colocamos as pessoas acima dos lucros? O que é viver o melhor da vida nas sociedades mais justas? O socialismo é a mais persuasiva religião secular de todos os tempos, lhe dá um ideal igualitário pelo qual você se sacrifica e dedica sua vida.
Minhas simpatias socialistas não sobreviveram muito tempo depois que me tornei jornalista. Rapidamente notei que as autoridades de governo que eu estava cobrindo não eram capazes de planejar a sociedade que pretendiam criar. Não porque eram ruins ou estúpidas. O mundo é simplesmente muito complicado.
E então compreendi que o capitalismo é realmente bom na obtenção de algo que o socialismo é realmente ruim: criar um processo de aprendizado que auxilia as pessoas a encontrarem a resposta para alguma coisa. Se você quer montar uma empresa de aluguel de carros, o capitalismo tem um conjunto de sinalizações de preço e mercado e uma capacidade de resposta que vai lhe dizer que tipo de carros as pessoas querem alugar, onde colocar sua empresa, quantos veículos deve encomendar. E tem um processo competitivo impulsionado pelo lucro para incentivá-lo a aprender e inovar.
As economias socialistas planificadas – que é a propriedade comum dos meios de produção – interferem nos preços e outros instrumentos de sinalização do mercado. E suprimem ou eliminam o lucro que é o que estimula as pessoas a desejarem aprender e melhorar. O padrão de vida das pessoas sempre foi achatado em toda a história até chegar o capitalismo. Desde então o número de bens e serviços disponíveis para a média das pessoas aumentou 10.000%.
Se você tem alguma vivência, já observou que o capitalismo produziu a maior redução da pobreza na história humana. Em 1981, 42% do mundo vivia na pobreza extrema. Hoje a porcentagem está em torno de 10%.
E viu que nações que instituíram reformas de mercado, como Coreia do Sul e a China de Deng Xiaoping, ficaram mais ricas e orgulhosas. Aquelas que se voltaram para o socialismo, como a Grã-Bretanha na década de 1970 e a Venezuela mais recentemente, tendem a ter mais pobres e miseráveis.
E se deu conta de que o meio ambiente é muito melhor em países capitalistas do que nas economias planificadas.
O Produto Interno Bruto (PIB) americano mais do que dobrou desde 1970 e o consumo de energia aumentou. As emissões de carbono per capita dos EUA registraram sua maior queda em 67 anos, em 2017. As maiores degradações ambientais se verificam nos sistemas planificados, como a antiga União Soviética e a China comunista.
O Fraser Institute, um grupo de estudos direcionado para o livre mercado, realiza um ranking de países segundo dados como menos regulamentação, livre comércio, garantia de direitos de propriedade. As economias mais livres do mundo são de países como Hong Kong, EUA, Canadá, Irlanda, Letônia, Dinamarca. Ilhas Mauricio, Malta e Finlândia. Nações que estão nos quatro primeiros lugares em termos de liberdade econômica têm em média um PIB per capital de US$ 36.770. No caso dos que ocupam os quatro últimos lugares o PIB per capita é de US$ 6.140. As pessoas nas economias livres têm expectativa de vida de 79,4 anos. Nas economias planificadas, de 65,2 anos.
Durante o século passado, as economias estatizadas produziram muita pobreza e escassez. E é ainda pior quando as elites políticas sabem o que você pode fazer com essa escassez. Elas a transformam em corrupção. Quando as coisas são escassas você precisa subornar agentes do governo para consegui-las. Em breve todos estão subornando. Os cidadãos percebem que o sistema inteiro é uma fraude. Um sistema que começa com um grande idealismo acaba em corrupção, desonestidade, opressão e desconfiança.
Compreendi os males do socialismo rapidamente e lentamente me tornei republicano. Meu primeiro herói econômico foi Alexander Hamilton. Ele veio para os EUA com praticamente nada e encontrou uma economia dominada por oligarcas donos de terras como Thomas Jefferson. E entendeu que a solução era tornar todos capitalistas. Criou mercados de crédito de modo que o capital fluísse e mais pessoas tivessem acesso a investimentos.
Meu outro herói é Abraham Lincoln. Proferiu mais discursos sobre bancos e projetos de infraestrutura do que sobre escravidão porque desejava propagar o capital e azeitar as rodas do comércio para que rapazes e moças como ele pudessem ascender na vida.
Outra grande figura americana é Theodore Roosevelt. Ele amava o dinamismo que o capitalismo desperta e sabia que às vezes é preciso limitar as corporações gigantes de modo que capitalistas menos estabelecidos consigam competir. Todos esses líderes compreenderam que a resposta para os problemas do capitalismo é um capitalismo mais amplo e mais equitativo.
Mas o capitalismo, como todos os sistemas, sempre fica desequilibrado. Na última geração, ele produziu a maior redução da desigualdade de renda global na história. O inconveniente é que trabalhadores sem especialização nos EUA hoje competem com aqueles no Vietnã, na Índia e na Malásia. A redução da desigualdade entre as nações levou ao aumento da desigualdade nas nações ricas.
Além disto, os níveis educacionais não acompanharam a tecnologia. Esses problemas não são indicativos de que o capitalismo faliu. São sinais de que precisamos de um capitalismo melhor. Necessitamos de uma injeção maciça de dinheiro e reformas nos nossos sistemas de ensino. Precisamos de programas sociais que não só subsidiem o consumo das pessoas pobres, mas sua capacidade de produzir.
Precisamos de cooperativas de trabalhadores que criem capacidades e representem o trabalhador na mesa de negociação. Precisamos de subsídios salariais e subsídios para a mobilidade para que as pessoas possam transitar para onde houver oportunidades. Precisamos subsidiar os impostos para a saúde de modo a tornar mais fácil para um empregado mudar de emprego. E precisamos estabelecer créditos fiscais mais altos sobre a renda auferida para dar ao trabalhador pobre a segurança financeira.
Um grande erro dos conservadores foi achar que tudo o que torna o governo mais intervencionista também torna os mercados menos dinâmicos. Não conseguimos distinguir entre o Estado que oferece suporte e o Estado regulador.
Não sei se o modelo escandinavo funcionaria em países grandes e diversificados. Mas seu sucesso aponta para algumas verdades: o Estado cria prosperidade quando seus cidadãos se tornam capitalistas e gera níveis incríveis de miséria quando interfere demais. Hoje o debate real não é entre capitalismo e socialismo. Durante cem anos fizemos esses experimentos sociais e o capitalismo venceu. A discussão é entre uma versão de capitalismo democrático, como em EUA, Canadá e Dinamarca, e formas de capitalismo autoritário, como na China e na Rússia. Nossa tarefa é lograr a versão mais ampla e justa de capitalismo.
A discussão é entre uma versão de capitalismo democrático e formas de capitalismo autoritário.


