Deltan pode ser afastado

Começou a ganhar a corpo, em Brasília, uma articulação no Conselho Nacional do Ministério Público para determinar em breve o afastamento de Deltan Dallagnol, informa a Crusoé.

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Divulgação

Deltan pode ser afastado pelo CNMP

Começou a ganhar corpo nesta segunda-feira, 5, em Brasília, uma articulação no Conselho Nacional do Ministério Público para determinar o afastamento do procurador Deltan Dallagnol (foto) em breve. De acordo com fontes ouvidas por Crusoé, a tendência é que a maioria dos conselheiros vote pelo afastamento de Deltan com base nas mensagens de Telegram trocadas … Continue lendoDeltan pode ser afastado pelo CNMP

Crusoé


O Antagonista

Bolsonaro fala em “crime de receptação” em divulgação de mensagens roubadas

Jair Bolsonaro, na entrevista ao Estadão, também voltou a sair em defesa de Sergio Moro, ao comentar o roubo das mensagens da Lava Jato.

“É fazer justiça, não é proteção. Quer ver uma coisa? É um crime invadir o celular dos outros. Assim com é um crime roubar um carro. Agora, se alguém rouba um carro e vende o carro, quem recebe está praticando crime de receptação. Eu entendo da mesma maneira”, afirmou.

Bolsonaro disse ainda que “quem recebe algo que foi recebido de forma criminosa, como os dados dos telefones, está praticando receptação também, mais nada”.


O Antagonista


MEIO AMBIENTE

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GERAL

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AGRONEGÓCIO

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MUNDO

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MÚSICA

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ENA ROCK

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TELEVISÃO

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TEATRO

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GENTE

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PT do Nordeste contra Bolsonaro

O Painel, da Folha, informa que a corrente majoritária do PT definiu, em documento interno, que o núcleo formado por governadores de esquerda do Nordeste deve ser o foco principal de oposição ao governo de Jair Bolsonaro.

“São os principais depositários do extraordinário legado de desenvolvimento com justiça social do período em que governamos o país”, diz o texto petista.

Como noticiamos mais cedo, Bolsonaro, em entrevista ao Estadão, parece já ter vislumbrado a estratégia petista.


O Antagonista

Bolsonaro diz que trabalhadores têm "tanto direito que patrões contratam o mínimo possível"

Presidente sugeriu que aqueles que "criticam o patrão" deveriam tentar empreender para "ver como é barra pesada ser empresário no Brasil"

Presidente demonstrou desejo de criar um programa intitulado

Presidente demonstrou desejo de criar um programa intitulado "Minha Primeira Empresa" | Foto: YouTube / Reprodução / CP

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira para o Canal da jornalista, escritora, atriz Leda Nagle, no YouTube, que os trabalhadores que estão reclamando da falta de emprego e que "criticam o patrão" deveriam tentar empreender para "ver como é barra pesada ser empresário no Brasil". Afirmou que sabe que a vida do trabalhador é difícil, mas que "a do empresário também é". "É a mesma coisa com direitos trabalhistas", disse.

"Tudo o que é demais atrapalha. É tanto direito que os patrões, os empreendedores, contratam o mínimo possível e pagam o mínimo possível", comentou, defendendo que o trabalhador escolha entre "menos direito e mais emprego ou todos os direitos e o desemprego". Disse, ainda, que já manifestou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o desejo de criar um programa intitulado "Minha Primeira Empresa".

Bolsonaro também voltou a criticar a multa de 40% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a que os trabalhadores têm direito em casos de demissão sem justa causa. "Essa multa apareceu no final do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ministro do Trabalho à época era o Francisco Dornelles, que elaborou esse projeto para evitar demissões", comentou Bolsonaro. "Num primeiro momento, funcionou para evitar as dispensas, mas hoje em dia as pessoas já não contratam mais", concluiu.


Agência Estado e Correio do Povo

Gilmar Mendes rebate PGR: "Nada de tribunal de Exceção"

Ministro do STF defendeu investigações de "fake news" e criticou capacidade do MP de punir falhas de procuradores

| Foto: STF / Divulgação CP

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu nesta segunda-feira a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e negou que o inquérito instaurado pelo próprio STF para apurar ameaças, ofensas e fake news disparadas contra integrantes da Corte represente um "tribunal de exceção". Em manifestação enviada ao tribunal na semana passada, Raquel Dodge criticou o fato de o Ministério Público ser escanteado das investigações, pediu a anulação do inquérito e alertou para a possibilidade de procuradores entrarem na mira da investigação.