Ex-Blog do Cesar Maia



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Tuitando da cadeia?

Walter Delgatti andou postando no Twitter nos dias 27 e 28 de novembro.

O hacker-estelionatário, ou alguém com acesso a sua conta, tuitou numa postagem de Glenn Greenwald.

“Todos estamos presos”, escreveu.

O Antagonista

Repatriação de médicos cubanos: um golpe político e econômico para Havana

Repatriação de médicos cubanos: um golpe político e econômico para Havana

Com bandeiras nacionais e retratos do falecido líder Fidel Castro, médicos cubanos esperam a chegada de seus compatriotas da Bolívia, no aeroporto internacional José Martí em Havana, em 16 de novembro de 2019 - AFP/Arquivos

AFP


Do Brasil, de El Salvador, do Equador e da Bolívia, cerca de 9.000 médicos cubanos foram repatriados no último ano, após o cancelamento de seus contratos, uma decisão estimulada pelo governo Donald Trump e que significa um duro golpe para a economia da ilha.

Para Cuba, Washington promove uma campanha para desprestigiar um programa emblemático que data de 1963 e do qual mais de 400.000 pessoas participaram em 164 países.

“A cruzada dos Estados Unidos contra a cooperação médica internacional é um ato infame e criminoso”, tuitou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, na quinta-feira.

Os Estados Unidos acusam Cuba de “explorar mão de obra escrava”, já que o Estado fica com a maior parte do dinheiro por esses serviços.

Já no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump, alega que o sistema foi aproveitado para infiltrar agentes de Inteligência.

– Ajuste na receita –

A reconfiguração política na América Latina – que, em grande medida, deu uma guinada para a direita – afetou o programa.

No caso de Bolívia e El Salvador, cujos governos até recentemente eram aliados da ilha, o envio de médicos era um serviço gratuito.

“Milhares de pacientes ficam desprovidos de serviços médicos”, lamentou a doutora Luisa García, ao chegar a Havana procedente de La Paz. Ela e seus colegas foram recebidos entre vivas, como heróis, no aeroporto.

No Equador, porém, os 382 profissionais, cujos contratos foram cancelados, eram pagos pelo governo local, assim como os 8.000 médicos que deixaram o Brasil, após a eleição de Bolsonaro no final de 2018.

A magnitude destes golpes financeiros não foi incluída nas estatísticas oficiais, que registram 6,398 bilhões de dólares em 2018 por serviços de saúde no exterior. Com essa receita, o Estado cubano financia seu sistema público de saúde.

“Os serviços médicos continuam sendo a principal fonte de receita externa para a economia, e são contratos de difícil relocalização, porque depende de acordo com os governos, muito sensíveis aos ciclos políticos”, explica o economista Pavel Vidal, da Universidade Javeriana da Colômbia.

Mesmo neste cenário, Michael Cabrera, subdiretor da Unidade Central de Cooperação Médica, órgão estatal que supervisiona o envio de médicos para o exterior, é otimista.

“Sabíamos que não continuaríamos no Brasil e já fizemos os planos (de 2019) em função dessa realidade (…) Estamos dentro do planejado, com a exceção do Brasil, que significava um [alto] percentual em todas as operações”, disse ele à AFP.

Em 2018, mais de 34.000 profissionais de Saúde cubanos trabalhavam em 66 países. Historicamente, “mais de 95%” voltaram e, desde 2016, “99%” retornam, relatou Cabrera.


IstoÉ

LULA E O GOLPE DA CARNE

E o “pilantra” continua aprontando das “suas”. Não se passou um mês da sua soltura da prisão ,determinada pela maioria dos “Supremos Ministros”, que ele colocou ou conquistou lá dentro do STF, e o “cara” já recomeça a manipular a verdade ,distorcer fatos, e mentir descaradamente.

Fiquei pasmo quando li no twitter do “encantador de burros”: ”Não é possível que o Brasil seja o país com o maior rebanho de gado do mundo e o povo pobre não pode comprar carne. No meu tempo de governo,o povo tinha orgulho de poder comprar picanha pro churrasco e hoje não consegue nem meio quilo de carne moída”.

Ora,para governo desse c ontumaz mentiroso e manipulador da verdade ,para início de conversa, a carne de picanha bovina jamais foi de fácil acesso ao pobre. Sempre foi churrasco para rico, inclusive no “seu” tempo de governo. Sou gaúcho e até considerado bom churrasqueiro,por alguns, pertencendo à “classe média”. E mesmo assim jamais consegui me dar ao luxo de usar picanha nos churrascos que assei. Somando ao problema do seu alto preço, esse tipo de carne não é meu “chão” ,e sempre preferi carnes bem mais acessíveis, como costela,fraldinha,ou vazio, inclusive pelo melhor sabor que essas carnes têm. Sempre tive em mente que a picanha seria para consumo de rico, ou pobre “sem noção”.

Mas é evidente que essa repentina e “salgada” majoração do preço da carne boviva,chegando a 40%, e que levou de arrasto todas as outras espécies de carnes, com certeza não foi nenhuma alta causada por fenômenos de “altas” no seu ciclo produtivo, como aumento da ração e outros insumos. Com absoluta certeza foi uma decisão “só”POLÍTICA.

E quem teria tomado essa decisão “política” sobre o preço da carne ? Teria sido o fazendeiro? Ou o pequeno produtor rural de carne bovina ?

É claro que essa decisão “política”não saiu do produtor do boi “in natura”, do boi “em pé”. Essa decisão partiu diretamente “lá de cima”, artificialmente . E certamente a partir dos controladores dos grandes frigoríficos que traçam a política dos preços da carne.

Agora surge algo interessante para se “trabalhar”. O Presidente Bolsonaro,ou a cúpula do seu governo, teria alguma ligação ou interesse próprio na alta da carne ? Parece que não.

Mas o mesmo não se pode dizer em relação à cúpula do PT,que tem grande” intimidade” com os negócios da carne. Nos escândalos de corrupção envolvendo os “Irmãos Batista”,do grande conglomerado empresarial integrado pelo Frigorífico FRIBOI,o maior do Brasil,veio à tona a estreita ligação desse grupo empresarial com o ex-Presidente Lula da Silva, pelo que algumas “más línguas” garantem que Lula seria o seu “dono oculto”.