"A usurpação de competências constitucionais reservadas aos membros do Ministério Público e sua investigação por verdadeiro tribunal de exceção, evidenciam as ilegalidades apontadas", escreveu Dodge, ao se manifestar no âmbito de uma ação da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) contra o inquérito, que acabou prorrogado por 180 dias.

Após participar de audiência de conciliação sobre os repasses da Lei Kandir, no STF, Gilmar Mendes disse a jornalistas que o objetivo da investigação é tentar pôr fim a ataques contra o tribunal. "Portanto, nada de tribunal de exceção", disse o ministro, que aproveitou a fala para criticar a atuação do MP. "A rigor, nunca ninguém disse que os inquéritos feitos pelo Ministério Público são inquéritos de tribunal de exceção. Agora há um problema aqui que não está sendo considerado, que é relevante: a dificuldade que se tem de fazer investigação relativa a membros do Ministério Público. Veja, o próprio CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público, que investiga a conduta de procuradores) funciona muito mal. A Corregedoria do Ministério Público praticamente não funciona", criticou Gilmar.

"Estamos a falar de uma questão que, em termos republicanos, é muito séria. Quem vigia o guarda neste caso? Os malfeitos cometidos por procuradores são investigados por quem? Essa é uma questão que precisa ser respondida. É preciso que haja investigação", completou. Na avaliação do ministro, o CNMP, em geral, "tem sido muito ágil" para fazer extensão de vantagens salariais de integrantes do MP e muito lento quando se trata de punir seus próprios membros. "Nós já estamos acumulando escândalos Brasil afora. Organizações incumbidas de investigação que estão abusando. E quem investiga?", apontou Gilmar.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo



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Deltan pode ser afastado

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Justiça autoriza Palocci a passar para o regime aberto

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Por Robson Bonin

O ex-ministro Antonio Palocci deixa a Justiça Federal em Curitiba (PR) - 29/11/2018 (TV Globo/Reprodução)

A Justiça autorizou nesta segunda-feira que o ex-ministro Antonio Palocci passe para o regime aberto.

O ex-ministro, que fechou três acordos de delação premiada com a Justiça, cumpria pena de prisão no regime semi-aberto em São Paulo. Agora ele terá de seguir as regras de recolhimento apenas  nos seguintes períodos: de segunda a sexta, a partir das 20:00 horas até as 07 horas do dia seguinte; aos sábados, a partir das 20:00 horas; e integralmente aos domingos e feriados.

Palocci também não pode se ausentar da cidade, sem autorização judicial.

O juiz da vara de execuções penais Danilo Pereira acatou o pedido dos advogados Tracy Reinaldet e Matteus Macedo, que defendem Palocci.


Veja

Marchezan evita "antecipar debate sobre eleições" contra atuais membros do governo

Prefeito foi questionado sobre possibilidade da secretária Nádia Gerhard concorrer em Porto Alegre

Por Eduardo Amaral

Prefeito ainda não manifestou se pretende concorrer à reeleição

Prefeito ainda não manifestou se pretende concorrer à reeleição | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

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O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr, afirmou que não pretende antecipar o debate sobre as eleições municipais de 2020. Questionado sobre o trabalho desenvolvido pela secretária municipal de desenvolvimento social e esporte, Nádia Gerhard (MDB), ele afirmou estar satisfeito, mas não quis projetar uma eventual disputa com ela no pleito do próximo ano. “Secretário que eu não estou satisfeito não fica, quem está no meu governo eu estou satisfeito e está trabalhando bem. Nós do Executivo ou do Legislativo anteciparmos a pauta eleições é uma injustiça com a cidade, esse é um papel que cabe aos partidos.”

Nas últimas semanas o nome de Nádia foi levantado como possível candidata ao Paço Municipal em 2020. Como a disputa dentro do MDB é bastante difícil, já que Sebastião Melo é um dos favoritos ao cargo, ela iniciou conversas com outras legendas para tentar a cabeça de chapa, ou mesmo o cargo de vice. Os partidos com qual ela tem conversado são PSL, DEM, PRB e PRTB.

Nádia não é a única emedebista que pode trocar de partido em busca de mais protagonismo. O vereador Valter Nagelstein também quer uma chapa que acolha seu nome e para isso iniciou conversas com o PSD.