Mas em relação ao pessoal do PT, essa ligação “carinhosa” com a carne não se restringe a Lula. Tantos os seus filhos, quanto a ex-presidente Dilma, também do PT,teriam adquirido enormes fazendas povoadas de muito gado.

Resumidamente, esse “golpe” do Lula, relativamente ao preço da carne, se não fosse “burro”,talvez pudesse ser considerado “genial”. O “cara” vai para o seu “twitter” ,menos de um mês após ser solto, e lança a culpa da estupenda alta da carne no “pé” de Bolsonaro, que nada tem a ver com esses negócios, nem poderes políticos, como governante, suficientes para interferir sobre os preços da carne..

Mas essa “pecha” lançada sobre Bolsonaro ,apesar de totalmente improcedente,vazia de qualquer fundamento,certamente tem força para produzir enorme impacto junto ao rebanho de “burros encantados” por Lula ,e nos delinquentes “petezinhos” de carteira. É evidente que junto a “esses”, o desgaste político de Bolsonaro funcionará.

Quem não lembra da ex-President(a) Dilma Rousseff, como “garota propaganda” da carne brasileira ( da Friboi),pegar o Airbus presidencial e voar aos Estados Unidos para vender carne brasileira através do Presidente Obama, outro “esquedopata” local, eleito l através de uma opção do “Grupo de Bilderberg”,criador da “Nova Ordem Mundial” ,e que por sua vez foi o principal preparador da candidatura de Obama, mediante utilização de vários filmes de “Hollywood”, provocando uma espécie de “lavagem cerebral” no povo americano, onde o Presidente era sempre um “mocinho”? E “negro”?

Mas enquanto Bolsonaro na verdade poderia ter algum desgaste político com essa alta da carne, ocorrida em seu governo, e de pessoalmente não se beneficiar em nada com essa alta, por faltar-lhe qualquer vínculo com esse setor, ao contrário de Lula, o “marginal” ex-Presidente acredita num efeito exatamante oposto em relação à sua pessoa, tanto do ponto de vista político, com o fortalecimento da sua pretensa candidatura à Presidência,na próxima eleição,quanto ao fato de que estaria enchendo as suas “burras” de mais dinheiro, mediante o envolvimento pessoal que ele e os “seus” teriam com os negócios da carne.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado e Sociólogo

A ESTUPIDEZ DO FUNDO ELEITORAL

Não bastasse o peso sobre as costas povo brasileiro em ter quer sustentar, através dos impostos que paga, as “nababescas” folhas de pagamento das centenas de milhares de governantes e parlamentares, das três unidades federativas, União,Estados e Municípios, soma-se a esse peso a obrigação do povo em “cavar” verdadeiras fortunas adicionais para garantir o ingresso e a permanência nos próprios “empregos” ,já remunerados pelo povo,de todo esse exército de parasitas, que nada ou pouco produzem, e só “sugam” as riquezas que a sociedade produz, peso “extra” esse representado pelos “tais” Fundos Eleitoral e Partidário.

Se alguém se dedicasse a fazer as contas sobre a remuneração média dos detentores de mandatos eletivos no Brasil, ou seja,dos políticos, certamente o “PIB per capita” encontrado para essa gente seria extraordinariamente superior à de qualquer outra atividade profissional na iniciativa privada, seja na área empresarial, liberal, ou subordinada a algum “patrão”, e além disso, com certeza, “venceria” por larga margem a renda média dos políticos de qualquer outra parte do mundo.

E tudo isso sem que se compute e mesmo se despreze todas as “mordomias” agregadas a esses rentáveis empregos públicos, que,”somadas”,muitas vezes superam o valor das próprias remunerações em “espécie”. Os Tribunais Superiores,os de “Conta”,a Câmara e o Senado,são os “campeões” desses verdadeiros escândalos com o dinheiro público, chegando-se ao cúmulo de observar que um ascensorista de elevador do Senado chega a ser melhor remunerado que o mais graduado piloto-oficial da Força Aérea, que muito teve que “ralar” para chegar a essa condição.

O que não dizer agora, quando a Comissão Mista do Congresso acaba de aprovar um enorme “salto” no Fundo Eleitoral, passando de 2,0 bilhões de reais, para 3,8 bilhões de reais, retirando para isso verbas da “Saúde”, 500 milhões , 280 milhões da “Educação”, e da Infraestrutira 380 milhões?

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado e Sociólogo