Já o atual ocupante da cadeira de prefeito tem optado por não falar sobre a disputa do ano que vem. Em 2018 Marchezan chegou a dizer que não pretendia disputar a reeleição, mas o assunto ainda não está definido na legenda.


Correio do Povo


GRÊMIO

Autor do gol de empate, Diego Tardelli reclama da arbitragem

GRÊMIO

Renato lamenta Grêmio "desconcentrado" no empate contra a Chapecoense

GRÊMIO

Torcedor morre dentro da Arena durante a partida

BLOG DO HILTOR

Pelos milhões, Everton queria jogar na China

INTER

Com retornos de Patrick e Nico López, Odair define Inter em treino fechado
Inter reavaliará Rodrigo Lindoso antes da partida com o Cruzeiro

FUTEBOL

Mano coloca cargo à disposição, mas segue no Cruzeiro

FUTSAL

Tribunal decide a favor da ACBF e equipe disputará Taça Brasil

LIMA 2019

Ginástica artística ganha ouro nos Jogos Pan-Americanos

"Missão extremamente difícil", diz Leite sobre regularizar salários até o fim do ano

Manifestação foi feita durante apresentação do processo de elaboração do Orçamento 2020

Por Flavia Bemfica

Governador apresentou processo de elaboração do Orçamento de 2020 ao lado da secretária Leany Lemos

Governador apresentou processo de elaboração do Orçamento de 2020 ao lado da secretária Leany Lemos | Foto: Reprodução / Twitter / CP

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O governador Eduardo Leite (PSDB) classificou, na manhã desta segunda-feira, como uma "missão extremamente difícil" a promessa de campanha de colocar em dia os salários do funcionalismo estadual até o final do ano. Ressalvou, porém. que a promessa "não é impossível", e que o governo desenvolve uma série de ações para gerar receitas extraordinárias que permitam a regularização mesmo que a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) não ocorra neste segundo semestre. Ele não quis detalhar quais são as iniciativas, justificando que "muitas exigem condição de restrição de serem faladas."

Ao tratar do assunto, o governador elencou quatro diferentes passivos deixados pela administração de José Ivo Sartori que teriam impactado negativamente as projeções iniciais sobre a disponibilidade de recursos para 2019. Eles somam R$ 4 bilhões, conforme o tucano. "Arcamos com a quase totalidade da folha de dezembro, com o 13° dos servidores e com o fato de que receitas previstas para janeiro foram antecipadas para dezembro. Fora o passivo da saúde. São R$ 4 bilhões do orçamento deste ano com despesas do passado. Isso torna especialmente difícil esta missão (pagar em dia), mas não impossível", disse.

Entre aliados e integrantes do governo há especial preocupação com a restrição judicial imposta à nova operação de venda de ações do Banrisul. Internamente, a operação (projetada em R$ 2,4 bilhões) era contabilizada no cálculo para a regularização dos salários.

Leite também se mostrou cético em relação à reinserção de estados e municípios na Reforma da Previdência. Ele tratará do assunto amanhã com outros governadores em Brasília. "Honestamente imagino que se confirme a não inclusão. Mesmo que venha uma PEC paralela do Senado, o resultado imediato será a não inclusão", adiantou, assinalando que o RS desenvolve seus próprios estudos para mudanças "porque a expectativa nos deixa imobilizados."

Leite avaliou como positiva a criação de um Conselho de Gestão Fiscal, ventilada pelo governo federal para 2020, mas evitou projetar se a iniciativa pode atrapalhar a adesão do Estado ao RRF. Ele afirmou ainda que as restrições impostas pelo descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) são hoje "insuportáveis ao longo de um grande período", motivo pelo qual defende "ajustes" na legislação.

O Conselho teria por objetivo promover um maior controle sobre as contas dos estados. Conforme matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no último sábado, o objetivo é mudar as regras de prestações de contas, de forma a evitar maquiagem nos números. "Parece uma boa iniciativa, porque um dos grandes problemas do RRF é o descompasso entre o que o Estado apura e o que a União apura. Só que queremos contar também com o apoio da União para termos as condições de chegar a isso. Enquanto não for proposto nada novo, vamos trabalhar com o que temos", afirmou o governador.

Ele repetiu também que o RS espera ter em setembro uma resposta da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) sobre os dados do cenário-base fiscal que o Estado encaminhou após a aprovação dos projetos de privatização das estatais do setor de energia. A resposta faz parte do processo de negociação para a adesão ao RRF.

As declarações foram feitas durante a participação de Leite na abertura dos trabalhos de elaboração da proposta de Orçamento 2020, no Caff, em Porto Alegre.


Correio do Povo

Pacote anticrime: trecho que isenta policial que mata em serviço sofre resistência na Câmara e no Senado

Bolsonaro vai enviar novo projeto sobre o chamado excludente de ilicitude ao Congresso

O Globo


Fachada do Congresso Nacional, em Brasília Foto: Michel Filho/Agência O Globo/27-03-2018Fachada do Congresso Nacional, em Brasília Foto: Michel Filho/Agência O Globo/27-03-2018

Orçamento congelado: Executivo detalha números dos outros poderes

Governo mantém diretriz de expansão zero e argumenta que há como remanejar valores para garantir pagamento do crescimento vegetativo

Por Flavia Bemfica

Governador Eduardo Leite realiza apresentação a integrantes da gestão

Governador Eduardo Leite realiza apresentação a integrantes da gestão | Foto: Itamar Aguiar/ Palácio Piratini

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O governo do Estado decidiu apostar forte no detalhamento dos números para tentar convencer não apenas aliados e oposição na Assembleia Legislativa, mas, principalmente, integrantes de outros poderes e entidades que representam servidores, sobre a diretriz de expansão zero nos gastos com recursos do Tesouro no próximo ano. “O que mostra se você está quebrado não é a sua receita, é a sua despesa”, resumiu, nesta segunda-feira, a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, após o evento realizado, pela manhã, para marcar o início da elaboração do Orçamento de 2020.

Com congelamento dos gastos, previsão de déficit orçamentário de R$ 4,3 bilhões, resultado primário negativo de R$ 156 milhões (não computados os serviços da dívida) e projeção de retração nos investimentos, que já são insignificantes (R$ 1 bilhão) no conjunto das despesas, a peça orçamentária está dando o que falar, mesmo que a entrega do texto final à Assembleia Legislativa esteja prevista para daqui a mais de um mês, em 13 de setembro.

O que concentra os debates, já judicializados, é o fato de a expansão zero significar que despesas de custeio e investimento em 2020 serão limitadas aos mesmos valores fixados no orçamento de 2019, sem previsão, inclusive, de cobertura pra o crescimento vegetativo da folha, na ordem de 3%. O Executivo vem argumentando que o crescimento vegetativo será cumprido, mas que, para isso, será necessário tirar recursos do bolo total de custeio (os gastos referentes à manutenção das ações da administração, no qual se inclui a despesa de pessoal) e de investimentos. E tenta comprovar com números da execução do orçamento dos outros poderes que isso é possível, ao destacar que as dotações iniciais para pessoal e encargos sociais, pelo menos desde 2015, vêm sendo superiores às executadas e, os valores, remanejados pelos órgãos ao longo de cada exercício para financiar o crescimento de outros gastos do custeio ou de investimento.

Conforme os dados da Secretaria de Planejamento, no ano passado, por exemplo, a dotação inicial para os outros poderes/órgãos autônomos na parte de pessoal e encargos sociais foi de quase R$ 5 bilhões, mas a despesa empenhada ficou em R$ 4,6 bilhões, enquanto que a dotação para investimentos passou de R$ 13,6 milhões para R$ 68,7 milhões. E o item “outras despesas correntes” passou dos iniciais R$ 290,5 milhões para R$ 592,4 milhões empenhados. Na administração pública, no grupo “outras despesas correntes”, que também integra o custeio, são computados gastos como material de consumo, passagens e despesas de locomoção, material de distribuição gratuita, serviços de terceiros, locação de mão de obra, auxílio alimentação, entre outros.

As disputas sobre os números começaram ainda no início de maio, quando o Executivo apresentou à Assembleia Legislativa o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020 com a expansão zero. A LDO é a primeira etapa da formatação do orçamento para o ano seguinte. No Legislativo houve reação, e chegou a ser produzido um parecer jurídico contrário ao congelamento total. Mas, no início de julho, o Parlamento aprovou a proposta da LDO proposto pelo Executivo, sem emendas, e com folga: 37 votos a 13.

Na semana passada, após Leite sancionar o texto, a disputa foi parar na esfera judicial. A Associação dos Juízes do RS (Ajuris) encaminhou uma representação ao Ministério Público estadual (MPE) contra a LDO, argumentando pela sua inconstitucionalidade. A Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do RS (Fessergs) ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Tribunal de Justiça.


Correio do Povo